Fórum Criança e Consumo – Dia 2 – parte 3

Consumo Infantil, capitalismo e o papel da família

Somos contemporâneos da crise. A modernidade não está respondendo os grandes problemas da humanidade. O capitalismo fracassou para 2/3 da população do planeta. A maior parte das coisas na vida é difícil mas o capitalismo nos faz preferir as coisas fáceis. “Direitos Humanos” é luxo num mundo onde não temos direitos básicos como alimentação, por exemplo. O setor administrativo é seletivo, enquanto o repressivo é absoluto.O Estado só responde pela camadas privilegiadas da sociedade.

O Mercado, que é uma entidade abstrata, é tratado como um Deus a ponto de vermos atletas fazendo propaganda de cerveja na televisão. Tem coisa que não comungue mais do que bebida alcoólica e esporte?

A publicidade cria o desejo pelo não-necessário. A publicidade infantil é um tipo de pedofilia vertical. A erotização infantil precoce, nada mais é que a adultização num ser biologicamente infantil. E os produtos que ostentamos nos agregam valor. Não é interessante perceber que as roupas de grife passaram a colocar as etiquetas do lado de fora?
90% do aprendizado acontece entre 0 – 6 anos de idade que é considerada a fase em que temos maior capacidade de aprendizado, justamente a fase onde aprendemos a ser seres humanos independentes. Nem tudo pode ser permitido, as crianças têm necessidade de controle e censura.

Como criar uma sociedade que não viole o direito da criança a uma infância sadia?
ATV causa uma certa hipnose visto que prende nossa atenção por horas a fio sem que consigamos dar atenção a outra atividade. No Brasil, a criança fica, em média, 5 horas na frente da TV, mais tempo do que permanece na escola. A criança não tem discernimento para entender as mensagens publicitárias enviadas em sua direção: para elas, uma bicicleta e um copo d’água tem o mesmo valor. Uma forma de tirar as crianças dessa hipnose da televisão é incentivá-los a criar seus próprios brinquedos. Isso demanda tempo, atenção, concentração e exercita a criatividade. Tudo começa na imaginação, precisamos estimulá-la.

O que é preciso para uma pessoa ser feliz?
Como ensinar as crianças a serem felizes sem se comparar com os colegas? É preciso ensinar às crianças que a felicidade é uma realidade interior. Valores infinitos e valores de subjetividade. Generosidade, solidariedade e a prática de serviços desinteressados.]

Como os pais podem desestimular o consumo nos filhos sem que estes se sintam excluídos do seu círculo social já que maioria esmagadora dos outros pais (e sociedade em geral incluindo família e escolas) estão absolutamente passivos ou envolvidos diante do apelo consumista? Fiz esta pergunta à mesa e a resposta foi surpreendente pela simplicidade e pela constatação da dificuldade que os pais encontram em educar.

Como educar a criança diante da pressão consumista? Dando o exemplo. O que os pais querem quando levam o filho para passear num shopping a não ser dar a eles um referencial de consumo? Shopping é um templo de consumo, uma droga virtual baseado num mundo perfeito construído para encantar. Uma super proteção (shoppings, condomínios) que acaba por nos tornar inseguros e torna esses bens como mínimos referenciais.

“Estou apenas observando quanta coisa existe que eu não preciso para ser feliz” (Sócrates)

Em contra partida, os pais não encontram aliados quando querem fazer diferente e remar contra a maré de consumo imposta pela sociedade e sofrem pressão por todos os lados: escola, mídia, Estado. Os cidadãos precisam se ajudar, os cidadãos precisam ajudar os pais.

A Escola não está preparada. Cantinas reforçam a aversão das crianças aos alimentos saudáveis. Falta de orientações claras permitem competição entre materiais, brinquedos, roupas. A escola que deveria ser de igualdade (todos iguais juntos para aprender, usando uniforme e materiais iguais) se torna um local de competitividade por melhores brinquedos , presentes, roupas, marcas – mais um local onde eles aprendem a exibir o materialismo como valor essencial.

FREI BETTO [Palestrante] Frade dominicano e escritor, assessor de movimentos sociais. Estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia. Com 51 livros publicados, escreve para vários jornais e revistas e profere palestras no Brasil e no exterior.
Benjamin Barber [Palestrante] : Teórico político de renome internacional. Foi Professor de Ciências Políticas (Walt Whitman) da Universidade de Rutgers por 32 anos, e em seguida, Professor de Sociedade Civil (Gershon e Carol Kekst) na Universidade de Maryland e durante cinco anos trabalhou como consultor informal do Presidente Bill Clinton. Os 17 livros de Benjamin Barber incluem o clássico Strong Democracy (1984), McWorld (1995 com uma edição pós 9/11 em 2001, traduzido para vinte e sete línguas) e Consumido: Como o Mercado Corrompe Crianças, Infantiliza Adultos e Engole Cidadãos , publicado em 2007 por W.W. Norton nos Estados Unidos e em sete edições estrangeiras.

Crianças como cidadãos ou como consumidores?

com Taís Vinha do blog Ombudsmae.blogspot.com

Fórum Criança e Consumo – dia 2 – parte 2

Antes de começarmos, quero dizer que este foi um dos palestrantes que mais gostei, tanto pela qualidade do que foi dito (no sentido do tema) quanto pela qualidade do palestrante que inclusive pediu para que as luzes da platéia fossem aumentadas para que ele se sentisse interagindo com a mesma.

O  que há de errado com o Capitalismo? Ele,  indiscutivelmente, triunfou perto de outros sistemas e muitos países triunfaram quando adotaram o capitalismo.
Claro que depende do ângulo, afinal não se pode dizer que um sistema é triunfante quando levamos em consideração que maior parte absoluta da população do mundo vive na miséria.

