A verdade revelada!

oquefoisto
Alexandre Toscano e Ivonilton Fontan  visitaram os locais atingidos pela tragédia de 2011, em Teresópolis, e entrevistaram vítimas, socorristas, autoridades e especialistas em fenômenos climáticos, que fazem revelações nunca levadas ao público em geral.
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O resultado é o documentário “O QUE FOI ISTO?”, que será exibido, pela primeira vez, ao público, no
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Cine Teatro do SESC-Teresópolis,
no dia 24/04, às 19 horas.
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A entrada é franca e, após a exibição, haverá um debate com a presença dos autores e especialistas.
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Todos serão benvindos.
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TEDxRio+20 – Nós fomos aquecer nossas turbinas

#Rio+20 a todo vapor no Rio de Janeiro e logo que pude, me inscrevi no TEDxRio+20.  Sempre tive vontade de participar de um TED e esta era a oportunidade. Eu sabia que não iria me decepcionar e logo de cara, a organização do evento, me surpreendeu com algumas coisas. Duas delas, relacionada a e-mails que vamos recebendo a medida que nos aproximamos do evento.

A primeira dizia: “Não publique em seus blogs histórias ou fotos que possam invadir a privacidade de qualquer convidado. ” /// Interessante esta recomendação para os participantes do #tedxrio+20 . Achei muito interessante ver administração do evento preocupada com este tipo de comportamento a ponto de dar esta orientação por escrito a todos os participantes. Estamos, afinal, começando a validar a importância de saber o limite de exposição que damos não só a nós mesmos, mas aos outros. Precisamos começar a orientar os jovens (não as crianças porque rede social não é lugar de criança, na minha opinião) sobre as consequências dessa exposição pessoal. Da importância de nos preservarmos e da importância de respeitar os outros. Não temos direito a expor a vida dos outros. Muitas vezes, percebo, que as redes sociais nos fazem perder este senso de limite sobre até onde devemos nos expor e sobre quando devemos expor o outro, principalmente sem autorização.

 

A segunda orientação era: “A maioria das pessoas estará aberta para conhecer novas pessoas. Mas não é um fórum para um network agressivo. Respeite o tempo e a receptividade de cada um.” /// Mais uma orientação interessante do #tedxrio+20 para este mundo que hoje prega essa busca desenfreada de oportunidades a qualquer preço. Agora então com esta febre de empreendedorismo, os limites do bom senso já foram extrapolados há muito tempo e num mundo cada dia mais capitalista, onde cada um vale o que tem ou o que aparenta, esta orientação é muito benvinda.

Para nós que estamos em busca de um mundo mais humano, menos consumista e mais pacífico, isso tudo está relacionado.

O TED é um evento mundial para compartilhamento de ideias. Um evento novo, moderno, com um conceito inovador e mostra isso já na entrada. Acompanhem nossos próximos textos pois falaremos mais do que vimos e ouvimos sobre parentalidade consciente, respeito à infância e consumo responsável. Tudo isso, tem tudo a ver com o mundo mais sustentável que tanto buscamos e que a #riomais20 está aí para debater.

Nós estaremos lá! Apareça!

#blogcamprj 2010 – blog é paixão e dedicação

Desde que fui ao primeiro BlogCampRJ em 2008 , nunca mais deixei de ir.Essa reunião de pessoas para conversar e “desconferenciar” a respeito da blogosfera é contagiante.

Vi um mundo que eu não imaginava que existia a respeito de blogs e conheci muitas pessoas BACANAS. Desde aquele dia, minha visão de como blogar vem sempre mudando, atualizando e claro, me sinto melhorando.

Em 2009,  Blogcamp aconteceu em copacabana e fui surpreendida pelo convite para participar da Arena Conteúdo falando sobre Blogosfera Social.

Este ano,  foi o terceiro evento no Rio, aconteceu na Barra e fui convidada a “palestrar” na Arena Conteúdo novamente, só que agora falando sobre “Blogs de Nicho”, juntamente com o Bruno Dulcetti do Papo de Bar , com a Cristina Dissat do Fim de Jogo e com o Nick Ellis do Digital Drops.

