Monthly Archives: abril 2008

Conhecer para respeitar !

Criança muda a vida da gente e isso eu sempre falo por aqui: mudou a minha.

Criança dá trabalho, muito trabalho mas devolve pra vida da gente o encanto, a alegria inocente, e até a infãncia porque se não fosse as crianças, não vejo motivo para eu andar de joelhos no chão imitando um cavalo, ou brincando de carrinho, dançando e cantando no meio da sala, brincando de pique-”econde” ou assistindo pela milionásima vez o mesmo filme. Só criança traz isso prá vida da gente !

E desde que eles foram crescendo e compreendendo melhor as coisas a gente procura levá-los para passear pelo Rio e conhecer as coisas vivenciando, na medida do possível, e dia 19 de Abril foi o Dia do Índio, onde fomos?
No Museu do Índio em Botafogo.

 

 

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O Museu é lindo, numa casa datada de 1880 que já é linda por sí só, abriga um acervo enorme de objetos, ambientações indígenas autênticas, fotografias, imagens e … índios de verdade que estavam lá sendo pintados e pitando os visitantes com desenhos típicos à base de urucum(fomos pintados pela índia Potira que veio do maranhão e faz parte da tribo Kraikiti – acho que é isso…).

 

 

Mesmo pequenininho, meu filhote curtiu (Mamãe, o índio tá conversando comigo!, dizia ele ouvindo o vídeo na foto ao lado) e aprendeu um pouco mais sobre a cultura deste povo que é a nossa origem. Para a escola, a gente mandou as fotos impressas em papel comum para serem colcadas no mural e ainda recebemos a dica na agenda para visitar uma autêntica comunidade indígena em Niterói. Imaginem ! UMA AUTÊNTICA COMUNIDADE INDÍGENA VIVENDO NO MEIO DA CIDADE! Tá bom…não é no meio, no meio…mas é mais perto que o Xingu…hehehe

 


Nós fomos , claaaaaaaro e foi sensacional ! E adivinha que a gente encontrou por lá? A índia Potira e seu marido Guajajara! Ela tem um casal de filhos, mora numa outra comunidade indígena que fica em Tomás Coelho (gente, estou impressionada com as comunidades indígenas dentro da cidade!), estuda enfermagem através de uma bolsa no colégio Santo Inácio, considerado um dos mehores colégios do Rio. Incrível, não?
Mas isso é papo prá outro dia porque é muita foto prá mostrar!!!!
O Museu do Índio fica na rua das Palmeiras, 55 – Botafogo – Rio de Janeiro, RJ – R$3,00/pessoa
Tels.: 2286-8899 / 2286-2097
Para mais informações a mapa, visite o site: http://www.museudoindio.org.br/

 

 

E olha a vista que a gente ainda recebe de brinde no final! O Cristo Redentor de frente prá nós.
Só em Botafogo isso é possível!
Aliás, ainda estamos na semana do ìndio, vai lá visitar!
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Ana Cláudia Bessa

 

Todo dia ERA dia de índio…

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=rgedKuDADc4&hl=pt-br]

Blogagem coletiva contra o Analfabetismo

Em 2003, eu estava morando no interior de SP, numa cidade de 100 mil habitantes. Lá eu fiquei morando e trabalhando no Rio durante 6 meses, o que foi uma loucura. Morava lá de sexta a segunda e trabalhava no Rio de terça a quinta. E minha vida se resumia a isso: fazer e desfazer mala, trabalhar e andar de avião. Vendo que essa situação não daria certo, pedi pra sair e comecei a fazer trabalho freela por lá em e em SP-capital e cursos.

Como a cidade que eu morava era muito pequena, fui fazer um curso no Sebrae da cidade vizinha, até porque na minha cidade não tinha posto do Sebrae. Fiz o curso e mantive contato com as pessoas de lá e mostrando que o Sebrae fazia falta por lá.

Com isso, o Sebrae acabou trazendo o curso para a minha cidade, abriu um posto e me convidou para participar de um seminário de políticas públicas na cidade, chamado IDEAL. Topei, claro.

