Requeijão #feitoemcasa

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Primeiramente, quero me desculpar pelo sumiço…é tanto trabalho, tantas demandas nas nossas múltiplas jornadas que a gente acaba falhando em algum ponto e acabei não conseguindo atualizar o blog. Assunto não falta. Chego a ficar em dúvida sobre o que vamos falar. Seu eu conseguisse não dormir umas 3 vezes por semana , eu ia adorar…rs… coisa mais chata essa de termos que, obrigatoriamente, dormir todos os dias….rs… Dormir 2 ou 3 vezes por semana já deveria ser suficiente! :)

Mas vamos ao assunto em pauta:  nossa série #feitoemcasa

É bom esclarecer que, embora tenhamos publicado algumas receitas ultimamente, não somos , nem queremos ser um blog de receitas. Contudo, diante de tantos alimentos industrializados de má qualidade, diante de tantas doenças que estão acometendo a infância, como diabetes, obesidade e pressão alta, é impossível não associar alimentação e futuro.

E eu estou empolgada aprendendo a fazer coisas em casa. Coisas que a gente compra em potinhos e que, além de um monte de aditivos, não tem gosto de nada. Como é o caso do requeijão. Não sei se vocês pensam como eu, mas a cada dia que passa, o requeijão vai ficando mais sem graça. Isso, quando é requeijão tradicional…  Porque, se no pote estiver escrito CREMOSO apenas, não se engane. Não é requeijão. É um composto TIPO de leite TIPO  requeijão. E por isso, mais barato. :(

O que me deixa muito brava porque, afinal de contas, nossa legislação permite que as embalagens sejam praticamente idênticas a do requeijão (que deveria ser tradicional) e não contém nenhum aviso em destaque que informe a diferença entre um e outro. É aquela história: para vender vale qualquer coisa? Vale. As empresas não estão nem aí para a nossa saúde. Elas querem é vender.

Mas, nós somos brasileiros e não desistimos nunca! rs… Queremos #comidadeverdade. Por isso,  vamos ao que interessa: depois de muitos testes e tentativas, estou fazendo requeijão #feitoemcasa! E o melhor:  é fácil e gostoso. A minha família não quer mais saber do requeijão do mercado. Experimentem e depois me contem, hein!

Vamos à receita?

Requeijão #feitoemcasa

Ingredientes :

  • 1 litro de leite (eu uso o integral, nunca fiz com semi-desnatado ou desnatado)
  • 2 a 4 colheres de sopa de vinagre de maçã (*)
  • 2 colheres de sopa de manteiga a temperatura ambiente
  • sal a gosto
  • Pano para coar (pode ser uma fralda,  um pano de prato ou um  pedaço de voil  (eu uso voil).

Modo de preparo:

  • Ferva o leite e adicione 2 colheres de vinagre imediatamente após retirar do fogo e mexa bem. (*) Nesta etapa é importante observar como o leite vai talhar. O ideal é que ele forme os grumos e deixe um soro levamente turvo e esbranquiçado, bem visível. Se você perceber que o leite não talhou completamente adicione mais colheres até que ele talhe completamente. O máximo que precisei adicionar foram 4 colheres de sopa para cada litro de leite.
  • Cubra e deixe esfriar.
  • Depois de frio, prepare uma bacia e um escorredor  ( eu uso a panela de cozimento a vapor, é ótima) montando a bacia ou panela embaixo e o escorredor por cima, encaixados.
  • Forre o escorredor com o pano/voil.
  • Despeje o leite talhado com cuidado dentro do pano e esprema para que sai a maior quantidade possível de soro. Eu espremo bem mesmo até que eu sinta que o creme do leite talhado está soltando naturalmente do voil.
  • Reserve o soro pois pode ser necessário para dar ponto ao requeijão.
  • Depois de espremido, coloque no liquificador ou num copo de mixer (eu prefiro o mixer).
  • Adicione a manteiga e o sal ao creme do leite e bata até a mistura ficar homogênea. Se sentir que mistura ficou muito grossa, adicione um pouco de soro para ajudar a bater.
  • Coloque a mistura em um pote e leve à geladeira por 3 horas e seu requeijão está pronto!

 

Rendimento: cada litro de leite , rende aproximadamente a quantidade equivalente a um copo de requeijão.  Agora, que eu peguei o jeito, estou fazendo 2 receitas por vez. Mas recomendo que comece fazendo apenas 1 litro por vez até que pegue o seu jeito de fazer a receita.

E depois não se esqueça de voltar aqui contando o que achou! E claro, compartilhe nosso post!

 

 

 

 

 

Mochilas Escolares, outro drama.

