Museu Casa do Pontal

Fomos ao Museu de Arte Popular Casa do Pontal.

Fica na estrada do Pontal, imediatamente antes da subida para Grumari.
Penso ser fundamental a divulgação destes espaços e nosso incentivo para manutenção dos mesmos.
Como incentivar?
Indo, oras!
Infelizmente, o carioca pouco prestigia estas iniciativas, por isso, apesar da riqueza histórica de nossa cidade, somos pobres em qualidade de manutenção (em geral a maioria desses espaços, principalmente públicos, estão caindo aos pedaços) e muitas vezes os bons espaços deixam de funcionar por falta de verba e arrecadação.

Por isso, vai aí minha dica para um bom passeio de final de semana para tirar as crianças do sofá e da frente da televisão.
O Museu é rico em acervo (5 mil obras de 200 artistas) que foi reunido por um francês (F-R-A- N-C-Ê-S !!!) chamado Jacques Van de Beuque , durante mais de 40 anos.
A variedade do tipo de arte é que não é muito grande. A arte brasileira é muito mais diversificada e o nome de museu de arte popular brasileira nos dá a impressão que é um apanhado de todos ou da maioria dos estilos, mas não é.
Tem peças lindíssimas talhadas em madeira e papel marche mas a grande maioria das peças é em barro, daquelas nordestinas. O que varia são os temas. Tem esculturas representado religiosidade, folclore, casamento, escola, enterro, danças típicas, profissões…

As peças que mais fizeram sucesso pras crianças foram as que se movimentam (claro!). O menorzinho é que não gostou muito e se assustou com as peças em movimento por causa do barulho mas achei legal ele já ter contato com este tipo de arte e não ficar só bitolado em filme de TV e Canal Discovery.

As peças são rústicas e muito coloridas.Lindas.É muito legal prestigiar principalmente porque tudo é muito bem cuidado e está localizado numa linda propriedade instalada numa reserva ecológica.

Como é longe para a maioria dos cariocas, recomendo virem para almoçar no Recreio ou em Guaratiba, por exemplo, porque a visita não leva mais de uma hora.Mas vale muito.

Preço: 10 reais – inteira

Acho que é menor de 5 anos que não paga. Os meus não pagaram mas eles têm menos de 3 anos.

Ligar antes e confirmar sempre que for!
Já fui e dei com a cara na porta, até esqueci de comentar isso lá.

Estrada do Pontal 3295 – tel: 2490-3278

http://www.museucasadopontal.com.br/

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Ana Cláudia Bessa

Conhecer para respeitar !

Criança muda a vida da gente e isso eu sempre falo por aqui: mudou a minha.

Criança dá trabalho, muito trabalho mas devolve pra vida da gente o encanto, a alegria inocente, e até a infãncia porque se não fosse as crianças, não vejo motivo para eu andar de joelhos no chão imitando um cavalo, ou brincando de carrinho, dançando e cantando no meio da sala, brincando de pique-”econde” ou assistindo pela milionásima vez o mesmo filme. Só criança traz isso prá vida da gente !

E desde que eles foram crescendo e compreendendo melhor as coisas a gente procura levá-los para passear pelo Rio e conhecer as coisas vivenciando, na medida do possível, e dia 19 de Abril foi o Dia do Índio, onde fomos?
No Museu do Índio em Botafogo.

 

 

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O Museu é lindo, numa casa datada de 1880 que já é linda por sí só, abriga um acervo enorme de objetos, ambientações indígenas autênticas, fotografias, imagens e … índios de verdade que estavam lá sendo pintados e pitando os visitantes com desenhos típicos à base de urucum(fomos pintados pela índia Potira que veio do maranhão e faz parte da tribo Kraikiti – acho que é isso…).

 

 

Mesmo pequenininho, meu filhote curtiu (Mamãe, o índio tá conversando comigo!, dizia ele ouvindo o vídeo na foto ao lado) e aprendeu um pouco mais sobre a cultura deste povo que é a nossa origem. Para a escola, a gente mandou as fotos impressas em papel comum para serem colcadas no mural e ainda recebemos a dica na agenda para visitar uma autêntica comunidade indígena em Niterói. Imaginem ! UMA AUTÊNTICA COMUNIDADE INDÍGENA VIVENDO NO MEIO DA CIDADE! Tá bom…não é no meio, no meio…mas é mais perto que o Xingu…hehehe

 