Numa das atividades de conclusão do seminário, precisávamos criar um projeto de política pública para melhoria da cidade e eu e meu grupo focamos no ANALFABETISMO. Como o curso era de políticas públicas, as pessoas convidadas, exceto eu e alguns poucos empresários, eram envolvidas com a política pública da cidade (servidores de diversos órgãos, funcionários da prefeitura, secretários, etc). Fizemos um projeto lindo com a participação de uma educadora da cidade com o intuito de realmente implantá-lo (como era o objetivo do seminário – todos os projetos precisavam ser necessários e viáveis a pontos de tentarmos implantá-los). Mas ele não foi implantado porque o município não tinha crianças fora da escola e tinha apenas 5% de analfabetismo e como esse número era muito pequeno, existiam outras prioridades.

Eu penso que uma das maiores exclusões sociais primárias, é o analfabetismo. Você consegue imaginar a vida sem saber ler e escrever? Como é dependente e fragilizada uma pessoa que não lê e escreve? Pra mim, é um cego social. Pois a cidade em que eu morava tinha 5.000 analfabetos e esse foi um número pequeno demais para darmos prosseguimento ao projeto.

Acabou que no final do ano recebemos a proposta de voltar para o Rio de Janeiro e eu ainda tenho aqui o projeto guardado em algum lugar dos meus arquivos e do meu coração. Todo mundo devia ter o direito a saber ler e escrever, todo mundo. Sem isso, não há justiça social e igualdade para todos!

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Ana Cláudia Bessa

Seja amiga dela!

Outro dia visitando o site da Cynthia Semíramis , eu encontrei a indicação do Fique Amiga Dela. Ela, é a vagina.

Achei bárbara a abordagem , a intenção, o título, o contexto e as informações!
Sou totalmente a favor de acabarmos com os tabus a respeito da sexualidade, principalmente a feminina. Vivemos num mundo em que não podemos mais nos dar a esse “luxo”. Luxo? Sim…luxo de que somos recatadas, de que não falamos disso, de que mulher que faz ou pensa ou fala isso ou aquilo é mal vista…
Mal vista por quem, cara pálida?

Mulher tem que ser amiga de si mesma, de sua vagina, de suas mamas, de seus hormônios, dos seus ciclos pois é isso tudo junto que nos transforma no que somos.

E os homens não tem outra alternativa a não ser admirar as mulheres que assim o fazem.

Temos que conhecer nosso corpo, nossa anatomia, nos prevenir das doenças. Isso também é benéfico para os homens.

Vai chegar o momento em que nós, mães, precisaremos nos preparar para o momento em que teremos que ajudar a iniciar a educação sexual de nossas filhas ou ensinar nossos filhos a respeitar e entender também da sexualidade, não só masculina, como feminina.

Estamos vivendo um momento que é completamente diferente do nosso:

Hoje as meninas e meninos saem e são estimuladas a beijar vários na mesma noite. Parece um horror?
Pode parecer, mas na nossa época “ficar” com alguém, também era novidade para nossos pais. E eu “fiquei” muito como muitas meninas da minha época. Só que ficar não tinha nada a ver com sexo, e sexo na minha época era abordado completamente diferente do que é hoje. Mas é o mesmo sexo, só que mais perigoso. E aprender a lidar com essa nova realidade é a melhor alternativa do que bater de frente com as mudanças de comportamento…
E lidar com isso é falar de sexualidade sem preconceitos. E vamos precisar.

Hoje mesmo, li um texto no blog EscutaZé que fala da atual mania entre as meninas:

beijar outras meninas na boca. E isso, não necessáriamente tem haver com homossexualidade.
Qual o momento e até onde falar? Depende de tudo, imagino.
Até porque eu mesma ainda não cheguei lá. Tenho um enteado de 15 anos mas eu não quero atropelar a mãe dele ( como eu não gostaria de ser atropelada) e deixo mais a coisa fluir entre ele e o pai, embora haja minha participação é normalmente nos bastidores. Mas penso que depende de um monte de fatores:
Depende da criança, depende dos pais, depende da necessidade, depende do contexto e depende do nosso bom senso…

Usar nossa sensibilidade para tentar buscar o melhor caminho para desmistificar a “vagina” e aproximar nossos filhos de nós na hora de falar sobre sexualidade.

