Monthly Archives: fevereiro 2008

A Escolha da Escola – parte 2

Hoje em dia, as crianças costumam entrar na escola de Educação Infantil aos dois ou três anos de idade. Algumas pessoas, quando vêem uma preocupação mais profunda dos pais na busca por uma escola legal, dizem: “Ah, não exagera, a criança vai pra escola só pra brincar!” Bem, em termos. As brincadeiras e a forma como elas são apresentadas às crianças têm um papel fundamental na formação básica dos pequenos. A escola tem que ser divertida, sim, e tem que apresentar os conceitos de forma lúdica e estimulante. E a equipe tem que conhecer a fundo os estágios de desenvolvimento infantil para saber de que forma vai estimular o aprendizado.

Na minha opinião, escolas que cantam aos sete ventos que alfabetizam as crianças com cinco anos estão fazendo tudo errado! Para que pular etapas? A criança vai aprender a ler e escrever, mas vamos dar tempo ao tempo! Por que hoje queremos tanto que nossos filhos sejam pequenos gênios? Eles precisam disso? Se deixamos que eles vençam essa etapa depois de já terem atingido mais maturidade emocional, o processo de aprendizado sempre fica mais prazeroso. E temos que deixar alguma coisa para aprenderem mais para a frente, senão estudar vira um troço sem graça!

Conheço muita gente que dá importância ao aprendizado prematuro, por isso existem escolas que se gabam de ter crianças alfabetizadas com cinco anos. Para mim, é um tipo de educação que não serve. Não bate com aquilo em que acredito e busco.

Ler um pouquinho sobre os grandes pensadores da educação pode ser útil. Eles estudaram o desenvolvimento emocional e as fases de aprendizado das crianças, e procuraram compreender o tempo dos pequenos. Montessori, Piaget, Vygotsky, Emilia Ferreiro, Steiner… É uma leitura rica, e nós mesmos passamos a entender melhor os estágios do desenvolvimento infantil.
O método em si, na verdade, não importa muito. Pode ser o método mais conservador ou mais ousado. O que importa, como já disse, é que a equipe entenda todos os fatores envolvidos e saiba desenvolvê-los de acordo com as habilidades e o desenvolvimento de cada turma.

Educação Infantil não é pra criança aprender a ler e escrever, embora a qualidade dos estímulos que a criança recebe nessa fase possam estimular demais a alfabetização, quando chega a hora. Bons professores saberão desenvolver a curiosidade da criança. Saberão usar o corpo e a percepção da criança para ensiná-la a ver o mundo. Saberão usar aquilo que a criança conhece, as coisas pelas quais a criança se interessa, para construir o conhecimento. Saberão usar a música para complementar as aulas e enriquecê-las. Saberão usar a educação física dentro do contexto do aprendizado do aluno, e também dentro da capacidade motora adequada para a idade.

e continua em próxima postagem
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Silvia Schiros

RECADO DA MERCEDES


LIXO DE CELULARES VALE OURO

Não pude deixar de ficar impressionada com a magnitude dos números que vi na notícia do Boletim Recicláveis.com.br, que costumo receber por e-mail.
Cada aparelho de telefone celular têm, em média, um valor de US$ 0,63 (sessenta e três centavos de dólar) em OURO, dentro do seu mecanismo. Se os aparelhos fossem todos reciclados e extraído o valioso metal, isso renderia anualmente 63 milhões de dólares apenas com o ouro, já que são descartados 100 milhões de aparelhos durante esse período.

Uma tonelada de circuitos de celulares usados tem 300 gramas de ouro, enquanto uma tonelada de minério bruto tem apenas 5 gramas em média. Isso tudo sem falar na economia de energia e água na extração.

Apesar disso, somente uma pequena parte desses aparelhos são reaproveitados e reciclados, e isso se deve à falta de informação das pessoas ou à falta de atenção a esse detalhe na hora da troca.

