Monthly Archives: abril 2010

Fórum Criança e Consumo – Dia 2 – parte 3

Consumo Infantil, capitalismo e o papel da família

Somos contemporâneos da crise. A modernidade não está respondendo os grandes problemas da humanidade. O capitalismo fracassou para 2/3 da população do planeta. A maior parte das coisas na vida é difícil mas o capitalismo nos faz preferir as coisas fáceis. “Direitos Humanos” é luxo num mundo onde não temos direitos básicos como alimentação, por exemplo. O setor administrativo é seletivo, enquanto o repressivo é absoluto.O Estado só responde pela camadas privilegiadas da sociedade.

O Mercado, que é uma entidade abstrata, é tratado como um Deus a ponto de vermos atletas fazendo propaganda de cerveja na televisão. Tem coisa que não comungue mais do que bebida alcoólica e esporte?

A publicidade cria o desejo pelo não-necessário. A publicidade infantil é um tipo de pedofilia vertical. A erotização infantil precoce, nada mais é que a adultização num ser biologicamente infantil. E os produtos que ostentamos nos agregam valor. Não é interessante perceber que as roupas de grife passaram a colocar as etiquetas do lado de fora?
90% do aprendizado acontece entre 0 – 6 anos de idade que é considerada a fase em que temos maior capacidade de aprendizado, justamente a fase onde aprendemos a ser seres humanos independentes. Nem tudo pode ser permitido, as crianças têm necessidade de controle e censura.

Como criar uma sociedade que não viole o direito da criança a uma infância sadia?
ATV causa uma certa hipnose visto que prende nossa atenção por horas a fio sem que consigamos dar atenção a outra atividade. No Brasil, a criança fica, em média, 5 horas na frente da TV, mais tempo do que permanece na escola. A criança não tem discernimento para entender as mensagens publicitárias enviadas em sua direção: para elas, uma bicicleta e um copo d’água tem o mesmo valor. Uma forma de tirar as crianças dessa hipnose da televisão é incentivá-los a criar seus próprios brinquedos. Isso demanda tempo, atenção, concentração e exercita a criatividade. Tudo começa na imaginação, precisamos estimulá-la.

O que é preciso para uma pessoa ser feliz?
Como ensinar as crianças a serem felizes sem se comparar com os colegas? É preciso ensinar às crianças que a felicidade é uma realidade interior. Valores infinitos e valores de subjetividade. Generosidade, solidariedade e a prática de serviços desinteressados.]

Como os pais podem desestimular o consumo nos filhos sem que estes se sintam excluídos do seu círculo social já que maioria esmagadora dos outros pais (e sociedade em geral incluindo família e escolas) estão absolutamente passivos ou envolvidos diante do apelo consumista? Fiz esta pergunta à mesa e a resposta foi surpreendente pela simplicidade e pela constatação da dificuldade que os pais encontram em educar.

Como educar a criança diante da pressão consumista? Dando o exemplo. O que os pais querem quando levam o filho para passear num shopping a não ser dar a eles um referencial de consumo? Shopping é um templo de consumo, uma droga virtual baseado num mundo perfeito construído para encantar. Uma super proteção (shoppings, condomínios) que acaba por nos tornar inseguros e torna esses bens como mínimos referenciais.

“Estou apenas observando quanta coisa existe que eu não preciso para ser feliz” (Sócrates)

Em contra partida, os pais não encontram aliados quando querem fazer diferente e remar contra a maré de consumo imposta pela sociedade e sofrem pressão por todos os lados: escola, mídia, Estado. Os cidadãos precisam se ajudar, os cidadãos precisam ajudar os pais.

A Escola não está preparada. Cantinas reforçam a aversão das crianças aos alimentos saudáveis. Falta de orientações claras permitem competição entre materiais, brinquedos, roupas. A escola que deveria ser de igualdade (todos iguais juntos para aprender, usando uniforme e materiais iguais) se torna um local de competitividade por melhores brinquedos , presentes, roupas, marcas – mais um local onde eles aprendem a exibir o materialismo como valor essencial.