Porque é melhor aprender em casa, como sempre, do que na rua.
Minha mãe já dizia isso….
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Ana Cláudia Bessa

TADINHO, TÁ TRABALHANDO!

Já comentei aqui neste espaço sobre a minha indignação contra o comércio escancarado e livre de produtos pirateados em todas as cidades do país. Para quem não leu ou não lembra, vou recordar duas situações surrealistas:

1) Estive em uma cidade de Minas onde não existe nenhuma loja que venda CDs (eu disse nenhuma! a última fechou por falência ). Só se compra CD PIRATA nas ruas! ;
2) Em Cabo Frio, na feirinha oficial da cidade existem barracas (legalizadas pela prefeitura, com numerinho de licença e crachazinho. Em Teresópolis também) vendendo… CDs e DVDs piratas!
Junte-se a isso os inúmeros vendedores de produtos ROUBADOS, CONTRABANDEADOS etc. e teremos um quadro aproximado do “ilegalismo” que tomou conta de nossas ruas, e com o qual nos acostumamos e, pior ainda, nos tornamos CÚMPLICES.
Somos cúmplices “ativos” quando, “espertamente”, adquirimos esses produtos. Cúmplices “passivos” quando nos colocamos contra a repressão sob a alegação de que “o coitadinho está trabalhando!”.
Esta atitude faz parte da mesma “complacência social” que leva a maioria das pessoas a considerar TODOS os moradores de favelas como sendo “pobres coitados”, “vítimas sociais” que “só estão lá porque não tem outra opção”!
Falar sobre isso (como estou fazendo) é politicamente incorreto, fascista, preconceituoso…Então tá! Me qualifiquem como bem entenderem, mas eu não tenho nenhuma “peninha” e me recuso a ser CÚMPLICE de quem vende ROUBO, CONTRABANDO ou produto de PIRATARIA. Meu conceito de TRABALHO é outro, e disso eu entendo, pois o faço desde os quatorze anos de idade!
__________________________________________________________________________________ Ivo Fontan

Web (in) eficiente

É triste notar o quanto ainda estamos atrasados em termos de internet. Não sei se isso é só no Brasil mas é espantoso pra mim, ver como essa ferramenta é desperdiçada, mau usada e ignorada na sua importância, valor e abrangência.

Eu sou fã de internet (nem precisava dizer, né?). “Surfo” na rede desde 1997 e já conheci mais pessoas por aqui do que meus dedos podem contar, inclusive e principalmente, pessoalmente. Pois é. Pra mim, é muito natural sair do virtual para o real. E faço isso com freqüência porque sempre me inseri em grupos sérios e pré-determinados, escolhidos com indicação, critério, avaliação do meu interesse sobre o assunto do grupo. Isso me rendeu ótimas amizades que perduram além do virtual.

Escrevi um livro sobre cachorros depois que comprei o meu cachorro, não sabia o que fazer e comecei a pesquisar coisas na internet. Conheci tanta gente do meio e aprendi tanta coisa que virou livro . Chama-se Feliz pra Cachorro. O Alexandre Rossi e a Cláudia Pizzolato, fizeram o comentário da contra-capa e o prefácio do livro respectivamente. São amigos que conheço pessoalmente mas que foram “feitos” via internet.

Bem…tudo isso eu falei porque eu uso muito a internet para fazer contatos, reclamações e pedir informações. E simplesmente as empresas não respondem! É impressionante a quantidade de empresas que simplesmente não dão retorno aos e-mails enviados por seus sites , sejam nos “famigerados” formulários , sejam por um endereço de e-mail.

O que faz um profissional (porque atrás do e-mail há uma pessoa) simplesmente ignorar o atendimento solicitado via internet, hoje em dia? É rápido, é fácil, é abrangente.

O que faz uma empresa que não vê o péssimo atendimento dado por seus funcionários aos clientes da internet?

Eu, como cliente, fico com uma péssima impressão dessas empresas e sempre dou preferência àquelas que bem me atendem via internet. Por que se já sou ignorada neste canal, imaginem “na real”.

