Fórum Criança e Consumo – Dia 2 – parte 3

Consumo Infantil, capitalismo e o papel da família

Somos contemporâneos da crise. A modernidade não está respondendo os grandes problemas da humanidade. O capitalismo fracassou para 2/3 da população do planeta. A maior parte das coisas na vida é difícil mas o capitalismo nos faz preferir as coisas fáceis. “Direitos Humanos” é luxo num mundo onde não temos direitos básicos como alimentação, por exemplo. O setor administrativo é seletivo, enquanto o repressivo é absoluto.O Estado só responde pela camadas privilegiadas da sociedade.

O Mercado, que é uma entidade abstrata, é tratado como um Deus a ponto de vermos atletas fazendo propaganda de cerveja na televisão. Tem coisa que não comungue mais do que bebida alcoólica e esporte?

A publicidade cria o desejo pelo não-necessário. A publicidade infantil é um tipo de pedofilia vertical. A erotização infantil precoce, nada mais é que a adultização num ser biologicamente infantil. E os produtos que ostentamos nos agregam valor. Não é interessante perceber que as roupas de grife passaram a colocar as etiquetas do lado de fora?
90% do aprendizado acontece entre 0 – 6 anos de idade que é considerada a fase em que temos maior capacidade de aprendizado, justamente a fase onde aprendemos a ser seres humanos independentes. Nem tudo pode ser permitido, as crianças têm necessidade de controle e censura.

Como criar uma sociedade que não viole o direito da criança a uma infância sadia?
ATV causa uma certa hipnose visto que prende nossa atenção por horas a fio sem que consigamos dar atenção a outra atividade. No Brasil, a criança fica, em média, 5 horas na frente da TV, mais tempo do que permanece na escola. A criança não tem discernimento para entender as mensagens publicitárias enviadas em sua direção: para elas, uma bicicleta e um copo d’água tem o mesmo valor. Uma forma de tirar as crianças dessa hipnose da televisão é incentivá-los a criar seus próprios brinquedos. Isso demanda tempo, atenção, concentração e exercita a criatividade. Tudo começa na imaginação, precisamos estimulá-la.

O que é preciso para uma pessoa ser feliz?
Como ensinar as crianças a serem felizes sem se comparar com os colegas? É preciso ensinar às crianças que a felicidade é uma realidade interior. Valores infinitos e valores de subjetividade. Generosidade, solidariedade e a prática de serviços desinteressados.]

Como os pais podem desestimular o consumo nos filhos sem que estes se sintam excluídos do seu círculo social já que maioria esmagadora dos outros pais (e sociedade em geral incluindo família e escolas) estão absolutamente passivos ou envolvidos diante do apelo consumista? Fiz esta pergunta à mesa e a resposta foi surpreendente pela simplicidade e pela constatação da dificuldade que os pais encontram em educar.

Como educar a criança diante da pressão consumista? Dando o exemplo. O que os pais querem quando levam o filho para passear num shopping a não ser dar a eles um referencial de consumo? Shopping é um templo de consumo, uma droga virtual baseado num mundo perfeito construído para encantar. Uma super proteção (shoppings, condomínios) que acaba por nos tornar inseguros e torna esses bens como mínimos referenciais.

“Estou apenas observando quanta coisa existe que eu não preciso para ser feliz” (Sócrates)

Em contra partida, os pais não encontram aliados quando querem fazer diferente e remar contra a maré de consumo imposta pela sociedade e sofrem pressão por todos os lados: escola, mídia, Estado. Os cidadãos precisam se ajudar, os cidadãos precisam ajudar os pais.

A Escola não está preparada. Cantinas reforçam a aversão das crianças aos alimentos saudáveis. Falta de orientações claras permitem competição entre materiais, brinquedos, roupas. A escola que deveria ser de igualdade (todos iguais juntos para aprender, usando uniforme e materiais iguais) se torna um local de competitividade por melhores brinquedos , presentes, roupas, marcas – mais um local onde eles aprendem a exibir o materialismo como valor essencial.

FREI BETTO [Palestrante] Frade dominicano e escritor, assessor de movimentos sociais. Estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia. Com 51 livros publicados, escreve para vários jornais e revistas e profere palestras no Brasil e no exterior.
Benjamin Barber [Palestrante] : Teórico político de renome internacional. Foi Professor de Ciências Políticas (Walt Whitman) da Universidade de Rutgers por 32 anos, e em seguida, Professor de Sociedade Civil (Gershon e Carol Kekst) na Universidade de Maryland e durante cinco anos trabalhou como consultor informal do Presidente Bill Clinton. Os 17 livros de Benjamin Barber incluem o clássico Strong Democracy (1984), McWorld (1995 com uma edição pós 9/11 em 2001, traduzido para vinte e sete línguas) e Consumido: Como o Mercado Corrompe Crianças, Infantiliza Adultos e Engole Cidadãos , publicado em 2007 por W.W. Norton nos Estados Unidos e em sete edições estrangeiras.