Nesta edição eu não consegui participar na parte da manhã pois meu caçula pegou catapora e cheguei correndo para assumir meu posto depois do break para o almoço. #vidademae

Mas no debate dos blogs de nicho, conversamos muito sobre o que a importância de ter um diferencial sobre o que fazemos para atrair a atenção das pessoas/leitores. Não adianta cair no lugar comum, temos que fazer algo diferente e no caso dos blogs de nicho, quando mais direcionado a algum assunto, melhor.

Foi constante em todos os debates que assisti : tem que adorar o que faz? Não, tem que ser obcecado sobre este assunto. Devorar, estudar, ler, aprender, debater sobre este assunto.

E dedicação, precisa? Sim, muita. Blogar com qualidade, dá muito trabalho. – vai aí um recado para a agências que nos procuram com propostas ridículas : blogar dá trabalho e exige tempo e dedicação. fora aquelas que nos mandam propostas de produtos que nada tem a ver com nosso foco: eu por exemplo já recebi proposta de cervejaria. Cerveja em blog voltado para a maternidade e infância? No comments.

Sendo assim, blog não é uma receita mágica. Blog é uma junção de algo que adoramos, feito com muita dedicação e SUA personalidade: blog precisa ter a SUA cara.

Tem gente que ganha dinheiro monetizando ou vendendo anúncios em seu blog. Os blogs de humor estão no top no que se refere à audiência e publicidade. Mas eu, por exemplo, não tenho essa veia para comédia, não é o que gosto de fazer e provavelmente nunca me realizaria dessa forma. Não adianta pegarmos exemplos de sucesso se eles tratam de coisas que não tem identificação com a gente.

Precisamos encontrar O nosso caminho.

Onde encontrar? Na observação do mundo e de si mesmo. Quanto mais atentos estivermos ao mundo a nossa volta, mais fácil abriremos o leque de possibilidades daquilo que poderá ser o blog da nossa vida.

E SEMPRE, E ANTES DE MAIS NADA, com muita ética. Blog precisar ser ético para mudarmos a cara da nova mídia que é a internet.

E que venha o próximo #blogcamprj!! Com mais participações femininas no evento. Cada dia temos mais mulheres por lá e isso , muito me orgulha! #empreendedorismofeminino <mode on>

(Parabéns aos organizadores e obrigada aos amigos Wallace Souza, Bruno Dulcetti e Leo Luz pelo convite)

[imagem: @bigdigo , @brunofontes ]

Nós no Bazar da amiga da minha amiga

Nova loja no Elo7 e Bazar entre amigas

Estamos com uma nova loja virtual!

Agora no Portal Elo7!

O Elo7 é um portal para empreendedores e artesãos que aceita mais opções de pagamento e é bastante visitado!

Conheça nossa nova loja e nossas novas formas de pagamento para seus presentes de Natal para familiares, amigos e colegas de trabalho, afinal, fim de ano é época de amigo oculto!

http://www.elo7.com.br/futurodopresente

Estaremos também num bazar entre amigas.

Quem nunca foi a um bazar da amiga de uma amiga? Então!

Como disse minha amiga, Aline, andávamos cansadas de tomar Proseco na beira da piscina e então resolvemos montar um bazar…rs

O BAZAR DA AMIGA DA MINHA AMIGA é restrito ao condomínio que o sediará portanto não podemos divulgar abertamente mas foi uma idéia tão bacana que eu precisava contar!

Para quem já recebeu os convites, esperamos por você!

Dè presentes reciclado neste Natal! Surpreenda, inspire, semeie!

Nós no LuluzinhaCampRJ: Entre mulheres

Sábado passado, dia 7 de agosto, aconteceu o LuluzinhaCampRJ #5 !
O encontro foi no Bistrô The Line, na Casa França-Brasil no centro do Rio, um cenário exuberante, lindo e cheio de história para contar. Eu amo o centro do Rio de Janeiro com suas construções históricas!

O LuluzinhaCampRJ é um encontro regional de um grupo de mulheres que se relacionam pela internet através de blogs, grupo de discussão, Twitter, Facebook, Orkut e qualquer outra ferramenta de relacionamento online).