Um exemplo absurdo é um site de uma entidade de defesa do consumidor. Lá, eles oferecem um pacote de assistência e informações a respeito do tema. “Crica” que sou, mandei um e-mail querendo maiores detalhes, e adivinhem? Nunca fui respondida. Mandei de novo. Nada. Aí, um dia, vejo no jornal uma reclamação de um “cliente” que pagou pelo pacote e não levou o prometido. Caramba…é uma entidade de defesa do consumidor.
Não dá!

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Ana Cláudia Bessa

Notícia!!! FIM DAS CÓPIAS AUTENTICADAS NO RJ

Foi sancionada lei que acaba com obrigatoriedade da apresentação de cópias autenticadas.
O governador Sérgio Cabral sancionou a Lei nº 5069, que põe fim à obrigatoriedade de apresentação das cópias autenticadas nos órgãos públicos do Estado do Rio. A lei, de autoria da então deputada estadual Andréia Zito, foi publicada no Diário Oficial do estado. A partir de agora a população fluminense não irá mais gastar cerca de R$4,44 por cada documento que precise ser autenticado para apresentação nos órgãos estaduais. O próprio servidor do estado poderá, mediante comprovação com o documento original, declarar que a cópia confere com o original. Uma pessoa que precisa apresentar documentos básicos, como identidade, CPF, comprovante de residência e histórico escolar, gastaria cerca de R$17,76 com autenticação das cópias em cartório. Com a nova lei, o custo será apenas de cópia comum, cerca de R$ 0,10 por cada.

REPASSEM!!!!LEI Nº 5069 DE 16 DE JULHO DE 2007.
TORNA DISPENSÁVEL A EXIGÊNCIA PELA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICAESTADUAL, DIRETA, INDIRETA E SUAS FUNDAÇÕES DE AUTENTICAÇÃO DE CÓPIA, EM CARTÓRIO, DE DOCUMENTOS PESSOAIS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

O Governador do Estado do Rio de JaneiroFaço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio deJaneiro decretae eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º – Fica dispensada a exigência de autenticação, em cartório, das cópias de documentos exigidos por órgãos integrantes da Administração Pública Estadual, direta, indireta e suas fundações, em todo o Estado do Rio de Janeiro, desde que utilizadas no interesse do requerente, em procedimento administrativo do mencionado órgão autenticador, excetuados os casos previstos expressamente em legislação federal e nos que envolvam motivos desegurança pública,de licenciamento de veículos e de identificação civil e criminal.

Art. 2º – Somente o servidor público efetivo poderá, em confronto com o documento original, autenticar a cópia, declarando que ‘confere com ooriginal’.Parágrafo único – A autenticação de que trata o caput este artigo deverá ser feita com a carimbagem, constando, obrigatoriamente, a data, o nome, a matrícula e o órgão de lotação do servidor.

Art. 3º – O órgão que verificar, a qualquer tempo, falsificação dedocumento ou de assinatura em documento público, deverá dar conhecimento do fato à autoridade competente, no prazo improrrogável de 5 (cinco) dias, para instauração do processo administrativo e criminal.

Art. 4º – O servidor que, no uso de suas atribuições, atestar documentos falsos, sofrerá as sanções previstas no artigo 3º da presente Lei, além daquelas estabelecidas no Estatuto dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro.

Art. 5º – Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 16 de julho de 2007.
SÉRGIO CABRAL
Governador

Papai e Mamãe querem Chupeta

É impressionante como as empresas inserem certos conceitos na nossa cabeça sem que a gente consiga perceber.

Antes de ser mãe, sempre achei que chupeta e mamadeira, eram sinônimo de criança. Aí, quando comecei a me informar sobre gravidez, parto e puerpério (período pós-parto) vi o quanto esse dois instrumentos podem prejudicar o desenvolvimento normal das crianças. Mas eu já tinha comprado uma chupeta.

