Nós pensamos no futuro

  • Fiz um convite  e várias pessoas aderiram e usaram a tag #eupensonofuturo para contar suas ações em prol do futuro.

    anaclaudiabessa@lufreitas sugeriu e já topei!

    Encurtamos a tag#eupensonofuturo por #pensonofuturo - #duascabecaspensammelhor :0)

    cyncardosoquando vou ao mercado, levo minha ecobag e não uso as sacolas plásticas que eles oferecem

     Claro, usamos bastante roupas recicladas de garrafa PET e ecobags:0) http://bit.ly/uYqtR

    anaclaudiabessa@PatFeldman Eu preciso melhorar muito, ainda só uso produtos químicos

    anaclaudiabessaProcuro sempre pedir ajuda das crianças qdo vamos plantar alguma coisa, pintar um vaso. Se sentem fazendo parte. 

     burranonaeu limpo a casa com vinagre, bicarbonato de sódio e água. nada de desinfetantes, limpa vidro, etc etc. 

     

    anaclaudiabessa@burranona eu também amamentei muito. Exclusivamente até o oitavo mês. Nem água bebiam, só leite materno.:0)

     burranonaeu amamento. e muito. 

    anaclaudiabessaAcabei de catar o cocô do cachorro sem usar papel ou saco plástico. Calma, gente, uso uma pá! :0) http://bit.ly/14kj8o

    Desligo os equipamentos em stand by, Aquela luzinha vermelha consome até 20% a mais de energia 

    Temos uma horta caseira e plantamos árvores e mudas de plantas sempre que podemos. 

    Não jogamos óleo na pia ou no lixo. Separamos em garrafas plásticas e entregamos numa escola aqui perto que tem coletor.  

    Não jogamos pó de café no lixo ou no ralo da pia, colocamos nas plantas (mas anteção: muito café não é bom para elas) 

    Meus filhos estão correndo feito loucos lá fora, vantagens da Tv desligada 

     

    Guarde comprovantes sem imprimir, dica do blog Vida Verde http://bit.ly/10DWLY 

    Sob pretexto de preparar nossos filhos para o futuro, estamos fazendo-os perder a infância.

    Adultizamos as crianças muito cedo com escolas cada vez mais cedo, responsabilidades e compromissos demais. Isso é bom?Não.

    Mantemos a área externa gramada.Dá mais trabalho e custo bem maior mas os benefícios para nós e para o meio-ambiente valem!

    burranonaprefiro sempre sair a pé ou de trem. as crianças também adoram.

    ·         eu respeito meus filhos e tento nunca levantar a voz p/ que eles façam o mesmo com os outros.

    patfeldmanEu ensino meu filho a comer COMIDA DE VERDADE, não aquele plástico industrializado que acaba com a saúde e o ambiente. 

    rematteoni não como carne bovina nem suína; frango só caipira e só de vez em qdo.

    minha filha não assiste tv! 

     

    anaclaudiabessa@rematteoni Eu troco roupas/uniformes usados em bom estado das crianças com amigas como a @cristianefetter /mães da escola

    ·         rematteoni depois q mudei de apartamento e de decoração, reformei o sofá e uma poltrona. e vários móveis foram doados.

    §  eu aproveito ao maximo, reciclo mesmo, roupas da Pipoca. O q não serve mais é doado

    ·         eu mando os vidros de florais e homeopatias de volta p/ a farmacia p/ serem recliclados

     

    ·         anaclaudiabessaDoamos copos de vidro/plástico de requeijão. Ou usamos os copos de plástico para colocar sobras de molho de tomate, por ex.

    Usamos um matador de mosca supereficiente e que não polui o ar. Aquela raquete de plástico de loja de 1,99 

     

    § EscalafobeticoRT @cyncardoso: Quase nunca imprimo nada. Nem extrato, nem comprovantes, nem e-mails. Só quando é estritamente necessário.

    anaclaudiabessaSempre que possível usamos água de reuso para regar as plantas, economiza recurso natural e financeiro :0) #eupensonofuturo

    cyncardosoUso refil sempre q possível. Economiza embalagem e recursos para produzir outras q vão para o lixo. (via @anaclaudiabessa)

    ·         @fiodeariadne: Inspirado em@marcospontes Mudanças de hábito que realmente compensam http://tinyurl.com/p2m8jc 

    anaclaudiabessaAntes de escolher a escola dos filhos, li bastante sobre metodologias pedagógicas 

    cristianefetter a cobrança das minhas contas é via e-mail. Paperless!

     anaclaudiabessaEu só uso papel reciclado para impressões que só são feitas se realmente necessário

    ·         Qdo educamos nosso filhos devemos lembrar desse deputado-PR que deve ter sido muito mal educado pelos pais 

     Me comprometi http://bit.ly/q5yU7 a plantar 8 árvores por mês pelo click  http://bit.ly/CRRY8 

    ·         Acabei de fazer minha meia-horinha de transport. Retomei minhas atividades físicas 3x/semana. Afinal, a idade chega! #eupensonofuturo

    burranonaeu levo e busco a filha na escola a pé.

