O que eu ensino para o meu filho?

Este post é um reflexo de uma grande preocupação que tenho: tão importante quanto o que vamos deixar para nossos filhos é o que vamos ensinar para eles.

O que eu penso ser o mais importante que posso deixar e ensinar é o exemplo. Sempre que faço alguma coisa aqui em casa, que incorporo algum hábito novo ou tento fazer a coisa certa mesmo que não seja a mais fácil, penso neles.

Quero muito que eles achem que reciclar é fundamental porque simplesmente desde que se “entendem por gente”, o lixo na casa deles é reciclado.

Quero muito que eles olhem para o passado e falem que sempre poupamos a água por entender que ela é um recursos finito e limitado. E também porque devemos valorizar a riqueza que temos tão facilmente escoando de nossas torneiras enquanto outras (e muitas) pessoas consomem água suja depois de ter que andar quilômetros e quilômetros com uma enorme lata de água na cabeça que corresponde à ínfima necessidade de uma família de várias pessoas.

Quero que eles aprendam a comer de tudo e dizer que na casa deles a gente fazia muita coisa natural, tinha horta, doce de casca, suco de fruta.

Quero que eles respeitem os outros, que sejam honestos, íntegros, éticos porque aprenderam a ser assim.

Quero muito deixar um mundo melhor para eles mas também quero que eles mesmos tenham esse sentimento dentro de si, porque nós conseguimos ensinar isso à eles.
Esse é meu grande desafio.

[texto originalmente publicado em 04 dee abril de 2008]

 

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3mensagemhoje

Neste Natal, diga NÃO aos brinquedos sexistas!

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Há mais de 1 ano atrás eu fiz uma enquete num antigo blog pessoal:

Pergunta para mãe/pai de meninOs: Você deu ou daria brinquedos como bonecas, vassouras e panelinas para seus meninos?

Apenas 66 pessoas responderam e o resultado foi que 47% daria sem problemas. O restante não daria por diversos motivos, mas não daria.

Por que eu fiz esta pergunta? Porque meu filho me pediu uma boneca. Sua justificativa era que seus bonecos (homens) estavam precisando de companhia de meninas. Diante desse argumento -e eu sempre procuro ceder diante de bons argumentos-, foi impossível não dar à ele sua desejada boneca ( ele ganhou duas : uma Susi –Barbie NOT- e uma Jessie (Toy Story). Afinal, nada mais saudável do que cultivar relacionamentos entre homens e mulheres de maneira igualitária através das brincadeiras. Pelo menos, é isso que prego e acredito.

Mas talvez isso também não seja algo tão surpreendente se avaliarmos que eu dou brinquedos femininos para meus dois meninos. Não me prendo a cor ou ao gênero do brinquedo. Sendo assim, na nossa casa, não é surpresa alguma encontrar meus filhos brincando com panelinhas cor-de-rosa.

Além dessa questão, outra coisa me faz ver tudo isso com muita naturalidade e acredito plenamente que também a meu filhos: o pai deles, é um homem que faz tudo dentro de casa e usa camisa rosa: cuida dos filhos, cozinha, varre… ele não faz a menor distinção sobre o que é considerado tarefa feminina ou masculina.

Se essas brincadeiras são uma forma das crianças entenderem a sociedade e sua realidade, acredito que estamos criando meninos para serem ótimos companheiros e pais. Espero que minhas noras valorizem e nos trate muito bem…rs….

Contudo, é triste ver que quando vamos a uma loja de brinquedos, os fogões, vassouras e eletrodomésticos de brinquedos são todos rosa ou lilases. Por que aceitamos na vida adulta que homens sejam CHEFS  de cozinha, mas na infância, as panelas e tarefas domésticas cabem sempre às meninas? Na década de 70, as bonecas vinham com nomes que valorizavam a mulher submissa (afinal “Amélia é que era mulher de verdade”) e e santificavam a imagem da mãe. Aos meninos cabem os carros (como se mulher não gostasse de dirigir), as armas e junto com elas, a violência masculina banalizada desde a infância. E talvez isso explique muita coisa no comportamento violento de muitos homens jovens e adultos.

