Rio+20: pela primeira vez, os pais na mesa de debates!

Em meados de 2007, conheci o projeto Criança e Consumo. Naquela época, ainda não havia me dado conta da influência da propaganda na vida das crianças. Por isso, acredito e entendo que a maioria das pessoas não perceba. Natural, afinal as propagandas são meticulosamente criadas e preparadas para nos influenciar sem que a gente perceba. E se influenciam a nós, adultos, sem que percebamos, imaginem as crianças.

Três anos depois, em 2010, no Fórum Criança e Consumo, em São Paulo, pensei: por que os pais não estão lá, fazendo parte das mesas de debate? O fórum foi muito bom, mas saí com aquele sentimento de que faltou alguma coisa. Num papel de perguntas do fórum, eu coloquei que senti falta dos pais na mesa de debates. Afinal, não são eles que vão promover as mudanças fundamentais? E pensei: vamos colocar os pais no debate!

Não era uma tarefa fácil. Eu e mais algumas amigas já saimos do fórum pensando em como articular os pais. Criamos alguns projetos que, embora tenham sido bem sucedidos, não chegaram a atingir esse objetivo. E foi no Facebook, alguns meses depois, que esse projeto começou a nascer, com a criação de um grupo de discussão sobre o tema Consumismo e Publicidade Infantil, que hoje conta com mais de 1.200 integrantes. Estou convicta de que a internet é um grande agente transformador, agregador e definitivo na transformação de nossa sociedade.

Através desse grupo, descobrimos a fan page de uma associação de publicitários que, embora diga que TODOS são responsáveis por cuidar das crianças, na verdade queria responsabilizar exclusivamente os pais pelo controle daquilo que as crianças veem na mídia. E o grupo imediatamente repudiou essa postura. As crianças não são responsabilidade exclusiva dos pais. Crianças mal influenciadas são um problema de toda a sociedade, pois toda a sociedade paga o prejuízo causado por cidadãos mal formados. A Lei também é clara: a responsabilidade sobre o bem-estar emocional e físico das crianças é da família, da sociedade e do Estado.

Essa associação não desejava dialogar, mas, sim, ter espaço para expor apenas seus pontos de vista sobre a questão, de modo a manipular as opiniões a respeito do assunto. E foi aí que decidimos que precisávamos agir e fazer alguma coisa para alertar os pais que, assim como nós, nunca haviam se dado conta da influência negativa e predatória da publicidade infantil.

Em uma semana, ultrapassamos os LIKES que os publicitários levaram 3 meses para conseguir. Em consequência desse trabalho, fomos então convidados pelo Alana/Projeto Criança e Consumo para falar na Rio+20. Naquele momento, dois anos depois do fórum, havia sido atingido o objetivo de representar os pais na mesa de debates pela primeira vez – e na Rio+20, a conferência Mundial de Desenvolvimento e Sustentabilidade. Não poderia ser mais emblemático!

Chega a Rio+20. Nosso movimento já estava bem maior, mas, ainda assim, acabara de completar apenas 3 meses. Fiquei muito emocionada de ser parte integrante da Rio+20, ainda mais como mãe e abordando o tema publicidade infantil, consumo e sustentabilidade. Me deu o sentimento bom de saber que não sou capaz de mudar o mundo, mas que estou fazendo a minha pequena parte. E ao contrário do que muitos disseram sobre a Rio+20, tudo o que vi mostrou que tem muita gente atuando em suas comunidades. E é isso que estamos fazendo através desse grupo, lutando para mudar o nosso mundo.

Durante o evento, pudemos ver relatos como o de um chileno que contou que, em sua comunidade, que fica bem afastada dos grandes centros, o consumismo já deixa sua marca e influencia crianças e jovens de forma assustadora. Mostrou também que, assim como nós, muitas outras pessoas acreditam que as crianças precisam ser protegidas e cuidadas para que tenhamos a chance de ter um mundo melhor e mais humano. Especialistas em legislação, psicologia, defesa do consumidor e educação infantil comprovaram a importância de se impor regras rígidas para a publicidade infantil no Brasil. E o mais incrível era que nós, os pais, estávamos lá, na mesa, pela primeira vez, para mostrar que estamos nesta luta. Mostrar nossas dificuldades em enfrentar este mercado, enfrentar a invasão da publicidade através do mundo mágico e sem limites possibilitado pela ilusão da televisão.

Depois do evento, fomos abordados por várias pessoas que fizeram questão de nos apoiar e dizer que concordam que esta luta é necessária e urgente. Pude ver em todos os olhares o quanto é importante existir um movimento de Mães defendendo a infância. Em muitos olhos pude ver emoção, a mesma emoção que eu estava sentindo. Temos no Brasil leis suficientes que apoiam a infância, mas elas não estão sendo capazes de coibir os abusos da publicidade que se baseia numa autorregulamentação inócua e que somente nos prova, todos os dias, que os interesses financeiros estão acima de qualquer interesse que defenda e proteja as crianças. E agora nós entramos no debate para ficar e exigir que o Estado faça a sua parte, regulamentando a publicidade infantil no Brasil.

