Mudando velhos hábitos

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Hoje, voltando do mercado, tirei uma foto das compras com o celular. Eu uso, na maioria das vezes, ecobags e caixas. Quando não tenho ecobag na mala do carro, peço caixas ao mercado que sempre as disponibiliza, de bom grado, para seus clientes levarem as compras. Mas nem sempre foi assim.

 

Certa vez, um empacotador quis me obrigar a levar minhas compras em sacolas plásticas do mercado. Sim, obrigar. Ele disse que o mercado não permitia que eu saísse com as compras em minha ecobag. Num outro mercado, eu virei “a moça da ecobag” e num outro, o mercado virou meu cliente pois eu passei a fornecer ecobags para ele vender aos seus clientes. :)

 

A redução do consumo dessas sacolinhas aqui em casa foi drástica. Cheguei a 100% de redução em muitos meses. Eu considero isso sensacional, visto que sempre imagino o quanto de sacolinhas não são poupadas por cada pessoa que pensa como eu e acredita que fazer a nossa parte, faz muita diferença no mundo.

 

Contudo, muitas pessoas pensam que não adianta nada apenas eu fazer isso e um monte de gente continuar consumindo as sacolinhas. Mas eu discordo. Vamos olhar em volta? Quantos mercados hoje têm sacolas reutilizáveis à venda para seus clientes? Quase todos! Olhe no caixa e veja quantas pessoas estão usando ecobags, quantas usam caixas, quantas recusam usar as sacolinhas desnecessariamente… é muita gente. Antigamente era raro, hoje não é mais. E isso é fruto de um pequeno grupo de pessoas que deve ter começado a abordar este assunto, a questionar o desperdício do uso dessas sacolas plásticas descartáveis e hoje estamos aqui, falando sobre isso e constatando essas mudanças.

 

Eu não sou totalmente contra a tal sacolinha. O prejudicial é o abuso… veja quantos sacos a gente encontra em enchentes e em lixões? É muita coisa. A campanha contra as sacolas plásticas ajudou e muito a nos abrir os olhos para a necessidade urgente de dar um basta em tanto desperdício e em tanta poluição.

 

É claro que quem embala seu lixo com a sacolinha plástica vai reclamar que deixar usar a sacola gratuíta vai obrigá-lo a comprar saco, o que daria a mesma coisa. Contudo, a pessoa não está considerando que ela consome muito mais sacolinha do que a quantidade que ela usa em seus lixos cotidianos. Ela também não considera que, sendo obrigada a comprar, ela, certamente, consumirá menos. Se ela consumir menos sacolinhas, ainda assim, terá como abastecer seu lixo, poluindo muito menos o meio ambiente para produzir e descartar sacolas que ela pegava e não usava.

Outro ponto importante é que essa discussão toda em volta da sacolinha gerou uma verdadeira corrida para se pesquisar materiais alternativos e menos poluentes para fabricação de sacos plásticos. Hoje, temos sacos biodegradáveis e sacos feitos de refugo da indústria como é o caso dos sacos feito de bagaço de cana-de-açúcar. Isso não é genial? É saco plástico, consumindo menos recursos, reutilizando matérias primas que seriam descartadas na natureza,  usando um material que se degrada poluindo menos e que se degrada mais facilmente na natureza. Eu uso estes sacos e a qualidade deles nelhorou muito. E eu ainda tenho encontrado os sacos a um preço mais em conta do que os sacos tradicionais. Contudo, esta solução ainda não resolve.

Pois é… o que acontece é que o descarte de plástico é um problema ambiental. Não adianta a gente descartar material demais na natureza! Tambpem não adianta continuar consumindo muito só porque o saco tem origem ambientalmente correta. Plástico é plástico e polui. Ponto.

 

A febre das ecobags também merece ser vista com cuidado. Eu ganho ecobag de todo mundo… e essas ecobags também consomem recursos para serem produzidas e poluem ao se degradar. Fora o fato de que os mercados estão despejando milhares de bolsas vindas da indústria asiática. Barata, mas com caro custo ambiental e social já que as leis ambientais e de proteção aos trabalhadores naquele lado do mundo não são nada rígidas e responsáveis.