Mas aos meninos cabem também toda a gama de cores (exceto o rosa). Enquanto  as meninas, ficam presas num mundo monocromático de princesas cor-de-rosa e tarefas  consideradas menores. Ou ainda num mundo de consumo excessivo que cabe à Barbie oferecer em profusão com um apelo de uma beleza plástica irreal. Levando nossa sociedade a uma busca insana pela beleza perfeita e inexistente que gera doenças como bulimia, anorexia e depressão.

Fico pensando no que será desse mundo de princesas quando elas crescerem e virem que os homens não são príncipes encantados e também aos homens que cresceram acreditam em princesas que não existem. Será também que esta visão equivocada da realidade entre homens e mulheres incentivada na infância não é um fator determinante para essa total falta de sintonia entre os sexos gerando essa enorme dificuldade que nossa sociedade apresenta em se relacionar afetivamente?

No dia das crianças deste ano, fiquei longe dos meus filhos, num evento voltado para a discussão do incentivo ao consumo na infância. Quando recebi o convite, não pude deixar de aceitar porque estaria longe dos meus filhos no dia das crianças. Essa data é uma data comercial que ficou famosa nos anos 60 quando divulgada por uma indústria de brinquedos. A fábrica acertou na estratégia e hoje o dia das crianças e uma data exclusivamente comercial e aceita por todos como um dia de ganhar  presentes. Eu fiquei longe dos meus filhos neste dia, ele receberam brinquedos simples e não comemoramos nada. E no que pudermos oferecer a eles, vamos mostrar que o mundo é um lugar de homens e mulheres que partilham todas as suas tarefas de forma igualitária, com respeito e companheirismo, sempre. E gostaria que o dia das crianças fosse um dia de brincar de qualquer coisa. Mas não um dia de mostrar que só é feliz quem ganha presentes mirabolantes (e sexistas). Parece piegas dizer mas mais importante do que ser feliz por causa de um brinquedo, é ser feliz sem ele. É aprender que a felicidade não depende de uma fator externo. Agora, chegou o Natal. Hora de mostrar que a felicidade deve estar dentro de nós para que possamos enfrentar com serenidade as dificuldades e limitações que a vida nos apresentará.

Isso sem remédios como a ritalina e rivotril.

Filhos dos pais e da sociedade e da escola e da família

Recebi pelo Twitter um link de texto falando que ética se aprende em casa.
Não li o texto, confesso, pois não dou conta de tanto conteúdo. Mas fiquei curiosa: em casa com pais ficando fora o dia todo? Ou há que se fazer concessões?

Vejo e ouço constante “recados” da sociedade cobrando dos pais a educação que deve ser dada em casa mas eles tem que se matar para pagar escola e o chefe cobra hora extra sem remunerá-los. Explica pro chefe que você precisa faltar ao trabalho porque seu filho precisa de carinho e orientação. Nem precisa ser o chefe, fala aí pro colega ao lado e veja a reação dele se você cogitar a possibilidade de postergar um trabalho, faltar uma reunião, deixar de entregar um relatório ou mesmo deixar de cumprir sua rotina do dia por causa de um filho. Muitas mães desejam deixar de trabalhar para cuidar dos filhos nos primeiros anos (e muitas que não o fazem se arrependem) mas além da dificuldade de se abrir mão da remuneração pelo trabalho, pare de trabalhar e verá como vão dizer que essa mãe não faz nada (o que é uma grande mentira). Os que criticam são os mesmos que tem um monte de teorias sobre quão falhos são os pais.

A sociedade cobra dos pais e trata os mais dedicados como fracos.

Todo mundo tem que se sentir responsável pelas crianças: sociedade, pais e escola. Se considerarmos que somos também frutos do meio, a ética tem que permear todos os ambientes. Crianças sem ética são adultos que interferem maleficamente em toda a sociedade. Todos pagamos o preço, não só as famílias em casa. Ética e muita coisa tem que ser ensinada em TODAS as esferas. Se os pais devem ensinar, no mínimo, a sociedade deve apoiar os pais. É preciso que a sociedade mude a forma de ver a maternidade/paternidade de forma urgente e dar respaldo para que seja exercida melhor.