Ano passado, fora o preço do material escolar, um grande drama para mim, foi escolher a mochila. Na escola, não há a necessidade de levar material escolar e nem lanche – que é preparado na escola seguindo orientações de uma nutricionista-, mas como ainda é, na verdade, de uma pré-escola, ele leva na mochila uma muda de roupas e uma toalha para qualquer imprevisto desta ordem. E realmente aconteceram vários acidentes que necessitaram de troca de roupa.

Por isso, a mochila não precisava ser de rodinhas, no meu entender. Afinal, além do pouco material, ele só carrega a mochila praticamente do carro à sala de aula e vice-versa no fim do dia. Nada mais que 20 metros. Mas a vedete do momento ainda era a mochila de rodinhas. E realmente, num primeiro olhar, diante da quantidade absurda de material que as crianças precisam carregar, era melhor puxar um carrinho do que carregar 15 quilos nas costas.

Mas minha atitude sempre questionadora se perguntava ser realmente essa mochila era a melhor opção e decidi que no caso daqui de casa, não era. Comprei uma mochila simples mas que parecia dar apoio de qualidade à coluna, sem personagens (para evitar estimular o consumismo precoce) e muito mais barata que as de rodinhas.

Esse ano, o drama não foi diferente. E o pior é que eu não encontrava nenhuma mochila razoavelmente bonita sem ser de personagens famosos e que estão custando o “olho da cara”.  E sem rodinha? Um verdadeiro desafio.

Mas, de repente, começo a ouvir na mídia a noticia de que os especialistas estavam condenando as mochilas de rodinhas porque forçam a coluna de forma inadequada e desigual. Ou seja, agora, o mais indicado é a mochila nas costas, corretamente apoiada e com menos de 10% do peso da criança em material escolar.

Algumas coisas eu preciso considerar antes de comemorar minha escolha pela mochila se rodinhas, aparentemente, não equivocada:

1. A gente precisa ter uma visão crítica das informações que recebemos todos os dias. Não dá para confiar em tudo o que falam. Neste caso por exemplo, a mochila de rodinha foi durante anos elevada à condição de salvadora da saúde ortopédica das crianças. Agora, acaba de virar vilã. Portanto, antes de aderir cegamente, devemos usar nosso bom senso.

2. Será que realmente estes posicionamentos são confiáveis ou foi uma jogada de marketing lançada no mercado para que as pessoas agora renovem suas mochilas? Teoria da conspiração? Pode ser… mas, não podemos esquecer que a moda quando muda, gira o mercado e  circula o dinheiro.

Mas, eu observei o seguinte:

Durante um evento ocorrido em SP, fiquei para todos os lados carregando minha bolsa de viagem possuidora das “milagrosas” rodinhas. Pois bem, depois de alguns dias, senti fortes dores nas costas e desde então, venho sentido fortes fisgadas. Será que não foi a mala de rodinhas que sobrecarregou um dos lados do meu corpo em detrimento do outro que não empunhava a mala?

Por isso, mantenho minha posição contrária à maré da moda. As mochilas aqui são novamente sem personagens e sem rodinhas. Se vai mudar, não sei, mas hoje sinto que isso é o melhor para o estilo de vida das crianças.

Mas ainda assim, corremos os riscos de uma nova pesquisa, daqui a alguns anos, voltar a dizer que a mochila de rodinhas é melhor ou ainda que um novo modelo de mochila é melhor que as duas. E esse novo modelo, alguns anos depois , pode não ser mais  tão bem indicada. E a gente fica assim, meio perdido sem saber no que acreditar.

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[post publicado originalmente em 02 de fevereiro de 2009]

Iogurte natural fácil e #feitoemcasa

A amiga Maria Rê, postou em seu blog Fogão Azul um post falando sobre sua indignação quanto à Publicidade direcionada às crianças em produtos alimentícios. Este post, fez parte de nossa blogagem sobre o assunto, onde ela é inclusive uma das autoras. Mas ela não parou apenas no texto, ela ainda nos brindou com uma receitinha básica para se fazer iogurte em casa, sem complicação, mais barato e sem embalagens para poluir o meio ambiente. E melhor: sem corantes, conservantes, acidulantes e “purgantes” que só prejudicam a nossa saúde e a saúde da crianças.

Não pudemos deixar de experimentar a receita!

Tenho em casa uma iogurteira antiiiiiiga da Arno em casa e ela precisa ficar ligada por 9 a 12 horas para fazer o iogurte.

Na receita da Maria Rê basta uma pequena aquecida no leite.

Fazer iogurte é muito, muito fácil.

