Leite. Indispensável?E a carne?

Peguei no http://blogvidaverde.com.br/?p=151

Mesa Brasil

Lembram que ontem eu falei do site do SESC com receitas de reaproveitamento de alimentos?

Pois é…

Fui fuçar o site e descobri um projeto sensacional.

“O MESA BRASIL SESC é um programa de segurança alimentar e nutricional sustentável, que redistribui alimentos excedentes próprios para o consumo ou sem valor comercial. O programa é uma ponte que busca onde sobra e entrega onde falta, contribuindo para diminuir o abismo da desigualdade social no país.

O programa é também uma ação conjunta que integra o SESC, empresas, instituições sociais e voluntários no esforço de diminuição das carências alimentares e do desperdício de alimentos, com um papel pró-ativo: “demonstra que é possível minimizar os efeitos da fome e da desnutrição através de programas sociais práticos, a custo reduzido e aplicação imediata”.
Porém, o programa não é uma campanha eventual e assistencialista. Tem caráter permanente, baseado na parceria e as responsabilidades são assumidas por todos os segmentos sociais envolvidos, respeitando-se suas especificidades. As instituições sociais fazem parte de um esforço conjunto para melhoria da qualidade de vida e da cidadania através da responsabilidade social compartilhada.

O MESA BRASIL SESC, como ação emergencial, baseia-se no princípio, já aceito internacionalmente, de que a alimentação é direito fundamental de todo e qualquer cidadão. Um direito social básico, mas que, lamentavelmente, não é garantido a todas as pessoas e por isso são necessárias ações que possam melhorar esta situação duplamente perversa: a fome e o desperdício de alimentos.

O MESA BRASIL SESC possui dois modelos operacionais, que são: Banco de Alimentos e Colheita Urbana

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MODELO DE ATUAÇÃO

A rede MESA BRASIL SESC, como uma iniciativa de ação social permanente na área de segurança alimentar e nutricional sustentável, integra empresas, entidades sociais e voluntários, através de dois modelos de atuação:

- O BANCO DE ALIMENTOS é um centro de recolhimento e distribuição de alimentos, geralmente sem valor comercial. Busca onde sobra, armazena e os disponibiliza para as entidades sociais.

- A COLHEITA URBANA encarrega-se de coletar, todos os dias e de forma segura, alimentos frescos, produtos hortifrutigranjeiros, alimentos industrializados entre outros, e de encaminhá-los para entidades sócias. A colheita urbana não possui estoque, pois a distribuição é imediata. Busca onde sobra e entrega diretamente onde falta.”

Gente, eu achei sensacional!

Pessoas como eu da área de alimentos sabe o quanto se desperdiça de comida boa para consumo.

Nunca imaginei que huvesse um programa como esse. Portanto, vai aqui meu pedido:

você que trabalha fora, ajude a divulgar em sua empresa.

Esse programa merece!

Bolo de Casca de Banana

Essa receita eu consegui num evento na escola sobre ecologia e sustentabilidade. Lá, sempre que tem um evento, tem uma guloseima com receita.

O bolo é delicioso e vai de encontro a minha curiosidade pelo aproveitamento total dos alimentos. E pesquisando rapidamente no São Google, achei este site do SESC com UM MONTE de receitas de reaproveitamento de alimentos. Ou seja, já temos dever de casa! Quem for testando, mande as receitas que vou postando aqui. Inclusive eu também farei.

Claro, e deve-se ter isso em mente que é muito difícil aproveitar tudo. Por exemplo, o doce feito de casca de laranja, só se eu começar a vender, porque é tanta casca que a gente não dá conta de comer tanto doce. No caso da banana, a mesma coisa: se eu fosse aproveitar todas as cascas para fazer bolo, ia ter que abrir uma vendinha na minha porta…risos…

Se bem que, a nossa amiga Pat Feldman, que tem um site maravilhoso chamado Crianças na Cozinha, além de dar dicas e nos presentear com textos e receitas maravilhosos, faz e vende as alguns de seus preparados (mágicos) pelo seu site (como caldos caseiros NATURAIS de carne, frango caipira, peixe e legumes, e muito mais coisas deliciosas) …

Quem sabe não aproveito a idéia para vender meus doces de casca de laranja…?hummmmm…

Aliás, eu não tenho ido à SP mas quando o marido for, vou mandar uma lista de encomendas pra Pat…risos
Mas, voltando ao meu singelo o bolo de casca de banana, experimentem e nunca mais usem banana em seus bolos. Fica idêntico, saboroso e permite que usemos a fruta em saladas, vitaminas, doces, e pura, que é uma delícia.

