Mudando velhos hábitos

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Hoje, voltando do mercado, tirei uma foto das compras com o celular. Eu uso, na maioria das vezes, ecobags e caixas. Quando não tenho ecobag na mala do carro, peço caixas ao mercado que sempre as disponibiliza, de bom grado, para seus clientes levarem as compras. Mas nem sempre foi assim.

 

Certa vez, um empacotador quis me obrigar a levar minhas compras em sacolas plásticas do mercado. Sim, obrigar. Ele disse que o mercado não permitia que eu saísse com as compras em minha ecobag. Num outro mercado, eu virei “a moça da ecobag” e num outro, o mercado virou meu cliente pois eu passei a fornecer ecobags para ele vender aos seus clientes. :)

 

A redução do consumo dessas sacolinhas aqui em casa foi drástica. Cheguei a 100% de redução em muitos meses. Eu considero isso sensacional, visto que sempre imagino o quanto de sacolinhas não são poupadas por cada pessoa que pensa como eu e acredita que fazer a nossa parte, faz muita diferença no mundo.

 

Contudo, muitas pessoas pensam que não adianta nada apenas eu fazer isso e um monte de gente continuar consumindo as sacolinhas. Mas eu discordo. Vamos olhar em volta? Quantos mercados hoje têm sacolas reutilizáveis à venda para seus clientes? Quase todos! Olhe no caixa e veja quantas pessoas estão usando ecobags, quantas usam caixas, quantas recusam usar as sacolinhas desnecessariamente… é muita gente. Antigamente era raro, hoje não é mais. E isso é fruto de um pequeno grupo de pessoas que deve ter começado a abordar este assunto, a questionar o desperdício do uso dessas sacolas plásticas descartáveis e hoje estamos aqui, falando sobre isso e constatando essas mudanças.

 

Eu não sou totalmente contra a tal sacolinha. O prejudicial é o abuso… veja quantos sacos a gente encontra em enchentes e em lixões? É muita coisa. A campanha contra as sacolas plásticas ajudou e muito a nos abrir os olhos para a necessidade urgente de dar um basta em tanto desperdício e em tanta poluição.

 

É claro que quem embala seu lixo com a sacolinha plástica vai reclamar que deixar usar a sacola gratuíta vai obrigá-lo a comprar saco, o que daria a mesma coisa. Contudo, a pessoa não está considerando que ela consome muito mais sacolinha do que a quantidade que ela usa em seus lixos cotidianos. Ela também não considera que, sendo obrigada a comprar, ela, certamente, consumirá menos. Se ela consumir menos sacolinhas, ainda assim, terá como abastecer seu lixo, poluindo muito menos o meio ambiente para produzir e descartar sacolas que ela pegava e não usava.

Outro ponto importante é que essa discussão toda em volta da sacolinha gerou uma verdadeira corrida para se pesquisar materiais alternativos e menos poluentes para fabricação de sacos plásticos. Hoje, temos sacos biodegradáveis e sacos feitos de refugo da indústria como é o caso dos sacos feito de bagaço de cana-de-açúcar. Isso não é genial? É saco plástico, consumindo menos recursos, reutilizando matérias primas que seriam descartadas na natureza,  usando um material que se degrada poluindo menos e que se degrada mais facilmente na natureza. Eu uso estes sacos e a qualidade deles nelhorou muito. E eu ainda tenho encontrado os sacos a um preço mais em conta do que os sacos tradicionais. Contudo, esta solução ainda não resolve.

Pois é… o que acontece é que o descarte de plástico é um problema ambiental. Não adianta a gente descartar material demais na natureza! Tambpem não adianta continuar consumindo muito só porque o saco tem origem ambientalmente correta. Plástico é plástico e polui. Ponto.

 

A febre das ecobags também merece ser vista com cuidado. Eu ganho ecobag de todo mundo… e essas ecobags também consomem recursos para serem produzidas e poluem ao se degradar. Fora o fato de que os mercados estão despejando milhares de bolsas vindas da indústria asiática. Barata, mas com caro custo ambiental e social já que as leis ambientais e de proteção aos trabalhadores naquele lado do mundo não são nada rígidas e responsáveis.

 

Diante de tudo isso, sempre convergemos para o mesmo ponto: consumir menos e com mais consciência é o melhor caminho. Por isso, uso minhas caixas sempre que possível. Separo o lixo de casa para ser reciclado e uso sacos plásticos feitos de materiais que sejam mais “amigos” do meio ambiente. Mas volto a insistir num ponto importante: precisamos todos acreditar que mudar nossos velhos hábitos individuallmente, fazem muita diferença quando pensamos globalmente.

