Mãe Consciente

TV: Angélica não será protagonista de novela global
Da Redação: http://estrelando.uol.com.br/interna/interna_30271.htm

Angélica foi convidada para ser protagonista de Negócio da China, lembra? Pois bem, de acordo com a assessoria de imprensa da loira, ela não aceitou a proposta. O motivo? Não teria como conciliar o folhetim com sua vida pessoal.A mulher de Luciano Huck tomou a decisão por causa de seu filho caçula, Benício, que tem apenas sete meses. Para ela não teria como assumir esse compromisso com uma criança tão pequena em casa para cuidar.
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Aplausos pra ela!

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Na dúvida, sempre pergunte.

Com relação a vacinação eu sempre me coloco numa posição científica, vejo que mesmo o participando de grupos que discutem a respeito, não se tem dados concretos sobre os benefícios da não-vacinação. E eu me coloco mesmo numa posição de advogada do diabo, analisando a argumentação das pessoas que defendem a vacinação e a não-vacinação.
Quanto à vacinação, o que eu levantei é uma série de interesses burocráticos (do Ministério da Saúde), que aliam a praticidade e conveniência, deles, e não nossos, óbvio. Um deles é que é mais fácil pegar pais “fresquinhos” e lascar a sequência de vacinações. Pois com o passar do tempo, nós pais, ficamos mais relaxados em seguir tudinho à risca.
Obviamente até os 6 meses, as vacinas têm efeito transitório, ou seja, precisam ser aplicadas de novo, pois o bebê ainda não possui imunidade própria e isso representa um lucro imenso para a indústria farmacêutica. É como vender a mesma coisa 3 vezes. E a pergunta óbvia é: porque não aplicar 1 vez só depois dos 6 meses? Vide conveniência acima. E do lado da não-vacinação, existe sim uma “forçação de barra”, pois quando não há metodologia científica, dá muita margem para manipulação de números. A erradicação da poliomelite, por exemplo, se deu com extensas campanhas de vacinação. Os números estão aí, não podem ser negados. A dúvida que surge é que da forma como a polio é transmitida, será que saneamento básico não ajudou? É claro que sim.
A argumentação é que se houvesse saneamento básico, não haveria polio. Sim, é verdade. Mas isso foi um processo que andou de mãos juntas: saneamento básico e “aumentar” a resistência das pessoas à polio (que foi isso que representou este tipo de vacinação). Colocando-me na posição do Ministério da Saúde, foi uma decisão correta. Contudo, hoje, se eu fosse o Ministério da Saúde, eu repensaria os investimentos. Pois o dinheiro das campanhas de vacinação poderiam ser aplicados em outros lugares. Para que continuar investindo numa doença que já foi erradicada?
O problema é que como vacinação é um direito assegurado no Estatuto da Criança e Adolescente, se alguém inventar de não vacinar, e se 1 única criança vier a contrair pólio, cabeças rolarão. Tornou-se um imbróglio legal e administrativo. Extrapolando a esfera da saúde e do necessário. Por isso para a gente entender um pouco, devemos procurar estudar o mecanismo das doenças (transmissão e profilaxia) em livros médicos. Eu busquei informações sobre as doenças em 2 livros de pediatria: A Vida do Bebê (do Rinaldo De Lamare) e no livro britânico The Great Ormond Street Baby and Child Care.

A “Vida do Bebê” até a edição de 2004, não segue as orientações da OMS no que se refere à amamentação, sendo altamente repreensível que um livro de pediatria não endosse o que é melhor para a saúde do bebê. Ele segue a linha da Academia Americana de Pediatria, que comprovadamente causou uma tragédia para a saúde americana. O problema da obesidade nos Estados Unidos começa no berço, com a falta de incentivo e proteção à amamentação e utiliza tabelas de peso e altura baseadas na Academia Americana de Pediatria, ou seja, uma furada. Na última edição de 2004, fala para tirar o peito a partir de 9 meses, que a partir de 18 meses não é mais para o bebê mamar no peito, tem um monte de receitas para a mulher que não consegue amamentar, recomenda seguir todas as vacinações à risca, e a tabela de peso e altura é uma tabela completamente fora dos padrões de bebês saudáveis, uma vez que prega o padrão de bebês obesos como “normal”. Mas, pelo menos, é preciso na descrição das doenças infantis.