Aqueça 1 litro de leite (integral é melhor). Se tiver um termômetro é só aguardar chegar em 45°. Se não tiver, não tem problema. Quando começar a ferver, desligue o fogo e espere esfriar até que consiga deixar seu dedo mindinho dentro do leite por 10 segundos (lave bem as mãos antes, purfa). Nessa hora, coloque num pote de vidro ou panela de inox uma colher de sopa (não mais do que isso!) de iogurte natural. Despeje o leite e misture bem. Cubra, enrole num pano de prato ou toalha e coloque num local protegido de variações bruscas de temperatura – o ideal é o forno desligado, mas pode ser um armário. Depois de 8 horas, desembrulhe e coloque na geladeira. O iogurte já está pronto.

Você pode consumi-lo puro, adoçar a seu gosto, bater com frutas, usar de base para molho de salada, usar como substituto para o leite em algumas receitas…tantas possibilidades!

Atente para o seguinte:

  • Leite integral, além de mais saudável, deixa o iogurte mais cremoso.
  • Use apenas uma colher de sopa de iogurte para 1 litro de leite, não mais do que isso.
  • Procure um iogurte que tenha a menor quantidade de porcarias possível para usar como base. Evite os que têm gelatina, leite em pó, amido e outros tipos de espessante.
  • Guarde sempre uma colher de sopa do iogurte que você produziu para usar na próxima leva. Você nunca mais precisará comprar os potinhos plásticos poluentes de novo!

Sobre a minha experiência:

  • Minha primeira vez não deu certo. Não desista.
  • No tempo frio,  a fermentação demora mais a ocorrer, deixe mais tempo fora da geladeira e aguarde paciêntemente que ele atingirá a consistência.
  • Antes de atingir a consistência, não coloque na geladeira.
  • Mantenha em local protegido do frio ou que receba calor, como em cima do fogão ou dentro do forno desligado. Isso ajuda a fermentar mais rápido.
  • Prefira recipientes de inox ou vidro

 

Esta aí, o iogurte pronto. Dividi nos potinhos de vidro da iogurteira -que não  precisou ser usada- , ótimos para acondicionar alimentos e claro, reutilizáveis. Cada potinho, adicionado das frutas, tem rendido 4 (isso mesmo, quatro!) porções. Já fizemos batido (no triturador do mixer) com ameixas secas e açúcar e outro de morangos frescos e mel (para substituir o açúcar). Ambos ficaram com uma coloração linda, perfeita, sem nenhum corante ou flavorizante artificial.

Ficaram simplesmente deliciosos! Absolutamente, saudáveis e naturais!

Meus parabéns e agradecimento carinhoso à Maria Rê que nos autorizou a postar a receita e nos brindou com essa dica!

Ana Maria Braga que nos aguarde!!! :)

A Asma e a volta ás aulas

Estava lendo um artigo sobre asma na escola e, quando li sobre os cuidados na escola (realizar pinturas, obras etc. durante as férias), lembrei de uma situação muito triste, e acho importante que isso fique bem claro em todos os lugares frequentados por asmáticos. É pra alertar, não quero assustar, mas mostrar como é importante a gente estar ligada em tudo, e ensinar à criança ou adolescente a ficar ligado em tudo.

Uma colega de escola era asmática, e estavam fazendo uma troca de piso na academia que ela frequentava. Só que a academia ficou funcionando normalmente, e ela foi fazer aula. Teve uma crise e não resistiu. Ela provavelmente nem pensou que não poderia fazer aula naquelas condições, pois talvez nunca tenha sido alertada. Já era grandinha (foi no ano em que entramos para a faculdade), então não estava acompanhada dos pais, que talvez a tivessem impedido se tivessem visto a situação. E a academia, claro, foi irresponsável.

Portanto, a gente precisa viver a vida e deixá-los ser crianças/adolescentes, mas chamando atenção para esse tipo de coisa.

Eu faço muito isso com as meninas: mostro situações em que as pessoas poderiam ter escolhido agir de outra forma e ter suas vidas poupadas (recentemente, foi uma história sobre pegar carona com alguém que bebeu). Conto e pergunto o que entenderam, qual a conlusão que podemos tirar e tal. Tem funcionado, espero que levem isso para a vida, quando forem mais independentes.

A gente não pode impedir tudo, mas pode fazer força pra criar uma boa base.

Vida de mãe é dura mesmo.

E a gente passa a entender os sufocos pelos quais fez nossas mães passarem, né?

