Monthly Archives: agosto 2008

Negócio da China

China. Não se fala em outra coisa.
As olimpíadas viraram o foco das discussões mais ainda para este país que cada dia mais se transforma numa potência. Tenho lido muito sobre a China e recebido e-mails com todo tipo de mensagem. Existem prós e contras na China como em qualquer lugar, não se pode esquecer.

Sônia Bridi, que é correspondente da Globo fala do lado bom do povo e da cultura da China quando lançamos um olhar prático e sem preconceitos. Afinal, “é um país que conseguiu que 800 milhões de chineses saíssem da miséria em 25 anos. Outros 400 milhões chegaram à classe média. A maior ascensão social da história da humanidade. Ainda segundo ela, lá é possível encontrar bancos em plena rua para se sentar e observar o movimento em ruas bem pavimentadas, arborizadas e com canteiros de flores coloridas. As esquinas são equipadas com (estranhos) equipamentos de ginástica que incentivam a boa forma física. As mulheres estranhamente usam luvas compridas em pleno dia de sol. O resultado é ver senhoras de pele lisa e baixo índice de câncer de pele mesmo com baixo consumo de filtro solar. As bicicletas são o principal meio de transporte, sendo copiado em vários países do mundo. E os livros são disputados em livrarias lotadas porque os chineses respeitam os livros e o conhecimento. O mérito é medido pela educação. Por fim, ela arremata dizendo que se trata de um povo que nos ensina o valor de se sacrificar em favor da geração seguinte. “Uma China disposta a trabalhar como escravos para que a próxima geração alcance uma vida melhor.”

É ou não é uma forma nova de ver a China?
Até que ponto nós somos capazes de nos sacrificar pela geração de nossos filhos?

E agora que estamos trabalhando com a confecção das camisetas do Futuro do Presente, não posso deixar de falar da China porque qualquer produto chinês é um concorrente cruel com o mais nacional dos nossos produtos. Tecido não é diferente. Lá se consegue subsídio para criar e produzir de tudo a preço baixo, não só pela mão-de-obra barata. Por quê?

Porque a China está se desenvolvendo e o governo dá um monte de incentivos aos empresários. Uma pequena empresa recebe financiamentos que somente começam a ser pagos depois de 6 meses, segundo fiquei sabendo. Isso é fundamental para uma empresa dar os primeiros passos, sem precisar depositar no preço do seu produto que está entrando no mercado a responsabilidade de se gerir. Ou seja, a pequena empresa já tem condições de colocar no mercado um produto com preço competitivo em relação àquelas empresas que já estão no mercado praticando preços competitivos, que já tem volume de venda e giro de mercadoria para isso. Além disso, existem financiamentos para capital de giro, incentivos fiscais e muitos outros, por exemplo. Então, não é só se falar em exploração de mão-de-obra (como há também no Brasil, diga-se de passagem). A “coisa” é maior, mais complexa e tem seus méritos. O ruim para nós e para o mundo é que o produto chinês não “produz” nada de bom, fora da China. Como no caso das camisetas, o produto chinês, não gera empregos aqui, não dá oportunidades a comunidades de baixa renda, não incentiva nossa produção e a nossa reciclagem… O tecido PET de lá, rcicla a garrafa PET de lá.

E também existem coisas horríveis na China como os maus tratos a animais (bem aqui também tem), lá se come cachorro (aqui se come vaca), a lei do filho-único e a cultura de que o filho homem garante os cuidados aos pais na velhice. E os pais chineses, cobram mesmo em retribuição por tudo que fizeram pelo filho(a). Por outro lado, como seria o país mais populoso do mundo sem controle de natalidade?

Outro artigo fala da poluição e do fechamento das fábricas para os jogos olímpicos. O Governo Chinês não manda recados sutis: fazem tudo às claras. Querem menos poluição? Fechamos as fábricas por dois meses, quando todos forem embora, a gente retoma. E isso, como muitas outras atitudes do governo de lá são tapas na cara dos governos de cá porque a poluição está em todo lugar. Afinal, quem atira a primeira pedra? Querem ver névoa branca? Vão à Niterói e olhem pro Rio!

Mas a China não pára por aí. Li num artigo, não lembro onde, que a China está mudando muito e isso tem que ser analisado com toda calma. e é verdade. Lá o Estado é forte, soberano. E está sendo cada dia mais capitalista. Lá, não é o Mercado que manda, como no nosso capitalismo, é o Estado. E um fato eu não posso negar: tudo que eu queria do Brasil era que ele fosse um Estado forte. Tá, lá tem o Comunismo, o autoritarismo e a violação sistemática dos direitos humanos. Isso ninguém quer.

Mas será que não nada que posamos usar como lição para mudar nosso capitalismo mercantilista e fortalecer nosso Estado?