     

    Fazemos uma refeição sem carne, uma vez por semana. Pretendemos fazer mais vezes. 

    ·         Levo suco de casa ou água em copos/squeeze das crianças assim, não uso copos descartáveis para eles na rua.

    ·         Desligo o chuveiro para passar xampu e sabonete. É um hábito difícil de pegar mas depois que pega vai no automatico

    Usamos lâmpadas fluorescentes na maioria dos lustres. Ainda não repomos todas, mas vamos! Usamos pilhas recarregáveis na maioria dos equipamentos que precisam delas. Ainda não conseguimos repor todos, mas vamos!

      leobragancaSacola plástica? De jeito nenhum!!! 

    alinetavares Eu separo o lixo para reciclagem.

    edsoncarvalho Eu penso no futuro e você? Aceita um convite? http://bit.ly/4EgiEp #eupensonofuturo

     

    @PatFeldman:  Faço chá de cascas de frutas e restos de legumes q não uso p/regar plantas e evitar o uso de venenos!

    Eu faço chá das cascas de frutas e restos de legumes que não uso para regar minhas plantas e evitar o uso de venenos!

    ·         Eu evito ao máximo consumir industrializados. Quase não consumo.

     

    anaclaudiabessaMeus filhos só assistem 2 desenhos pela manhã, o resto é brincar como quiserem, agora estão no quebra-cabeças

    Eu escolho a escola dos filhos pela proposta pedagógica, qualidade das instalações e visão. Não pela mensalidade cara

    ·         folhas sem uso em agendas também viram bloco de anotações

    Utilizamos os 2 lados do papel. Papel com lado em branco é feito bloquinho p/recados,listas de compras,crianças desenharem

    ·         Dou prioridade para que meus filhos brinquem ao invés de ficar na frente da TV 

    ah, sempre priorizamos alimentos orgânicos! 

    fiodeariadneRT: @anaclaudiabessa: Só trocamos de celular quando o nosso quebra e não tem conserto ou temos para quem repassar o usado.

    burranonaeu “planto” uma árvore por dia http://www.clickarvore.com.br/

    ·         eu não como carne

    ·         eu prefiro sempre comprar orgânicos 

    cacau_hcaparelhos na tomada? só os que estou utilizando! Nada de standby.

    ·         tomo banho com a minha filha todos os dias, pensando no meio ambiente e no vínculo materno 

    anaclaudiabessaDoamos tudo que não queremos +: sapatos, roupas, cortinas, móveis, tapetes, equipamentos.Qdo não doamos, vendemos. 

    Consertamos e colamos todos os brinquedos das crianças e qdo perdem o interesse , arrumamos o melhor possível e doamos 

    Uso uma cafeteira italiana-Moka se quero fazer pouco café. Gasto água p/ apenas 2 xícaras e 1 colher de chá de café 

    Eu gostaria que a via principal não fosse tão perigosa para eu levar as crianças de bicicleta para a escola 

    ·         Não jogamos pão dormido no lixo. Eles vão prá chapa ou gril e são consumidos normalmente. 

    ·         Eu faço coleta seletiva de todo o meu lixo e encaminho para reciclagem 

    @infoambiental: Tem uma roda de bicicleta velha? http://migre.me/1fQ1

    fiodeariadneRT: @anaclaudiabessa: Reaproveito tudo o que é possível, só vai para o lixo se não tiver outro destino.  http://bit.ly/M3N6y(expand)

    ·         @mellmachado: Eu vou pro trabalho a pé também….levo a filhota no carrinho ,levo 15 minutos…. 

     

    ·         anaclaudiabessaEu vou ao meu dentista à pé. É mais ou menos perto de casa, mas #eupensonofuturo e procuro não usar carro sempre que posso.


    Viu, quanta gente? Conte o que você faz ou pretende fazer pensando no futuro!