FREI BETTO [Palestrante] Frade dominicano e escritor, assessor de movimentos sociais. Estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia. Com 51 livros publicados, escreve para vários jornais e revistas e profere palestras no Brasil e no exterior.
Benjamin Barber [Palestrante] : Teórico político de renome internacional. Foi Professor de Ciências Políticas (Walt Whitman) da Universidade de Rutgers por 32 anos, e em seguida, Professor de Sociedade Civil (Gershon e Carol Kekst) na Universidade de Maryland e durante cinco anos trabalhou como consultor informal do Presidente Bill Clinton. Os 17 livros de Benjamin Barber incluem o clássico Strong Democracy (1984), McWorld (1995 com uma edição pós 9/11 em 2001, traduzido para vinte e sete línguas) e Consumido: Como o Mercado Corrompe Crianças, Infantiliza Adultos e Engole Cidadãos , publicado em 2007 por W.W. Norton nos Estados Unidos e em sete edições estrangeiras.

Propagandas interessantes pelo meio ambiente

Dica banana, quer dizer, bacana!

Sabe aquele cacho de bananas que você acabou de comprar?

Quer que ele dure mais, que não dê aquelas famigeradas mosquinhas?

É fácil!

Pegue uma faca ou uma tesoura e separe cada banana cortando pelo talo. Jogue fora os talos retirados que compõe o cacho. E pronto, é só deixar suas bananas na sua fruteira como de costume.

Dessa forma simples, suas bananas vão durar mais tempo, não darão mosquitinhos e você aproveita melhor este delicioso alimento!

Como é feita a malha PET?

Para se produzir a malha PET, tudo se inicia na coleta seletiva das garrafas usadas, feita pelos catadores ou pelas empresas municipais de lixo que posteriormente encaminham os recicláveis à Cooperativa para serem devidamente separados. Uma garrafa de PET é 100% composta de poliéster reciclável que é uma resina termoplástica de alta resistência.

Lá, o lixo reciclável será separado e as garrafas PET vendidas para empresas. Nas empresas as garrafas são lavadas, moídas e descontaminadas para serem fundidas, ou derretidas,  e transformadas em pequenos flocos para posteriormente serem transformadas em fios de políester , através de equipamentos extrusores -que fazem filamentos- que são trançados com algodão para se fazer o tecido de PET.

O tecido feito de poliéster tradicional já têm uma fatia expressiva do mercado e é uma tendência natural que o tecido feito a partir do políester reciclado se torne mais expressiva ainda.

O tecido feito de garrafa PET nada mais é do que tecido poliéster tradicional. E por isso, quando conhecemos ou tocamos a malha PET não sentimos nenhuma diferença da malha comum, porque ela é feita do mesmo poliéster do qual as roupas já são feitas e que estamos acostumados a usar e comprar, a diferença é que este poliéster é proveniente de garrafas PET que seriam descartadas na natureza e que antes de virar roupas, foram limpas e descontaminadas.

A tendência mundial é termos que usar roupas de material reciclado pois é preciso consumir todo o resíduo que produzimos.

Não teremos mais como usar roupa sem que  seja reciclada.

Este é o futuro.

Experimentem os materiais reciclados, sejam roupas ou outros artigos.

Precisamos incluí-los cada dia mais em nossa rotina.

Mas, para que tudo isso aconteça é fundamental que todos nós separemos nosso lixo e encaminhemos para a coleta seletiva.

Seja consciente, recicle seu lixo.

https://ssl1297.websiteseguro.com/futurodopresente/loja/infos.asp?lang=pt_BR&codigo_texto=24

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Crianças como cidadãos ou como consumidores?

com Taís Vinha do blog Ombudsmae.blogspot.com

Fórum Criança e Consumo – dia 2 – parte 2

Antes de começarmos, quero dizer que este foi um dos palestrantes que mais gostei, tanto pela qualidade do que foi dito (no sentido do tema) quanto pela qualidade do palestrante que inclusive pediu para que as luzes da platéia fossem aumentadas para que ele se sentisse interagindo com a mesma.

