Publicidade Infantil, proibir ou não? (parte II)

O risco da proibição e a capacidade da sociedade de se tornar imune


Considerando todo o prejuízo que a publicidade voltada para crianças acarreta e que a criança não tem condições para discernir e decidir sobre seu próprio consumo, propaganda direta, pra crianças, de todo e qualquer produto, não deveria ser proibida e ponto?

Quanto as regras nos prejudicam e quanto nos beneficiam? Quando proibimos, colocamos um controle que pode reverter em cegueira. E por isso é preciso ter muito cuidado.

Nos Estados Unidos, onde o capitalismo já ultrapassou todos os limites de respeito ao individuo, há publicidade de doenças, laboratórios farmacêuticos, hospitais; de advogados incentivando o cidadão a processar sua mãe, seu pai, seu médico, sua escola, seu vizinho. A publicidade do consumo de serviços e de tudo e qualquer coisa é fortíssima e já fez uma “lavagem cerebral” na massa. Lá, apesar de a publicidade infantil ser melhor regulamentada (não é comum ver comerciais durante a apresentação de programas infantis, por exemplo), se levamos uma criança ao cinema encontraremos propagandas embutidas em filmes e animações. É comum ver produtos e marcas em todos os filmes, para adultos e crianças - às vezes são flashes, muito rápidos, que só observamos se estivermos prestando atenção, mas que nosso inconsciente capta. A propaganda, portanto, sempre encontra um meio de atingir seu alvo: nós e nossos filhos. Com regulamentação ou sem.

Sabe-se também que a exposição compulsiva pode treinar nossos olhos a filtrar as mensagens publicitárias, ou seja, o próprio organismo da “sociedade” trata de criar suas próprias defesas. Como cresceram super expostos, os jovens de hoje aprenderam a ler nas sublinhas das mensagens publicitárias, o que de certa forma os protege. A criança que não cresce exposta à propaganda, por sua vez, não adquire esse tipo de “imunidade”, portanto poderá ter outros desafios a enfrentar quando tiver que encarar o mundo como ele é.

Outras possibilidades além da proibição

Há outras formas de proteger as crianças além da proibição da publicidade infantil pura e simples ou mesmo sua regulamentação por lei: ação por parte dos cidadãos, exigindo e fazendo valer os direitos da criança, para os quais existe lei: o Estatuto da Criança e do Adolescente; auto-regulamentação da publicidade infantil pelo CONAR, busca pelo avanço da publicidade e da forma de se fazer negócios, com mais responsabilidade social e ambiental. Somos, portanto, responsáveis pela evolução que almejamos.

A responsabilidade dos pais

Assumir nosso papel integralmente exige muito de nós: reclamar, gritar e recorrer aos órgãos responsáveis sempre, ainda que enfrentemos dificuldades, buriocracia e corrupção.

As propagandas podem induzir a criança e isso ocorre na maioria das vezes. Mas por outro lado, as atitudes dos pais têm um peso ainda maior. Nós somos o exemplo! Se os pais são consumistas, os filhos também serão! Os publicitários estão no papel deles, e os pais? Qual o papel dos pais? Até que ponto nosso hábito de consumo, mesmo que comedido, influencia nossos filhos?

Como podemos tornar o consumo comedido um exemplo claro para eles já que o consumo é algo inevitável e até necessário? Além da verdade em nossa conduta, muita conversa. E, enquanto eles ainda não entendem tão bem quanto a gente gostaria, evitar levar junto na hora de fazer compras pode ser uma saída. Não é nada fácil educar os filhos para o consumo consciente no mundo de hoje, até porque, na grande maioria das vezes, isso exige que reeduquemos a nós mesmos.

