Feminismo e Consciência Materna

A forma de enxergar a maternidade está mudando.

Atualmente é muito comum ver as mulheres fazerem o caminho inverso do caminho trilhado pelas duas últimas gerações e estão ficando em casa e cuidando, elas mesmas, de seus filhos pequenos. Eu mesma fiz isso.

É curioso perceber que muitas mulheres estão fazendo isso por motivos muito variados. Existem casos em que a mulher simplesmente não consegue ir trabalhar e deixar o filho em casa. Eu nem passei por essa escolha porque já tinha me decidido a ficar em casa. Mas, na época em que findaria minha licença maternidade regulamentar, eu imaginei como seria difícil voltar a trabalhar ou escolher e deixar em uma creche. Foi um alívio não ter que passar por isso.

Outras mulheres, tentam se dividir entre o trabalho e os filhos, como uma amiga, e ela conta duas histórias: a do primeiro filho em que ela saia de casas às 6 e voltava às 20h, deixando sempre com alguma alma caridosa em que ela confiasse  (seja avó, ou empregada) ; e a da segunda filha, que ela decidiu largar o emprego e que hoje vê a diferença de qualidade de vida que ela teve e deu entre um filho e outro.

Tenho ainda uma outra amiga, cuja carreira de magistrada a impossibilita ficar em casa mas cujos esforços sempre se baseiam em estar presente na vida do filho, conciliando horários, fazendo concessões relevantes, dedicando seu tempo livre, participando de sua vida escolar. Mas sempre atuante e presente.

E não é fácil tomar essa decisão. Largar um emprego, uma carreira, fruto da dedicação de toda uma vida não é fácil e já contei um pouco do que vivi em outras oportunidades. É uma tortura ficar em casa,é uma tortura sair de casa. Acredito que a maioria esmagadora das mulheres passa por esse dilema em maior ou menor intensidade.

Compreender que há outros pontos de vista é o início da sabedoria.(Campbell)

Mas me chama atenção quando leio textos e fico sabendo de livros em que se recriminam as mulheres que tomam esta decisão. E a velha facilidade em se rotular as decisões alheias é posta em prática e as “novas Amélias” são criticadas por estarem promovendo um retrocesso da condição feminina conquistada a duras penas.

Eu compreendo este ponto de vista porque entendo que as conquistas do feminismo radical foram extremamente importantes. Sem essas conquistas, as mulheres não receberiam o respeito social que tem hoje, mesmo ainda faltando muito para o ideal. E para isso, elas precisaram sair de casa e trabalhar, ganhar seu próprio dinheiro, conquistando assim sua independência.

Isso é fato. Não adianta negar: somos mais respeitadas porque começamos a ser donas de nossas vidas e isso significa emancipação profissional e dinheiro. Independência financeira. A vida feminina sempre foi difícil , subjugada, desrespeitada. Não gosto de usar este tipo de pontuação, mas acho realmente que aqui cabe dizer que, mesmo sendo ruim ainda, avançamos muito.

A saída do reduto de lar foi muito importante para ampliar a visão feminina do mundo. O lar, como situação onipresente, oprime e escraviza. É o pior dos trabalhos: sem hora de começar, de terminar, sem férias, sem fim-de-semana, sem metas definitivas (trabalhos repetitivos que assim que terminados, recomeçam como a louça da pia), extenuante, braçal, nada intelectual e sem reconhecimento. Entendo o receio que muitas mulheres sentem ao ver  como retrocesso o processo que estamos vivendo. Mas não é.

Todo ponto de vista é a vista de um ponto.(Leonardo Boff)

Tudo depende da visão que temos. Não é um retrocesso exatamente, e sim um resgate necessário. E isso para mim é bem claro como um biquíni: fomos ao extremo, que foi o fio dental. Dali prá frente só nu. Como nu  significa o desaparecimento do biquíni e isso não é interessante, vemos um retrocesso aos biquínis maiores. E isso sem que os menores se percam. Eles continuam sendo vendidos e comprados, mas há a opção dos maiores sem que as que aderem a seu uso, sejam chamadas de tias que usam calçolas.

Haverá espaço para todos, precisamos é resgatar o respeito às escolhas e o importante respeito que devemos ter com a natureza de fato, e isso inclui tanto as florestas como as essências humanas, como a feminina.

Posso afirmar, com segurança, que a maioria que está indo na contramão das duas últimas gerações de mulheres estão retomando sua consciência feminina. Não é preciso ter medo. O medo dessa transformação é inútil, visto que este processo de resgate, a meu ver, é irreversível e já começou. Assim como não precisamos de 3 décadas para ver o mal que causamos à sociedade com o uso indiscriminado de materiais descartáveis e estamos sendo obrigados a retroceder ao uso de artigos reutilizáveis como as antigas sacolas de feira e os engradados de vidro. Da mesma forma, não precisamos de tantas gerações para ver que ainda não encontramos o modelo feminino ideal baseado na transformação feminista das últimas décadas.