Crianças como cidadãos ou como consumidores?

com Taís Vinha do blog Ombudsmae.blogspot.com

Fórum Criança e Consumo – dia 2 – parte 2

Antes de começarmos, quero dizer que este foi um dos palestrantes que mais gostei, tanto pela qualidade do que foi dito (no sentido do tema) quanto pela qualidade do palestrante que inclusive pediu para que as luzes da platéia fossem aumentadas para que ele se sentisse interagindo com a mesma.

O  que há de errado com o Capitalismo? Ele,  indiscutivelmente, triunfou perto de outros sistemas e muitos países triunfaram quando adotaram o capitalismo.
Claro que depende do ângulo, afinal não se pode dizer que um sistema é triunfante quando levamos em consideração que maior parte absoluta da população do mundo vive na miséria.

O capitalismo infantiliza os adultos, usa as crianças e transforma cidadãos em consumidores. O adulto passa a se comportar como criança  – eu quero consumir – e compra sem critério e necessidade criando pessoas viciadas em comprar (compralismo). É a insatisfação compulsiva , que citamos no nosso debate de mães, leia aqui. Capitalismo parou de produzir bens para produzir/fabricar necessidades. E isso está criando uma geração de compradores que aos 18 anos já se tornaram compradores compulsivos – com  muita disposição e nenhuma responsabilidade.

Comprar = prazer = drogas
”Não economize, gaste”
“Não se preocupe com a produção, consuma.”
“Não se preocupe com o seu descanso = lojas 24h”
“Não precisa sair de casa = internet”

O adulto pode escolher não consumir o que não precisa enquanto a criança precisa do adulto para fazer esta escolha. Começamos a violentar a infância e as crianças deixam de ser crianças para serem potenciais consumidores. A erotização nada mais é do que criar produtos para crianças como se fossem adultos. Corrompemos as crianças.
Há shoppings que já separam filhos de seus pais com o intuito de deixar as crianças mais vulneráveis. Vivemos hoje um momento de totalitarismo comercial e publicitário e não de liberdade de expressão e escolha.
Internet pode ser usada por crianças mas não para publicidade e sim para o aprendizado.

Capitalismo está dando fim à democracia e ao pluralismo e vem privatizando a sociedade. O mundo está igual em todas as partes do mundo.  O grande problema é o capitalismo preguiçoso. Interesses sociais são públicos e as escolas não podem ser privadas. Nossas escolhas privadas têm conseqüências públicas, como por exemplo, o carro que escolhemos (consumo de combustível, óleo, etc). E até a água engarrafada compramos que consome plástico, transporte, etc.  Não podemos ser apenas consumidores, precisamos ser cidadãos.
Precisamos produzir nossas necessidades reais ou continuaremos a ser o velho capitalismo que inventa necessidades ao invés de produzir bens necessários.
Um exemplo é o i-phone: câmera ruim, games ruins, telefone ruim, navegador ruim e um monte de gente diz que precisa de um.
Meu trabalho produz reais necessidades? Cidadãos que escolhem onde trabalhar de forma a contribuir com a melhoria do mundo. Princípios éticos que vão além das nossas palavras e daquilo que julgamos ser certo que O OUTRO faça. E nós, o que fazemos?
Criar cidadãos sem fronteiras depende de nós, não do Lula ou do Obama.

Benjamin Barber [Palestrante] : Teórico político de renome internacional. Foi Professor de Ciências Políticas (Walt Whitman) da Universidade de Rutgers por 32 anos, e em seguida, Professor de Sociedade Civil (Gershon e Carol Kekst) na Universidade de Maryland e durante cinco anos trabalhou como consultor informal do Presidente Bill Clinton. Os 17 livros de Benjamin Barber incluem o clássico Strong Democracy (1984), reeditado em 2004 em uma edição de vigésimo aniversário; o atual best seller internacional Jihad vs. McWorld (1995 com uma edição pós 9/11 em 2001, traduzido para vinte e sete línguas) e Consumido: Como o Mercado Corrompe Crianças, Infantiliza Adultos e Engole Cidadãos (Consumed: How Markets Corrupt Children, Infantilize Adults, and Swallow Citizens Whole), publicado em 2007 por W.W. Norton nos Estados Unidos e em sete edições estrangeiras.