É na escola onde também as crianças podem estar recebendo a maior carga de publicidade. Através dos amiguinhos que aparecem cheios de aparatos tecnológicos e os mais novos lançamentos da Disney e afins comprados pelos seus pais enlouquecidos. Não podemos deixar de considerar um desserviço à educação que os pais mandem brinquedos tão acintosos num ambiente comunitário e pior, educacional. As crianças realmente valorizam esses brinquedos ou eles apenas representam sinais de status? E quem realmente valoriza isso: as crianças ou os próprios pais? Esse tipo de coisa precisa ser controlada pela escola. O papel da escola é socializar, desestimular o consumismo e estimular o companheirismo, o senso de comunidade. A escola não deveria ter medo de exercer o seu papel e impor regras, o que ocorre porque muitas vezes ao agir dessa forma a escola desagrada justamente quem a financia: os pais. E diante disso o papel dos pais que tem um mínimo de consciência e espiríto questionador é exigir que as escolas ajam como educadores, numa parceria conosco na tarefa de educar de verdade.

Acreditamos que, qualquer que seja a escolha da família – assistir ou não TV – é nos elementos e vivências que a rotina nos fornece que aencontramos as melhores oportunidades de educar – através do exemplo e da conscientização. Quando nossos filhos assistem TV, temos que ficar com o controle remoto na mão o tempo todo para controlar o que eles assistem? É claro que precisamos assistir pra saber do que se trata, mas a partir de uma certa idade precisamos também procurar construir uma relação de confiança com as crianças. Definir regras com clareza em relação aos programas que eles podem e o que não podem assistir, e confiar que eles obedecerão. Se desobedecerem, devem arcar com as consequências, como ficar sem ver TV por um tempo.

(continua na próxima semana)

Texto escrito a 16 mãos por: Ana Cláudia Bessa, Ceila Santos, Maria Rê Carriero, Renata Gonçalves, Renata Matteoni,  Rita de Cássia Couto, Silvia Schiros e Taís Vinha.

Posts e continuações deste debate:

Parte 1:  http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao/

Parte 2: http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao-parte-ii/

Parte 3:  http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao-parte-iii/

E convido as amigas blogueiras abaixo a postar suas opiniões sobre o assunto e convido-as a convidarem também blogueiras amigas para postarem :

Denise Rangel http://drang.com.br/blog/

Luma http://luzdeluma.blogspot.com/

Simone: http://smiletic.com/

Mais posts :

http://futurodopresente.com.br/ana/2010/02/televisao-por-assinatura-e-transparencia-das-relacoes-de-consumo/

http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/2010/04/voce-e-favor-da-lei-contra-publicidade.html

http://graflor.blogspot.com/2010/03/publicidade-infantil.html

Fórum Criança e Consumo:

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/forum-crianca-e-consumo-dia2parte3/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/criancas-como-cidadaos-ou-criancas-como-consumidores/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/forumcriancaeconsumodia2refletiroconsumo/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/forum-crianca-e-consumo-dia-1-continuacao/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/forum-crianca-e-consumo-dia-1honrar-a-infancia/

Recuse!

blogmmagovbrhtm-saco-a-um-sacohtmRecebi o convite do Vinicius Mont Serrat do Blog Sucesso News para participar da campanha Saco é um saco do Ministério do Meio ambiente e não poderíamos ficar de fora! Mas, ao invés de falar de números, vou contar um pouquinho da nossa experiência pessoal.

Aqui em casa a gente usa sacola retornável.

p8273064pTudo começou com a @cristianefetter do blog Tô Doida, que mora nos Estados Unidos e escreveu um texto aqui pro Futuro do Presente contando sobre As Sacolas Plásticas nos Estados Unidos . Logo depois disso, ela me mandou  de presente uma sacola que vende nos mercados de lá. Aliás, uma sacola excelente e que está como nova até hoje…quase 2 anos depois. Foi essa bolsa a nossa primeira sacola retornável.

No começo, eu esquecia sempre de levar a bolsa, mas a consciência de que eu esquecia, me fez passar a deixar a bolsa dentro da mala do carro. Continuei esquecendo…mas com ela na mala, eu me obrigava a voltar ao estacionamento e pegar. E foi assim que com o tempo, eu fui passando a lembrar automaticamente de sempre levar a bolsa para dentro do mercado.