Curtinhas

tirinha4

http://stripgenerator.com/strip/233557/


Você também pode passar a mensagem do seu blog de forma diferente e divertida através de tirinhas como esta.

Basta acessar o site http://stripgenerator.com.

Lá você poderá escolher os personagens, mudar suas posições, adicionar itens de cenário, diminuir e aumentar tamanhos, incluir textos, colocar título na tirinha.

Use sua criatividade e faça sua mensagem aparecer em seu blog de forma diferente, divertida e inusitada.

Muitas vezes, uma mesma mensagem pode ser muito melhor assimilada se vier apresentada de uma forma criativa .

Pense nisso.

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Ana Cláudia Bessa

Este post faz parte do movimento Blog Voluntário: http://www.blogvoluntario.org.br/,cuja campanha 2009 consiste em compartilhar conhecimentos e ajudar pessoas iniciantes no mundo virtual.

Escola Infantil: 10 Perguntas para Renata Matteoni

p1050510pRenata Matteoni tem 34 anos e era advogada. Era porque depois que se tornou mãe abraçou a causa e parou de trabalhar pra cuidar de sua filha, que hoje está com 3 anos e meio, e não pretende voltar a atuar na área. Escreve em seu blog Pipocando (http://rematteoni.caixadepandora.com.br) sobre o que dá na telha, mas a maternidade e a preocupação com o futuro da humanidade estão, como em sua vida, entre os temas mais recorrentes. E foi capaz de mudar de endereço para morar perto da escola que considerou a melhor opção que poderia oferecer para a educação de sua filha!

1. Como foi sua busca? Visitou muitas escolas?
Foi rápida. Visitei quatro escolas. Três num mesmo dia, e uma – a que escolhi – em outro dia. E a que escolhi já conhecia um pouco. Acho que, ainda que inconscientemente, a escola já estava escolhida, e a visita às outras foi mesmo só pra ter certeza de que tinha que ser aquela.
2. Então você já tinha algo em mente quando começou a procurar?

Tinha uma idéia do que queria numa escola pra minha filha, e a escola que já conhecia e por que no final das contas acabei optando era uma espécie de modelo. Eu já tinha uma admiração pela forma como eles trabalham, mas nunca tinha feito uma visita mesmo, só tinha assistido a palestras e conhecia mães de crianças de lá. Então, depois de visitar as outras escolas marquei a visita com a diretora e foi só a confirmação – pra meu marido também – de que era ali mesmo que a Pipoca tinha que começar sua vida de “estudante”.

3. Quais os critérios que pautaram a escolha?

Posso tentar resumi-los com o seguinte: quero uma escola que respeite o tempo de ser criança da minha filha e que pense no ser humano de forma integral na hora de educar. E que procure educar mentes mais livres. A gente acha que vive com muita liberdade hoje, mas estamos ligeiramente enganados. Porque são, na verdade, tão poucas as escolhas que realmente fazemos de coração. Quero uma educação diferente da que eu recebi, quero minimizar os efeitos da intelectualização precoce a que as crianças estão sujeitas em geral e a Pipoca, em especial, por ter o exemplo em casa de uma mãe que escreve e lê muito. Quero que ela tenha professores afetuosos e preocupados com seu bem estar emocional acima de tudo. Quero que os professores a conheçam e a tratem de acordo, e que não tratem os alunos como se todos fossem iguais. Não quero que minha filha cresça como gado. Quero que ela tenha prazer em aprender e não seja obrigada a decorar as coisas. Isso pode não parecer, mas foi um resumo porque quero muito mais! O que vou falar é meio clichê, mas os pais hoje escolhem o jardim da infância pensando no vestibular, e pensando de uma forma equivocada a meu ver. O respeito pela infância e pela individualidade só pode gerar adultos mais felizes, mais capazes de fazer escolhas conscientes e de encarar os desafios da vida. E isso tudo vai repercurcutir na vida de estudante e profissional deles no futuro…

4. E o que pesou contra as outras escolas visitadas?

Numa delas tudo! rs Crianças ensandencidas correndo por um pátio de grama sintética e cimento, ou em salas de aula escuras, algumas assistindo TV! Crianças tristes, eu achei. As outras não me causaram nenhuma impressão terrível, uma delas inclusive me pareceu até asséptica de tão perfeita e limpa. Mas acho que faltava alma em ambas, não transmitiam a impressão de que havia uma comunidade ali, inclusive numa delas a dona me disse que a participação dos pais era ínfima, até em reunião semestral o quorum era baixo. Como minha filha pode crescer com crianças cujos pais pensam de forma tão diferente da minha quando se trata de filho? Isso nada tem a ver com diversidade (muito pelo contrário, acho diversidade muito importante nas escolas e acredito lá não haveria), mas afinidade de pensamento, de filosofia de vida, especialmente quanto à criação e educação dos filhos…isso considero importante.