O  que há de errado com o Capitalismo? Ele,  indiscutivelmente, triunfou perto de outros sistemas e muitos países triunfaram quando adotaram o capitalismo.
Claro que depende do ângulo, afinal não se pode dizer que um sistema é triunfante quando levamos em consideração que maior parte absoluta da população do mundo vive na miséria.

O capitalismo infantiliza os adultos, usa as crianças e transforma cidadãos em consumidores. O adulto passa a se comportar como criança  – eu quero consumir – e compra sem critério e necessidade criando pessoas viciadas em comprar (compralismo). É a insatisfação compulsiva , que citamos no nosso debate de mães, leia aqui. Capitalismo parou de produzir bens para produzir/fabricar necessidades. E isso está criando uma geração de compradores que aos 18 anos já se tornaram compradores compulsivos – com  muita disposição e nenhuma responsabilidade.

Comprar = prazer = drogas
”Não economize, gaste”
“Não se preocupe com a produção, consuma.”
“Não se preocupe com o seu descanso = lojas 24h”
“Não precisa sair de casa = internet”

O adulto pode escolher não consumir o que não precisa enquanto a criança precisa do adulto para fazer esta escolha. Começamos a violentar a infância e as crianças deixam de ser crianças para serem potenciais consumidores. A erotização nada mais é do que criar produtos para crianças como se fossem adultos. Corrompemos as crianças.
Há shoppings que já separam filhos de seus pais com o intuito de deixar as crianças mais vulneráveis. Vivemos hoje um momento de totalitarismo comercial e publicitário e não de liberdade de expressão e escolha.
Internet pode ser usada por crianças mas não para publicidade e sim para o aprendizado.

Capitalismo está dando fim à democracia e ao pluralismo e vem privatizando a sociedade. O mundo está igual em todas as partes do mundo.  O grande problema é o capitalismo preguiçoso. Interesses sociais são públicos e as escolas não podem ser privadas. Nossas escolhas privadas têm conseqüências públicas, como por exemplo, o carro que escolhemos (consumo de combustível, óleo, etc). E até a água engarrafada compramos que consome plástico, transporte, etc.  Não podemos ser apenas consumidores, precisamos ser cidadãos.
Precisamos produzir nossas necessidades reais ou continuaremos a ser o velho capitalismo que inventa necessidades ao invés de produzir bens necessários.
Um exemplo é o i-phone: câmera ruim, games ruins, telefone ruim, navegador ruim e um monte de gente diz que precisa de um.
Meu trabalho produz reais necessidades? Cidadãos que escolhem onde trabalhar de forma a contribuir com a melhoria do mundo. Princípios éticos que vão além das nossas palavras e daquilo que julgamos ser certo que O OUTRO faça. E nós, o que fazemos?
Criar cidadãos sem fronteiras depende de nós, não do Lula ou do Obama.

Benjamin Barber [Palestrante] : Teórico político de renome internacional. Foi Professor de Ciências Políticas (Walt Whitman) da Universidade de Rutgers por 32 anos, e em seguida, Professor de Sociedade Civil (Gershon e Carol Kekst) na Universidade de Maryland e durante cinco anos trabalhou como consultor informal do Presidente Bill Clinton. Os 17 livros de Benjamin Barber incluem o clássico Strong Democracy (1984), reeditado em 2004 em uma edição de vigésimo aniversário; o atual best seller internacional Jihad vs. McWorld (1995 com uma edição pós 9/11 em 2001, traduzido para vinte e sete línguas) e Consumido: Como o Mercado Corrompe Crianças, Infantiliza Adultos e Engole Cidadãos (Consumed: How Markets Corrupt Children, Infantilize Adults, and Swallow Citizens Whole), publicado em 2007 por W.W. Norton nos Estados Unidos e em sete edições estrangeiras.

