Sinceramente não lembro onde peguei essa foto e mexendo nos meus arquivos, a encontrei.
Ela não é demais?
Que vontade de ter uma!
Mirian Goldenberg *, Jornal do Brasil
RIO – Aos domingos, gosto de caminhar na orla das praias de Ipanema e Leblon observando os corpos dos cariocas. O que estes corpos falam sobre uma cultura em que o corpo é um verdadeiro capital?
Com essa ideia na cabeça, e um papel e uma caneta na mão, tento decifrar que tipo de cultura está representada nos corpos observados. Nestas caminhadas antropológicas, o que mais me chama a atenção é a monocromia que reina nas roupas e acessórios das meninas. Quase todas estão de cor-de-rosa, da cabeça aos pés. O rosa não é apenas a cor das Barbies (cujo site tem como slogan Viva o rosa!) mas também dos vestidinhos, camisetinhas, bermudinhas, calcinhas, biquininhos, bolsinhas, sapatinhos, meinhas, enfeitinhos, lacinhos, pulseirinhas etc. Além do rosa, chama a atenção o excesso do uso do diminutivo das mães quando falam com e de suas filhas.
Comentando, tempos atrás, este fenômeno monocromático com a minha editora Ana Paula Costa, ela, muito empolgada, sugeriu que eu escrevesse um livro com o título: A volta do cor-de-rosa. A ideia seria a de retratar o fenômeno de uma nova geração de meninas extremamente românticas, melosas e açucaradas. Meninas cor-de-rosa. Chegamos à conclusão de que o rosa representa um modelo feminino que parecia ter sido completamente abolido nos anos 70 pelas mulheres que desejavam ser meio Leila Diniz: livres, fortes, poderosas, sexualmente ativas, donas do próprio corpo.
Nas minhas caminhadas percebo que, enquanto as meninas estão de rosa da cabeça aos pés, os meninos vestem roupas azuis, verdes, amarelas, vermelhas, cinzas, marrons, pretas, roxas, laranjas, lilás, brancas etc e até, algumas vezes, rosas. E eles não são apenas mais livres nas cores que usam mas, também, correm, brincam, gritam, jogam, se sujam e se machucam muito mais do que elas.
A comparação entre as cores e as brincadeiras de meninos e meninas sugere que faltará a elas, quando mulheres, algo fundamental: liberdade. Liberdade que, na minha pesquisa com indivíduos das camadas médias cariocas, elas afirmam invejar nos homens. Enquanto eles dizem que não invejam nada nas mulheres.
Quando brincam de casinha com suas Barbies cor-de-rosa, as meninas estão aprendendo a ser um tipo de mulher que, provavelmente, terá o mesmo tipo de sonho em um futuro não tão distante. Elas estão aprendendo a ser românticas, dependentes, delicadas, preocupadas com a aparência, mulheres que gastarão inúmeras horas em salão de beleza pintando as unhas do pé e da mão de rosa, comprando roupas e sapatos, cremes e maquiagens, obcecadas com dietas para emagrecer, com cirurgias plásticas, botox, e que, apesar de adultas, continuarão tendo fantasias com o príncipe encantado, que pagará as contas e resolverá todos os problemas.
Muitos pesquisadores já analisaram esta nova/velha mulher que, cansada do mundo competitivo do trabalho e das responsabilidades sociais, sonha em “voltar para a casa e se dedicar ao marido e aos filhos”. Sonho cada vez mais difícil de realizar e, talvez por isso mesmo, cada vez mais presente entre as brasileiras, uma espécie de nostalgia de um tempo perdido em que o papel feminino estava restrito ao de esposa e mãe.
