Desabafo

Tenho estado cansada de ver jornais, seja na internet, na TV ou impresso e dar de cara com tanta violência, coisa de gente velha sensível dizem uns, mas, não sei bem se é isso.Tem gente que me chama de “desocupada” por estar preocupando com fatos ocorridos tão longe de mim afinal, estou numa cidadezinha no interior de Minas mas, sinceramente, acho que a distância é meramente geográfica.

A verdade é que doeu bem fundo essa do garotinho João Roberto como também doeu a da Isabela Nardoni, o do João Hélio e da bebezinha jogada pela mãe do 6º andar mas, acho que esta me pegou numa fase em que estou, digamos, reflexiva e filosófica (deve ser a Pedagogia).
Ao colocar meus filhotes hoje no carro, para vir trabalhar, imaginei que poderia ser os meus filhos, poderia ser o Guelzinho (ele tem 3 aninhos) e imaginei o desespero daquela mãe, meu Deus, quanta dor… E lembrei do desabafo do pai dele: Que polícia é essa e vou mais longe:
QUE POLÍCIA É ESSA, QUE ESTADO É ESSE E QUE PAÍS É ESSE!!
Analisando os “culpados, primeiramente a Polícia: por menos preparados que os soldados estivessem, prudência não é coisa que se aprende em qualquer escola, mesmo que fosse o carro dos bandidos, eles nunca poderiam ter agido de tal forma, primeiro porque a lei está aí para dar a condenação a quem infringi-la, através do Judiciário, segundo porque não se metralha um carro em uma via pública, as balar podem atingir muito mais do que os bandidos, e os cidadãos que poderiam passar no exato momento do tiroteio??
Culpado n.º 2: o Estado, uai, mas porque o Estado? O Estado é tão culpado quanto os policiais que atiraram, a partir do momento que preparam tão mal, pagam tão mal pessoas que têm profissões tão, digamos, complicada como o dos policiais, ainda mais no Rio, que está bem longe de ser uma cidade maravilhosa, os cariocas que me desculpem mas, aquilo é uma Guerra Civil constante!! E o Estado também é culpado porque recebe em seu corpo policial pessoas tão despreparadas psicológica e emocionalmente, a triagem deveria ser muito criteriosa e estes policiais deveriam ter acompanhamento psicológico constante, sendo afastado das ruas ao menor problema verificado, o que tem de gente doida, desequilibrada com arma na mão e com farda é brincadeira!
Culpado n.º 3: Nosso País, o Governo Federal que tem leis que acobertam o Estado (apesar que dei nota 10 para a Lei Seca, faltam só alguns milhares de bafômetros, Lula, não pise na bola agora) e é tão negligente quanto e tem um exército enorme paradinho nos quartéis que poderiam dar uma força (desde que tivessem acompanhamento – o mesmo que deveria ser feito com os policiais) afinal, o caso dos três garotos entreguem para serem assassinados está bem recente na memória de qualquer um…
Culpado n.º 4: Nós… Nós? Sim, pela nossa negligência com o nosso país, com o outro, com o voto… Eu, particularmente, sinto que preciso fazer algo, antes que tudo piore de vez, é um verdadeiro absurdo sermos vítimas da violência: bandidos soltos nas ruas, violência em todo lugar e enquanto isso, os cidadãos de bem fazem verdadeiras muralhas em casa, com alarmes, cercas e com toda a parafernalha tecnológica para ficar cada fez mais preso em casa…E, fico pensando, o que eu, mãe de três filhos, trabalhando fora por pura necessidade (afinal meu marido sozinho não ganha para manter o que achamos como um padrão aceitável), fazendo faculdade e sem tempo nem para cuidar de mim mesma poderia fazer?
Acho que pelo menos:
- criar vergonha na cara, transferir o meu título para minha cidade e começar a votar certo (apesar que, cá entre nós, como profissional na área de informática e tendo em vista tanta corrupção no nosso país, tenho uma ligeira desconfiança sobre a urna eletrônica, será que é computado corretamente? Será que não tem nenhuma expressão: se votar em X, compute em Y? Por que grandes potências não aderiram ainda à Urna Eletrônica? Será que isso é realmente motivo de orgulho para o nosso país?) Teorias de conspiração à parte, um bom governante é garantia, no mínimo de um Estado mais organizado);
- sei que com o meu parco salário, não tenho como extinguir a fome no meu município, o que dirá no meu país mas, será que não poderia ajudar uma família, vou começar a pensar nisso, muitas vezes, um pacote de arroz, feijão, óleo, macarrão faz a diferença pra muita gente, não posso esquecer: eu posso ser o milagre, eu posso fazer algo, você já pensou nisso??
- e as crianças desse país, abandonadas, prostituídas, usando drogas, este é o nosso futuro… nossa, o que eu poderia fazer, tenho vontade de adotar duas crianças mas, não agora, não adianta melhorar uma coisa e piorar outra, tem os meninos, tenho que começar a dar uma base boa, para serem pessoas de bem, de caráter, com uma boa educação, esse é um projeto para daqui uns 5-10 anos, pelo menos, a Dani está encaminhada, está no CEFET e, se Deus quiser, tem um bom futuro mas, não posso negligenciar os filhos que botei no mundo para ajudar outros, “desvestir um santo pra vestir outro”… acima de tudo a minha primeira missão é ser mãe.. ouvi falar que tem orfanatos aqui com projetos de pais de fim de semana, pode ser uma boa, vou investir nisso e poderia também ajudar a uma família, não é muito, mas, é melhor que nada, na sua cidade tem algo a ser feito??
- poderia também ajudar alguma escola pública em algum projeto tipo “Amigos da Escola”: A Educação é base de tudo; ou, poderia ajudar algum Hospital visitando enfermos, por exemplo, muitas vezes as pessoas esperam da gente um simples gesto de carinho… é uma idéia boa, o que acham??
- Fora a utilização de pequenas outras coisas tais como: Gentileza, Paciência, Tolerância, Solidariedade, Boa Vontade, Disponibilidade…no dia a dia, sempre… Acho que pode ser um pequeno passo dado por uma pequena pessoa mas, é um passo!
Melhor que inércia… Do que ficar sentada na minha cadeira reclamando mas sem fazer nada… Acho que é fundamental todos começarem a fazer pequenos milagres, e você:
o que sente?
O que faria?
O que vocês acham de repassar este post e fazer uma discussão do assunto?
Uma corrente do bem?
Espero resposta.
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Jaqueline A. Silva
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Aplausos !!!

