Estamos trabalhando muito, criando muito,
virando noites, soltando a imaginação
e isso nos dá um enorme prazer
e vontade de fazer mais , mais e mais.
Conseguir investimento e verba para tocar projetos sociais é uma luta. Por isso, achei interessante divulgar esta iniciativa do Banco Itaú que beneficiará 20 projetos em áreas que tem tudo a ver com o futuro: educação infantil, educação ambiental e educação para o trabalho. São R$120 mil reais (brutos) por projeto mais treinamento. Se seu projeto tem o perfil, inscreva-o! As inscrições vão até terça-feira, dia 30 de agosto!
Abertas as inscrições do processo seletivo do FIES (Fundo Itaú Excelência Social), que destinará R$ 120 mil a cada ONG selecionada
Em 2011, serão selecionados 20 programas nas áreas de educação infantil, ambiental e para o trabalho. Cada um receberá R$ 120.000,00 e apoio técnico para aprimorar a gestão e a sustentabilidade de suas ações. O restante do recurso será aplicado em suporte técnico, monitoramento e formação dos gestores das ONGs. Serão destinados ainda R$ 300 mil ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil. No total, o FIES fará um investimento social de R$ 3,4 milhões neste ano.
ONGs interessadas em receber apoio financeiro e técnico devem inscrever-se em http://bit.ly/qT4HdN até 30 de agosto para participar do processo seletivo.
Serão selecionados e apoiados projetos de três categorias. Os de educação infantil envolvem ações executadas por organizações registradas nos Conselhos Municipais de Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e destinam-se ao desenvolvimento de crianças com idade até 5 anos. Os projetos de Educação Ambiental dirigem-se à formação de crianças e adolescentes de 6 a 17 anos com o objetivo de promover conhecimentos necessários para a preservação e melhoria da qualidade ambiental, realizados por organizações registradas nos CMDCAs. Já os de Educação para o Trabalho preparam adolescentes e jovens de até 24 anos para o mercado de trabalho.
O Fundo Itaú Excelência Social (FIES) só investe em ações de empresas socialmente responsáveis e destina 50% de sua taxa de administração para programas sociais desenvolvidos por organizações não-governamentais. Segundo dados do fundo, desde sua criação, o Programa de Investimentos Sociais do FIES (PIPS FIES) já repassou mais de R$ 16,6 milhões a programas de 97 ONGs, beneficiando 18.467 crianças e jovens e 1.713 educadores.
Acesse o site, www.itau.com.br/fies, saiba mais sobre o FIES.
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Para que na nossa ânsia de dar o melhor aos nossos filhos a gente não se esqueça de que a vida moderna nos empurra a tirar deles o que de mais importante eles têm para desenvolver suas habilidades psicológicas, motoras, emocionais e práticas: a infância.
Brincar livremente, imaginar, conviver vão muito além do que os montes de compromissos e e exigências que hoje são atribuídas excessivamente á uma criança.
Criança precisa ser criança, precisa brincar e precisa conviver mais com sua família.
E acreditamos que essa base, será muito valorosa para que elas estejam aptas a serem felizes diante de todas as escolhas que vierem a fazer e dos aprendizados (inúmeros) que a vida lhes impuzer.
E como a imagem mostra, a criança precisa de muito pouco para serrealmente feliz.
Viva o Dia da Infância!
(A Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou em 1989, a Convenção sobre os Direitos da Criança que que foi a base para elaboração em 1990 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no Brasil. O ECA legitima a importância de se respeitar o desenvolvimento infanto juvenil pleno. Embora seja alvo de muitas críticas é importante rassaltar, que independente das circunstâncias, defender a criança é fundamental e demosntra um importante amadurecimento social. Para que o ECA tenha valor outras questões precisam ser resolvidas. E para chamar a atenção para a importância dessa parcela significativa da sociedade, as crianças, comemora-se, dia 24, o Dia da Infância.)
ERRATA: na imagem está escrito dia MUNDIAL. Assim que possível farei a correção. É Dia da Infância. O dia Mundial é , se não me engano, 20 de Novembro.
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Para ver tudo sobre nossa postagem:
http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2011/08/escolas-nao-desistam-de-nos/
Hoje meu dia foi daqueles que deixam as mulheres completamente insanas.
