Como pais e filhos brincam?

Brincar com os filhos é um eterno desafio.

Nem sempre temos tempo, nem sempre sabemos como fazer. Como tudo no que se refere aos filhos, somos eternos aprendizes. Tudo é sempre novo porque mesmo depois do primeiro filho, todos os filhos são diferentes entre si.

Pensando nisso,  como estamos em comemoração da Semana Mundial do Brincar promovida pela Aliança pela Infância, o blog Um blog de Mãe convida todos a participarem do debate, contando como é brincar com seus filhos ou como eles gostam de brincar.

 

 Aqui em casa, brincadeira, se deixar, é o tempo todo com duas crianças serelepes correndo, pulando e falando, literalmente, sem parar. Mas nem sempre a gente pode, não é mesmo?

 Desta forma, eu procuro me dividir de forma a ter um tempinho para mim ou para as coisas que preciso fazer e ter um tempo para eles.

 

Uma regra que funciona sempre: hora de brinca com eles, é hora de brincar com eles. Não penso em mais nada, não faço mais nada. Tem horas que eles querem jogar bola, tem horas que querem que eu leia um (ou vários) livro de história ou então, querem apenas que eu sente com eles para ver um desenho ou filme na TV. Mas esse momento com eles, não penso em outra coisa, a não ser que seja algo urgente ou que não possa ser adiado, como o caminhão do gás…rs…

 

Fundamental, é estar bem para podermos brincar com eles. De nada adianta estarmos pensando nos problemas, nas contas para pagar, nas horas que estão voando. Nada disso vai mudar se ficarmos pesando nelas na hora de brincar com nossos filhos. Só diminuirá a qualidade da nossa atenção à eles e diminuirá sensivelmente nossa paciência.

 

Tem horas, em vários momentos, durante o dia que simplesmente paro o que estiver fazendo e dou alguns minutos de atenção à eles, conversamos, brincamos, rimos. Se estou no computador, deixo que sentem no meu colo e tento falar um pouco do que estou fazendo. Mostro fotos, filmes com eles. Essas paradinhas no meio da rotina sao ótimas porque acalmam os ânimos nossos e deles, quebram a rotina e eles se sentem parte do dia-a-dia da mamãe.

 

Na cozinha, quando é possível, peço ajuda com os ingredientes, mostro a comida conzinhando na panela ou o bolo batendo na batedeira e eles comem com mais satisfação porque sentem que ajudaram a fazer a comida.

 

Agora, não temos ido, mas sempre aos domingos de manhã, quado faz sol, vamos a um parquinho numa praça aqui perto andar de bicicleta. Lá nossa atenção é toda para eles: não tem mercado, não tem shopping. Somos nós, eles, outras crianças e seus pais num lugar amplo que dá para levar triciclo e bola para jogar.

 

Quando estou sem tempo ou paciência, tento explicar para eles que preciso de um tempo para resolver algumas coisas e procuro dar opções de brincadeiras para eles fazerem um com o outro. O importante é sempre lembrarmos que essa fase passa muito rápido e vamos sentir muita saudades do que não vivemos. Por isso, sempre que posso, eu brinco.

É claro, que ninguém consegue ser um pai ou mãe perfeito e estar sempre disponível e isso também tem seu lao do educativo, afinal, nem sempre temos o que queremos na vida e também é assim com as crianças. O importante é usar o bom senso, uma dedicação um pouquinho acima da média e dar o nosso melhor. Nossos filhos sentirão o carinho contido no nosso esforço.

 

[imagem:getty images - roylaty free]

Brinquedos de “sucata”

Eu adoro inventar alguns brinquedos com coisas que normalmente vão para o lixo. Brinquedos de sucata são ótimos porque são baratos – aliás, são de graça-, não vão para o lixo tão imediatamente e ainda ajudam a estimular a criatividade e a imaginação. Imagino eu, que ao fazermos brinqeudos a partir de materiais inusitados, junto com nossos filhos, estamos mostrando a eles que nossa imaginação não tem limite e que podemos agir, botar mãos a obra e criar. E agora que o Natal está chegando, e os panetones também, eu não poderia deixar de mostrar a nova sensação entre os brinquedos dos meninos: Uma “fantasia” de robô.

A idéia não foi exatamente minha -foi deles, afinal, ao ver aquela caixinha quadrada, a primeira coisa que fizeram, foi colocar na cabeça. Como a caixa vinha abaixo dos olhos, tive a idéia de fazer dois furos na caixa para que eles pudessem enxergar e não demorou para o mais velho chamar o pai para ver a sua fantasia de robô.