The Great Ormond é realmente um livro de respeito, pois a Inglaterra é a pátria do Parto Ativo. Descreve e recomenda o Parto Ativo, apóia e recomenda a amamentação. O mínimo para um livro de pediatria. Essa discussão dá pano para manga. Na dúvida, sempre se pergunte: como, quando, onde e porquê?
________________________________________________________________________________ Juty Chen

Crianças x Comida: eterno desafio

Mais uma vez fica difícil não ressaltar os benefícios da amamentação:

difícil imaginar uma criança recusar um peito por motivos naturais.

Ou seja: nenhum problema na pega do seio, nenhum stress da mãe, nenhuma introdução desnecessária de complemento ou mamadeira e etc.

Mas…quando chega a hora de introduzir novos alimentos, a coisa desanda. Aqui em casa foi MUITO difícil. Meu filho cospia a comida, travava a boca, se debatia, foi muito estressante vê-lo recusar a comida (que além de tudo, era tão gostosinha!).

Então, como sempre, apelei para a internet!

E achei um trabalho sobre o assunto que dá dicas muito legais. Não perguntem a fonte pois isso ainda é do tempo em que eu não me dava conta de que devia somente imprimir o necessário e, ao contrário disso, me recusava a ler qualquer coisa no monitor. Pobre do meu mundo se eu continuasse assim!

Vamos às dicas:
.Sempre comece com produtos menos propensos a causar alergia e como seu bebê está acostumado com o gosto adocicado do leite materno, comece com alimentos doces como banana amassada. O arroz é um grão muito tolerado pelo intestino pois é livre de glúten, baixo teor de proteína e rico em carboidratos. Portanto tem um perfil nutricional mais parecido com uma fruta do que com cereal. Por isso, misturado à banana ou feito como mingau bem ralinho no começo, é uma boa opção.
.Use seu dedo como a primeira colher do bebê: macia, numa boa temperatura e familiar ao bebê. Deixe-o sugá-la.
.Contente-se com uma colher, duas. Lembre-se que sua intenção é apenas introduzir novos alimentos, sabores e texturas e não encher o bebê.
.Aumente gradualmente saiba quando for bastante, seu bebê saberá pois fechará a boca, mexerá negativamente a cabeça ou afastará a colher.
.Para os bebês ainda em fase de amamentação, o melhor é começar os sólidos lentamente, até para que ele não deixe de mamar . Sempre ofereça novos alimentos pela manhã pois qualquer mal-estar acontecerá durante o dia. Dar novos alimentos à noite pode significar um noite ruim. Além disso, há sempre mais fome pela manhã, facilitando a introdução de novos alimentos.
.Esteja atento à reação do bebê a esta nova experiência. Se o bebê aceitar o alimento e der um sorriso, é sinal de que está pronto e disposto. Se o alimento for devolvido, pode ser sinal de que não está pronto ou ainda demonstrar dificuldade em manter a boca fechada enquanto move o alimento. Caretas engraçadas são comuns pois é uma experiência nova para ele.

Se ele abrir a boca a uma nova tentativa, ofereça. Se não, aguarde e tente mais tarde. Não desista e não fique ansiosa, é assim mesmo.

________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

Cada caso é um caso.

Mas também cada pessoa acredita no que quer acreditar.

Eu mesma citei que independente da minha vontade, meu filho mais velho parou de mamar no peito aos 10 meses.
Não dependeu de mim.