5. E a escola escolhida correspondeu às expectativas?

Posso dizer que até o momento sim! inclusive na adaptação eu fiquei com vontade de ser aluninha de lá! Tarde demais, infelizmente.

As crianças são felizes lá, as professoras afetuosas. Nem tudo é perfeito, já esperava encontrar algumas questões, mas me surpreendi com a a rotina da escola, é tudo bem organizado e a rotina muito respeitada, as coisas andam e funcionam muito bem para as crianças. E isso é o mais importante pra mim.
Porém…já observei alguns pontos fracos, vou comentá-los. Aprendi já há algum tempo que objetividade e praticidade não são características facilmente encontráveis em pessoas e instituições alternativas. Não combina, não funciona. E é meio por aí. Já percebi algumas dificuldades na administração financeira, os funcionários contratados são pouquíssmos, pois os próprios professores são responsáveis por determinados asuntos e pais voluntariamente ocupam cargos nas áreas administrativa e financeira, por exemplo. Tenho a impressão de que falta alguem que assuma o papel de administrador, com pulso firme, e estabeleça uma hierarquia na administração da escola. Sabe aquele lugar onde todo mundo trabalha e dá opinião e ninguem consegue decidir nada? Pois é, essa é a sensação que tive. Numa palestra que assisti ouvi sobre a importância de se encontrar em equilíbrio entre autoritarismo (vertical) e a participação de todos (horizontal), são dois extremos. O segredo deve ser mesmo o equilíbrio, o difícil é encontrá-lo.
Tem também aquele perigo do rigor de uma filosofia, do xiitismo. O grande problema é que, quando se acredita muito em algo, quando se idealiza algum pensamento ou pensador, há o risco de perder a capacidade de questionar e no caso a educação livre que se almeja pode virar mais uma prisão, e uma tortura para as crianças. Não estou sentindo isso lá, felizmente. A professora da Pipoca é um doce e muito equilibrada, a escola também não me pareceu radical.
Uma coisa interessante que observei, e que é um ponto fraco e forte ao mesmo tempo: os eventos não primam pela organização, rola muita improvisação, mas são sempre repletos de vida: a participação da comunidade é realmente um grande diferencial, e torna tudo muito mais emocionante. Aqui vale a expressão “feito com amor”.

6. Resumindo, o que você mais gostou na escola?
O mais importante mesmo, como comentei acima, é que na rotina das crianças tudo funciona muito bem. Não tem esse lance de anotar na agenda quantas vezes fez xixi e cocô, por exemplo, parece que a atenção é toda concentrada na a criança de uma outra forma, ela é encarada como um ser único, sua personalidade e seu estado emocional. E achei também bacana a preocupação que percebi com as mães e as familias também. O amor com que as professoras trabalham, o empenho e a dedicação também são dignos de nota. O espaço físico ao ar livre não é ideal, mas tem terra, mangueira, árvores, flores, uma horta vai ser plantada pelas crianças num novo espaço que foi criado, há brinquedos maravilhosos de madeira, e coisas como pernas de pau e corda de pular. Os espaço interno é maravilhoso. As salinhas são muito acolhedoras, parecem casinhas. As professoras falam baixo e cantam muito para as crianças. Elas aprendem a contar colocando a mesa, por exemplo. Tem jeito melhor de aprender?