Colômbia resgata Betancourt e desfere duro golpe nas Farc
Por Hugh Bronstein
BOGOTÁ, Colômbia (Reuters) – Soldados colombianos enganaram rebeldes fazendo-os libertar a franco-colombiana Ingrid Betancourt e três norte-americanos em um arriscada mas não-violenta operação realizada em uma área de mata e responsável por desferir um pesado golpe contra o mais antigo grupo insurgente da América Latina.

Segundo a Colômbia, a missão envolveu a infiltração de agentes na liderança das Farc e a ação de soldados que fingiram ser membros de um grupo de ajuda humanitária encarregado de transportar os rebeldes até o acampamento de um comandante do grupo.
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Essa é uma notícia maravilhosa!
Operação arriscada mas não-violenta!
Pesado golpe nas FARC!
Operação de Inteligência!

E a libertação de Ingrid Betancourt! Mantida refém há mais de 6 anos, ex-senadora, a ex-candidata à Presidência da Colômbia, hoje com 46 anos, estava doente, debilitada e acorrentada por causa das diversas tentativas de fuga. Numa delas, passou 5 dias perdida na selva antes de ser recapturada. A pena aos fugitivos era a retirada de sua botas e tormentos à noite com cobras e tarântulas. Um companheiro-refém, escapou depois de caminhar por 17 dias na selva e falou de sua admiração pela força e lucidez de Ingrid diante de tamanho sofrimento.