O capitalismo infantiliza os adultos, usa as crianças e transforma cidadãos em consumidores. O adulto passa a se comportar como criança  – eu quero consumir – e compra sem critério e necessidade criando pessoas viciadas em comprar (compralismo). É a insatisfação compulsiva , que citamos no nosso debate de mães, leia aqui. Capitalismo parou de produzir bens para produzir/fabricar necessidades. E isso está criando uma geração de compradores que aos 18 anos já se tornaram compradores compulsivos – com  muita disposição e nenhuma responsabilidade.

Comprar = prazer = drogas
”Não economize, gaste”
“Não se preocupe com a produção, consuma.”
“Não se preocupe com o seu descanso = lojas 24h”
“Não precisa sair de casa = internet”

O adulto pode escolher não consumir o que não precisa enquanto a criança precisa do adulto para fazer esta escolha. Começamos a violentar a infância e as crianças deixam de ser crianças para serem potenciais consumidores. A erotização nada mais é do que criar produtos para crianças como se fossem adultos. Corrompemos as crianças.
Há shoppings que já separam filhos de seus pais com o intuito de deixar as crianças mais vulneráveis. Vivemos hoje um momento de totalitarismo comercial e publicitário e não de liberdade de expressão e escolha.
Internet pode ser usada por crianças mas não para publicidade e sim para o aprendizado.

Capitalismo está dando fim à democracia e ao pluralismo e vem privatizando a sociedade. O mundo está igual em todas as partes do mundo.  O grande problema é o capitalismo preguiçoso. Interesses sociais são públicos e as escolas não podem ser privadas. Nossas escolhas privadas têm conseqüências públicas, como por exemplo, o carro que escolhemos (consumo de combustível, óleo, etc). E até a água engarrafada compramos que consome plástico, transporte, etc.  Não podemos ser apenas consumidores, precisamos ser cidadãos.
Precisamos produzir nossas necessidades reais ou continuaremos a ser o velho capitalismo que inventa necessidades ao invés de produzir bens necessários.
Um exemplo é o i-phone: câmera ruim, games ruins, telefone ruim, navegador ruim e um monte de gente diz que precisa de um.
Meu trabalho produz reais necessidades? Cidadãos que escolhem onde trabalhar de forma a contribuir com a melhoria do mundo. Princípios éticos que vão além das nossas palavras e daquilo que julgamos ser certo que O OUTRO faça. E nós, o que fazemos?
Criar cidadãos sem fronteiras depende de nós, não do Lula ou do Obama.

Benjamin Barber [Palestrante] : Teórico político de renome internacional. Foi Professor de Ciências Políticas (Walt Whitman) da Universidade de Rutgers por 32 anos, e em seguida, Professor de Sociedade Civil (Gershon e Carol Kekst) na Universidade de Maryland e durante cinco anos trabalhou como consultor informal do Presidente Bill Clinton. Os 17 livros de Benjamin Barber incluem o clássico Strong Democracy (1984), reeditado em 2004 em uma edição de vigésimo aniversário; o atual best seller internacional Jihad vs. McWorld (1995 com uma edição pós 9/11 em 2001, traduzido para vinte e sete línguas) e Consumido: Como o Mercado Corrompe Crianças, Infantiliza Adultos e Engole Cidadãos (Consumed: How Markets Corrupt Children, Infantilize Adults, and Swallow Citizens Whole), publicado em 2007 por W.W. Norton nos Estados Unidos e em sete edições estrangeiras.

Fórum Criança e Consumo – dia 1 – continuação

Honrar a Infância

Achei no laptop mais conteúdo relacionado ao primeiro dia do  3º Fórum Internacional Criança e Consumo promovido pelo Instituto Alana , que aconteceu de 16 a 18 de março em SP onde estivemos, através de uma PAM –  parceria de apoio mútuo (modalidade que acabo de inventar…rs) com o blog Desabafo de Mãe (http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/ ) e da ANEP Brasil – Associação Nacional para Educação Pré Natal (http://anepbrasil.wordpress.com/ ).
Como o conteúdo é muito interessante, vou publicar uma pequena continuação do primeiro dia.

Crianças e o mundo

As histórias contam que a infância é igual em qualquer lugar do mundo. As necessidades são as mesmas: tem desejos, é preciso separar os desejos que vem de dentro dela e os que botamos dentro delas. Honrar a criança, preservar o direito fundamental das crianças. É direito da criança poder opinar e se expressar.

Brincar vem do latim, vínculo. Brincar é se vincular com o mundo.

Quando existe democracia existe conflito de interesses mas na área de consumo e propaganda prima pela violência como os conceitos são colocados. Usar o brincar como fórmula de propaganda  é perverso por ser este o meio como a criança se comunica com o mundo.

Preservar e respeitar o pleno desenvolvimento da criança é fundamental e o Estado, a familia, a comunidade e a sociedade são responsáveis pela criança.

Pais e a propaganda

Pesquisa revelou que 73% dos pais entrevistados não querem propagandas voltadas para seus filhos.

O grande problema da propaganda infantil é que  querem vender ao invés de formar. O consumo de produtos alimentícios sem qualidade, por exemplo, está levanto ao aumento da obesidade infantil. E a ausência necessária dos pais no mundo atual trava uma luta desigual com as propagandas infantis.

Empresas e publicidade infantil

Em breve as boas empresas não anunciarão mais para as crianças. Será uma questão ética para elas. Antes, as empresas devastavam, hoje constroem florestas. O mundo corporativo está em mudança no sentido de ver o planeta como um todo e se pensarmos mais das crianças, o mundo sai ganhando pois é preciso apreciar a contribuição da criança para a evolução do mundo.