Como eu moro num local um pouco afastado dos grandes centros, os mercados aqui são menores e a gente acaba ficando mais conhecido no comércio local. E no começo me tratavam como um ET, com aquela cara de : “Como assim, a Sra. não quer levar a sacola? A Sra. traz uma sacola?”. Num dos mercados da região, certa vez, o empacotador quis me obrigar a levar a sacola! “A Sra. é obrigada a levar” e eu respondia “a compra é minha e eu não quero levar a sacola plástica, quero levar na minha sacola”

Eu já respondia rindo porque a cena foi realmente patética. Afinal, de fato, minha única obrigação ali era pagar pelas minhas compras. Se eu quisesse levar item por item na cabeça, era problema meu…rs.. Mas com o tempo, vieram os elogios, todo mundo comentava e eu virei a “moça da sacola”.

Claro que no meio dessa história, tivemos uma outra descoberta: uma bolsa só para compras de mercado semanais, era pouco. E meus sogros, vendo nosso engajamento, de repente, assim do nada, chegaram com uma sacolona enorme feita de sacos reciclados. Ou seja, nosso comportamento já estava inspirando e atingindo nossos familiares. Sentimos muito orgulho!

ist1_4325888-dark-blue-plastic-containerMas duas sacolas ainda era pouco e passamos também a usar uma caixa de plástico desmontável para garrafas, caixas de leite e itens mais pesados. p1030764pEsta por ser desmontável, também “mora” dentro do carro e é muito prática de carregar dentro do carrinho do mercado.

Foi daí que tivemos a idéia de fazer sacolas reutilizáveis feitas de tecido PET e colocar à venda no nosso site. Mas como a gente queria ter um diferencial para facilitar as pessoas a lembrarem de levar suas bolsas ao mercado, optamos pela bolsa dobrável, com fecho para que ela esteja dentro das nossas bolsas do dia-a-dia ou dentro do porta-luvas dos carros. Porque a bolsa precisa estar disponível na hora que a gente precisa. Não adianta nada a gente estar no mercado e a bolsa em casa.

E o melhor da história vem agora: o mercado, vendo nossas bolsas, perguntou onde p1060189p500a gente compra e a gente passou a fornecer para o mercado que revende a bolsa feita de tecido 100% reciclado para seus clientes!

Então, as lições que aprendemos com toda essa história é que:

-é possível mudar nossos velhos hábitos;

-as pessoas se inspiram (o mercado se inspirou por nós, que nos inspiramos na Cris e assim, sucessivamente, se cria uma corrente de conscientização);

-para reduzir, precisamos RECUSAR.

RECUSE, REDUZA, REUTILIZE!

“Pode ser insuportável”

O clima está mudando.

Hoje, dia do Blog Action Day 2009, cujo tema é Mudanças Climáticas, recomendo que assistam este documentário do Greenpeace Brasil que fala das mudanças climáticas já perceptíveis em nosso país.

E reflita.
Podemos nos dar ao luxo de continuar a não fazer nada?

A despeito daqueles que acreditam que nada podemos fazer, que essas mudanças são resultado natural de nossa forma de vida e que esse é o caminho que devemos trilhar, é possível conviver com a idéia,que nós, tão capazes, apenas devemos cruzar os braços e sofrer as consequências?

Ou podemos lutar, mudar, caminhar mais perto da preservação da natureza para ficarmos por mais tempo com qualidade de vida sobre a Terra?

Mais blogueiras participando do Blog Action Day

Lúcia Malla: Era uma vez Tuvalu

Francine Emília: Mudanças Climáticas

Lunna Guedes : São Paulo da garoa

Lúcia Freitas :Mudar Já para vivder sempre

Pat Feldman : http://pat.feldman.com.br/?p=602

Vanessa : Blog Action Day

Pri Alves : Um dia e muitas emoções

Gabriella Contoli : http://meuclimadevolta.ning.com/

Lis Comunello: Não adianta posar de bonzinho

Negócios Sustentáveis

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O Banco Real está lançando uma campanha para difundir o tema Negócios Sustentáveis que vai premiar os blogueiros que participarem dessa ação ajudando a divulga-lá através de posts publicados em seus blogs ou microposts publicados no Twitter.