Com o nascimento descobri que somos nós, os pais, que precisam dela. Tem horas que a gente não sabe mais o que fazer (já trocamos a fralda, já amamentamos, já trocamos a roupa, já demos banho, fizemos exercícios para cólicas e gases) e nada resolve. E aí, vem a chupeta, distrair o bebê e os pais se acalmam.

Nos berçários dos hospitais, se você não for categórica, eles dão chupeta! E se você não der uma chupeta, vai a chupeta que eles já tem lá e que passa de boca em boca, que achamos que deve ser fervida…se for. Bem…esperamos sinceramente, que seja!

Eu não joguei a chupeta fora, e ela foi oferecida exatamente no momento de desespero. Que aconteceu duas vezes com o primeiro filho. Ele não pegou de cara e eu guardei em seguida. Vai que ele muda de idéia, pensei…rs…E depois do desespero e da oferta, me dei conta de que eu realmente era quem estava precisando dela.

E foi a melhor coisa que aconteceu: tanto eles não aceitarem de cara e eu não oferecer mais.
Afinal, nós não passamos pelo estresse de ter que arrumar um jeito de tirar chupeta, não corremos o risco de eles desenvolverem problemas de dentição, fala e terem prejuízos na amamentação.

E eu me acostumei tanto a ver criança sem chupeta em casa que acabo achando estranho ver crianças com aquele negócio enorme na boca. E feio quando a criança já tem certa idade.

No quesito mamadeira, a gente optou por administrar remédios na colher, desde cedo. Nunca usamos chucas ou bicos para dar remédios ou bebidas, que eram dadas em copos menores.

Mais tarde, depois dos oitavo mês (quando começamos a introduzir novos alimentos e bebidas, pois até então foi só leite materno), a gente passou a usar copos com bicos. E mesmo que a mamadeira fosse mais prática, tiramos os bicos tradicionais e usamos um bico, comprado á parte que simula o bico de suco. O resultado é que eles continuaram a mamar no peito mesmo com a introdução de novos líquidos. Porque o bico tradicional da mamadeira estimula a criança a largar o peito que é mais difícil de sugar. E é justamente essa força e essa movimentação exclusiva proporcionada pelo seio materno que ajuda a desenvolver a dentição, as mandíbulas e a fala.

Dizem que chupeta na boca de noite é que é o problema pois faz com que a língua fique entre os dentes não permitindo o oclusão dos lábios, impedindo o encaixe dos dentes e favorecendo a respiração incorreta.

Mamadeira sem escovar os dentes depois, também é problema pois a produção de saliva é menor durante a noite permitindo que a placa bacteriana aja sobre os dentes causando as cáries.
Ah… e nenhum deles chupou dedo por falta de chupeta.
Então tá na hora da gente derrubar este mito!

Abaixo as chupetas!

Leia mais:
Guerra à chupeta: Ministério da Saúde lança uma cruzada radical contra a indústria de bicos e mamadeiras
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Ana Cláudia Bessa

Uma estorinha real

“Reciclando Textos”- 20/11/2006

Faz aproximadamente vinte anos. Por contingências profissionais estava me dirigindo a uma empresa (Uma grande indústria de alimentos) localizada no bairro de Acari, no Rio. No caminho, passando por uma estrada de pouco movimento, na altura dos fundos do Ceasa, um carro acidentado ladeado por uma viatura policial e outra de uma equipe de reportagem de um jornal chamou minha atenção e me fez reduzir a marcha. Ao chegar perto senti o forte cheiro nauseante de sangue (sim, sangue tem cheiro) e percebi um dos policiais se esforçando para espantar as moscas varejeiras que, em nuvem, voejavam em torno do rosto desfigurado, sem vida, ao volante do carro acidentado.

Nauseado e arrependido de ter parado e olhado, segui para a empresa. Lá chegando, em conversa com funcionários (moradores dos arredores) soube o que acontecera. A vítima era um policial (à paisana), que havia sido seguido e abordado por bandidos que, simplesmente, o executaram. A razão? Ele era policial!