Pais e as Empresas

Aos pais, cabe tornarem-se consumidores conscientes, serem exemplo.

Deixar de comprar produtos que fazem propagadas para crianças é fundamental.

E falar isso para as crianças, pode ser um bom caminho para aquelas comecem a entender o que significa a publicidade nociva e dar à elas ferramentas para serem seus próprios críticos.

Qualquer ação para regulamentar o abuso da publicidade é mascarada como cerceamento da liberdade de expressão.

Quando na verdade, não é a propaganda que será cerceada e sim, estaremos garantindo o direito à criança à sua integridade.

Integridade = liberdade, respeito, dignidade

Palestrantes:
Ilan Brenman [Abertura] Mestre e Doutor pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), bacharel em psicologia pela Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP), autor de mais 25 livros (muitos premiados). Atualmente, é considerado um dos mais importantes e renomados contadores de história do país.
Corinna Hawkes [Palestrante] É atualmente professora convidada do Departamento de Nutrição da Escola de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e pesquisadora visitante do Centro de Políticas de Alimentação da City University, em Londres. Foi presidente do Grupo de Especialistas em Marketing de Alimentos para Crianças, da OMS.

Guilherme Canela [Palestrante] Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e mestre em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP). Coordena a área de Comunicação e Informação do Escritório da Unesco no Brasil.

Cenise Monte Vicente[Palestrante] Mestre em Psicologia Social, foi coordenadora executiva da Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos, Secretária Municipal de Promoção Social de Campinas e co-autora de vários livros. É consultora em direitos da criança e em responsabilidade social.

Inês Vitorino Sampaio [Mediadora] Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Mestre em Sociologia pela UFC e doutora em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É professora do Mestrado em Comunicação da UFC e autora do livro “Televisão, publicidade e infância”.

Fórum Criança e Consumo – Dia 1:Honrar a Infância

Como todos sabem, estivemos no 3º Fórum Internacional Criança e Consumo promovido pelo Instituto Alana , que aconteceu de 16 a 18 de março em SP através de uma PAM –  parceria de apoio mútuo (modalidade que acabo de inventar…rs) com o blog Desabafo de Mãe (http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/ ) e da ANEP Brasil – Associação Nacional para Educação Pré Natal (http://anepbrasil.wordpress.com/ ) estarei esta semana em SP.
Estar presente neste evento é muito importante para nós por ser uma bandeira que sempre defendemos: criança não pode ser tratada como mero potencial consumidor.
Criança tem que ser respeitada.


A realização de eventos como este são importantes para conscientizar. Afinal, não mudaremos a realidade sem participação, e críticas sem participação, não protagonizam mudanças. Por isso, é importante aceitarmos o convite para debater, pensar e trocar impressões a respeito do tema Publicidade Infantil que é um desrespeito ao universo da criança.
SÓ EXISTE O PRESENTE – PRESENTE DO PASSADO, PRESENTE DO PRESENTE, PRESENTE DO FUTURO. (SANTO AGOSTINHO)
Uma nova história sempre pode ser construída quando uma criança nasce. Não podemos simplesmente ignorar e desprezar essa magia e esse leque imenso de possibilidades incríveis que são as crianças.
As crianças brasileiras ficam em torno de 5 horas na frente da TV, mais do que na escola em horário regular. Isso é muito tempo de exposição da criança à mídia e a exposição excessiva gera hiperatividade, distúrbios de saúde e violência na infância. Um bom exemplo, é o fumo. Ele não aumenta a chance de câncer? A exposição da criança à violência aumenta os casos de violência na infância e a violência tira a criança do convívio social. Além disso, a privação ao direito de imaginar está impedindo que as crianças consigam se ver no futuro e continuar a repetir o modelo atual de mídia que atinge as crianças – promoção de consumo a qualquer custo – , será um grande desastre.
O mundo adulto é a maior dificuldade pois repetimos conceitos prejudiciais já instituídos no mundo em que vivemos. Depressão e os modelos inatingíveis de beleza (e magreza), por exemplo, estão aí para todos verem todos os dias na tela da TV. No mundo corporativo, por exemplo, é comum tratar os profissionais como executivos. O que são os executivos? São aqueles que matam. Nada mais que um reflexo da realidade competitiva do atual mercado de trabalho: um executando o outro. E as crianças repetem os nossos modelos.
No caso dos alimentos, a coisa fica mais séria de forma comprovada através de estudos. Alimentos dominam a publicidade voltada para crianças e a maioria esmagadora desses alimentos não são recomendados para as crianças.
MARKETING CRIA VONTADE DE CONSUMIR – CRIA DEMANDA


A cultura geral do consumo prega a capacidade e a vontade de consumir como sendo uma ESCOLHA e, sendo assim, isso é uma coisa boa para a sua vida pois ter direito à escolha é sinônimo de boa vida. E isso é estendido á infância como sendo um direito da criança.
Mas é realmente uma escolha?

Os adultos têm o dever de contestar. Que criança queremos ter?
A mídia dentro do programa infantil, muitas vezes, não permite à criança diferenciar o marketing em si do programa que ela está assistindo. E a associação de um produto ou alimento ao seu herói ou personagem de TV favorito, é imediata. As embalagens feitas para atrair as crianças e a associação de alimentos com poucos nutrientes a brinquedos, também são armadilhas que afetam a preferência da criança e elas importunam os pais para conseguir o que querem.

A publicidade sabe disso.