Outra opção é usar para fazer doce de casca de banana: basta cozinhar as cascas em pouca água para amolecer e triturar no liquidificador. Levar ao fogo as cascas trituradas com açúcar (em geral o dobro da quantidade de açúcar em relação a quantidade da fruta – no caso, casca). Fica idêntico, também.

Vamos ao bolo?

Bom apetite!
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Ana Cláudia Bessa

A vida que a gente leva…

Alguém disse algum dia: Importante não é o que a gente leva da vida, mas a vida que a gente leva…

Esse final de semana eu recebi dois presentes:
No sábado de manhã, um pedreiro que fez um trabalho para nós há uns dois meses veio aqui em casa nos convidar para o aniversário de sua netinha de 3 anos. Nos conhecemos há dois meses, ele fez um trabalho para nós de 2 ou 3 semanas e agora vem aqui pessoalmente nos convidar. É um presente, sem dúvida porque é um carinho despretencioso, uma atenção genuína. E este convite não me diz o que fizemos para merecer tamanha consideração. Saber que foi algo bom, já basta. A propósito a festa foi ótima!
Quando eu pensei que já tinha ganhado meu sábado, recebi um e-mail da Maidila (que conheci numa comunidade do Orkut e acabamos nos tornando amigas sem nunca termos nos visto pessoalmente) mandando fotos da sua horta inspirada na minha horta! Daí, fui perceber que nunca postei minha horta aqui, só no meu album do Orkut. Onde participo de uma comunidade chamada Horta em Casa.

Fala sério! Gente, estou toda proza, feliz da vida porque recebi presentes maravilhosos de duas pessoas que conheci há tão pouco tempo.
Vejam que fotos lindas da horta e das crianças sujas de terra.
Não estou cabendo em mim de tanta felicidade.

Então, vamos às fotos. Primeiro as da Maidila que estão simplesmente lindas e no final algumas da minha horta.Espero que nossas hortas inspirem outros amigos!

Vamos lá, animem-se!!!

Agora as minhas:

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Blogagem Coletiva da Semana Mundial de Amamentação


Amigos, eu tinha programado este texto para republicar hoje mas o sistema falhou e entrou aquela da televisão. Então, consertando o erro sistemático…risos…vai um texto que escrevi em 02 de Julho do ano passado que conta minha experiência pessoal com meu dois tesouros.

Quem AMA, AMAmenta!

Amamentar não é fácil.

Quando no deparamos com esta necessidade pela primeira vez, os dois protagonistas são iniciantes: mãe e recém-nascido.

O livro “Quem ama, Educa!” não é meu livro preferido. Mas acho um livro que não é totalmente ruim (mas isso é assunto para um outro dia). Contudo ele tem uma falha grosseira na parte que fala de amamentação. Ele fala que a obesidade infantil pode começar nesta fase quando a mãe não impõe limites ao bebê. Eu amamentei em livre demanda e meus filhos não são obesos. E não conheço nenhum caso deste tipo, comprovação científica ou respaldo médico para tal afirmação.

Amamentar resolve 90% dos problemas com os bebês. Eu costumo dizer que peito é bom pra tudo: cólica, gazes, soluço, manha… e fome, claro. E engorda, mas não tem nada de obesidade nisso!

Meu primeiro filho, segundo a neonatologista, não conseguia manter sua taxa de açúcar e foi internado para tomar soro glicosado. Uma notícia terrível naquele momento e nunca saberei se foi por conta do parto: uma cesareana com anestesia geral (e isso também é assunto para um outro dia…) ou por causa do tempo para eu me recuperar (a gente fica meio fora do ar até a anestesia passar…), deram NAN para ele!