Hoje há caixas de coleta de aparelhos velhos em praticamente todas as lojas de celulares, e cabe a nós ter a responsabilidade de dar uma destinação correta.
Outros metais existentes nos aparelhos, podem ser tóxicos se jogados no lixo comum. Podem contribuir para a contaminação do lençol freático ou mesmo as imediações dos lixões, tornando-se um perigo à saúde pública. Esses metais também têm valor comercial quando reciclados, e também poupam a extração da matéria prima diretamente na natureza.

Leia mais no Folha Verde: http://mercedeslorenzo.multiply.com/journal/item/610

____________________________________________________________________________ Mercedes Lorenzo

Incapacidade de parir

Desde que eu engravidei pela primeira vez, me chamou atenção o fato de 99% das mulheres que eu conhecia, tinham passado por uma cesárea. E isso para mim era estranho porque eu cheguei a ver campanhas que estimulavam o parto normal. Eu pensava, como deveria ser , que a cesárea fosse apenas um recurso utilizado quando clinicamente fosse arriscado tentar o parto normal.
E isso em casos excepcionais visto que parir é um ato natural e fisiológico devendo ser aceito como o melhor método de trazer uma pessoa ao mundo.
Mas a nossa realidade é completamente diferente.
80% dos partos no Brasil, são cesareanos.
A partir de então, comecei a buscar informações para entender o que estava acontecendo com as mulheres.
Será que ficamos incapacitadas de parir?
Porque quando temos um número de intervenções cirúrgicas que é 5 vezes maior do que o recomendado pela OMS, isso tem que significar alguma coisa.

Contudo o resultado das averiguações são mais tristes do que simplesmente termos ficado incapazes de parir. O sistema nos tem tirado este direito sumariamente. Isso porque a maioria dos médicos obstetras preferem fazer cesárea em suas gestantes do que esperar horas por um parto normal.
A cesárea é prática, tem hora marcada para começar e para acabar.
E aí, para convencer uma mulher a fazer uma cesárea, e eles nem precisam fazer muita coisa: falam que ela não tem passagem (o que somente é possível saber na hora do trabalho de parto), falam que circular de cordão impede o nascimento natural (o que não é verdade), que depois da primeira cesárea não pode ter parto normal (minha sogra teve dois partos normais depois da primeira cesárea) e muito mais.
E agente cai nessas conversas porque é a primeira vez que temos filho e não entendemos nada de parto.
Porque ouvir essas coisas é o mesmo que ouvir que seu filho pode morrer….
Porque acreditamos que o médico jamais nos operaria sem necessidade.

Mas a realidade não é essa e hoje o que se prega é a segurança total da cirurgia, o que também não é verdade.

Eu mesma tive um sangramento por conta do corte da cesárea feito em meu útero que se não tivesse sido contido me levaria a dois terríveis caminhos: uma histerectomia (retirada da útero) ou à morte.

Eu vejo uma cirurgia feita sem necessidade e por conveniência e preferência do médico, uma mutilação e um crime. Sem mencionar a falta de ética profissional.

Acontece que muitas mulheres também fazem preferência pela cesárea. E aí?
E aí, eu acho que cabe ao médico ser ético e somente operar em caso de necessidade, não porque a paciente prefere um procedimento cirúrgico.
Ou alguém já ouviu falar de pessoas que chegam ao médico e falam: quero tirar um rim, e viver com um só, sem motivo clínico nenhum, o médico vai lá e tira, só porque o paciente quer?

Claro que muita gente vai defender o direito de escolha da mulher. Mas será que realmente ela tem o direito de escolher fazer uma cirurgia sem necessidade quando isso põe também em risco outra vida? Será que é mesmo só o seu corpo que está envolvido?

Essa é uma questão complexa e há muito que se pensar a respeito.