A imagem é poderosa e a TV aberta é gratuita e de fácil acesso, está dentro da casa da gente. Sem contar que os responsáveis pelas crianças também são influenciados pela mídia.
Crianças levam hábitos adquiridos durante a infância até a idade adulta, assim como o peso excessivo é levado ao mundo adulto. A obesidade será uma das principais causas de morte no futuro.
Mais de 20 países tem política de marketing de alimentos para crianças mas o conteúdo deixa a desejar, não são claras e são contestáveis, o que realmente as impede de serem eficazes no seu propósito.
O que deve conter essas políticas?

Proteção à saúde da criança. Ponto. E não podemos pensar nisso somente para o futuro, porque na realidade o futuro nunca chega. Precisamos defender a criança, agora, no presente, através de uma sociedade civil organizada onde a legislação seja apoiada por profissionais (como pediatras, pedagogos, psicólogos, professores, etc.) que entendam e respeitem a infância.
A Lei de Proteção aos animais antecede as leis de proteção às Crianças e, no passado, muitos advogados usavam as leis de proteção aos animais para defender as crianças.
1883 – Congresso internacional de Proteção à Criança (Paris)
1924 – Declaração de Genebra
1959 – Declaração dos Direitos da Criança
1989 – Convenção dos Direitos das Crianças (ONU)


A Lei Brasileira representa um grande avanço pois o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente derruba por terra o argumento normalmente usado como: “melhor interesse da criança”, pois define que a criança tem que ter prioridade absoluta.
O respeito aos direitos das crianças é uma questão social. A TV Cultura, após denúncia, parou de veicular publicidade em sua programação infantil e viu-se diante de um enorme rombo em seu orçamento e isso os levou a buscar outras alternativas.
É importante incentivar estudos para nos basear em fatos concretos e não em “achismos” ou preferências. Ressaltar pontos positivos da mídia e regulamentar pontos negativos. Merchandising social, por exemplo, é positivo quando promove inclusão de crianças com Síndrome de Down como personagem de novela, pois sucinta debates e permite objetivar discussões a respeito de um tema importante para o desenvolvimento de uma sociedade sadia.
O diálogo na família também é importante e as crianças são aptas a entender os argumentos em prol do planeta pois esta é uma questão atual em seu universo e vem de encontro direto ao consumo consciente.
A escola ainda ignora a mídia como assunto e não se vê conversas dentro do ambiente escolar sobre propaganda, marketing e companhia. Os pais e a escola devem incentivar a criança a construir a brincadeira ao invés de serem meras espectadoras (através de rádio comunitária, montagens teatrais, elaboração de jornais, etc) passando-as a atores ao invés de platéia. Transformando-as em seres auto-crítico (“isso eu não quero assistir.”).
Compartilhar responsabilidades entre escolas, pais, empresas e sociedade é fundamental para avançarmos e respeitarmos a infância.

Palestrantes:
Ilan Brenman [Abertura] Mestre e Doutor pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), bacharel em psicologia pela Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP), autor de mais 25 livros (muitos premiados). Atualmente, é considerado um dos mais importantes e renomados contadores de história do país.
Corinna Hawkes [Palestrante] É atualmente professora convidada do Departamento de Nutrição da Escola de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e pesquisadora visitante do Centro de Políticas de Alimentação da City University, em Londres. Foi presidente do Grupo de Especialistas em Marketing de Alimentos para Crianças, da OMS.

Guilherme Canela [Palestrante] Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e mestre em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP). Coordena a área de Comunicação e Informação do Escritório da Unesco no Brasil.

Cenise Monte Vicente[Palestrante] Mestre em Psicologia Social, foi coordenadora executiva da Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos, Secretária Municipal de Promoção Social de Campinas e co-autora de vários livros. É consultora em direitos da criança e em responsabilidade social.

Inês Vitorino Sampaio [Mediadora] Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Mestre em Sociologia pela UFC e doutora em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É professora do Mestrado em Comunicação da UFC e autora do livro “Televisão, publicidade e infância”.

Outros links:
Encontro internacional discute marketing infantil – Conferência Internacional de Marketing Infantil reúne publicitários, pesquisadores, empresários, representantes da área de marketing para discutir o cenário da publicidade infanto-juvenil


Tv Cultura – Instituto Alana notifica canal educativo por considerar inadequada publicidade dirigida às crianças

Convido as amigas blogueiras abaixo a postar suas opiniões sobre o assunto e convido-as a convidarem também blogueiras amigas para postarem :

Lucia Malla http://www.interney.net/blogs/malla/

Lúcia Freitas  http://www.ladybugbrazil.com/

Thaís Saíto  http://blogvidaverde.blogspot.com/

Nosso debate – publicidade Infantil, proibir ou não:

Parte 1: http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/forum-crianca-e-consumo-dia-1honrar-a-infancia/

Parte 2: http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao-parte-ii/

Parte 3:  http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/3217/

Mais posts :

Fórum Criança e Consumo:

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/forum-crianca-e-consumo-dia2parte3/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/criancas-como-cidadaos-ou-criancas-como-consumidores/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/forumcriancaeconsumodia2refletiroconsumo/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/forum-crianca-e-consumo-dia-1-continuacao/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/forum-crianca-e-consumo-dia-1honrar-a-infancia/

Publicidade infantil, proibir ou não? (Parte III-final)

Hoje começa o 3o. Fórum Internacional Criança e Consumo e como nós estaremos presentes neste evento, vamos continuar debatendo este importante tema nas criação dos nossos filhos e dos cidadãos do futuro, contando diretamente do Fórum, o máximo possível do que for conversado por lá.

Sendo assim, vamos à terceira parte do nosso debate:

O que podemos concluir de tudo isso?