Recentemente, descobri o blog PinkStinks (Rosa é uma droga), em que duas mães inglesas declararam guerra ao que chamam de pinkification (rosificação) das meninas: a onipresença da cor rosa no universo feminino. Elas acreditam, como eu, que o fenômeno vai muito além da cor. O site diz que a cultura do rosa, imposta às meninas desde o berço, é baseada no culto da beleza, no corpo, na aparência, na magreza, em detrimento da inteligência. Apesar de parecer inofensiva, continua, o rosa simboliza uma cultura de celebridade, fama e riqueza, obcecada pela imagem, que pode aprisionar e limitar as aspirações das meninas sobre o que podem ser e realizar quando se tornarem mulheres.
Se o corpo e a roupa falam algo sobre a nossa cultura, o que o rosa está falando sobre estas futuras mulheres? Estaria falando de um tipo de representação de gênero que associa a mulher à delicadeza, doçura, fragilidade, fraqueza, inferioridade, submissão? De mulheres cujo principal objetivo é conquistar um marido? De mulheres dependentes que precisam da proteção de homens fortes e poderosos? Estaria falando da clássica dominação masculina, que transforma meninas em mulheres cor-de-rosa?
A comunidade Nós Da Comunicação está realizando entre os dias 1º e 8 de dezembro o Ciclo Comunicar Cultura. E mais uma vez, tenho a honra de participar do debate que agora gira em torno do tema Cultura. Serão, artigos, debates, econtros , etrevistas abordando os mais diversos temas relacionados à cultura.
Como não poderia deixar de ser, minha participação envolve criança, cultura e o papel dos pais nesta jornada. Afinal,
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Dica pro fim de semana! E me lembrei especialmente da Rede Ecoblogs cujos blogueiros tantos contribuem para estimular hábitos sustentáveis ! Olha que idéia bacana! Pode ter certeza que as crianças também vão adorar a brincadeira.
Fácil de fazer e ecologicamente educativa.
Afinal, ecologia e sustentabilidade, se queremos mesmo mudar, ou melhorar o mundo, tem que começar desde criança a ser ensinada em casa e na escola.
Algumas metodologias educacionais acreditam que o desenvolvimento motor está muito relacionado ao cognitivo.
Por exemplo: a criança precisa saber pular corda antes de ser alfabetizada. É como se fosse a ordem natural das coisas. As brincadeiras infantis, coletivas ou isoladas são ótimas pra saúde fisica e emocional da criança. Perna de pau, subir em árvore e outras atividades como rodas rítmicas também tem objetivo desenvolver a parte motora. Portanto estimule!
E não precisa parar nas crianças: podemos fazer patinhas para os adultos também? Por que não?
Isso seria perfeito: uma mesma brincadeira aliando reciclagem, atividade física, desenvolvimento motor, brinquedos alternativos, feitos em casa a partir de sucata, criatividade, diversão e união entre pais e filhos!
Num mundo de correria e falta de tempo como os de hoje, não podemos, nem devemos perder uma oportunidade como essa!
Vamos brincar e educar nosso filhos de forma diferenciada. Vamos fazer a nossa parte hoje.
Eu já vou juntar minhas latinhas, e você?
Boa brincadeira!
A escola das crianças, sentindo a necessidade de aproximar mais os pais da escola, criou o projeto “Seja seu filho por uma noite”.
Sendo assim, cada dia desta semana, uma turma recebe os pais para terem aulas exatamente como é feito com os filhos. Hoje vai meu marido e amanhã serei eu. Bacana, não?
Estou ansiosa para ver como vai ser!
E adorei a idéia.
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[imagem: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6f/Nens_escola.png/600px-Nens_escola.png]
Para variar, esse assunto começou no Twitter.
Mencionei que achava um absurdo a propaganda que vi, num canal pago infantil, dos bonecos dos Simpsons, feitos para crianças. Afinal, se tem algo que não tem sentido, é achar que o desenho dos Simpsons seja direcionado às crianças. Só a Globo para achar que Simpsons é programa infantil e colocar na grade da manhã! E agora essa propaganda do boneco na TV paga. Aquilo é desenho de adulto. A não ser que queira seu filho imitando o Bart Simpson e arrotando como o pai dele.