E o fato é que os produtos chineses estão aí. E a pergunta que não que não quer calar é: O mundo vai continuar onde está a China será expurgada com sua prática capitalista ou o mundo vai ter que mudar senão a China engole o mundo?

Isso me impressiona , ao mesmo tempo em que não me entusiasma em nada, mas eu fico com a segunda opção.

________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

Guarda compartilhada

Uma amiga nossa, a Suzana Elvas, fez a sugestão para que falássemos a respeito da guarda compartilhada no caso dos filhos de pais separados. Recentemente, a sanção da nova lei da guarda compartilhada pelo presidente Lula deve criar uma corrida aos tribunais para revisão de sentenças. Contudo, é bom lembrar que, na prática nada muda , pois prevalecerá, como sempre, a proteção da lei ao interesse do que for melhor para a criança.

Não sei se ela vai concordar com o que vou dizer mas como filha de pais separados, eu não acho legal ter duas casas, ficar semana lá, semana cá.
Talvez isso faça parte do meu temperamento mas o fato é que durante os 6 primeiros anos de separação dos meus pais eu vivi bastante essa divisão, já que fiquei também com meu pai. Meus pais se separaram quando eu tinha 4 anos e aos 10, eu decidi ficar morando direto com minha mãe. Meu irmão, que não quis deixar meu pai sozinho, ficou com ele. E nossos pais respeitaram nossas decisões. Embora, a partir de então (eu 10, ele 7 anos) não tenhamos mais morado juntos, somos muito unidos e participamos ativamente da vida um do outro e essa distância não teve interferência negativa nenhuma. Exceto pela saudade (vivemos em estados diferentes) e pela vontade que temos de poder conviver com ele perto de mim almoçando aos domingos com nossas famílias.

Voltando à guarda compartilhada, e pode ser que eu esteja totalmente enganada, não me agrada. Sou filha de pais separados desde que me entendo por gente: não lembro de nada (nem brigas, nem da separação, nem dos meus pais juntos, só por fotos). Mas confesso que ser filha de pais separados numa época que ninguém que eu conhecia era, não era uma situação das mais fáceis. Mais pela sociedade do que pelos meus pais. Nem eu nem meu irmão temos traumas e a gente amadurece. Não é o fim do mundo. Meus pais se casaram novamente e nos deram irmãos do segundo casamento de ambos, logo, tenho 3 irmãos e saber onde era minha casa foi muito importante nesta família incomum da minha época.

Acho que mais importante que guarda compartilhada é haver boa convivência entre os pais. Estou no segundo casamento e meu marido também, só que eu não tive filhos, enquanto ele teve um filho que hoje tem 15 anos. Portanto, posso falar com alguma experiência e penso que depende mais de se ser presente e justo na educação dos filhos do que morar debaixo do mesmo teto. Nunca tratei meus outros irmãos diferente porque só o são por parte de pai ou de mãe. São meus irmãos. Sempre tratei meu enteado como um filho e com respeito à mãe que ele tem, como eu gostaria de ser respeitada. Meu marido é super-presente na vida dele, desde que se separou. E como filha, penso que guarda compartilhada só deve ser válida, na minha opinião, quando pai e mãe convivem harmonicamente e que, tenham, principalmente, bom senso e consciência plena, se isso é,ou não,verdade no seu caso. Portanto, para se chegar nessa decisão, não basta os pais se acertarem: conversem com seu filhos e não pensem que eles não entendem, porque entendem. Eles querem isso, de verdade?

Separar não é fácil, nem é bom e não gostaria que meus filhos vivessem isso porque hoje vejo como é lelgal ter pai e mãe dentro de casa. Na minha infância nunca senti falta porque nunca tive. Na verdade, nunca soube como era. Mas, pra mim, se for inevitável (e muitas vezes a separação é melhor do que forçar uma convivência sem amor e respeito), eu gostaria, como tive, um lugar no mundo que fosse meu. Não gostaria que ficassem me levando de lá prá cá porque eu iria ter duas casas e mesmo assim iria achar que não pertencia a lugar nenhum.
________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

Mais dos Mesmos

Chegou a campanha eleitoral. O TSE informou que as mulheres representam 51,8% de eleitorado brasileiro. Vamos mudar nossa forma de votar, vamos buscar candidatos limpos, sem ficha suja, sem experiência no cargo, sem vícios. Vamos tirar aquela corja toda de lá!
Não sei se vai adiantar, mas pior do que está, não pode ficar.Ou pode.
Podia ser mentira, mas o pior é que é verdade.
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Mais um ponto de vista sobre eleições: http://escutaze.blog.com/3514442/

Concurso Cultural Desabafo de Mãe e O Futuro do Presente

Até dezembro, o Desabafo de Mãe, O Futuro do Presente e outros blogs, com o apoio de empresas parceiras, estarão realizando uma série de concursos culturais mensalmente.