Fórum Criança e Consumo – dia 1 – continuação

Honrar a Infância

Achei no laptop mais conteúdo relacionado ao primeiro dia do  3º Fórum Internacional Criança e Consumo promovido pelo Instituto Alana , que aconteceu de 16 a 18 de março em SP onde estivemos, através de uma PAM –  parceria de apoio mútuo (modalidade que acabo de inventar…rs) com o blog Desabafo de Mãe (http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/ ) e da ANEP Brasil – Associação Nacional para Educação Pré Natal (http://anepbrasil.wordpress.com/ ).
Como o conteúdo é muito interessante, vou publicar uma pequena continuação do primeiro dia.

Crianças e o mundo

As histórias contam que a infância é igual em qualquer lugar do mundo. As necessidades são as mesmas: tem desejos, é preciso separar os desejos que vem de dentro dela e os que botamos dentro delas. Honrar a criança, preservar o direito fundamental das crianças. É direito da criança poder opinar e se expressar.

Brincar vem do latim, vínculo. Brincar é se vincular com o mundo.

Quando existe democracia existe conflito de interesses mas na área de consumo e propaganda prima pela violência como os conceitos são colocados. Usar o brincar como fórmula de propaganda  é perverso por ser este o meio como a criança se comunica com o mundo.

Preservar e respeitar o pleno desenvolvimento da criança é fundamental e o Estado, a familia, a comunidade e a sociedade são responsáveis pela criança.

Pais e a propaganda

Pesquisa revelou que 73% dos pais entrevistados não querem propagandas voltadas para seus filhos.

O grande problema da propaganda infantil é que  querem vender ao invés de formar. O consumo de produtos alimentícios sem qualidade, por exemplo, está levanto ao aumento da obesidade infantil. E a ausência necessária dos pais no mundo atual trava uma luta desigual com as propagandas infantis.

Empresas e publicidade infantil

Em breve as boas empresas não anunciarão mais para as crianças. Será uma questão ética para elas. Antes, as empresas devastavam, hoje constroem florestas. O mundo corporativo está em mudança no sentido de ver o planeta como um todo e se pensarmos mais das crianças, o mundo sai ganhando pois é preciso apreciar a contribuição da criança para a evolução do mundo.

Pais e as Empresas

Aos pais, cabe tornarem-se consumidores conscientes, serem exemplo.

Deixar de comprar produtos que fazem propagadas para crianças é fundamental.

E falar isso para as crianças, pode ser um bom caminho para aquelas comecem a entender o que significa a publicidade nociva e dar à elas ferramentas para serem seus próprios críticos.

Qualquer ação para regulamentar o abuso da publicidade é mascarada como cerceamento da liberdade de expressão.

Quando na verdade, não é a propaganda que será cerceada e sim, estaremos garantindo o direito à criança à sua integridade.

Integridade = liberdade, respeito, dignidade

Palestrantes:
Ilan Brenman [Abertura] Mestre e Doutor pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), bacharel em psicologia pela Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP), autor de mais 25 livros (muitos premiados). Atualmente, é considerado um dos mais importantes e renomados contadores de história do país.
Corinna Hawkes [Palestrante] É atualmente professora convidada do Departamento de Nutrição da Escola de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e pesquisadora visitante do Centro de Políticas de Alimentação da City University, em Londres. Foi presidente do Grupo de Especialistas em Marketing de Alimentos para Crianças, da OMS.

Guilherme Canela [Palestrante] Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e mestre em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP). Coordena a área de Comunicação e Informação do Escritório da Unesco no Brasil.

Cenise Monte Vicente[Palestrante] Mestre em Psicologia Social, foi coordenadora executiva da Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos, Secretária Municipal de Promoção Social de Campinas e co-autora de vários livros. É consultora em direitos da criança e em responsabilidade social.

Inês Vitorino Sampaio [Mediadora] Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Mestre em Sociologia pela UFC e doutora em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É professora do Mestrado em Comunicação da UFC e autora do livro “Televisão, publicidade e infância”.

Fórum Criança e Consumo – Dia 1:Honrar a Infância

Como todos sabem, estivemos no 3º Fórum Internacional Criança e Consumo promovido pelo Instituto Alana , que aconteceu de 16 a 18 de março em SP através de uma PAM –  parceria de apoio mútuo (modalidade que acabo de inventar…rs) com o blog Desabafo de Mãe (http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/ ) e da ANEP Brasil – Associação Nacional para Educação Pré Natal (http://anepbrasil.wordpress.com/ ) estarei esta semana em SP.
Estar presente neste evento é muito importante para nós por ser uma bandeira que sempre defendemos: criança não pode ser tratada como mero potencial consumidor.
Criança tem que ser respeitada.