Afinal, como obriga-lo a sugar meu peito contra sua vontade?
Ainda tentei, insisti, mas não houve santo que o fizesse mamar.
Ele já comia outros alimentos, embora fosse com relutância.
Nunca usou bico de mamadeira (eu doei todos para uma fundação assistencial). Sempre copo ou bico de copo.
Não foi uma transição fácil. Contudo, como eu estava grávida, imagino que , como dizem, o sabor do leite tenha se alterado em função dos hormônios e isso tenha causado seu desinteresse.
Se você não conseguiu amamentar, se o seu caso é o mesmo, ou seja,vc tentou,buscou ajuda, informacão, teve persistência e mesmo assim não foi possível, a mamadeira foi uma opção necessária.Em caso de gêmeos, imagino ser mais difícil, cansativo, desgastante para a mãe. Realmente não tenho experiência nenhuma, nem perto de mim para fazer qualquer comentário. Contudo, muitas mães desistem sem nem mesmo pedir ajuda ou buscar informação.Em muitos casos a criança não consegue sugar porque a pega no bico está sendo feita errada. Aí a mãe vira e fala que não conseguiu amamentar e pronto. Deu mamadeira. Um pequeno ajuste e pronto, tudo fluiria. Mas essa mãe não buscou ajuda, não perguntou ä ninguém, não pediu orientação.Certa vez uma amiga comentou que tinha tudo para ter um parto normal mas o médico falou que ela não tinha “abertura” e claro que ela confiou no médico experiente e partiu para a cesárea. Contudo, falta de abertura, somente na hora do parto é que é possível saber, antes nem com reza forte. Mas ela não questionou o médico.Na hora de amamentar teve dificuldade e o pediatra orientando disse ä ela para ter paciência que era assim mesmo, mais alguns dias e tudo estaria indo bem. Pelo bem do filho, ela contrariou o médico e deu NAN. E tudo mudou,o filho ficou feliz e “alimentado”. E ainda bem que ela não ouviu o médico.O que quero dizer com essa história?Que a gente acredita naquilo que quer.Quando ela não deveria acreditar no médico, ela acreditou.Quando deveria acreditar no médico, não o fez desde o começo. Confiar ou não no médico vai de acordo com a conveniência mesmo que subconsciente.Para mim, ela queria cesárea e queria dar mamadeira, desde o começo.
Há a tese de que dar mamadeira também é amamentar.
Se olharmos a definição do verbo, amamentar vem de mamar, mamadeira é feita para tomar leite.
Mamar é sugar das mamas.
ou estou errada?
De qualquer forma, será que essa questão semântica é a questão relevante?
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Ana Cláudia Bessa

Não desista de amamentar!

Tem muita mãe que diz que não conseguiu amamentar.
Eu digo que são poucas porque já foi comprovado científicamente que a grande e esmagadora maioria das mães que não amamentam não tiveram orientação adequada.

E muitas ainda tem aquele momento de “urubu” em volta oferecendo chazinho, leitinho, água e dizendo que o leite da mãe é fraco. Também comprovado cientificamente: não há leite fraco. Estudos feitos com mães nutridas e subnutridas comprovaram que a qualidade do leite era igual nos dois casos. Olha a natureza agindo em prol do bebê!

Muitas mães ficam num estado de nervos tão grande e com tanta gente dando pitaco, que não conseguem. Outras tem problemas psicológicos, como depressão. Outras estress.
Mas na maioria, mesmo desses casos, uma voz calma, uma orientação correta, poderia ter revertido este quadro, COMPROVADAMENTE.Por isso achei e continuo achando importante a gente falar disso aqui no blog.

Vejo a questão do leite artificial, como OCITOCINA no parto. A artificial é feita seguindo a original mas não é a mesma coisa. Ela causa mais dores, contrações mais fortes…um horror para quem já experimentou. O NAN é feito para ser parecido mas não é igual. Não é só caloria mas sacia o bebê de forma completamente diferente do leite materno. Em geral, criança que toma NAN não volta pro peito porque fica muito mais tempo saciada do que ficaria com o leite materno. Por isso a criança fica mais gordinha , mais rápido.

