Flagras

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Andar nas calçadas é um desafio.

Todas essas fotos, eu tirei de ruas onde passei.

Acho interessante que todo mundo acha que somente o poder público tem que de agir bem, que cumprir suas obrigações.

Mas e nós, e a nossa parte?

Temos o direito de jogar e abandonar entulhos pela calçada, pelas ruas?

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E as podas das plantas, sejam da rua ou da nossa casa?

Temos o direito de jogar na rua de qualquer jeito?

Vendo essas imagens, me lembrei da Cristiane Fetter que sempre nos conta como é a vida fora do Brasil, mais particularmente nos Estados Unidos.

Elas nos contou que lá(não localizei o post exato), se o lixo não estiver separado corretamente, ele não é recolhido. Aqui, de certa forma, também não, porque um lixo como este precisa estar ensacado.

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Essa aqui me deixou particularmente arrepiada porque o que mais se fala é em coleta seletiva, sustentabilidade, tá nas bocas.

Pois bem, na região onde isso aconteceu, há coleta seletiva de lixo e este lixo estava ali no dia da coleta normal.

Nestas horas, me pergunto porque os legisladores não criaram ainda leis que obriguem todas as cidades a ter coleta seletiva e uma lei que obrigue os moradores a separar seu lixo.

Não adianta. Tem coisa que somente uma lei resolve.

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Bem…essa é clássica do pensamento “faça o que digo, não faça o que eu faço”.

A planta é linda, a calçada fica linda…mas simplesmente é impossível passar. Além do tamanho notório da planta, ela ainda espeta muito.

Mas a calçada é responsabilidade do morador ou do condomínio.

Não é o poder público que deve se mancar.

Nós é que temos que nos dar conta, cada vez mais, que não adianta só reclamar, temos que fazer a nossa parte. Todos os dias.

Somos trouxas !

“Neste momento, agora, empresários, lojistas, operários, trouxas,TROUXAS estão pagando o imposto de renda. Estão pagando imposto de renda para gente que não tem vergonha na cara mandar amigos sirigaitear em Miami, Paris, Roma, aonde quer que seja. E não vai lhes acontecer nada, porque este é um povo estúpido que não reage.”

(Luiz Carlos Prates, comentarista do Jornal do Almoço, exibido na RBS de Santa Catarina, que fala sobre o recente escândalo no Congresso Nacional referente ao abuso no uso das cotas de passagens aéreas para os parlamentares.)

 

Achei este vídeo no blog Pensar Enlouquece do Alexandre Inagaki. Recomendo a leitura do post completo. Vale!

A qualquer preço

Publicidade é uma carreira que não cansa de me indignar. Claro que não são todos os publicitários mas me chama muita atenção certas campanhas. Campanha de remédio é algo que TODOS deveriam se negar a fazer. Automedicação pode matar portanto, remédio tem que ser propagandeado para médicos e só. Eu não aceitaria trabalhar na Souza Cruz, por exemplo. Questão de princípios meus. É comum ver um monte de celebridades fazendo propaganda de remédio. Será que eles não tem o menor semancol de que suas imagens estimulam as pessoas a consumir medicamentos? Já até postei sobre isso aqui.

Campanha para criança é outra coisa abominável, afinal, são pessoas ainda sem discernimento para decidir o que é melhor para si. Covarde é a palavra que para mim define as empresas, as agências, os profissionais e os artistas que fazem este tipo de propaganda.
Mas algumas agências de publicidade e alguns artistas e celebridades se superam no quesito “pagando bem que mal tem” e fazem propaganda de qualquer coisa, menos de papel higiênico. Acho que suja a imagem.
Antigamente, era comum vermos as propagandas de cigarro serem relacionadas à esporte e à vida saudável. Felizmente, as propagandas foram proibidas e paramos de ver este absurdo já que fumar é “proibido” para quem quer praticar esportes. Aquele jogador Gérson fez a famosa campanha de cigarro criando o famoso slogan “gosto de levar vantagem em tudo” e criou a o famoso termo “lei de Gérson” para aueles que gostam de se dar bem em cima dos outros e que garanto que o incomodou o resto da vida. Deve ter incomodado mais do que fazer propaganda de cigarro. Merecido castigo na minha opinião. Quem dera outros artistas tivessem o mesmo nefasto destino cruel às suas imagens. É aquela velha história da publicidade tentando vender a qualquer preço e celebridades que recebem bem e mal não vêem.

Como o Ronaldo, que fenomenalmente faz agora uma propaganda de cerveja. Um atleta como ele fazendo propaganda de cerveja? Não pode, né? Se ele precisasse não justificaria, sem precisar fica mais feio ainda.
Espero que o efeito seja bem ruim para a imagem dos dois afinal, esporte e cerveja não combinam e um atleta barrigudo tomando cerveja, explica muita coisa!
Para bom entendedor…
E que os publicitários idealizadores da campanha sejam citados como case do que não se deve fazer para anunciar um produto em vários congressos, programas de televisão, palestras….
Sim, estou rogando uma praga. :)

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Ana Cláudia Bessa

Leia +

A coisa é tão séria quando se trata de dinheiro que li num post do blog Escuta Zé, do jornalista José Luiz Teixeira um artigo do José Roberto Torero que fala que o Lula assinou um decreto que classifica como alcoólica qualquer bebida com mais de 0,5 grau GL como alcoólica, o que restringe a sua propaganda na TV, contudo, inexplicavelmente não restringiu a propaganda de cerveja. Sério isso.

Quando o dinheiro é demais

Tem muita gente com muito dinheiro neste mundo.