A realização de eventos como este são importantes para conscientizar. Afinal, não mudaremos a realidade sem participação, e críticas sem participação, não protagonizam mudanças. Por isso, é importante aceitarmos o convite para debater, pensar e trocar impressões a respeito do tema Publicidade Infantil que é um desrespeito ao universo da criança.
SÓ EXISTE O PRESENTE – PRESENTE DO PASSADO, PRESENTE DO PRESENTE, PRESENTE DO FUTURO. (SANTO AGOSTINHO)
Uma nova história sempre pode ser construída quando uma criança nasce. Não podemos simplesmente ignorar e desprezar essa magia e esse leque imenso de possibilidades incríveis que são as crianças.
As crianças brasileiras ficam em torno de 5 horas na frente da TV, mais do que na escola em horário regular. Isso é muito tempo de exposição da criança à mídia e a exposição excessiva gera hiperatividade, distúrbios de saúde e violência na infância. Um bom exemplo, é o fumo. Ele não aumenta a chance de câncer? A exposição da criança à violência aumenta os casos de violência na infância e a violência tira a criança do convívio social. Além disso, a privação ao direito de imaginar está impedindo que as crianças consigam se ver no futuro e continuar a repetir o modelo atual de mídia que atinge as crianças – promoção de consumo a qualquer custo – , será um grande desastre.
O mundo adulto é a maior dificuldade pois repetimos conceitos prejudiciais já instituídos no mundo em que vivemos. Depressão e os modelos inatingíveis de beleza (e magreza), por exemplo, estão aí para todos verem todos os dias na tela da TV. No mundo corporativo, por exemplo, é comum tratar os profissionais como executivos. O que são os executivos? São aqueles que matam. Nada mais que um reflexo da realidade competitiva do atual mercado de trabalho: um executando o outro. E as crianças repetem os nossos modelos.
No caso dos alimentos, a coisa fica mais séria de forma comprovada através de estudos. Alimentos dominam a publicidade voltada para crianças e a maioria esmagadora desses alimentos não são recomendados para as crianças.
MARKETING CRIA VONTADE DE CONSUMIR – CRIA DEMANDA


A cultura geral do consumo prega a capacidade e a vontade de consumir como sendo uma ESCOLHA e, sendo assim, isso é uma coisa boa para a sua vida pois ter direito à escolha é sinônimo de boa vida. E isso é estendido á infância como sendo um direito da criança.
Mas é realmente uma escolha?

Os adultos têm o dever de contestar. Que criança queremos ter?
A mídia dentro do programa infantil, muitas vezes, não permite à criança diferenciar o marketing em si do programa que ela está assistindo. E a associação de um produto ou alimento ao seu herói ou personagem de TV favorito, é imediata. As embalagens feitas para atrair as crianças e a associação de alimentos com poucos nutrientes a brinquedos, também são armadilhas que afetam a preferência da criança e elas importunam os pais para conseguir o que querem.

A publicidade sabe disso.

A imagem é poderosa e a TV aberta é gratuita e de fácil acesso, está dentro da casa da gente. Sem contar que os responsáveis pelas crianças também são influenciados pela mídia.
Crianças levam hábitos adquiridos durante a infância até a idade adulta, assim como o peso excessivo é levado ao mundo adulto. A obesidade será uma das principais causas de morte no futuro.
Mais de 20 países tem política de marketing de alimentos para crianças mas o conteúdo deixa a desejar, não são claras e são contestáveis, o que realmente as impede de serem eficazes no seu propósito.
O que deve conter essas políticas?

Proteção à saúde da criança. Ponto. E não podemos pensar nisso somente para o futuro, porque na realidade o futuro nunca chega. Precisamos defender a criança, agora, no presente, através de uma sociedade civil organizada onde a legislação seja apoiada por profissionais (como pediatras, pedagogos, psicólogos, professores, etc.) que entendam e respeitem a infância.
A Lei de Proteção aos animais antecede as leis de proteção às Crianças e, no passado, muitos advogados usavam as leis de proteção aos animais para defender as crianças.
1883 – Congresso internacional de Proteção à Criança (Paris)
1924 – Declaração de Genebra
1959 – Declaração dos Direitos da Criança
1989 – Convenção dos Direitos das Crianças (ONU)