Se refletimos o que aprendemos dentro de casa, também não refletimos em outros aspectos. Observo que , por exemplo, tem muitas coisas que sou diferente de meus pais, para bem e para o mal. Pais não são onipotentes, nem onipresentes. Se fosse assim os filhos de fumantes, fumariam e é comum acontecer o contrário. Como influências podem vir do meio, ou não, e nunca sabemos qual terão um peso maior para cada indivíduo, todos somos responsáveis pelas crianças. A propósito, meus pais fumavam quando eu era criança. Eu nunca fumei mesmo não me lembrando de receber orientação para não fazer. Ou seja, valores podem ser muito mais amplos do que só pais, família, sociedade ou escola…é tudo relacionado.
Eu sou totalmente contra terceirizar qualquer educação, mas acho que jogar qualquer coisa exclusivamente nas costas dos pais  é absurdo. A sociedade que temos hoje é fruto do abandono também aos pais, não só às crianças. Os pais ainda são empurrados a terceirizar os filhos. Precisamos encontrar o equílibrio dessa relação pois cobra-se pais presentes e profissionais totalmente dedicados. Difícil conciliar.Precisamos urgente mudar a forma de encarar a parentalidade. E dar valor ao exercício mais pleno.

 

Qual a melhor metodologia para a escola dos nossos filhos?

Hora de escolher a escola? Vamos falar mais sobre isso!

Eu li bastante sobre as metodologias e descobri que só escolhemos a metodologia se ela estiver acessível , perto de nossa casa. Ou então mudamos de endereço para propiciar aquela determinada metodologia, de uma determinada escola aos nossos filhos. Por exemplo,

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Escola pra que?

Hora de ver matrículas, novas escolas, rever conceitos, começar uma nova etapa…enfim…uma das escolhas mais dificeis! Vamos começar a postar textos sobre escola. Temos bastante coisa, de vários autores que vale a pena rever. Veja se voce se identifica!

 

Eu sempre tentei respeitar a velocidade das crianças, o desenvolvimento natural delas.
Essa foi uma preocupação…

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Rio+20: pela primeira vez, os pais na mesa de debates!

Em meados de 2007, conheci o projeto Criança e Consumo. Naquela época, ainda não havia me dado conta da influência da propaganda na vida das crianças. Por isso, acredito e entendo que a maioria das pessoas não perceba. Natural, afinal as propagandas são meticulosamente criadas e preparadas para nos influenciar sem que a gente perceba. E se influenciam a nós, adultos, sem que percebamos, imaginem as crianças.

Três anos depois, em 2010, no Fórum Criança e Consumo, em São Paulo, pensei: por que os pais não estão lá, fazendo parte das mesas de debate? O fórum foi muito bom, mas saí com aquele sentimento de que faltou alguma coisa. Num papel de perguntas do fórum, eu coloquei que senti falta dos pais na mesa de debates. Afinal, não são eles que vão promover as mudanças fundamentais? E pensei: vamos colocar os pais no debate!

Não era uma tarefa fácil. Eu e mais algumas amigas já saimos do fórum pensando em como articular os pais. Criamos alguns projetos que, embora tenham sido bem sucedidos, não chegaram a atingir esse objetivo. E foi no Facebook, alguns meses depois, que esse projeto começou a nascer, com a criação de um grupo de discussão sobre o tema Consumismo e Publicidade Infantil, que hoje conta com mais de 1.200 integrantes. Estou convicta de que a internet é um grande agente transformador, agregador e definitivo na transformação de nossa sociedade.

Através desse grupo, descobrimos a fan page de uma associação de publicitários que, embora diga que TODOS são responsáveis por cuidar das crianças, na verdade queria responsabilizar exclusivamente os pais pelo controle daquilo que as crianças veem na mídia. E o grupo imediatamente repudiou essa postura. As crianças não são responsabilidade exclusiva dos pais. Crianças mal influenciadas são um problema de toda a sociedade, pois toda a sociedade paga o prejuízo causado por cidadãos mal formados. A Lei também é clara: a responsabilidade sobre o bem-estar emocional e físico das crianças é da família, da sociedade e do Estado.

Essa associação não desejava dialogar, mas, sim, ter espaço para expor apenas seus pontos de vista sobre a questão, de modo a manipular as opiniões a respeito do assunto. E foi aí que decidimos que precisávamos agir e fazer alguma coisa para alertar os pais que, assim como nós, nunca haviam se dado conta da influência negativa e predatória da publicidade infantil.