[fonte: http://infancialivredeconsumismo.com/index.php/rio20-pela-primeira-vez-os-pais-na-mesa-de-debates-2/ ]

 

Amanhã, estaremos na Rio+20!

Amanhã, estaremos na Rio+20 representando o movimento Infância Livre de Consumismo juntamente com importantes organizações que se preocupam em preservar e proteger a infância. Um momento realmente importante já que pela primeira vez, os pais terão representação nos debates. E isso é fundamental, afinal,  é na família e nos pais, que as crianças e a sociedade vão começar a mudar! São os pais os empreendendores do futuro! E a mudança só começará de verdade, a partir de nós!

#publicidadeinfantil

Nostalgia da nossa infância?

Eu não gosto desse negócio de “como era ser criança na minha infância” porque infelizmente e felizmente, o mundo mudou. Piorou, mas melhorou em muitas coisas também. Cada um no seu tempo. A infância dos meus pais pode ter sido mil vezes mais legal que a minha, na opinião deles. Mas eu gostei de viver no meu tempo e luto para que meus filhos tenham boas lembranças do tempo deles. Não dos meus.

Todas as épocas têm coisas boas e coisas ruins. Algumas coisas retrocedem, outras avançam. Não podemos achar que tudo da atualidade é ruim e tudo que é antigo é bom porque também nós precisamos nos adaptar aos novos tempos. Perceber e se dar conta de que o mundo dos nossos pais não existia mais quando foi a nossa vez, ele já estava completamente diferente e quando crescemos, a mesma coisa se repete: nosso mundo é completamente diferente do mundo que nossos filhos vivem. E quanto mais os anos passam, maiores e mais discrepantes são as mudanças dos tempos. A capacidade de adaptar-se a novas situações torna-se condição sine-qua-non para nosso desenolvimento e equilíbrio emocional.

O que precisamos é encontrar neste novo mundo as coisas boas, sem perder o contato com as coisas que antigamente tínhamos mais tempo de observar como a natureza, a vida em família, os caminhos sem atalhos, o respeito entre os seres humanos, o olhar atencioso, o amor, a brincadeira despretenciosa de criança. A modernidade ns impõe uma velocidade que nos impede de olhar o céu, de andar ao ar livre, de não fazer nada sem a culpa pelo “tempo perdido”.  Precisamos buscar o equilíbrio entre o mágico e veloz mundo novo e simplicidade do mundo do passado cultivando raízes sólidas para sermos pessoas de bem e asas firmes para desbravar as novas possibilidades para que tenhamos chance de realmente viver num mundo melhor.

Por uma infância sem consumismo!

A internet é realmente uma revolução. E quando usada para o bem, é maravilhosa. Existe um projeto de lei, que tramita há 10 anos, com o intuito de proibir a veiculação de publicidade direcionada ao público infantil. Parece radical, parece censura? Mas não é. Lembram-se da publicidade para cigarros? A propaganda de cigarro gerou a mesma polêmica e só ganhamos com a ausência das “caras de pau” das empresas e publicitários que insistiam em associar cigarro a esporte e vida saudável e bem sucedida. Uma reportagem com fumantes famosos confirma que a maioria fumou para ser moderno e se inserir no grupo social que desejavam. Hoje se arrependem pois não conseguem se livrar do vicio. Assim é a publicidade infantil. No futuro teremos criancas com a vida pautada na satisfação exclusiva pelo consumo. Comprar é viciante e a insatisfação compulsiva já se trata nos consultorios e com medicação tarja preta como antidepressivos e ansiolíticos, porque hoje, quem não consome, não faz parte da turma moderna, descolada e bem sucedida. Qualquer semelhança com o cigarro é mera coincidência?

Para completar ,  a Associação de Agências de Publicidade, criou uma ação que pretende parecer dizer que todos somos responsáveis pela infância.  À primeira vista, a gente entende que a intenção da campanha é chamar todos à reflexão mas não é isso. A campanha empenhou-se em culpabilizar exclusivamente os pais pelo controle do que os filhos assistem na TV, como se as empresas não tivessem responsabilidade nenhuma sobre o que fabricam, vendem e anunciam, e as agências de publicidade sobre suas ações de marketing para promover qualquer tipo de produto e serviço direcionado ao público infantil. Uma ação com título dúbio, com atitudes dúbias, com intenções dúbias, assim como é a publicidade voltada para crianças que não têm condições de distinguir o que é bom para elas, o que é realidade, o que é mentira e o que manipulação. Nós adultos somos ludibriados, imaginem as crianças!