Esse medo “feminista” não é à toa, nem infundado. É compressível, afinal, não queremos regredir à condição social feminina de nossas avós.  E, é preciso lembrar que o que foi conquistado é extremamente importante pois ele foi a base de formação educacional e cultural dessas mulheres que querem fazer este resgate. Isso não irá se perder porque isso nos faz sermos as mulheres que somos, são nossa essência. Nossos filhos e filhas serão criados para serem independentes tanto quanto fomos criadas para ser. Somos filhas de mulheres que estudaram, trabalharam e tiveram menos filhos. Não vejo o menor risco de criarmos futuras e exclusivas donas-de-casa, até porque, não o somos mais!

Mães que empreendem.

pesquisa da rede BBC, intitulada ‘Mães Magnatas’, observou que 40% das mães que criaram seu próprio negócio tiveram a idéia quando estavam grávidas ou dentro de um ano após o nascimento do bebê. Além disso, 92% das empresárias com filhos atribuem o sucesso nos negócios a uma série de habilidades que desenvolvem durante a experiência da maternidade.

Olha que interessante: “Entre essas habilidades estão a capacidade de realizar diversas tarefas ao mesmo tempo, planejamento de atividades futuras e eficiência. O psicólogo Geoffrey Beattie, que analisou os dados da pesquisa, disse que “a gravidez tem um grande efeito sobre o corpo e o cérebro”.”

Segundo outra pesquisa, agora aqui no Brasil, realizada pelo Sebrae (Serviço de apoio a pequenas empresas) e pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), em 2009, as mulheres representaram 53% dos que, abriram próprios negócios ou passaram a atuar de forma autônoma, por necessidade ou escolha. Para mim, este foi o caminho para que eu me realize pessoal e profissionalmente e ainda me permite realizar uma maternidade mais plena e atuante, já que posso fazer as duas coisas, dentro da minha casa.

Fácil não é. Pelo contrário. Conciliar casa, filhos, família e trabalho dentro do mesmo ambiente é um desafio dos maiores. No meu caso, o maior que já enfrentei – olha aqui a capacidade de realizar diversas tarefas ao mesmo tempo…rs… E embora a mulher que fica em casa seja encarada erroneamente como uma pessoa que não faz nada, eu trabalho como nunca trabalhei em meus 14 anos de atuação profissional em empresas multinacionais.

Sem contar que essas análises feitas pelas pessoas que defendem o antigo feminismo desconsideram o leque enorme de possibilidades que a internet cria para as mulheres que querem empreender (essa é a história do meu site Futuro do Presente e de muitas outras mulheres que vieram antes  e depois de mim), afinal, ela possibilita que possamos trabalhar em casa, seja através de um empreendimento próprio ou através de um home-office (autônomo ou não).

Esse resgate da essência feminina, nada mais é do que tomar consciência de que não somos exatamente como os homens, não queremos o mesmo que os homens e principalmente, temos necessidade diferentes dos homens (ainda maiores se pensarmos na maternidade). E, que sabemos que temos um papel diferente do homem na sociedade. E isso já fica claro pela própria natureza quando pensamos na gestação, parto e amamentação. Negar isso, é negar nosso feminino essencial. E até por essa necessidade de resgate ao feminino é que vemos tanto interesse em resgatar o parto natural (até domiciliar como foi o caso da modelo Gisele Bundchen) e abandonar a mamadeira e assumir a importância do leite materno que foi totalmente desmerecido pela indústria na década de 70. Estamos deixando de ser filhos do leite em pó que já está provado, não substitui o leite materno.

Além de tudo isso, a maternidade não é descartável ou substituível. Essa uma grande retomada da mulher dentro da família. A realidade está aí, inegável e dura, nos mostrando o que a terceirização da criação dos filhos fez com sociedade. Nós, que já os temos, também precisamos mostrar que antes de ter filhos é preciso ter consciência do que a maternidade/paternidade exige e do que estamos dispostos a dar abrir mão: nosso tempo, perseverança e paciência, por exemplo. Coisas difíceis hoje em dia.

Há espaço para os dois modelos femininos e de maternidade e eles precisam co-existir. Além disso, existem vários tipos de mulheres-mães, mas 4 são importantes citar: as que terceirizam e delegam a maternidade em prol de sua realização pessoal-a pior pois colocar um ser no mundo é sim, uma responsabilidade de quem o coloca. Há que se divide entre sua realização pessoal e a familiar buscando um equilíbrio entre as duas necessidades. Há a que tem uma carreira ou é autônoma e que não imagina parar o trabalho mas que adapta suas necessidades às necessidades da maternidade buscando caminhos alternativos e horários que possibilitem uma realização mais plena de ambos. E há a que simplesmente abre mão da carreira em prol da família mas mesmo essa, hoje, não é como nossas avós e nunca será porque foi criada e ensinada a ver o mundo de forma diferente. Inclusive na forma como os homens estão passando a se ver e como vemos nossos parceiros: homens que partilham e dividem igualmente a responsabilidades, agruras e alegrias de cuidar dos filhos. Cada dia mais estamos mostrando à eles o que esperamos deles e que não há mais espaço para os pais e companheiros ausentes.