Não tenho empregada, trabalho em casa, cuido de dois filhos, levei 15 minutos para sair com o carro da garagem hoje porque o portão manual fechava com o vento…e eu sozinha, não consigo colocar as crianças para segurar o portão enquanto eu saio de ré (fala sério, né?) cheguei na aula atrasada… já coloquei roupa na máquina, lavei louça, atendi clientes, empacotei encomendas, atendi entregadores, respondi e-mails, levei filhos á escola, arrumei minha cama 2 horas da tarde, e ainda tenho uma pá de coisas para fazer. Logo não sou rica. Nem faço questão de ser, quero viver dignamente , com felicidade e tenho vários exemplos de que dinheiro não manda comprar isso como diz a velha piada popular (dinheiro não compra felicidade mas manda trazer – MENTIRA). Mas isso é outro papo. Então, já viram, estou com a “macaca”.
Aí, eu recebo como todos os dias, as famigeradas sugestões de pauta de agências que enviam para que blogueiros como nós, promovamos seus clientes, de graça. E escolhem normalmente, a pauta de acordo com o perfil do blogueiro que aí ele se identifica e publica – com a melhor das intenções. DE GRAÇA. Mas a agência tem um bom contrato de pre$tação de serviço. De graça só o seu tempo de blogueiro mesmo.
Eu não pauto meu blog pelo lucro financeiro. Tanto que anúncios e post pagos, só acontecem vez por outra e sempre identificados. Não que isso seja ruim, nem que receber pelo trabalho seja ruim. Receber pelo trabalho é algo INTEIRAMENTE DIGNO. Ô, se é! Mas no meu caso, eu não encontrei ainda um modelo de monentização de blog que seja condizente com o meu trabalho. Por isso, raramente colocamos anúncios ou posts pagos. Nego bastante coisa como pomada contra assaduras para testar (não tenho bebês), parceria com fabricantes de refrigerantes (nem preciso explicar…rs), já neguei ação de sabão em pó que diz que lava mas não lava, post pago de produto que não aprovo, etc… Nisso entram os Bancos, por exemplo.
Ah…os bancos! Os Bancos são as instituições privadas que mais lucram neste país. Incompreensivelmente, são também as que mais exploram nosso país, seus funcionários e seus clientes. Me dê um cliente que seja tratado como na propaganda do banco e retiro o que digo. As greves dos bancários estão aí para todos verem. Sendo assim, eu decidi não aceitar trabalhar para empresas como Bancos, de graça.
Primeiro: Por melhor que seja sua intenção simplesmente isso me soa a mais uma exploração.
Segundo: porque levo em média, 2 horas e meia, para produzir e publicar um post completo (sem pesquisa envolvida, se envolver pesquisa, leva mais tempo). Poxa vida, tempo é bem precioso para uma mãe! E meu trabalho é algo que trato com muito respeito e carinho. Não posso tratar meu tempo e meu trabalho com descaso, como algo sem valor.
Terceiro: porque tenho meus princípios (que não são melhores que os de ninguém, apenas são os meus).
Quarto: porque tenho direito a recusar simplesmente, pois mãe que sou, tenho atenção a dar aos meus filhos (que é prioridade master por aqui), sentar no sofá, não fazer nada(opa, sou filha de Deus), descansar depois de uma semana de trabalho, não ter interesse, enfim, motivos não faltam e dizer não é direito constitucional.
Mas lembram que falei em exploração , em primeiro lugar?
Sim, exploração. Agora a nova modalidade de mídia é a MÍDIA SOCIAL. Então a grande empresa vai lá, contrata uma Agência que tem sua carteira de blogueiros influentes e vende o pacote para as empresas: faça propaganda abrangente gastando pouco e exploda nas redes sociais. A agência recebe (que recebe um valor razoável e bem inferior à publicidade tradicional – esse é o grande lance do negócio), paga a seus blogueiros ALFA e estes arrebanham um monte de outros blogueiros bem intencionados para divulgar o banco DE GRAÇA.
Ainda que a causa seja nobre, como numa situação com que me deparei recentemente, o objetivo é através dela promover a empresa POR ISSO, PRÁ MIM, ESSE MODELO DE MÍDIA SOCIAL QUE VEMOS COMUMENTE POR AÍ PROPOSTO É O VELHO MODELO DA PIRÂMIDE AQUI:
Desculpem, se não aceito este modelo arcaico e explorador predatório como “nova mídia”.