 

Diante de tudo isso, sempre convergemos para o mesmo ponto: consumir menos e com mais consciência é o melhor caminho. Por isso, uso minhas caixas sempre que possível. Separo o lixo de casa para ser reciclado e uso sacos plásticos feitos de materiais que sejam mais “amigos” do meio ambiente. Mas volto a insistir num ponto importante: precisamos todos acreditar que mudar nossos velhos hábitos individuallmente, fazem muita diferença quando pensamos globalmente.

 

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Cafezinho Ecológico

prensafrancesafpQuem me conhece, sabe: eu amo café.

Antigamente,  quando eu trabalhava fora de casa, eu não tinha o hábito de tomar café em casa. Mas no trabalho, sempre rolava um cafezinho. Depois que passei a trabalhar home office, tomar café em casa virou um hábito diário e me considero até um pouco viciada em café.

Como somente eu tomo café em casa diariamente, preciso fazer pouco café. E sendo assim, não dá para fazer em cafeteira elétrica e tampouco em garrafa térmica. Eu gosto mas não tomo tanto café assim. Por isso, eu pesquiso e me interesso por cafeteiras menores, que fazem 4 xícaras de café, por exemplo.

Então, vim aqui contar que pela primeira vez tomei cafe na Prensa Francesa. Gostei.

Essa Prensa eu ganhei da minha vizinha! Ela tão simples quanto a italiana (mais conhecida), e o café fica uma delícia… gostei muito. É simples de tudo: ferve a água e escalda a cafeteira para manter o café quente por mais tempo. Depois coloca o café no fundo (eu coloquei 3 colheres de chá) e põe a água quente. Deixa a infusão curtir por 4 minutos e abaixa a prensa que coa o café. Eu usei pó comum e não ficou resíduo nenhum. A minha cafeteira é pequena, deve render umas quatro xicaras, como mencionei. E isso é bem ecológico mesmo para quando queremos fazer pouco café. Além disso, não gera lixo pois não usa coadore e gasta menos água.

APROVADA.

Achei este vídeo bem legal que mostra como usar a cafeteira, vejam:

Mochilas Escolares, outro drama.

Ano passado, fora o preço do material escolar, um grande drama para mim, foi escolher a mochila. Na escola, não há a necessidade de levar material escolar e nem lanche – que é preparado na escola seguindo orientações de uma nutricionista-, mas como ainda é, na verdade, de uma pré-escola, ele leva na mochila uma muda de roupas e uma toalha para qualquer imprevisto desta ordem. E realmente aconteceram vários acidentes que necessitaram de troca de roupa.

Por isso, a mochila não precisava ser de rodinhas, no meu entender. Afinal, além do pouco material, ele só carrega a mochila praticamente do carro à sala de aula e vice-versa no fim do dia. Nada mais que 20 metros. Mas a vedete do momento ainda era a mochila de rodinhas. E realmente, num primeiro olhar, diante da quantidade absurda de material que as crianças precisam carregar, era melhor puxar um carrinho do que carregar 15 quilos nas costas.

Mas minha atitude sempre questionadora se perguntava ser realmente essa mochila era a melhor opção e decidi que no caso daqui de casa, não era. Comprei uma mochila simples mas que parecia dar apoio de qualidade à coluna, sem personagens (para evitar estimular o consumismo precoce) e muito mais barata que as de rodinhas.

Esse ano, o drama não foi diferente. E o pior é que eu não encontrava nenhuma mochila razoavelmente bonita sem ser de personagens famosos e que estão custando o “olho da cara”.  E sem rodinha? Um verdadeiro desafio.

Mas, de repente, começo a ouvir na mídia a noticia de que os especialistas estavam condenando as mochilas de rodinhas porque forçam a coluna de forma inadequada e desigual. Ou seja, agora, o mais indicado é a mochila nas costas, corretamente apoiada e com menos de 10% do peso da criança em material escolar.