Mas o papel do feminismo radical e questionador dessa nova mãe-mulher é importante como referência e apoio para as mulheres que não querem fazer este resgate e para manter as que querem sempre alertas. Um modelo precisa do outro até porque a sociedade precisa também das mulheres atuantes no mercado de trabalho tradicional como juízas, executivas, políticas. As mulheres precisam se “adonar” da sociedade para que ela mude. E vai mudar. Precisamos é repensar a maternidade e torná-la tão moderna quanto a percepção de algumas mulheres quanto às suas carreiras porque depois da maternidade, não há como a vida seguir da mesma maneira. A vinda dos filhos provoca e exige mudanças e se não estamos dispostos a fazer isso, melhor seria também assumir se temos ou não perfil para termos filhos. E parar de fazer isso apenas porque é socialmente recomendável. A sociedade cobra isso mas não dá apoio para a manutenção dessa condição. Te cobra e te abandona. O modelo atual fracassou. É fato. Ou algum de nós, pais e mães, nos sentimos tranqüilos de soltar os filhos no mundo de hoje, com os jovens de hoje? De quem é a responsabilidade? Só da escola, só da sociedade, só dos pais?

Às que querem retomar essa consciência feminina materna, saibam que existe essa alternativa, ela é real e viável. Os primeiros anos dos filhos são fundamentais para sua formação. E fundamental como um trabalho social primário porque afeta a formação familiar e inicial, essencial de todo indivíduo. Nossos filhos. Futuros cidadãos. E não é a babá maravilhosa, passar o dia todo na melhor escola ou na caríssima creche que farão o que o ser humano precisa neste primeiro momento de sua vida. Vida que nós escolhemos lhe dar. Se as crianças passam o dia sob a tutela de outros valores, não podemos esperar que eles aprendam os nossos. Os nossos valores, quem dá, somos nós.

Nós não precisamos ser santas, não precisamos ser perfeitas. Mas a maternidade precisa ser mais atuante, plena e presente. Cada mulher a sua maneira. Ninguém disse que é fácil. E quem disse que a maternidade seria, não é? E quem disse que a gente tem que ser uma coisa ou outra?

Nunca podemos esquecer que o equilíbrio está sempre no caminho do meio.

[imagem: http://www.bemlegaus.com/2007/08/super-me.html]

 

 


Criar uma pessoa devia ser a coisa mais importante do mundo

 

Essa semana pensei muito nisso. Muito mesmo.

Os pais delegam seus filhos às escolas.

As escolas se vendem como meros prestadores de serviço.

A sociedade trata os pais mais dedicados como fracos.

As mães que se dedicam mais os filhos são dondocas e desocupadas (tente fazer o mesmo).

As crianças não são prioridade do governo.

 

Mas se a gente olha em volta, de que é feito o mundo?

De um monte de coisas, não é?

E o que cria essas coisas?

 

AS PESSOAS.

 

São as pessoas que fazem o mundo que vivemos. Tirando a parcela que cabe à natureza pela nossa existência, o resto é feito por mãos humanas.

Mas a sociedade continua tratando a parentalidade como algo sagrado e pessoal e as crianças são apenas consideradas como filhos. Diferenciar filhos e pessoas talvez seja fundamental. Talvez precisemos parar de criar nossos filhos para passarmos a criar PESSOAS.

Isso muda tudo.

Quando a gente fala de filhos, fica aquela coisa sentimentalista, protecionista, paternalista. Aquela imagem da mãe que como uma galinha protege os filhos sob suas asas. E aí, cada um que cuide do seu. Cada um que olhe para seu rabo, cada um que lute pelo que é melhor para si e para os seus.

Mas e o mundo? Onde vão parar esses filhos que na verdade são as pessoas que vão compor, criar e modificar o mundo que vivemos? Não são elas as ferramentas primordiais da nossa vida? Não é das pessoas que depende tudo o que existe?

Então , talvez precisemos parar de criar os filhos e criar pessoas.

Nos conscientizar que criar pessoas de qualidade é fundamental para o mundo que vivemos e que vamos viver.

Criar pessoas precisa de tempo e dedicação como qualquer outro trabalho.

E se criar pessoas é algo tão difícil, então, demanda dedicação e esforço como todo trabalho difícil.

Não podemos mais ficar olhando para as crianças e colocando-as em última prioridade como se elas fossem menos importantes que nosso trabalho, que nosso lazer, que nosso qualquer outra coisa que tenhamos para fazer.

Criar pessoas é a coisa mais importante do mundo.

 

 

 

[image free: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:The_Library_of_Congress_-_Rural_school_children,_San_Augustine_County,_Texas_%28LOC%29_%28pd%29.jpg#filelinks]

Elogie do jeito certo.

Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante[1]. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.

O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” … e outros elogios à capacidade de cada criança.

O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” … e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.

Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.

As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.

A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.

No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.

Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo… você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram… você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito  legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.

Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.

Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.

Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.

 

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MARCOS MEIER é mestre em Educação, psicólogo, escritor e palestrante.
Seus textos encontram-se no site www.marcosmeier.com.br e seus livros no www.kapok.com.br.