 

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TEDxRio+20 e a insustentabilidade do dia-a-dia

Depois que me inscrevi para participar do TEDxRio+20, pensei: como vou me locomover até lá? De carro, eu sozinha? Nada a ver. Como eu, que tenho a preocupação de ter atitudes mais conscientes e sustentáveis poderia ir a um evento da Conferência Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, de carro, sozinha? Nada mais insustentável. Decidi: “Irei de busão amanhã para para o TEDx Rio+20. Não tem cabimento eu ir num carro sozinha para uma um evento ligado à sustentabilidade.” Decidi ir de transporte coletivo mas me arrependi. O trânsito estava caótico para chegar até o aeroporto do Santos Dumond. Não sei se encaro coletivo novamente amanhã. E pedir informação? Ninguém sabe nada. Mesmo quem trabalha na linha do ônibus. As empresas de ônibus deveriam ser obrigadas a treinar seus funcionários sobre o entorno dos trajetos das linhas onde trabalham. Nesta hora a gente vê como é complicado falar para o cidadão ser mais sustentável se os governos não dão estrutura suficiente para que nós possamos dar a nossa cota.

Chegando lá, 3 horas depois de ter saído de casa, 1 hora atrasada para o começo do evento, encontro o auditório lotado e não consegui entrar. Vejo o Eduardo Paes, prefeito da cidade, dando entrevistas sobre o evento. Prefeito por star e cidade caótica.

Depois do primeiro intervalo, consigo entrar no auditorio e fico surpresa. Lindíssima a decoração do auditório. Cheia de fotos de pessoas em atividades diversas. Uma auditório realmente globalizado de imagens. Helio Matta presidente do Akatu fala sobre consumo consciente e das sociedades onde o paraíso está relacionado com o que você pode comprar. Fala da ansiedade de comprar e do desespero de pagar. Vivemos para consumir quando deveríamos consumir para viver. O conceito de egoismo e mesquinhez leva à competição desvairada. E penso: muita gente precisa ouvir isso e refletir. Muita gente nem percebe o quanto o consumo desenfreado interfere negativamente na nossa vida. Perdida em minhas reflexões, já não sei se ele disse isso ou se eu conclui: Estamos na sociedade da insatisfação permanente, péssimo para a sociedade e ótimo para a indústria farmacêutica. Afinal, vivemos numa sociedade que resolve todas as nossas frustrações e ansiedades através do Shopping e dos remédios que vendem a ilusão (mais uma) de que nos acabar em compras e nos afogar em Rivotril preenchem o vazio do excesso.

Lançamento!

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Vem chegando o Natal, ano novo e o consumo

Natal há muito tempo perdeu o veio do seu real significado. Hoje o que vemos é um exagero no consumo e o momento que deveria ser dedicado à reflexão e ao momento de união familiar, ser transformado em mera troca de presentes.

Fica muito difícil para os pais não caírem na armadilha já que as crianças são empurradas a desejar os bons e grandes presentes no Natal. Sem contar aqueles incontáveis presentes de parentes e amigos que nem sempre é algo que precisamos ou de nosso gosto. E no caso das crianças, uma sucessão de brinquedos que eles simplesmente não dão conta de usar. E pelo excesso, acabam não valorizando nenhum.

Deixamos então aqui uma sugestão que tem dado certo em nossa casa: Fazemos uma “vaquinha” na família para a compra de um bom presente que será “o” presente do Papai Noel. Ano passado foi uma bicicleta e eles nem perguntam por mais presentes. Quando temos que dar presentes para familiares e amigos, sempre escolhemos artigos educativos reciclados que sempre surpreendem, inspiram e dão bom exemplo.

Na escola, caso as crianças participem de alguma atividade relacionada à troca de presentes, sempre devemos pensar coletivamente e não enviar presentes caros, que incentivem o consumo. A escola é um ambiente educacional, de suma importância. Os bons exemplos ali são fundamentais. Por isso, escolha sempre presentes de um valor médio, sem ostentação.

As crianças e pais que recebem nossas camisetas de malha PET com mensagens educativas (ótimas para o reveillon, inclusive com suas mensagens), bolsas escolares infantis e ecobags de tecido reciclado ou bonés, muitas vezes nos escrevem para dizer sobre a surpresa pelo presente e isso é muito gratificante. E deixamos aqui, nossos produtos como uma sugestão para este Natal e eventos escolares de troca de presentes, amigo-oculto, Natal em família, entrega feita pelo Papai Noel, amigos de trabalho, enfim!

 

Vamos fazer nossa parte e fazer deste, um Natal e um Ano Novo consciente!

Nós estaremos lá! Apareça!

Precisamos mesmo controlar nosso consumo de plástico.

Em 2008 nós publicamos um texto que contava sobre um depósito de lixo que estava se formando no oceano Pacífico.

O Fantástico fez uma matéria em 2010 falando desse problema e o vídeo da reportagem está aí.

É fundamental que tenhamos a consciência de que precisamos reduzir o consumo de plástico.  Para aqueles que questionam a importância das ecobags, é  necessário frisar que quase 30% desse lixo no oceano é composto por sacolas plásticas.