Algumas coisas eu preciso considerar antes de comemorar minha escolha pela mochila se rodinhas, aparentemente, não equivocada:

1. A gente precisa ter uma visão crítica das informações que recebemos todos os dias. Não dá para confiar em tudo o que falam. Neste caso por exemplo, a mochila de rodinha foi durante anos elevada à condição de salvadora da saúde ortopédica das crianças. Agora, acaba de virar vilã. Portanto, antes de aderir cegamente, devemos usar nosso bom senso.

2. Será que realmente estes posicionamentos são confiáveis ou foi uma jogada de marketing lançada no mercado para que as pessoas agora renovem suas mochilas? Teoria da conspiração? Pode ser… mas, não podemos esquecer que a moda quando muda, gira o mercado e  circula o dinheiro.

Mas, eu observei o seguinte:

Durante um evento ocorrido em SP, fiquei para todos os lados carregando minha bolsa de viagem possuidora das “milagrosas” rodinhas. Pois bem, depois de alguns dias, senti fortes dores nas costas e desde então, venho sentido fortes fisgadas. Será que não foi a mala de rodinhas que sobrecarregou um dos lados do meu corpo em detrimento do outro que não empunhava a mala?

Por isso, mantenho minha posição contrária à maré da moda. As mochilas aqui são novamente sem personagens e sem rodinhas. Se vai mudar, não sei, mas hoje sinto que isso é o melhor para o estilo de vida das crianças.

Mas ainda assim, corremos os riscos de uma nova pesquisa, daqui a alguns anos, voltar a dizer que a mochila de rodinhas é melhor ou ainda que um novo modelo de mochila é melhor que as duas. E esse novo modelo, alguns anos depois , pode não ser mais  tão bem indicada. E a gente fica assim, meio perdido sem saber no que acreditar.

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[post publicado originalmente em 02 de fevereiro de 2009]

Neste Natal, diga NÃO aos brinquedos sexistas!

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Há mais de 1 ano atrás eu fiz uma enquete num antigo blog pessoal:

Pergunta para mãe/pai de meninOs: Você deu ou daria brinquedos como bonecas, vassouras e panelinas para seus meninos?

Apenas 66 pessoas responderam e o resultado foi que 47% daria sem problemas. O restante não daria por diversos motivos, mas não daria.

Por que eu fiz esta pergunta? Porque meu filho me pediu uma boneca. Sua justificativa era que seus bonecos (homens) estavam precisando de companhia de meninas. Diante desse argumento -e eu sempre procuro ceder diante de bons argumentos-, foi impossível não dar à ele sua desejada boneca ( ele ganhou duas : uma Susi –Barbie NOT- e uma Jessie (Toy Story). Afinal, nada mais saudável do que cultivar relacionamentos entre homens e mulheres de maneira igualitária através das brincadeiras. Pelo menos, é isso que prego e acredito.

Mas talvez isso também não seja algo tão surpreendente se avaliarmos que eu dou brinquedos femininos para meus dois meninos. Não me prendo a cor ou ao gênero do brinquedo. Sendo assim, na nossa casa, não é surpresa alguma encontrar meus filhos brincando com panelinhas cor-de-rosa.

Além dessa questão, outra coisa me faz ver tudo isso com muita naturalidade e acredito plenamente que também a meu filhos: o pai deles, é um homem que faz tudo dentro de casa e usa camisa rosa: cuida dos filhos, cozinha, varre… ele não faz a menor distinção sobre o que é considerado tarefa feminina ou masculina.

Se essas brincadeiras são uma forma das crianças entenderem a sociedade e sua realidade, acredito que estamos criando meninos para serem ótimos companheiros e pais. Espero que minhas noras valorizem e nos trate muito bem…rs….