Eu e Marisa Lemos, marketeira, mãe e mídia social

Eu e Denise Rangel, mãe e amigona do blog sustentável Montando meu apartamento

Além da presença, que já vale o encontro pois é muito bom conhecer pessoas (mulheres) que a gente conhece virtualmente, fui convidada a falar sobre o projeto Futuro do Presente. Já que o tema deste encontro foi a  Sustentabilidade,  levamos alguns portamoedas feitos de retalhos de tecido PET que seriam descartados na natureza mas que são reaproveitados e transformados em algo que ainda tem utilidade. Além do lado sustentável também conversamos muito sobre empreendedorismo feminino, maternidade consciente e responsável e sobre o Manifesto pela valorização da Maternidade.

Foi gratificante trocar com tantas mulheres e ver que temos, sim, na maioria dos casos, os mesmo anseios em relação à importância que temos que dar à criação dos filhos, mudanças de comportamento em prol do futuro e ao papel da nova mulher e claro, não menos importante, do novo homem, na sociedade.

[Imagem1/2/3/4: arquivo pessoal/ Imagem 5: Cláudia Sardinha]


Fórum Criança e Consumo – Dia 2 – parte 3

Consumo Infantil, capitalismo e o papel da família

Somos contemporâneos da crise. A modernidade não está respondendo os grandes problemas da humanidade. O capitalismo fracassou para 2/3 da população do planeta. A maior parte das coisas na vida é difícil mas o capitalismo nos faz preferir as coisas fáceis. “Direitos Humanos” é luxo num mundo onde não temos direitos básicos como alimentação, por exemplo. O setor administrativo é seletivo, enquanto o repressivo é absoluto.O Estado só responde pela camadas privilegiadas da sociedade.

O Mercado, que é uma entidade abstrata, é tratado como um Deus a ponto de vermos atletas fazendo propaganda de cerveja na televisão. Tem coisa que não comungue mais do que bebida alcoólica e esporte?

A publicidade cria o desejo pelo não-necessário. A publicidade infantil é um tipo de pedofilia vertical. A erotização infantil precoce, nada mais é que a adultização num ser biologicamente infantil. E os produtos que ostentamos nos agregam valor. Não é interessante perceber que as roupas de grife passaram a colocar as etiquetas do lado de fora?
90% do aprendizado acontece entre 0 – 6 anos de idade que é considerada a fase em que temos maior capacidade de aprendizado, justamente a fase onde aprendemos a ser seres humanos independentes. Nem tudo pode ser permitido, as crianças têm necessidade de controle e censura.

Como criar uma sociedade que não viole o direito da criança a uma infância sadia?
ATV causa uma certa hipnose visto que prende nossa atenção por horas a fio sem que consigamos dar atenção a outra atividade. No Brasil, a criança fica, em média, 5 horas na frente da TV, mais tempo do que permanece na escola. A criança não tem discernimento para entender as mensagens publicitárias enviadas em sua direção: para elas, uma bicicleta e um copo d’água tem o mesmo valor. Uma forma de tirar as crianças dessa hipnose da televisão é incentivá-los a criar seus próprios brinquedos. Isso demanda tempo, atenção, concentração e exercita a criatividade. Tudo começa na imaginação, precisamos estimulá-la.

O que é preciso para uma pessoa ser feliz?
Como ensinar as crianças a serem felizes sem se comparar com os colegas? É preciso ensinar às crianças que a felicidade é uma realidade interior. Valores infinitos e valores de subjetividade. Generosidade, solidariedade e a prática de serviços desinteressados.]

Como os pais podem desestimular o consumo nos filhos sem que estes se sintam excluídos do seu círculo social já que maioria esmagadora dos outros pais (e sociedade em geral incluindo família e escolas) estão absolutamente passivos ou envolvidos diante do apelo consumista? Fiz esta pergunta à mesa e a resposta foi surpreendente pela simplicidade e pela constatação da dificuldade que os pais encontram em educar.

Como educar a criança diante da pressão consumista? Dando o exemplo. O que os pais querem quando levam o filho para passear num shopping a não ser dar a eles um referencial de consumo? Shopping é um templo de consumo, uma droga virtual baseado num mundo perfeito construído para encantar. Uma super proteção (shoppings, condomínios) que acaba por nos tornar inseguros e torna esses bens como mínimos referenciais.

