Brinquedos de “sucata”

Eu adoro inventar alguns brinquedos com coisas que normalmente vão para o lixo. Brinquedos de sucata são ótimos porque são baratos – aliás, são de graça-, não vão para o lixo tão imediatamente e ainda ajudam a estimular a criatividade e a imaginação. Imagino eu, que ao fazermos brinqeudos a partir de materiais inusitados, junto com nossos filhos, estamos mostrando a eles que nossa imaginação não tem limite e que podemos agir, botar mãos a obra e criar. E agora que o Natal está chegando, e os panetones também, eu não poderia deixar de mostrar a nova sensação entre os brinquedos dos meninos: Uma “fantasia” de robô.

A idéia não foi exatamente minha -foi deles, afinal, ao ver aquela caixinha quadrada, a primeira coisa que fizeram, foi colocar na cabeça. Como a caixa vinha abaixo dos olhos, tive a idéia de fazer dois furos na caixa para que eles pudessem enxergar e não demorou para o mais velho chamar o pai para ver a sua fantasia de robô.

E taí, uma idéia a ser aperfeiçoada pois podemos customizar junto com eles as caixinhas, pintar de prata, fazer desenhos, colagens, enfim…
Eu ainda não animei a fazer isso porque eles estão tão empolgados que prefiro deixar ssa carta na manga para a próxima caixinha. E virão muitas porque somos vidrados em panetone. Compro até fora de época, enquanto estão nas pratelerias dos mercados. Coisas de quem trabalhou durante muitos anos com panificação e comia panetone antes de todo mundo…rs…

E as idéias são muitas: Já fizemos carrinhos com caixas de mudança e papelão de produtos que compramos. Fizemos até um avião…rs…. ônibus…

Das garrafas de suco, fazemos boliche, e as crianças amam! Outra coisa que fazemos e ainda não tirei foto é usar as garrafas como raquetes de tênis! Gente, é diversão garantida para as crianças e para os pais. Mas com garrafas ainda dá para fazer muito mais: ainda dá prá fazer bilboquê e aquele vai-e-vem e eu sempre que fizer alguma vou postar aqui e você também, se já fez ou se vier a fazer, mande as fotos com suas invenções para a gente ver!

Artesanato, escola e reciclagem. Funciona,mesmo?

Quem é pai e mãe  de criança sabe: datas comemorativas e aula de artes andam sendo constantemente acompanhadas de pedidos para que os pais separem caixas e embalagens para as crianças fazerem ARTE. Pais que somos, sempre elogiamos o esforço dos filhos e recebemos com alegria e carinho aquele presente.

Mas sendo racionais, temos que admitir que apesar do carinho e do esforço de nossos filhos queridos, a maioria destes presentes acabam não sendo aproveitados ou utilizados e alguns vão, cedo ou tarde, invariavelmente para o lixo.

Somado a isso, é comum as escolas solicitarem materiais e embalagens para reaproveitamento sem aviso prévio e com uma  certa urgência.  E aí vem a pergunta:  quando você não tem a embalagem de iogurte, por exemplo, você deixa de enviar, pede pra vizinha,  ou corre no mercado e compra a embalagem para mandar para a escola?

A intenção da escola, claro, é incentivar e ensinar as crianças (e as famílias) a inserir a reciclagem e o reaproveitamento nas nossas rotinas e nos hábitos das crianças. A intenção é indiscutivelmente a melhor possível. Mas a gente precisa aplicar todo o nosso bom senso (e as escolas também e principalmente) e pensar que a partir do momento que precisamos comprar o iogurte (vamos continuar no nosso exemplo do iogurte) para enviar a embalagem para a escola, a reciclagem não só perde o sentido como inverte já que temos que consumir para reciclar (oi?).  Fora que no caso do nosso exemplo ( o iogurte), para “descartar”um potinho para a arte da escola, normalmente, se compra SEIS!

Ecologicamente, me pergunto sempre, se além de tudo isso, essa arte não prejudica a reciclagem destas embalagens. Tinta, cola, mistura de materiais…. será que essa atitude não é , de certa forma, ilusória, mas também realmente prejudicial ao meio ambiente?

Então, o que nós devemos fazer?