O peito também dá mais trabalho para a criança. Sugar mamadeira é facinho, facinho…Mamar no peito faz uma série de exercícios maxilo-faciais (nem sei se é assim que se escreve), ótimos para desenvolvimento da fala, da mastigação e correlatos. E essa facilidade em sugar o leite da mamadeira contribui para a criança largar o peito e para mãe achar que isso é o melhor que poderia fazer para seu filho, visto que ele não berrará mais de “fome”. Fora a interaçao mãe bebê que é impar. E a vida não é só feita de valores nutricionais, tem os emocionais também. Claro que a mãe pode se interar com o filho no peito ou não. Mas o peito é um momento diferente, que a mamadeira não reproduz.

E será que TODAS as mães que acreditam ter tentado de tudo, foram orientadas da forma correta…?
Eu tentei de tudo no meu primeiro parto para ser normal e não foi. Mas tive a orientação errada na hora errada. Podia ter feito diferente…ah…podia! Mas na hora , já era… Por isso, tento sempre dar meus depoimentos para que as mães consigam ter seu parto normal e não para dizer que minha recuperação da cirurgia foi ótima e que cesárea salva vidas.Entendem meu ponto de vista?

Outro dia, li um site orientando as mulheres a não insistirem na amamentação. Isso é um crime!

Com a mãe e com o bebê. O melhor é sempre buscar orientação, as mãe vão encontrar ajuda. Desisitir só em último caso.

«Muitas mulheres não querem amamentar. A única resposta que lhes oferecem é o biberão! Sob a capa da liberdade e com a finalidade , em principio honrosa, de “não culpabilizar as mães que não querem dar de mamar”, “respeita-se” a sua não-vontade com um zelo um pouco equívoco. Nunca são verdadeiramente ouvidas nas suas dúvidas, nas suas angústias, nas suas representações mentais inconscientes, nos seus fantasmas, nunca se procura entender as suas motivações profundas…»
- Isabelle Filliozat em “A inteligência do coração”

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Ana Cláudia Bessa
foto: eu e meu bebezão de 2 anos e 3 meses, recém desmamado expontâneamente.

Só leite materno durante 6 meses?

Hoje, meu caçulinha está fazendo 2 aninhos!

12 de Dezembro, não é uma data linda?
Acho que uma coisa legal de partilhar com as pessoas são experiências boas do que se é certo fazer. Tem gente que gosta de dar bons exemplos de coisas erradas que deram certo. Eu guardo meus maus exemplos para mim…rs…
Eu, por exemplo, tentei demais ter meus filhos através de parto normal. Tive duas cesáreas. Mas não é porque meus filhos estão aqui saudáveis, que cesárea é melhor. Melhor é parto normal. E qualquer um que falar dos malefícios da cesárea, terá meu coro.
Não sou natureba, sou a favor do natural.

Meus dois filhos mamaram exclusivamente até o oitavo mês. Nem água tomavam. Mas eu me disponibilizei a isso, mesmo estando cansada muitas vezes, mesmo querendo e precisando dormir, mesmo sentindo meu peito quase secar (mas nunca secou porque mantive as crianças sugando em livre demanda), mesmo com dores enormes nos seios cheios e doloridos…enfim…é maravilhoso mas nem sempre é fácil. Mas também é mais fácil do que difícil, embora muita gente teime em querer dizer e acreditar no contrário.

O Primeiro parou de mamar aos 10 meses (eu estava grávida de 8 semanas). Infelizmente, rejeitou o peito de uma hora para outra. Acredito que os hormônios da gravidez tenham alterado o sabor (esqueci de provar…puxa vida…) e ele parou. Não me sinto mal por causa disso. Ele demonstrou desinteresse, mesmo eu tendo insistido um pouco, não adiantou. Lamento, e só. Fiz minha parte com tranquilidade e a natureza se procunciou. Meu peito secou completamente até o nascimento do segundo que mamou também exclusivamente, sem nem água, até o oitavo mês. Em ambos os casos, eles só começaram a comer novos alimentos quando demonstraram interesse. O menor mama até hoje, com 2 anos(preciso providenciar fotografias…rs).