Aliás, um outro assunto que merecemos discutir num outro dia: o incentivo da Nestlé ao consumo de leite em pó / fórmulas em idade inferior aos 6 meses e os procedimentos protocolares nos berçários das maternidades que normalmente dão mamadeiras e chupetas para os bebês, sem consultar previamente os pais.

Voltando.
Ele só mamou uma vez após nascido e depois dormiu direto…nem abria os olhinhos.
Diagnóstico: baixa taxa de açúcar.
Depois de 10 horas de soro sem que ninguém me falasse nada, EU PERGUNTEI SE NÃO PODERIA AMAMENTAR. Disseram que sim, com a maior naturalidade (como se ele não tivesse ficado todo esse tempo sem ter amamentado por falta de correta orientação por parte deles). Mas mãe de primeira viagem é luta desde que engravida…

Pois bem, do momento em que comecei a amamentar, na segunda mamada em diante, ele não voltou mais pro soro. Das 48 horas internado (6 mil reais de custo…pagos pelo plano, mas pagos), apenas 12 no soro. 36 horas apenas em observação depois de retomada a amamentação. Milagre do soro? Não! Do leite materno!

A amamentação em casa foi um sucesso, doei leite e ele mamou exclusivamente até os 8 meses. Nem água tomava. Nada de suquinho, nada de chazinho, nada de chupeta. Ele se manteve o tempo todo com peso acima da média da tabela, embora isso não me diga muita coisa pois já foi admitido pela OMS e se não me engano, já houve mudança na tabela, por conta da antiga não corresponder ao desenvolvimento das crianças que são alimentadas exclusivamente por leite materno durante os primeiros seis meses de vida.

Isso porque na década de 70, quando essa tabela foi montada, as mães eram estimuladas a dar complementos alimentares e o sucesso do momento era o LEITE EM PÓ.

Outra coisa interessante é que após a inserção de novos alimentos o peso dele caiu sensivelmente, nunca mais voltando aos valores acima da “média”, como acontecia durante a amamentação.

E para confirmar tudo isso: meu segundo filho, que não ficou tempo suficiente no berçário para tomar NAN e que tinha um neonatologista que respeitou minhas decisões no trato com meu filho, não precisou de soro glicosado, foi para casa no dia seguinte e foi amamentado nas mesmas circunstâncias do primeiro, durante o mesmo tempo e apresentou os mesmos resultados: peso acima da média e queda de peso depois da inserção de novos alimentos. De novo: Nada de água, chazinhos ou suquinhos, só peito até os 8 meses e nos dois filhos, só introduzi novos alimentos porque eles manifestaram interesse. Ainda ssim, a adaptação foi lenta e dificíl. Imagine se fosse antes! O primeiro demamou naturalmente aos 10 meses, não aceitou mais o peito (eu estava grávida de 2 meses e provavelmente, como dizem, o sabor do leite deve ter mudado – esqueci de provar…puxa vida…). Já o segundo foi tranquilo até os dois anos e pouco e desmamou também naturalmente…tranquilo e eu senti mais do que ele…risos

Uma pesquisa que lí, há muito tempo no jornal, feita com mulheres nutridas e subnutridas, mostrou que a qualidade do leite das duas mães era a mesma.
Incrível, não!
A natureza é tão sábia que retira todos os nutrientes da mãe, mas não prejudica a alimentação do bebê.

Leite materno, neles!

Para saber mais, para orientações e ajuda na amamentação :

Como contribuição visual à blogagem coletiva da Semana Mundial da Amamentação, mande fotos suas (ou de outras amigas ou familiares) amamentando, para o email sdeestocolmo@gmail.com – não esqueça de dizer os nomes da mãe e do(s) bebês (s) – e eu colocarei todas as fotos aqui nesse slide show em celebração da Semana Mundial da Amamentação que vai do dia 01 a 07 de agosto.
( a minha já está lá!)

http://relatosmatrice.wordpress.com/

Nota: as imagens são de cada um dos meus filhos sendo amamentados. __________________________________________________

Ana Cláudia Bessa

Quais os tipos de Sal?