A vida na selva é claustrofóbica, onde mal há penetração de raios de sol. Cosntantemente, os reféns eram transferidos de lugar para dificultar as tentativas de resgate. No trajeto, dormiam em buracos como animais. E Ingrid, tendo passado grande parte de sua vida na França, formou-se em Ciências Políticas, de onde regressou para a Colômbia após divorciar-se, no cativeiro, implorava por livros.

Uma vida interrompida.
Sua vida política foi baseada na luta contra a corrupção movida pelo dinheiro do narco-tráfico.
Deixou para trás, dois filhos (13 e 16 anos). Hoje com 19 e 22.
Seu pai faleceu, exatamente, 1 mês depois do sequestro e ela ficou sabendo através de um jornal velho, abandonado na selva.

Seus filhos viajaram países e fizeram apelos “para que os sequestros em andamento não caiam na selva do esquecimento”.

Por tanta violência e barbárie, este resgate tem que ser muito, mas muito, comemorado.
E que cada dia mais golpes duros nesses bandidos sejam dados e que o Brasil também consiga não permitir que nossa crítica situação atual se transforme no mesmo quadro colombiano.
Porque é para lá que estamos indo…

fotos dos reféns tirada em 2007

Imagens do reencontro de Ingrid com sua família: http://g1.globo.com/Noticias/0,,GF60011-5602,00.html

________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

Justiça, ainda que tardia…..

sai a nova condenação !

Saiu finalmente a nova condenação dos cinco homens que participaram do assalto a estação do metrô São Francisco Xavier, na Tijuca, que culminou num tiroteio e na morte de Gabriela Prado Maia Ribeiro. As penas variam de 19 a 36 anos de reclusão. Os cinco foram condenados pelo assalto ao metrô. A morte de Gabriela não foi julgada neste processo. Segundo o STF o crime de Gabriela não poderá ser processado e julgado nesta ação por questões jurídicas. O regime inicial para cumprimento de todas as penas é o fechado e os réus não poderão apelar em liberdade, com exceção de Luiz Carlos Ferreira da Silva. Além da condenação de reclusão, todos também foram condenados ao pagamento de multas.

Para Cleyde Prado Maia, mãe de Gabriela, foi feita a justiça. Segundo Cleyde, “fica a lição que a gente não deve desistir nunca. Esperamos que outras famílias possam ter esse acalento, de fazer justiça no seu caso. Já estava esperando há muito tempo essa nova condenação, que era pra ter sido dada desde setembro do ano passado, não fosse o descaso do judiciário. Finalmente a sucessão de erros do judiciário chegou ao fim ! Dedico essa vitória a minha filha que sempre me deu força e a todas as pessoas, conhecidas e desconhecidas que estão nessa luta.”
Já Carlos Santiago, pai de Gabriela, salienta que “nesses 5 anos vínhamos brigando para que os erros do judiciário não deixassem impunes os responsáveis pela morte de nossa filha. É uma sensação de alívio mas eu sei que o caso da Gabriela, infelizmente é exceção e não regra. Na prática o que vemos é a prevalência da impunidade. Com essa condenação a gente acaba vendo uma luz no fim do túnel. Mas a luta é incansável, tem que correr atrás !”
Os pais de Gabriela e o Movimento Gabriela Sou da Paz agradecem a todos que estão conosco nessa incansável luta contra a impunidade.
Veja reportagem do RJTV e leia mais no Globo On Line, no Portal G1, e no Dia On Line.
Abraços,
Cleyde Prado Maia e Carlos Santiago – pais Gabriela
visite: http://www.gabrielasoudapaz.org/ e http://www.gabrielasoudapaz.zip.net/

Notícia !!

O Movimento Gabriela Sou da Paz foi informado através do Deputado Antonio Carlos Biscaia, que no dia 07/05/2008, foi APROVADO na íntegra o parecer do relator Dep. José Genoino do “nosso” Projeto de Lei, 7053/2006 na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.