Contudo, é triste ver que quando vamos a uma loja de brinquedos, os fogões, vassouras e eletrodomésticos de brinquedos são todos rosa ou lilases. Por que aceitamos na vida adulta que homens sejam CHEFS  de cozinha, mas na infância, as panelas e tarefas domésticas cabem sempre às meninas? Na década de 70, as bonecas vinham com nomes que valorizavam a mulher submissa (afinal “Amélia é que era mulher de verdade”) e e santificavam a imagem da mãe. Aos meninos cabem os carros (como se mulher não gostasse de dirigir), as armas e junto com elas, a violência masculina banalizada desde a infância. E talvez isso explique muita coisa no comportamento violento de muitos homens jovens e adultos.

Mas aos meninos cabem também toda a gama de cores (exceto o rosa). Enquanto  as meninas, ficam presas num mundo monocromático de princesas cor-de-rosa e tarefas  consideradas menores. Ou ainda num mundo de consumo excessivo que cabe à Barbie oferecer em profusão com um apelo de uma beleza plástica irreal. Levando nossa sociedade a uma busca insana pela beleza perfeita e inexistente que gera doenças como bulimia, anorexia e depressão.

Fico pensando no que será desse mundo de princesas quando elas crescerem e virem que os homens não são príncipes encantados e também aos homens que cresceram acreditam em princesas que não existem. Será também que esta visão equivocada da realidade entre homens e mulheres incentivada na infância não é um fator determinante para essa total falta de sintonia entre os sexos gerando essa enorme dificuldade que nossa sociedade apresenta em se relacionar afetivamente?

No dia das crianças deste ano, fiquei longe dos meus filhos, num evento voltado para a discussão do incentivo ao consumo na infância. Quando recebi o convite, não pude deixar de aceitar porque estaria longe dos meus filhos no dia das crianças. Essa data é uma data comercial que ficou famosa nos anos 60 quando divulgada por uma indústria de brinquedos. A fábrica acertou na estratégia e hoje o dia das crianças e uma data exclusivamente comercial e aceita por todos como um dia de ganhar  presentes. Eu fiquei longe dos meus filhos neste dia, ele receberam brinquedos simples e não comemoramos nada. E no que pudermos oferecer a eles, vamos mostrar que o mundo é um lugar de homens e mulheres que partilham todas as suas tarefas de forma igualitária, com respeito e companheirismo, sempre. E gostaria que o dia das crianças fosse um dia de brincar de qualquer coisa. Mas não um dia de mostrar que só é feliz quem ganha presentes mirabolantes (e sexistas). Parece piegas dizer mas mais importante do que ser feliz por causa de um brinquedo, é ser feliz sem ele. É aprender que a felicidade não depende de uma fator externo. Agora, chegou o Natal. Hora de mostrar que a felicidade deve estar dentro de nós para que possamos enfrentar com serenidade as dificuldades e limitações que a vida nos apresentará.

Isso sem remédios como a ritalina e rivotril.

Rio+20: pela primeira vez, os pais na mesa de debates!

Em meados de 2007, conheci o projeto Criança e Consumo. Naquela época, ainda não havia me dado conta da influência da propaganda na vida das crianças. Por isso, acredito e entendo que a maioria das pessoas não perceba. Natural, afinal as propagandas são meticulosamente criadas e preparadas para nos influenciar sem que a gente perceba. E se influenciam a nós, adultos, sem que percebamos, imaginem as crianças.

Três anos depois, em 2010, no Fórum Criança e Consumo, em São Paulo, pensei: por que os pais não estão lá, fazendo parte das mesas de debate? O fórum foi muito bom, mas saí com aquele sentimento de que faltou alguma coisa. Num papel de perguntas do fórum, eu coloquei que senti falta dos pais na mesa de debates. Afinal, não são eles que vão promover as mudanças fundamentais? E pensei: vamos colocar os pais no debate!

Não era uma tarefa fácil. Eu e mais algumas amigas já saimos do fórum pensando em como articular os pais. Criamos alguns projetos que, embora tenham sido bem sucedidos, não chegaram a atingir esse objetivo. E foi no Facebook, alguns meses depois, que esse projeto começou a nascer, com a criação de um grupo de discussão sobre o tema Consumismo e Publicidade Infantil, que hoje conta com mais de 1.200 integrantes. Estou convicta de que a internet é um grande agente transformador, agregador e definitivo na transformação de nossa sociedade.