[1] Notícia veiculada na revista Galileu de jan de 2011.

 

O presente maior

Carta aberta às mães e pais

Diante de uma semana tão complicada e difícil, um grupo de mães escreveu uma carta. Não temos a intenção ou pretensão de saber ou entender ou resolver a gravidade de tudo o que aconteceu. A dor nos levou a pensar em plantar uma semente de amor. Porque só o amor salva e precisamos ter uma fé inabalável nesta verdade absoluta.

O presente, um dia foi uma criança.

As crianças são o futuro.

Que futuro terão nossos filhos?

Aproveitamos o sentimento de indignação e tristeza que nos abalou nos últimos dias para convoca-los para uma mobilização pelo futuro das nossas crianças. A tragédia absurda ocorrida na escola em Realengo (Rio de Janeiro) é resultado de uma estrutura complexa que tem regido nossa vida em sociedade. O problema vai muito além de um sujeito qualquer decidir invadir uma escola e atirar em crianças. Armas não nascem em árvores.

A coisa está feia: choramos por essas crianças, mas não podemos nos deixar abater pelo medo, nem nos submeter aos valores deturpados que têm regido nossa sociedade propiciando esse tipo de crime. Não vamos apenas chorar e reclamar: vamos assumir nossa responsabilidade, refletir, trocar ideias e compartilhar planos de ação por um futuro melhor. Então, mães e pais, como realizar uma revolução que seja capaz de mudar esses valores sociais inadequados?

Vamos agir, fazer barulho, promover mudanças! Acreditamos na mudança a longo prazo. Precisamos começar a investir nas novas gerações: a esperança está na infância. Vamos fazer nossa parte: ensinar nossos filhos pra que façam a deles.

Se desejamos alcançar uma paz real no mundo,

temos de começar pelas crianças. Gandhi

O que estamos fazendo com a infância de nossas crianças?

Com frequência pais e mães passam o dia longe dos filhos porque precisam trabalhar para manter a dinâmica do consumo desenfreado. Terceirizam os cuidados e a educação deles a pessoas cujos valores pessoais pensam conhecer e que não são os valores familiares. Acabamos dedicando pouco tempo de qualidade, quando eles mais precisam da convivência familiar. Assim, como é possível orientar, entender, detectar e reverter tanta influência externa a que estão expostos na nossa longa ausência? Estamos educando ou estamos nos enganando?

O que vemos hoje são crianças massacradas e hiperestimuladas a serem adultos competitivos desde a pré-escola. Estão constantemente expostos à padronização, competição, preconceito, discriminação, humilhação, bullying, violência, erotização precoce, consumo desenfreado, culto ao corpo, etc.

O estímulo ao consumo desenfreado é uma das maiores causas da insatisfação compulsiva de nossa sociedade e de tantos casos de depressão e episódios de violência. Daí o desejo de consumo ser a maior causa de crime entre jovens. O ter superou o ser. Isso porque a aparência é mais importante do que o caráter. Precisamos ensinar nossos filhos que a felicidade não está no que possuímos, mas no que somos. Afinal, somos o exemplo e eles repetem tudo o que fazemos e o modo como nos comportamos. E o que ensinamos a nossos filhos sobre o consumo? Como nos comportamos como consumidores? Onde levamos nossos filhos para passear com mais frequência? Em shoppings?

Quanto tempo nossos filhos passam na frente da TV? 10 desenhos por dia são 5 horas em frente à TV sentados, sem se movimentar, sem se exercitar, sendo bombardeados por mensagens nem sempre educativas e por publicidade mentirosa que incentiva o consumo desde cedo, inclusive de alimentos nada saudáveis. Mais tempo do que passam na escola ou mesmo conosco que somos seus pais!

Porque os brinquedos voltados para os meninos são geralmente incentivadores do comportamento violento como armas, guerras, monstros, luta? A masculinidade devia ser representada pela violência? Será que isso não contribui para a banalização da violência desde a infância? Quando o atirador entrou na escola com armas em punho, as crianças acharam que ele estava brincando.

Nós cidadãos precisamos apoiar ações em que acreditamos e cobrar do Estado sua implementação, como o controle de armas, segurança nas escolas, mudança na legislação penal, etc. Mas acima de qualquer coisa precisamos de pessoas melhores. Isso inclui educação formal e apoio emocional desde a infância. É hora de pensar nos filhos que queremos deixar para o mundo, para que eles possam começar a vida fazendo seu melhor. Criança precisa brincar para se desenvolver de forma sadia. É na brincadeira que elas se descobrem como indivíduos e aprendem a se relacionar com o mundo.

Nós pais precisamos dedicar mais tempo de convivência com nossos filhos e estar atentos aos sinais que mostram se estão indo bem ou não. Colocamos os filhos no mundo e somos responsáveis por eles! Eles precisam se sentir amados e amparados. Vamos orientá-los para que eles sejam médicos por amor não por status, que sejam políticos para melhorar a sociedade não por poder, funcionários públicos por competência e não pela estabilidade, juízes justos, advogados e jornalistas comprometidos com a verdade e a ética, enfim!