O projeto agora segue para Comissão de Constituição Justiça e Cidadania para aprovação do Mérito da Constitucionalidade, Juridicidade e Técnica Legislativa.
Mais uma vez, agradecemos as 1 Milhão e 300 mil pessoas que assinaram o Projeto de Iniciativa Popular “Diga não à Impunidade” entregue em Março de
2006 ao Congresso Nacional, por nosso Movimento.
Precisamos comemorar esta vitória, mas a batalha ainda não acabou.
Atenciosamente,

Carlos Santiago e Cleyde Prado Maia – Pais de Gabriela

Visite: http://www.gabrielasoudapaz.org/ e www.gabrielasoudapaz.zip.net

Reagir ou não Reagir?

Perdi a conta das vezes em que ouvi, das mais variadas hierarquias da Segurança Pública, a recomendação de JAMAIS REAGIR a situações de agressão como roubos, assaltos, sequestros…

Além de autoridades, frequentemente as vítimas (que tem a graça de poder falar após o evento) fazem a mesma recomendação.Eu me pergunto: O que diriam aqueles que não sairam vivos (e que não são poucos)? será que eles, sabendo que “morreriam no final” não teriam tentado alguma reação que poderia ter acarretado um desfecho diferente? Quantos perderam (e perdem) a vida por seguir direitinho as recomendações dos “especialistas”?

Médiuns de plantão, por favor, psicografem mensagens desses que se foram para que eles digam se fariam de novo! Fico me perguntando o que acham os bandidos disso? Imaginem o que eles acham? Acho que esse tipo de recomendação, de forma generalizada, é uma canalhice, dado o estado de descontrole social e violência gratuita em que vivemos. Será que a recomendação mais honesta ( e eficaz ) não seria a de “avaliar” a situação e, consequentemente, a viabilidade e as chances de sucesso de uma reação?

Por exemplo:

“Procure manter-se o mais calmo possível; observe, avalie, tente certificar-se de que o agressor está mesmo com “cobertura” ou está sozinho e blefando;

Tente analisar se há mesmo uma arma, se ela é real Considere que, em grande parte dos eventos o agressor está tão ou mais nervoso do que você.

Considere que, por mais violento que ele seja ou queira aparentar que é, ele, provavelmente não é inteligente. Se fosse, certamente não estaria nessa vida que, quase seguramente será encerrada (também violentamente) muito antes dos trinta anos!

“Porque eles (as autoridades) não nos dizem que quanto mais no início do processo reagirmos maiores serão as chances de nos sairmos bem. Quanto mais o tempo passa mais os agressores se assenhoram da situação. Por exemplo, numa abordagem em local público, ao primeiro movimento no sentido de dominá-lo(a), GRITE. Tenha uma reação HISTÉRICA. Isso desconcertará o desgraçado. Não é certo que alguém vá acudi-lo(a), mas é possível. Pode haver algum policial ou alguém mais destemido ou treinado por perto. Vai saber? O bandido também não sabe!

Ouvi isso de um policial novaiorquino que atuou nas áreas mais violentas antes da aplicação da “tolerância zero”.
Ele explicava que o momento inicial da agressão, a abordagem, é o momento crucial para o bandido. Ele sabe que tem que “paralisar” a vítima, e o faz utilizando a vantagem do terror que sabe estar causando. Ele sabe também que a partir deste domínio você estará totalmente sob seu controle. Então esta é a melhor hora de “escapar”. Porque eles não nos dizem isso?

É claro que há situações em que o domínio é inevitável e a reação, suicídio. O fato é que nem todas as situações tem essa característica, e você não é alertado para isso, mas sim, orientado, como gado, para NÃO REAGIR em nenhuma circunstância. É claro também que se você não tiver auto controle suficiente para uma mínima avaliação, não deve fazer loteria com a sua vida.

Mas o diabo é a generalização! NÃO REAGIR em nenhuma circunstância é o cacete.