A Lei Brasileira representa um grande avanço pois o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente derruba por terra o argumento normalmente usado como: “melhor interesse da criança”, pois define que a criança tem que ter prioridade absoluta.
O respeito aos direitos das crianças é uma questão social. A TV Cultura, após denúncia, parou de veicular publicidade em sua programação infantil e viu-se diante de um enorme rombo em seu orçamento e isso os levou a buscar outras alternativas.
É importante incentivar estudos para nos basear em fatos concretos e não em “achismos” ou preferências. Ressaltar pontos positivos da mídia e regulamentar pontos negativos. Merchandising social, por exemplo, é positivo quando promove inclusão de crianças com Síndrome de Down como personagem de novela, pois sucinta debates e permite objetivar discussões a respeito de um tema importante para o desenvolvimento de uma sociedade sadia.
O diálogo na família também é importante e as crianças são aptas a entender os argumentos em prol do planeta pois esta é uma questão atual em seu universo e vem de encontro direto ao consumo consciente.
A escola ainda ignora a mídia como assunto e não se vê conversas dentro do ambiente escolar sobre propaganda, marketing e companhia. Os pais e a escola devem incentivar a criança a construir a brincadeira ao invés de serem meras espectadoras (através de rádio comunitária, montagens teatrais, elaboração de jornais, etc) passando-as a atores ao invés de platéia. Transformando-as em seres auto-crítico (“isso eu não quero assistir.”).
Compartilhar responsabilidades entre escolas, pais, empresas e sociedade é fundamental para avançarmos e respeitarmos a infância.

Palestrantes:
Ilan Brenman [Abertura] Mestre e Doutor pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), bacharel em psicologia pela Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP), autor de mais 25 livros (muitos premiados). Atualmente, é considerado um dos mais importantes e renomados contadores de história do país.
Corinna Hawkes [Palestrante] É atualmente professora convidada do Departamento de Nutrição da Escola de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e pesquisadora visitante do Centro de Políticas de Alimentação da City University, em Londres. Foi presidente do Grupo de Especialistas em Marketing de Alimentos para Crianças, da OMS.

Guilherme Canela [Palestrante] Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e mestre em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP). Coordena a área de Comunicação e Informação do Escritório da Unesco no Brasil.

Cenise Monte Vicente[Palestrante] Mestre em Psicologia Social, foi coordenadora executiva da Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos, Secretária Municipal de Promoção Social de Campinas e co-autora de vários livros. É consultora em direitos da criança e em responsabilidade social.

Inês Vitorino Sampaio [Mediadora] Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Mestre em Sociologia pela UFC e doutora em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É professora do Mestrado em Comunicação da UFC e autora do livro “Televisão, publicidade e infância”.

Outros links:
Encontro internacional discute marketing infantil – Conferência Internacional de Marketing Infantil reúne publicitários, pesquisadores, empresários, representantes da área de marketing para discutir o cenário da publicidade infanto-juvenil


Tv Cultura – Instituto Alana notifica canal educativo por considerar inadequada publicidade dirigida às crianças

Convido as amigas blogueiras abaixo a postar suas opiniões sobre o assunto e convido-as a convidarem também blogueiras amigas para postarem :

Lucia Malla http://www.interney.net/blogs/malla/

Lúcia Freitas  http://www.ladybugbrazil.com/

Thaís Saíto  http://blogvidaverde.blogspot.com/

Nosso debate – publicidade Infantil, proibir ou não:

Parte 1: http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/forum-crianca-e-consumo-dia-1honrar-a-infancia/

Parte 2: http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao-parte-ii/

Parte 3:  http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/3217/

Mais posts :

Fórum Criança e Consumo:

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/forum-crianca-e-consumo-dia2parte3/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/criancas-como-cidadaos-ou-criancas-como-consumidores/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/forumcriancaeconsumodia2refletiroconsumo/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/forum-crianca-e-consumo-dia-1-continuacao/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/forum-crianca-e-consumo-dia-1honrar-a-infancia/

O sistema é burro…mas e as pessoas por trás dele?

p1040981p

Algumas coisas me impressionam no nosso “sistema”.

Um poste da minha rua foi trocado porque quase caiu num temporal no final do ano passado. Foi recolocado e seus equipamentos modernizados. Pois bem…a fotocélula do poste, com defeito, mantém a luz acesa o dia inteiro.

Aí, a Ampla, que é a empresa que cuida da iluminação, veio modernizar meu relógio, trocando o analógico pelo digital. E foi lá em cima mexer na caixa do poste onde meu relógio estava ligado. Pedí claro, que eles vissem o problema da lâmpada. Ele nem mexeu e falou que era fotocélula e que ele não tinha para trocar  E QUE EU DEVERIA LIGAR PARA A EMPRESA PARA RECLAMAR E SOLICITAR CONSERTO !

Ora, meus bons…se eu estou falando com a empresa, se um funcionário esteve no local e detectou o problema, porque, cargas d’água, eu deveria perder meu tempo ligando para a empresa?