No dia 1 de agosto, o Desabafo de Mãe anunciou no seu blog os três primeiros concursos: Escola, Bienal do Livro e Hora do Sono. Os vencedores serão premiados com livros, CDs e DVDs infantis.

Nós do O Futuro do Presente vamos participar apenas do concurso Escola .

Para participar, basta escrever sobre uma experiência positiva que tenha vivenciado na escola de seu filho que pode ajudar outros pais a enfrentar situações ou problemas similares e enviar para o Desabafo de Mãe.

O Desabafo de Mãe premiará o primeiro colocado com kit de livros da Sobrado, enquanto nós do Futuro do Presente seremos responsáveis em determinar o segundo lugar, cujo nosso critério será avaliar todos que participaram (escreveram os desabafos no site) e responderem também nos nossos comentários nesta postagem à seguinte pergunta:

COMO VOCÊ ESCOLHEU A ESCOLA PRO SEU FILHO?

Todos as respostas a essa pergunta dadas aqui nos comentários e os textos publicados no Desabafo estão concorrendo a um Kit Escolar da Mercur.

Ou seja, se você apenas enviar um texto, concorre ao primeiro prêmio dado pelo Desabafo. Escreveu o desabafo e respondeu à nossa pergunta, concorre também ao prêmio de segundo lugar!

Você já pode começar a participar agora, para isso basta ler as regras dos respectivos concursos que seguem a mesma premissa do sorteio Vista a Camisa do EducaCamp!.

Nós contamos com sua participação para incendiar o debate sobre a educação que buscamos para nossos filhos através de soluções práticas e da troca de experiências simples que deram bons resultados. Participe!

Enquete: Você tem filhos?

Chegou ao fim mais uma de nossas enquetes e os resultados, como sempre surpreendem.
Esta foi nossa enquete mais votada 239 participações. OBRIGADA!
Temos um número enorme de pessoas que leram nosso blog e não têm filhos, porque não querem ou porque ainda não é chegado o momento: 40% e isso é muito positivo pois as pessoas demonstram ter algum interesse por este assunto mesmo antes de ter filhos.
Em contra-partida apenas 6% dos que visitam nosso site estão planejando ou já esperando um filho.

E mais da metade têm filhos: 57%
Outro dado interessante é que 5% tem 3 filhos e 5% tem mais de 5 filhos. Enquanto apenas 1% tem 4 filhos. Será que isso significa que do quarto pro quinto filho, é um pulinho? Risos
E como já era de se esperar, a maioria absoluta está empatadíssima entre 1 e 2 filhos.
Muito obrigada a todos que nos responderam a enquete.
Já temos outra no ar, Participe!

Veja abaixo a enquete que encerramos e seus números:
Você tem filhos?
Não, nem pretendo. 11 (4%)

Não, ainda sou nova(o). 38 (15%)

Não, quero terminar meus estudos. 13 (5%)

Não, quero me dedicar mais à carreira. 6 (2%)

Não me sinto preparada(o) ainda. 3 (1%)

Não. 11 (4%)

Não, mas estou planejando. 10 (4%)

Estou grávida(o). 5 (2%)

Sim, 1 filho(a). 56 (23%)

Sim, 2 filhos(as). 55 (23%)

Sim, 3 filhos(as). 14 (5%)

Sim, 4 filhos(as). 3 (1%)

Sim, mais de 5 filhos(as). 14 (5%)
________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

Pensamentos que nos fazem pensar…

«Se desejamos alcançar uma paz real no mundo,temos de começar pelas crianças.»

- Gandhi

Tintin por tintin

Passei 4 meses de férias no Rio de Janeiro. Vi muitas coisas boas acontecendo e outras, que todo mundo sabe muito tristes, mas uma das coisas que fazem parte da cultura brasileira e que eu sempre não gostei, é a mania de não dar valor ao seu dinheiro.

Muitos dirão: Como assim? Eu dou valor ao dinheiro sim.

Está bem, você dá, seu marido também, seu irmão, seu chefe, mas e resto. As pessoas que trabalham diretamente com ele não dão valo ao SEU dinheiro, é como se ele caisse das árvores.

Para deixar claro vou dar um exemplo. Eu estava comprando em um mercado e na hora de pagar dei uma nota de 50 reais. O Valor total da compra era de 19,95, então eu deveria receber 30, 05 de troco. A caixa me devolveu 30 e eu fiquei ali esperando os 5 centavos, ela então me olhou com cara de nojo e me disse: O que você quer?
Eu respondi: quero os meus troco
Ela: Ué, mas eu não já dei?
Eu: Não, está faltando 5 centavos
Ela: Mas você quer os cinco??????????????
Eu: Claro, porque se eu vier aqui sem os cinco centavos para pagar uma conta, você não vai tirar do seu bolso para cobrir a diferença, e muito provavelmente não vai me deixar pagar.
Ela: É verdade, mas eu não tenho os cinco para te dar.
Eu: Então você tem um problema, pois eu quero os cinco centavos, vou ficar esperando.