Escrever toma tempo. Bons blogs, de pessoas de bem e com reputação, exigem dedicação. As grandes empresas querem seu duro trabalho, dedicação, reputação e aprendizado que você lutou para adquirir. Mostre que você precisa de apoio para continuar dedicando seu tempo a fazer o que eles tanto tem interesse em associar à sua pessoa ou á sua marca, caso você tenha uma.
E lembre-se, muitos que se denominam ou querem parecer “altruístas” que acham um absurdo quando você diz que cobra pelo seu trabalho, geralmente são pagos e aceitam poucos trabalhos de graça. Quando aceitam….
Nem todos os casos são assim, mas fique atento. Muitos são.
Nem tampouco se sinta intimidado de não aceitar por críticas ou coisa parecida. Você tem este direito soberano. E a inversão de valores é lá e não com você.
E faça de graça para seus pares, se assim o quiser, e puder. Sabendo que receber das empresas não é crime nenhum. O que acho fundamental para não corromper este canal é: seja honesto com o que escreve. A blogosfera precisa ser diferente do modelo que existe. Só conseguiremos isso com ética.
Este final de semana mesmo, participei de um evento maravilhoso sem cobrar, o que faço sempre que posso, com o maior prazer, onde aprendo muito, sempre! Mas para gente que bloga como eu blogo, para seus blogs, para seus projetos que tem a ver com o meu. Conheci pessoas incríveis. Mais gente da minha “turma” de gente que acha que só sendo diferente é que vamos mudar o mundo.
Dá para separar o trigo e o joio, devemos evitar julgar os bons pelos alguns que são ruins.
E seguiremos sempre, com a cabeça erguida.
(E apenas um adendo final, eu não vivo do blog, ele é o meu canal, minha inspiração, meu ponto de encontro para falar do que acredito e ele não é monetizado. Sendo assim, não vivo de mídia social e não tenho com isso expectativa de viver. Meu trabalho é voltado para criação e produção de produtos ecológicos. )
Nossa blogagem coletiva termina dia 17 de agosto. Corra! Conte sua experiência, republique sem medo um texto já escrito sobre o assunto. Blogs são rios…tem sempre gente nova na margem olhando!
Olá querida escola do meu filho,
eu te escolhi porque acreditei que ali iria encontrar o ensino na qualidade que acho adequada para o meu filho. Ali, deposito minha confiança de que meu maior tesouro estará sendo cuidado com carinho, atenção e competência. Acredito que é nesta instituição que ele vai receber os primeiros, porém decisivos, ensinamentos de forma a desenvolver o gosto pelo estudo e pelo conhecimento. É neste ambiente também que ele vai começar a se socializar com outras crianças e a entender que existe um outro mundo, bem diferente e menos seguro que os limites dos braços de nós, pais.
Isso tudo é tão importante.
Mas sinto falta de participar mais da escola. Não que eu não participe porque eu não queira. Mas porque não sou solicitado.
Sei bem o quão vazias são as reuniões escolares. Eu vejo, estou em todas elas. Mas não posso aceitar que a falta de quórum desestimule a escola a nos solicitar ou a criar oportunidades mais diversificadas de aproximar, nós pais, da escola de nossos filhos. Acho tão importante que a escola e pais estejam “afinados” na forma de conduzir a educação escolar e familiar de nossas crianças!
Não importa quem não vai. A mim, me importa quem vai. A mim, me importa que eu estou lá e que existem alguns pais como eu, mesmo que poucos, que enxergam de verdade a importância de nossa presença junto à escola. Além disso, acredito, que havendo oportunidades mais frequentes e menos espaçadas, cada dia teremos mais pais na escola. E quanto mais envolvente e interessantes forem estes encontros, mais pais se sentirão motivados a trazer outros pais. Entendo as dificuldades, principalmente das escolas menores em se mobilizar para manter a escola aberta fora do horário. Mas é preciso empreender este esforço. Porque na falta dele, as únicas pessoas que perdem, são as crianças, nossos filhos, seus alunos.
Há tantas coisas que podemos fazer juntos para mudar isso. Mas nunca, ninguém me perguntou a minha opinião a respeito. Sinto, sinceramente, que inclusive, caímos no erro de reclamar mais do que realmente procurar soluções para aumentar o número de pais participantes. Temos alguma mãe ou pai que possa contribuir de alguma forma com um assunto ou oficina direcionada para os pais e que tenha um foco educacional ou com referência a educação de nossos filhos? A escola pode promover sessões de filmes ou documentários educacionais voltados para os pais? Podemos fazer saraus? Passeios, piqueniques? Podemos criar um grupo de estudos compostos por pais que se reúnem na escola? Podemos conviver mais e desenvolver uns nos outros o espírito participativo?