Não bastava uma comunicação entre setores? Uma solicitação e aviso do próprio funcionário que tecnicamente é mais capaz do que o usuário para atestar o defeito e solicitar o conserto?

Não…

Não há comunicação entre setores. O funcionário não pode solicitar conserto.

E a funcionária da empresa, sou eu.E sou eu que pago aquela luz acesa na minha taxa de iluminação pública.Eu que me dane.

E a resposta é sempre a mesma: o sistema não aceita certos procedimentos.Mas e por trás do sistema, não existem pessoas? Cabeças pensantes? Capazes de agilizar processos e desburocratizar procedimentos?

No Brasil é comum não existirem.

A luz continua acesa porque eu ainda não tive tempo de parar e ligar para a Ampla. Alías, liguei enquanto escrevia o post, e ficou na musiquinha… Tive que desligar.

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Ana Cláudia Bessa

Suspensa venda de talco e condicionador da Turma da Mônica

Da Agência Estado
Reclame Aqui 21-01-2009

A Secretaria da Saúde de São Paulo determinou hoje a interdição e recolhimento de 10 mil unidades do condicionador infantil da Turma da Mônica. Análise do Centro de Vigilância Sanitária constatou que uma amostra do produto tem pH mais baixo do que o registrado em sua fórmula, ou seja, é mais ácido do que deveria. Os condicionadores interditados são do lote 8057, com vencimento em fevereiro de 2010.

A fórmula do produto prevê valores de pH entre 5,5 e 6,5. A amostra analisada teve pH médio de 5,25, mais ácido que deveria. A Secretaria recomenda que o uso do produto seja suspenso. Caso o consumidor queira devolver ou trocar o condicionador, deve procurar o fabricante ou os órgãos de defesa do consumidor, como a Fundação Procon.

Esse é o segundo produto da Turma da Mônica interditado em menos de uma semana por problemas de acidez. Na sexta-feira, a secretaria determinou que a fabricante, a Lipson Cosméticos, recolhesse o lote 7226 do talco cremoso da linha.

A Secretaria notificou a Vigilância Sanitária de Diadema, município sede do fabricante, para que inspecione todas as etapas da produção da fábrica. A Lipson foi procurada pela reportagem, mas a assessoria não foi localizada para responder pela empresa.

Fonte: http://www.reclameaqui.com.br/noticias/suspensa-venda-de-talco-e-condicionador-da-turma-da-monica/860

Submarino – feito prá afundar.com.br…

Eu não sou uma consumista inveterada mas compro algumas coisas pela internet. E me interessei por um (na verdade dois) triciclos para as crianças.
Fiz o pedido e nada das mercadorias chegarem. E depois de muita demora, minha encomenda chegou: incompleta com apenas 1 item do meu pedido.

Recebi pensando que o outro chegaria em seguida, sem entender direito o que tinha acontecido mas chateada porque queria dar os presentes juntos para as crianças. Ou seja, tive que esconder o primeiro até a chegada do segundo triciclo.

Um dia e nada…
Dois dias e nada…
Três dias e nada.

Liguei para reclamar e fui informada de que os dois produtos não tinham em estoque e que neste caso, sempre são enviados separadamente, de acordo com a disponibilidade em estoque e que esta informação está constando no ato da compra.
E está. Só que não com esta clareza toda O PRODUTO NÃO TEM EM ESTOQUE e a gente nunca pensa que isso aconteça individualmente com um produto em pedidos que constam outros produtos. E isso é uma porcaria porque você que precisaria ficar apenas um dia em casa para receber, tem que ficar aguardando até o pedido todo chegar, pingado e torcendo para não termos , no máximo, apenas dois itens no pedido. Caso contrário, senta e espera porque você, cliente, não deve ter mais nada para fazer do que ficar esperando a entrega do seu pedido.

Depois de muitos e-mails reclamando e sendo tratada como um completa imbecil (eles vão se fazendo de desentendidos para ver até onde vai nossa paciência ou pra ver se a gente desiste da reclamação), consegui cancelar meu pedido. Porque tem que ser assim: se não começarmos a cancelar nossos pedidos e eles perderem vendas, nada mudará, já que o bolso deles precisa “doer”.

Mas o pior ainda está por vir: depois que cansei de esperar e cancelei o pedido, fui informada de que o cancelamento somente seria feito depois que eu me negasse a receber o pedido cancelado (hããããã?). Ou seja, eu ia ter que receber e devolver. Existe coisa mais doida? Eu não quero, aviso com antecedência e eles precisam mandar assim mesmo, mesmo sabendo que eu vou devolver.

E assim foi feito: devolvi o que recebi e não recebi o que devolvi.