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Texto de Silvia Schiros

[imagem: http://noticias.r7.com/saude/noticias/veja-como-se-prevenir-dos-sintomas-da-asma-no-verao-20100201.html]

Letra de Médico

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Uma coisa, prá mim, inadimissível num médico mas que mais acontece: letra ilegível.Pô…a pessoa tem terceiro grau completo….na prova para passar de ano eles escreviam com esses garranchos que a gente vê por aí?Ou eles se prepocupavam que os professores entendessem sua letra? ;)
Seguindo este raciocícionio, não é importante que o atendente da farmácia, o farmacêutico, o atendente do laboratório entendam os nomes dos medicamentos e exames levando em consideração que a compreensão errada pode causar administração errada de um medicamento ou o resultado de um exame levando á piora ou até a morte de uma pessoa?
Para nós, fica complicado reclamar afinal, estamos ali já sensibilizados por algum problema de saúde. além disso, sempre pesamos que o medico pode levar a crítica pro lado pessoal e não nos atender direito, ou ainda, não temos outra opção de médico e acabamos aceitando isso, ou ainda aquele, apesar da letra, é um profissional competente.
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Mas seja qual for o motivo, não é algo justificável por parte do médico.
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Quanto a nós, eu recomendo que comecemos a pedir, como quem não quer nada, que o médico dite a receita e a reeescrevamos no verso. Eu tenho feito isso e sempre com um sorriso no rosto digo que eu entendo tudo no consulório mas quando chego em casa fico em dúvida e não quero incomodá-lo ou correr o risco de pedir algum remédio ou exame errado. Até porque, atendente de farmácia, muitas vezes nem sabe ler direito. E reescrevo tudo no verso da receita ou do pedido de exames, com a minha letra.
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Como para bom entendedor , meia palavra basta….torço para que ele, inteligente que é, entenda o recado.
:)
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O olho do consumidor

A cartilha “O Olho do Consumidor”, que conta com ilustrações de Ziraldo, foi lançada para divulgar a criação do “Selo do SISORG” (Sistema Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica) que pretende padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos, orientando o consumidor.

Rola na internet que oo livreto, que teve tiragem de 620 mil cópias, foi objeto de uma liminar de mandado de segurança, que impediu sua distribuição. A proibição teria se dado por conta do item 5 da página 7, onde se lê: 

“O agricultor orgânico não cultiva transgênicos porque não quer colocar em risco a diversidade de variedades que existem na natureza. Transgênicos são plantas e animais onde o homem coloca genes tomados de outras espécies”.

Como a gente nunca deve acreditar em tudo o que recebe pela internet, fui dar uma pesquisada e rapidamente – e para meu orgulho – encontrei um belíssimo esclarecimento  no blog FOGÃO AZUL da minha querida amiga, Maria Re! Ela nos mostra que checou tudo e pôde confirmar que as cartilhas são distribuídas, sim, e sem nenhuma alteração de seu texto.
http://fogaoazul.com/2009/07/25/sobre-a-cartilha-de-organicos/

Mas você pode clicar no link abaixo e baixar a sua bem  aqui:

cartilha_ziraldo

 

Semana Mundial de Amamentação

Experiências reais de mães e amamentação

Este post surgiu de um debate onde partilhamos nossas vivências e experiências com relação à amamentação e o nosso ativismo em defesa deste alimento tão importante nos primeiros anos de vida.

Para as mães que querem, que não querem, que acham que devem e as que acham que não devem.

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Só com leite, engordavam acima da “média”

Eu amamentei meus dois filhos exclusivamente até 8 meses. Eles não bebiam nem água, só peito mesmo.  Com quatro meses já recebia incentivo até da pediatra para introduzir novos alimentos. Na família, era olhada como “A estranha”…rs…

Meu segundo filho, mamou até 2 anos e meio e desmamou espontaneamente sem nenhum problema ou forçação de barra. Mas confesso que já estava um pouco cansada e ele grande, pesado para colo, enfim…foi tudo na hora certa para os dois… Fiquei feliz com isso pois não tive que desmamá-lo contra vontade.

 Uma coisa interessante é que durante a amamentação exclusiva, os dois mantiveram peso e tamanho acima da média para a idade. Eram gorduchos.  Depois da introdução de novos alimentos, o peso caiu drásticamente e foram sempre magrelos, abaixo da média.

Sobre doenças, não percebo nada de diferente neles. Acho que eles adoecem normalmente o que me não me incomoda. Acho normal adoecer, faz parte da vida. Não me arrependo e tenho certeza de ter feito o melhor pela saúde deles.

Não acho que eu possa escolher não amamentar. Não considero que tenha este direito se escolhi ser mãe e só eu tenho este alimento para dar.  É triste ver mães que poderiam amamentar e não conseguem porque não recebem apoio ou incentivo e são empurradas às fórmulas sob o terrível argumento que não vale a pena tentar ajuda ou continuar tentando introduzir seu leite. Já é comprovado que a maioria dos casos de insucesso na amamentação, podem ser revertidos com ajudas simples, como a pega correta da boquinha no seio.