Outro ponto mencionado é relativo à propaganda e produtos voltados para o público infantil como o famoso Mc Lanche Feliz e seus brinquedos. Não vou dizer que não compro, que não levo meus filhos e que eles nao gostam. Mas tem um limite enorme aqui em casa. É controlado mesmo. E eles nunca se acostumaram a ver um lanche nesta lanchonete como algo obrigatório ou essencial. É uma tranquilidade, passar na porta e ninguém falar nada. Temos que encontrar o equilíbrio na criação dos filhos, esse é o grande desafio. Mas eu conheço mais de uma criança que tem TODA coleção de brinquedos do McLanche. Uma vez, um casal amigo estava no McD de manhã, porque o filho queria um brinquedo recém lançado.
O problema é o incentivo subliminar ao consumismo que a atitude dos pais ainda vem respaldar no fato de não haver limites para propaganda infantil. Aí, no futuro, temos adultos depressivos, que não se sentem satisfeitos com nada que tem, sempre querem mais e não há satisfação. Porque a industria da publicidade quer é isso mesmo: que a gente queira novidades o tempo todo. Compre, compre, compre….
Fora isso, o consumismo tem consequências mais graves como relata André Trigueiro em excelente entrevista à CBN onde ele comprova que Consumismo faz com que jovens cometam mais crimes.
Ouça a impressionante entrevista:
Não conseguiu, tente clicando aqui:
http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/andre-trigueiro/2007/07/22/CONSUMISMO-FAZ-COM-QUE-JOVENS-COMETAM-MAIS-CRIMES.htm
E se pergunte a partir de agora se realmente a propaganda sem controle voltada para o público infantil, que não tem condições de discernir sobre o que é certo ou errado, bom ou ruim, deve continuar acontecendo livremente nos meios de comunicação, principalmente nos intervalos dos programas direcionados às crianças.
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Ouvi esta música no final de semana e confesso que não tinha ouvido desde que fui mãe e ela me tocou profundamente.
Um beijo para todas as mulheres-mães!
mulher
Composição: Erasmocarlos – Narinha
Dizem que a mulher
É o sexo frágil
Mas que mentira
Absurda!
Eu que faço parte
Da rotina de uma delas
Sei que a força
Está com elas…
Vejam como é forte
A que eu conheço
Sua sapiência
Não tem preço
Satisfaz meu ego
Se fingindo submissa
Mas no fundo
Me enfeitiça…
Quando eu chego em casa
À noitinha
Quero uma mulher só minha
Mas prá quem deu luz
Não tem mais jeito
Porque um filho
Quer seu peito…
O outro já reclama
A sua mão
E o outro quer o amor
Que ela tiver
Quatro homens
Dependentes e carentes
Da força da mulher…
Mulher! Mulher!
Do barro
De que você foi gerada
Me veio inspiração
Prá decantar você
Nessa canção…
Mulher! Mulher!
Na escola
Em que você foi
Ensinada
Jamais tirei um 10
Sou forte
Mas não chego
Aos seus pés…
Que grávida nunca escutou isso?
Isso é o que todas as grávidas escutam quando alguém tem que dar algum conselho assim que damos a notícia da gravidez. E isso é verdade mesmo.
No começo, não achei tão crítico, apesar de já na gravidez, nosso sono não ser mais a mesma coisa. No começo, por conta das inúmeras vezes que vamos ao banheiro e posteriormente, pelo desconforto da barriga grande, falta de posição, etc. É como se a natureza estivesse nos avisando do que está por vir.
Quando o bebê nasce, também não achei tão crítico porque bebê recém-nascido dorme muito! Os meus dormiam quase 12 horas por dia e a gente ficava até triste por não interagir tanto com eles por conta disso. E durante a noite, o fato de eu ter que amamentar de 3/3 horas nunca me incomodou. Claro que tem horas que é mais cansativo e no caso do meu segundo filho, que mamou de 1/1 hora durante o primeiro mês (quase morri!), foi mais cansativo, mas ainda assim, o saldo foi positivo. Penso que um ponto fundamental é termos em mente que gravidez e amamentação, fazem parte. Consciência faz a gente aceitar melhor essas coisas.