Achei sensacional a idéia -que vi em primeira mão no blog Sucesso News- porque além de termos um negócio com foco sustentável que é a nossa Loja Virtual Futuro do Presente de camisetas e acessórios ecológicos, educativos e reciclados, o nosso banco é o Banco Real justamente porque escolhemos um parceiro com este tipo de iniciativa que você pode conhecer através do site de sustentabilidade do Banco Real.

Ter uma preocupação sustentável é fundamental para o futuro de todas as empresas. De alguma forma, todas têm que começar a entender a sustentabilidade como um investimento e os consumidores podem, e devem, colaborar com essa conscientização fazendo a sua parte que é simples: dando preferência a consumir e usar produtos e serviços das empresas que estão investindo em sustentabilidade.

Por isso, quando tivemos a idéia de criar a nossa marca Futuro do Presente, focamos em tecidos ecológicos, em mensagens educativas e estimulem a conscientização dos pais e das crianças, que gerasse trabalho para comunidades de baixa renda. E claro, procurar parceiros que também tenham esta preocupação e motivação, como é o caso do Banco Real. Porque isso é o futuro. Porque disso depende o futuro que vamos deixar para nossos filhos.

Se você tem um blog ou usa o Twitter, pode participar desta promoção!

Para participar via blog basta escrever um post sobre “Negócios sustentáveis” que contenha um link para este post (http://migre.me/51ZB) e para o site de sustentabilidade do Banco Real e crie um migre-me do permalink do seu próprio post que é a ferramenta que fará a contagem dos links feitos aos seus post.

Para participar via Twitter basta usar a tag #realsustentavel e o endereço do migre-me pois assim todos os cliques feitos serão contabilizados a seu favor.

Depois volte aqui e deixe nos comentários o link do seu post e do twitt.

Cada ping do post vale 2 pontos e casa RT vale 1 ponto. Quem gerar mais posts sobre o tema e RT’s ganha um livro sobre a temática para o blogueiro e um destaque para o blog vencedor na área de sustentabilidade do site do Banco Real.

Não espere! Participe deste movimento em prol do futuro. Faça parte e ajude a aumentar cada dia mais o número de pessoas que se importam com este tema que é tão fundamental para a melhoria da qualidade de vida de todos nós!

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Dia da Terra

Todos os anos, dia 22 de abril, eu me comprometo a fazer minhas metas ambientais pessoais para o ano, seguindo o convite feito em 2007 pelo  blog Faça a Sua Parte . Sempre digo a mesma coisa: essas metas ajudam muito a gente a realizar mais e mudar com mais afinco nossos maus hábitos ambientais. 

Não é fácil mas recomendo a todos que dediquem um tempinho a pensar em que atitudes podemos mudar em nosso comportamento em prol de um futuro melhor! Essas metas me ajudaram a plantar mais árvores, a consumir menos sacolas plásticas, e aumentar e melhorar minha horta doméstica e muito mais, como já contei aqui. É impressionante como é mais  possível mudar nosssas atitudes quando nos comprometemos a tal mudança. digo que estão certos…a Terra não precisa de nós, nós é que precisamos dela

E para aqueles que acham que não adianta nada, eu concordo. A Terra não precisa de nós, ela se recupera sozinha. Nós é que precisamos dela, sã. Por isso, pense antes de cruzar os braços ou de achar que seu esforço individual não adianta. Adianta sim, porque ele inspira os outros à sua volta! Acredite! 

Por acreditar nisso e me preocupar com a qualidade de vida que deixaremos para nossos filhos, minhas metas para 2009 são:

1. Recolhimento da água da chuva – estamos colocando as calhas;

2.Fazer compostagem do lixo orgânico – procurando alternativas pois precisa de sombra e não tenho área para um minhocário que seja na sombra…; :(

3. Plantar 8 árvores virtuais por mês no click-árvore – já estou plantando mas estou atrasada;

4. Plantar 6 árvores na vizinhança – já plantamos 2!;

5. Plantar mais de 30 mudas de plantas diversas – plantei 17 até agora;

6. Continuar incrementando a horta doméstica – um desafio cheio de altos e baixos;

7. Consumir mais orgânicos (isso é tão difícil na minha região…);

8.Continuar investindo em nosso projeto de camisetas, bolsas e artigos feitos em material reciclado, vendido pela internet, através do site Futuro do Presente ;