Claro que tem infinitamente mais gente sem dinheiro neste mundo.

Mas ainda assim, muita gente tem muito dinheiro. Mas eu estou falando de muito dinheiro mesmo. Recentemente, um mega empreendimento na Barra no Rio vendeu todas as unidades antes do lançamento. Unidades de altíssimo luxo. Não é coisa de financiamento da CEF, não…

Eu nunca tive sonhos de ter dinheiro em excesso. Acho que todos nós temos sonhos de uma vida tranqüila, sem sobressaltos. Acontece que tem gente que tem tanto dinheiro, que começa a gastar com coisas que não fazem o menor sentido. Até porque acredito que esse excesso deva dar um grande vazio. Afinal, eu não consigo imaginar uma vida onde a pessoa tem tudo o que quer a hora que quer, seja, necessáriamente, sempre bom. E o vazio é tão grande que essas pessoas começam a gastar dinheiro com coisas que não servem para nada como pasta de couro de jacaré virgem caçado por eunucos virgens e mancos da Islândia ou casaco de pele de canguru das selvas australianas extraído no outono por monges albinos…….risos…

Aí, vou ler uma revista e vejo alguns “mimos” anunciados, dentre eles, um vidro de perfume cravejado de cristais Swarosky (detalhe: o vidro de perfume vazio serve pra quê, mesmo?). Também com os mesmo cristais se lançou uma Mercedez.

Num mundo com tanta desigualdade, isso chega a ser insultante. Não acho que pessoas físicas tenham a obrigação de resolver os dilemas do mundo, e muitas delas fazem até muitas ações sociais que nem imaginamos, sendo assim, têm o direito de gastar com o quiserem, quando quiserem.

Contudo ainda tem tanta gente no mundo carente de ajuda. Tão carente que morre de fome, de doenças, de abandono. E sempre que vejo uma bolsa de couro de jacaré albino da patagônia, me pergunto quantas pessoas aquela bolsa não alimentaria.

E pior, como serão os filhos das pessoas que pensam e agem assim?

Como será uma criança que com 10 anos tem o melhor celular, um laptop de último modelo, que aos 15 anos dirigem carros de luxo sem respeitar nenhuma lei?

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Ana Cláudia Bessa

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Mantas da Irracionalidade http://entropia.blog.br/2009/01/10/mantras-da-irracionalidade/

"Semancol" tem remédio?

Uma coisa que me deixa “passada” é propaganda de remédio.
Auto-medicação não é perigoso?

Então, propaganda de remédio, tem que ser feita para os médicos, nos consultórios.

Aí, fico “bege” de indignação quando vejo artista fazendo propaganda de remédio!

A classe artística, em geral, já tem excelentes salários e rendimentos com marketing e publicidade.

Aí, eu pergunto: PRECISA FAZER PROPAGANDA DE REMÉDIO?

Sabe o que isso me dá a sensação: de uma ambição sem remédio….

Puxa vida…
Será que o artista não tem noção do impacto que sua imagem confere a um produto?
Será que ele não sente o mínimo de responsabilidade quando associa seu nome a um produto químico cujo uso inadequado pode ser inclusive fatal?

Que propaganda tem limite?

Claro que não deve haver nenhuma regulamentação a respeito, mas eu sempre me pergunto se não existe autocrítica dessa “galera” na hora de fazer alguma coisa.
Precisa haver a proibição efetiva?
É como fumante em hospital, motorista que estaciona na calçada…
E artista que faz propaganda de remédio. Precisa de fato proibir???

Um laboratório farmacêutico, durante anos, manteve no mercado um produto para passar em machucados e que descobriram não servir para nada. Logo depois veio a denúncia de que o laboratório farmacêutico sempre soube da ineficácia do produto. Mas vendia horrores, ia mudar pra quê?

Aí, a verdade veio à tona, ele mudou a formulação para que agora, sim, fosse eficaz e colocou o José Wilker na propaganda. A Malu Mader e Susana Vieira fazem propaganda de remédio pra dor de cabeça, a Cláudia Rodrigues (a diarista) e a Regina Casé (ô decepção!) fazem propaganda pra antigripal, a Ingrid Guimarães e o Serginho Groissman de anti-ácido e muitos outros que à medida que for lembrando vou colocar aqui.

E agora fomos brindados com a Hebe Camargo fazendo propaganda em defesa do leite da Parmalat, não é remédio mas a fundamentação é a mesma: olha o impacto da imagem dela no auge da crise do leite!

Essas pessoas tem milhares de fontes(generosas) de renda, não precisam disso.

Papel higiênico que não faz mal a ninguém, eles não fazem propaganda.
Aí, sim, eles tem bom senso em não associar suas imagens a um produto dúbio.
Ou seja, quando interessa (a eles), eles sabem escolher.
Fala sério, né?

Leia mais:

Não parecia mas era propaganda – Revista Veja

As estratégias da indústria farmacêutica para multiplicar lucros espalhando o medo e transformando qualquer problema banal de saúde numa “síndrome” que exige tratamento.

Nossos post sobre as Vacinas : http://futurodopresente.com.br/blog/?cat=2818

O papel das doenças : http://futurodopresente.com.br/blog/?p=42

GIGANTES FARMACÊUTICAS CONTRATAM AUTORES FANTASMAS PARA PRODUZIREM ARTIGOS CIENTÍFICOS

Jornal da Tarde – Defenda-se: Artista ou médico?

Eles vendem tudo e mais um pouco

Receita sem médico (excelente!)

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Ana Cláudia Bessa