7. Como funciona a adaptação lá?
Funciona de forma muito livre, mas procura-se um bom senso entre professor e pais. As mães podem ficar quanto tempo for preciso na adaptação, mas se não adaptar a diretora manda a criança voltar pra casa e voltar depois. Um parênteses: percebi que está havendo uma flexibilização em certas posturas que sei que a escola adotava até pouco tempo, uma abertura pra atender a necessidade da comunidade e da própria escola, que precisa crescer pra sobreviver. Nesse ano foi implementado o período integral, das 8 até as 16 horas, pra crianças acima de 3 anos. A escola passou também a aceitar crianças que ainda vão completar 2 anos esse ano, no maternal, mas essas pequenas só podem ficar um período, manhã ou tarde. Crianças como a Pipoca, com 3, deixaram de começar no maternal e passaram a ser jardim, de forma que no jardim há crianças de 3 a 5, 6 anos. No início até estranhei um pouco, mas agora estou achando interessante as crianças vivenciarem a escola dessa forma, acho até positivo para a adaptação dos menores, pois os maiores são de certa forma um exemplo. E acompanhar a própria vivência da professora, de encarar os desafios advindos de administrar uma turma de idades tão diferentes. E na escola os desafios e as ações adotadas pela professora são compartilhadas e discutidas com os pais – aqueles que comparecem às reuniões, claro.
Mas, voltando à adaptação, fiquei poucos dias lá. Por menos de semana fiquei durante toda a manhã, a Pipoca falando comigo só quando me via, em nenhum momento perguntou por mim ou pediu pra me ver. Num belo dia precisei ir ao dentista e conversei com a Pipoca, ela concordou, eu fui e voltei. Depois teve Carnaval e recesso, e ela faltou mais alguns dias porque adoeceu, então no primeiro dia em que ela retornou também fiquei lá um pouco. Depois passei alguns dias chegando um pouco antes de horário da aula acabar e pronto. Mas tem mães do maternal que estão lá até hoje, mais de um mês.

8. Como é a relação custo x benefício?
Em comparação com o que vi e que já ouvi falar, é excelente. A mensalidade é a menor entre as escolas que visitei. Na mensalidade está incluída uma taxa de material e não temos que levar nada extra além das frutas da semana – cada semana um aluninho da turma é reponsável por levar cinco tipos de frutas diferentes para a turma.

9. Você pretende atuar na comunidade?
Estamos conhecendo a escola, a comunidade, como as coisas funcionam. Já participamos de reunião de pais novos, reunião da turma, reunião individual com a professora, assisti duas palestras, bazar e devo começar a participar de um grupo de estudos, que será aberto para pais e amigos. Não cheguei a ir em nenhum mutirão – houveram dois, um para construção de um brinquedo e outro para jardinagem depois de uma obra que aconteceu. Ou seja, ainda não coloquei a mão na massa…rs

10. Você gostaria de deixar uma mensagem para os pais?
Em primeiro lugar acho que não existe escola ideal, cada família deve procurar uma que se adeque melhor a sua filosofia e estilo de vida.
Mas vejo e ouço hoje tantas insanidades quando se fala de jardim da infância que me assusto. Do tipo: “a escola bilingüe X tem a Cultura Inglesa, a Y o Britania, e a Cultura é muito melhor, de jeito nenhum quero que minha filha (de QUATRO anos) tenha um ensino pior de inglês, afinal inglês hoje não é mais diferencial, é essencial”. Ouvi isso ontem à noite, de uma mãe.
Eu, Renata – isso é uma opinião muito minha -, não vejo necessidade de uma criança tão pequena aprender inglês, não vejo o menor problema em ter o inglês introduzido no currículo depois da alfabetização. É fato que criança pequena aprende outros idiomas com mais facilidade que um adulto, mas isso é mais forte quando ela vive em outro país e em outra cultura. Não estou desmerecendo o aprendizado que a criança vai adquirir ouvindo e falando inglês durante a tarde inteira todos os dias da semana, mas não acredito que a que começa a aprender depois vá ficar prá trás. No final das contas, acaba servindo pra pai e mãe exibirem o filho pra amigos e familiares. O diferencial não é inglês ou outros idiomas, mas a educação da criança para o pensamento livre e para que ela seja capaz de fazer escolhas e como você mesma, Ana, falou, enfrentar os muitos desafios que o futuro trará, que não fazemos idéia de quais serão. Esses, pra mim, serão os homens e mulheres bem-sucedidos.
Sobre essa coisa da escola bilingüe, ainda, uma amiga me contou outro dia que anos atrás tirou o filho de uma escola super conhecida no Rio porque a escola estava implementando o ensino bilingüe e num belo dia o menino de 5 anos chegou em casa dizendo pra mãe que queria muuuuito aprender inglês. A escola usando a criança pra vender seu “produto”. Tem coisa mais covarde?
Mas já me extendi muito. Resumo da ópera: o que considero mutio importante e quero colocar é: pais, não escolham a escola de seu filho pensando no vestibular ou no futuro profissional que vocês idealizam para ele. Ou que seus amigos, a TV e a publicidade levam você a idealizar. Lembrem-se de respeitar a infância e não se deixar pressionar pelo filho dos amigos que está na escola trilingüe onde os filhos dos pais mais “poderosos” estudam. Seu filho merece mais que isso, e a humanidade e o planeta no futuro agradecerão.