9. Usar mais material de madeira certificada;

10. Trocar mais meus livros que já li e não pretendo ler novamente;

11. Continuar reduzindo nosso consumo de energia elétrica e água;

12. E não esmorecer, porque às vezes a gente se sente uma forminguinha inútil.

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Ana Cláudia Bessa

 

Leia +

Dia da Terra 2008: http://www.ofuturodopresente.caixadepandora.com.br/?p=367

Dia da Terra 2007: http://www.ofuturodopresente.caixadepandora.com.br/?p=31

Dia da Terra 2007 – parte 2: http://www.ofuturodopresente.caixadepandora.com.br/?p=83

Dia da Terra 2007 – parte final: http://www.ofuturodopresente.caixadepandora.com.br/?p=244

Metas ecológicas pessoais, consegui cumprir?

Dia 22 de abril – Dia da Terra nós sempre participamos da blogagem coletiva proposta pelo blog Faça a sua Parte .

Ano passado, eu fiz vários posts mostrando minhas evoluções (aqui, aqui e aqui ) mas este ano, eu simplesmente não consegui tempo para fazer os posts de acompanhamento de minhas metas para 2008.

Então, estou aqui, contando meus progressos e insucessos dentro das metas ecológicas pessoais a que me propuz para cumprir em 2008.

Minhas metas foram:
1. Manter e incrementar minha pequena horta doméstica. (Consegui! Ela mudou de lugar, ganhou novas ervas, estou cheia de planos para 2009 ! Aprendi que há diferenças entra plantas (parece óbvio mas não é) e que ficar no mesmo lugar não funciona para todas, gostam de sol da manhã e precisam de água praticamente todos os dias.)
2. Usar menos o carro, como para ir à padaria, por exemplo. (Nada, nenhum dia fui de bicicleta. Primeiro, porque, principalmente do meio do ano prá cá, choveu muito e depois, porque andavam roubando bicicletas na área, fiquei com medo).
3. Fazer a captação da água da chuva de parte do meu telhado, pelo menos, já que colocar calha na casa toda é um custo alto. (Estamos ainda em processo de colocação das calhas já que nossos planos de implantação da cisterna foram por água abaixo por questões estruturais. Estamos ainda estudando um local adequado para instalação da cisterna.)
4. Plantar 5 árvores virtuais por mês no Click-árvore (Ano passado plantei 16, aproximadamente 8 por semestre, este ano passei a 60 por ano)  – (Sim!!! Plantei sim, até um pouco mais de 60 neste ano, vale à pena, façam o mesmo. Simples, prático e até onde sei, confiável.)
5. Plantar 3 árvores reais (Ih…plantei umas 5. Pequenas mas vão crescer!)
6. Plantar 20 a 24 mudas de plantas diversas (Ih…muito mais, plantamos muitas mudinhas de plantas, demos para vizinhos e parentes, este ano foi a festa da muda…rs)
7. Consumir mais alimentos orgânicos (Tá difícil porque nem sempre encontramos na nossa região….)
8. Estudar mais sobre compostagem. No blog Folha Verde da nossa amiga Mercedes, tem ótimas dicas e ótimos materiais para isso. Eu mesma já peguei bastante coisa mas ainda não dei conta de ler tudo e por mãos à obra.(Projeto em franco andamento como contei no post falando do nosso futuro minhocário) .
Então, como podem ver, não somos perfeitos, nem infalíveis. Mas eu recomendo á todos que façam suas metas pessoais para 2009. Isso sempre me ajudou muito a cumprir meus compromissos. Eles ficam martelando na cabeça, e a gente se sente convidado a vencer esse desafio pessoal e intransferível.

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Ana Cláudia Bessa

Natal Sustentável e Consumo Consciente : tudo a ver!

Este mês a Sam Shiraishi do blog A Vida como a Vida Quer nos convidou a duas blogagens coletivas de extrema importância: Natal sustentável e consumo consciente. Além disso, a Denise Rangel do blog Faça a Sua Parte me contou por e-mail que o blog está convidando a todos a escrever um post sobre sugestões ecológicas de presentes para concorrer a um livro “Seis Graus” sobre aquecimento global e a importânica de fazermos a nossa parte. Então, já que os três assuntos são “unha e carne”, como se diz, vou fazer a três postagens numa só.