E taí, uma idéia a ser aperfeiçoada pois podemos customizar junto com eles as caixinhas, pintar de prata, fazer desenhos, colagens, enfim…
Eu ainda não animei a fazer isso porque eles estão tão empolgados que prefiro deixar ssa carta na manga para a próxima caixinha. E virão muitas porque somos vidrados em panetone. Compro até fora de época, enquanto estão nas pratelerias dos mercados. Coisas de quem trabalhou durante muitos anos com panificação e comia panetone antes de todo mundo…rs…

E as idéias são muitas: Já fizemos carrinhos com caixas de mudança e papelão de produtos que compramos. Fizemos até um avião…rs…. ônibus…

Das garrafas de suco, fazemos boliche, e as crianças amam! Outra coisa que fazemos e ainda não tirei foto é usar as garrafas como raquetes de tênis! Gente, é diversão garantida para as crianças e para os pais. Mas com garrafas ainda dá para fazer muito mais: ainda dá prá fazer bilboquê e aquele vai-e-vem e eu sempre que fizer alguma vou postar aqui e você também, se já fez ou se vier a fazer, mande as fotos com suas invenções para a gente ver!

Fórum Criança e Consumo – dia 1 – continuação

Honrar a Infância

Achei no laptop mais conteúdo relacionado ao primeiro dia do  3º Fórum Internacional Criança e Consumo promovido pelo Instituto Alana , que aconteceu de 16 a 18 de março em SP onde estivemos, através de uma PAM –  parceria de apoio mútuo (modalidade que acabo de inventar…rs) com o blog Desabafo de Mãe (http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/ ) e da ANEP Brasil – Associação Nacional para Educação Pré Natal (http://anepbrasil.wordpress.com/ ).
Como o conteúdo é muito interessante, vou publicar uma pequena continuação do primeiro dia.

Crianças e o mundo

As histórias contam que a infância é igual em qualquer lugar do mundo. As necessidades são as mesmas: tem desejos, é preciso separar os desejos que vem de dentro dela e os que botamos dentro delas. Honrar a criança, preservar o direito fundamental das crianças. É direito da criança poder opinar e se expressar.

Brincar vem do latim, vínculo. Brincar é se vincular com o mundo.

Quando existe democracia existe conflito de interesses mas na área de consumo e propaganda prima pela violência como os conceitos são colocados. Usar o brincar como fórmula de propaganda  é perverso por ser este o meio como a criança se comunica com o mundo.

Preservar e respeitar o pleno desenvolvimento da criança é fundamental e o Estado, a familia, a comunidade e a sociedade são responsáveis pela criança.

Pais e a propaganda

Pesquisa revelou que 73% dos pais entrevistados não querem propagandas voltadas para seus filhos.

O grande problema da propaganda infantil é que  querem vender ao invés de formar. O consumo de produtos alimentícios sem qualidade, por exemplo, está levanto ao aumento da obesidade infantil. E a ausência necessária dos pais no mundo atual trava uma luta desigual com as propagandas infantis.

Empresas e publicidade infantil

Em breve as boas empresas não anunciarão mais para as crianças. Será uma questão ética para elas. Antes, as empresas devastavam, hoje constroem florestas. O mundo corporativo está em mudança no sentido de ver o planeta como um todo e se pensarmos mais das crianças, o mundo sai ganhando pois é preciso apreciar a contribuição da criança para a evolução do mundo.

Pais e as Empresas

Aos pais, cabe tornarem-se consumidores conscientes, serem exemplo.

Deixar de comprar produtos que fazem propagadas para crianças é fundamental.

E falar isso para as crianças, pode ser um bom caminho para aquelas comecem a entender o que significa a publicidade nociva e dar à elas ferramentas para serem seus próprios críticos.

Qualquer ação para regulamentar o abuso da publicidade é mascarada como cerceamento da liberdade de expressão.

Quando na verdade, não é a propaganda que será cerceada e sim, estaremos garantindo o direito à criança à sua integridade.

Integridade = liberdade, respeito, dignidade

Palestrantes:
Ilan Brenman [Abertura] Mestre e Doutor pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), bacharel em psicologia pela Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP), autor de mais 25 livros (muitos premiados). Atualmente, é considerado um dos mais importantes e renomados contadores de história do país.
Corinna Hawkes [Palestrante] É atualmente professora convidada do Departamento de Nutrição da Escola de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e pesquisadora visitante do Centro de Políticas de Alimentação da City University, em Londres. Foi presidente do Grupo de Especialistas em Marketing de Alimentos para Crianças, da OMS.

Guilherme Canela [Palestrante] Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e mestre em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP). Coordena a área de Comunicação e Informação do Escritório da Unesco no Brasil.

Cenise Monte Vicente[Palestrante] Mestre em Psicologia Social, foi coordenadora executiva da Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos, Secretária Municipal de Promoção Social de Campinas e co-autora de vários livros. É consultora em direitos da criança e em responsabilidade social.

Inês Vitorino Sampaio [Mediadora] Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Mestre em Sociologia pela UFC e doutora em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É professora do Mestrado em Comunicação da UFC e autora do livro “Televisão, publicidade e infância”.