Em uma semana, ultrapassamos os LIKES que os publicitários levaram 3 meses para conseguir. Em consequência desse trabalho, fomos então convidados pelo Alana/Projeto Criança e Consumo para falar na Rio+20. Naquele momento, dois anos depois do fórum, havia sido atingido o objetivo de representar os pais na mesa de debates pela primeira vez – e na Rio+20, a conferência Mundial de Desenvolvimento e Sustentabilidade. Não poderia ser mais emblemático!

Chega a Rio+20. Nosso movimento já estava bem maior, mas, ainda assim, acabara de completar apenas 3 meses. Fiquei muito emocionada de ser parte integrante da Rio+20, ainda mais como mãe e abordando o tema publicidade infantil, consumo e sustentabilidade. Me deu o sentimento bom de saber que não sou capaz de mudar o mundo, mas que estou fazendo a minha pequena parte. E ao contrário do que muitos disseram sobre a Rio+20, tudo o que vi mostrou que tem muita gente atuando em suas comunidades. E é isso que estamos fazendo através desse grupo, lutando para mudar o nosso mundo.

Durante o evento, pudemos ver relatos como o de um chileno que contou que, em sua comunidade, que fica bem afastada dos grandes centros, o consumismo já deixa sua marca e influencia crianças e jovens de forma assustadora. Mostrou também que, assim como nós, muitas outras pessoas acreditam que as crianças precisam ser protegidas e cuidadas para que tenhamos a chance de ter um mundo melhor e mais humano. Especialistas em legislação, psicologia, defesa do consumidor e educação infantil comprovaram a importância de se impor regras rígidas para a publicidade infantil no Brasil. E o mais incrível era que nós, os pais, estávamos lá, na mesa, pela primeira vez, para mostrar que estamos nesta luta. Mostrar nossas dificuldades em enfrentar este mercado, enfrentar a invasão da publicidade através do mundo mágico e sem limites possibilitado pela ilusão da televisão.

Depois do evento, fomos abordados por várias pessoas que fizeram questão de nos apoiar e dizer que concordam que esta luta é necessária e urgente. Pude ver em todos os olhares o quanto é importante existir um movimento de Mães defendendo a infância. Em muitos olhos pude ver emoção, a mesma emoção que eu estava sentindo. Temos no Brasil leis suficientes que apoiam a infância, mas elas não estão sendo capazes de coibir os abusos da publicidade que se baseia numa autorregulamentação inócua e que somente nos prova, todos os dias, que os interesses financeiros estão acima de qualquer interesse que defenda e proteja as crianças. E agora nós entramos no debate para ficar e exigir que o Estado faça a sua parte, regulamentando a publicidade infantil no Brasil.

[fonte: http://infancialivredeconsumismo.com/index.php/rio20-pela-primeira-vez-os-pais-na-mesa-de-debates-2/ ]

 

Meninas versus Meninos e vice versa

Desde que me entendo por gente, escuto sobre as dificuldades de relacionamento entre homens e mulheres. Hoje como mãe, observo o quanto alimentamos isso na cabeça das crianças. Meninas e meninos recebem criações diferentes demais. Claro que existem diferenças entre meninos e meninas, físicas e hormonais, inclusive. Mas precisamos acentuar isso o tempo todo? Precisamos criar um abismo entre meninos e meninas que posteriormente será um abismo entre homens e mulheres na vida adulta?

 

Outro dia, fui comprar um livro para dar de presente a um amiguinho da escola dos meus filhos e fiquei assustada quando percebi, que na faixa etária deles (a partir dos 8 anos) os livros começam a ser sexistas! Tem livros para meninos e livros para meninas! Fiquei boba de ver como as meninas são induzidas a um comportamento robotizado e escravizante. Monocromático e com glitter, o velho gel com purpurina. As meninas são, quase sempre, magrelas e de cabelos lisos ou com leves cachos devidamente disciplinados. E como não poderia deixar de ser, o lado cruel: a filha de uma amiga, por exemplo, sofre agressões contínuas das amiguinhas por conta de seu cabelo crespo. Fora isso, que já é algo reprovável e preocupante, temos livros ditando uma regra de comportamento feminino desde a infância. E a minha dúvida: incentiva também a segregar os meninos e estimula a competitividade entre as meninas?

