Recentemente os jornais revelaram os números astronômicos envolvidos nos “repasses” de verbas governamentais para as chamadas ONGs. A ordem é de um “bi e meio” por ano, de grana “repassada” para instituições as mais variadas, desde associações voltadas para a defesa dos direitos das chamadas minorias (homossexuais, índios etc.) até outras voltadas para saúde, promoção social, inclusão digital, preservação ambiental…
Acho maravilhoso que tais organizações existam. Só não consigo entender uma coisa. A maioria das atribuições dessas organizações eram, em tempos idos, da alçada governamental. A “nova ordem mundial”, ditada pelo capitalismo, impôs, dentre outras coisas, o enxugamento das atribuições dos estados (Estado Mínimo), “entregando” ao mercado e outras instâncias da sociedade a gestão de todas essas coisas “paternalistas” que atrapalham o funcionamento da “máquina governamental”. Com o estado as atribuições “típicas de estado”!
Pois bem, o estado brasileiro fez direitinho o dever de casa. “rapou fora” (e continua celeremente “rapando”, em pleno governo de esquerda!). Vieram as ONGs ocupar os espaços. Até aí tudo bem. Aí o governo vem e sustenta essas ONGs?! Qual a vantagem?
Eu, como sou muito burro, fico pensando se o governo não conseguiria fazer muito mais com o “bi e meio” do que as ONGs, já que essas tem que montar e sustentar uma estrutura técnico-burocrático-administrativa que o governo já tem!
Não sei não, mas eu penso que deve haver alguma coisa por trás disso que eu, como burro que sou, não consigo entender…
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IVO FONTAN
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