Muitos que reagiram morreram!? Sim, mas destes quantos de fato reagiram? (ou causaram esta impressão por um movimento involuntário diante de um desgraçado tão apavorado quanto ele?) Quantos não iriam mesmo ser “apagados” de qualquer forma, de maneira ainda mais cruel?

Estatísticas? onde estão? Quantos dos que não reagiram e morreram teriam sobrevivido? (essa estatística só com os médiuns). Se começarmos a reagir “eles” vão se tornar mais violentos ainda!!! Mais? Será? Ou vão se acovardar? Afinal é isso que eles são COVARDES. De fato há situações e situações. Não sei como eu mesmo agiria, mas o que não consigo engolir é a generalização: NÃO REAGIR em nenhuma circunstância! Não consigo aceitar isso! Não consigo entender (ou não quero acreditar) o que eles pretendem com isso!

Mas não posso deixar de pensar que eles já tentaram até nos desarmar!!!
__________________________________________________________________________________ Ivo Fontan

Mais Isabella…

Sábado saiu no jornal que o pai de Isabella e sua esposa não iriam comparecer à reconstituição do crime por orientação tática da defesa. E, agora muita gente deve ter a certeza de que o casal tem alguma coisa a esconder.

Eu ainda prefiro e quero acreditar que ainda existe um assassino solto por aí, que há uma terceira pessoa e que a raça humana ainda não está completamente perdida. Porque, se um pai, instruído e classe média(ou seja, não é ignorante nem está passando necessidades graves) e sem nenhuma droga ou comprometimento mental, sem razão aparente, mesmo pensando que a filha está morta a joga pela janela do sexto andar de um edifício, a humanidade está perdida. Se uma “madrasta” (essa palavra é pejorativa demais, prefiro como se fala em inglês: stepmother), que tem dois filhos, sendo um de colo, é capaz de matar a enteada (independente do motivo) de apenas 6 anos, esganada, nosso mundo está perdido. Se um avô e uma tia são capazes de entrar no apartamento do filho/irmão para encobrir provas que o incriminam de ter matado a própria neta/sobrinha, isso é uma família ganster e nossa humanidade está perdida.
E vou ser sincera, se sou culpada e tenho o direito de comparecer, não compareceria.
Mas…se fosse inocente…talvez eu também não comparecesse!
Se sou inocente, tenho dois filhos para criar e percebo uma ânsia e até uma sede em se achar um culpado e se este culpado for o pai e a “madastra”, a coisa fica mais maquiavélica e interessante, eu confesso: iria pensar duas vezes antes de comparecer a uma reconstituição de um crime que não cometi. Mesmo sob argumentos de que “quem não deve não teme”.
Já está mais do que provado (prá mim) que a polícia meteu os pés pelas mãos em vários aspectos. Eu mesma já tive a casa assaltada e simplesmente a atitude policial foi um fiasco. Então, meus amigos, eu não ponho minha vida nas mãos da Polícia.
E não atiro pedras na direção desse casal.
Claro que tenho minhas próprias opiniões e sentimentos. Essa trágica morte virou um circo. Acho este caso muito esquisito em todos os aspectos: pela forma que a menina foi assassinada, pelo comportamento do pai e da esposa e também da mãe da menina. Não sei se são os novos tempos, mas ver uma mãe que recentemente perdeu uma filha fazendo uma comunidade no Orkut para a filha assassinada e logo depois da tragédia já aparece com camiseta com foto (que foram inlusive distribuidas pela família), sempre maquiada e bem penteada em tudo que é evento religioso tirando foto com as pessoas como se fosse celebridade, é algo que me causa uma estranheza tão profunda quanto ver o pai rindo na entrevista do Fantástico. Mas numa situação dessa, ninguém pode ficar normal, mesmo. E é muito complicado julgar.
Se eu perco um filho desta forma, estaria tão abalada que nem sei dizer.
Mas isso, sou eu, e isso não me dá o direito de achar que alguém é culpado de um crime só porque age e pensa diferente de mim. E continuo rogando aos céus que aconteça um milagre e apareça uma evidência, uma pista que seja, que leve a uma terceira pessoa e que esta seja comprovadamente o assassino e que merece apodrecer na cadeia por ter tido coragem de praticar um ato tão cruel e covarde.
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Ana Cláudia Bessa