Na minha humilde opinião, não são os pais que precisam bater na porta da escola de seus filhos. Nós fazemos isso e sempre somos bem recebidos INDIVIDUALMENTE. O que precisamos é ser recebidos pela escola coletivamente, trocar ideias, opiniões, encontrar soluções para dúvidas e angústias comuns com relação à educação escolar de nossos filhos. Só que esta iniciativa precisa partir da escola, porque a escola tem experiência no assunto. Os educadores da escola são profissionais, estudaram e trabalham com isso, inclusive há anos, décadas. Nós somos pais, nunca fomos antes, não fizemos nenhum curso de formação para a parentalidade e nos casos dos pais de crianças pequenas, somos pais de alunos completamente inexperientes. Acredito que precisamos muito da ajuda da escola para sermos melhores pais de alunos, para entender como nos comportar em casa com relação ao ensino, como orientar melhor o dever de casa, como educar para que eles sejam alunos melhores, para que sejam colegas de classe melhores, para que nos comuniquemos melhor com seus professores. Tudo isso para melhorar a qualidade de ensino e aprendizado de nossos filhos que não só são nosso maior tesouro mas também o motivo maior da escola existir.
Somos educadores também, e a sociedade precisa entender a importância de incluir os pais em tudo o que se refere à educação de seus filhos, que nada menos são que os futuros cidadãos que estarão agindo, interagindo e interferindo na sociedade dentro de alguns anos. Na minha opinião, que é leiga, mas onde há uma boa pitada de bom senso, a educação do futuro e para o futuro, não poderá passar sem a participação efetiva dos PAIS NA ESCOLA.
Sabemos que existem pais que simplesmente não querem ser chamados e que querem que a escola resolva as questões escolares sozinha. Mas também sabemos que muitos pais trabalham fora e que se esforçam para estarem presentes e nem sempre conseguem. Assim como existem aqueles que sempre ou quase sempre vão, que querem e se esforçam para melhorar a si mesmos e à escola. Dito isso, peço encarecidamente, mesmo que sejamos poucos, não desistam de nós. Estamos esperando o convite mais frequente para estarmos junto á escola.
Muito gratas e gratos.
(Este texto não se refere apenas a experiência pessoal, mas a experiências trocadas constantemente entre mães e pais, através de nosso blog, grupos de discussão, redes sociais, em diversos estados e diversas escolas)
autoria: Ana Cláudia Bessa
Este texto também é uma proposta de blogagem coletiva. Caso tenha gostado do conteúdo e se identificado com ele, pode publicá-lo em seu blog, é necessário apenas a citação da autoria e um link para cá para que nós possamos identificar sua participação na blogagem coletiva. Outra forma de participar é publicidando sua própria carta. Mande-nos o links dela para também incluirmos na postagem coletiva “Pais na Escola”.
Já estão participando de nossa blogagem
(se seu link não consta aqui, nos envie por e-mail: falecom@futurodopresente.com.br) :
blog Mimirabolantes: http://mimirabolantes.blogspot.com/2011/07/pais-x-escolas-blogagem-coletiva.html
Escola Virtual de Pais: http://escolavirtualparapais.blogspot.com/2011/07/familia-escola-uma-parceria-fundamental.html
Professora Sylvia : http://sylvia-professorasylvia.blogspot.com/2011/07/escolas-nao-desistam-de-nos-blogagem.htm
blog Educa Já : http://educaja.com.br/2011/07/o-educar-e-a-parceria-escola-familia-blogagemcoletiva.html
blog Fora do Manual : http://foradomanual.blogspot.com/2011/08/blogagem-coletiva-pais-na-escola.html
blog Presente da Deusa : http://presentedadeusa-2.blogspot.com/2011/08/escolaescolha-e-decepcao.html
Cris Guimarães : http://crisgms.blogspot.com/2011/08/atrasada-mas-com-carinho-blogagem.html
Pai é fundamental.
Deixamos aqui nossa mensagem para todos os pais que participam da vida de seus filhos.
Para todos os pais que educam com amor.
Para todos os pais que dividem igualmente a responsabilidade pelos cuidados com o filhos com suas companheiras. Que as apoiam na gestação, no parto e na amamentação e em todos os altos e baixos hormonais envolvidos nestes momentos.