Consumir menos e com mais qualidade é ecológico.

A infância é uma responsabilidade global: família, sociedade e Estado.

E o que perdemos se proibirmos a propaganda infantil?

O que perdemos com a proibição da propaganda de cigarros? NADA! Só ganhamos. Era um absurdo aquele monte de propagandas com associação de cigarro à esportes. Cigarro e vida saudável, definitivamente uma grande MENTIRA.

O que vamos perder com a proibição de propagandas de bebidas alcoólicas? Nada.

Neste mesmo caminho vai a publicidade infantil?

A propaganda existe porque há consumismo e o consumismo é alimentado pela propaganda, logo temos uma bola de neve. Se o consumismo de adultos merece toda a atenção – afinal se continuarmos produzindo o lixo que produzimos hoje na mesma proporção por mais alguns anos já sabemos onde (não) chegaremos – o consumismo na infância é uma preocupação ainda maior e merece ainda mais atenção.

A questão não é proibir, mas proteger a infância. Criança vive nesse mundo e precisa conhecer a realidade, mas existem várias outras formas mais saudáveis e nutridoras pra que a criança vá chegando. Até os sete anos ela é muito imatura. Ela precisa ser protegida pra que, quando chegar a hora de encarar a realidade e o mundo, ela esteja segura e fortalecida. Crianças que não crescem moldadas, que são educadas com mais criatividade e liberdade, quando adultas tomarão decisões por conta própria com muito mais sabedoria e segurança do que aquelas que cresceram expostas a uma realidade doutrinadora e limitadora.

Precisamos criar humanos capazes de encontrar a felicidade dentro deles, e pra isso precisamos nutrí-los de afeto e atenção. Precisamos criar humanos que não apenas respeitem e preservem, mas que venerem a terra e os alimentos. precisamos criar humanos empáticos. Se conseguirmos fazer uma mudança dentro de nossa casa, ela vai pro mundo. Assim nossos filhos, os adultos do futuro, serão capazes de nutrir seus filhos de afeto e não de presentes.

Nosso papel fundamental e urgente é evitar que nossas crianças cresçam consumistas, manipuláveis e desvinculadas da realidade, em favor desse sistema capitalista do consumo exagerado e desnecessário imposto e empurrado goela abaixo diariamente! Precisamos fazê-los refletir junto, precisamos disso? Por que estamos comprando isso? Não há melhor maneira de educar crianças (e adultos!) do que através do questionamento! Ainda mais se queremos educar seres proativos, pensantes e questionadores (e não “foma-atados”), ao invés de uma massa de futuros adultos passivos e receptivos de todo e qualquer lixo jogado na sociedade através das propagandas. E isso vale para tudo: de propaganda política às discussões que temos em nossos círculos sociais.

Temos que criar seres que não fiquem sentados, aceitando passivamente um sistema em que damos nosso sangue para sustentá-lo, trabalhando horas para receber os recursos necessários para consumir o que quer que querem que compremos, inclusive o que não precisamos! Como será o futuro com um planeta lotado de lixo? Nosso consumo compromete diretamente a natureza pois a fabricação do que consumimos a polui e degrada.

Além de tudo que se aplica à publicidade e ao consumismo adulto, a propaganda voltada pra criança é covarde, é uma falta de compromisso com o futuro, com o coletivo, com a humanidade e com o planeta. Pais, sociedade e Estado precisam assumir sua responsabilidade diante da infância e do futuro do planeta.

Existe um Manifesto circulando pela internet e num de seus trechos ele menciona: “A publicidade voltada à criança contribui para a disseminação de valores materialistas e para o aumento de problemas sociais como a obesidade infantil, erotização precoce, estresse familiar, violência pela apropriação indevida de produtos caros e alcoolismo precoce. Acreditamos que o fim da publicidade dirigida ao público infantil será um marco importante na história de um país que quer honrar suas crianças.”

E você, o que pensa de tudo isso?

_______________________________

Texto escrito a 16 mãos por: Ana Cláudia Bessa, Ceila Santos, Maria Rê Carriero, Renata Gonçalves, Renata Matteoni, Rita de Cássia Couto, Silvia Schiros e Taís Vinha.

Posts e continuações deste debate:

Parte 1:  http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao/

Parte 2:  http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao-parte-ii/

Parte 3:  http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao-parte-iii/

E convido as amigas blogueiras abaixo a postar suas opiniões sobre o assunto e convido-as a convidarem também blogueiras amigas para postarem :

Samantha http://www.samshiraishi.com/

Cristiane http://ciclicca.blogspot.com/

Vera http://foradomanual.blogspot.com/

Mais posts :

http://futurodopresente.com.br/ana/2010/02/televisao-por-assinatura-e-transparencia-das-relacoes-de-consumo/

http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/2010/04/voce-e-favor-da-lei-contra-publicidade.html

http://graflor.blogspot.com/2010/03/publicidade-infantil.html

Fórum Criança e Consumo:

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/forum-crianca-e-consumo-dia2parte3/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/criancas-como-cidadaos-ou-criancas-como-consumidores/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/forumcriancaeconsumodia2refletiroconsumo/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/forum-crianca-e-consumo-dia-1-continuacao/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/forum-crianca-e-consumo-dia-1honrar-a-infancia/

Publicidade Infantil, proibir ou não? (parte II)

O risco da proibição e a capacidade da sociedade de se tornar imune


Considerando todo o prejuízo que a publicidade voltada para crianças acarreta e que a criança não tem condições para discernir e decidir sobre seu próprio consumo, propaganda direta, pra crianças, de todo e qualquer produto, não deveria ser proibida e ponto?

