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Fazemos diferença no mundo

Depois de determinada idade, as crianças começam a ter dever de casa. Algumas escolas sobrecarregam as crianças, mesmo as de pouca idade com intermináveis tarefas de casa, obrigando a criança a dedicar entre 1 e 2 horas ao dever de casa, quase todos os dias. Eu não concordo com isso e, pra mim, quanto menor a criança, menos dever. Ou nenhum, quando muito novas.
Das escolas que considerei na hora de escolher a escola dos meus filhos, quando na pré-escola, dei preferência as que não tinham dever de casa por entender que nesta fase, a criança precisa de outras coisas e não de tarefas de casa.
O dever de casa dos meus filhos começou com leitura. E, de vez em quando, vinha um livro para lermos para as crianças. Depois, os livros passaram a ser semanais e depois eles começaram a ler, eles mesmos, os livros que traziam da escola.
No primeiro ano, os deveres de casa começaram a vir em forma de tarefas, além da leitura e mesmo assim, não eram todos os dias. No segundo, ano passaram a ser todos os dias, mas não eram muitos. E agora, no terceiro ano, os deveres são diários e com um pouco mais de volume. Isso porque eu continuo escolhendo e preferindo escolas que não espremem os alunos de ensino fundamental como se eles estivessem se preparando para o vestibular.
O ano letivo começou e com ele, voltaram as tarefas de casa. Interessante observar que sempre, nas reuniões escolares, existe uma preocupação de responder aos pais sobre qual a importância do dever de casa. Sinto também que a maioria dos pais tem dificuldades em lidar com este momento. E não é fácil mesmo.
Não é só o cansaço dos pais depois de um dia de trabalho. As crianças também estão cansadas. Além de cansadas, elas ainda estão em formação e por isso não querem nem saber de ter essa responsabilidade. E com tudo isso, este momento, pode virar “um verdadeiro pesadelo com falta de paciência e muitas cobranças”.
Nestes meus poucos anos de mãe de alunos que têm dever de casa, observei que o dever de casa me ajuda a saber exatamente o que eles estão estudando na escola, as matérias, o grau de dificuldade. Através do dever de casa conseguimos também perceber como eles estão indo na escola e qualquer observação, pode ser conversada com a escola.
Outra coisa legal é que quando sabemos o que eles estão estudando, podemos fazer associações entre os fatos do nosso dia-a-dia com as coisas que eles estão aprendendo. Sempre que fiz isso percebi uma grande admiração por parte deles e interesse sobre o assunto. Com certeza, isso os ajuda a entender a importância do que estão aprendendo.
Percebi também que é de suma importância que exista uma rotina porque se deixar por conta deles, os deveres não serão feitos ou nós estaremos correndo junto com eles, minutos antes da hora da escola, para terminar tudo. Quando fazemos os deveres com antecedência, mostramos a eles o quanto é bom nos livrarmos logo das nossas responsabilidades. Então, aí, já temos mais outra importância do dever de casa. Além de nos mostrar a vida escolar de nossos filhos, dá noção de disciplina e responsabilidade mesmo fora da escola.
Precisei cometer muitos erros para concluir essas coisas e ainda preciso melhorar na questão da rotina porque eles chegam cansados, querem comer e brincar antes de fazer o dever e quando nos damos conta, já são 8 horas da noite.
Segundo os professores, durante as muitas reuniões que eu frequentei, o dever de casa também ajuda a fixar o conteúdo dado em sala de aula e prepara o aluno para ter uma rotina para estudar fora da escola, coisa que nos anos futuros será muito importante.
Para o momento do dever de casa render melhor, desligo a TV, e coloco-os sentados a mesa em posição ereta porque a falta de postura os deixa super preguiçosos. Além disso, percebi também que quando eu sento ao lado deles, a coisa flui melhor e eles se mostram mais interessados. Acho que eles precisam fazer seus deveres sozinhos, e alterno dias em que sento com eles e outros dias que não sento.
Ainda tenho um pouco de dificuldade em tornar o ambiente mais acolhedor. Sinto que , não sei se pela pouca idade deles, isso só acontece quando eu me dedico a ficar com eles neste momento.
Esteja também informado sobre a linha pedagógica da escola. Tem linha pedagógica que não recomenda que nós façamos a correção dos deveres em determinadas idades, principalmente no começo da alfabetização. Tem metodologias que acham fundamental que os pais consertem. Não vou aqui entrar no mérito sobre o que está certo ou errado porque acredito que ambas, cada uma em seu contexto, tem vantagens.
Aqui em casa eu vou no caminho do meio termo porque eu corrijo, mas se sinto que meu filho está apresentando muita dificuldade em entender o trabalho de casa, deixo errado para a professora ver onde ele errou em casa. Contudo, na nova escola dos meus filhos, a professora foi enfática em recomendar que façamos a correção porque, em tese, ela sabe exatamente quais são as dificuldades de seus alunos pois eles também as apresentam em sala de aula.