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Ana Cláudia Bessa

PORQUE EU ANULO MEU VOTO

Estamos novamente em ano eleitoral. Desta vez vamos ter o “privilégio” de escolher os nossos representantes “mais próximos”: prefeitos e vereadores. Mais uma vez, tudo indica, anularei meu voto. Não, não pensem que sou apologista do voto nulo. Tampouco me considero alienado ou que esteja abdicando de um “sagrado direito”. Não tenho opinião formada sobre a eficácia de uma anulação em larga escala, embora saiba perfeitamente que aquela falácia de que votos nulos em quantidade possam “anular” uma eleição não passa mesmo de falácia.

Votar nulo, para mim, é apenas uma atitude em obediência a minhas mais íntimas convicções no que diz respeito aos candidatos, seus partidos e suas “coligações”. Não pretendo e nem acredito estar “fazendo cabeças”, até porque, os leitores deste blog são suficientemente inteligentes e de “cabeça feita”, e, além do mais, por mais metido que eu possa ser, não passa nem um pouquinho pela minha cabeça que eu possa ser um formador de opiniões.

Por que então emito opiniões e as divulgo para pessoas que não me pediram? Basicamente porque acho esse “exercício” o maior dos baratos que este milagre chamado internet nos proporcionou, ou seja, a possibilidade de nos posicionarmos em relação ao que quer que seja sem dependermos dos “meios de comunicação” convencionais, a chamada “midia”. Faço isso sem me esconder no anonimato (aliás, esclareço que IVO FONTAN é uma redução de meu próprio nome – IVONILTON, e é um pseudônimo oficial, já que está registrado na SADEMBRA, Sociedade de Direitos Autorais).

Mas vamos voltar ao tema: minhas posições! Olha, eu sei que o que eu vou dizer agora vai parecer ingenuidade, romantismo e, até mesmo, um certo “quixotismo”, mas a verdade é que eu não consigo aceitar a idéia (lembram do Paulo Betti na época do “mensalão?) de que não se faz política sem “meter a mão na merda” (não quero transformar o Paulo Betti num novo Gerson, mas ele falou isso e tem que arcar com as consequências). Política é um conceito bastante subjetivo. De sua essência fazem parte astúcia, habilidade, persuasão e outras habilidades nem sempre encontradas em dose elevada no cidadão comum.

A habilidade política implica necessariamente saber negociar, acordar (fazer acordos), ceder, rever etc etc etc. Só que tudo isso, prá mim, tem que ser praticado dentro de LIMITES, que são: honestidade, honradez, lisura, parará, parará, parará…Aí é que está o problema. Os “políticos”, de um modo geral (e isso não é uma prerrogativa dos “nossos”, que fique bem claro), não conhecem estes limites! Pragmatismo, para eles, significa “licença para fazer QUALQUER COISA em nome de seus objetivos”. E por qualquer coisa entenda-se QUALQUER COISA MESMO! E o pior é que essa lógica maldita disseminou-se pela sociedade (eu diria pela atual civilização!) de tal forma que nós, cidadãos comuns, não-políticos, acabamos por coonestar essa praga e aceitá-la, assimilá-la, digeri-la…EU ME RECUSO.

Por isso, qual um “sebastianista”, eu espero o regresso de um “homem de bem”, vindo sei lá de onde (talvez da antiga Grécia, berço da democracia), que chegue fazendo política LIMPA, sem alianças com “Deus” e o “diabo”; sem servir a dois senhores; sem violentar os meus sentimentos; sem meter a mão na merda!Esse cara vai vir? provavelmente não, mas eu me contento em votar no que “chegar mais perto disso”. Só que, entre os candidatos que se apresentaram nos últimos pleitos (de presidente a vereador), NINGUÉM CHEGOU PERTO!

Por isso, nesta eleição que vem aí, votem com as suas consciências e, sobretudo, orgulhem-se do seu voto, assim como eu, se for o caso, continuarei me orgulhando do meu não-voto!

__________________________________________________________________________________ Ivo Fontan

Blogagem coletiva contra a PEDOFILIA

Este texto foi postado em 21/06/07 e estamos republicando para participar da Blogagem Coletiva contra a Pedofilia a convite dos Amigos da Blogosfera.