Primeira e última compra com o Submarino.
Infelizmente, me parece que é do mesmo grupo do Shoptime e da Americanas, sinal de que estamos um pouco reféns e sendo assim, não há porque as empresas se esforçarem para atender bem, afinal, elas mesmas são opções delas mesmas.
Infelizmente, nem sempre é possível cancelar porque o cancelamento demanda nova pesquisa, nova compra, mais tempo perdido, o mesmo retrabalho e o recomeço de um prazo para entrega que nem sempre dispomos. E acabamos aceitando.

Por isso o monopólio é tão nocivo para o consumo. Que nossa senhora protetora dos consumidores desrespeitados nos proteja… e que a gente aprenda a se dar ao respeito.
________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

Bocódobra – Parte 2(final)

Mas vem cá? Depois de tudo isso, depois de me ignorarem, era isso?

Depois de todo esse trabalho e canseira de vir ao Procon, eles querem marcar de consertar uma coisa que eu praticamente implorei e eles não me atenderam?
Não mesmo.
Depois que eu tive todo este aborrecimento, sendo ignorada, desrespeitada, a segurança de uma criança negligenciada, o trabalhão todo de entrar no Procon, eu queria a devolução do meu dinheiro e que tirassem aquele berço da minha casa.

Eu que já sou macaca velha, já tinha passado na loja e pego o preço do berço num papel timbrado.

E não é que eles quiseram me ludibriar me ressarcindo um valor menor? Pois é…
Foi o comprovante que me deu garantias e eles ficaram lá, com a cara de tacho.
Depois de acertarmos o preço do berço falei: agora vamos ver as despesas que tive para vir aqui: gasolina, estacionamento, dois dias, ida e volta…

Ah…isso a gente não paga. – disse uma das advogadas.

Ah…mas vão ter que pagar, porque se tivessem me atendido eu não precisava vir aqui, e ainda estou sendo boazinha porque tem danos morais e outras cositas más que eu nem mencionei.

Mas isso eles não pagam…então recolhi meus papéis e falei que ia entrar no Juizado Especial com todos os outros direitos que não cabem ao Procon julgar e ainda ia ter prioridade no atendimento, portanto rapidinho eu ia ter o dinheiro deles para comprar um quarto inteirinho e novinho em outra loja.

Conclusão, devolveram o dinheiro e pagaram meus gastos.
Não adianta, eles tentam enrolar a gente até o fim. O consumidor tem que ser firme.

Eu poderia ter ganho mais com uma ação judicial, poderia.
Não sei se a Justiça seria tão rápida.
E eu estava com uma barriga enorme, final de gravidez, cheia de coisa prá fazer e resolver e vai que eu entro em trabalho de parto…

De qualquer forma, eu não entro mais tão cedo na Abocodobra.

Eu comprei (ou tive que comprar) um kit para cama de solteiro lá porque era o único lugar que tinham as combinações de cores que eu queria.

Olhem as fotos e vejam por si mesmos a qualidade do negócio..

Ainda não sei se costuro …
ou se reclamo….
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Ana Cláudia Bessa
Leia a primeira parte:

Bocodóbra – parte 1

Contando mais das minhas aventuras como consumidora, vou contar para vocês a mágica de ser mal-atendido.

Eu comprei um berço numa conhecida loja de móveis infantis aqui do Rio. Contudo, depois de alguns meses, uma parte da sustentação da grade móvel, quebrou. Tentei durante meses que a assistência fosse até minha casa avaliar o problema e consertar visto que depois de algum tempo eu até evitei deixar o bebê no berço com receio de que ele se apoiasse na grade e a mesma cedesse.

Marcavam e não apareciam, desmarcavam, remarcavam e vinham em horário diferente do combinado (e não me encontravam em casa) e ainda arrumaram todo tipo de desculpa para colocar a culpa em mim.

Cansada deste desgaste, grávida, com uma criança de 1 ano em casa, tendo mil coisas para resolver e um barrigão enorme para carregar (delícia!) dei um prazo de 15 dias para eles consertarem ou trocarem o berço, caso contrário, entraria no PROCON.

A Bocobóbra nem respondeu, me ignorou completamente.

Contudo, graças à Deus, grávida tem prioridade no atendimento e não pensei duas vezes. Procurei o Procon mais perto da minha casa e entrei com a queixa solicitando a devolução do dinheiro.

No dia da audiência, claro, eles vieram com a ladainha que não precisava de nada disso, que eles nunca se negaram a consertar (eu era louca…) e que eles consertariam o mesmo na data e hora que eu determinasse.