O que me motivou a falar sobre o assunto, foi o fato de eu ter recebido um pequeno guia da escola das crianças dando dicas sobre o Lição de Casa. Achei a iniciativa muito legal e o conteúdo muito bom. Muito do que eu contei da minha experiência pessoal até aqui, também estava no material e me mostrou que minhas percepções eram pertinentes. E para complementar, eles ainda falam que pesquisas comprovam que “as crianças que fazem os deveres de casa aprendem melhor, têm notas melhores e são mais seguras. Também ajudam na interação entre aluno, professor e família e colabora para o aluno ter uma melhor organização para o estudo.”
Recomenda ainda que procuremos entender melhor nossos filhos, procurando saber, por exemplo, o que o deixa mais motivado e como ele se sente melhor para fazer sua tarefa de casa. Fala da importância de definir as regras para este momento de forma clara e com a participação do aluno. E que eles estejam em um ambiente calmo e organizado.
Uma dica bacana, que nunca pensei, foi a de que nos ocupemos de tarefas parecidas no momento do dever de casa e o ideal é que esta atividade não pareça mais interessante do que a lição de casa, como usar o computador, por exemplo. E por fim, no final da dever, que o incentivemos a rever a lição.
Aqui eu vou aproveitar muito essas dicas e melhorar a nossa relação com esta tarefa. E você, como lida com o dever de casa dos seus filhos?
[Imagem : Getty Images/royalty free]
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Ano passado, fora o preço do material escolar, um grande drama para mim, foi escolher a mochila. Na escola, não há a necessidade de levar material escolar e nem lanche – que é preparado na escola seguindo orientações de uma nutricionista-, mas como ainda é, na verdade, de uma pré-escola, ele leva na mochila uma muda de roupas e uma toalha para qualquer imprevisto desta ordem. E realmente aconteceram vários acidentes que necessitaram de troca de roupa.
Por isso, a mochila não precisava ser de rodinhas, no meu entender. Afinal, além do pouco material, ele só carrega a mochila praticamente do carro à sala de aula e vice-versa no fim do dia. Nada mais que 20 metros. Mas a vedete do momento ainda era a mochila de rodinhas. E realmente, num primeiro olhar, diante da quantidade absurda de material que as crianças precisam carregar, era melhor puxar um carrinho do que carregar 15 quilos nas costas.
Mas minha atitude sempre questionadora se perguntava ser realmente essa mochila era a melhor opção e decidi que no caso daqui de casa, não era. Comprei uma mochila simples mas que parecia dar apoio de qualidade à coluna, sem personagens (para evitar estimular o consumismo precoce) e muito mais barata que as de rodinhas.
Esse ano, o drama não foi diferente. E o pior é que eu não encontrava nenhuma mochila razoavelmente bonita sem ser de personagens famosos e que estão custando o “olho da cara”. E sem rodinha? Um verdadeiro desafio.
Mas, de repente, começo a ouvir na mídia a noticia de que os especialistas estavam condenando as mochilas de rodinhas porque forçam a coluna de forma inadequada e desigual. Ou seja, agora, o mais indicado é a mochila nas costas, corretamente apoiada e com menos de 10% do peso da criança em material escolar.
Algumas coisas eu preciso considerar antes de comemorar minha escolha pela mochila se rodinhas, aparentemente, não equivocada:
1. A gente precisa ter uma visão crítica das informações que recebemos todos os dias. Não dá para confiar em tudo o que falam. Neste caso por exemplo, a mochila de rodinha foi durante anos elevada à condição de salvadora da saúde ortopédica das crianças. Agora, acaba de virar vilã. Portanto, antes de aderir cegamente, devemos usar nosso bom senso.
2. Será que realmente estes posicionamentos são confiáveis ou foi uma jogada de marketing lançada no mercado para que as pessoas agora renovem suas mochilas? Teoria da conspiração? Pode ser… mas, não podemos esquecer que a moda quando muda, gira o mercado e circula o dinheiro.
Mas, eu observei o seguinte:
Durante um evento ocorrido em SP, fiquei para todos os lados carregando minha bolsa de viagem possuidora das “milagrosas” rodinhas. Pois bem, depois de alguns dias, senti fortes dores nas costas e desde então, venho sentido fortes fisgadas. Será que não foi a mala de rodinhas que sobrecarregou um dos lados do meu corpo em detrimento do outro que não empunhava a mala?
Por isso, mantenho minha posição contrária à maré da moda. As mochilas aqui são novamente sem personagens e sem rodinhas. Se vai mudar, não sei, mas hoje sinto que isso é o melhor para o estilo de vida das crianças.
Mas ainda assim, corremos os riscos de uma nova pesquisa, daqui a alguns anos, voltar a dizer que a mochila de rodinhas é melhor ou ainda que um novo modelo de mochila é melhor que as duas. E esse novo modelo, alguns anos depois , pode não ser mais tão bem indicada. E a gente fica assim, meio perdido sem saber no que acreditar.
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[post publicado originalmente em 02 de fevereiro de 2009]
Recebi pelo Twitter um link de texto falando que ética se aprende em casa.
Não li o texto, confesso, pois não dou conta de tanto conteúdo. Mas fiquei curiosa: em casa com pais ficando fora o dia todo? Ou há que se fazer concessões?