Mas o fato é que para mim, as noites completas de sono, nunca mais existiram depois que tive filhos. Por menos sacrificantes que fossem a maioria delas, dormir uma noite inteira era raro. E realmente, tem horas que a gente sente muita falta de dormir uma noite inteira, o cansaço físico e psicológico é bem grande.
À medida que as crianças foram crescendo e principalmente depois que nasceu o segundo a coisa piorou bastante porque conciliar o sono de dois, a saúde, o cansaço, a disposição em duas crianças, não é fácil.
Por puro instinto, eu descobri que fazer um chiado quando ficava embalando-os fazia com que dormissem mais fácil. Tempos depois, vi uma matéria onde um pesquisador disse que um chiado ajuda porque imita o som dentro do útero. E eu realmente me impressionava com a ajuda que o chiado dava na hora de dormir. E me sentia muito doida por fazer isso…rs…
Imaginem minha admiração ao saber que tem uma explicação científica!
O importante que descobri em todo esse processo é que devemos tomar cuidado também com nossas atitudes. Hora de jantar, hora de brincar e os tipos de brincadeiras, iluminação, programas de Tv, músicas…tudo isso deve ser controlado se você quer acalmar as crianças para que eles durmam. Então, passei a definir um horário para levá-los para cama e temos feito disso uma regra, flexível, mas uma regra, que inclusive faz com que eles mesmos já sintam sono e vontade de ir para cama quando o horário se aproxima. E isso é maravilhoso.
Imaginem o que é uma criança chegar para você e pedir para dormir, na hora que você quer que ela durma. Isso já aconteceu inúmeras vezes por conta de termos determinado uma rotina para eles.
Mas não se iluda, não é fácil. Precisamos persistir por vários dias até que a rotina se estabeleça. Parece que nunca vai acontecer, mas não desista. No começo eles demoram a dormir mas eles vão se acostumar.
Além disso, um banho quentinho, luzes sendo apagadas, diminuir volumes, falar mais baixo… ajuda muito. É importante “acalmarmos a casa”. Depois disso, os levamos para o quarto e após contar uma história, apagamos as luzes e ficamos no escuro, em silêncio, sem fazer nenhum contato visual com eles (isso é muito importante) até que durmam. Eles podem estar agitados, mas o escuro e a sensação de que estamos ali (mas parecendo que estamos dormindo) faz com que durmam relativamente rápido. Mas é impressionante…se existir o contato visual, se eles nos olham nos olhos e percebem que estamos “ligados”, eles imediatamente se ligam também.
O mais importante de tudo isso, na minha opinião, é dar uma rotina. Foi isso que fez toda a diferença.
Criança precisa dormir bem, em horários regulares e estar disposta pela manhã. Estudos dizem que o hormônio do crescimento é liberado durante o sono mas somente ativado na luz do dia seguinte, quando as crianças estão ativas e descansadas.
Além disso, crianças que dormem bem, em horários regulares, também são um descanso para os pais, que trabalham o dia todo. E pais mais tranqüilos, significam melhor qualidade de vida para toda a família!
Aproveitando o assunto, ganhei um kit da nova linha da Johnson com xampu para bebê para dar a quem desejasse. Então, como não tenho mais bebês em casa, achei que seria legal sortear aqui e aproveitar para falar deste assunto que é um dos grandes desafios quando temos crianças pequenas em casa. Para participar do sorteio que será dia 20 de Julho, basta deixar seu comentário e já estará concorrendo!
E aproveite para contar suas expectativas a respeito do assunto, se não tiver filhos ainda, ou experiência caso já tenha filho(s)!
A polêmica sobre as declarações da Mariana Mariana ainda me geram reflexões…rs… e eu ia escrever tudo isso nos comentários do post que escrevi a respeito (clique aqui para ler) mas ficou tão grande que achei melhor publicar.