Este Natal resolvemos algumas coisas com relação ao comércio ligado à data:
•Eu e o marido não nos daremos presentes
•As crianças não serão incentivadas a escrever cartas ao Papai Noel
•Os presentes das crianças serão educativos de madeira certificada
•Quando for imprescindível presente, daremos um vaso de planta

Por que tomamos essas decisões?

Porque já que o Natal não é (mas foi transformada em) uma data comercial e estamos nos educando a consumir menos e com mais responsabilidade. Preferimos então nos presentear em datas mais comerciais como o Dia dos Namorados (e até lá tudo pode mudar…risos). Conseguiremos sobreviver com tranquilidade a um Natal sem presentes comprados por convencionamento comercial.

Quanto ás crianças, eles ainda não estão atentos a este negócio de carta, logo, não sentirão falta de que não conehcem e qualquer presente será benvindo! E aí, uma excelente oportunidade de dar presentes educativos ao invés dos presentes de marketing de péssima qualidade chinesa. Não precisamos nem dizer o motivo de nossa preferência por madeira certificada…

Quanto aos presentes a terceiros, achamos interessante incetivar a ecologia com um presente que com certeza agrada sempre, por isso a escolha de uma vaso com uma planta.

Essas decisões para um Natal Sustentável vem muito de encontro ao consumo consciente. Por isso escolhemos madeira certificada, por isso escolhemos as plantas, por isso escolhemos consumir menos, com mais moderação e responsabilidade, evitar os supérfluos. Comprar melhor ao invés de comprar mais.

O legal disso tudo é que sempre podemos inspirar pessoas através de nossas atitudes. Quando damos uma plantinha, quando mencionamos que os casal não trocou presentes, quando contamos que demos produtos educativos aos invés de ceder aos marketing dos produtos chineses. que nada de bom trazem ao nosso país.

Não é fácil mudar velhor hábitos, mas é possível. Só precisamos começar, mesmo que dando pequenos passos. Toda uma caminhada começa por ele.
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Meme da Solidariedade

digitalizarSempre rola na blogosfera, os chamados memes. Que são perguntas que você responde ou alguma opinião ou ideia e repassa para outras pessoas/blogs responderem. Sendo assim, os blogueiros Alexandre Inagaki e Guilherme Valadares tiveram a idéia de criar “um meme para ir além da simples trocas de idéias e indicações mas que fosse uma forma de viralizar a solidariedade na rede. ”

Para fazer a sua parte, faça uma doação em nome da Defesa Civil de Santa Catarina, na conta oficial que foi aberta no Banco do Brasil: agência 3582-3, c/c 80.000-7. Scaneie seu comprovante e faça um post em seu blog um texto difundindo o meme e o linkando para o site Alles Blau que é um site criado no meio de toda a tragédia e que serve como referência para notícias e informações sobre
Santa Catarina.
Segue meu comprovante. O valor sugerido pelos idealizadores é de R$ 100,00, apenas como referência e sugestão. Mas cada um é livre para doar o quando puder. E eu , para mostrar que realmente me sinto a vontade quanto à isso, doei R$ 40,00, no meu caso, porque estamos ajudando de outras formas, portanto nossa disponibilidade foi dividida em outras doações que fizemos.
Vou convidar algumas pessoas a participar do meme mas deixo-os à vontade de participar conforme sua possibilidade e caso já tenham feito doação e queiram participar do meme, basta seguir as regras que são: publicar o comprovante e linkar o Ales Blau.
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O que é meme???
Um meme, termo cunhado em 1976 por Richard Dawkins no seu bestseller controverso O Gene Egoísta, é para a memória o análogo do gene na genética, a sua unidade mínima. É considerado como uma unidade de informação que se multiplica de cérebro em cérebro, ou entre locais onde a informação é armazenada (como livros) e outros locais de armazenamento ou cérebros. No que diz respeito à sua funcionalidade, o meme é considerado uma unidade de evolução cultural que pode de alguma forma autopropagar-se. Os memes podem ser idéias ou partes de idéias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma. O estudo dos modelos evolutivos da transferência de informação é conhecido como memética.
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Ana Cláudia Bessa