Uma estorinha real

“Reciclando Textos”- 20/11/2006

Faz aproximadamente vinte anos. Por contingências profissionais estava me dirigindo a uma empresa (Uma grande indústria de alimentos) localizada no bairro de Acari, no Rio. No caminho, passando por uma estrada de pouco movimento, na altura dos fundos do Ceasa, um carro acidentado ladeado por uma viatura policial e outra de uma equipe de reportagem de um jornal chamou minha atenção e me fez reduzir a marcha. Ao chegar perto senti o forte cheiro nauseante de sangue (sim, sangue tem cheiro) e percebi um dos policiais se esforçando para espantar as moscas varejeiras que, em nuvem, voejavam em torno do rosto desfigurado, sem vida, ao volante do carro acidentado.

Nauseado e arrependido de ter parado e olhado, segui para a empresa. Lá chegando, em conversa com funcionários (moradores dos arredores) soube o que acontecera. A vítima era um policial (à paisana), que havia sido seguido e abordado por bandidos que, simplesmente, o executaram. A razão? Ele era policial!

Versão dos jornais no dia seguinte: Assalto seguido de assassinato por provável reação da vítima!Vinte anos depois, a empresa não mais existe, “engolida” que foi pela favelização do local. De lá para cá contam-se às centenas os policiais civis e militares, além de bombeiros e militares das forças armadas, executados sumariamente por bandidos no Rio de Janeiro POR ANO, pelo simples fato de serem agentes da lei! Policiais fora de serviço, em geral, escondem seus fardamentos e documentos funcionais.

Muitos deles foram assassinados em seus postos ou viaturas de trabalho!

Quantos tombaram nesses vinte anos?

Este tipo de crime só passou a ser “admitido” e veiculado pelos meios de comunicação há muito menos de vinte anos, quando já não era possível tampar o sol com a peneira.
__________________________________________________________________________________ Ivo Fontan

Não atiremos a primeira pedra …

Eu não pretendia escrever aqui sobre a morte da Isabella.
Isso porque tenho feito um exercício árduo para tentar não julgar as pessoas. Muitas vezes tiramos conclusões precipitadas simplesmente por impressões que nós temos sobre alguém ou alguma coisa e que necessáriamente, pode não querer dizer nada.

Outro dia mesmo meu marido se viu envolvido num episódio em que coincidentemente as coisas aconteceram em torno dele e ele não tinha nada a ver com a história. Foi um acúmulo de coincidências. Foi engraçado mas nem sempre é assim.

Vejam a morte da Isabella.
A mídia está caindo em cima, o pai e a madastra estão presos e muita gente já está convencida da culpa do casal, simplesmente porque não há prova de inocência.
Só que também não há de culpa. Temos um aglomerado de fatos que ainda não levam a nenhuma conclusão.

Eu tive “madastra”, padastro e tenho enteado. E isso não desmerece os afetos envolvidos, simplesmente porque não somos pais biológicos. Não é a mesma coisa, mas um dia meu enteado colocou mais de meio corpo pra fora da janela para falar com uma amiguinha. E ele estava na nossa casa passando as férias com o pai. Era eu e ele dentro de casa. Foi um dos maiores sustos de minha vida. Eu gosto demais dele e quero o bem dele como quero aos meus filhos, tirei-o da janela com calma, como tiraria os meus. Mas e se o pior tivesse acontecido? Mas será que alguém não ia achar suspeito não termos rede de segurança, por exemplo? E não tínhamos pelo simples fato de que tínhamos acabado de nos mudar. Nada suspeito. Como eu disse, não é a mesma coisa mas que precisamos ser cuidadosos nos julgamentos, precisamos porque é preciso muito motivo para um pai matar uma filha e jogar tudo pro alto, sabendo que sua vida iria virar de cabeça prá baixo e que ele ainda tem dois filhos para cuidar.