Outro dia falamos do Açúcar, lembram?
Hoje vamos falar de Sal.

Existem dois tipos básicos de sal: o marinho e o da rocha (sal-gema). O sal marinho é extraído pela evaporação da água do mar e o de rocha, retirado de rochas subterrâneas resultantes de lagos e mares antigos que secaram. Do ponto de vista químico não há nada de especial para um tipo de sal ser mais caro que outros. Em seu estado puro consiste de cloreto de sódio e é abundante na natureza . Já na forma física existem diferenças, principalmente na granulação. Em alguns casos, são adicionadas substâncias ou temperos ao sal para uso culinário. Conheça cada um deles:
Sal de cozinha, de mesa ou refinado – É o mais comum e o mais usado no preparo de alimentos. De acordo com as leis brasileiras, o sal de cozinha deve ser acrescido de iodo para se evitar o bócio.
Sal marinho – Há diversos tipos de sal marinho, dependendo de sua procedência, e a cor de seus cristais pode variar. Bastante usado na cozinha macrobiótica, pode ser colocado num moedor e moído na hora.
Sal grosso – Produto não refinado apresentado na forma que sai da salina. Em culinária é usado em churrasco, assados de forno e peixes curtidos.
Sal light – É um produto com reduzido teor de sódio, fruto da mistura de partes iguais de cloreto de sódio e cloreto de potássio. Ideal para pessoas com dietas restritivas ao sal.
Sal Kosher – Sal com cristais grossos e irregulares podendo ser extraído de mina ou do mar, desde que sob supervisão de rabinos. Como sua granulação é mais grossa, é preferido pelos chefes de cozinha, pois adere com maior facilidade à superfície de carnes.
Sal de Guerande – Considerado o melhor do mundo, esse sal tem produção artesanal. Extraído na cidade de Guerande, região da Bretanha, na França, é um condimento caro. A versão especial desse sal é chamado “fleur du sel”, ainda mais rara.
Sal defumado – Tem sabor e aroma peculiares que dão toque especial às preparações.
Sal de aipo – Sal de mesa misturado com grãos de aipo secos e moídos. É utilizado para dar sabor aos grelhados de peixe ou de carnes e em caldos de consomés. Pode ser usado para temperar o suco de tomate e outros coquetéis de legumes.
Gersal - É muito utilizado na cozinha macrobiótica. Trata-se do sal misturado com sementes de gergelim tostadas e amassadas.

Muito se fala sobre a relação entre o consumo de sal e a hipertensão arterial. O tradicional sal de cozinha é composto em média de 40% de sódio e 60 cloreto, isto é, em 100 gramas de sal você encontra 40 gramas de sódio e 60 gramas de cloreto.Segundo a Organização Mundial de Saúde, a recomendação diária de sal para um adulto é de 6 gramas. No entanto, estudos apontam que o consumo médio diário de sal do brasileiro é de 15 gramas. Como você pode observar, o consumo está muito acima do recomendado.A alta ingestão de sal está fortemente relacionada ao risco do desenvolvimento da hipertensão.Infelizmente consumimos muitas vezes o sódio sem perceber. Quase todos os produtos industrializados apresentam essa substância –principalmente os enlatados, as conservas e os embutidos, como salame, presunto, mortadela, entre outros.

O sal iodado é aquele onde foi adicionado iodo, ou na forma de iodeto (iodetado) ou na forma de iodato (iodatado).O iodo serve para prevenir distúrbios causados pela supressão deste elemento de nossa alimentação, os chamados DDIs. DDIs são Distúrbios por Deficiência de Iodo, são problemas de saúde, tais como: o bócio, abortos prematuros, retardos mentais, etc. Para consumo humano, é considerada adequada, para um adulto, a ingestão de 0,15 mg de iodo por dia.