Através desse grupo, descobrimos a fan page de uma associação de publicitários que, embora diga que TODOS são responsáveis por cuidar das crianças, na verdade queria responsabilizar exclusivamente os pais pelo controle daquilo que as crianças veem na mídia. E o grupo imediatamente repudiou essa postura. As crianças não são responsabilidade exclusiva dos pais. Crianças mal influenciadas são um problema de toda a sociedade, pois toda a sociedade paga o prejuízo causado por cidadãos mal formados. A Lei também é clara: a responsabilidade sobre o bem-estar emocional e físico das crianças é da família, da sociedade e do Estado.

Essa associação não desejava dialogar, mas, sim, ter espaço para expor apenas seus pontos de vista sobre a questão, de modo a manipular as opiniões a respeito do assunto. E foi aí que decidimos que precisávamos agir e fazer alguma coisa para alertar os pais que, assim como nós, nunca haviam se dado conta da influência negativa e predatória da publicidade infantil.

Em uma semana, ultrapassamos os LIKES que os publicitários levaram 3 meses para conseguir. Em consequência desse trabalho, fomos então convidados pelo Alana/Projeto Criança e Consumo para falar na Rio+20. Naquele momento, dois anos depois do fórum, havia sido atingido o objetivo de representar os pais na mesa de debates pela primeira vez – e na Rio+20, a conferência Mundial de Desenvolvimento e Sustentabilidade. Não poderia ser mais emblemático!

Chega a Rio+20. Nosso movimento já estava bem maior, mas, ainda assim, acabara de completar apenas 3 meses. Fiquei muito emocionada de ser parte integrante da Rio+20, ainda mais como mãe e abordando o tema publicidade infantil, consumo e sustentabilidade. Me deu o sentimento bom de saber que não sou capaz de mudar o mundo, mas que estou fazendo a minha pequena parte. E ao contrário do que muitos disseram sobre a Rio+20, tudo o que vi mostrou que tem muita gente atuando em suas comunidades. E é isso que estamos fazendo através desse grupo, lutando para mudar o nosso mundo.

Durante o evento, pudemos ver relatos como o de um chileno que contou que, em sua comunidade, que fica bem afastada dos grandes centros, o consumismo já deixa sua marca e influencia crianças e jovens de forma assustadora. Mostrou também que, assim como nós, muitas outras pessoas acreditam que as crianças precisam ser protegidas e cuidadas para que tenhamos a chance de ter um mundo melhor e mais humano. Especialistas em legislação, psicologia, defesa do consumidor e educação infantil comprovaram a importância de se impor regras rígidas para a publicidade infantil no Brasil. E o mais incrível era que nós, os pais, estávamos lá, na mesa, pela primeira vez, para mostrar que estamos nesta luta. Mostrar nossas dificuldades em enfrentar este mercado, enfrentar a invasão da publicidade através do mundo mágico e sem limites possibilitado pela ilusão da televisão.

Depois do evento, fomos abordados por várias pessoas que fizeram questão de nos apoiar e dizer que concordam que esta luta é necessária e urgente. Pude ver em todos os olhares o quanto é importante existir um movimento de Mães defendendo a infância. Em muitos olhos pude ver emoção, a mesma emoção que eu estava sentindo. Temos no Brasil leis suficientes que apoiam a infância, mas elas não estão sendo capazes de coibir os abusos da publicidade que se baseia numa autorregulamentação inócua e que somente nos prova, todos os dias, que os interesses financeiros estão acima de qualquer interesse que defenda e proteja as crianças. E agora nós entramos no debate para ficar e exigir que o Estado faça a sua parte, regulamentando a publicidade infantil no Brasil.

[fonte: http://infancialivredeconsumismo.com/index.php/rio20-pela-primeira-vez-os-pais-na-mesa-de-debates-2/ ]

 

Dia 20 de Julho é dia do amigo!