Precisamos cobrar mais responsabilidade das escolas que precisam se preocupar mais em educar de verdade e para um futuro de paz. Chega de escolas que tratam alunos como clientes.

Não temos mais tempo a perder. Ou todos nós, cedo ou tarde, faremos parte da estatística da violência. Convidamos todos a começar hoje. Sabemos que não é fácil. E alguma coisa nessa vida é?

Vamos olhar com mais atenção para nossos filhos, vamos ser pais mais presentes, vamos cobrar mais da sociedade que nos ajude a preparar crianças melhores para um mundo melhor!

Nossa proposta aqui é de união e ação para promover uma verdadeira mudança social. A mudança do medo para o AMOR, do individualismo para a FRATERNIDADE e para a EMPATIA, da violência para a GENTILEZA e a PAZ.

Ana Cláudia Bessa www.futurodopresente.com.br

Cristiane Iannacconi www.ciclicca.blogspot.com

Letícia Dawahri http://sorrisosdaalma.blogspot.com

Monique Futscher www.mimirabolantes.blogspot.com

Renata Matteoni www.rematteoni.wordpress.com

Se você gostou do conteúdo e quer se juntar à nós, publique esta carta agora em seu blog e vamos todos juntos mostrar que queremos uma sociedade melhor e que estamos prontos para o desafio de criar pessoas melhores.

Não tem blog? Mande a carta por e-mail aos amigos, dissemine esta idéia.

Além disso, vamos imprimir e levar para a escola de nossos filhos para conseguir que ela seja distribuída nas agendas  aos outros pais. Vamos agir, vamos movimentar a sociedade. Vamos mostrar a importância que a presença dos pais tem na vida das crianças, futuros cidadãos.

Vieram nos chamar, nós estamos aqui, o que é que há!

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Quem já publicou:

  1. http://ombudsmae.blogspot.com/2011/04/o-que-podemos-fazer.html
  2. http://sorrisosdaalma.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais.html
  3. http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais/
  4. http://www.possoamamentar.com.br/blog/carta-aberta-as-maes-e-pais-blogagem-coletiva/
  5. http://www.sitecristao.com/carta-aberta-as-maes-e-pais/
  6. http://www.conscienciacoletiva.com.br/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  7. http://futurodopresente.com.br/ana/2011/04/cartaabertamaespais/
  8. http://www.saudedamulher.net/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-blogagem.html
  9. http://www.trezentos.blog.br/?p=5776
  10. http://claudiasimas.blogspot.com/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  11. http://www.grupocria.com.br/index.php/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais/
  12. http://poetrixica.blogspot.com/2011/04/divulgando-uma-carta-para-pais-e-maes.html
  13. http://drang.com.br/blog/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos/
  14. http://mamaeantenada.blogspot.com/2011/04/sejamos-mudanca.html
  15. http://dricacrfviagens.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-blogagem.html
  16. http://rematteoni.wordpress.com/2011/04/13/precisamos-de-seres-humanos-melhores-2/
  17. http://mimirabolantes.blogspot.com/2011/04/blogagem-coletiva-que-futuro-terao.html
  18. http://duasxmarias.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-maes-e-pais.html
  19. http://www.ladybugbrazil.com/2011/04/14/que-futuro-terao-nossos-filhos
  20. http://mariabarriga.com.br/blog/geral/maria-barriga-na-blogagem-coletiva.html
  21. http://meumundoenadamaisevellyn.wordpress.com/2011/04/14/carta-aberta-as-maes-e-pais/
  22. http://www.pastorclaybom.com.br/pessoal/o-choro-de-um-amigo
  23. http://www.jujubalandia.org/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  24. http://mamaecaprichosa.blogspot.com/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  25. http://sandraronca.blogspot.com/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  26. http://temquemgoste.wordpress.com/2011/04/14/carta-aberta-as-maes-e-pais-que-futuro-terao-nossos-filhos-blogagem-coletiva/
  27. http://sustentavel-desenvolvimento.blogspot.com/2011/04/blogagem-coletiva-carta-aberta.html
  28. http://longevidade-silvia.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-blogagem.html
  29. http://maed2.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-blogagem.html
  30. http://www.ladybugbrazil.com/2011/04/14/que-futuro-terao-nossos-filhos/
  31. http://blogdati.com/2011/04/14/carta-aberta-a-todas-as-maes-e-pais-sosfilhos-filhosdobrasil/
  32. http://bleffepoprock.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-que-futuro.html
  33. http://www.samshiraishi.com/semana-desarmamento-infantil/
  34. http://pt-br.paperblog.com/que-futuro-terao-nossos-filhos-111284/
  35. http://giandme.com/2011/04/15/que-futuro-terao-nossos-filhos/
  36. http://filhosematernidade.com.br/comportamento/o-que-estamos-fazendo-com-a-infancia-de-nossas-criancas-cartaaberta/
  37. http://smiletic.com/2011/04/15/simbolos-da-paz/
  38. http://www.blogmamiferas.com.br/2011/04/nossa-prece-por-um-mundo-melhor.html
  39. http://lilibollero.com/?p=580
  40. http://umblogdemae.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-blogagem.html
  41. http://brazucasnomundo.com.br/franca/2011/carta-aberta-as-maes-e-pais/
  42. http://www.facebook.com/notes/eu-tenho-um-filho-especial/carta-aberta-%C3%A0s-m%C3%A3es-e-pais-que-futuro-ter%C3%A3o-nossos-filhos-blogagem-coletiva/10150168518895017
  43. http://umapitadadecadacoisa.blogspot.com/2011/04/familia-berco-da-educacao-cartaaberta.html
  44. http://luzdeluma.blogspot.com/2011/04/minha-infancia-fragmentos.html
  45. http://www.whatmommyneeds.net/2011/04/mudancas-vista.html
  46. http://jardimflorescer.wordpress.com/2011/04/18/que-futuro-terao-nossos-filhos/
  47. http://www.maeetudoigual.com.br/2011/04/cartaaberta-que-futuro-terao-nossos.html
  48. http://kikaaqui.blogspot.com/2011/04/carta-aberta-as-maes-e-pais-que-futuro.html
  49. http://www.zevaldoemaragogipe.com/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  50. http://www.cr15.net/post/4597017143/cartaaberta
  51. http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/2011/04/recebi-uma-carta-e-voce.html
  52. http://nossaalegria.blogspot.com/2011/04/que-futuro-terao-nossos-filhos.html
  53. http://vilamulher.terra.com.br/emilia73/que-futuro-terao-nossos-filhos-9-4742321-146049-pfi.php
  54. http://www.gbclassico.net/15746_-cartaaberta-Que-futuro-ter–o-nossos-filhos-.html
  55. http://www.aleitamento.com/a_artigos.asp?id=3&id_artigo=2481&id_subcategoria=4