Quanto as regras nos prejudicam e quanto nos beneficiam? Quando proibimos, colocamos um controle que pode reverter em cegueira. E por isso é preciso ter muito cuidado.

Nos Estados Unidos, onde o capitalismo já ultrapassou todos os limites de respeito ao individuo, há publicidade de doenças, laboratórios farmacêuticos, hospitais; de advogados incentivando o cidadão a processar sua mãe, seu pai, seu médico, sua escola, seu vizinho. A publicidade do consumo de serviços e de tudo e qualquer coisa é fortíssima e já fez uma “lavagem cerebral” na massa. Lá, apesar de a publicidade infantil ser melhor regulamentada (não é comum ver comerciais durante a apresentação de programas infantis, por exemplo), se levamos uma criança ao cinema encontraremos propagandas embutidas em filmes e animações. É comum ver produtos e marcas em todos os filmes, para adultos e crianças - às vezes são flashes, muito rápidos, que só observamos se estivermos prestando atenção, mas que nosso inconsciente capta. A propaganda, portanto, sempre encontra um meio de atingir seu alvo: nós e nossos filhos. Com regulamentação ou sem.

Sabe-se também que a exposição compulsiva pode treinar nossos olhos a filtrar as mensagens publicitárias, ou seja, o próprio organismo da “sociedade” trata de criar suas próprias defesas. Como cresceram super expostos, os jovens de hoje aprenderam a ler nas sublinhas das mensagens publicitárias, o que de certa forma os protege. A criança que não cresce exposta à propaganda, por sua vez, não adquire esse tipo de “imunidade”, portanto poderá ter outros desafios a enfrentar quando tiver que encarar o mundo como ele é.

 

Outras possibilidades além da proibição

Há outras formas de proteger as crianças além da proibição da publicidade infantil pura e simples ou mesmo sua regulamentação por lei: ação por parte dos cidadãos, exigindo e fazendo valer os direitos da criança, para os quais existe lei: o Estatuto da Criança e do Adolescente; auto-regulamentação da publicidade infantil pelo CONAR, busca pelo avanço da publicidade e da forma de se fazer negócios, com mais responsabilidade social e ambiental. Somos, portanto, responsáveis pela evolução que almejamos.

 

A responsabilidade dos pais

Assumir nosso papel integralmente exige muito de nós: reclamar, gritar e recorrer aos órgãos responsáveis sempre, ainda que enfrentemos dificuldades, buriocracia e corrupção.

As propagandas podem induzir a criança e isso ocorre na maioria das vezes. Mas por outro lado, as atitudes dos pais têm um peso ainda maior. Nós somos o exemplo! Se os pais são consumistas, os filhos também serão! Os publicitários estão no papel deles, e os pais? Qual o papel dos pais? Até que ponto nosso hábito de consumo, mesmo que comedido, influencia nossos filhos?

Como podemos tornar o consumo comedido um exemplo claro para eles já que o consumo é algo inevitável e até necessário? Além da verdade em nossa conduta, muita conversa. E, enquanto eles ainda não entendem tão bem quanto a gente gostaria, evitar levar junto na hora de fazer compras pode ser uma saída. Não é nada fácil educar os filhos para o consumo consciente no mundo de hoje, até porque, na grande maioria das vezes, isso exige que reeduquemos a nós mesmos.

É na escola onde também as crianças podem estar recebendo a maior carga de publicidade. Através dos amiguinhos que aparecem cheios de aparatos tecnológicos e os mais novos lançamentos da Disney e afins comprados pelos seus pais enlouquecidos. Não podemos deixar de considerar um desserviço à educação que os pais mandem brinquedos tão acintosos num ambiente comunitário e pior, educacional. As crianças realmente valorizam esses brinquedos ou eles apenas representam sinais de status? E quem realmente valoriza isso: as crianças ou os próprios pais? Esse tipo de coisa precisa ser controlada pela escola. O papel da escola é socializar, desestimular o consumismo e estimular o companheirismo, o senso de comunidade. A escola não deveria ter medo de exercer o seu papel e impor regras, o que ocorre porque muitas vezes ao agir dessa forma a escola desagrada justamente quem a financia: os pais. E diante disso o papel dos pais que tem um mínimo de consciência e espiríto questionador é exigir que as escolas ajam como educadores, numa parceria conosco na tarefa de educar de verdade.

Acreditamos que, qualquer que seja a escolha da família – assistir ou não TV – é nos elementos e vivências que a rotina nos fornece que aencontramos as melhores oportunidades de educar – através do exemplo e da conscientização. Quando nossos filhos assistem TV, temos que ficar com o controle remoto na mão o tempo todo para controlar o que eles assistem? É claro que precisamos assistir pra saber do que se trata, mas a partir de uma certa idade precisamos também procurar construir uma relação de confiança com as crianças. Definir regras com clareza em relação aos programas que eles podem e o que não podem assistir, e confiar que eles obedecerão. Se desobedecerem, devem arcar com as consequências, como ficar sem ver TV por um tempo.

(continua na próxima semana)

Texto escrito a 16 mãos por: Ana Cláudia Bessa, Ceila Santos, Maria Rê Carriero, Renata Gonçalves, Renata Matteoni,  Rita de Cássia Couto, Silvia Schiros e Taís Vinha.