 

E os livros dos meninos? Mais interessante que o mundo rosa das meninas pois estimula a aventura. Contudo, nem todos são assim já que muitos títulos e capas de livros aparentemente direcionados aos meninos, também estimulam a agressividade disfarçada de rebeldia. E a pergunta: ao mesmo tempo, igualmente segrega as meninas? Os meninos, aventureiros e as meninas, fashionistas descoladas. Engraçado que isso eu já percebia nos meus bebês: as vida dos meninos é mais interessante: para começar, tem todas as cores, exceto o rosa (tinha que ter um sexismo…). A das meninas, pelo contrário, quase não tem nenhuma cor, exceto o rosa, em profusão de tons, do pastel aos lilás.

 

O que me chama atenção é que, literatura não tem sexo. Na vida adulta, temos até alguns livros direcionados a determinados sexos mas são minoria, visto que a maioria das histórias são interessantes sem distinção de gênero. Mas na infância isso não é influenciador demais? Adultos já conseguem discernir e escolher como querem se comportar mas e as crianças? Essa geração vai crescer aprendendo a gostar de ler ou vai aprender a gostar de ler apenas livros direcionados especificamente para o sexo feminino ou masculino? E o que esses livros propagam, é uma visão construtiva dos mundos feminino e masculino?

 

Pensei também nas princesas. Quantas princesas, quantos filmes de princesas, quantos produtos de princesas. E os meninos? Nenhum príncipe. Não há incentivo para os principes, não há brinquedos… o que é bom! Mas não é muita princesa? Não é princesismo demais? O que é uma princesa senão aquela beleza perfeita a espera do príncipe encantado e perfeito? Coisa que sabemos, que não existe. Isso não vai gerar um conflito no futuro? Só saberemos mais tarde, se é que vamos conseguir associar os efeitos às causas.

 

Sei da dificuldade que existe na relação homem/mulher desde sempre. Mas atualmente vivemos uma era que a solidão impera. Somos seres humanos cada dia mais individualistas e solitários. Nossa sociedade apresenta uma enorme dificuldade de entendimento entre homens e mulheres. Além da competição, vemos muita carência de afeto. Como eu disse, isso não é de hoje, mas todos estes fatos não contribuem para aumentar ainda mais este abismo entre homens e mulheres? Quantas mulheres e homens legais a gente conhece que estão sozinhos, e sempre reclamam da dificuldade de encontrar alguém legal para viver a vida? O que falta para estas pessoas se encontrarem? Será que é uma dificuldade que carregamos desde a infância? E hoje e dia, isso é mais acentuado ainda?

[imagem: getty images /royalty free]

A Asma e a volta ás aulas

Estava lendo um artigo sobre asma na escola e, quando li sobre os cuidados na escola (realizar pinturas, obras etc. durante as férias), lembrei de uma situação muito triste, e acho importante que isso fique bem claro em todos os lugares frequentados por asmáticos. É pra alertar, não quero assustar, mas mostrar como é importante a gente estar ligada em tudo, e ensinar à criança ou adolescente a ficar ligado em tudo.

Uma colega de escola era asmática, e estavam fazendo uma troca de piso na academia que ela frequentava. Só que a academia ficou funcionando normalmente, e ela foi fazer aula. Teve uma crise e não resistiu. Ela provavelmente nem pensou que não poderia fazer aula naquelas condições, pois talvez nunca tenha sido alertada. Já era grandinha (foi no ano em que entramos para a faculdade), então não estava acompanhada dos pais, que talvez a tivessem impedido se tivessem visto a situação. E a academia, claro, foi irresponsável.

Portanto, a gente precisa viver a vida e deixá-los ser crianças/adolescentes, mas chamando atenção para esse tipo de coisa.

Eu faço muito isso com as meninas: mostro situações em que as pessoas poderiam ter escolhido agir de outra forma e ter suas vidas poupadas (recentemente, foi uma história sobre pegar carona com alguém que bebeu). Conto e pergunto o que entenderam, qual a conlusão que podemos tirar e tal. Tem funcionado, espero que levem isso para a vida, quando forem mais independentes.

A gente não pode impedir tudo, mas pode fazer força pra criar uma boa base.

Vida de mãe é dura mesmo.

E a gente passa a entender os sufocos pelos quais fez nossas mães passarem, né?

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Texto de Silvia Schiros

[imagem: http://noticias.r7.com/saude/noticias/veja-como-se-prevenir-dos-sintomas-da-asma-no-verao-20100201.html]

Desenho para crianças?