Use ecobags, garrafas retornáveis, refis, diminua o consumo de produtos plásticos e , principalmente, destine o lixo plástico adequadamente para que seja reciclado, reutilizado e não descartado na natureza.

O plástico descartado na natureza vai voltar até nós e não só como lixo, mas como alimento já que a cadeia alimentar, da qual estamos no topo,  se alimenta dele. Basta observar os plásticos mordidos, roídos e bicados pelos animais.

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malha PET no varal

Essa foto foi absolutamente por acaso.

Coloquei as camisetas das crianças na máquina e estendi, todas do mesmo jeito. Nós sempre falamos que a malha PET não precisa ser passada. Mas nunca havia visualizado isso como neste dia. Quando fomos tirar da corda, me dei conta da imagem que mostrava claramente a diferença de amassado entre a camiseta de malha PET (verde) e as camisetas de algodão.

Malha PET é ecológico da fabricação à gaveta! :)

Mais cores para as toalhas de tecido PET!

Chegaram mas novas cores das toalhas de mesa feitas em tecido PET!

Nos tamanhos: quadrada para 4  lugares, quadrada para 8 lugares e retangular para 6 lugares! E agora são cores DUPLA FACE! Isso porque o tecido possui duas tonalidades diferentes em cada um dos lados que permite o uso alternado.

O tecido PET é feito com 40% de poliéster proveniente de PET reciclado e 60% algodão.

O caimento é excelente, o tecido durável, de cores firmes, fácil de passar (e muitas vezes, se estendido esticado e dobrado com cuidado, nem precisa passar!).

Recicle sua casa, recicle sua cozinha, consuma consciente: Consuma produtos reciclados!

Bom para sua vida, bom para o planeta!

http://www.futurodopresente.com.br

Seria ele o pai da teoria do consumo?

“A nossa enorme economia produtiva exige que façamos do consumo nossa forma de vida, que tornemos a compra e uso de bens em rituais, que procuremos a nossa satisfação espiritual, a satisfação do nosso ego, no consumo. Precisamos que as coisas sejam consumidas, destruídas, substituídas e descartadas a um ritmo cada vez maior.”

Victor Lebow, analista de vendas, em meados dos anos 50

Esta frase é muito interessante porque mostra como é o real ritmo do sistema consumista em que vivemos. Pelo qual somos envolvidos ou que nos deixamos envolver.

Eu tinha escrito pouco neste post mas depois eu mesma fiquei refletindo sobre esta frase e me perguntei: será que essa é uma frase que os publicitários aprendem na escola?

Ou que os projetistas ouvem em suas empresas?

Poque essa frase explica tanta coisa!

Explica porque o sistema nos incentiva a consumir. Hoje fui ao Banco e vi uma propaganda de um cartão FERRARI. Quer coisa mais inutil? Mas é “vendida” como algo EXCLUSIVO, importante, sem o qual não somos valorizados como “merecemos”.

Merecer é a palavra do consumo. Nós MERECEMOS!

E aí compramos, compramos, compramos.

Essa frase explica porque os produtos querbram á toa e não duram nada! Eles não foram feitos para durar, oras!

Explica também porque se criam produtos novos como os sabonetes que tiram cheiro natural da vagina, clareadores de axila, sapato com salto para crianças, enfim…. coisas que criam necessidades de coisas que  na verdade, nunca precisamos.

Criar necessidade. Este é um termo que em qualquer cursinho chulé de vendas, é fácil escutar.

Eu vou colocar este Victor Leboux na boca do sapo! :)

Quer ter uma luminária de PET ?

Em Junho de 2010, nós escrevemos um post contando sobre a idéia de que tivemos de usar uma bola de PET que aprendemos a fazer para ser a luminária do quarto das crianças. Desde este dia, nós começamos a receber e-mails perguntando, não como fazer, mas como comprar a luminária.

Pessoas como a Cristina Alves do Paraná que contou: “Não tenho o menor jeito para trabalhos manuais e adorei a luminária, como faço para comprar?”.

Teve também o Celso Martins de Minas Gerais: “Eu até me disporia a aprender a fazer mas não consumo refrigerante a ponto de juntar tantas garrafas, porque vocês não fazem para vender?”

Ou a Gisele Ortis, também de Minas Gerais, que disse: “ah! me vende uma, vai,vai, vai?” :)

E mais dezenas de e-mails que nos inspiraram a começar a fazer o projeto, comprar materiais, conseguir garrafas PET pós-consumo(que nós também não consumimos a ponto de ter quantidade para vender), estudar tamanhos, enfim… finalmente , conseguimos chegar a duas variedades de cor  e um tamanho médio para o primeiro artigo de decoração vendido em nosso site!

Esperamos que gostem e que recomendem aos amigos.

Aqui em casa, não dá outra: a luminária faz o maior sucesso!

E não esqueça também de conhecer nossa loja no elo7! http://www.elo7.com.br/futurodopresente