Pelos pais modernos que assumem os filhos, muitas vezes, sozinhos.
Pelos pais amigos que estão sempre atentose prontos a ajudar seus filhos nessa caminhada tão complicada e dura que é a vida. Porque quedas, todos nós iremos sofrer na vida, mais do que podemos imaginar. Mas ter um pai que nos estenda a mão, de verdade, em todas as fases de nossa vida, não tem preço.
Surpreenda seu pai, dê um presente diferente e mostre para ele que tudo o que ele te ensinou, te permitiu ir sempre além.
Este copo de acrílico rachou e como era um copo interessante para alguma coisa, tive a idéia de fazer furos nele com um ferro de solda.
Olha como ficou nosso novo porta escovas e pentes para a pia do banheiro das crianças!
E você, já fez algo parecido com alguma coisa que iria para o lixo?
Mande a foto que publicamos aqui!
Experiências reais de mães e amamentação
Este post surgiu de um debate onde partilhamos nossas vivências e experiências com relação à amamentação e o nosso ativismo em defesa deste alimento tão importante nos primeiros anos de vida.
Para as mães que querem, que não querem, que acham que devem e as que acham que não devem.
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Só com leite, engordavam acima da “média”
Eu amamentei meus dois filhos exclusivamente até 8 meses. Eles não bebiam nem água, só peito mesmo. Com quatro meses já recebia incentivo até da pediatra para introduzir novos alimentos. Na família, era olhada como “A estranha”…rs…
Meu segundo filho, mamou até 2 anos e meio e desmamou espontaneamente sem nenhum problema ou forçação de barra. Mas confesso que já estava um pouco cansada e ele grande, pesado para colo, enfim…foi tudo na hora certa para os dois… Fiquei feliz com isso pois não tive que desmamá-lo contra vontade.
Uma coisa interessante é que durante a amamentação exclusiva, os dois mantiveram peso e tamanho acima da média para a idade. Eram gorduchos. Depois da introdução de novos alimentos, o peso caiu drásticamente e foram sempre magrelos, abaixo da média.
Sobre doenças, não percebo nada de diferente neles. Acho que eles adoecem normalmente o que me não me incomoda. Acho normal adoecer, faz parte da vida. Não me arrependo e tenho certeza de ter feito o melhor pela saúde deles.
Não acho que eu possa escolher não amamentar. Não considero que tenha este direito se escolhi ser mãe e só eu tenho este alimento para dar. É triste ver mães que poderiam amamentar e não conseguem porque não recebem apoio ou incentivo e são empurradas às fórmulas sob o terrível argumento que não vale a pena tentar ajuda ou continuar tentando introduzir seu leite. Já é comprovado que a maioria dos casos de insucesso na amamentação, podem ser revertidos com ajudas simples, como a pega correta da boquinha no seio.
Gêmeas nas “divinas tetas” por seis meses as diziam que eu não teria leite
Minhas primeiras filhas, gêmeas, mamaram exlusivamente no peito até os seis meses, e continuaram mamando até os 3 anos e meio, quando engravidei e elas desmamaram naturalmente. Foi uma estória bem gostosa de amamentação, apesar das dificuldades do começo, quando passei por seis pediatras diferentes no primeiro mês de vida, porque TODOS me diziam que eu jamais teria leite suficiente para dois bebês e que elas iriam passar fome por causa de um capricho meu…
A estrela tinha uma dificuldade de pega e fazê-la mamar foi bem trabalhoso nas primeiras semanas, foi um processo cansativo, mas depois que a coisa engrenou foi só curtição… era uma delícia colocá-las uma em cada peito, eu me sentia poderosa, quase uma deusa de divinas tetas, rsrs…
Eu também acho que amamentar não deveria ser opção. Ter filhos é opção. A partir do momento quando uma mulher opta por ter filhos, acho que há um mínimo que ela não tem o direito de optar por não prover. A amamentação, no mínimo pelos primeiros seis meses, entra aí.
Em nenhum momento pensei em desistir!
Eu não tive a menor dificuldade em amamentar minha filha. O peito quase caiu no início, por alguns dias senti dor, o peito rachou, sangrou, em algumas mamadas eu chorei de dor, mas em nenhum momento passou pela minha cabeça desistir. Fui com fé e logo tudo se resolveu, sem precisar recorrer a ninguem.