 

*Lista de posts com atualização esporádica, pedimos que aguarde.

(se você poublicou a carta e seu post não está aqui, nos escreva falecom@futurodopresente.com.br e envie seu link específico -no caso de postagem-  pois pode ser que não o tenhamos encontrado e ele passará a constar aqui).

Pode ser que não haja resposta ao seu e-mail em virtude do volume de mensagens (somos mães de múltiplas jornadas!) , apenas atualizamos a lista de links. Pedimos que acompanhe. Conto com a compreensão de todos. Obrigada.

Política que se aprende em casa e na escola

Se queremos pensar no futuro que vamos deixar para nossos filhos, temos que pensar em política e devemos exercer o voto consciente e responsável. Devemos estudar nossos candidatos, conhecer seus currículos, ver se têm a ficha limpa, analisar a postura na campanha (ele é ético, suja as ruas com suas propagandas, tem projetos com metas e prazos a serem cumpridos, qual seu histórico político?). Mas podemos (e devemos) ir além.

Me pergunto se diante do – triste e vergonhoso -  atual cenário político brasileiro, não é hora de começarmos também a educar nossos filhos politicamente? Será que nossa dificuldade em votar vem justamente na falta de base educacional política? Não seria hora de ensinar política às crianças já na escola? Qual a importância dos cargos políticos? Como devemos atuar, cobrar e acompanhar o desempenho do eleito durante o mandato? Não deveríamos/poderíamos aprender isso no colégio?

Sei que a grade escolar já está sobrecarregada. O mundo está tão diversificado que cada dia mais precisamos de uma base mais ampla de ensino (vide na grade escolar de muitas escolas a inclusão de filosofia, educação financeira, educação sexual, etc.). Acredito que, com o passar do tempo, haverá uma necessidade incontestável de aumentar o turno escolar diante de tantas matérias a se cumprir. Mas, no caso da política, o que fazer? Podemos continuar votando tão mal? Podemos continuar nos dando ao luxo, ou dando luxo aos maus políticos de continuarem fazendo a bandalheira que fazem sem o menor pudor? E nós, os pais, o que podemos fazer para falar de política dentro da nossa casa?

Sei que meu texto tem mais perguntas do que respostas. Eu mesma tenho mais perguntas do que respostas na minha, sempre surpreendente, missão de educar os filhos que coloquei nesse Brasil. Mas é das perguntas que surgem as mudanças e quem sabe, não aparecem um profissional que entenda de política e um pedagogo para nos ajudar com um ‘Pequeno manual de política para crianças, em casa e na escola’. Pronto, já sugeri até o título. ;-)

Mas, são apenas crianças e jovens que precisam ser ensinados sobre política? E os políticos? Qual a qualificação que eles precisam ter para exercerem funções de tamanha responsabilidade? Os políticos deveriam ser mais bem preparados?

Se você é médico, teve que estudar para exercer sua profissão. O mesmo se é jornalista, engenheiro, químico. Mas e o político? Ele apenas foi eleito com um determinado número de votos e pronto. Não significa que ele esteja apto a exercer um cargo político. Será que também não é hora de ter a obrigatoriedade de se fazer um curso para exercer o mandato?