Claro que a esta altura do campeonato todos os outros clientes dos outros caixas já estavam nos olhando e comentando como EU era pão dura, mesquinha entre outras coisas. Todos ficaram do lado do caixa que deveria ter o troco. Ninguém pensou que eu também suo para ganhar dinheiro. E que no fim do dia se der diferença para menos o caixa paga, mas se der diferença para mais ele embolsa.

Depois disso, toda vez que entrei no mercado via os funcionários me olharem de cara feia. Pois é, eu virei a vilã. A monstra que queria o troca a que tinha direito. A perversa que não tinha pena da caixa que deveria cumprir o seu trabalho de providenciar o troca a que eu tinha direito.

Aliás cresci vendo isto acontecer. Se não tem troco, dá uma balinha, ou então um vale. Nunca achei isto certo. O correto é ter o troco. Se a caixa não tem, então peça a seu supervisor, ele tem que se virar, e não ficar “devendo” troco aos clientes.

Vivo em uma economia onde o centavo é muito valorizado. Vales de desconto então nem se fala, e isso vale para quem tem muito e quem não tem tanto assim. Você recebe estes vales através do jornal, ou mesmo de panfletos que são entregues na sua casa. Ninguém tem vergonha disso, pois sabem o valor que o seu dinheiro tem.

É muito chato ser considerada mesquinha, quando a única coisa que você quer é o que você tem direito. É muito chato explicar a um filho que ele deve ser correto ao dar um troco, quando o comércio da esquina não o é.

Acredito que este tipo de conduta deva ser reprimido e combatido. Não devemos deixar que a nova geração cresça vendo isso.

Recall da Mattel – mais um….

Vi no blog Desabafo de Mãe pela manhã e agora à noite na TV, a notícia sobre o recall de um brinquedo da Mattel. O conjunto de panelas e potes da linha Aprender e Brincar, da marca Fischer-Price, pode liberar bolinhas oferecendo risco de asfixia, caso sejam ingeridas ou aspiradas. O brinquedo é indicado para crianças de seis a 36 meses.

Para obter mais informações, os consumidores podem ligar para o 0800 770 1207 (ligação, gratuita, entre 8h e 20h, de segunda à sexta, e das 9h às 15h aos sábados e domingos) ou acessar o site da Mattel.

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Engraçado…porque não criaram um brinquedo sem bolinhas, já que se destinava a crianças tão pequenas? Ai, minha santa protetora das crianças que colocam tudo na boca….

Um Oceano de plástico

Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. São produzidos anualmente cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e cerca de 10% deste total acabam nos oceanos, sendo que 80% desta fração vem de terra firme.

Foto do vórtex

No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros . Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos. Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível de ser feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.

O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta.

Tartaruga deformada por aro plástico

A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. ‘Como foi possível fazermos isso?’ – ‘Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo’. Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.
Todas a peças plásticas à direita foram tiradas do estômago desta ave
Segundo PNUMA, o programa das nações unidas para o meio ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes.
Ave morta com o estômago cheio de pedaços de plástico

E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra retorna à nós, seres humanos.

Fontes: The Independent, Greenpeace e Mindfully

Ver essas coisas sempre servem para que nós repensemos nossos valores e principalmente nosso papel frente ao meio ambiente, ou o ambiente em que vivemos. Antes de Reciclar, reduza!

________________________________________________________________________________ Enviado por Renata Matteoni

“Entre nessa onda”

O Futuro do Presente está participando do apoio a mais uma ação do Greenpeace. Depois de tudo que lemos e vimos, conto com todos vocês para que possam ajudar na divulgação do evento que ocorre nesse final de semana, no Parque Villa-Lobos em SP. Vale tudo: e-mails, twitters, postagem nos blogs, sinais de fumaça. Se você é de SP ou está em SP, vista uma camisa azul e compareça dia 9 de agosto às 9 da manhã ao Parque Villa-Lobos. Sei que tem muita gente que não acredita em manifestações como esta, que é até contra. Mas pense bem: e se todo mundo pensasse o contrário e comparecesse? As coisas mudariam com certeza. A mobilização da massa (leia-se povo) é fundamental para que façamos as mudanças sociais, políticas e ambientais que precisamos, dentro e fora do Brasil. Nosso oceano está morrendo e morrendo o oceano, morremos nós.

No endereço abaixo consta um briefing da campanha, além do convite oficial. “Entre nessa onda” você também!

http://www.greenpeace.org/brasil/oceanos/noticias/os-oceanos-est-o-em-perigo-e-v

________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa

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