Hoje sei que, além de acertar a pega (não era o meu problema), ajuda muito variar a posição em que o bebê pega o peito. É meio doido, mas resolve o problema e bem rápido.
Laurinha mamou 2 anos e meio, com 1 ano e meio passei a regrar pra começar a reduzir, pois ela mamava muito e em livre demanda e não comia nada. Foi dificilimo pra mim, pois amava amamentar, mas reduzindo aos poucos foi bom porque ela acabou deixando naturalmente.
Não acho que usar de alguma psicologia pra ajudar a mulher que tá totalmente perdida é infantilizá-la ou passar a mão na cabeça, ha’casos e casos de mulheres que ainda não despertaram, mas todas merecem ser ajudadas: algumas aproveitarão essa ajuda, a muitas outras talvez não.
Sobre ser radical, ouço isso às vezes, mas nem sempre acho justo. Em alguns casos até acho, e acho que o papel de quem quer ir contra um sistema, quem questiona e se compromete com uma forma de viver precisa ser radical sim, porque se não fora nada mudará.
Falta a sociedade toda entender que isso é qualidade de vida a longo prazo
Triste é ver toda uma cadeia de fatos que levam ao “não-amamentar”: vamos pensar numa mãe com a saúde normal, com o índice vergonhoso de cesariana no Brasil já começa o start da cadeia, sem o passar pelo trabalho de parto essas mães realmente não tem a descida do leite como deveria ser, sem contar que na cesariana é difícil o bebê que mama na primeira hora, dai ela vai no pediatra normalzão ele faz o que na primeira consulta? Complemento.
Pra que ele vai ensinar a pega, como estimular a produção, a cura das fissuras, depois tem que acompanhar essa mãe e tal, se ele pode dar uma receita de NAN? E dai o trem já está ladeira abaixo e sem freios. Quando a mãe consegue ir longe com 3/4 meses o pediatra manda introduzir alimentos.
Porra, meu mamilo quase soltou do resto do peito, sangrou, colou a casquinha no sutiã, e porque eu insisti? Eu não me fiz de tadinha, chamei uma especialista que veio corrigir a pega, fui nos encontros de amamentação, troquei idéias. Sei que a dor é uma coisa muito subjetiva, mas uma vai lá e aproveita pra parar com uma coisa que talvez não faça sentido pra ela, a outra corre atrás.
É tão anormal pra mim esse ciclo artificial-medicamentoso sendo que o peito tá lá. Falta o médico entender. Falta a sociedade toda entender que isso é qualidade de vida a longo prazo, o que na nossa era imediatista fica bem complicado.
E o colostro saiu pelos bicos como um chafariz
Na hora em que o médico puxou…..os meus seios inflaram e o colostro saiu pelos bicos como um chafariz…..parece loucura……o médico colocou a Débora em cima do peito e ali mesmo ela sentiu as primeiras gotas de vida…….me emocionei e todos choraram na hora…..
O peito era a alimentação primordial(ela foi para a creche com 3 meses…….mais ficava lá a tarde toda dormindo e só acordava qd eu chegava com os seios latejando……..limpava-os e ali mesmo me entregava a ela……e Paulo sempre ao meu lado……embevecido……
Confesso:o mamilo doeu nas primeiras horas,porém o PRAZER…..isso mesmo,eu sentia prazer em amamentar,em estar com aquele ser e nada ,nem ninguém iria me tirar isto….não ía a festas,não saiamos sem ela………ela estava sempre perto…….um dia,ela ía fazer dois anos,a minha sogra ficou sem paciência em esperar eu voltar de uma reunião de pais,comprou uma mamadeira e deu um nescau morninho…….e a Débora largou o peito …..pois aí,só queria nescau….
Quando fiquei grávida do Daniel,tive leite até o oitavo mês……e na hora em que ele nasceu (a bolsa estorou a meia-noite e ele nasceu as 3 da manhã com o mesmo tamanho e peso que a irmã). Eu não tinha leite……fiquei desesperada,porém,o pediatra que assistiu o meu parto,me acalmou e de repente,sem mais nem menos,o meu leite desceu…..senti uma dor forte nas axilas e o coloctro gotejou…..Dr.Fábio pegou o Daniel e colocou para mamar….o bico calejado,nem sangrou….