Nós fomos , claaaaaaaro e foi sensacional ! E adivinha que a gente encontrou por lá? A índia Potira e seu marido Guajajara! Ela tem um casal de filhos, mora numa outra comunidade indígena que fica em Tomás Coelho (gente, estou impressionada com as comunidades indígenas dentro da cidade!), estuda enfermagem através de uma bolsa no colégio Santo Inácio, considerado um dos mehores colégios do Rio. Incrível, não?
Mas isso é papo prá outro dia porque é muita foto prá mostrar!!!!
O Museu do Índio fica na rua das Palmeiras, 55 – Botafogo – Rio de Janeiro, RJ – R$3,00/pessoa
Tels.: 2286-8899 / 2286-2097
Para mais informações a mapa, visite o site: http://www.museudoindio.org.br/

 

 

E olha a vista que a gente ainda recebe de brinde no final! O Cristo Redentor de frente prá nós.
Só em Botafogo isso é possível!
Aliás, ainda estamos na semana do ìndio, vai lá visitar!
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Ana Cláudia Bessa

 

CONHECENDO O RIO – ILHA GRANDE

“Há males que vem para bem”. A frase é chavão e às vezes vem carregada de conotações cruéis, mas no caso da Ilha Grande ela se aplica. A existência de uma colônia penal (eufemismo para presídio) manteve por quase um século este verdadeiro paraíso tropical longe da especulação e da predação que “comeu solta”, sobretudo, nas últimas décadas.

Por muita sorte a desativação do presídio e a “abertura” da Ilha ao turismo ocorreu num momento em que a consciência preservacionista já atinge um nível considerável em nossa sociedade. Mas vamos às atrações da Ilha Grande. Obviamente, sendo uma ilha tropical, não faltam as belas praias, o sol, os passeios de barco etc etc. Tudo isso tem lá, mas com a enorme vantagem de que fica “pertinho” do Rio.

Você pode chegar lá de barca a partir de Mangaratiba (2 horas do Centro) ou de Angra (três horas). Apesar de mais perto eu não aconselho o embarque em Mangaratiba para quem não é muito chegado a travessias marítimas. Há um trecho, próximo à ponta da Marambaia, onde as ondulações costumam ser grandes e causar enjôo. Indo por Angra a travessia é toda feita ao abrigo do mar alto e, portanto, bem mais tranquila em termos de condições de mar. Dura cerca de uma hora e meia, por um ou outro.

O destino das barcas é o povoado principal da Ilha, chamado Vila Abrão (a maioria chama de Abrahão, mas na realidade o local é uma enseada, cujo sinônimo em português da época do descobrimento é “abra”). Neste povoado você encontra a maior concentração de pousadas da Ilha, bem como é de lá também que partem quase todos os passeios de escunas e saveiros para todos os pontos da Ilha. Dali também se originam diversas trilhas, dos graus de dificuldade os mais variados, para praias desertas, rios, cachoeiras etc.

Na Ilha não circulam veículos a motor (exceção para uma viatura da UERJ que atende a um Centro de Estudos da Universidade situado na praia de Dois Rios, a 12 Km do Abrão). Em Dois Rios ficava o presídio, cujos restos que sobraram da implosão ainda estão lá como atração turística. Esta “estradinha” de 12 Km é um dos passeios que os mais dispostos podem fazer, e, leva, em média, duas horas de uma praia a outra.

O Abrão fica do lado “de dentro”, ou seja, o lado voltado para o continente. Do outro lado da Ilha estão as praias de “mar aberto”, sendo que a mais procurada (também acessível por trilha) é a de Lopes Mendes. Sem acesso por trilha a partir do Abrão fica a localidade de Aventureiro, remanescente de uma aldeia caiçara, com poucos moradores e uma praia “de babar” de tão linda. O acesso ao Aventureiro é feito de barco e o número de pessoas por vez é limitado e controlado.

Bem, se você é do tipo “eco-turista” vai ficar doidinho sem saber por onde começar (muito menos quando acabar!). Se é do tipo “sombra e água de coco na beira da praia” também, pois ficar “de bobeira” nas praias e na vila também é uma delícia.Tanto Mangaratiba quanto Angra têm estacionamentos seguros onde você pode deixar o carro.

Agora, não deixe de RESERVAR vaga, via internet, em alguma pousada antes de ir, pois você tem que COMPROVAR estadia para ter acesso à Ilha. Digite “Ilha Grande” no google e escolha. Todas as pousadas oferecem passeios de barco e dão dicas para outros passeios.