Estava outro dia assistindo o programa “The Oprah Winfrey Show” no Canal GNT e o assunto era pedofilia.

Nos Estados Unidos existe uma Associação de pedófilos legalizada (!!!), chamada NAMBLA (North American Man/Boy Love Association) ou Associação Norte Americana do amor entre homens e meninos.

E eles têm até site!

Ãh? Mas aliciar/molestar menores não é ilegal? Não é crime?

É, mas nos Estados Unidos, assim como no Brasil, a lei tem brechas e interpretações e eles pregam que o relacionamento é consensual afirmando que as crianças têm esse desejo (de se relacionar sexualmente com adultos) e não dão vazão porque os pais que não são pedófilos as escravizam, não permitindo que elas dêem vazão aos seus instintos. Sendo assim, não usam de violência ou força para se relacionar com os menores. O que deixa de caracterizar o “crime”.

Bem…mas o ponto central que quero debater não é esse.

Uma coisa interessante e que devemos guardar na memória: a profissão preferida entre os pedófilos é professor. Já pegaram inclusive casos com diretores de escolas. Portanto, cada dia mais devemos ficar atentos e não descuidar da escolha criteriosa da escola onde nosso filhos vão estudar. Tem escola que funciona sem mesmo ser regularizada.

Não estou aqui desmerecendo a profissão nem as entidades educacionais. Mas que tem muita gente por aí que não presta, tem. Como em toda profissão. Contudo, é importante que se lembre que uma criança ainda não sabe se defender ou mesmo entender claramente quando ela está sendo molestada.

Por isso, não é qualquer escola que deve merecer a nossa confiança.

E tem muitas mais vilões quando falamos em pedofilia.

Mas o ponto principal que quero falar é que havia no programa, vários especialistas de repórteres à policiais e esposas de pedófilos. Um deles disse que o grande disseminador da pedofilia é a internet. E não vê solução para isso.

Por isso, meus amigos, é bom que nós, usuários e amantes de informática, demos limites aos nossos filhos no que se refere ao uso da internet.

Será que não estamos liberando cedo demais o uso do computador?

Será que essas crianças não deveriam brincar um pouco mais de bola, correr, andar de bicicleta do que ficar na frente de um computador?

Será benéfico este excesso de estimulação?

No próximo post falaremos mais desse interessantíssimo programa da Oprah que ganhou toda a minha atenção numa tarde durante a semana.

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Ana Cláudia Bessa
Esta blogagem coletiva foi uma iniciativa do blog LUZ DE LUMA a quem parabenizamos pela iniciativa e pelo enorme sucesso da campanha!

A Escolha da Escola – parte 1

Há tempos venho querendo escrever um texto sobre escolas. Quando comecei a procurar uma escola para a minha filha mais velha (tenho duas, a segunda ainda estava na barriga), li um bocado sobre o assunto, me informei sobre os métodos pedagógicos, procurei saber no que deveria reparar em termos de estrutura e pensei no que eu queria para elas.

A primeira escola foi escolhida mais por conveniência (era muito perto de casa, tinha uma estrutura razoável para a idade da minha filha, com dois anos na época, e tinha uma equipe atenta e carinhosa) do que por encanto pela linha pedagógica. Quer dizer, na verdade, a linha pedagógica era interessante, mas eu confesso que nem sempre me encantava com a maneira como as atividades eram desenvolvidas. Além disso, eu tinha a impressão de que a equipe era muito simpática com a gente e tal, mas não dava importância de verdade ao que achávamos. E às vezes eu até tinha a impressão de que, para eles, os pais não sacavam nada de educação formal, portanto não precisavam saber muito nem tinham que “apitar” muito na escola. (Claro que isso não era dito explicitamente, era só uma impressão que o contato me passava.)

Quando chegou a hora da caçula começar a estudar, fui correr atrás de uma escola que me encantasse de verdade. Procurei um bocado, bati muita perna, descartei algumas logo de cara, voltei mais vezes em outras e levei o marido para ajudar a tomar a decisão final, depois de ter restringido a minha escolha a duas escolas.