Meu peito não enche mais, mas como ele suga, continuo produzindo. Meu primeiro filho não usou mamadeira, usou bico de copo, mesmo no recipiente da mamadeira (eu comprava um bico especial e doei os bicos tradicionais que vem junto com elas para um orfanato). Ele tomou leite de soja quando parou de mamar e só depois de 2 anos , começou a tomar leite de vaca e hoje toma quando pede, nao é regra. O segundo, como ainda mama, nunca tomou leite de vaca, e só usa copo, nunca usou mamadeira, nem com bico de copo. Eu que tive dois bem próximos e engravidei do segundo quando o primeiro tinha oito meses, posso falar: é barra. Muito trabalho mesmo. Imagino gêmeos… aliás, ne posso imaginar…rs…mas o legal de ver os dois crescendo juntos compensa tudo. E, ainda assim, só daria mamadeira por necessidade(extrema).
E tambem não usaram chupeta! Aliás, um belo assunto para um post!

E que bom que agora a lei permite que a mulher fique em casa esses primeiros seis meses fazendo mamar a sua cria! É tão bom , tão importante, tão fundamental. E para qualquer pai e mãe que nos lêem, não tenham dúvidas, é perfeitamente possível mamar só leite materno e crescer, desenvolver, ganhar peso e estar muito bem nutrido, sem nem mesmo precisar de água.

Peito é tudo. Cura soluço, cura cólica, cura gases, aconchega, acalma e nutre.

Eu dava peito prá tudo: é grátis, não dá trabalho para esquentar, está sempre limpo e saudável. E ainda dou, ele é que já me dispensa de vez em quando…
;0)
________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

NOTÍCIA – Licença Maternidade de 6 MESES

Eu já havia comentado que temos que exaltar a licença maternidade no Brasil. Olha aí a lei que o Senado aprovou, mas que ainda vai ser votado na Câmara. Vamos ficar de olho, pois e for aprovado não beneficiará somente as mulheres que deram a luz, mas aquelas que também optaram pela adoção.

Senado aprova licença-maternidade de 6 meses
Projeto, que vai à Câmara, prevê 4 meses pagos pela Previdência e 2 pela empresa que aderir ao programa

SÃO PAULO – O Projeto de Lei 281 de 2005, da senadora Patrícia Saboya (PDT), que amplia a licença-maternidade de quatro para seis meses foi aprovada, nesta quinta-feira, 18, na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado em caráter terminativo de onde segue diretamente para a Câmara dos Deputados para aprovação.

A proposta prevê que o pagamento do benefício das trabalhadoras de empresas privadas ficará a cargo da Previdência Social nos primeiros quatro meses, e nos 60 dias restantes é a própria empresa que vai pagar o salário-maternidade. Essa despesa, entretanto, não terá custo para o empregador, que poderá abater os valores do Imposto de Renda.

Também foram aprovadas cinco emendas ao texto, entre as quais a que inclui entre as beneficiárias a trabalhadora que é mãe adotante.

Outro PL, o de número 300 de 2007 de autoria do senador Eduardo Azeredo(PSDB), que trata do mesmo assunto, também tramita no Senado. O projeto propõe o aumento do período de licença-maternidade em mais 60 dias em casos de nascimento múltiplo, nascimento prematuro ou nascimento de criança portadora de doença ou malformação grave, que demande maior atenção das mães. Mas, nesse caso, as despesas decorrentes da extensão da licença será paga pela seguridade social.

O projeto de lei está na pauta da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado e deve ser votado nos próximos dias, depois segue para votação em plenário, votação na Câmara, antes de ser sancionado pelo presidente da República.

O projeto aprovado nesta manhã foi idealizado pelo presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Dioclécio Campos Junior. Começou como uma campanha da instituição – Licença-maternidade: seis meses é melhor! – depois foi endossada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e entregue à senadora, que apresentou o projeto de lei ao Congresso.

Para garantir o benefício ao maior número possível de mulheres, a SBP passou a encaminhar a proposta para as prefeituras municipais e governos estaduais em todo o País para aderir à campanha e oferecer o benefício às servidoras públicas. Atualmente, 58 cidades e seis Estados já oferecem o benefício. No Estado de São Paulo, a cidade de Franca já aderiu e outros municípios estudam inclusão na campanha.