Vejo e ouço constante “recados” da sociedade cobrando dos pais a educação que deve ser dada em casa mas eles tem que se matar para pagar escola e o chefe cobra hora extra sem remunerá-los. Explica pro chefe que você precisa faltar ao trabalho porque seu filho precisa de carinho e orientação. Nem precisa ser o chefe, fala aí pro colega ao lado e veja a reação dele se você cogitar a possibilidade de postergar um trabalho, faltar uma reunião, deixar de entregar um relatório ou mesmo deixar de cumprir sua rotina do dia por causa de um filho. Muitas mães desejam deixar de trabalhar para cuidar dos filhos nos primeiros anos (e muitas que não o fazem se arrependem) mas além da dificuldade de se abrir mão da remuneração pelo trabalho, pare de trabalhar e verá como vão dizer que essa mãe não faz nada (o que é uma grande mentira). Os que criticam são os mesmos que tem um monte de teorias sobre quão falhos são os pais.
A sociedade cobra dos pais e trata os mais dedicados como fracos.
Todo mundo tem que se sentir responsável pelas crianças: sociedade, pais e escola. Se considerarmos que somos também frutos do meio, a ética tem que permear todos os ambientes. Crianças sem ética são adultos que interferem maleficamente em toda a sociedade. Todos pagamos o preço, não só as famílias em casa. Ética e muita coisa tem que ser ensinada em TODAS as esferas. Se os pais devem ensinar, no mínimo, a sociedade deve apoiar os pais. É preciso que a sociedade mude a forma de ver a maternidade/paternidade de forma urgente e dar respaldo para que seja exercida melhor.
Hora de escolher a escola? Vamos falar mais sobre isso!
Eu li bastante sobre as metodologias e descobri que só escolhemos a metodologia se ela estiver acessível , perto de nossa casa. Ou então mudamos de endereço para propiciar aquela determinada metodologia, de uma determinada escola aos nossos filhos. Por exemplo,
Hora de ver matrículas, novas escolas, rever conceitos, começar uma nova etapa…enfim…uma das escolhas mais dificeis! Vamos começar a postar textos sobre escola. Temos bastante coisa, de vários autores que vale a pena rever. Veja se voce se identifica!
Eu sempre tentei respeitar a velocidade das crianças, o desenvolvimento natural delas.
Essa foi uma preocupação…
Recebemos um convite muito especial para falar da relação pais e escola para o portal NET educação.
Clique na imagem ou no link abaixo para ouvir o podcast.
Nesta edição do podcast Informe NET Educação, você acompanha os pensamentos do diretor do Colégio FAAP (São Paulo), Henrique Vailati Neto; e da responsável pelo blog Futuro do Presente, Ana Cláudia Bessa.
A participação dos pais na escola é o assunto abordado, levando-se em conta os dois lados da questão.
O diretor Henrique Vailati ressalta que só é possível que se tenha uma educação focada no aluno, se os professores e a escola conhecerem as principais características desse aluno. Para isso, a escola deve procurar caminhos para a efetiva participação dos pais. Por outro lado, ele defende que os pais devem ir ao colégio, ver quem são os professores e como são tratados, por exemplo, assuntos como liberdade religiosa e família.
Ana Cláudia Bessa também fala da relação família e escola, só que sob a ótica dos pais. Aqui, ela apresenta os apontamentos resultantes de comentários da blogagem coletiva “Pais na Escola”.
http://www.neteducacao.com.br/laboratorio-multimidia/podcast/pais-e-escola-aprendendo-a-somar
Estava lendo um artigo sobre asma na escola e, quando li sobre os cuidados na escola (realizar pinturas, obras etc. durante as férias), lembrei de uma situação muito triste, e acho importante que isso fique bem claro em todos os lugares frequentados por asmáticos. É pra alertar, não quero assustar, mas mostrar como é importante a gente estar ligada em tudo, e ensinar à criança ou adolescente a ficar ligado em tudo.
Uma colega de escola era asmática, e estavam fazendo uma troca de piso na academia que ela frequentava. Só que a academia ficou funcionando normalmente, e ela foi fazer aula. Teve uma crise e não resistiu. Ela provavelmente nem pensou que não poderia fazer aula naquelas condições, pois talvez nunca tenha sido alertada. Já era grandinha (foi no ano em que entramos para a faculdade), então não estava acompanhada dos pais, que talvez a tivessem impedido se tivessem visto a situação. E a academia, claro, foi irresponsável.
Portanto, a gente precisa viver a vida e deixá-los ser crianças/adolescentes, mas chamando atenção para esse tipo de coisa.
Eu faço muito isso com as meninas: mostro situações em que as pessoas poderiam ter escolhido agir de outra forma e ter suas vidas poupadas (recentemente, foi uma história sobre pegar carona com alguém que bebeu). Conto e pergunto o que entenderam, qual a conlusão que podemos tirar e tal. Tem funcionado, espero que levem isso para a vida, quando forem mais independentes.
A gente não pode impedir tudo, mas pode fazer força pra criar uma boa base.
Vida de mãe é dura mesmo.
E a gente passa a entender os sufocos pelos quais fez nossas mães passarem, né?
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Texto de Silvia Schiros
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