“Estou apenas observando quanta coisa existe que eu não preciso para ser feliz” (Sócrates)

Em contra partida, os pais não encontram aliados quando querem fazer diferente e remar contra a maré de consumo imposta pela sociedade e sofrem pressão por todos os lados: escola, mídia, Estado. Os cidadãos precisam se ajudar, os cidadãos precisam ajudar os pais.

A Escola não está preparada. Cantinas reforçam a aversão das crianças aos alimentos saudáveis. Falta de orientações claras permitem competição entre materiais, brinquedos, roupas. A escola que deveria ser de igualdade (todos iguais juntos para aprender, usando uniforme e materiais iguais) se torna um local de competitividade por melhores brinquedos , presentes, roupas, marcas – mais um local onde eles aprendem a exibir o materialismo como valor essencial.

FREI BETTO [Palestrante] Frade dominicano e escritor, assessor de movimentos sociais. Estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia. Com 51 livros publicados, escreve para vários jornais e revistas e profere palestras no Brasil e no exterior.
Benjamin Barber [Palestrante] : Teórico político de renome internacional. Foi Professor de Ciências Políticas (Walt Whitman) da Universidade de Rutgers por 32 anos, e em seguida, Professor de Sociedade Civil (Gershon e Carol Kekst) na Universidade de Maryland e durante cinco anos trabalhou como consultor informal do Presidente Bill Clinton. Os 17 livros de Benjamin Barber incluem o clássico Strong Democracy (1984), McWorld (1995 com uma edição pós 9/11 em 2001, traduzido para vinte e sete línguas) e Consumido: Como o Mercado Corrompe Crianças, Infantiliza Adultos e Engole Cidadãos , publicado em 2007 por W.W. Norton nos Estados Unidos e em sete edições estrangeiras.

Crianças como cidadãos ou como consumidores?

com Taís Vinha do blog Ombudsmae.blogspot.com

Fórum Criança e Consumo – dia 2 – parte 2

Antes de começarmos, quero dizer que este foi um dos palestrantes que mais gostei, tanto pela qualidade do que foi dito (no sentido do tema) quanto pela qualidade do palestrante que inclusive pediu para que as luzes da platéia fossem aumentadas para que ele se sentisse interagindo com a mesma.

O  que há de errado com o Capitalismo? Ele,  indiscutivelmente, triunfou perto de outros sistemas e muitos países triunfaram quando adotaram o capitalismo.
Claro que depende do ângulo, afinal não se pode dizer que um sistema é triunfante quando levamos em consideração que maior parte absoluta da população do mundo vive na miséria.

O capitalismo infantiliza os adultos, usa as crianças e transforma cidadãos em consumidores. O adulto passa a se comportar como criança  – eu quero consumir – e compra sem critério e necessidade criando pessoas viciadas em comprar (compralismo). É a insatisfação compulsiva , que citamos no nosso debate de mães, leia aqui. Capitalismo parou de produzir bens para produzir/fabricar necessidades. E isso está criando uma geração de compradores que aos 18 anos já se tornaram compradores compulsivos – com  muita disposição e nenhuma responsabilidade.

Comprar = prazer = drogas
”Não economize, gaste”
“Não se preocupe com a produção, consuma.”
“Não se preocupe com o seu descanso = lojas 24h”
“Não precisa sair de casa = internet”

O adulto pode escolher não consumir o que não precisa enquanto a criança precisa do adulto para fazer esta escolha. Começamos a violentar a infância e as crianças deixam de ser crianças para serem potenciais consumidores. A erotização nada mais é do que criar produtos para crianças como se fossem adultos. Corrompemos as crianças.
Há shoppings que já separam filhos de seus pais com o intuito de deixar as crianças mais vulneráveis. Vivemos hoje um momento de totalitarismo comercial e publicitário e não de liberdade de expressão e escolha.
Internet pode ser usada por crianças mas não para publicidade e sim para o aprendizado.