Posts e continuações deste debate:

Parte 1:  http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao/

Parte 2: http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao-parte-ii/

Parte 3:  http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao-parte-iii/

E convido as amigas blogueiras abaixo a postar suas opiniões sobre o assunto e convido-as a convidarem também blogueiras amigas para postarem :

Denise Rangel http://drang.com.br/blog/

Luma http://luzdeluma.blogspot.com/

Simone: http://smiletic.com/

Mais posts :

http://futurodopresente.com.br/ana/2010/02/televisao-por-assinatura-e-transparencia-das-relacoes-de-consumo/

http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/2010/04/voce-e-favor-da-lei-contra-publicidade.html

http://graflor.blogspot.com/2010/03/publicidade-infantil.html

Fórum Criança e Consumo:

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/forum-crianca-e-consumo-dia2parte3/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/criancas-como-cidadaos-ou-criancas-como-consumidores/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/forumcriancaeconsumodia2refletiroconsumo/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/forum-crianca-e-consumo-dia-1-continuacao/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/forum-crianca-e-consumo-dia-1honrar-a-infancia/

O sistema é burro…mas e as pessoas por trás dele?

p1040981p

Algumas coisas me impressionam no nosso “sistema”.

Um poste da minha rua foi trocado porque quase caiu num temporal no final do ano passado. Foi recolocado e seus equipamentos modernizados. Pois bem…a fotocélula do poste, com defeito, mantém a luz acesa o dia inteiro.

Aí, a Ampla, que é a empresa que cuida da iluminação, veio modernizar meu relógio, trocando o analógico pelo digital. E foi lá em cima mexer na caixa do poste onde meu relógio estava ligado. Pedí claro, que eles vissem o problema da lâmpada. Ele nem mexeu e falou que era fotocélula e que ele não tinha para trocar  E QUE EU DEVERIA LIGAR PARA A EMPRESA PARA RECLAMAR E SOLICITAR CONSERTO !

Ora, meus bons…se eu estou falando com a empresa, se um funcionário esteve no local e detectou o problema, porque, cargas d’água, eu deveria perder meu tempo ligando para a empresa?

Não bastava uma comunicação entre setores? Uma solicitação e aviso do próprio funcionário que tecnicamente é mais capaz do que o usuário para atestar o defeito e solicitar o conserto?

Não…

Não há comunicação entre setores. O funcionário não pode solicitar conserto.

E a funcionária da empresa, sou eu.E sou eu que pago aquela luz acesa na minha taxa de iluminação pública.Eu que me dane.

E a resposta é sempre a mesma: o sistema não aceita certos procedimentos.Mas e por trás do sistema, não existem pessoas? Cabeças pensantes? Capazes de agilizar processos e desburocratizar procedimentos?

No Brasil é comum não existirem.

A luz continua acesa porque eu ainda não tive tempo de parar e ligar para a Ampla. Alías, liguei enquanto escrevia o post, e ficou na musiquinha… Tive que desligar.

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Ana Cláudia Bessa

Suspensa venda de talco e condicionador da Turma da Mônica

Da Agência Estado
Reclame Aqui 21-01-2009

A Secretaria da Saúde de São Paulo determinou hoje a interdição e recolhimento de 10 mil unidades do condicionador infantil da Turma da Mônica. Análise do Centro de Vigilância Sanitária constatou que uma amostra do produto tem pH mais baixo do que o registrado em sua fórmula, ou seja, é mais ácido do que deveria. Os condicionadores interditados são do lote 8057, com vencimento em fevereiro de 2010.

A fórmula do produto prevê valores de pH entre 5,5 e 6,5. A amostra analisada teve pH médio de 5,25, mais ácido que deveria. A Secretaria recomenda que o uso do produto seja suspenso. Caso o consumidor queira devolver ou trocar o condicionador, deve procurar o fabricante ou os órgãos de defesa do consumidor, como a Fundação Procon.

Esse é o segundo produto da Turma da Mônica interditado em menos de uma semana por problemas de acidez. Na sexta-feira, a secretaria determinou que a fabricante, a Lipson Cosméticos, recolhesse o lote 7226 do talco cremoso da linha.

A Secretaria notificou a Vigilância Sanitária de Diadema, município sede do fabricante, para que inspecione todas as etapas da produção da fábrica. A Lipson foi procurada pela reportagem, mas a assessoria não foi localizada para responder pela empresa.

Fonte: http://www.reclameaqui.com.br/noticias/suspensa-venda-de-talco-e-condicionador-da-turma-da-monica/860

Mc Lanche (In)feliz

Eu devo confessar que apesar de ir pouquíssimo ao Mc Donald’s, eu adorava o Bic Mac. Sempre gostei so seu gosto artificial, do seu tempero forte para esconder coisas horríveis que devem existir por ali…rs…

Depois que tive filhos, uma outra coisa em mim mudou: meu paladar. Não consigo mais colocar coisas muito gordurosas ou artificiais demais na boca…Acho horrível.
Por exemplo? Coisas que eu A-D-O-R-A-V-A:
Biscoito waffle
Biscoito recheado
Batata frita

E mais uma dúzia que não lembro agora…
Não que eu não coma batata-frita…mas tem que ser “aquela” batata para eu gostar de verdade.

Aí, ontem fui ao Mc Donald´s com as crianças, depois de séculos sem ir, porque raramente vamos e minha surpresa absoluta foi dar de cara com um lanche sempre caríssimo mas com uma carne fina como papel. Gente, o que era aquilo? Sem exagero, a espessura da carne devia ser ¼ do que é uma carne normal de hambúrguer. Parecia papel mesmo!

Já acho um total absurdo as fotos do cardápio não corresponderem ao sanduíche que recebemos , mas a carne ser tão fina me deixou tão indignada que devolvi o sanduíche.