Versão dos jornais no dia seguinte: Assalto seguido de assassinato por provável reação da vítima!Vinte anos depois, a empresa não mais existe, “engolida” que foi pela favelização do local. De lá para cá contam-se às centenas os policiais civis e militares, além de bombeiros e militares das forças armadas, executados sumariamente por bandidos no Rio de Janeiro POR ANO, pelo simples fato de serem agentes da lei! Policiais fora de serviço, em geral, escondem seus fardamentos e documentos funcionais.

Muitos deles foram assassinados em seus postos ou viaturas de trabalho!

Quantos tombaram nesses vinte anos?

Este tipo de crime só passou a ser “admitido” e veiculado pelos meios de comunicação há muito menos de vinte anos, quando já não era possível tampar o sol com a peneira.
__________________________________________________________________________________ Ivo Fontan

Com lenço e com documento

Estamos quase no fim do processo de imigração para os Estados Unidos. Isso quer dizer que já passamos por várias fases para que o Governo Americano nos aceitasse como imigrantes. Não é difícil desde que voce tenha como comprovar porque deve ser aceito. No nosso caso uma empresa americana está contratando meu marido. Na verdade ela pertence ao mesmo brasileiro que é dono da empresa que ele trabalhava aí, mas aqui as leis são diferentes e ele não foi transferido e sim contratado por ela.

Estamos a dois anos nesses trâmites. Mas demora tanto? Não, desde que você cumpra todas as exigências do setor de imigração. No nosso caso estávamos com o advogado errado (era um senhor, muito senhor) que havia dado entrada em um visto que não existe. Toimmmmmm!

Deixando esses erros e confusões para lá, faltam poucas coisas. Já temos nossa autorização para trabalhar aqui, o que nos deixa em situação legal. Já fizemos todos os exames necessários e na última semana (11/03) fomos dar entrada no nosso Social Security, que é o CPF daqui. Ninguém pode fazer isso por nós. Então partimos, eu e meu marido, com todos os documentos necessários para um dos escritórios que emitem esse documento no Estado em que moramos, o mais próximo da nossa casa.

Chegamos cedo, a sala já estava cheia, mas existe um computador, que dependendo do seu caso emite um número específico para você. Beleza. Pegamos nossa senha, nos acomodamos (a sala estava repleta de asiáticos e meia dúzia de americanos) e esperamos.

Tudo muito ordeiro, ninguém reclamando, ninguém precisando chegar as 5 da manhã, sem filas com água e banheiro a disposição e estacionamento gratuito também. Esperamos mais ou menos uns 40 minutos, já que cada atendimento é individual e finalmente fomos chamados. A atendente pegou nosso senha e começamos a explicar o que queríamos. Ela nos olhou e disse, -sinto muito, mas esta senha é para quem já tem o documento e precisa fazer alguma alteração, para o caso de vocês a senha é outra.

Ein? outra? como assim? Ela não poderia então nos atender já que estávamos alí e havíamos esperado tanto tempo? Ela não poderia dar um jeitinho? Teríamos que pegar uma senha nova e esperar mais 1 hora?

-Não, sinto muito, não posso fazer nada, se não seria injusto com todos aqueles que pegaram a senha correta e também estão esperando.

Tentamos novamente que ela nos atendesse, afinal de contas somos brasileiros e sempre tentamos resolver o problema com um bom papo. Mas a atendente foi irredutível. -Além de não poder atendê-los por tudo que já disse, eu preciso entrar com a senha no sistema para que ele me libera a área de novos SSs e com a que vocês possuem isso não será possível.
Um tapa de luva de pelica.

O marido reclamou queria ir embora. Eu esperei ele se acalmar e disse: Vamos ficar, já perdemos tanto tempo aqui que não vale a pena irmos embora, sem esquecer que a atendende está correta, não seria justo, então se nós erramos, nós temos que aguentar e esperar.

Não tem jeito nem meio jeito, não tem papo, não tem vem cá minha nega. Ela estava certa e nós errados. Não era justo. Nós também podímaos ter agendado uma hora, já que pelo site do setor que emite este documento isto é possível, mas não quisemos.

Demorou, mas gostei disso, organizado, sem protecionismo, sem burlar o sistema.

Funciona redondinho. O cartão vai chegar em duas semanas.
E chega.
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Cristiane A. Fetter