A verdade é que, mesmo não sendo a escola dos meus sonhos, a primeira escola me ajudou muito a descobrir o que eu queria encontrar. O processo de escolha da escola tem a parte prática, de itens objetivos que precisamos analisar e entender, mas também tem uma parte subjetiva, relacionada a sensações, àquele “sexto sentido”. E a escolha da escola, acima de tudo, tem que estar relacionada ao modo de vida da família, precisa ter a ver também com a filosofia e jeito de educar de cada um. É preciso que exista uma comunhão entre o que a escola pensa e o que os pais pensam. Não tem nada a ver uma família com valores supertradicionais escolher uma escola alternativa. E vice-versa.

continua em próxima postagem

_________________________________________________________________________________ Silvia Schiros

SEM TÍTULO, SEM NADA!

Alexandre era uma espécie de irmão mais novo para mim. Digo “uma espécie” porque não fomos criados juntos. Minha mãe o criou depois que eu já estava casado. Aos vinte e tantos anos Alexandre tornou-se policial civil. Como fruto de um casamento mal sucedido, Alexandre teve um filho que, por reviravoltas do destino, veio parar também na casa de minha mãe, onde já está há uns três ou quatro anos.

Como minha mãe mora num dos muitos bairros do Rio “dominados” pelos verdadeiros donos desta cidade – os bandidos, as visitas de Alexandre ao filho eram sempre muito rápidas e cercadas de tensão, pois a bandidagem local não “toleraria” um “cana” na área. Mesmo sendo ele nascido e criado ali.

Confesso que esta situação me causava apreensão. Temia receber a notícia de que ele havia sido emboscado na porta de casa. Não chegou a acontecer isso. Mataram Alexandre em outro bairro, num rotineiro assalto. Descobriram que ele era policial e, embora desarmado, o fuzilaram, do jeito que todos nós já sabemos.

Os jornais não noticiaram e nenhum representante dos defensores de “direitos humanos” compareceu a seu funeral. Seu filhinho, perplexo, não consegue entender porque os “homens maus” levaram seu papai. Minha mãe, que já perdera seu filho mais velho (meu irmão) há pouco mais de um ano, está mal, muito mal. Temo por sua saúde física e mental.

Esta é a desgraçada realidade do Rio. Não há horizonte. Não há esperança.

Não há nada, além de dor, revolta, impotência, desespero!

________________________________________________________________________________ Ivo Fontan

Fumantes e Não-Fumantes

Quando a lei anti-fumo começou a ser cumprida aqui no Rio de Janeiro, os shoppings foram os primeiros a aderir e, claro, que eu adorei a notícia. Embora a lei seja de 1996, ela somente começou a ser cumprida em meados de 2005, se não me engano. Ou seja, no estado do Rio não se pode fumar em lugares fechados.

Aí, me lembrei de uma história num shopping da zona norte do Rio. Tinha um monte de avisos do tipo “Aqui não se fuma” e todos os cinzeiros vazios, sem areia. Contudo, insistentemente, um fumante nos “perseguia” pelos corredores com seu cigarro aceso.
Num determinado ponto, comecei a procurar um segurança e nada…
Isso já é ruim…ainda mais com um fumante na minha cola…rs…

Mas o tragicômico foi que ao encontrar um vigilante, ele informou que ele conhecia a lei mas que ali no shopping a lei não valia. Ou seja, por causa de um mero fumante, eu teria que chamar a polícia para fazer a lei ser cumprida.

Claro que eu não cheguei a este termo, porque nem sempre estou afim de ir ás vias de fato. Tudo bem, merece: o fumante merece, o shopping merece, o vigia merece.
Mas já apararam para pensar no surrealismo da situação?
Eu chamando a polícia para uma pessoa apagar um cigarro porque o shopping escolheu não seguir a lei…

Fiz o seguinte: mandei um e-mail para o shopping e relatei o ocorrido.
Só faltou uma coisa: o nome do vigia. Porque nessa hora a gente tem que ter essa “sacação”: pegar o nome da pessoa que está nos atendendo. O Shopping negou a orientação e nas vezes que eu voltei lá, não vi mais ninguém fumando.