Os pais ativistas da internet se uniram e reagiram na hora. E a ABAP tratou-os com um desrespeito e desprezo absurdo, apagando suas mensagens na página da campanha, manipulando os comentários, banindo comentaristas que se opunham ao que eles queriam propagar. E ainda dizendo que nós, pais, queremos censurar a propaganda e impedir a liberdade de expressão da pobre publicidade. Liberdade de expressão só deles, basta ver as regras de participacão do seu site que a gente vê a cara ditatorial e demagógica de suas intenções. Mas uma coisa importante de se tentar entender, é o que a publicidade espera dos pais quando os culpabiliza. Afinal, o que querem que façamos: ficamos em casa cuidando do lixo propagandeado excessivamente às crianças ou saimos para trabalhar como loucos para poder consumir o que eles anunciam? Fiquei confusa.

O que eles não esperavam , era encontrar pais instruídos, informados e prontos para defender o bem estar de seus filhos respondendo na mesma moeda: criaram um site para divulgar a importância de se botar um freio na farra da publicidade infantil. E o site dos pais, entitulado INFÂNCIA LIVRE DE CONSUMISMO, recheado de depoimentos, artigos técnicos, reportagens, charges e imagens  relacionadas ao tema, atingiu, em apenas 3 dias, o mesmo número de simpatizantes e apoiadores que o site da ABAP levou 1 mês para conseguir.

E em 5 dias, o site Infância Livre, conseguiu ultrapassar o site da ABAP, que vale lembrar, é mantido por uma agência de publicidade contratada, o que não acontece com a ação dos pais da internet. Isso nos leva a pensar em outras coisas. Por que a ABAP faria uma ação tão desastrosa? Por que usaria profissionais tão amadores? Por que não teria o menor constrangimento em agir com tão pouca ética com os usuários do site? Será que isso se resume em apenas uma questão: eles subestimam as famílias? Os pais? E acham que somos realmente uma massa tola e manipulável sem força nenhuma para reagir?

Hoje, a publicidade é autorregulamentada pelo CONAR – Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária e isso é péssimo para a nossa sociedade a começar pelo fato que o conselho de ética da entidade tem apenas 19 pessoas representam a sociedade civil, dentre eles, seis jornalistas, três advogados e apenas um médico, enquanto as outras 136 pessoas representam anunciantes ou veículos de comunicação. Isso prova, na base, o tamanho do problema que é o controle da publicidade brasileira que está longe de defender os interesses da sociedade.

Por isso, esse grupo de mães e pais, que defende a infância, convida a todos a conhecer e CURTIR  esta iniciativa no Facebook . Ela tem o intuito de informar e mostrar os argumentos que levam a ver essa necessidade tão grande de se proteger nossos filhos dos malefícios de uma propaganda que é estratégicamente pensada e elaborada para encantar, que não os respeita, que os engana, que os faz acreditar numa falsa sensação de alegria e determina o que se tem como fator primordial de status social desde a mais tenra idade.  E que ao repensar a publicidade, estamos pensando na forma como estamos consumindo o planeta, já que o consumismo está na contramão da educação para o futuro e da sociedade mais sustentável que buscamos.

 

Brinquedos de “sucata”

Eu adoro inventar alguns brinquedos com coisas que normalmente vão para o lixo. Brinquedos de sucata são ótimos porque são baratos – aliás, são de graça-, não vão para o lixo tão imediatamente e ainda ajudam a estimular a criatividade e a imaginação. Imagino eu, que ao fazermos brinqeudos a partir de materiais inusitados, junto com nossos filhos, estamos mostrando a eles que nossa imaginação não tem limite e que podemos agir, botar mãos a obra e criar. E agora que o Natal está chegando, e os panetones também, eu não poderia deixar de mostrar a nova sensação entre os brinquedos dos meninos: Uma “fantasia” de robô.

A idéia não foi exatamente minha -foi deles, afinal, ao ver aquela caixinha quadrada, a primeira coisa que fizeram, foi colocar na cabeça. Como a caixa vinha abaixo dos olhos, tive a idéia de fazer dois furos na caixa para que eles pudessem enxergar e não demorou para o mais velho chamar o pai para ver a sua fantasia de robô.

E taí, uma idéia a ser aperfeiçoada pois podemos customizar junto com eles as caixinhas, pintar de prata, fazer desenhos, colagens, enfim…
Eu ainda não animei a fazer isso porque eles estão tão empolgados que prefiro deixar ssa carta na manga para a próxima caixinha. E virão muitas porque somos vidrados em panetone. Compro até fora de época, enquanto estão nas pratelerias dos mercados. Coisas de quem trabalhou durante muitos anos com panificação e comia panetone antes de todo mundo…rs…

E as idéias são muitas: Já fizemos carrinhos com caixas de mudança e papelão de produtos que compramos. Fizemos até um avião…rs…. ônibus…

Das garrafas de suco, fazemos boliche, e as crianças amam! Outra coisa que fazemos e ainda não tirei foto é usar as garrafas como raquetes de tênis! Gente, é diversão garantida para as crianças e para os pais. Mas com garrafas ainda dá para fazer muito mais: ainda dá prá fazer bilboquê e aquele vai-e-vem e eu sempre que fizer alguma vou postar aqui e você também, se já fez ou se vier a fazer, mande as fotos com suas invenções para a gente ver!

Escola pra quê?