TEDxRio+20 e a insustentabilidade do dia-a-dia

Depois que me inscrevi para participar do TEDxRio+20, pensei: como vou me locomover até lá? De carro, eu sozinha? Nada a ver. Como eu, que tenho a preocupação de ter atitudes mais conscientes e sustentáveis poderia ir a um evento da Conferência Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, de carro, sozinha? Nada mais insustentável. Decidi: “Irei de busão amanhã para para o TEDx Rio+20. Não tem cabimento eu ir num carro sozinha para uma um evento ligado à sustentabilidade.” Decidi ir de transporte coletivo mas me arrependi. O trânsito estava caótico para chegar até o aeroporto do Santos Dumond. Não sei se encaro coletivo novamente amanhã. E pedir informação? Ninguém sabe nada. Mesmo quem trabalha na linha do ônibus. As empresas de ônibus deveriam ser obrigadas a treinar seus funcionários sobre o entorno dos trajetos das linhas onde trabalham. Nesta hora a gente vê como é complicado falar para o cidadão ser mais sustentável se os governos não dão estrutura suficiente para que nós possamos dar a nossa cota.

Chegando lá, 3 horas depois de ter saído de casa, 1 hora atrasada para o começo do evento, encontro o auditório lotado e não consegui entrar. Vejo o Eduardo Paes, prefeito da cidade, dando entrevistas sobre o evento. Prefeito por star e cidade caótica.

Depois do primeiro intervalo, consigo entrar no auditorio e fico surpresa. Lindíssima a decoração do auditório. Cheia de fotos de pessoas em atividades diversas. Uma auditório realmente globalizado de imagens. Helio Matta presidente do Akatu fala sobre consumo consciente e das sociedades onde o paraíso está relacionado com o que você pode comprar. Fala da ansiedade de comprar e do desespero de pagar. Vivemos para consumir quando deveríamos consumir para viver. O conceito de egoismo e mesquinhez leva à competição desvairada. E penso: muita gente precisa ouvir isso e refletir. Muita gente nem percebe o quanto o consumo desenfreado interfere negativamente na nossa vida. Perdida em minhas reflexões, já não sei se ele disse isso ou se eu conclui: Estamos na sociedade da insatisfação permanente, péssimo para a sociedade e ótimo para a indústria farmacêutica. Afinal, vivemos numa sociedade que resolve todas as nossas frustrações e ansiedades através do Shopping e dos remédios que vendem a ilusão (mais uma) de que nos acabar em compras e nos afogar em Rivotril preenchem o vazio do excesso.

5 de Junho – dia mundial do meio ambiente

Precisamos consumir com consciência.

Consumir com consciência significa consumir menos e isso significa poupar nossos recursos naturais e gerar menos lixo.

Consumir produtos reciclados, significa consumir produtos que reaproveitem os materiais que seriam danosamente descartados na natureza, dando à eles uma destinação sustentável.

E tudo isso, depende de nós, de mim, de você, de cada um.

Vamos fazer a nossa parte se quisermos continuar a viver neste mundo com tudo o que a natureza nos proporciona.

Fizemos uma pesquisa informal e grande parte dos que responderam não conhecem ou experimentaram a malha feita de garrafa PET. Experimente!  Ela vai surpreender na maciez (ela é 50% algodão), que não difere em nada do puro algodão e na durabilidade  pois não esgarça ou desbota mesmo depois de sucessivas lavagens. E roupas que duram diminuem nossa necessidade de comprar roupas novas, bom pro bolso, também. Não é uma roupa que esquenta, como alguns imaginam pois não tem uma textura de plástico, embora seja feita de PET.  A fibra de PET nada mais é que o poliéster com o qual já fabricamos roupas.  A diferença é que não fabricamos novo poliéster e sim, reutilizamos um poliéster que seria descartado na natureza, poluindo rios, provocando enchente e levando muitos anos para desaparecer. Consuma camisetas de malha PET e produtos de tecido PET, você vai se surpreender e a natureza vai agradecer.