Vejo que mais uma vez, todos nós temos que fazer a nossa parte.  A escola precisa se colocar à frente nesta tarefa. Principalmente, porque é ela que solicita o material e planeja a atividade. Este planejamento precisa ser feito com antecedência para que a família possa ter tempo hábil para consumir determinadas embalagens.  Por exemplo, nós aqui na minha casa, não somos muito de tomar leite, portanto, uma caixa de leite, duuuuuura. Precisamos de tempo para esvaziá-la.  Ou então, preciso de tempo para conseguir com alguém a referida embalagem, que também precisa de algum tempo para esvaziar a mesma.  Na minha cabeça de leiga em educação escolar,  eu penso que a escola precisa se colocar à frente pelo simples fato de que ela está educando para o futuro. Sendo assim, não posso aceitar que a escola se comporte com  o pé no passado.  Para isso, é fundamental o planejamento por parte da escola. A escola precisa pedir aos professores de artes um planejamento das atividades que exijam materiais visando a reciclagem. Só assim poderemos garantir que estamos realmente agindo e educando em prol do meio ambiente.  Outra coisa importante é a finalidade da arte-embalagem.

Primeira coisa neste quesito: a arte precisa ser bonita. E aí, que  me desculpem os professores de artes, mas é difícil achar um trabalho que de fato nos surpreenda. Chego a me perguntar em que aquele trabalho está educando. Porque às vezes são rabiscos aleatórios que parecem não ter tido nenhuma orientação. Tudo bem, eu sou a favor da liberdade de expressão, ainda mais das crianças mas um presente não é um momento de colocar em prática para os pais vem  o  sendo trabalhado pela criança? Porque de certa forma, também para diminuir a chance de ver essa arte ir para o lixo com o tempo, é importante que seja bonita. Vamos falar a verdade, coisas feias  viram lixo, muito rápido. Fazer por fazer sempre, não dá.

E esperar que os pais critiquem ou dizer que ninguém nunca reclamou, é inaceitável (escolas adoram falar isso: ninguém reclamou….). Tô prá ver nascer um pai ou mãe que chegue na escola para dizer: olha, aquele presente do meu filho foi muito feio e joguei no lixo porque além de tudo, não serve pra nada!  E eu que sou sincera em grau avançado não consigo fazer isso. Imagine os pais mais reservados…

Puxando o gancho, é bom que o tal presente seja útil. Não é fundamental mas…. terá duas vezes mais valor.  

Resumindo, a primeira preocupação da escola: tempo.

Segundo, planejamento.

Terceiro,  beleza.

Quarto: utilidade.

Isso tudo porque, uma vez que essas coisas forem para o lixo, elas raramente serão recicladas porque estão totalmente misturadas a outros produtos como colas e tintas.

Agora, e a nossa parte como família ?

Precisamos cobrar e questionar da escola uma postura mais condizente com a educação para o futuro. Se a escola pede um material que não temos, precisamos perguntar qual o tempo temos para enviar. Questionar o planejamento da tarefa: quais as tarefas, no decorrer do ano, que vão precisar deste tipo de material? Com que antecedência esses materiais serão pedidos?

Feito isso, vamos à nossa casa. Como agir quando não temos o material? Compramos? Náo! Isso não tem sentido. Estaremos gerando lixo para reciclar? Isso não faz sentido. Precisamos sim, dar destino a itens que de fato estamos consumindo.

Mas aí, e os filhos? Ficam sem fazer a atividade? Neste ponto, precisamos voltar à escola. E conversar com eles para dizer que não temos determinado material ou que não conseguiremos o mesmo a tempo da atividade e que queremos saber o que será feito com as crianças que estão nesta situação. Temos material alternativo? Nada será feito? Enfim…esses questionamentos são importantes para que não sejamos passivos com a educação  dos nosos filhos para a sustentabilidade.

Eu vejo esta postura como fundamental para mostrar à escola nosso desejo, nossa determinação, nosso empenho e comprometimento,  e nossa postura ativa, questionadora e em busca do aprimoramento do comportamento da família e da escola para plantar as sementes da sustentabilidade e não da ilusão.

E por aulas de arte que nos surpreendam! :)

 

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[imagem: getty images]

Quer ter uma luminária de PET ?

Em Junho de 2010, nós escrevemos um post contando sobre a idéia de que tivemos de usar uma bola de PET que aprendemos a fazer para ser a luminária do quarto das crianças. Desde este dia, nós começamos a receber e-mails perguntando, não como fazer, mas como comprar a luminária.

Pessoas como a Cristina Alves do Paraná que contou: “Não tenho o menor jeito para trabalhos manuais e adorei a luminária, como faço para comprar?”.

Teve também o Celso Martins de Minas Gerais: “Eu até me disporia a aprender a fazer mas não consumo refrigerante a ponto de juntar tantas garrafas, porque vocês não fazem para vender?”

Ou a Gisele Ortis, também de Minas Gerais, que disse: “ah! me vende uma, vai,vai, vai?” :)

E mais dezenas de e-mails que nos inspiraram a começar a fazer o projeto, comprar materiais, conseguir garrafas PET pós-consumo(que nós também não consumimos a ponto de ter quantidade para vender), estudar tamanhos, enfim… finalmente , conseguimos chegar a duas variedades de cor  e um tamanho médio para o primeiro artigo de decoração vendido em nosso site!