Hora de ver matrículas, novas escolas, rever conceitos, começar uma nova etapa…enfim…uma das mais dificeis! Vamos começar a postar textos sobre escola. Temos bastante coisa, de vários autores que vale a pena rever. Veja se voce se identifica!

 

Eu sempre tentei respeitar a velocidade das crianças, o desenvolvimento natural delas.
Essa foi uma preocupação desde o parto. Embora tenham terminado em cesáreas, o que nunca desejei para os dois, a bolsa rompeu indicando que o processo natural havia se iniciado. Meu corpo deu o sinal.

Na primeira gravidez, me planejei em ficar em casa durante, pelo menos, o primeiro ano sem me preocupar em ter que parar a amamentação exclusiva ou em deixar meu bebezinho tão pequeno, aos cuidados de terceiros. Contudo, engravidei, de novo, oito meses depois !
Depois de recuperados do susto…rs…resolvi que ficaria em casa também até que ele completasse um ano, pelo menos…. E cá estou eu, ainda em casa e eles já tem dois e três anos, respectivaqmente…rs…
Mas como resistir a ficar em casa com eles? Como resistir a estar presente, vendo (e fotografando!) cada primeiro dentinho, cada primeiro sorriso, cada primeiro passo, cada primeira palavra. Acompanhando seu desenvolvimento, participando, e cuidando deles da forma como queremos que sejam cuidados. Trabalho desde os 17 anos, me dei o presente de curtir os primeiros anos deles em toda a sua plenitude!

Por isso, nunca tive pressa em colocar nenhum dos dois na escola. Sei que as crianças em escola desenvolvem mais rápido e talvez isso não implique em precocidade mas que mal há em se manter a criança acordando na hora que quer, curtindo a vida em família, sem ter compromisso e horários durante os primeiros anos de vida?

Acontece, que agora, o mais velho está expressando o desejo de ir para a escola e eu comecei a visitar algumas escolas com ele. E ele amou! Pergunta quando ver os amiguinhos na escola, quando chega lá, corre, brinca, conversa…
Chegou a hora dele.

E aí, que escola escolher?
Comecei a ler a respeito das metodologias existentes.
Mandei e-mail para várias escolas (e só 10% me respondeu de volta) e fiz muitas observações nos sites e nas visitas que fiz.

O que eu espero de uma escola para crianças de 3 anos e meio de idade?

E me deparei com escolas que têm aula de informática, dever de casa, livro de matemática!Pra quê, gente?Eu gostaria de encontrar uma escola focada no desenvolvimento natural da criança, que o ajudasse a usar sua energia e disposição para brincar para lhe ensinar coisas importantes como proporção, tamanho, texturas, volumes, luminosidade, animais, habitats, artes, formas, histórias, brincadeiras, cores, sons, música…Tem tanta coisa do mundo que ele tem pra conhecer e vivenciar antes de ter dever de casa ou aprender a usar um computador!
Leia mais:
Educação escolar no blog:  http://futurodopresente.com.br/blog/?cat=2758

(Essa semana recebemos uma mensagem pedindo indicações de escola. Como não temos indicação de escolas específicas, optamos por relembrar alguns textos onde falamos sobre a escolha da escola, publicado em 20/11/07.)

blogagem coletiva: infância, consumo e sexismo

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Eu já estava querendo escrever sobre isso há muito tempo! A blogagem coletiva proposta pelas Blogueiras Feministas foi o empurrão que faltava para que eu fizesse isso definitivamente. Há mais de 1 ano atrás eu fiz uma enquete no meu blog pessoal:

Pergunta para mãe/pai de meninOs: Você deu ou daria brinquedos como bonecas, vassouras e panelinas para seus meninos?

Apenas 66 pessoas responderam e o resultado foi que 47% daria sem problemas. O restante não daria por diversos motivos, mas não daria.

Por que eu fiz esta pergunta? Porque meu filho me pediu uma boneca. Sua justificativa era que seus bonecos (homens) estavam precisando de companhia de meninas. Diante desse argumento -e eu sempre procuro ceder diante de bons argumentos-, foi impossível não dar à ele sua desejada boneca ( ele ganhou 2: uma Susi –Barbie NOT- e uma Jessie (Toy Story). Afinal, nada mais saudável do que cultivar relacionamentos entre homens e mulheres de maneira igualitária através das brincadeiras. Pelo menos é isso que prego e acredito.

Mas talvez isso também não seja algo tão surpreendente se avaliarmos que eu dou brinquedos femininos para meus dois meninos. Não me prendo a cor ou ao gênero do brinquedo. Sendo assim, na nossa casa, não é surpresa alguma encontrar meus filhos brincando com panelinhas cor de rosa.

Além dessa questão, outra coisa me faz ver tudo isso com muita naturalidade e acredito plenamente que também a meu filhos: o pai deles, é um homem que faz tudo dentro de casa e usa camisa rosa…rs…: cuida dos filhos, cozinha, varre… ele não faz a menor distinção sobre o que é considerado tarefa feminina ou masculina.