Ah, e antes que eu me esqueça, consulte a meteorologia, pois a Ilha com chuva é frustrante!
__________________________________________________________________________________ Ivo Fontan

Museu do Automóvel – Buchinho – MG

Museu do Automóvel – Bichinho – MG

Pegamos uma estrada de terra em Tiradentes no caminho antigo da Estrada Real
e fomos por 6 km até Buchinho.

Hoje o Museu é mantido pelo filho do seu Antônio
e os carros são sensacionais.

Se não me engano, mais de 40 carros, completamente restaurados e funcionando.
Usados em muitas produções de época, como Hilda Furacão, da Globo,
que foi filmada em Tiradentes.

É assim que os carros chegam lá para serem restaurados.
Fantástico trabalho de técnica, arte e pesquisa!
Tudo muito minucioso para captar as peças originais dos carros
e reformá-los tal qual eram na época em que circulavam.
Num lugar tão simples, uma fortuna em carros de época.
A entrada? 5 reais!
E só tinha a gente visitando.
A visita é guiada e a explicação sobre o carro, ano de fabricação, como foi a restauração, é feita de carro em carro. Um espetáculo de acervo e de apresentação.
Aliás, o Museu estava fechado e abriram especialmente para nós.
É a hospitalidade mineira!
Precisamos prestigiar mais nossos museus!
Como descobrimos este Museu?
Escolhemos através dele a Pousada que íamos ficar e a classificação da mesma foi perfeita
e correspondeu ao que o guia informou.
Para viagens, acho sensacional!
Olha o jabá de graça…rs…
Mas o que é bom, tem que recomendar, né?
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Ana Cláudia Bessa

ACAMPAMENTOS

Pertenço a uma geração que preferia um bom acampamento a qualquer “balada”. Falo daqueles acampamentos que já não se praticam hoje em dia. Praia deserta ou bosques ou platôs de montanhas; barraquinhas militares ou de escoteiros ou para-quedas improvisado; fogueirinha; arroz de tatuí, macarrão com salsicha, cachacinha com limão bravo…

Tão gostoso e tão importante foi isso para a minha vida que eu sonhava poder fazer com meus filhos. Claro que o esquema não poderia ser o mesmo. Assim que eles atingiram uma idade em que pudessem curtir esse tipo de atividade (a partir dos cinco anos, mais ou menos), nós começamos.

A praia deserta foi trocada por um camping com uma boa infra-estrutura, a barraca (tipo bangalô com quartos) e os demais apetrechos foram adquiridos e…voilá! Durante quase todo o período da infância deles o acampamento era o nosso programa de férias. Juntamente com um casal amigo (também pais de três filhos), TODO ANO, por volta do dia 21 ou 22 de dezembro nós arrumávamos as traquitanas e partíamos rumo ao litoral paulista.

Isso porque, após uma minunciosa pesquisa, descobrimos o local ideal: Praia de Itamambuca, Ubatuba. Um camping m a r a v i l h o s o, com toda a estrutura necessária aliada a uma localização fantástica, que reunia mata, mar e rio.

Nossa estada costumava se prolongar até a primeira ou segunda semana de janeiro, o que significa que boa parte dos natais e viradas-de-ano passávamos acampados. Lá nossos filhos foram, de fato, crianças. Se “esbaldaram”. Aprenderam a conviver e amar a natureza, a nadar, pegar onda, pescar, pegar tatuí. Aprenderam também muito sobre serem sociais e solidários. Perguntem a qualquer um dos três hoje, o que significou para eles este período. O mínimo que eles dizem é que irão fazer a mesma coisa com os seus filhos. E o primeiro já está “encomendado”. O mais novo “campista” chegará ao camping Terra em janeiro!

Obs 1: O camping de Itamambuca continua no mesmo lugar e, segundo informações recentes, tão bom ou melhor do que nos velhos tempos!

Obs 2: Prá quem nunca acampou, se quiser começar e tiver dúvidas ou receios, é só falar. Se eu puder ajudar…
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Ivo Fontan

Nosso dia mundial sem carro

Dia 22 de setembro foi o Dia Mundial sem Carro. Nós nos planejamos para ficar em casa e , se precisasse, sair por perto, sem carro (farmácia, padaria…). Contudo, por motivo de força maior, tivemos que sair. E ir longe.