Gêmeas nas “divinas tetas” por seis meses as diziam que eu não teria leite

Minhas primeiras filhas, gêmeas, mamaram exlusivamente no peito até os seis meses, e continuaram mamando até os 3 anos e meio, quando engravidei e elas desmamaram naturalmente. Foi uma estória bem gostosa de amamentação, apesar das dificuldades do começo, quando passei por seis pediatras diferentes no primeiro mês de vida, porque TODOS me diziam que eu jamais teria leite suficiente para dois bebês e que elas iriam passar fome por causa de um capricho meu…

A estrela tinha uma dificuldade de pega e fazê-la mamar foi bem trabalhoso nas primeiras semanas, foi um processo cansativo, mas depois que a coisa engrenou foi só curtição… era uma delícia colocá-las uma em cada peito, eu me sentia poderosa, quase uma deusa de divinas tetas, rsrs…

Eu também acho que amamentar não deveria ser opção. Ter filhos é opção. A partir do momento quando uma mulher opta por ter filhos, acho que há um mínimo que ela não tem o direito de optar por não prover. A amamentação, no mínimo pelos primeiros seis meses, entra aí.

Em nenhum momento pensei em desistir!

Eu não tive a menor dificuldade em amamentar minha filha. O peito quase caiu no início, por alguns dias senti dor, o peito rachou, sangrou, em algumas mamadas eu chorei de dor, mas em nenhum momento passou pela minha cabeça desistir. Fui com fé e logo tudo se resolveu, sem precisar recorrer a ninguem.

Hoje sei que, além de acertar a pega (não era o meu problema), ajuda muito variar a posição em que o bebê pega o peito. É meio doido, mas resolve o problema e bem rápido.

Laurinha mamou 2 anos e meio, com 1 ano e meio passei a regrar pra começar a reduzir, pois ela mamava muito e em livre demanda e não comia nada. Foi dificilimo pra mim, pois amava amamentar, mas reduzindo aos poucos foi bom porque ela acabou deixando naturalmente.

Não acho que usar de alguma psicologia pra ajudar a mulher que tá totalmente perdida é infantilizá-la ou passar a mão na cabeça, ha’casos e casos de mulheres que ainda não despertaram, mas todas merecem ser ajudadas: algumas aproveitarão essa ajuda, a muitas outras talvez não. 

Sobre ser radical, ouço isso às vezes, mas nem sempre acho justo. Em alguns casos até acho, e acho que o papel de quem quer ir contra um sistema, quem questiona e se compromete com uma forma de viver precisa ser radical sim, porque se não fora nada mudará.

 

 

Falta a sociedade toda entender que isso é qualidade de vida a longo prazo

Triste é ver toda uma cadeia de fatos que levam ao “não-amamentar”: vamos pensar numa mãe com a saúde normal, com o índice vergonhoso de cesariana no Brasil já começa o start da cadeia, sem o passar pelo trabalho de parto essas mães realmente não tem a descida do leite como deveria ser, sem contar que na cesariana é difícil o bebê que mama na primeira hora, dai ela vai no pediatra normalzão ele faz o que na primeira consulta? Complemento.

 

Pra que ele vai ensinar a pega, como estimular a produção, a cura das fissuras, depois tem que acompanhar essa mãe e tal, se ele pode dar uma receita de NAN? E dai o trem já está ladeira abaixo e sem freios. Quando a mãe consegue ir longe com 3/4 meses o pediatra manda introduzir alimentos.

Porra, meu mamilo quase soltou do resto do peito, sangrou, colou a casquinha no sutiã, e porque eu insisti? Eu não me fiz de tadinha, chamei uma especialista que veio corrigir a pega, fui nos encontros de amamentação, troquei idéias. Sei que a dor é uma coisa muito subjetiva, mas uma vai lá e aproveita pra parar com uma coisa que talvez não faça sentido pra ela, a outra corre atrás.

É tão anormal pra mim esse ciclo artificial-medicamentoso sendo que o peito tá lá. Falta o médico entender. Falta a sociedade toda entender que isso é qualidade de vida a longo prazo, o que na nossa era imediatista fica bem complicado.

 

 

E o colostro saiu pelos bicos como um chafariz

Na hora em que o médico puxou…..os meus seios inflaram e o colostro saiu pelos bicos como um chafariz…..parece loucura……o médico colocou a Débora em cima do peito e ali mesmo ela sentiu as primeiras gotas de vida…….me emocionei e todos choraram na hora…..