Não, não acho e nem falo de um curso de política que crie políticos profissionais. Até porque, muitos políticos conseguem seus votos não pela capacidade intelectual, mas pelo trabalho que desenvolvem em uma comunidade ou com a participação atuante em entidades que representam alguma classe social ou profissional. O que falo é de um curso, como para tirar a carteira de motorista, como uma prova de Conselho Profissional (como CRM, CREA, etc.). Foi eleito, então agora ele tem que fazer o curso e prestar exame para exercer o cargo. ESTUDAR. Aí, muitos defenderão que alguns representantes do povo não têm base educacional, e são sim, figuras de representatividade onde foram eleitas. Ok. Então agora, amigo, se essa figura representativa quer ir além da sua comunidade e fazer algo de relevante  vai precisar sim se esforçar e passar no exame admissional . Entender do riscado, como se diz.

Pode parecer uma ideia estapafúrdia, mas esses eleitos pelo povo vão fazer e votar leis de interesse público. Essas leis precisam ser viáveis e coerentes, caso contrário, além de não serem aplicáveis, ficam tomando um tempo precioso de avaliações e votações que poderia estar sendo ocupado com providências que realmente fossem mudar nosso país para melhor.

Quem faz as leis? Tem conhecimento para isso? São leis aplicáveis? Adianta o judiciário ser sobrecarregado de leis que não funcionam? Adianta termos direitos que não nos atendem? Adianta existirem ações que não tornam o Brasil um país melhor?

Quem sabe assim, não deixa de ser tão fácil ser político. Quem sabe assim, quem entra lá pensando em tirar vantagem da máquina administrativa possa entender o significado dos votos que recebeu e respeitar melhor o cargo que irá ocupar.

O que penso é que precisamos mudar tudo na política que temos hoje em nosso país e talvez, as soluções importantes, mais uma vez, recaiam sobre a EDUCAÇÃO: seja dentro de casa, seja na escola, seja para assumir um cargo político.

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Texto publicado também: Ciclo Comunicar Política

[imagem: http://www.umsabadoqualquer.com/]

GRUPO CRIA APÓIA AÇÃO CONTRA WAL-MART

Não compro

O WAL-MART , a maior rede de varejo do mundo, está lançando nos Estados Unidos uma linha de maquiagem de uso diário, para crianças de 8 a 12 anos, chamada Geogirl. Como mães conscientes, não podemos nos calar. Segundo informações de sites internacionais, a linha é composta por maquiagem, cremes antienvelhecimento e esfoliante. Tentamos confirmar essa informação junto à assessoria de imprensa da rede varejista, no entanto, ainda não obtivemos resposta.

Não somos contra maquiagem e uma linha de produtos naturais, para crianças BRINCAREM de vez em quando, é bem vinda. Sim, brincarem de vez em quando, nos jogos simbólicos. Porém, não consideramos saudável uma menina desta idade preocupar-se em sair somente maquiada, como se fosse uma adulta. Somos contra a adultização infantil e a erotização precoce estimulados também pelo uso contínuo e banalizado de maquiagens e produtos de beleza.

A assessoria de imprensa do Wal-Mart nos informa que não há previsão de lançamento da linha Geogirl no Brasil, porém, confirma que os produtos serão vendidos nos Estados Unidos.

Por isso, nós do Grupo Cria pedimos o apoio de toda população brasileira, principalmente mães e pais, para assinar a petição escrita pela ativista Mandy Van Deven que tem o objetivo de impedir as vendas da linha de maquiagem da fabricante Pacif World Corporation na rede varejista.

Vamos fazer este movimento crescer e mostrar que, sim, mães concientes estão em todos os continentes!

Clique aqui e participe : http://www.grupocria.com.br/index.php/2011/02/grupo-cria-apoia-acao-contra-wal-mart/

Mães pro futuro – mais um selo

Já conhece nosso Selinho, né?

Então, criamos este selinho para presentear as mães blogueiras que pensam e agem e escrevem e debatem na blogosfera em prol do futuro de seus filhos! Sempre tivemos vontade de participar desse tipo campanha tão antiga mas tão simpática da blogosfera (que muitos consideram cafona e ultrapassada).

Desta vez, vamos presentear uma blogueira que é uma inspiração. Mãe de raça nobre , daquelas que tem a coragem de ter 3 filhos! rs

Ela é para nós uma referência em eco-family e inspira a todos com seus posts contando como faz para tentar, essa missão desafiadora, de fazer o dia-a-dia da família mais ecológico.

E essa querida mãe blogueira é a Thaís Saito do blog Vida Verde!

E vou citar aqui o texto maravilhoso sobre vida de mãe:

3 coisas que toda mãe deve ter…. (versão Thais) : http://blogvidaverde.blogspot.com/2011/01/3-coisas-que-toda-mae-deve-ter-versao_15.html

Trecho para instigar: “- Na cabeça: “eu tenho a força”, “1, 2, 3, 4, 5, ….” e “o que pode ser feito amanhã pode ficar para amanhã”.”

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Regrinhas para o selo?