“O objetivo não é garantir o aleitamento materno. Esse é apenas um dos componentes da maternidade. Esse tempo é necessário para estabelecer o vínculo afetivo entre mãe e filho, essencial para proporcionar à crianças os estímulos indispensáveis ao desenvolvimento emocional”, argumenta Campos Junior.

O próprio ministro da Saúde, José Gomes Temporão, já se manifestou favorável à proposta. Ele chegou a dizer, em março deste ano, logo após assumir o cargo, que iria apoiar incondicionalmente a idéia por ser “uma questão de saúde pública”.

Informações retiradas do site do jornal o Estado de São Paulo
Agência Senado e Charlise Morais, do Jornal da Tarde
_________________________________________________________________________________ Cristiane Fetter

Só preconceito?

No dia das crianças, não podemos falar de outra coisa.
Numa das discussões que participei a respeito de amamentação, houve uma afirmação de que há preconceito contra as mães que não amamentam.

Contudo, há que se ponderar: é simples assim, preconceito?

Eu não tenho dados científicos, pesquisas médicas para confrontar a saúde de crianças amamentadas ou não. E a grande afirmação foi que a amamentação não é lá tudo isso, afinal as crianças das mulheres que não amamentaram eram tão saudáveis quanto as amamentadas. E que muitas ali, afirmavam, nunca terem ficado doentes.

Primeiro ponto: não acredito em crianças que não fiquem doentes.
É como mula sem cabeça, já ouvi falar, mas nunca vi!

As minhas foram amamentadas e ficam doentes como qualquer ser humano. E para mim esse não é o ponto mais relevante. Não tenho crianças que nunca adoeceram em casa mas tenho bom senso.

Se leite de vaca fosse melhor ou a mesma coisa, a gente não produziria leite humano. E está comprovado que o leite materno tem uma série de nutrientes e anticorpos que somente a mãe pode transmitir.

A famosa “intolerância” ao leite é principalmente causada pela inclusão da lactose (via leite de vaca) quando o intestino das crianças ainda é imaturo e não produz a enzima (lactase) para digerir este açúcar. Ou seja, leite de vaca cedo demais. Podemos tentar prevenir quando protelamos ao máximo a inclusão deste alimento na dieta, principalmente daqueles que já tem histórico familiar (caso dos meus filhos que não apresentam a tal intolerância mesmo tendo casos na família).

Penso que não deve interessar se o filho fique mais ou menos doente.O que me interessa é que ele tenha mais saúde e isso inclui ter melhor resposta imunológica, se curar rápido, etc.

Espero que a mães que estejam prestes a amamentar ou amamentando, dêem mais ouvidos aos benefícios do que aos que acham que é tudo a mesma coisa. Amamentar é carinho, afeto, proximidade íntima. Que não cedam aos chazinhos, aguinhas, chupetas e desistam na primeira rachadura. Que é rapidamente e facilmente curada passando-se o próprio leite materno no bico, tal o poder desse líquido. Mas não passe o leite de vaca, tá? Não é a mesma coisa!

E antes que venham dizer que eu estou dizendo que quem não amamenta não recebe o mesmo carinho. Não é isso. Mas venhamos, sugar um bico de látex ou silicone, não é a mesma intimidade. Mesmo que seja o mesmo amor. E também não estou falando de quem não pôde amamentar. E essas são raras e poucas, muito poucas mesmo. Estou falando de quem não quis, não tentou, desistiu fácil, não buscou ajuda profissional.

Agora falar em preconceito, pura e simplesmente, não dá…

Leia o texto abaixo e veja a diferença entre Leite Materno e Fórmula

Leia mais:

Este depoimento da Simone mostra a realidade da amamentação e a facilidade em se acreditar que leite e fórmula é tudo igual.

http://ventosdemudancas.blogspot.com/2007/10/falando-em-aleitamento.html

__________________________________________________________________________________ Texto de Ana Cláudia Bessa

Direitos de Escolha? Parte 2

Continuando nossas reflexões…
E a amamentação, será saudável para o bebê mesmo quando a mulher não deseja e amamenta sem vontade, sem prazer e sem condições emocionais de fazê-lo?