O peito  era a alimentação primordial(ela foi para a creche com 3 meses…….mais ficava lá a tarde toda dormindo e só acordava qd eu chegava com os seios latejando……..limpava-os e ali mesmo me entregava a ela……e Paulo sempre ao meu lado……embevecido……

Confesso:o mamilo doeu nas primeiras horas,porém o PRAZER…..isso mesmo,eu sentia prazer em amamentar,em estar com aquele ser e nada ,nem ninguém iria me tirar isto….não ía a festas,não saiamos sem ela………ela estava sempre perto…….um dia,ela ía fazer dois anos,a minha sogra ficou sem paciência em esperar eu voltar de uma reunião de pais,comprou uma mamadeira e deu um nescau morninho…….e a Débora largou o peito …..pois aí,só queria nescau….

Quando fiquei grávida do Daniel,tive leite até o oitavo mês……e na hora em que ele nasceu (a bolsa estorou a meia-noite e ele nasceu as 3 da manhã com o mesmo tamanho e peso que a irmã). Eu não tinha leite……fiquei desesperada,porém,o pediatra que assistiu o meu parto,me acalmou e de repente,sem mais nem menos,o meu leite desceu…..senti uma dor forte nas axilas e o coloctro gotejou…..Dr.Fábio pegou o Daniel e colocou para mamar….o bico calejado,nem sangrou….

Já Daniel,eu tive que tirar o peito quando ele estava com um pouquinho mais de dois anos,pois eu estava abaixo do meu peso,parecia um travesti de tão magra e cansada………senão,ele teria largado sozinho……

 

 

Quantas vezes você pariu na vida?

Esse papo de “menos mãe” também me cansa profundamente.

Aliás, quando essa conversa começa, eu saio do papo porque não tenho não tenho mais paciência de argumentar.

Um tecla que sempre bato e na sua história ela fica ainda mais clara é que nós mães, somos vítimas , sim!

Quantas vezes você pariu na vida?

Quantas crianças seu pediatra já atendeu?

Quantas crianças foram cuidadas por  essa agente de saúde?

Olha a diferença de experiência que ele tem e o quanto de terror eles podem fazer sobre nós com anos de argumentações que nós não temos.

Buscar informações é uma alternativa, mas e o tempo hábil para isso? A criança precisa ganhar peso, no parto o TP precisa engrenar…são (no máximo) nove meses para aprender em troca de anos de experiência de profissionais desumanos , em sua maioria.

Quanta pressão VOCÊ sofre? Caraca…é difícil não ceder.

As mulheres que enfrentam, são poucas e sabe lá Deus de onde sai tanta determinação…

Eu acho que nós não temos escolha, amamentar é um dever, sim.

Mas quando as coisas não acontecem redondinhas, é uma luta inglória.

Se as mães tem o compromisso de amamentar, mais ainda os profissionais tem OBRIGAÇÃO  de apoiar e não é isso que acontece.

 

 

Aprendi a escolher minhas batalhas

Eu acho importantíssimo a gente ter cuidado e psicologia pra falar com as mulheres, tirar a culpa da jogada e falar em crescer e assumir responsabilidades. O que acho que não se deve fazer é dourar a pílula. Diante de uma mulher que repete “não tive leite, não tive leite”, passar a mão na cabeça e dizer: ‘é, é verdade, nem toda mulher tem leite, amamentar não é pra todas, paciência’, porque isso não é verdade. E não vai ajudar em nada. A gente ter cuidado com a experiência do outro, tratar as questões do outro com carinho e atenção, não significa ser condescendente, certo?


Agora, depois de mais de 5 anos de “ativismo”, eu aprendi a escolher muito minhas batalhas. Se a pessoa não dá um sinal de que está a fim de olhar mais fundo pra própria experiência e se questionar, eu não abro a minha boca. Também não vou passar a mão na cabeça, só me abstenho de tocar no assunto com a pessoa.

 

 

Eu ordenhava leite e deixava, mas ela não tomava.

A Dani mamou no peito até os cinco meses. Com três meses eu voltei a trabalhar e ela ficava com o pai. Eu ordenhava leite e deixava, mas ela não tomava com ele. Só tomava comigo. O pediatra orientou que colocasse na mamadeira, e eu tbm não me informei sobre outras formas de oferecer meu leite que não fosse o peito. Ela chorava a tarde toda porque só mamava quando eu chegava. E mamava até vomitar, tadinha!

Passei quatro anos me informando, lendo e abraçando as causas da maternidade responsável, consciente. Quando decidi engravidar novamente, já sabia tudo que faria de diferente: queria um parto natural, em que meu bebê fosse respeitado desde antes de nascer, amamentação em livre demanda e exclusiva até que eu e minha filhota estejamos preparadas para o início da introdução de alimentos, cama compartilhada… Tudo que fui recriminada com a Dani!