Lembrei do caso da Madeleine, a menina inglesa que desapareceu em Portugal. Não condeno os pais, mas eu nunca conseguiria deixar as crianças, mesmo que adormecidas, sozinha em casa, ainda mais num quarto de hotel. E nós aqui somos meio “neura” com esse negócio de deixar os filhos sozinhos. Quando chegamos em casa e eles estão dormindo, um entra em casa e arruma as camas, o outro fica no carro com eles. Depois o que entrou volta e entramos com os dois. Loucura, nossa? Sei lá.

Mas isso não é uma prova de culpa, precisamos ser humanos nessas horas ou estaremos no mesmo patamar dos monstros que cometeram esses crimes.

O que temos é uma criança, misteriosamente assassinada, uma mãe nova, um pai novo com 3 filhos e uma madastra, também nova, ainda estudante. Só essa dinâmica familiar já chama atenção. Contudo são pessoas que , com certeza, não cometeriam um crime como esse a achariam que ficaria por isso mesmo. Qual seria o motivo para tamanha covardia, brutalidade e violência a ser cometido por um pai de três filhos e uma madastra com um filho de 10 meses ainda nos braços?

É uma história estranha e cheia de interrogações, mas eu não me junto aos que apontam o dedo para este casal. Posso até estar enganada mas prefiro aguardar os acontecimentos porque um julgamento precipitado pode ser muito injusto com essas pessoas. Suas vidas nunca mais serão as mesmas e , se eles forem inocentes, nem puderam sentir sua dor.

Amigos, cuidado com a mídia.
Destruir a vida de uma pessoa e de uma família é fácil e cometer injustiças, acredito ser mais fácil do que cometer crimes.
E agora, me lembrei do caso da Escola Base em SP. Lembram disso? Uma escola acusada de abuso sexual. Os responsáveis foram julgados e condenados pela opinião pública. Sua casa, sua vida e a escola foram destruídas. No final, descobriu-se que eram inocentes e que nada passou de uma atitude inconseqüente de uma criança que falou uma mentira para sua mãe. A vida nossa continua…e a deles?

Não sei não!

Fico pensando, o que mais uma vez motivou uma pessoa, ex-aluno de sociologia que era considerado brilhandte, entrar em uma faculdade, entrar em um lugar cheio de pessoas e atirar a ermo e depois de cumprir seu papel de carrasco, dar cabo de sua própria vida. Que loucura é essa que faz um ser se achar no direito de ser o algoz destas almas que estavam simplesmente pensando no seu futuro.
Desde que saí do Rio de Janeiro e vim morar nesta pequena cidade, finalmente consegui dormir com tranquilidade. Não haveriam tiroteios em nenhuma via expressa, nem arrastão, nem facções tentando controlar outras áreas.

Poderia andar de trem e não me procupar com os arrastões, ou então de ônibus e poder levar meu celular na bolsa com traquilidade e mais tranquilidade ainda em andar de carro. Janelas abertas, bolsa no banco do carona, tranquilidade em embarcar e desembarcar com crianças em qualquer lugar ou estacionamento. Meu carro não tem alarme, dorme do lado de fora da garagem e aberto! Minha casa não tem muro, e o que eu deixar do lado de fora, no dia seguinte está lá.

Mas por outro lado uma preocupação muito grande quanto ao futuro está aparecendo em meus pensamentos. É esta loucura de que de repente assola uma cabeça humana, que faz um ser entrar em um colégio de ensino elementar, médio ou de uma faculdade e chacinar estudantes inocentes.

Será que vou ter esta paz quando meu filho começar a frequentar o ensino público aqui? Sim porque eles não escolhem lugar, vamos chamar de chacina surpresa, acontece a qualquer hora e dia. Como eu vou poder dormir sossegada sabendo que meu filho está sendo deixado vivo todos os dias em um estabelecimento de ensino e pode não voltar para casa?.