Hoje é sabido que nosso emocional está diretamente ligado a todos os aspectos de nossas vidas, não podemos simplesmente ignorá-lo como se fosse possível agir 100% do tempo racionalmente.
Parto normal e amamentação são indiscutivelmente o melhor caminho e não sei precisar até onde vão os direitos da mulher em determinadas escolhas. Afinal, é uma tristeza ver bebês tão novinhos tomando mamadeiras. Isso deveria ser uma excessão e das grandes. Nunca uma regra ou uma possibilidade rapidamente aceitável.

Mas o que espero de todas nós é não desistamos deles por vaidade, conveniência ou medo.

Todas as escolhas importantes de nossas vidas são difíceis e nos fazem abrir mão de outra coisa também importante. Isso é uma regra, sem excessão. Não há atalhos.

O que eu gostaria de ver é mais e mais mulheres fazendo escolhas que vencem seus medos, seus preconceitos e suas dificuldades.
Informação é fundamental e hoje , ela está aí, dentro da casa da gente pela internet.
Basta querer, basta buscar.

O que eu gostaria de ver é mulheres que desistiram depois que tentaram, depois que procuraram ajuda, depois que esgotaram todas as possibilidades. Não cedendo ao primeiro apelo da facilidade de se comprar uma latinha de leite/fórmula na prateleira do supermercado ou então ao conselho da maioria que é o de desistir da amamentação como se a criança estivesse sendo torturada de fome.

Porque acredito que somente seremos respeitadas depois que deixarmos de lado as escolhas vazias e exclusivamente emocionais.

Vivemos numa sociedade machista onde as regras foram criadas pelos homens.
E recentemente li numa reportagem sobre uma executiva de sucesso que para mudar essa visão social devemos jogar como homens e vencer como mulheres.

Tá mais do que na hora de resgatar isso, somos mulheres!

Somos mamíferas!

__________________________________________________________________________________ Texto de Ana Cláudia Bessa

Direitos de Escolha? Parte 1

Outro dia li um texto da Fernanda Young falando sobre sua preferência em não amamentar. Não só falando como estimulando e incentivando a que as mães não se sintam culpadas por isso. Como formadora de opinião que toda pessoa que tem alguma visibilidade é, achei totalmente inapropriado, mas ainda assim, defendo o direito que ela têm de falar o que quiser. Fazer o quê?

Sou defensora ferrenha do direito da mulher em ser respeitada em suas escolhas, como no caso da escolha do parto, por exemplo. Por que eu não seria no caso da amamentação?
Assim como no caso do parto, não dá para comparar os benefícios de um parto normal para a saúde do bebê e da mãe com um parto cesariano. E amamentação é a mesma coisa: os benefícios do leite materno são incontáveis com relação a mamadeira.
Mas assim como no caso do parto, ninguém tem mais direito as suas escolhas do que a mulher. Afinal, trata-se do seu corpo. No caso da amamentação também, trata-se do seu corpo.

Mas se perante os homens, os médicos e a sociedade, a escolha da mulher deve ser soberana porque se trata de escolhas que envolvem seu próprio corpo, o que dizermos das escolhas que envolvem a saúde e o corpo do bebê?

Temos realmente direito a escolher um parto cesariano por conveniência ou vaidade quando temos plenas condições a um parto normal?
Temos o direito de não amamentar porque simplesmente não queremos que nosso peito caia ou porque estamos cansadas demais para levantar várias vezes durante a noite abrindo mão do direito que o bebê tem de receber o melhor e mais saudável alimento que a ele pode ser oferecido e que somente nós temos a oferecer?

Por outro lado, onde fica a questão psicológica a mulher? Poderá ela ter um parto normal ou amamentação saudável e plenos para ela e seu bebê quando não o deseja?

Vamos pensar nisso?

Continua amanhã.

__________________________________________________________________________________ Texto de Ana Cláudia Bessa