Conheça nossos produtos: http://www.futurodopresente.com.br

Penas de ganso, dá para dormir com a consciência tranquila?

Meu travesseiro é de pena de ganso. Eu comprei uma vez e gostei demais do conforto e da durabilidade deste travesseiro. Pensando nos anos que tenho a atual leva, me perguntei: será que já está na hora de trocar por novos travesseiros? Sabe como é: muitos anos de uso, ácaros, suores noturnos, pele morta. Por questões de higiene e saúde, chega uma hora que, mesmo o travesseiro estando em bom estado, é hora de trocar.

Quando comprei estes travesseiros, nunca pensei nos gansos (meus atuais travesseiros tem seguramente mais de 6 anos). Usar pena de ganso não é o mesmo que usar pele de animais? Tá, o ganso tem pele, não estou usando a pele, mas e daí? É legal depenar o ganso para que eu durma bem?

Fui pesquisar no Google, claro. Como é feito o travesseiro de pena de ganso? Como é criado o ganso, como é depenado? Alguém como carne de ganso?

Por que perguntei se alguém come carne de ganso? Porque se o animal já é abatido (e morto) para consumo de sua carne, menos pior. Imagino que um animal ser criado apenas para que suas penas sejam retiradas, não deva ser uma vida que se deseje. Deve ser muito dolorido ter as penas arrancadas sem nenhuma delicadeza, os gansos ficam machucados por aquelas pessoas que fazem isso tão mecanicamente que não pensam mais no que estão fazendo. Fazem porque precisam daquele trabalho, mas já estão frias nos sentimentos. Veja este vídeo:

 

Minhas perguntas não ficaram sem reposta. O Google não só me mostrou quem vende travesseiros de pena de ganso mas como se depenam os gansos. É cruel, estranho. Mas não me condenem porque eu comprava travesseiros de pena de ganso. Não o fazia por mal. Tem coisas que simplesmente a gente não se toca. A consciência é algo que vamos adquirindo à medida que ela amadurece em nós. E à medida que isso acontece, vamos nos tocando em momentos diferentes sobre os vários aspectos relacionados às coisas que consumimos.

Eu ainda tenho muitas coisas a melhorar na minha vida em relação ao consumo consciente. Aprendo todos os dias. Por isso , acho importante a troca que fazemos através dos blogs e redes sociais. Quando alguém se toca de alguma coisa, e troca com o outro, um toca o outro.

Qual foi a última vez que você se tocou de algo que sempre fez e que não era legal?

Confesso que estou me sentindo péssima.

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Plantão Férias: Bóia furada? Nunca mais!

Amigos, estamos de férias mas não resistimos em vir aqui falar de….FÉRIAS! (rs)

Quem nunca deixou de lado ou jogou fora uma bóia, piscina, bola, colchão e infinitas mais peças de vinil infláveis furadas?

Pois aqui em casa tudo se conserta até segunda ordem!

Vamos à dica:

Em qualquer loja de produtos de piscina ou até em lojas de departamento que venda infláveis, lojas para bicicleta e reparo de pneus podemos encontrar um kit de reparo para vinil. Ele pode ser vendido junto ou separado. É composto de um tubo de cola adesivo para vinil e um remendo de vinil.

 

É muito fácil remendar.

  1. Localize o furo e corte o remendo de vinil num tamanho que ultrapasse as extremidades do mesmo em todas as direções.
  2. Passe a cola cobrindo todo o lado ÁSPERO do remendo. É importante cobrir toda a superficie. Não passe apenas nas bordas pois é preciso vedar o furo. Sem  a vedação adequada o ar continua saindo pelo furo e a pressão faz o remendo ceder.
  3. Vá alisando o remendo e pressionado o mesmo contra o vinil a ser consertado até que ele se molde completamente.

Pronto. Agora espere uns 5 minutos e encha sua bóia e vá brincar.

Consertar é econômico e duplamente ecológico: a gente não gasta comprando itens novos, não gera lixo e não consome desnecessáriamente.

Boas férias!