O sal marinho contém cerca de 84 elementos que são, não obstante, eliminados ou extraídos para a comercialização durante o processo industrial para a produção do sal refinado. Perde-se então enxofre, bromo, magnésio, cálcio e outros menos importantes, que, no entanto, representam excelente fonte de lucros. Uma industria que esteja lucrando com a extração desses elementos do sal bruto é geralmente poderosa e possui a sua forma de controle sobre as autoridades. É claro que será então dada muita ênfase a importância do sal refinado empobrecido e pouca ao sal puro, integral, abominado.

Durante a “fabricação” na lavagem do sal marinho são perdidas as algas microscópicas que fixam o iodo natural, sendo necessário depois acrescentar iodo, que é então colocado sob a forma de iodeto de potássio, um conhecido medicamento usado como expectorante em xaropes. Ocorre que o iodeto não é de origem natural. É utilizado para prevenir o bócio como exigência das autoridades de “controle”. No entanto é geralmente usado numa quantidade 20% superior à quantidade normal de iodo do sal natural, o que predispõe o organismo a doenças da tireóide diferentes do bócio, como nódulos (que hoje em dia as pessoas estão tendo em freqüência maior) de natureza diversa, tumores, câncer, hipoplasia etc. O sal marinho, não lavado, contém iodo de fácil assimilação e em quantidades ideais. O problema que fez com que se exigisse a iodatação artificial do sal é que industrias poderosas têm interesse na extração de produtos do sal bruto e na venda do sal refinado. Na trama montada, há também o interesse na venda do iodeto de potássio que gera lucros absurdos para multinacionais. Imagine-se quanto iodeto não é vendido uma vez mantido este processo.

Depois de empobrecido, o sal industrial é “enriquecido” com aditivos químicos, contendo então perto de 2% de produtos perigosos. Para evitar liquefazer-se e formar pedras (senão gruda nos saleiros e perde a concorrência para os sais mais “saltinhos”), recebe oxido de cálcio (cal de parede) que favorece também o aparecimento de pedras nos rins e na vesícula biliar devido à sua origem não-natural. Depois outros aditivos são usados, como: ferrocianato e prussiato amarelo de sódio, fosfato tricálcico de alumínio, silicato aluminado de sódio e agentes antiumectantes diversos, entre eles o óxido de cálcio e o carbonato de cálcio. Obtém-se assim o sal refinado que agrada a dona-de-casa: branco, brilhante, soltinho, rico em antiumectantes, alvejantes, estabilizantes e conservantes, mas sem cerca de 2,5% de seus elementos básicos, que não são exigidos por lei…

Observação Importante:
O sal bruto, retirado das salinas não deve ser usado e sim o sal marinho moído fino (é o mesmo sal grosso próprio para churrascos). O sal bruto que provém dos compartimentos mecanicamente escavados das salinas possui até 20% de agentes poluentes quando oriundo de baías poluídas pelas industrias. No Brasil temos a sorte de não termos um sal bruto assim pois a maior parte dele provém de Cabo Frio (RJ) e Mossoró (RN). Nos Estados Unidos o problema é mais grave, pois o sal contém de 7 a 20 % de agentes poluentes industriais e sujeira. Lá é necessário que ele seja bem lavado e refinado. O uso do sal bruto, mesmo que não muito poluído, está relacionado com o surgimento de calcificações e enrijecimento das juntas, pois estes problemas surgem quando há ingestão prolongada de água pura do mar. Aconselha-se o uso em pequenas quantidades do sal marinho, evitando-se retirá-lo diretamente das salinas. Ele deve passar antes pela primeira fase de lavagem leve, que não retira do sal elementos presos entr

e os cristais, como ocorre quando o sal é totalmente dissolvido nos tanques de hidratação e ionização.
O sal de rocha só deve ser usado em última circunstância pois não contém todos os elementos presentes no sal marinho. Origina-se da sedimentação de lagos ou águas paradas e é retirado de minas, também conhecido como “sal gema”. Grande parte dos microorganismos e minerais são perdidos com o tempo. ”

——–

Infelizmente, eu raramente encontro sal marinho moído para comprar e acredito que isso aconteça com a maioria das pessoas. Além disso, as embalagens de sal são confusas e com informações incompletas. Já encontrei muita embalagem escrita sal marinho e ter a sensação de ser sal refinado comum. Deveria constar: sal marinho moído, porque o refinado é justamente o que queria evitar.
O sal de Guerande é o melhor, mas nunca achei para comprar.
Uma opção, é usar o sal grosso que não passa pelo processo de refinamento.

