Eu não posso escolher?

No blog da Lola, Consciência Coletiva eu li um post que fala da barbárie que acontece numa ilha da Dinamarca: matança gratuita de baleias. As fotos falam por si. A matança acontece por questões meramente culturais e a carne não é necessária para consumo. Claro isso é considerado crime internacional mas a matança continua justamente por essas questões culturais. Não podemos nos enganar porque ainda temos a Farra do Boi aqui no Brasil, que também é violento e degradante para o animal. Mas inevitavelmente eu me pus a pensar em como se sentem as pessoas que ficam ali esfaqueando as baleias, torturando-as até a morte, misturados naquele sangue todo. Eu posso escolher não estar ali. E todas aquelas pessoas também podem.
O que faz uma pessoa escolher estar ali no meio daquele sangue?
A questão cultural é tão influente assim no nosso subconsciente a ponto de matarmos contra a nossa vontade?

Por isso é tão importante a gente prestar atenção naquilo que nossos filhos ouvem e vêem, prestar atenção no ambiente que eles crescem, na escola que estudam, nas companhias que andam porque o ambiente nos influencia de tal forma que somos capazes de nos misturarmos a esse sangue todo porque é normal a gente quando a gente vê isso acontecer desde que a gente é pequeno.

E é só por isso que aquelas pessoas estão ali fazendo isso.

Também no mesmo rol de atrocidades culturais, temos os baloeiros. Numa reportagem , uma associação de baloeiros, defendia soltar balões é parte da nossa cultura, mesmo tendo ocorrido a morte de um menino que foi atingido por um balão. O MENINO FOI QUEIMADO VIVO !

Soltar balão é crime e pode causar acidentes e tragédias como essa e só no Brasil uma pessoa admite que pratica um ato criminoso, faz apologia ao crime em rede nacional e não é preso na hora.

________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

As Sacolas Plásticas nos Estados Unidos

Os mercados na área onde moro, e acredito que toda a rede trabalhe assim, tem um sistema de recolhimento de sacolas plásticas muito interessante. Eles sempre colocam na entrada de suas lojas, de forma bem visível, caixas especiais onde o consumidor pode deixar as sacolas plásticas de compras que levou para casa.

Estas sacolas vão para reciclagem e voltam para as lojas. Eles não cobram nada por elas mas disponibilizam esta prestação de serviço que além de ajudar ao cliente minoriza a poluição ambiental.

Os mercados também te dão a opção de levar suas compras em bolsas de papel. Sabe os filmes americanos que a gente sempre vê as pessoas chegando em casa com as compras em grandes sacos de papel, pois é isto é verdade não é Holywood.

Como consumidor você escolhe a que mais lhe convém e nas duas você está de alguma forma contribuindo para diminuir a poluição, pelo menos na área em que você vive. Mesmo que o consumidor não tenha esta visão de não poluição, ele acaba contribuindo para isto de forma compulsiva.

As lojas e principalmente os supermercados também tem uma terceira opção: você compra uma sacola de material reciclado pelo valor de +/- 1 dólar, que em reais hoje (maio/2007) está valendo +/- R$ 2,04.

Ela é reforçada e costuma ter um bom tamanho e acima de tudo alivia a conciência. Não é charmosa mas tem estilo, o estilo de não prejudicar, não poluir, de não matar.

Não seria interessante termos este tipo de trabalho no Brasil? Ao invés de vermos os sacos boiando nos rios, ou entupindo a rede pluvial das ruas, causando mais transtornos, veríamos um trabalho ambiental muito interessante, podemos até dizer de peso. Carregar o peso das compras em sacolas recicláveis, e tirar o peso do planeta em atendar as nossas infindáveis necessidades.

No Brasil eu sempre comprava sacos reciclados no supermercado Mundial, só não consigo lembrar o nome da marca, não que em outros mercados não existam, mas só lá eu encontrei um que era resistente, não rasgava a toa e aguentava o peso a que ele se destinava, além de ter um custo bem reduzido em relação a produto novo.

Para mim este é o grande problema deste tipo de sacola ou saco de lixo ou o que seja. Não tem qualidade. O fato de ser feito com material reciclado não quer dizer que ela deva ser baixa. As empresas visando um grande lucro fazem o produto de maneira deplorável.

Muita gente já ouviu falar de um lugar chamado Jardim Gramacho em Duque de Caxias no Rio de Janeiro, é neste lugar que fica o famoso lixão que está sempre aparecendo nos telejornais.

É onde muita gente sobrevive catando lixo e até comida. O que quase nunca ou nunca se menciona é que nesta mesma área funcionam inúmeras fábricas de reciclagem de material e principalmente as que confeccionam sacolas de lixo residencial. Traz trabalho, traz dignidade, traz renda, traz progresso para a área e claro ajuda o planeta.

Não podemos deixar de mencionar que o Brasil tem um trabalho bem intenso de reciclagem, sem esquecer também de empresas que se preocupam em ter em seu portfólio produtos que não agridam a natureza ou serviços para isto (a Natura é um bom exemplo).

O que quero salientar é que na área em que moro as suas opções ficam bem visíveis. Nos EUA tudo é movido a consumo, se você não compra, você não existe, mas em compensação você escolhe. Há que se ter este tipo de mentalidade em lojas tupiniquins. Este tipo de produto/serviço não é consumido como biscoito, ele é consumido pela consciência. E pelo que eu saiba eu nunca vi uma andando pelas ruas e pedindo as coisas. É preciso mostrar que todos estão engajados neste propósito (quem produz, quem vende, quem compra).

É uma luta árdua, é cansativa, chega até ser chata, mas é um investimento de longo prazo na bolsa de valores da nossa vida, ou seria a sacola?

Sacolas retornáveis no Brasil:

http://carbonozero.blogspot.com/2007/10/sacolas-retornveis.html

http://mercedeslorenzo.multiply.com/photos/album/33/SACOLAS_PARA_A_VIDA_-_Silvana_Buena

__________________________________________________________________________________ Cristiane A. Fetter