22 de abril – Dia da Terra

Dia 22 de Abril é comemorado o Dia da Terra. Ano passado postamos nossas metas ambientais pessoais seguindo o convite feito pela Silvia Schiros, nossa amiga e colaboradora do blog Faça a Sua Parte. A idéia é convocar os blogueiros para que eles definam metas palpáveis de redução do impacto ambiental causado por eles que serão acompanhadas ao longo do ano.

 

 

Essas metas me ajudaram muito a cumprir minha intenções de mudar alguns (maus) hábitos ambientais meus e de minha família. E eu fui sempre postando aqui meus avanços e minha dificuldades. Mas já mudei bastante coisa: nosso lixo já é totalmente separado, usamos sacolas retornáveis no mercado, comçamos nossa horta, plantamos muitas árvores !

 

Este ano, vou manter este compromisso!

 

Minha metas são:

 

 

1. Manter e incrementar minha pequena horta doméstica.

 

2. Usar menos o carro, como para ir à padaria, por exemplo.

 

3. Fazer a captação da água da chuva de parte do meu telhado, pelo menos, já que colocar calha na casa toda é um custo alto.

 

4. Plantar 5 árvores virtuais por mês no Click-árvore (ano passado plantei 16, aproximadamente 8 por semestre, este ano passo a 60 por ano)

 

5. Plantar 3 árvores reais

 

6. Plantar 20 a 24 mudas de plantas diversas

 

7. Consumir mais alimentos orgânicos

 

8. Estudar mais sobre compostagem. No blog Folha Verde da nossa amiga Mercedes, tem ótimas dicas e ótimos materiais para isso. Eu mesma já peguei bastante coisa mas ainda não dei conta de ler tudo e por mãos à obra.

 

 

Parabéns ao blog Faça a sua Parte pela iniciativa!!!!! Determin ar minhas metas pessoais fez toda a diferença para me ajudar a sair da intenção para a ação!
Quem quiser começar, pense numa meta só,já ajuda muito. Posso dar uma sugestão?
Usar menos sacolas descartáveis, adotando o uso da sacola retornável. Parece fácil e pouco mas não é, não. Mas é um excelente começo!

 

________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

 

TERRA: O GRANDE PARQUE DE DIVERSÕES!

Custei a acreditar quando vi. No Alasca, um grupo de “surfistas radicais” surfavam ondas geladas formadas pelo “desbarrancamento” da parte frontal de uma geleira que se derretia aceleradamente em consequência do aquecimento anormal do Ártico!Lembrei-me de outras situações em que grupos de homens e mulheres ditos “destemidos” desafiam situações-limite pelo planeta a fora:

- Surfistas de “ondas gigantes” em alto mar;
- Surfistas de pororocas;
- “Snowborders” de geleiras e encostas geladas “impossíveis” de serem esquiadas;
- “Basejumpers” (paraquedistas de pontos fixos) se lançando dos pontos mais remotos e perigosos, como cachoeiras gigantes, cavernas etc;
- Pilotos de rali atravessando as mais inóspitas regiões do globo;
- Participantes de “corridas de aventuras” enfrentando condições limite nos confins das selvas;
- Ultramaratonistas disputando corridas de centenas de quilômetros em regiões polares;

Chega?Tem muito mais.
Tem “aventura” para todos os gostos. Todas temperadas com muita ADRENALINA, que é a palavra mais constante no vocabulário desses modernos “aventureiros”.

Não há obstáculo nem limites para essas pessoas, e também não falta grana, pois nada disso é barato.Confesso que eu tenho uma certa implicância com essas coisas. Não vou entrar no terreno da pieguice dizendo, por exemplo, que “há tanta gente sofrendo e passando fome enquanto esses privilegiados rodam o mundo em busca de prazer pessoal…

“Não, não vou entrar nessa. Minha implicância tem outros contornos. Me incomoda o fato de estarmos perdendo, de certa forma, o “respeito” para com o planeta, seus fenômenos, sua energia telúrica. É algo assim meio “Gaia” mesmo! Essa necessidade de desmistificar, de transpor o intransponível, de realizar o irrealizável, sem um propósito que não envolva algum tipo de “ganho” humanístico, me soa como uma espécie de violentação do planeta e da natureza.

Além do mais, esses caras que fazem tais coisas que me desculpem, mas não venham me dizer que “curtem” a natureza, pois para fazer essas “maluquices” eles não podem se dar ao luxo de admirar, de contemplar p. nenhuma. Eles estão lá é para vencer, para arrostar, para enfrentar. Tudo em nome de seus enormes EGOS!
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Ivo Fontan

E SE O PLANETA ESTIVER… ESFRIANDO?! (II)

Curiosamente, quanto mais a idéia de que estamos em processo de “aquecimento global” toma forma e passa a fazer parte das preocupações do homem comum, paralelamente, cresce, no meio científico mundial, a antítese, ou seja, um número crescente de cientistas, das mais diversas áreas, defendem a idéia de que o homem não possui “poder” de alterar padrões planetários, a não ser em escala reduzida e em caráter muito restritos (micro-clima ou o padrão hidrológico de uma região específica, por exemplo).

Desta forma, resulta da ação do homem, por exemplo, enchentes no Rio, S. Paulo ou Cidade do México, mas nada tem a ver com sua ação o derretimento de geleiras na Noruega ou no Alaska. Na verdade não há consenso sequer sobre o tal “aquecimento”, em que pese o fato de que o “derretimento” de regiões árticas e (menos) antárticas tem sido verificado em taxas inéditas (para a nossa ciência!).Existem muitos e respeitados estudiosos que atribuem os fenômenos hoje observados a algum destes “ciclos” por nós desconhecidos ou muito pouco conhecidos.

Poderíamos, por mais estranho que possa parecer aos leigos, estar nos primórdios de uma nova ERA GLACIAL, por exemplo! Sim, ao contrário do pensamento comum, uma glaciação não se inicia com resfriamento gradual e contínuo, mas sim com uma série de mudanças dos padrões climáticos que, circunstancialmente, pode envolver ELEVAÇÃO de temperaturas. De qualquer forma, se é este o caso, relaxemos, o processo completo não leva menos do que uns cento e cinquenta mil anos!!! E é reversível!!!

Há estudos ainda que (para deleite do meu velho mestre) contestam a relação entre camada de ozônio x emissão de CFC. Isso mesmo, e há ainda quem afirme que essa questão foi “plantada” por “Corporações” interessadas em colocar novos “propelentes” no mercado. Vocês duvidam? Eu não!

De minha parte, não possuo conhecimentos para tomar parte (ou partido) nessa fascinante discussão. De minha experiência como estudante de geociências restou apenas uma curiosidade, talvez um pouco acima da média, sobre estes assuntos, mas não uma formação profissional ou científica. Na condição de “passageiro desta nave” há mais de meio século, no entanto, reservo-me o direito de duvidar de TODAS as informações que me chegam através de (quase) qualquer meio. Não tenho ilusões quanto ao poder de manipulação, ganância e capacidade de mentir do ser humano. No fundo no fundo, tendo a concordar com as teses de meu velho professor, ou, ao menos, me aproximar mais delas do que de suas antíteses (as quais também não descarto, por via das dúvidas).

Nessa história toda só tenho realmente CONVICÇÃO de uma coisa: Alterando ou não padrões planetários, nosso modo de vida está fundamentalmente ERRADO. Ou mudamos o rumo ou o FUTURO que estamos construindo para nossos filhos será um mundo em que nós próprios DETESTARÍAMOS viver!

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Ivo Fontan