Se essas brincadeiras são uma forma das crianças entenderem a sociedade e sua realidade, acredito que estamos criando meninos para serem ótimos companheiros e pais. Espero que minhas noras valorizem e nos trate muito bem…rs….

Contudo, é triste ver que quando vamos a uma loja de brinquedos, os fogões, vassouras e eletrodomésticos de brinquedos são todos rosa ou lilases. Por que aceitamos na vida adulta que homens sejam CHEFS  de cozinha, mas na infância, as panelas e tarefas domésticas cabem sempre às meninas? Na década de 70, as bonecas vinham com nomes que valorizavam a mulher submissa (afinal “Amélia é que era mulher de verdade”) e e santificavam a imagem da mãe. Aos meninos cabem os carros (como se mulher não gostasse de dirigir), as armas e junto com elas, a violência masculina banalizada desde a infância. E talvez isso explique muita coisa no comportamento violento de muitos homens jovens e adultos…

Mas aos meninos cabem também toda a gama de cores (exceto o rosa). Enquanto  as meninas, ficam presas num mundo monocromático de princesas cor-de-rosa e tarefas  consideradas menores. Ou ainda num mundo de consumo excessivo que cabe à Barbie oferecer em profusão com um apelo de uma beleza plástica irreal. Levando nossa sociedade a uma busca insana pela beleza perfeita e inexistente que gera doenças como bulimia, anorexia e depressão.

Fico pensando no que será desse mundo de princesas quando elas crescerem e virem que os homens não são príncipes encantados e também aos homens que cresceram acreditam em princesas que não existem. Será também que esta visão equivocada da realidade entre homens e mulheres incentivada na infância não é um fator determinante para essa total falta de sintonia entre os sexos gerando essa enorme dificuldade que nossa sociedade apresenta em se relacionar afetivamente?

Neste dia das crianças, fiquei longe dos meus filhos, num evento voltado para a discussão do incentivo ao consumo na infância. Quando recebi o convite, não pude deixar de aceitar porque estaria longe dos meus filhos no dia das crianças. Essa data é uma data comercial que ficou famosa nos anos 60 quando divulgada por uma indústria de brinquedos. A fábrica acertou na estratégia e hoje o dia das crianças e uma data exclusivamente comercial e aceita por todos como um dia de ganhar  presentes. Eu fiquei longe dos meus filhos neste dia, ele receberam brinquedos simples e não comemoramos nada. E no que pudermos oferecer a eles, vamos mostrar que o mundo é um lugar de homens e mulheres que partilham todas as suas tarefas de forma igualitária, com respeito e companheirismo, sempre. E gostaria que o dia das crianças fosse um dia de brincar de qualquer coisa. Mas não um dia de mostrar que só é feliz quem ganha presentes mirabolantes (e sexistas). Parece piegas dizer mas mais importante do que ser feliz por causa de um brinquedo, é ser feliz sem ele. É aprender que a felicidade não depende de uma fator externo. A felicidade deve estar dentro de nós para que possamos enfrentar com serenidade as dificuldades e limitações que a vida nos apresentará. Isso sem remédios como a ritalina e rivotril.

Artesanato, escola e reciclagem. Funciona,mesmo?

Quem é pai e mãe  de criança sabe: datas comemorativas e aula de artes andam sendo constantemente acompanhadas de pedidos para que os pais separem caixas e embalagens para as crianças fazerem ARTE. Pais que somos, sempre elogiamos o esforço dos filhos e recebemos com alegria e carinho aquele presente.

Mas sendo racionais, temos que admitir que apesar do carinho e do esforço de nossos filhos queridos, a maioria destes presentes acabam não sendo aproveitados ou utilizados e alguns vão, cedo ou tarde, invariavelmente para o lixo.

Somado a isso, é comum as escolas solicitarem materiais e embalagens para reaproveitamento sem aviso prévio e com uma  certa urgência.  E aí vem a pergunta:  quando você não tem a embalagem de iogurte, por exemplo, você deixa de enviar, pede pra vizinha,  ou corre no mercado e compra a embalagem para mandar para a escola?

A intenção da escola, claro, é incentivar e ensinar as crianças (e as famílias) a inserir a reciclagem e o reaproveitamento nas nossas rotinas e nos hábitos das crianças. A intenção é indiscutivelmente a melhor possível. Mas a gente precisa aplicar todo o nosso bom senso (e as escolas também e principalmente) e pensar que a partir do momento que precisamos comprar o iogurte (vamos continuar no nosso exemplo do iogurte) para enviar a embalagem para a escola, a reciclagem não só perde o sentido como inverte já que temos que consumir para reciclar (oi?).  Fora que no caso do nosso exemplo ( o iogurte), para “descartar”um potinho para a arte da escola, normalmente, se compra SEIS!

Ecologicamente, me pergunto sempre, se além de tudo isso, essa arte não prejudica a reciclagem destas embalagens. Tinta, cola, mistura de materiais…. será que essa atitude não é , de certa forma, ilusória, mas também realmente prejudicial ao meio ambiente?