Já Daniel,eu tive que tirar o peito quando ele estava com um pouquinho mais de dois anos,pois eu estava abaixo do meu peso,parecia um travesti de tão magra e cansada………senão,ele teria largado sozinho……
Quantas vezes você pariu na vida?
Esse papo de “menos mãe” também me cansa profundamente.
Aliás, quando essa conversa começa, eu saio do papo porque não tenho não tenho mais paciência de argumentar.
Um tecla que sempre bato e na sua história ela fica ainda mais clara é que nós mães, somos vítimas , sim!
Quantas vezes você pariu na vida?
Quantas crianças seu pediatra já atendeu?
Quantas crianças foram cuidadas por essa agente de saúde?
Olha a diferença de experiência que ele tem e o quanto de terror eles podem fazer sobre nós com anos de argumentações que nós não temos.
Buscar informações é uma alternativa, mas e o tempo hábil para isso? A criança precisa ganhar peso, no parto o TP precisa engrenar…são (no máximo) nove meses para aprender em troca de anos de experiência de profissionais desumanos , em sua maioria.
Quanta pressão VOCÊ sofre? Caraca…é difícil não ceder.
As mulheres que enfrentam, são poucas e sabe lá Deus de onde sai tanta determinação…
Eu acho que nós não temos escolha, amamentar é um dever, sim.
Mas quando as coisas não acontecem redondinhas, é uma luta inglória.
Se as mães tem o compromisso de amamentar, mais ainda os profissionais tem OBRIGAÇÃO de apoiar e não é isso que acontece.
Aprendi a escolher minhas batalhas
Eu acho importantíssimo a gente ter cuidado e psicologia pra falar com as mulheres, tirar a culpa da jogada e falar em crescer e assumir responsabilidades. O que acho que não se deve fazer é dourar a pílula. Diante de uma mulher que repete “não tive leite, não tive leite”, passar a mão na cabeça e dizer: ‘é, é verdade, nem toda mulher tem leite, amamentar não é pra todas, paciência’, porque isso não é verdade. E não vai ajudar em nada. A gente ter cuidado com a experiência do outro, tratar as questões do outro com carinho e atenção, não significa ser condescendente, certo?
Agora, depois de mais de 5 anos de “ativismo”, eu aprendi a escolher muito minhas batalhas. Se a pessoa não dá um sinal de que está a fim de olhar mais fundo pra própria experiência e se questionar, eu não abro a minha boca. Também não vou passar a mão na cabeça, só me abstenho de tocar no assunto com a pessoa.
Eu ordenhava leite e deixava, mas ela não tomava.
A Dani mamou no peito até os cinco meses. Com três meses eu voltei a trabalhar e ela ficava com o pai. Eu ordenhava leite e deixava, mas ela não tomava com ele. Só tomava comigo. O pediatra orientou que colocasse na mamadeira, e eu tbm não me informei sobre outras formas de oferecer meu leite que não fosse o peito. Ela chorava a tarde toda porque só mamava quando eu chegava. E mamava até vomitar, tadinha!
Passei quatro anos me informando, lendo e abraçando as causas da maternidade responsável, consciente. Quando decidi engravidar novamente, já sabia tudo que faria de diferente: queria um parto natural, em que meu bebê fosse respeitado desde antes de nascer, amamentação em livre demanda e exclusiva até que eu e minha filhota estejamos preparadas para o início da introdução de alimentos, cama compartilhada… Tudo que fui recriminada com a Dani!
Alice nasceu de cesárea necessária, mas meu consolo é que na primeira hora ela mamou! Ela mamou como um bezerrinho, linda! Amamento ela sempre que ela busca o peito. Minhas brigas com as avós já começaram, porque elas não admitem que eu pegue ela do colo delas SÓ porque ela procurou o mama e mamou só faz uma hora! “Ela vai ficar obesa!”…
Hoje, fechei minha família para palpites! Faço cara de paisagem, dou um sorriso de Monalisa e sigo com meus ideais! Porque eles não compartilham do meu ponto de vista, e já cansei de tentar mostrar a importância do respeito com a criança e com a mãe!
Texto escrito a 12 mãos por
Ana Cláudia Bessa http://www.futurodopresente.com.br ,
Luciana Isolani http://lucianaivanike.blogspot.com ,
Mariana Tezini projetomacieira.blogspot.com ,
Monique Fustcher http://www.mimirabolantes.blogspot.com ,
Renata Matteoni http://rematteoni.wordpress.com ,
Renata Penna blogmamiferas.com.br.
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