Escolas: realidade x discurso.

Foto: FotoSearch

Fico observando as escolas, os discursos, as apresentações e propagandas que fazem de si mesmas. Ser sustentável está realmente na moda. E isso significa que, por ser moda, todo mundo quer dizer que faz e que usa. Mas não faz.

Como as escolas podem dizer que ensinam reciclagem quando pegam todo o seu lixo e juntam na mesma lixeira para que o lixeiro comum junte tudo e leve pro lixão? Além da questão de não reciclar o lixo, como pode uma instituição que tem a missão de educar crianças e jovens para o futuro, não ter preocupação com o lixo deixado no planeta?

Que escola é essa que não tem essa preocupação genuína?

Vendo a lista de material escolar e os gastos que nos são praticamente impostos no decorrer do ano, podemos ver também a quantidade de coisas que compramos e que as escolas não tem a menor preocupação em reaproveitar. Coisas que, muitas vezes, serão usadas apenas uma vez!

Eu não consigo aceitar que uma instituição que se diga preocupada em preparar seus alunos para o futuro (TODAS DIZEM ISSO) não procure se organizar de forma a fazer um consumo consciente de material e das coisas a serem compradas no decorrer do ano. Não aceito que as atividades não sejam pensadas para este fim.

Eu preciso realmente me informar mais sobre a questão da participação dos pais na escola. Se não é, deveria ser obrigatório a escola eleger/convidar um pai/mãe representante para cada turma e promover um encontro semestral entre eles, sem a participação da escola de forma que eles possam conversar abertamente sobre suas insatisfações, satisfações e anseios com relação à escola. Elegeriam-se os principais pontos e repassaria este documento para a escola. O que fosse viável seria feito; o que pudesse se tornar, seria colocado em projeto e o que fosse inviável seria discutido em busca de alternativas.

Eu não vejo ponto negativo num projeto como este, nem para os pais, nem para as escolas.

Mas o que vejo é que escolas fazem de tudo para manter os pais isolados. Eu que sou mãe e trabalho em casa, tenho uma possibilidade extra de conversar com outras mães. E posso ter a medida exata de que as insatisfações e anseios, na maioria das vezes, são os mesmos.

As escolas ainda fazem questão de se manter distante dos pais.

E as escolas que saírem na frente para mudar este comportamento, estarão no futuro para o qual dizem que querem preparar seus alunos.

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Ana Cláudia Bessa

 

Leia +

Papo via Twitter com a Renata Matteoni : http://rematteoni.caixadepandora.com.br/?p=2081

Mochilas Escolares, outro drama.

mochilaAno passado, fora o preço do material escolar, um grande drama para mim, foi escolher a mochila. Na escola, não há a necessidade de levar material escolar e nem lanche – que é preparado na escola seguindo orientações de uma nutricionista-, mas como ainda é, na verdade, de uma pré-escola, ele leva na mochila uma muda de roupas e uma toalha para qualquer imprevisto desta ordem. E realmente aconteceram vários acidentes que necessitaram de troca de roupa.

Por isso, a mochila não precisava ser de rodinhas, no meu entender. Afinal, além do pouco material, ele só carrega a mochila praticamente do carro à sala de aula e vice-versa no fim do dia. Nada mais que 20 metros. Mas a vedete do momento ainda era a mochila de rodinhas. E realmente, num primeiro olhar, diante da quantidade absurda de material que as crianças precisam carregar, era melhor puxar um carrinho do que carregar 15 quilos nas costas.

Mas minha atitude sempre questionadora se perguntava ser realmente essa mochila era a melhor opção e decidi que no caso daqui de casa, não era. Comprei uma mochila simples mas que parecia dar apoio de qualidade à coluna, sem personagens (para evitar estimular o consumismo precoce) e muito mais barata que as de rodinhas.

Esse ano, o drama não foi diferente. E o pior é que eu não encontrava nenhuma mochila razoavelmente bonita em ser de personagens famosos e que estão custando o “olho da cara”.  E sem rodinha? Um verdadeiro desafio.

Mas, de repente, começo a ouvir na mídia a noticia de que os especialistas estavam condenando as mochilas de rodinhas porque forçam a coluna de forma inadequada e desigual. Ou seja, agora, o mais indicado é a mochila nas costas, corretamente apoiada e com menos de 10% do peso da criança em material escolar.