Então, o que nós devemos fazer?

Vejo que mais uma vez, todos nós temos que fazer a nossa parte.  A escola precisa se colocar à frente nesta tarefa. Principalmente, porque é ela que solicita o material e planeja a atividade. Este planejamento precisa ser feito com antecedência para que a família possa ter tempo hábil para consumir determinadas embalagens.  Por exemplo, nós aqui na minha casa, não somos muito de tomar leite, portanto, uma caixa de leite, duuuuuura. Precisamos de tempo para esvaziá-la.  Ou então, preciso de tempo para conseguir com alguém a referida embalagem, que também precisa de algum tempo para esvaziar a mesma.  Na minha cabeça de leiga em educação escolar,  eu penso que a escola precisa se colocar à frente pelo simples fato de que ela está educando para o futuro. Sendo assim, não posso aceitar que a escola se comporte com  o pé no passado.  Para isso, é fundamental o planejamento por parte da escola. A escola precisa pedir aos professores de artes um planejamento das atividades que exijam materiais visando a reciclagem. Só assim poderemos garantir que estamos realmente agindo e educando em prol do meio ambiente.  Outra coisa importante é a finalidade da arte-embalagem.

Primeira coisa neste quesito: a arte precisa ser bonita. E aí, que  me desculpem os professores de artes, mas é difícil achar um trabalho que de fato nos surpreenda. Chego a me perguntar em que aquele trabalho está educando. Porque às vezes são rabiscos aleatórios que parecem não ter tido nenhuma orientação. Tudo bem, eu sou a favor da liberdade de expressão, ainda mais das crianças mas um presente não é um momento de colocar em prática para os pais vem  o  sendo trabalhado pela criança? Porque de certa forma, também para diminuir a chance de ver essa arte ir para o lixo com o tempo, é importante que seja bonita. Vamos falar a verdade, coisas feias  viram lixo, muito rápido. Fazer por fazer sempre, não dá.

E esperar que os pais critiquem ou dizer que ninguém nunca reclamou, é inaceitável (escolas adoram falar isso: ninguém reclamou….). Tô prá ver nascer um pai ou mãe que chegue na escola para dizer: olha, aquele presente do meu filho foi muito feio e joguei no lixo porque além de tudo, não serve pra nada!  E eu que sou sincera em grau avançado não consigo fazer isso. Imagine os pais mais reservados…

Puxando o gancho, é bom que o tal presente seja útil. Não é fundamental mas…. terá duas vezes mais valor.  

Resumindo, a primeira preocupação da escola: tempo.

Segundo, planejamento.

Terceiro,  beleza.

Quarto: utilidade.

Isso tudo porque, uma vez que essas coisas forem para o lixo, elas raramente serão recicladas porque estão totalmente misturadas a outros produtos como colas e tintas.

Agora, e a nossa parte como família ?

Precisamos cobrar e questionar da escola uma postura mais condizente com a educação para o futuro. Se a escola pede um material que não temos, precisamos perguntar qual o tempo temos para enviar. Questionar o planejamento da tarefa: quais as tarefas, no decorrer do ano, que vão precisar deste tipo de material? Com que antecedência esses materiais serão pedidos?

Feito isso, vamos à nossa casa. Como agir quando não temos o material? Compramos? Náo! Isso não tem sentido. Estaremos gerando lixo para reciclar? Isso não faz sentido. Precisamos sim, dar destino a itens que de fato estamos consumindo.

Mas aí, e os filhos? Ficam sem fazer a atividade? Neste ponto, precisamos voltar à escola. E conversar com eles para dizer que não temos determinado material ou que não conseguiremos o mesmo a tempo da atividade e que queremos saber o que será feito com as crianças que estão nesta situação. Temos material alternativo? Nada será feito? Enfim…esses questionamentos são importantes para que não sejamos passivos com a educação  dos nosos filhos para a sustentabilidade.

Eu vejo esta postura como fundamental para mostrar à escola nosso desejo, nossa determinação, nosso empenho e comprometimento,  e nossa postura ativa, questionadora e em busca do aprimoramento do comportamento da família e da escola para plantar as sementes da sustentabilidade e não da ilusão.

E por aulas de arte que nos surpreendam! :)

 

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[imagem: getty images]

Carta aberta às mães e pais

Diante de uma semana tão complicada e difícil, um grupo de mães escreveu uma carta. Não temos a intenção ou pretensão de saber ou entender ou resolver a gravidade de tudo o que aconteceu. A dor nos levou a pensar em plantar uma semente de amor. Porque só o amor salva e precisamos ter uma fé inabalável nesta verdade absoluta.

O presente, um dia foi uma criança.

As crianças são o futuro.

Que futuro terão nossos filhos?

Aproveitamos o sentimento de indignação e tristeza que nos abalou nos últimos dias para convoca-los para uma mobilização pelo futuro das nossas crianças. A tragédia absurda ocorrida na escola em Realengo (Rio de Janeiro) é resultado de uma estrutura complexa que tem regido nossa vida em sociedade. O problema vai muito além de um sujeito qualquer decidir invadir uma escola e atirar em crianças. Armas não nascem em árvores.