Blogagem Coletiva do Consumo Consciente

Há dias eu tenho convidado amigos blogueiros para participar de uma blogagem coletiva para levantarmos idéias de boas práticas de consumo e repensarmos nossa inserção na sociedade buscando a sustentabilidade. Dia 9 de dezembro, enquanto eu estava no Projac (no Café.com Gloria) escapei no universo virtual e participei do videochat com Helio Mattar, Diretor Presidente do Instituto Akatu Pelo Consumo Consciente, promovido pela área de Sustentabilidade do Banco Real. Outros amigos estiveram lá também, numa reunião virtual que teve @deniserangel, @nubibella, @carloshotta, @cybelemeyer, @maricarol, @paulasignorini e @guiesam aos quais agradeço a participação e, acima de tudo, regozijo-me por ser testemunha de seu trabalho incessante de conscientização.
Hoje deixo em definitivo o convite para a blogagem coletiva, para pensarmos no quanto o consumo consciente poderia fazer diferença na realidade que vivemos.
Há anos ouvimos falar que o aquecimento global pode afetar de modo radical o clima e, mesmo nos preocupando momentaneamente, continuamos com nossos velhos hábitos de consumo de energia, de desperdício de comida, comprando objetos sem pensar nos impactos disso, saindo com nossos carros mesmo podendo optar por andar a pé ou usar transporte público.
Além celebrar o Natal, durante as festas de final de ano todo mundo gosta de trocar presentes. Que tal começar a levar em consideração não só o preço e a aparência do produto, mas também os aspectos sociais (se a empresa é conhecida por utilizar mão de obra infantil ou por ser injusta com seus funcionários e fornecedores, por exemplo) e ambientais (se a matéria-prima é de origem legal, se o produto é certificado…). Sabemos que ainda há poucas opções de produtos com essas características e que é difícil avaliar um produto com tanta profundidade, mas será que valorizar mais os produtos locais, por exemplo, evitando aqueles trazidos por meio de grandes deslocamentos, já não poderia ser um começo? Será que evitar produtos pirateados já não seria outra idéia para ser colocada em prática? E trocar o carro pelo transporte coletivo? Quando for viável, esse é até um jeito de evitar o stress do estacionamento e do trânsito no Natal.Vamos nos propor a fechar 2008 e começar 2009 mais conscientes dos impactos de nossas escolhas, cientes de que cada pequena ação nossa terá reflexo no todo e que podemos fazer diferença. Quanto mais consumidores agirem assim, mais as empresas terão boas razões para criarem processos e produtos mais sustentáveis.
Participe da blogagem coletiva sobre Consumo Consciente para discutirmos e divulgarmos ações que levem a um cotidiano de consumo sustentável. Você pode usar qualquer um dos selos abaixo para divulgar a blogagem e para contar que é um consumidor consciente. E na semana de 15 a 21 de dezembro compartilhe suas experiências e dicas para começarmos 2009 com novas posturas de consumo em busca de uma vida mais sustentável. (E se você não tem blog, não tem problema, faça seu registro no Aldeia Sutentável ou nos envie seu texto e fotos e postaremos no Radar Verde).
________________________________________________________________________________ Samantha Shiraishi

