Meu nome é Cristiane. Sou brasileira, Carioca, 37 anos, 1 filho de 3 anos e um marido um pouquinho mais velho que isto, morando atualmente nos Estados Unidos, em Paramus no Estado de New Jersey. Podemos considerar que New Jersey está para New York como Niterói está para o Rio de Janeiro.
Adorei o convite da Ana Cláudia de participar deste blog pois a experiência de viver em uma país tão grande e cheio de paradigmas é uma oportunidade única. Viver aqui é ter a chance de estar em uma comunidade aberta a vários povos do mundo e extremamente civilizada, respeitadora de seus deveres e obrigações, consciente, politizada, com alto nível de educação, mas com muitos problemas também.
Mas chega de divagações e vamos ao certo. Neste primeiro post quero falar sobre a economia que fazemos com as embalagens tamanho grande, existentes aqui. Na área onde moro as famílias são grandes com muitos filhos, bem como as casas e carros e apesar disso tudo o americano não gosta de gastar muito tempo fazendo compras tanto pelas distâncias que são grandes quando você não está em um centro, como é o meu caso.
Mas, também devido ao tempo, pois quando temos uma tempestade de neve fica quase impossível sair de casa, as empresas percebendo então esta oportunidade criaram embalagens grandes, que além de economizar tempo, também se economiza dinheiro, pois a diferença chega a quase 50% de uma embalagem “normal”. Talvez até por isto os americanos gostem de carros grandes porque realmente é necessário ter um para trazer um pacote tamanho super de papel sanitário, e isto não pode ser encarado como a mania de grandeza dos locais. Para quem chega aqui fica meio espantado e tem uma tendência a criticar este tipo de embalagem, mas com o passar do tempo verifica como o custo de vida é alto e aprende a usar estes truques para economizar.
No Brasil em alguns poucos mercados (mais especificamente no Wal-Mart que é uma rede americana) já podemos encontrar alguns tamanhos destes, mas o mercado brasileiro ainda não o absorveu, talvez até por termos uma economia ainda instável em relação a americana. Seria bom salientar que apesar da economia financeira que se obtem, o ganho para a diminuição do impacto ambiental seja irrelevante.
Na foto que você vê (da esquerda para direita) uma embalagem de papel absorvente, uma de óleo de canola, uma de achocolatado em pó e uma de leite.
Podemos observar que em algumas áreas o povo brasileiro já está bem informado sobre o seu poder de escolha e com isto consegue fazer valer seus direitos e necessidades, mostrando assim que não somos apenas “consumidores” mas donos da decisão. Já é um avanço, mas acredito que ainda tenhamos um longo caminho a trilhar no Brasil, mas esse caminho seria infinitamente mais curto se nós, os “decididores” , fizéssemos a nossa parte ao entrar em contato com as empresas, reclamar, fazer sugestões e claro também elogiar (este retorno é uma forma das empresas saberem que estão no caminho certo ao atender as opiniões do decididor). Tão simples e tão importante é a nossa participação para agilizar este processo.
O brasileiro tem que se ver como o grande ícone de transformação pois todo e qualquer produto e serviço é para ele e, por pior que seja a empresa, ela está ávida em fazê-lo consumir seus produtos.
_________________________________________________________________________________ Cristiane A. Fetter


folhas secas espalhadas por toda a parte, 


Uma tristeza. 
Quando é que a população vai protestar contra essa destruição?



























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