_____________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

Fontes:
http://www.falecomfleischmann.com.br/culinaria/default.asp?page=http://www.falecomfleischmann.com.br/culinaria/dicas_do_padeirito/informacoes_de_nutricao_interna.asp?id=429
http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/nutricaoesaude/ult696u171.shtml
http://www.portalverde.com.br/alimentacao/perigos/salmarinhoXrefinado.htm
http://pat.feldman.com.br/?p=123

Na dúvida, sempre pergunte.

Com relação a vacinação eu sempre me coloco numa posição científica, vejo que mesmo o participando de grupos que discutem a respeito, não se tem dados concretos sobre os benefícios da não-vacinação. E eu me coloco mesmo numa posição de advogada do diabo, analisando a argumentação das pessoas que defendem a vacinação e a não-vacinação.
Quanto à vacinação, o que eu levantei é uma série de interesses burocráticos (do Ministério da Saúde), que aliam a praticidade e conveniência, deles, e não nossos, óbvio. Um deles é que é mais fácil pegar pais “fresquinhos” e lascar a sequência de vacinações. Pois com o passar do tempo, nós pais, ficamos mais relaxados em seguir tudinho à risca.
Obviamente até os 6 meses, as vacinas têm efeito transitório, ou seja, precisam ser aplicadas de novo, pois o bebê ainda não possui imunidade própria e isso representa um lucro imenso para a indústria farmacêutica. É como vender a mesma coisa 3 vezes. E a pergunta óbvia é: porque não aplicar 1 vez só depois dos 6 meses? Vide conveniência acima. E do lado da não-vacinação, existe sim uma “forçação de barra”, pois quando não há metodologia científica, dá muita margem para manipulação de números. A erradicação da poliomelite, por exemplo, se deu com extensas campanhas de vacinação. Os números estão aí, não podem ser negados. A dúvida que surge é que da forma como a polio é transmitida, será que saneamento básico não ajudou? É claro que sim.
A argumentação é que se houvesse saneamento básico, não haveria polio. Sim, é verdade. Mas isso foi um processo que andou de mãos juntas: saneamento básico e “aumentar” a resistência das pessoas à polio (que foi isso que representou este tipo de vacinação). Colocando-me na posição do Ministério da Saúde, foi uma decisão correta. Contudo, hoje, se eu fosse o Ministério da Saúde, eu repensaria os investimentos. Pois o dinheiro das campanhas de vacinação poderiam ser aplicados em outros lugares. Para que continuar investindo numa doença que já foi erradicada?
O problema é que como vacinação é um direito assegurado no Estatuto da Criança e Adolescente, se alguém inventar de não vacinar, e se 1 única criança vier a contrair pólio, cabeças rolarão. Tornou-se um imbróglio legal e administrativo. Extrapolando a esfera da saúde e do necessário. Por isso para a gente entender um pouco, devemos procurar estudar o mecanismo das doenças (transmissão e profilaxia) em livros médicos. Eu busquei informações sobre as doenças em 2 livros de pediatria: A Vida do Bebê (do Rinaldo De Lamare) e no livro britânico The Great Ormond Street Baby and Child Care.

A “Vida do Bebê” até a edição de 2004, não segue as orientações da OMS no que se refere à amamentação, sendo altamente repreensível que um livro de pediatria não endosse o que é melhor para a saúde do bebê. Ele segue a linha da Academia Americana de Pediatria, que comprovadamente causou uma tragédia para a saúde americana. O problema da obesidade nos Estados Unidos começa no berço, com a falta de incentivo e proteção à amamentação e utiliza tabelas de peso e altura baseadas na Academia Americana de Pediatria, ou seja, uma furada. Na última edição de 2004, fala para tirar o peito a partir de 9 meses, que a partir de 18 meses não é mais para o bebê mamar no peito, tem um monte de receitas para a mulher que não consegue amamentar, recomenda seguir todas as vacinações à risca, e a tabela de peso e altura é uma tabela completamente fora dos padrões de bebês saudáveis, uma vez que prega o padrão de bebês obesos como “normal”. Mas, pelo menos, é preciso na descrição das doenças infantis.