Algumas coisas eu preciso considerar antes de comemorar minha escolha pela mochila se rodinhas, aparentemente, não equivocada:

1. A gente precisa ter uma visão crítica das informações que recebemos todos os dias. Não dá para confiar em tudo o que falam. Neste caso por exemplo, a mochila de rodinha foi durante anos elevada à condição de salvadora da saúde ortopédica das crianças. Agora, acaba de virar vilã. Portanto, antes de aderir cegamente, devemos usar nosso bom senso.

2. Será que realmente estes posicionamentos são confiáveis ou foi uma jogada de marketing lançada no mercado para que as pessoas agora renovem suas mochilas? Teoria da conspiração? Pode ser… mas, não podemos esquecer que a moda quando muda, gira o mercado e  circula o dinheiro.

Mas, eu observei o seguinte: 

Durante um evento ocorrido em SP, fiquei para todos os lados carregando minha bolsa de viagem possuidora das “milagrosas” rodinhas. Pois bem, depois de alguns dias, senti fortes dores nas costas e desde então, venho sentido fortes fisgadas. Será que não foi a mala de rodinhas que sobrecarregou um dos lados do meu corpo em detrimento do outro que não empunhava a mala?

Por isso, mantenho minha posição contrária à maré da moda. As mochilas aqui são novamente sem personagens e sem rodinhas. Se vai mudar, não sei, mas hoje sinto que isso é o melhor para o estilo de vida das crianças.

Mas ainda assim, corremos os riscos de uma nova pesquisa, daqui a alguns anos, voltar a dizer que a mochila de rodinhas é melhor ou ainda que um novo modelo de mochila é melhor que as duas. E esse novo modelo, alguns anos depois , pode não ser mais  tão bem indicada. E a gente fica assim, meio perdido sem saber no que acreditar.

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Ana Cláudia Bessa

Existe criança psicopata?

Segundo Ana Beatriz Silva a psicopatia começa a dar seus sinais lá pelos 6/7 anos de idade. Os dados abaixo que me inspiraram a escrever sobre o assunto, eu vi num excelente post do Roney do blog Meme de Carbono .

Ela fala coisas interessantíssimas e que eu já tinha observado: homens são mais suscetíveis a psicopatia do que as mulheres. E como sempre, as mulheres, quando apresentam esses sintomas, eles são mais graves do que no homem. E isso é interessante porque acontece o mesmo com o autismo, por exemplo. Os homens são mais propensos mas quando em mulheres, é mais grave. (Isso deve ter alguma explicação, talvez hormonal.)

Mas o fato é que, nós, pais e mães, precisamos estar muito atentos porque pensar que nossos filhos são anjinhos pelo simples fato de que são nossos filhos não ajuda em nada. Nem à eles, nem à nós, nem à sociedade.

Crianças excessivamente violentas, implicantes, egoístas, cruéis merecem nossa atenção especial e eu acredito sim, que, apesar da psicopatia ser uma característica inerente de determinadas pessoas, a educação familiar e escolar, pode sim agravar ou amenizar tais sintomas. E ainda vejo nossa sociedade consumista e excessivamente competitiva como um fator seriamente agravante deste sintoma.

E psicopata não é só aquele que mata, esse é o grave. Tem o que manda matar, tem o que burla as leis, tem o que passa por cima das outras pessoas para alcançar seus objetivos, aquele que engana e rouba. Todos, sem nenhum remorso e extremamente racionais.

E uma dica importante dada pela psiquiatra é que pessoas com este perfil devem ser chamadas á razão, justamente porque são extremamente racionais e não passionais. Mais até do que as pessoas “normais”. Segundo ela, isso e importantíssimo, porque efetivamente funciona. Contudo, imagino, que não deva ser fácil . Chama-se o psicopata á razão e pronto, resolvido. Não, não deve ser assim. Como tudo o que se refere a educar outro ser humano, deve ser um trabalho árduo, repetitivo e incansável.