Blogagem coletiva Natal Sustentável

Dezembro é uma época do ano alegre, generosa, feliz e que nos inspira a agir com nobreza de alma. Que tal pensar num Natal Sustentável no lugar do Natal S.A. do comércio?
Vamos dar juntos um presente para o planeta?
Este Natal será especial no nosso país. Não é a crise que afeta economia do mundo todo que o faz singular, mas sim uma tragédia de proporções cinematográficas que nós assistimos ao vivo: as enchentes de novembro em Santa Catarina. Além de acompanhar pela mídia tradicional, vimos uma reação na blogosfera que evidencia uma das qualidades mais raras do brasileiro: a solidariedade. É ela que leva caminhões de doações para o sul, que une famílias para hospedar desabrigados, que faz uma taxista lesada pela falta de combustível lembrar que não pode reclamar por perder lucro quando tem gente que perdeu tudo e leva crianças a abrirem mão de economias para ajudar amigos que nem conhecem.
Faço um convite para pensarmos no quanto o consumo consciente poderia fazer diferença na realidade que vivemos. Há anos ouvimos falar que o aquecimento global pode afetar de modo radical o clima e, mesmo nos preocupando momentaneamente, continuamos com nossos velhos hábitos de consumo de energia, de desperdício de comida, comprando desprecupadamente objetos pessoais, saindo com nossos carros mesmo podendo optar por andar a pé ou usar transporte público.
Acredito que, como eu, vocês vão viver um Natal centrados na convivência (que é o ponto alto das celebrações religiosas, do cristianismo, judaísmo, islamismo ou paganismo) nas celebrações de final de ano, sem de fato focar os presentes, mas eles costumam acompanhar as festas. Vamos nos propor a fechar 2008 e começar um 2009 com um “foco sustentável”, cientes de que cada pequena ação nossa terá reflexo no todo e que podemos fazer diferença. Que tal começar nas compras de presentes e de produtos para a festa, sendo um consumidor consciente que leva em consideração não só o preço e a aparência do produto, mas também os aspectos sociais (se a empresa é conhecida por utilizar mão de obra infantil ou por ser injusta com seus funcionários e fornecedores, por exemplo) e ambientais (se a matéria-prima é de origem legal, se o produto é certificado…). Além de presentes comprados em lojas de comércio justo, a ceia pode valorizar ingredientes locais, evitando ingredientes trazidos por meio de grandes deslocamentos.
Quanto mais consumidores agirem assim, mais as empresas terão boas razões para criarem processos e produtos mais sustentáveis. Ainda há poucos brasileiros colocando o consumo consciente em prática. Segundo pesquisa “Responsabilidade Social Empresarial – Percepção do Consumidor Brasileiro”, realizada entre 2006 e 2007, “o número de brasileiros que sabem que têm o poder de influenciar o comportamento das empresas (75%) se manteve relativamente estável desde 2002 até 2007, porém o consumidor não é ativo na mesma proporção em termos de buscar informações sobre o comportamento das empresas. Atualmente, apenas um em cada três consumidores consultados afirma procurar saber mais sobre o comportamento das empresas. Vamos mudar esta realidade em 2009?
Participe da blogagem coletiva Natal Sustentável para discurtirmos e divulgarmos ações que levem a um cotidiano de consumo sustentável.

Para saber mais:
No site do Instituto Akatu há vários relatos de casos em que os consumidores se uniram para cobrar esse tipo de responsabilidade das empresas (ver “Diálogos do Akatu nº 1″ em http://www.akatu.org.br/akatu_acao/publicacoes/reflexoes-sobre-o-consumo-consciente ).

Se tudo isso está acontecendo sem dúvida é porque o consumidor está mudando seu comportamento de compra. Não é pouco, mas está distante do número de pessoas que declara acreditar no poder do consumidor de influenciar as empresas” (leia a notícia completa e faça o download da última pesquisa aqui:
http://www.akatu.org.br/central/noticias_akatu/2008/akatu-e-ethos-divulgam-nova-pesquisa-a-respeito-da-relacao-do-consumidor-com-a-rse ).
Hoje é grande o debate em torno do consumo. A sociedade tem buscado sua felicidade nas compras, gerando um consumo desenfreado, o que não é nada saudável nem para as pessoas nem para o planeta. É surpreendente constatar essa afirmação por meio do teste de pegada ecológica, que calcula quantos planetas seriam necessários se todas as pessoas do planeta consumissem como você: http://www.pegadaecologica.org.br/
Um videochat com Helio Mattar, Diretor Presidente do Instituto AkatuPelo Consumo Consciente, vai acontecer entre 8 e 10 de dezembro (dataa confirmar) para debater o consumo consciente.http://www.akatu.org.br/central/noticias_akatu/2008/akatu-e-ethos-divulgam-nova-pesquisa-a-respeito-da-relacao-do-consumidor-com-a-rse ).
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