Depois que me inscrevi para participar do TEDxRio+20, pensei: como vou me locomover até lá? De carro, eu sozinha? Nada a ver. Como eu, que tenho a preocupação de ter atitudes mais conscientes e sustentáveis poderia ir a um evento da Conferência Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, de carro, sozinha? Nada mais insustentável. Decidi: “Irei de busão amanhã para para o TEDx Rio+20. Não tem cabimento eu ir num carro sozinha para uma um evento ligado à sustentabilidade.” Decidi ir de transporte coletivo mas me arrependi. O trânsito estava caótico para chegar até o aeroporto do Santos Dumond. Não sei se encaro coletivo novamente amanhã. E pedir informação? Ninguém sabe nada. Mesmo quem trabalha na linha do ônibus. As empresas de ônibus deveriam ser obrigadas a treinar seus funcionários sobre o entorno dos trajetos das linhas onde trabalham. Nesta hora a gente vê como é complicado falar para o cidadão ser mais sustentável se os governos não dão estrutura suficiente para que nós possamos dar a nossa cota.
Chegando lá, 3 horas depois de ter saído de casa, 1 hora atrasada para o começo do evento, encontro o auditório lotado e não consegui entrar. Vejo o Eduardo Paes, prefeito da cidade, dando entrevistas sobre o evento. Prefeito por star e cidade caótica.
Depois do primeiro intervalo, consigo entrar no auditorio e fico surpresa. Lindíssima a decoração do auditório. Cheia de fotos de pessoas em atividades diversas. Uma auditório realmente globalizado de imagens. Helio Matta presidente do Akatu fala sobre consumo consciente e das sociedades onde o paraíso está relacionado com o que você pode comprar. Fala da ansiedade de comprar e do desespero de pagar. Vivemos para consumir quando deveríamos consumir para viver. O conceito de egoismo e mesquinhez leva à competição desvairada. E penso: muita gente precisa ouvir isso e refletir. Muita gente nem percebe o quanto o consumo desenfreado interfere negativamente na nossa vida. Perdida em minhas reflexões, já não sei se ele disse isso ou se eu conclui: Estamos na sociedade da insatisfação permanente, péssimo para a sociedade e ótimo para a indústria farmacêutica. Afinal, vivemos numa sociedade que resolve todas as nossas frustrações e ansiedades através do Shopping e dos remédios que vendem a ilusão (mais uma) de que nos acabar em compras e nos afogar em Rivotril preenchem o vazio do excesso.










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