As crianças, sempre querem o Mc Lanche por causa dos brinquedos e, sempre, sempre que vou lá, nunca tem o que eles estão anunciando na TV. Fico passada com isso porque as crianças ficam super decepcionadas. Eu já não vou, quando vou não tem um brinquedo decente…

Mas o que me surpreende é de fato, nunca ter. Será que eles fazem deliberadamente jogada de marketing comprando poucas quantidades e depois que a criança já está lá, leva a porcaria que tiver? Ou sou eu que vou tão pouco que quando vou a promoção já não existe mais?

Mas será que dou sempre o mesmo azar, de ir no final? Porque nas minhas raras idas não dou a sorte de ir na semana do lançamento?

Estou achando que essa rede americana está subestimando o consumidor brasileiro…
Talvez porque o próprio consumidor brasileiro se subestime mesmo. Caso contrário não teria tanta fila de gente comendo no Mc Donald´s que tem no caminho da minha casa.

É de ficar pensando no quanto faturam pela porcaria que vendem!

E para não dizer que foi tudo ruim, porque nada é completamente ruim, ganhei dois ingressos que dão direito a um acompanhante de graça para ver alguns filmes em lançamento na rede Cinemark. Ganhei mas não levei porque não tenho este cinema perto de casa. Portanto, quem for do Rio e tiver Cinemark perto de casa e quiser concorrer, vou sortear os dois tickets (dão direito a um acompanhante de graça para cada um, ou seja 4 pessoas, pagam somente 2, de 2a. a 5a. feira – claro – nos filmes determinados nos ingressos euquanto estiverem em cartaz). Só vou pedir um prazo ara achar onde os coloquei…rs…nessa semana corrida que tive, alguma coisa tinha que se perder….

Mas vale a participação, escrevam nos comentários o que vocês consideram ser um atendimento de qualidade e até que ponto, o mau atendimento o influencia a deixar de consumir determinada marca. Juro que vou procurar os ingressos…rs…

________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

Sonoleve ou será Pesado?

Estava eu procurando, em várias lojas de móveis em colchões em Campo Grande (bairro do Rio de Janeiro) um sofá-cama de solteiro. Encontrei em muitas delas, mas a entrega não aconteceria em menos de 10 dias. Bem, eu tinha urgência, então parti para a compra de uma cama dobrável. Pequena, fácil de guardar, prática e eu poderia comprar, colocar dentro do carro e levar para casa na hora.

Ledo engano. Quando finalmente achei a tal cama em uma das lojas da rede de lojas Sonoleve (Rua Coronel Agostinho), a vendedora me fez muitas mesuras, me levou para dentro da loja e foi procurar no estoque. Após quase 10 minutos ela volta me dizendo que não tinha em estoque. Responde: tudo bem, eu levo a do mostruário.

- Ahhhhhhh, mas essa eu não posso vender.
- Como assim?
- Ela foi para o mostruário hoje e isso atrai cliente para a loja, por isso não posso vender!
- Continuei sem entender, expliquei para a vendedora. Você me faz entrar na loja, me diz que não tem estoque e que não pode me vender o mostruário. Você não quer ganhar a sua comissão ou não quer trabalhar?
- Não é nada disso, eu não trouxe você para dentro da loja, então fiz o meu trabalho!
- Como fez seu trabalho? Você além de não vender nada, por conseguinte não vai ganhar comissão, além do que o cliente não está satisfeito!

Ela continuou insistindo que tinha realizado o trabalho dela sim, mas se EU quisesse poderia TENTAR falar com o gerente de nome Alex. Fui até a tal criatura e perguntei se poderia levar a cama e o indivíduo me deu as mesmas explicações da vendedora e disse que tinha levado uma bronca da supervisora dele por ter vendido um item de mostruário na semana anterior. Argumentei que o cliente não poderia ficar insatisfeito, mas ele disse que não poderia fazer nada.

Seguiu-se então uma conversa muito, mas muito estranha. Primeiro fiquei olhando para esta criatura e pelo meu semblante provavelmente aparecia um rosto indignado, incrédulo, insatisfeito, estupefato e claro irônico, pois a partir daquele momento esta loja está cortada do meu rol de possíveis fornecedores de produtos.

O engraçado é que eu disse que a situação era tão absurda, já que TODAS as outras lojas do MUNDO, até insistem para você levar a peça do mostruário efetuando assim a venda, mesmo que apliquem um desconto, e aquela era a única que não fazia isso, e que este episódio merecia um texto especial no blog.

Quando disse isso o “cara” ficou apavorado e começou a dizer: No blog não, por favor, no blog não!

Ou ele não sabe o que isso significa ou sabe exatamente a força que este tipo de texto e ação possui. Então aqui está o meu repúdio por uma situação ridícula, que me fez perder um tempo considerável da minha vida, me fez perder tempo tentando conversar uma pessoa preparada (ou não) para vender produtos a me vender um item dele. Me senti humilhada, já que praticamente tive que implorar para comprar a mercadoria. Surreal.

Depois disso, andei uns 20 metros, entrei em outra loja, SUPERLAR e perguntei se eles possuiam a tal cama dobrável, o vendedor me informou que havia vendido a última, e adivinhem: A DO MOSTRUÁRIO!

Fiquei triste é claro, mas ele me deu uma solução para o meu problema, já que o estoque da loja ainda não havia sido reposto, ele me perguntou se eu não queria pegar a cama no depósito que ficava ali perto, além do mais a mercadoria que estava lá tinha um preço 30 reais mais barato e eu poderia parcelar em 5 vezes sem juros.

AHA!

______________________________________________________________________ Cristiane A. Fetter


Ps.: Para quem não assistiu ao Fantástico do dia 29/06, informo que a Sonoleve foi reprovada no teste de densidade de seu colchão D33, ele não tem as especificações necessárias, eu acredito então que a densidade do colchão é D171