Achei no laptop mais conteúdo relacionado ao primeiro dia do 3º Fórum Internacional Criança e Consumo promovido pelo Instituto Alana , que aconteceu de 16 a 18 de março em SP onde estivemos, através de uma PAM – parceria de apoio mútuo (modalidade que acabo de inventar…rs) com o blog Desabafo de Mãe (http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/ ) e da ANEP Brasil – Associação Nacional para Educação Pré Natal (http://anepbrasil.wordpress.com/ ).
Como o conteúdo é muito interessante, vou publicar uma pequena continuação do primeiro dia.
Crianças e o mundo
As histórias contam que a infância é igual em qualquer lugar do mundo. As necessidades são as mesmas: tem desejos, é preciso separar os desejos que vem de dentro dela e os que botamos dentro delas. Honrar a criança, preservar o direito fundamental das crianças. É direito da criança poder opinar e se expressar.
Brincar vem do latim, vínculo. Brincar é se vincular com o mundo.
Quando existe democracia existe conflito de interesses mas na área de consumo e propaganda prima pela violência como os conceitos são colocados. Usar o brincar como fórmula de propaganda é perverso por ser este o meio como a criança se comunica com o mundo.
Preservar e respeitar o pleno desenvolvimento da criança é fundamental e o Estado, a familia, a comunidade e a sociedade são responsáveis pela criança.
Pais e a propaganda
Pesquisa revelou que 73% dos pais entrevistados não querem propagandas voltadas para seus filhos.
O grande problema da propaganda infantil é que querem vender ao invés de formar. O consumo de produtos alimentícios sem qualidade, por exemplo, está levanto ao aumento da obesidade infantil. E a ausência necessária dos pais no mundo atual trava uma luta desigual com as propagandas infantis.
Empresas e publicidade infantil
Em breve as boas empresas não anunciarão mais para as crianças. Será uma questão ética para elas. Antes, as empresas devastavam, hoje constroem florestas. O mundo corporativo está em mudança no sentido de ver o planeta como um todo e se pensarmos mais das crianças, o mundo sai ganhando pois é preciso apreciar a contribuição da criança para a evolução do mundo.
Aos pais, cabe tornarem-se consumidores conscientes, serem exemplo.
Deixar de comprar produtos que fazem propagadas para crianças é fundamental.
E falar isso para as crianças, pode ser um bom caminho para aquelas comecem a entender o que significa a publicidade nociva e dar à elas ferramentas para serem seus próprios críticos.
Qualquer ação para regulamentar o abuso da publicidade é mascarada como cerceamento da liberdade de expressão.
Quando na verdade, não é a propaganda que será cerceada e sim, estaremos garantindo o direito à criança à sua integridade.
Integridade = liberdade, respeito, dignidade
Palestrantes:
Ilan Brenman [Abertura] Mestre e Doutor pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), bacharel em psicologia pela Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP), autor de mais 25 livros (muitos premiados). Atualmente, é considerado um dos mais importantes e renomados contadores de história do país.
Corinna Hawkes [Palestrante] É atualmente professora convidada do Departamento de Nutrição da Escola de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e pesquisadora visitante do Centro de Políticas de Alimentação da City University, em Londres. Foi presidente do Grupo de Especialistas em Marketing de Alimentos para Crianças, da OMS.
Guilherme Canela [Palestrante] Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e mestre em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP). Coordena a área de Comunicação e Informação do Escritório da Unesco no Brasil.
Cenise Monte Vicente[Palestrante] Mestre em Psicologia Social, foi coordenadora executiva da Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos, Secretária Municipal de Promoção Social de Campinas e co-autora de vários livros. É consultora em direitos da criança e em responsabilidade social.
Inês Vitorino Sampaio [Mediadora] Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Mestre em Sociologia pela UFC e doutora em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É professora do Mestrado em Comunicação da UFC e autora do livro “Televisão, publicidade e infância”.







Ouvi esta música no final de semana e confesso que não tinha ouvido desde que fui mãe e ela me tocou profundamente.
A polêmica sobre as declarações da Mariana Mariana ainda me geram reflexões…rs… e eu ia escrever tudo isso nos comentários do post que escrevi a respeito (
Se você quer continuar levando a vida da mesma forma que leva sem filhos, não tenha filhos.









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