Sair de ônibus, não daria, porque estamos a uns 500 metros do ponto. Na ida tudo bem, mas e a volta com as crianças cansadas mais a bolsa pesada…?
E se chovesse? Não dá.

Então, fomos de carro até a estação das barcas, onde deixamos o carro num estacionamento. Esse já é por si só um passeio lindo, já que estamos atravessando a Baía da Guanabara e vendo toda a beleza e exuberância do Rio de Janeiro.

Chegando ao centro, estamos na praça XV, local onde desembarcou a Família Real em 1808. Daí pra frente, o Rio é pura História.

Nosso plano era pegar o metrô até a Tijuca, contudo, como passar pelo Paço Imperial sem entrar? Entramos!

E ali encontramos um bistrô, salas de cinema…enfim…um centro cultural onde no passado foi a Casa da Moeda (e lá é possível ver as ruínas dos fornos), posteriormente residência da Familia Real até ela partir para o exílio e onde foi assinada a Lei Áurea pela Princesa Isabel. E as crianças correndo onde D. Pedro I pisou…rs

Saímos dali rumo ao metrô.

Mas como seguir sem entrar no Palácio Tiradentes atual Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ). Lá uma exposição de fotos mostra a trajetória política da casa e é possível andar livremente por dentro das dependências do Palácio que já foi a sede do Congresso Nacional quando a capital ainda era o Rio de Janeiro.
Tiramos fotos e mais fotos daquela arquitetura belíssima, do plenário e das maquetes, que mostram que antes da construção do atual prédio, ali funcionava a Cadeia Pública de onde saiu em 21 de abril de 1792, condenado e caminhando pelas ruas do centro da cidade, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, para ser enforcado no Largo da Lampadosa.

Saímos extasiados de tanta cultura e tudo isso de graça!

Dali fomos pela Rua da Assembléia, onde passou Tiradentes a caminho da forca, fazer um lanche porque a fome era de matar! Que piadinha infame…

E trocar fralda, fazer xixi e sentar um pouco porque ninguém é de ferro!

Depois, metrô até a Tijuca. Que as crianças adoraram! Andaram de trem pela primeira vez!

Na volta, pretendíamos pegar um ônibus até a estação das barcas mas um tiroteio começou em alguma proximidade de onde estávamos. Apenas ouvimos os tiros que deviam sair de algum morro ali perto (a Tijuca é cercada de morros). Resolvemos entrar no metrô (vai que descem o morro e começam a atear fogo em algum ônibus?). E entramos na mesma estação onde há 4 anos, Gabriela foi assassinada num tiroteio. Isso é o Rio de Janeiro…
E aí, outro trajeto de “trem” que as crianças curtiram mais ainda.

No centro, muito movimento, apesar de ser final de um dia de um sábado.
E voltamos para casa de barca, com as crianças dormindo, nós dois mortos e todos felizes porque fizemos um passeio maravilhoso. E embora tenhamos usado o carro, reduzimos nosso trajeto em 70%, usando estritamente o necessário.

Leia mais:
Ibope faz balanço do Dia Mundial Sem Carro
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/conteudo_254982.shtml
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Texto de Ana Cláudia Bessa

O Rio não é VIOLENTO!

Quem me conhece e sabe das minhas opiniões sobre a cidade do Rio de Janeiro (da qual eu “desisti” há dezesseis anos) deve pensar ao ler este título: “Ele está de sacanagem”; “Aí vem mais algum sarcasmo ou ironia”!

Não é não. Por incrivel que pareça eu estou falando sério. Só que não estou falando do Rio cidade. Estou falando do Rio Estado.

O carioca, provavelmente por razões históricas, relacionadas ao fato de ter sido habitante da capital política e cultural do país por tantos anos, adquiriu uma certa arrogância no amor à sua cidade e sempre desprezou o restante do estado. Falo desprezou no sentido de ignorar a existência. Com exceções, como os points de badalação (Angra, Cabo Frio, Búzios etc), o carioca não conhece e nem suspeita de que existe um Rio pacato, bucólico, seguro, muito mais perto do que ele imagina.

Morador de uma cidade do interior e, mesmo antes, assíduo viajante “doméstico”, sou testemunha de que em nenhuma outra cidade deste estado vive-se o terror e a barbárie que se vive na capital.

Eventualmente uma notícia de jornal sobre um caso de violência em alguma cidade menor suscita imediatamente, entre cariocas, comentários do tipo: “Tá vendo, depois dizem que é só no Rio” ou “Não digo? é tudo igual, não tem mais lugar seguro, a violência está em toda a parte”.