Paranóia? pode ser. Mas aqui, no blog, pensamos no futuro do presente, e meu filho é exatamento isso.

A facilidade em se comprar armas nos Estados Unidos é imensa. Qualquer um pode comprar qualquer coisa. Está errado, é só ver o programa de desarmamento no Brasil, as estatísticas mostram que os crimes por armas de fogo diminuiram consideravelmente.

É complicado, se fico no Rio de Janeiro, posso ter minha ou então a cabeça de meus familiares perfurada por um projétil “perdido” ou então entrar para a loteria das escolas americanas. É de enlouquecer. Conheço uma brasileira que tinha um filho que estuvada na faculdade de Virgínia, onde aquele último louco exterminou 31 pessoas. Quando consegui conversar com ela, umas duas semanas depois do ocorrido, ela ainda estava abalada, e olha que o filho nem estava lá no momento e ela demorou este tempo para conseguir falar com outras pessoas, pois só chorava e pensava que poderia ter sido seu filho nesta lista.

Atualmente a lista de coisas boas ainda está maior para onde moro hoje, mas como será no futuro?

Não sei não!

Foto do massacre de Columbine – Virgínia
______________________________________________________________________________ Cristiane A. Fetter

Blogagem coletiva contra a PEDOFILIA

Este texto foi postado em 21/06/07 e estamos republicando para participar da Blogagem Coletiva contra a Pedofilia a convite dos Amigos da Blogosfera.

Estava outro dia assistindo o programa “The Oprah Winfrey Show” no Canal GNT e o assunto era pedofilia.

Nos Estados Unidos existe uma Associação de pedófilos legalizada (!!!), chamada NAMBLA (North American Man/Boy Love Association) ou Associação Norte Americana do amor entre homens e meninos.

E eles têm até site!

Ãh? Mas aliciar/molestar menores não é ilegal? Não é crime?

É, mas nos Estados Unidos, assim como no Brasil, a lei tem brechas e interpretações e eles pregam que o relacionamento é consensual afirmando que as crianças têm esse desejo (de se relacionar sexualmente com adultos) e não dão vazão porque os pais que não são pedófilos as escravizam, não permitindo que elas dêem vazão aos seus instintos. Sendo assim, não usam de violência ou força para se relacionar com os menores. O que deixa de caracterizar o “crime”.

Bem…mas o ponto central que quero debater não é esse.

Uma coisa interessante e que devemos guardar na memória: a profissão preferida entre os pedófilos é professor. Já pegaram inclusive casos com diretores de escolas. Portanto, cada dia mais devemos ficar atentos e não descuidar da escolha criteriosa da escola onde nosso filhos vão estudar. Tem escola que funciona sem mesmo ser regularizada.

Não estou aqui desmerecendo a profissão nem as entidades educacionais. Mas que tem muita gente por aí que não presta, tem. Como em toda profissão. Contudo, é importante que se lembre que uma criança ainda não sabe se defender ou mesmo entender claramente quando ela está sendo molestada.

Por isso, não é qualquer escola que deve merecer a nossa confiança.

E tem muitas mais vilões quando falamos em pedofilia.

Mas o ponto principal que quero falar é que havia no programa, vários especialistas de repórteres à policiais e esposas de pedófilos. Um deles disse que o grande disseminador da pedofilia é a internet. E não vê solução para isso.

Por isso, meus amigos, é bom que nós, usuários e amantes de informática, demos limites aos nossos filhos no que se refere ao uso da internet.

Será que não estamos liberando cedo demais o uso do computador?

Será que essas crianças não deveriam brincar um pouco mais de bola, correr, andar de bicicleta do que ficar na frente de um computador?

Será benéfico este excesso de estimulação?

No próximo post falaremos mais desse interessantíssimo programa da Oprah que ganhou toda a minha atenção numa tarde durante a semana.

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Ana Cláudia Bessa
Esta blogagem coletiva foi uma iniciativa do blog LUZ DE LUMA a quem parabenizamos pela iniciativa e pelo enorme sucesso da campanha!