Capitalismo está dando fim à democracia e ao pluralismo e vem privatizando a sociedade. O mundo está igual em todas as partes do mundo.  O grande problema é o capitalismo preguiçoso. Interesses sociais são públicos e as escolas não podem ser privadas. Nossas escolhas privadas têm conseqüências públicas, como por exemplo, o carro que escolhemos (consumo de combustível, óleo, etc). E até a água engarrafada compramos que consome plástico, transporte, etc.  Não podemos ser apenas consumidores, precisamos ser cidadãos.
Precisamos produzir nossas necessidades reais ou continuaremos a ser o velho capitalismo que inventa necessidades ao invés de produzir bens necessários.
Um exemplo é o i-phone: câmera ruim, games ruins, telefone ruim, navegador ruim e um monte de gente diz que precisa de um.
Meu trabalho produz reais necessidades? Cidadãos que escolhem onde trabalhar de forma a contribuir com a melhoria do mundo. Princípios éticos que vão além das nossas palavras e daquilo que julgamos ser certo que O OUTRO faça. E nós, o que fazemos?
Criar cidadãos sem fronteiras depende de nós, não do Lula ou do Obama.

Benjamin Barber [Palestrante] : Teórico político de renome internacional. Foi Professor de Ciências Políticas (Walt Whitman) da Universidade de Rutgers por 32 anos, e em seguida, Professor de Sociedade Civil (Gershon e Carol Kekst) na Universidade de Maryland e durante cinco anos trabalhou como consultor informal do Presidente Bill Clinton. Os 17 livros de Benjamin Barber incluem o clássico Strong Democracy (1984), reeditado em 2004 em uma edição de vigésimo aniversário; o atual best seller internacional Jihad vs. McWorld (1995 com uma edição pós 9/11 em 2001, traduzido para vinte e sete línguas) e Consumido: Como o Mercado Corrompe Crianças, Infantiliza Adultos e Engole Cidadãos (Consumed: How Markets Corrupt Children, Infantilize Adults, and Swallow Citizens Whole), publicado em 2007 por W.W. Norton nos Estados Unidos e em sete edições estrangeiras.

Fórum Criança e Consumo – dia 2 – Refletir o Consumo

A visão do consumo na ótica das Mudanças Climáticas

Falar de Consumo Infantil pode parecer estranho num primeiro momento e algo com o que não temos com que nos preocupar, mas é importante lembrar que a ecologia era tratada como algo sem fundamento e hoje é tratada por chefes de Estado pois ecologia é uma questão social, econômica e de desenvolvimento industrial. Copenhagen embora não tenha refletido resultados práticos significativos, representou um grande progresso no sentido de ter conseguido reunir 120 chefes de Estado e isso se deve à pressão da sociedade.

Qual a nossa responsabilidade neste processo? Qual a nossa ação concreta?

O cidadão pode mudar a realidade quando diz que não votará no candidato novamente se determinada questão não for resolvida. E talvez assim, tivéssemos saído com resultados mais importantes de Copenhagen.

Precisamos sair da zona de conforto. Vamos deixar tudo para a próxima geração? Crianças e futuras gerações estão sendo usadas como desculpas para que a gente não faça a nossa parte.

E o que o consumo tem a ver com as mudanças clmáticas? Não somente a produção mas o consumo também fomenta o desmatamento. A maior parte de nossa água vem da Amazônia e a desmatam porque há quem consuma. Seus grandes predadores são os madeireiros, a soja, carne e couro.

A empresas distribuidoras precisam dizer que não querem mais fazer parte do problema.

Os consumidores precisam começar a se manifestar dizendo que não consomem produtos produzidos em área de desmatamento. O poder de compra dá ao consumidor o poder de transformar as empresas. O pior tribunal para uma empresa é sua imagem junto ao público.

Uma sociedade calada é uma sociedade ausente e culpada.

Queremos que os governos e empresas mudem mas nós também precisamos mudar para que consigamos mudar este modelo predatório de desenvolvimento.

Marcelo Furtado [Palestrante] : Engenheiro Químico com especialização em Administração e mestrando em Engenharia Elétrica na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Atua junto ao Greenpeace na área ambiental há 19 anos. Atualmente é o Diretor Executivo da organização no Brasil.