The Great Ormond é realmente um livro de respeito, pois a Inglaterra é a pátria do Parto Ativo. Descreve e recomenda o Parto Ativo, apóia e recomenda a amamentação. O mínimo para um livro de pediatria. Essa discussão dá pano para manga. Na dúvida, sempre se pergunte: como, quando, onde e porquê?
________________________________________________________________________________ Juty Chen

Crianças x Comida: eterno desafio

Mais uma vez fica difícil não ressaltar os benefícios da amamentação:

difícil imaginar uma criança recusar um peito por motivos naturais.

Ou seja: nenhum problema na pega do seio, nenhum stress da mãe, nenhuma introdução desnecessária de complemento ou mamadeira e etc.

Mas…quando chega a hora de introduzir novos alimentos, a coisa desanda. Aqui em casa foi MUITO difícil. Meu filho cospia a comida, travava a boca, se debatia, foi muito estressante vê-lo recusar a comida (que além de tudo, era tão gostosinha!).

Então, como sempre, apelei para a internet!

E achei um trabalho sobre o assunto que dá dicas muito legais. Não perguntem a fonte pois isso ainda é do tempo em que eu não me dava conta de que devia somente imprimir o necessário e, ao contrário disso, me recusava a ler qualquer coisa no monitor. Pobre do meu mundo se eu continuasse assim!

Vamos às dicas:
.Sempre comece com produtos menos propensos a causar alergia e como seu bebê está acostumado com o gosto adocicado do leite materno, comece com alimentos doces como banana amassada. O arroz é um grão muito tolerado pelo intestino pois é livre de glúten, baixo teor de proteína e rico em carboidratos. Portanto tem um perfil nutricional mais parecido com uma fruta do que com cereal. Por isso, misturado à banana ou feito como mingau bem ralinho no começo, é uma boa opção.
.Use seu dedo como a primeira colher do bebê: macia, numa boa temperatura e familiar ao bebê. Deixe-o sugá-la.
.Contente-se com uma colher, duas. Lembre-se que sua intenção é apenas introduzir novos alimentos, sabores e texturas e não encher o bebê.
.Aumente gradualmente saiba quando for bastante, seu bebê saberá pois fechará a boca, mexerá negativamente a cabeça ou afastará a colher.
.Para os bebês ainda em fase de amamentação, o melhor é começar os sólidos lentamente, até para que ele não deixe de mamar . Sempre ofereça novos alimentos pela manhã pois qualquer mal-estar acontecerá durante o dia. Dar novos alimentos à noite pode significar um noite ruim. Além disso, há sempre mais fome pela manhã, facilitando a introdução de novos alimentos.
.Esteja atento à reação do bebê a esta nova experiência. Se o bebê aceitar o alimento e der um sorriso, é sinal de que está pronto e disposto. Se o alimento for devolvido, pode ser sinal de que não está pronto ou ainda demonstrar dificuldade em manter a boca fechada enquanto move o alimento. Caretas engraçadas são comuns pois é uma experiência nova para ele.

Se ele abrir a boca a uma nova tentativa, ofereça. Se não, aguarde e tente mais tarde. Não desista e não fique ansiosa, é assim mesmo.

________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

ComiDICAS

Fazer nossos filhos comerem é sempre um desafio!
E tem coisas que são especialmente difíceis de introduzir na nossa alimentação, imagine na deles.
Então, vasculhando minhas receitas da época que eu trabalhava na fábrica de uma conhecida rede de restaurantes do Rio, achei um livrinho de um fornecedor de molho de tomate que tinha uma receita de cozido. Experimentei e todo mundo gostou, inclusive as crianças.
Então vai a receita, em escala “industrial” pois a redução e mudanças que eu fiz foram de “olho”, de acordo com as nossas preferências. Por isso, vou deixar a critério de cada um.