Recebeu? Indique outra ou outras blogueiras que te agradem  que sejam antenadas com a maternidade consciente.

Não recebeu ainda? Não fique triste porque somos muitas vozes! Mas quer indicar? Indique do mesmo jeito. :)

E se você nos concedeu algum selo,  logo escrevo aqui agradecendo os selos muito carinhosos que recebemos.

ô tempo curto esse de mãe, viu! :)

solo fértil


O apoio dado ao Manifesto pelas Mães superou de longe nossas expectativas. Já contamos com mais de 500 assinaturas e a campanha está só no começo.

Quando retornarmos das férias – leia-se: a molecada voltar pra escola e a gente reconquistar aquelas preciosas horas de teclado e introspecção, faremos um novo e bem mais amplo esforço de divulgação.

Mas antes de tudo, queremos agradecer às mães e pais queridos, sinceros e parceiros que, logo de cara, abraçaram a causa. Seus comentários nos emocionaram e deram força pra que a gente retorne em agosto com todo o pique.

No site do Grupo Cria, estamos lincando todos os blogs que estão ajudando a divulgar o Manifesto. Mas como a internet é uma colcha de retalhos – com muito fuxico e tricô – alguns blogs podem ter escapado da nossa atenção. Se isso aconteceu com o seu, nos mande um email e o incluiremos na lista.

Boas férias, luz e curtam muuuuuito seus filhotes em casa. Sejamos mães, com orgulho!

Taís Vinha – Grupo Cria e Ombudsmãe

http://ombudsmae.blogspot.com/2010/07/solo-fertil.html

Filhos dos pais e da sociedade e da escola e da família

Recebi pelo Twitter um link de texto falando que ética se aprende em casa.
Não li o texto, confesso, pois não dou conta de tanto conteúdo. Mas fiquei curiosa: em casa com pais ficando fora o dia todo? Ou há que se fazer concessões?

Vejo e ouço constante “recados” da sociedade cobrando dos pais a educação que deve ser dada em casa mas eles tem que se matar para pagar escola e o chefe cobra hora extra sem remunerá-los. Explica pro chefe que você precisa faltar ao trabalho porque seu filho precisa de carinho e orientação. Nem precisa ser o chefe, fala aí pro colega ao lado e veja a reação dele se você cogitar a possibilidade de postergar um trabalho, faltar uma reunião, deixar de entregar um relatório ou mesmo deixar de cumprir sua rotina do dia por causa de um filho. Muitas mães desejam deixar de trabalhar para cuidar dos filhos nos primeiros anos (e muitas que não o fazem se arrependem) mas além da dificuldade de se abrir mão da remuneração pelo trabalho, pare de trabalhar e verá como vão dizer que essa mãe não faz nada (o que é uma grande mentira). Os que criticam são os mesmos que tem um monte de teorias sobre quão falhos são os pais.

A sociedade cobra dos pais e trata os mais dedicados como fracos.

Todo mundo tem que sentir responsável pelas crianças: sociedade, pais e escola. Se considerarmos que somos também frutos do meio, a ética tem que permear todos os ambientes. Crianças sem ética são adultos que interferem maléficamente em toda a sociedade. Todos pagamos o preço, não só as famílias em casa. Ética e muita coisa tem que ser ensinada em TODAS as esferas. Se os pais devem ensinar, no mínimo, a sociedade deve apoiar os pais. É preciso que a sociedade mude a forma de ver a maternidade/paternidade de forma urgente e dar respaldo para que seja exercida melhor.

Se refletimos o que aprendemos dentro de casa, também não refletimos em outros aspectos. Observo que , por exemplo, tem muitas coisas que sou diferente de meus pais, para bem e para o mal. Pais não são onipotentes, nem onipresentes. Se fosse assim os filhos de fumantes, fumariam e é comum acontecer o contrário. Como influências podem vir do meio, ou não, e nunca sabemos qual terão um peso maior para cada indivíduo, todos somos responsáveis pelas crianças. A propósito, meus pais fumavam quando eu era criança. Eu nunca fumei mesmo não me lembrando de receber orientação para não fazer. Ou seja, valores podem ser muito mais amplos do que só pais, família, sociedade ou escola…é tudo relacionado.
Eu sou totalmente contra terceirizar qualquer educação, mas acho que jogar qualquer coisa exclusivamente nas costas dos pais  é absurdo. A sociedade que temos hoje é fruto do abandono aos pais, não só às crianças. Os pais ainda são empurrados a terceirizar os filhos. Precisamos encontrar o equílibrio dessa relação pois cobra-se pais presentes e profissionais totalmente dedicados. Difícil conciliar.Precisamos urgente mudar a forma de encarar a parentalidade. E dar valor ao exercício mais pleno.
Sou defensora apaixonada dos pais e filhos em conjunto com a sociedade.
Assine o Manifesto pela Valorização da Maternidade.

Pela valorização do papel importante que a educação familiar tem na formação dos indivíduos e da necessidade urgente da sociedade apoiar os pais para exercê-la.

Acesse aqui: http://www.grupocria.com.br