Esperamos que gostem e que recomendem aos amigos.

Aqui em casa, não dá outra: a luminária faz o maior sucesso!

E não esqueça também de conhecer nossa loja no elo7! http://www.elo7.com.br/futurodopresente

Só retalhos

Lixo, não! Útil!
Esses estojinhos, porta moedas e necessaires foram feitos com retalhos de tecidos PEt, algodão e com a bainha da calça do maridão…rs…
Com criatividade, podemos reaproveitar muita coisa!
E torna o que seria lixo, útil, novamente!
Se você tem habilidade com costura, mãos à obra com aquelas roupas que não servem mais e que também não tem condições de serem doadas (doar é sempre uma opção importantíssima!).
Retalhos de bainhas, toalhas velhas, lençóis rasgados podem se transformar em muitas coisas.
Não sabe costurar? Quem sabe um curso não desperta este talento?
Em armarinhos é comum encontrarmos cursos variados, inclusive de corte e costura que não são caros e com certeza darão a base para fazer muitas coisas!
Mãos à obra!

Luminária de PET

Lembram que contei que tínhamos feito artes inspirados nas peças de arte ecológica da Valéria L. Lopes que conhecemos no Bazar de Natal da Ciclicca?

Pois é, aí está ela.

Tudo começou com a luminária da área de serviço que quebrou. Ficamos pensando no que poderíamos fazer.

Daí lembramos da arte com PET que aprendemos e que poderia ser usada. Pegamos o lustre das crianças que era bem neutro (taí a foto dele já em seu nova função) e serviria para a área de serviço e fizemos a luminária para o quarto das crianças.

Essa luminária é feita de PET e agora é o lustre do quarto das crianças. Eles adoraram, ficou divertido e diferente.

Uma amostra simples de que podemos reutilizar materiais de forma criativa e bonita. E sem gastar quase nada, né?

Nosso agradecimento especial à Valéria que nos ensinou! Tão criativa e generosa com sua arte.

Reduza, Recicle, Reutilize.

No Bazar de Natal da Cicclica

Estávamos devendo as fotos do Bazar de Natal que participamos a convite do Cíclicca – Empório Sustentável.

Foi uma delícia, conhecemos pessoas maravilhosas aprendemos muitas coisas na palestra da Ana Branco sobre sucos vivos e o BioChip, teve produtos reciclados da Mimirabolantes,

teve contação de história  com a escritora Rozane Pais,

teve oficina de reciclagem com a Terezinha Larcher,

teve Brechó com a Cicclica, teve a arte ecológica de Valéria L. Lopes e suas obras feitas de garrafa PET (eu aprendi e o logo mostro a vocês uma arte que fizemos em casa, inspirados nela!) e teve a Futuro do Presente!

Foi bom demais!

Mania de reaproveitar

estojowww

Meu marido precisou fazer a bainha em uma calça jeans e eu pedi que trouxesse a sobra para casa. Ele, que já está acostumado comigo e minha mania de tentar reaproveitar TUDO,  nem esquenta de pagar este mico…rs… Lembram do armário das crianças que transformamos em armário de cozinha? Olha ele aqui.

Eu não tinha idéia do que faria, pensei numa colcha de retalhos, num detalhe numa roupa ou calça mas a idéia genial veio dele mesmo, transformar num estojo.

Então, na minha aula de costura, levei as bainhas, a idéia e fizemos de duas maneiras: uma apenas colocando o fecho e costurando o fundo (nessa ordem) e a outra desfazendo a bainha da barra da calça e depois colocando o fecho e costurando o fundo.

A primeira opção ficou melhor pois o acabamento ficou mais caprichado e estéticamente mais bonito. A segunda opção,  não ficou tão bonita mas gerou um estojo mais espaçoso.

Não ficou bacana?

Agora, podem ter certeza que todas as bainhas vão virar estojos e necessaires. Muitas calças das crianças que podem virar bermudas para que usem por mais tempo, terão suas bainhas reaproveitadas. Se forem muitas? A gente vende, oras? Não quer vender, pode-se sempre colocar num bazar beneficente. Melhor que jogar as bainhas no lixo e depois ter que consumir comprando um estojo.

Reaproveitar é sempre uma opção correta para o futuro que vamos deixar para os nossos filhos! Não gera lixo e diminui o consumo.

E você, já fez reaproveitamento de coisas que normalmente iriam pro lixo?

Já encontrou uma solução criativa e inusitada?

Conta prá gente!

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