Beijos e espero que gostem!

COZIDO EXPRESSO
INGREDIENTES:
10Kg de Coxão mole em cubos
6 Kg de batata doce
3 Kg de cenoura
3 Kg de mandioca
2 Kg de repolho roxo
6 Kg de couve-manteiga
1,8 Kg de extrato de tomate
1 Kg de cebola picada
1 Kg de manteiga ou margarina
Temperos a gosto
MODO DE PREPARO
Temperar a carne a gosto e cozinhar em água e sal.
Retirar a carne e cozinhar os legumes e folhosos na mesma água até que estejam macios.
Em outra panela, refogar a cebola na margarina, acrescentar o extrato de tomate e a carne cozida. Deixar fritar um pouco os pedaços de carne neste molho e adicionar os legumes cozidos, acertar o tempero e o sal e servir.
Rendimento: 110 porções (eu falei que era escala industrial…risos…)

________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

ps: AINDA NÃO CONSEGUI UM CÓDIGO DE HTML PARA CRIAR UM MODO DE IMPRESSÃO RÁPIDA DE ALGUNS POSTS, QUEM PUDER ME AJUDAR, ME ESCREVA: ofuturodopresente@gmail.com

Cada caso é um caso.

Mas também cada pessoa acredita no que quer acreditar.

Eu mesma citei que independente da minha vontade, meu filho mais velho parou de mamar no peito aos 10 meses.
Não dependeu de mim.

Afinal, como obriga-lo a sugar meu peito contra sua vontade?
Ainda tentei, insisti, mas não houve santo que o fizesse mamar.
Ele já comia outros alimentos, embora fosse com relutância.
Nunca usou bico de mamadeira (eu doei todos para uma fundação assistencial). Sempre copo ou bico de copo.
Não foi uma transição fácil. Contudo, como eu estava grávida, imagino que , como dizem, o sabor do leite tenha se alterado em função dos hormônios e isso tenha causado seu desinteresse.
Se você não conseguiu amamentar, se o seu caso é o mesmo, ou seja,vc tentou,buscou ajuda, informacão, teve persistência e mesmo assim não foi possível, a mamadeira foi uma opção necessária.Em caso de gêmeos, imagino ser mais difícil, cansativo, desgastante para a mãe. Realmente não tenho experiência nenhuma, nem perto de mim para fazer qualquer comentário. Contudo, muitas mães desistem sem nem mesmo pedir ajuda ou buscar informação.Em muitos casos a criança não consegue sugar porque a pega no bico está sendo feita errada. Aí a mãe vira e fala que não conseguiu amamentar e pronto. Deu mamadeira. Um pequeno ajuste e pronto, tudo fluiria. Mas essa mãe não buscou ajuda, não perguntou ä ninguém, não pediu orientação.Certa vez uma amiga comentou que tinha tudo para ter um parto normal mas o médico falou que ela não tinha “abertura” e claro que ela confiou no médico experiente e partiu para a cesárea. Contudo, falta de abertura, somente na hora do parto é que é possível saber, antes nem com reza forte. Mas ela não questionou o médico.Na hora de amamentar teve dificuldade e o pediatra orientando disse ä ela para ter paciência que era assim mesmo, mais alguns dias e tudo estaria indo bem. Pelo bem do filho, ela contrariou o médico e deu NAN. E tudo mudou,o filho ficou feliz e “alimentado”. E ainda bem que ela não ouviu o médico.O que quero dizer com essa história?Que a gente acredita naquilo que quer.Quando ela não deveria acreditar no médico, ela acreditou.Quando deveria acreditar no médico, não o fez desde o começo. Confiar ou não no médico vai de acordo com a conveniência mesmo que subconsciente.Para mim, ela queria cesárea e queria dar mamadeira, desde o começo.
Há a tese de que dar mamadeira também é amamentar.
Se olharmos a definição do verbo, amamentar vem de mamar, mamadeira é feita para tomar leite.
Mamar é sugar das mamas.
ou estou errada?
De qualquer forma, será que essa questão semântica é a questão relevante?
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Ana Cláudia Bessa