Eu penso que, principalmente as mães, devem estar atentas pois somos nós que efetivamente nos dedicamos a educação diária de nossos filhos. Vejo, pela minha experiência que, embora meu marido seja um excelente pai e companheiro nesta tarefa, eu, como mulher, sou muito mais preocupada e atenta do que ele. No que se refere á violência, por exemplo, os mesmos desenhos são menos violentos para mim, do que para ele. O que eu efetivamente proibiria, ele permitiria. E isso se dá a uma simples diferente: homem e mulher. Então, somos nós, sim, um grande diferencial. Nós mães de meninos, então, somos muito responsáveis pelos homens e políticos que nosso país terá. Além da sociedade machista, temos o agravante de que os homens são hormonalmente mais agressivos do que nós, mais audaciosos e por isso, também, chegam lá mais rápido. Educar os meninos de hoje para serem cidadãos melhores e que se preocupam com algo além de si mesmos é fundamental para a construção de um futuro melhor. E para isso precisamos começar por nós mesmos: parar de achar o que o mais importante é o melhor para nossos filhos e depois para os outros. Nós e os outros, somos uma coisa só e que no futuro, sofrerão as mesmas conseqüências.

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Ana Cláudia Bessa

Dia do Professor e superação: tudo é possível

Hoje, comemoramos o Dia do Professor e como ando inspirada por histórias de superação e acredito que todas elas são uma profunda inspiração para todos nós, segue uma linda história de uma professora surda.

De fato, todos podem tudo quando querem.

Parabéns aos professores que exercem sua vocação com profissionalismo, competência, dedicação e amor. E muito obrigada.

Se não conseguiu ver o vídeo, clique aqui: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM896133-7823-PROFESSORA+DA+LICAO+DE+VIDA+E+CONQUISTA+A+ADMIRACAO+DOS+ALUNOS,00.html

Professor defende punição severa a aluno, diz pesquisa

25/09/2008 – 08h38
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u448687.shtml
FÁBIO TAKAHASHI
da Folha de S.Paulo

Os professores brasileiros querem punições mais duras aos alunos, na busca por disciplina, aponta um pesquisa nacional feita pela Organização dos Estados Ibero-americanos e pela Fundação SM. Chegam, inclusive, a defender a expulsão de estudantes.

As conclusões estão presentes no estudo “A Qualidade da Educação Sob o Olhar dos Professores”, que entrevistou 8.773 docentes da educação básica no país e que será apresentado hoje, em São Paulo.

Do total, 83% defenderam medidas mais duras em relação ao comportamento dos alunos, índice que chega a 94% se analisada apenas a rede pública.

O estudo não detalha o que são “medidas mais duras”, mas outra questão apresentada indica uma possibilidade: 67,4% disseram que deveria chegar a haver expulsão de alunos.

“As escolas brasileiras são espaços desorganizados, pouco propiciadores de um ambiente facilitador para estudo e reflexão. Isso se deve a problemas de comportamento dos alunos e a problemas de gestão e organização [das escolas]“, disse Maria Malta Campos, que coordenou o trabalho, ao citar o que pode influenciar na posição dos docentes.

Campos afirma que é contra a expulsão de alunos. “Muitos fatores precisam ser superados, mais abrangentes do que simples medidas punitivas.”

Educadores afirmam que um dos principais problemas nas escolas, principalmente das públicas, é a falta de regras claras. Nos regimentos, por exemplo, existe a possibilidade de expulsão, mas ela é pouco aplicada.

“Somos agredidos verbalmente pelos alunos diariamente. Não há mecanismo para impedir indisciplina. O professor e a supervisão conversam com alunos e pais, mas não adianta”, disse Ricardo Pinto, 41, que leciona história na rede estadual e municipal de São Paulo.

“Em tese, sou contra a expulsão, mas não tem outro jeito. Um aluno indisciplinado prejudica outros 40″, completou.

O presidente da CNTE (confederação que representa os profissionais da educação), Roberto Franklin de Leão, diz que a pesquisa mostra “um pedido de socorro” dos professores.

“Estamos abandonados pelo Estado, sem condições adequadas de trabalho. Não há, por exemplo, ajuda psicológica para os alunos e os educadores.”

Presidente do Consed (conselho de secretários estaduais de Educação), Dorinha Seabra Rezende diz que, para tentar atenuar o problema da indisciplina, o conselho tem feito capacitação de diretores para melhorar a gestão das escolas.

“Vivemos uma época em que não há limites para nada”, disse o pesquisador da Universidade de Brasília, Wanderley Codo. “A expulsão é necessária em alguns casos, como exemplo.”

Já a presidente da Apaesp (associação de pais e alunos da rede estadual de SP), Hebe Tolosa, diz que “não se pode expulsar essas crianças, elas também precisam de socorro, de ajuda psicológica do Estado”.

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