Ouvi e ouço isso com frequência, pois ainda trabalho na capital. Evito discutir sobre o assunto pois, de certa forma, entendo que este tipo de pensamento funciona como uma espécie de “compensação” para o desespero e a frustração de quem ama e mora nessa terra e, não tendo como fugir, precisa encontrar razões para continuar vivendo sem “pirar”.

Mas não é verdade!

Não há lugar 100% seguro. É fato. Entretanto, a probabilidade de que a violência cruze seu caminho, na cidade do Rio (em qualquer hora ou lugar) é enormemente maior do que na esmagadora maioria dos seus quase cem municípios, muitos dos quais os cariocas sequer sabem que existem.

Um teste rápido: Quem conhece aí São José de Ubá? Varre-Sai? Rio das Flores? Quatis? São Sebastião do Alto?

Pois acreditem, nestas e em inúmeras outras cidades, distritos e vilas espalhados por este belo estado, vive-se sem medo; anda-se à noite pelas ruas sentindo cheiro de flores; dorme-se com janelas abertas; conversa-se com vizinhos, lojistas e desconhecidos; e outras coisas simples mas inimagináveis para o Rio de hoje.

Se essas coisas representam algum atrativo para você, experimente pegar seu carro, viajar 2 ou 3 horas, se hospedar num hotelzinho em frente a uma praça arborizada, caminhar pelas ruas entre pessoas que te cumprimentam, deixar o tempo simplesmente passar…

Agora, se você não vive sem shoppings, baladas, encontro com “celebridades”, engarrafamentos… É melhor não tentar.

Periga se estressar com o pisca-pisca dos vagalumes, o “poin-poin” dos sapos-martelo, ou ainda se intoxicar com “over-dose” de perfumes de flores…

Ah, já ia me esquecendo, é terrível mas tenho que alertar: também não tem Mac Donald’s!

Mas se você está disposto a “superar” tudo isso e quer algumas dicas, acompanhe minhas postagens neste blog, na série CONHECENDO O RIO.

Ver posts:
Conhecendo o Rio: SERRAMAR, uma estrada no paraíso!
Conhecendo o Rio: O TREM DA ESTRADA REAL
Conhecendo o Rio: O ENCONTRO DOS TRÊS RIOS
__________________________________________________________________________________ Texto de Ivo Fontan

Conhecendo o Rio: O ENCONTRO DOS TRÊS RIOS

Três Rios é uma das cidades mais importantes do Vale do Paraíba. Fica ali logo depois de Petrópolis (pela BR-040), a meio caminho de Juiz de Fora.

Esta cidade, que já se chamou Entrerrios, recebeu este nome porque em suas terras ocorre o encontro de três importantes rios: O Paraíba do Sul, vindo de S. Paulo, o Piabanha, vindo do Rio de Janeiro, e o Paraibuna, vindo de Minas. Ali eles se juntam e seguem com o nome de Paraíba do Sul, fazendo a divisa Rio-Minas até o noroeste fluminense.

Formação rara, este tipo de confluência possui uma beleza natural muito grande. Por isso, bem ali no Pontal foi construído um restaurante bem campestre onde você pode almoçar comida de fogão de lenha, num enorme varandão à beira do rio e da mata, apreciando uma natureza exuberante. “Celestial”, para quem gosta de peixe, é o SURUBIM NA TELHA. É comum a visita de animais silvestres.

Este mesmo restaurante é o ponto de encontro dos praticantes de “rafting”, aqueles passeios em enormes botes infláveis através das corredeiras do Paraibuna.

Atenção: Não aconselho o “rafting”, pois a poluição do Paraibuna não é pequena!

Mas o visual, a paz, a comida, valem a pena.
O preço é bem razoável, as crianças se esbaldam.

Indo pela BR-040, sentido Juiz de Fora, ao chegar no acesso a Três Rios, você encontra um Posto de Polícia Rodoviária. Entre como se fosse para o Posto e siga por uma estradinha que vai beirando a 040. Entre na primeira estrada de terra à direita (Tem placas indicando o Pontal – Hotel e Restaurante). É pertinho, e a estrada é ótima.

Este passeio pode ser coordenado com o da Estrada Real, se você planejar direitinho. Não dá meia-hora entre a estação de Paraíba do Sul e o Pontal.