A coisa está feia: choramos por essas crianças, mas não podemos nos deixar abater pelo medo, nem nos submeter aos valores deturpados que têm regido nossa sociedade propiciando esse tipo de crime. Não vamos apenas chorar e reclamar: vamos assumir nossa responsabilidade, refletir, trocar ideias e compartilhar planos de ação por um futuro melhor. Então, mães e pais, como realizar uma revolução que seja capaz de mudar esses valores sociais inadequados?

Vamos agir, fazer barulho, promover mudanças! Acreditamos na mudança a longo prazo. Precisamos começar a investir nas novas gerações: a esperança está na infância. Vamos fazer nossa parte: ensinar nossos filhos pra que façam a deles.

Se desejamos alcançar uma paz real no mundo,

temos de começar pelas crianças. Gandhi

O que estamos fazendo com a infância de nossas crianças?

Com frequência pais e mães passam o dia longe dos filhos porque precisam trabalhar para manter a dinâmica do consumo desenfreado. Terceirizam os cuidados e a educação deles a pessoas cujos valores pessoais pensam conhecer e que não são os valores familiares. Acabamos dedicando pouco tempo de qualidade, quando eles mais precisam da convivência familiar. Assim, como é possível orientar, entender, detectar e reverter tanta influência externa a que estão expostos na nossa longa ausência? Estamos educando ou estamos nos enganando?

O que vemos hoje são crianças massacradas e hiperestimuladas a serem adultos competitivos desde a pré-escola. Estão constantemente expostos à padronização, competição, preconceito, discriminação, humilhação, bullying, violência, erotização precoce, consumo desenfreado, culto ao corpo, etc.

O estímulo ao consumo desenfreado é uma das maiores causas da insatisfação compulsiva de nossa sociedade e de tantos casos de depressão e episódios de violência. Daí o desejo de consumo ser a maior causa de crime entre jovens. O ter superou o ser. Isso porque a aparência é mais importante do que o caráter. Precisamos ensinar nossos filhos que a felicidade não está no que possuímos, mas no que somos. Afinal, somos o exemplo e eles repetem tudo o que fazemos e o modo como nos comportamos. E o que ensinamos a nossos filhos sobre o consumo? Como nos comportamos como consumidores? Onde levamos nossos filhos para passear com mais frequência? Em shoppings?

Quanto tempo nossos filhos passam na frente da TV? 10 desenhos por dia são 5 horas em frente à TV sentados, sem se movimentar, sem se exercitar, sendo bombardeados por mensagens nem sempre educativas e por publicidade mentirosa que incentiva o consumo desde cedo, inclusive de alimentos nada saudáveis. Mais tempo do que passam na escola ou mesmo conosco que somos seus pais!

Porque os brinquedos voltados para os meninos são geralmente incentivadores do comportamento violento como armas, guerras, monstros, luta? A masculinidade devia ser representada pela violência? Será que isso não contribui para a banalização da violência desde a infância? Quando o atirador entrou na escola com armas em punho, as crianças acharam que ele estava brincando.

Nós cidadãos precisamos apoiar ações em que acreditamos e cobrar do Estado sua implementação, como o controle de armas, segurança nas escolas, mudança na legislação penal, etc. Mas acima de qualquer coisa precisamos de pessoas melhores. Isso inclui educação formal e apoio emocional desde a infância. É hora de pensar nos filhos que queremos deixar para o mundo, para que eles possam começar a vida fazendo seu melhor. Criança precisa brincar para se desenvolver de forma sadia. É na brincadeira que elas se descobrem como indivíduos e aprendem a se relacionar com o mundo.

Nós pais precisamos dedicar mais tempo de convivência com nossos filhos e estar atentos aos sinais que mostram se estão indo bem ou não. Colocamos os filhos no mundo e somos responsáveis por eles! Eles precisam se sentir amados e amparados. Vamos orientá-los para que eles sejam médicos por amor não por status, que sejam políticos para melhorar a sociedade não por poder, funcionários públicos por competência e não pela estabilidade, juízes justos, advogados e jornalistas comprometidos com a verdade e a ética, enfim!

Precisamos cobrar mais responsabilidade das escolas que precisam se preocupar mais em educar de verdade e para um futuro de paz. Chega de escolas que tratam alunos como clientes.

Não temos mais tempo a perder. Ou todos nós, cedo ou tarde, faremos parte da estatística da violência. Convidamos todos a começar hoje. Sabemos que não é fácil. E alguma coisa nessa vida é?

Vamos olhar com mais atenção para nossos filhos, vamos ser pais mais presentes, vamos cobrar mais da sociedade que nos ajude a preparar crianças melhores para um mundo melhor!

Nossa proposta aqui é de união e ação para promover uma verdadeira mudança social. A mudança do medo para o AMOR, do individualismo para a FRATERNIDADE e para a EMPATIA, da violência para a GENTILEZA e a PAZ.