Mas vem cá? Depois de tudo isso, depois de me ignorarem, era isso?

continua
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Ana Cláudia Bessa
Leia mais:

Não gostou? Desliga! Simples assim? – Parte 2

Relembrando as premissas com as quais encerramos a primeira parte:

- A televisão de penetração maciça, no Brasil, é a TV aberta, comercial e com predominância das chamadas redes – quatro ou cinco grandes conglomerados de emissoras que “distribuem” uma programação, em grande parte comum, por todo o país.

- Sendo comercial a TV norteia sua programação em função da maior captação possível de telespectadores (audiência)

- As programações das TVs, quase que totalmente, são produzidas nos grandes centros – principais cidades do país – por pessoas (técnicos, artistas e profissionais em geral) pertencentes a grupos sociais típicos desses grandes centros.

Sendo verdadeiras (e até que me provem o contrário o são) essas premissas, uma enorme quantidade de questionamentos são pertinentes, como: O mesmo programa que é visto por uma família de classe média de uma grande cidade, cujos componentes possuem alto grau de escolaridade, cultura e informação, é visto pelos moradores das favelas dessa mesma cidade, pelos habitantes de uma pequena vila rural a centenas ou milhares de quilômetros dos grandes centros e ainda pela população miserável de um município perdido nos grotões (muitas vezes através de um único aparelho situado na praça do vilarejo). Cabem as perguntas? Os idealizadores, produtores, diretores, etc. desses programas estão cientes e levam em conta essa realidade? Cada um desses telespectadores “recebe” da mesma forma, ou, pelo menos, da forma concebida pelos realizadores, o que está assistindo?

Ainda com base nas premissas: A aferição da audiência pressupõe a pesquisa. Para isso, empresas especializadas desenvolvem técnicas e metodologias. Se a audiência é o que determina o “valor” do espaço publicitário, ou seja, quanto maior a audiência maior o potencial de venda do produto anunciado, é lícito deduzir que as tais pesquisas são realizadas entre “consumidores” em potencial. Ora, qual o verdadeiro tamanho da massa populacional não-consumidora? lembrando que aí não se incluem apenas aqueles que não possuem poder aquisitivo, mas também os que não se enquadram no “perfil de consumidor” dos produtos que a TV veicula. Eles também assistem TV!

Quanto à geração dos programas, talvez esteja aí a mais rica fonte de teses envolvendo a influência da televisão. Com destaque especial para os programas chamados genericamente de “shows” e para as novelas, por serem os que alcançam maior audiência nas grades de programação, cabe a indagação: Até que ponto uma produção televisiva retrata e, consequentemente, transmite e dissemina realidades, códigos, valores, linguagem etc inerentes aos grupos sociais de seus realizadores ou autores?

Aqui cabe uma pequena viagem no tempo. Voltemos, não muito longe, à época pré-televisiva ou mesmo à dos primórdios da TV. Como evoluía culturalmente um grupo social? Como se tomava conhecimento de “novidades”, em todos os setores da atividade humana? Como se assimilavam novos valores, comportamentos etc? É claro que a velocidade dessa evolução era proporcional ao acesso do grupo a informações, isso equivale a dizer que, nos grandes centros se dava de forma mais significativa do que nas pequenas ou mais afastadas comunidades. “Tudo no seu devido tempo”, diziam, sabiamente, nossos avós. As novidades chegavam via meios de comunicação (rádio, imprensa escrita, telefone), cinema etc. As próprias pessoas promoviam “trocas” através, por exemplo, de relatos e impressões de viagens. Enfim: sem saudosismo, podemos dizer que havia tempo para se absorver e assimilar as novidades.

A televisão mudou radicalmente essa realidade. É ela a principal responsável pela quebra das barreiras geográficas no caminho da informação. É ela (e não, ainda, a internet!) que, ignorando distâncias, leva os fatos, em tempo real, a qualquer lugar. O quanto isso é ruim? O quanto isso é bom?

Na realidade, mais do que veicular informações em tempo muito curto, a TV adquiriu um papel ainda mais preocupante: ela tornou-se de certa forma “avalista da realidade”, isto é, os fatos tornam-se reais se e porque “deu na TV” (aqui está outro diferencial importante da TV em relação à internet). Consequentemente, as coisas que não aparecem na TV são desimportantes ou simplesmente não existem!?

Muito se tem que pesquisar, observar e debater ainda para se chegar às respostas de, pelo menos, parte dessas perguntas. Não tenho dúvidas, entretanto, de que estão enganados os defensores da tese de que a TV é “meramente” um instrumento de entretenimento, fabuloso pelo seu alcance e penetração, e essencialmente “democrático” pela existência de um seletor de canais e um botão de desligar!

Antes fosse! Antes fosse!!

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Texto de Ivo Fontan

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