A história da água engarrafada

Excelente vídeo da mesma autora do “A história das coisas”, Annie Leonard, que conta como é a cadeia de consumo que somos incentivados a manter. Agora ela fala da água em garrafa.

Fórum Criança e Consumo – dia 2 – Refletir o Consumo

A visão do consumo na ótica das Mudanças Climáticas

Falar de Consumo Infantil pode parecer estranho num primeiro momento e algo com o que não temos com que nos preocupar, mas é importante lembrar que a ecologia era tratada como algo sem fundamento e hoje é tratada por chefes de Estado pois ecologia é uma questão social, econômica e de desenvolvimento industrial. Copenhagen embora não tenha refletido resultados práticos significativos, representou um grande progresso no sentido de ter conseguido reunir 120 chefes de Estado e isso se deve à pressão da sociedade.

Qual a nossa responsabilidade neste processo? Qual a nossa ação concreta?

O cidadão pode mudar a realidade quando diz que não votará no candidato novamente se determinada questão não for resolvida. E talvez assim, tivéssemos saído com resultados mais importantes de Copenhagen.

Precisamos sair da zona de conforto. Vamos deixar tudo para a próxima geração? Crianças e futuras gerações estão sendo usadas como desculpas para que a gente não faça a nossa parte.

E o que o consumo tem a ver com as mudanças clmáticas? Não somente a produção mas o consumo também fomenta o desmatamento. A maior parte de nossa água vem da Amazônia e a desmatam porque há quem consuma. Seus grandes predadores são os madeireiros, a soja, carne e couro.

A empresas distribuidoras precisam dizer que não querem mais fazer parte do problema.

Os consumidores precisam começar a se manifestar dizendo que não consomem produtos produzidos em área de desmatamento. O poder de compra dá ao consumidor o poder de transformar as empresas. O pior tribunal para uma empresa é sua imagem junto ao público.

Uma sociedade calada é uma sociedade ausente e culpada.

Queremos que os governos e empresas mudem mas nós também precisamos mudar para que consigamos mudar este modelo predatório de desenvolvimento.

Marcelo Furtado [Palestrante] : Engenheiro Químico com especialização em Administração e mestrando em Engenharia Elétrica na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Atua junto ao Greenpeace na área ambiental há 19 anos. Atualmente é o Diretor Executivo da organização no Brasil.

Não use qualquer óculos de sol

Hoje, ouvindo a rádio JB FM 99,7, lembrei de uma orientação que recebi há muito tempo mas não lembrava a explicação.

A reportagem falava sobre o uso de óculos de sol.

Nela, o repórter falava sobre a importância de não usar qualquer óculos de sol. Isso porque é fundamental que as lentes, além de escuras, tenham filtro de proteção contra raios ultravioletas (UV) .

Isso sempre me chamou atenção porque certa vez, comprando óculos para as crianças, recebi a orientação de nunca comprar óculos sem proteção UV.

O motivo é que as lentes escuras abrem as nossas pupilas, e faz com que os raios ultravioletas penetrem mais ainda em nossos olhos. Ou seja, as lentes escuras sem proteção UV, além de não protegerem nossos olhos, ainda nos fazem mais mal do que ficarmos sem óculos porque permitem penetração mais profunda dessa nociva radiação.

Mais atenção ainda temos que ter com os óculos de sol para crianças, afinal, a grande maioria se compra em  qualquer esquina e a preços super convidativos. Para dificultar ainda mais, os preços dos óculos para crianças em lojas especializadas são bem superiores, o que nos empurra mais ainda ao mercado “paralelo”.

Então, é importante comprar apenas óculos que tenham o selo de proteção UV nas lentes e , não menos importante, que esse selo seja confiável. Ou seja, não adianta comprar lentes com selo, mas sem procedência.

Ou os maiores prejudicados serão nossos próprios olhos e de nossos filhos.