A mensagem do vídeo fala por si. Bom início de semana para todos.
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«Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para nossos filhos e, esquece-se da urgência de se deixar filhos melhores para nosso planeta.» - Chico Xavier
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Claudinha, dá uma olhada nesse link..
http://luciana.misura.org/2008/06/23/para-onde-vao-todas-as-tvs/
bjs!
Oi, Trícia!
Já fui lá e comentei!
Adorei! Nem preciso dizer que me inspirou a falar sobre o assunto!
:0)))
Falando em blog, adoro o seu!
Um grande beijo!
Nossa, adorei o vídeo! Realmente inspirador, ainda mais nos dias de hoje, em que as pessoas parecem ter esquecido a ética e valores pessoais.
Um grande beijo
oi Ana!
O que seria de nós se não respeitássemos nossos valores? Acho que seria um desrespeito, uma violência muito grande…
Agora acho engraçado a colocação valores pessoais x corporativos. Valores são pessoais, e como somos pessoas, os levamos conosco para nossa vida corporativa. Eu diria que os interesses ou a política corporativa é que podem entrar em confronto com nossos valores, e é aí que o bicho pega.
Esse mundo corporativo não é mole não, nem sei como aguentei tanto tempo, nem como, com meu perfil, consegui crescer dentro de uma corporação como a firma onde trabalhei. Acho que posso dizer que nunca abri mão dos meus valores, mas por outro lado penso que poderia ter mudado a forma de administrar algumas situações, e até ter aprendido a ser mais política, e talvez tivesse enfrentando menos problemas e críticas ainda sem ter que abrir mão dos meus valores. Mas não me arrependo de nada, foi um grande aprendizado. E serviu pra formar uma çonvicção: esse mundo corporatico não é pra mim!
beijo
Renata
Renata, eu trabalhei em algumas empresas e realmente são como ele fala no vídeo. Este ambiente também não é minha preferência e a frieza dos negócios me assusta, enquanto a outros, apaixona.
Já perdi uma oportunidade de trabalho porque não saí com o chefe; já fui preterida por ser mulher, embora preparada para o trabalho; já fui demitida uma vez por incompatibilidade pessoal com A chefe, como ele disse, porque não gostava de mim. Como eu também não gostava dela, foi um alívio.
E numa outra vez, pedi demisssão por não concordar com os métodos de um novo chefe, que apenas 5 meses depois de minha saída, já estava fora por desvio de dinheiro! Portanto, posso de dizer que, pela minha experiência pessoal, no meu balanço, prefiro me manter fiel aos meus princípios. Mesmo que eu morra de raiva na hora….
A vida e seus “super-valores”
Geraldo Felício da Trindade
O mundo é antigo, mas grande parte do que se vive hoje brotou do passado.No caso do Brasil, uma cultura colonial, escravocrata, marcada pela exploração da natureza e por práticas corruptas. De certa forma, sempre houve uma cultura de manipulação e desrespeito. Qual seria o traço marcante cotidiano brasileiro: crianças sendo mortas, corrupção, balas perdidas, pessoas mendigando, milhões de sonegação… Viver está esquisito? Muitos estão se portando acima do bem e do mal como se fossem donos do mundo.
Dinheiro, poder, beleza, nada disso desabsolutiza a finitude da vida. A ciência nunca vai inventar um elixir que ressuscite o corpo morto. A busca desenfreada pelo dinheiro se revela em atitudes corruptas, antitéticas e de esperteza. Estabelecem-se paralelos entre eu e o outro, em uma crise comparativa do valor pecuniário e posição social. Desejar o que é do outro tornou-se mania, que destila veneno na alma.
A dita inveja, de tão cruel e perigosa aplaude as injustiças em detrimento da justiça, de valorização daqueles que, mesmo com caráter duvidoso chegam aos altos postos.
A pactuação com o jogo sujo, de certa forma vai matando a esperança dos brasileiros. Vive-se à espera de um futuro em meio à deslealdade e valores supérfluos. Faz tempo que os meios de comunicação imitam a realidade, invadem as casas e impõem condutas, pensamentos e valores nem sempre éticos modificando os mais puros desejos e sentimentos. Cada vez mais, a sociedade vai se tornando apaixonada pelo virtual, banal e frívolo.
Aqueles que pautam suas vidas pela virtualidade dos meios de comunicação, não assimilaram que desapontamentos e sofrimentos fazem parte de suas vidas. Imitam de tal forma a ficção, que estão em constante atitude de revanche e vingança quando se sentem desfavorecidos e ameaçados. Cultua-se o rancor entre os adultos e as crianças. A autodefesa é conceito de valor repassado às crianças, confundindo agressividade com instinto de auto-preservação.
Muitos sonham com o amor, com a amizade, com a família e com o afeto, mas o moderníssimo mundo é frio, congelante e distante. Nada é mais cruel do que a convivência desleal e marcada pela desconfiança. Como é bom relaxar e desarmar o coração.Amar aqueles que merecem o amor; amar sem esperar recompensas. Tal atitude perdeu sua presença ativa porque a tendência é relativizar as relações e absolutizar a compra e a venda. Quer-se projetar nas relações o que ocorre na lei de mercado.
As relações intersubjetivas exigem, fundamentalmente, autenticidade. Nesse processo, as manipulações e falsidades não têm lugar.A relação sadia é elixir para alcançar a alegria verdadeira. Além dessa relação distorcida entre os homens, esses acabaram por correr desenfreadamente na busca de um adjetivo, que se transformou de individual para geral. Todos padecem das mesmas escolhas.
Os pais já não têm tempo de educar seus filhos e cobiçam os bens de seus vizinhos e conhecidos. Esquecem-se de que quanto mais pautam suas vidas pelo consumo mais se tornam inseguros. Acreditam ser mais felizes não com o que têm, mas sonham com o que é do outro. Olvidam que o sentido da vida está onde menos se espera. Conquistar, usufruir, tornam-se verbos usados diariamente, gramaticalmente corretos ou não.
Vive-se a era do útil, do apolítico, do apático, do neutro. Nessa rotina do “tô nem aí” ou “pouco importa”, o amor nasce velho, pois o “ficar” e o “pegar” o tornou retrógrado. A amizade verdadeira é desacreditada e a ternura tornou-se banal. É preciso que se busque o belo na vida, resgatá-o, por exemplo, na sabedoria, na música, na arte, na literatura; ou seja, como expressão essencial da vida. Basicamente é repensar a vida e procurar vê-la sob um novo olhar.