Os Simpsons é um desenho americano que satiriza inteligentemente a vida da sociedade moderna e da família. Justamente por ser uma sátira, suas piadas são voltadas, na maior parte do tempo, para o público adulto. Encontrei algumas imagens deste desenho e achei interessante mostrar os tipos de situações que passam diariamente na TV aberta, em horário e programa voltados para o público infantil.

Eu pergunto: isso é coisa de crianças ou para crianças?

Filho enganando e roubando o pai

Pai bebendo e ensinando que a cerveja é a solução dos problemas. (oi?)

Legal?

Agressão violenta entre pai e filho

 

Opa, de novo.

Armas nas mãos do Pai. E a figura paterna é um exemplo importante para as crianças.

Violência extrema again…. ou pai tentando esganar o filho é algo aceitável?

Filho ridicularizando o pai.

Cerveja, again….Exagero ao pensar que é quase uma apologia ao consumo de álcool? Alcoolismo na juventude é um dos problemas mais graves em nossa sociedade.

Ué? No Brasil não é proibido para menores? Não é lei?

É o adulto que está consumindo no desenho, mas além de ser o personagem “pai”/exemplo, estamos falando de um desenho que passa em horário e programa infantis.

Sei que muitos dos que nos lêem não deixam seus filhos assisitirem. Sei que muitos assistem canais pagos, com programas mais educativos e selecionados. Mas uma maioria absoluta da população assiste a TV aberta, que em muitos casos é o único entretenimento da família.

Mesmo que não nos diga respeito diretamente, indiretamente diz respeito á vida de todos nós, já que vivemos na mesma sociedade e o que afeta a sociedade, sempre, chega um momento que nos afeta.

O que afeta diretamente uma pessoa, afeta a todos indiretamente. – Martin Luther King

O que você acha?

R$120mil para 20 projetos de educação infantil, ambiental e para o trabalho

Conseguir investimento e verba para tocar projetos sociais é uma luta. Por isso, achei interessante divulgar esta iniciativa do Banco Itaú que beneficiará 20 projetos em áreas que tem tudo a ver com o futuro:  educação infantil, educação ambiental e educação para o trabalho. São R$120 mil reais (brutos) por projeto mais treinamento.  Se seu projeto tem o perfil, inscreva-o! As inscrições vão até terça-feira, dia 30 de agosto!

Abertas as inscrições do processo seletivo do FIES (Fundo Itaú Excelência Social), que destinará R$ 120 mil a cada ONG selecionada

Em 2011, serão selecionados 20 programas nas áreas de educação infantil, ambiental e para o trabalho. Cada um receberá R$ 120.000,00 e apoio técnico para aprimorar a gestão e a sustentabilidade de suas ações. O restante do recurso será aplicado em suporte técnico, monitoramento e formação dos gestores das ONGs. Serão destinados ainda R$ 300 mil ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil. No total, o FIES fará um investimento social de R$ 3,4 milhões neste ano.

ONGs interessadas em receber apoio financeiro e técnico devem inscrever-se em http://bit.ly/qT4HdN até 30 de agosto para participar do processo seletivo.

Serão selecionados e apoiados projetos de três categorias. Os de educação infantil envolvem ações executadas por organizações registradas nos Conselhos Municipais de Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e destinam-se ao desenvolvimento de crianças com idade até 5 anos. Os projetos de Educação Ambiental dirigem-se à formação de crianças e adolescentes de 6 a 17 anos com o objetivo de promover conhecimentos necessários para a preservação e melhoria da qualidade ambiental, realizados por organizações registradas nos CMDCAs. Já os de Educação para o Trabalho preparam adolescentes e jovens de até 24 anos para o mercado de trabalho.

O Fundo Itaú Excelência Social (FIES) só investe em ações de empresas socialmente responsáveis e destina 50% de sua taxa de administração para programas sociais desenvolvidos por organizações não-governamentais. Segundo dados do fundo, desde sua criação, o Programa de Investimentos Sociais do FIES (PIPS FIES) já repassou mais de R$ 16,6 milhões a programas de 97 ONGs, beneficiando 18.467 crianças e jovens e 1.713 educadores.

Acesse o site, www.itau.com.br/fies, saiba mais sobre o FIES.

 

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