Alice nasceu de cesárea necessária, mas meu consolo é que na primeira hora ela mamou! Ela mamou como um bezerrinho, linda! Amamento ela sempre que ela busca o peito. Minhas brigas com as avós já começaram, porque elas não admitem que eu pegue ela do colo delas SÓ porque ela procurou o mama e mamou só faz uma hora! “Ela vai ficar obesa!”… 

Hoje, fechei minha família para palpites! Faço cara de paisagem, dou um sorriso de Monalisa e sigo com meus ideais! Porque eles não compartilham do meu ponto de vista, e já cansei de tentar mostrar a importância do respeito com a criança e com a mãe!

 

 

Texto escrito a  12 mãos por

Ana Cláudia Bessa http://www.futurodopresente.com.br ,

Luciana Isolani http://lucianaivanike.blogspot.com ,

Mariana Tezini projetomacieira.blogspot.com ,

Monique Fustcher http://www.mimirabolantes.blogspot.com ,

Renata Matteoni  http://rematteoni.wordpress.com ,

Renata Penna blogmamiferas.com.br.

“LEITE MATERNO vs FÓRMULA INFANTIL: sem combate”

Na POSTAGEM COLETIVA: Para o bebê, o melhor leite é o da mãe , não podemos deixar de falar nas diferenças entre essas duas substâncias, além do fato de uma ser natural e a outra ser artificial.
“Tradução de um trecho do artigo SUCK ON THIS, de Pat Thomas, da revista The Ecologist, abril/2006 por VERA FALCÃO

O leite materno é um alimento vivo que contém células vivas, hormônios, enzimas ativas, anticorpos e, pelo menos, outros 400 componentes singulares. É uma substância dinâmica e a composição da mesma muda do início ao fim da amamentação e de acordo com a idade e as necessidades do bebê. Por fornecer também imunidade, o bebê alimentado ao seio recebe proteção contra doenças, continuamente.
Comparada a essa miraculosa substância, o leite artificial – comercializado como “fórmula infantil” – é um pouco mais que “junk food”. É também o único alimento industrializado que os seres humanos são incentivados a consumir, com exclusividade, por um período de tempo; justamente quando sabemos que nenhum organismo humano espera manter-se saudável e ter êxito com uma dieta constante de alimentos processados.
Tabela de comparação entre leite materno e fórmula infantil, quanto aos elementos componentes:
Gorduras Leite Materno: rico em ômegas-3, construtores do cérebro, a saber, DHA e AA; ajusta automaticamente essa gordura às necessidades da criança, os níveis diminuem quando o bebê cresce;rico em colesterol, quase completamente absorvido; contém a enzima lipase, que atua no sistema digestivo, transformando gorduras em ácidos graxos e glicerol.
Fórmula: não contém DHA, colesterol e lipase; não se ajusta às necessidades da criança, nem é completamente absorvida.
xxxxxCOMENTÁRIOS: O mais importante nutriente é o leite materno. A ausência de DHA e colesterol na FI vai predispor a criança a ter na idade adulta doenças do coração e sistema nervoso central. O restante da gordura não absorvida contribui para as desagradávies e mal-cheirosas evacuações dos bebês alimentados com FI.
Protéina Leite Materno: soro leve e facilmente digerível; mais completamente absorvida e mais ainda no leite das mães que tiveram prematuros; contém lactoferrin, proteína que atrai o ferro e que mantém o intestino saudável;contém lisozima, enzima antibacteriana;rico em proteínas construtoras do cérebro e do corpo; rico em fatores de crescimento, proteínas que controlam o crescimento, a divisão e maturação de células e tecidos; contém proteínas indutoras do sono.
Fórmula: difícil digestão da caseína; não completamente absorvida, então mais desperdício, dificultando o trabalho dos rins;pouca ou nenhuma lactoferrin; sem lisozima, proteínas construtoras deficientes ou em baixa; deficiência em fatores de crescimento; contém proteínas indutoras do sono em menor número que o LM.
xxxxxCOMENTÁRIOS: Crianças não são alérgicas a proteínas do leite humano.
Carboidratos Leite Materno: rico em oligossacarídeos, os quais promovem a saúde do instestino.
Fórmula: sem lactose em algumas fórmulas.
xxxxxCOMENTÁRIOS: lactose é importante para o desenvolvimento do cérebro.
Imunizadores Leite Materno: milhões de glóbulos brancos (leucócitos), em cada mamada; rico em imunoglobulina.
Fórmula: sem glóbulos brancos ou outro tipo de célula; sem benefícios de imunidade.
xxxxxCOMENTÁRIOS: o leite materno providencia ativa e dinâmica proteção contra infecções de todo o tipo; pode também aliviar uma série de problemas externos de saúde, como conjuntivite e assaduras.