Ana Cláudia Bessa www.futurodopresente.com.br

Cristiane Iannacconi www.ciclicca.blogspot.com

Letícia Dawahri http://sorrisosdaalma.blogspot.com

Monique Futscher www.mimirabolantes.blogspot.com

Renata Matteoni www.rematteoni.wordpress.com

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Política que se aprende em casa e na escola

Se queremos pensar no futuro que vamos deixar para nossos filhos, temos que pensar em política e devemos exercer o voto consciente e responsável. Devemos estudar nossos candidatos, conhecer seus currículos, ver se têm a ficha limpa, analisar a postura na campanha (ele é ético, suja as ruas com suas propagandas, tem projetos com metas e prazos a serem cumpridos, qual seu histórico político?). Mas podemos (e devemos) ir além.

Me pergunto se diante do – triste e vergonhoso -  atual cenário político brasileiro, não é hora de começarmos também a educar nossos filhos politicamente? Será que nossa dificuldade em votar vem justamente na falta de base educacional política? Não seria hora de ensinar política às crianças já na escola? Qual a importância dos cargos políticos? Como devemos atuar, cobrar e acompanhar o desempenho do eleito durante o mandato? Não deveríamos/poderíamos aprender isso no colégio?

Sei que a grade escolar já está sobrecarregada. O mundo está tão diversificado que cada dia mais precisamos de uma base mais ampla de ensino (vide na grade escolar de muitas escolas a inclusão de filosofia, educação financeira, educação sexual, etc.). Acredito que, com o passar do tempo, haverá uma necessidade incontestável de aumentar o turno escolar diante de tantas matérias a se cumprir. Mas, no caso da política, o que fazer? Podemos continuar votando tão mal? Podemos continuar nos dando ao luxo, ou dando luxo aos maus políticos de continuarem fazendo a bandalheira que fazem sem o menor pudor? E nós, os pais, o que podemos fazer para falar de política dentro da nossa casa?

Sei que meu texto tem mais perguntas do que respostas. Eu mesma tenho mais perguntas do que respostas na minha, sempre surpreendente, missão de educar os filhos que coloquei nesse Brasil. Mas é das perguntas que surgem as mudanças e quem sabe, não aparecem um profissional que entenda de política e um pedagogo para nos ajudar com um ‘Pequeno manual de política para crianças, em casa e na escola’. Pronto, já sugeri até o título. ;-)

Mas, são apenas crianças e jovens que precisam ser ensinados sobre política? E os políticos? Qual a qualificação que eles precisam ter para exercerem funções de tamanha responsabilidade? Os políticos deveriam ser mais bem preparados?

Se você é médico, teve que estudar para exercer sua profissão. O mesmo se é jornalista, engenheiro, químico. Mas e o político? Ele apenas foi eleito com um determinado número de votos e pronto. Não significa que ele esteja apto a exercer um cargo político. Será que também não é hora de ter a obrigatoriedade de se fazer um curso para exercer o mandato?

Não, não acho e nem falo de um curso de política que crie políticos profissionais. Até porque, muitos políticos conseguem seus votos não pela capacidade intelectual, mas pelo trabalho que desenvolvem em uma comunidade ou com a participação atuante em entidades que representam alguma classe social ou profissional. O que falo é de um curso, como para tirar a carteira de motorista, como uma prova de Conselho Profissional (como CRM, CREA, etc.). Foi eleito, então agora ele tem que fazer o curso e prestar exame para exercer o cargo. ESTUDAR. Aí, muitos defenderão que alguns representantes do povo não têm base educacional, e são sim, figuras de representatividade onde foram eleitas. Ok. Então agora, amigo, se essa figura representativa quer ir além da sua comunidade e fazer algo de relevante  vai precisar sim se esforçar e passar no exame admissional . Entender do riscado, como se diz.

Pode parecer uma ideia estapafúrdia, mas esses eleitos pelo povo vão fazer e votar leis de interesse público. Essas leis precisam ser viáveis e coerentes, caso contrário, além de não serem aplicáveis, ficam tomando um tempo precioso de avaliações e votações que poderia estar sendo ocupado com providências que realmente fossem mudar nosso país para melhor.

Quem faz as leis? Tem conhecimento para isso? São leis aplicáveis? Adianta o judiciário ser sobrecarregado de leis que não funcionam? Adianta termos direitos que não nos atendem? Adianta existirem ações que não tornam o Brasil um país melhor?

Quem sabe assim, não deixa de ser tão fácil ser político. Quem sabe assim, quem entra lá pensando em tirar vantagem da máquina administrativa possa entender o significado dos votos que recebeu e respeitar melhor o cargo que irá ocupar.

O que penso é que precisamos mudar tudo na política que temos hoje em nosso país e talvez, as soluções importantes, mais uma vez, recaiam sobre a EDUCAÇÃO: seja dentro de casa, seja na escola, seja para assumir um cargo político.

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Texto publicado também: Ciclo Comunicar Política

[imagem: http://www.umsabadoqualquer.com/]