Eu sou completamente a favor das mulheres (ou casais) que decidem não ter filhos. Ter filhos não é fácil, não é barato, e tem consequências em todos os aspectos da vida. Claro que tem vantagens mas não é todo mundo que está disposto ou apto a pagar o preço (financeiro, emocional, temporal, etc).
Acho interessante que mulheres ainda não tenham entendido que não adianta ser feminista e achar que os homens assumirão os filhos da mesma forma. A própria natureza nos manda o recado quando nós é que carregamos o filho na barriga, quando o alimentamos em nosso peito. E se a mulher não se conscientiza disso, a frustração é enorme porque o homem é naturalmente menos ligado a este ser humano do que a mulher. A relação paterna é construída com a convivência, a materna é entranhada.
Independente disso, homens e mulheres, pais e mães, precisam assumir este papel com responsabilidade pois sempre teremos que ceder em algum aspecto. E cabe à mulher ir solicitando a presença do pai à medida que o tempo vai passando e dividindo com ele tudo o que for possível dividir, já que ele também escolheu ser pai. Ou mesmo caso não tenha escolhido, contribuiu para a existêcia dele.
Não li o blog nem o livro da mãe que indicaram num dos comentários do post que escrevi sobre a Maria Mariana e que diz que não vai abrir mão da vida social em função do filho. Não vejo esta possibilidade com qualidade de vida para o filho que ela resolveu parir. As mulheres tendem a ver o mundo como 8 ou 80. Ou ela é independente e seu filho vai viver numa creche (ou mesmo uma escola que não é a única responsável pela formação do indivíduo – a criação familiar é fundamental) , na casa dos avós (acho isso uma sacanagem com os avós que já criaram seus filhos e não tem nem mais idade para acompanhar o pique de uma criança) ou na companhia da babá (que tem valores completamente diferentes do nosso e que não vai cuidar da qualidade do que o filho come ou assiste ou faz como nós cuidaríamos) ou então ficam em casa e abandonam a vida pessoal em função da família e cobram o preço disso mais tarde. Um preço que, aliás, não tem preço.
Eu penso no meio termo e gosto de ver mulheres que abrem mão de algumas coisas, de parte do seu tempo, de parte do seu trabalho mas que não abandonam seus projetos. Isso para mim é o ideal para darmos o suporte que os filhos que nós escolhemos ter, precisam nos seus primeiros anos de vida. E não, não ter filhos não é uma escolha egoísta. Egoísta é ter filhos e deixá-los não mãos dos outros para fazer o que nós (pais e mães) é que temos obrigação de assumir.
E tem outro ponto: não é todo casal que está pronto para ter filhos. Ouvi outro dia que ainda existem mulheres e homens que acreditam que a vinda do filho pode salvar o casamento. Não tenho essa experiência pessoal para dizer já que não tive filhos no meu primeiro casamento. Mas não acredito nessa possibilidade (salvo em raríssimas excessões que devem existir) pois os filhos simplesmente afastam o casal. Se o filho forma a família, ou transforma o casal numa família, por outro lado, ele domina a rotina do casal de forma tão intensa que se o casal não estiver muito estruturado o relacionamento fica abalado. Portanto, para mim, filho não só não serve para unir como ajuda a afastar aquele casal que já não está vivendo um momento tão bom. Um contrasenso, mas é a pura realidade.
Por isso, se pudesse dar um conselho, seria para que os casais só tivessem filhos depois de curtir bastante a vida a dois e de poder estruturar a relação interpessoal deles de forma que a decisão de ter filhos viesse com o amadurecimento da relação. E mesmo assim, se prepara, que filho é pauleira!
Mesmo assim, para mim, foi transformador e apesar de todo o trabalho, custo e responsabilidade, não vejo a possibilidade de ser a pessoa que sou hoje se não fosse por eles. Filho transforma não só a vida, mas transforma a gente e a nossa forma de ver o mundo. Para quem quer assumir isso com plenitude e responsabilidade, eu aconselho.
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