Quem quiser curtir mais do que um almoço pode se informar sobre hospedagem e outras opções de lazer (cavalgadas, Treckking, pesca etc), no site http://www.aventur.com.br/.

Foto do encontro dos 3 Rios

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Texto de Ivo Fontan

Conhecendo o Rio: O TREM DA ESTRADA REAL

Para você, 135 Km são uma viagem ou um passeio?

Se você respondeu passeio então não perca esta dica.

135 Km é a distância do Rio até a pacata Paraíba do Sul, seguindo pela BR-040 (Rio-Belo Horizonte). Entre no acesso a Três Rios e Paraíba do Sul fica ali “coladinha”.

O que é que tem lá? Tem um passeio imperdível. O TREM DA ESTRADA REAL.

É um passeio de duas horas (quatro, ida-e-volta), em “maria-fumaça”, por um trecho recuperado da antiga Estrada Real (aquela que vinha lá das Minas Gerais).

O passeio começa na Estação de Paraíba, e vai até o distrito de Cavaru, 14Km adiante, com parada na Estação de Werneck. Atravessa regiões de mata atlântica e antigas fazendas do tempo do café. Cruza também o rio Paraíba por um antigo pontilhão de ferro.

É lindo! Nas estações você pode comprar artesanato e comidas típicas e vai também vivenciar uma aula de história, inclusive da nossa (infelizmente destruída) história ferroviária, como por exemplo a “ponte rotatória”, em Cavaru, onde o trem faz a “manobra” para retornar aos trilhos na direção contrária. Eles ainda fazem como há cem anos!

Os preços e horários são os seguintes:
Crianças de 5 à 12 anos: R$ 8,00

De 13 até 64 anos: R$ 15,00
Acima de 65 anos: R$ 12,00
Todo sábado às 14:30h
Todo domingo 10h e 14:30h

Atenção, para ter certeza, pois estes dados são do início do ano, você pode ligar para: Secretaria Municipal de TurismoTelefone: (24) 2263-2368 ou (24) 2263-6116 (guichê da estação).

Você sai de casa pela manhã (nem precisa ser muito cedo) e está de volta no finzinho da tarde ou no início da noite. As crianças ADORAM.

Curiosidade: Sabe a origem do nome CAVARU?

Era assim que os antigos escravos das fazendas da região pronunciavam CAVALO!

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Texto de Ivo Fontan

Conhecendo o Rio: SERRAMAR, uma estrada no paraíso!

A postagem da Ana Cláudia sobre o Museu Casa do Pontal me deu o ensejo de fazer uma coisa que eu tenho muita vontade: Dar dicas sobre coisas belas que existem no nosso estado.

Meus textos, normalmente cáusticos e críticos, podem dar a impressão (falsa) de que eu tenho uma visão muito negativa das coisas. Nem tanto. Eu sou um apaixonado pelas belezas naturais do nosso país e, em particular, do nosso estado (por isso fico tão irado com políticos e governantes canalhas que fazem tudo para destruir essas belezas).

Vou, a partir deste texto, começar a compartilhar com vocês as coisas maravilhosas que já vi por este Rio a fora.

Na verdade, já comecei no comentário que fiz na referida postagem da Ana.

Quero falar agora de uma “estradinha”, recentemente asfaltada, que liga o distrito de Lumiar (Nova Friburgo) a Casimiro de Abreu, ligando a região serrana à dos lagos (por isso SERRAMAR)

São pouco mais de 30Km de uma estradinha sinuosa, atravessando uma das mais belas regiões do estado. O rio Macaé-de-Cima acompanha quase todo o traçado. É um rio daqueles cheios de corredeiras e cachoeiras. Em vários pontos há acesso para banhos inesquecíveis. As paisagens são belíssimas, o ar é puro e a natureza exuberante. Com sorte avistamos quatis, siriemas e outros animais pelas margens.

Lá na parte de baixo, quase chegando a Casimiro, há o acesso a Barra do Sana e Arraial do Sana, dois lugarejos bem simples e deliciosos, com pousadinhas e restaurantes, geralmente administrados por remenescentes dos hippies da década de 60. O lugar já foi, assim como Visconde de Mauá, um dos points dessa galera.

Vale muito a pena, sobretudo para quem tem filhos pequenos.

Eu curti muito o lugar com os meus quando crianças.

Eles lembram até hoje!

Fotos de Arraial do Sana.


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Texto de Ivo Fontan