Vitaminas e Minerais Leite Materno: maior absorção; ferro é absorvido de 50-75%;contém mais selênio (antioxidante);

Fórmula: não absorvidas satisfatoriamente;f erro é absorvido de 5-10%;contém menos selênio que o LM.
xxxxxCOMENTÁRIOS: os nutrientes na fórmula são absorvidos de forma pobre. Para compensar isso, mais nutrientes são adicionados a ela, fazendo com que a digestão fique difícil.
Enzimas e Hormônios Leite Materno: rico em enzimas digestivas, como a lipase e amilase; rico em vários hormônios, tais como, o da tireóide e os da pituitária; proporciona experimentar variedade com a dieta da mãe, dessa forma ajudando a criança a adaptar-se àcultura alimentar.
Fórmula: o processamento mata as enzimas digestivas;o processamento também mata hormônios, que nem são humanos, a princípio; sempre tem o mesmo sabor.
xxxxxCOMENTÁRIOS: enzimas digestivas promovem a saúde do intestino; hormônios contribuem para o balanço bioquímico e o bem-estar do bebê.
CUSTO na UK (Inglaterra), o NHS (Serviço Nacional de Saúde) gasta 35 milhões de libras cada ano só tratando de gastroenterites de bebês que tomam mamadeira. No US (EUA), companhias de seguro-saúde pagam 3.6 bilhões de dólares para tratamento de doenças com os bebês assim alimentados.

Consciente sobre os alimentos que come aos 11 anos!

Birke Baehr, de onze anos, fala sobre uma grande fonte de alimentos – granjas industriais distantes e nada pitorescas. Manter as granjas fora da vista promove um quadro cor de rosa e irreal da agricultura de grande escala, ele diz enquanto esboça o esquema para tornar mais verde e localizar a produção de alimentos.

Minha única crítica ao vídeo é a perda da naturalidade dele quando faz piadas com a platéia como costumam fazer os palestrantes da atualidade. Não precisava. Só de ouvir uma criança falar sobre o assunto, já impressiona e cativa qualquer platéia. Essa mania de adultizar as crianças, me incomoda, profundamente.

 

Caso não visualize o vídeo, clique aqui:  http://www.ted.com/talks/lang/por_br/birke_baehr_what_s_wrong_with_our_food_system.html

Crianças e celulares: uma combinação segura?

Texto de Silvia Schiros

A Dra. Devra Davis, epidemiologista e toxicologista com especialização em saúde ambiental , alerta os pais sobre o uso do celular por crianças.

Através da análise de estudos de algumas décadas atrás, ela descobriu que a radiação emitida pelos celulares pode ter efeitos biológicos suficientes para danificar o DNA e contribuir para o surgimento de tumores no cérebro. Segundo a médica, a maior parte dos estudos que derrubam o mito dos males causados pelo uso excessivo de celulares foram financiados–adivinhem?–pela própria indústria.

Crianças e adolescentes são mais suscetíveis aos danos em potencial devido à menor espessura de suas caixas cranianas. Segundo a Dra. Davis, a exposição à radiação emitida pelos celulares pode causar danos ao DNA, perda de memória, mal de Alzheimer, câncer, colapso dos mecanismos de defesa do cérebro e redução da contagem de esperma.

Alguns países, como França e Israel , orientam os pais a não permitirem que seus filhos usem celulares. A França baniu propagandas de celulares voltadas para o público infantil (até 12 anos) , e, em 2009, começou a estudar a definição de novos limites para a radiação emitida pelos aparelhos, proibindo a venda de celulares sem fones de ouvido.

Segundo pesquisas realizadas na Suécia , crianças e adolescentes são cinco vezes mais suscetíveis a sofrer danos cerebrais por causa do uso de celulares. A recomendação das autoridades de saúde de Toronto é que crianças com menos de oito anos usem celulares apenas em caso de emergência, e os adolescentes limitem as chamadas a no máximo dez minutos.

Enquanto isso, no Brasil, o celular é a onda. Toda criança quer um. E muitos pais, sem saber dos riscos, fazem a vontade dos filhos. Embora os estudos não sejam conclusivos, cada vez mais médicos recomendam, no mínimo, muita parcimônia com relação ao uso de celulares. Na dúvida, pergunte-se: meu filho precisa *mesmo* falar ao celular?

Este artigo foi inspirado neste texto do Dr. Mercola: http://articles.mercola.com/sites/articles/archive/2010/10/22/cell-phones-linked-to-cancer.aspx

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Leia mais:
Celular: o novo ‘brinquedo’ das crianças

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[imagem: http://nickmartins.com.br/atualidades/?p=6559]