E isso me lembrou que certa vez, eu , meu irmão e o maridão estávamos num restaurante em Ouro Preto. Lamentavelmente, tinha uma pessoa fumando, empestiando todo o salão e a gente não podia falar nada porque ele estava na área de fumantes (uma das coisas mais imbecis que existe…afinal, como mostrar o caminho certo para a fumaça? Ventilando? Não resolve, pode crer…só se for um vendaval…).

Aí, entrou um grupo de turistas americanos e depois de 10 minutos, um dos turistas começou a reclamar (em inglês) da fumaça. Como o garçon disse que não poderia fazer nada, o americano levantou-se e falou que iria embora. O garçon ainda tentou argumentar falando que falaria com o cliente. Mas o americano rebateu:

Vocês não permitem que fumem? Então, eu não sou obrigada a comer sentindo este cheiro horroroso. Com quantos clientes fumantes que entrem o senhor pretende falar? Espera que eu reclame a cada cigarro acendido?

E foi embora.
Palmas pra ele!

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Ana Cláudia Bessa

Vamos salvar a CASA DE PARTO !

Amigos, a CASA DE PARTO de Juiz de Fora, precisa de nossa ajuda.

Um jornal local está fazendo uma enquete sobre a Casa de Parto de Juiz de Fora, que corre o risco de ser fechada porque os médicos estão fazendo uma pressão absurda, está um bafafá danado por lá. A enquete tá nesta página, mais abaixo à esquerda, na coluna da lateral:http://www.jornalpanoramajf.com.br/index.php

Você concorda com a suspensão das atividades da Casa de Parto?
Diga NÃO!!!! NÓS NÃO CONCORDAMOS COM A SUSPENSÃO!!!VOTE NÃO!!!

Votei agora, e só tinha 40% de votos contra o fechamento da Casa de Parto!

Eu posso falar por experiência própria pois frequentei a Casa de parto de Realengo e é a coisa mais linda que eu já vi!

As mulheres são tratadas com dignidade, respeito, competência, (muito) carinho e profissionalismo. São mulheres cuidando de mulheres e dando à nós o direito a um parto natural, num ambiente tranquilo e acolhedor sem intervenções cirúrgicas ou de praxe que agridem, mutilam e maltratam a mulher e o bebê. E tudo isso DE GRAÇA !

Parto na água? Lá tem!

Presença e participação do pai? Lá tem!

Preparação e acompnhamento pré e pós-parto? Lá tem!

Orientação, exercícios, palestras durante a gestação para gestantes e seus parceiros? Lá tem!

Parto sem laceração da vagina? Lá tem!

Parto Natural? Lá tem!

Não há risco para as mulheres que tem sempre um hospital de referência e ambulância de plantão para atendimento de emergências. As enfermeiras são enfermeiras obstétricas experientes. O ambiente é maravilhoso e as instalações parecem a casa da gente. A gestante tem direito a quarto privativo, banheira, música… coisa de poucos, mesmo nos melhores hospitais privados do país!

Os médicos fazem este alarde todo porque querem se manter como donos do parto e do corpo da mulher, medicalizando cada vez mais o nascimento que é um fenômeno natural e fisiológico!

Ajudem, amigos, a acabar com este escândalo que é 80% de cesáreas no Brasil.

Isso significa que 65% das mulheres podem estar sendo operadas sem necessidade clínica e sim por conveniência do médico que não quer perder tempo ou que não sabe acompanhar um parto normal e expõe mães e bebês a risco de 4 a 10 vezes maiores, a infecção hospitalar, complicações pós-parto para a gestante e para o bebê e ainda a submete a um dolorido e sofrido pós-operatório que no parto normal simplesmente NÃO EXISTE! Dando á mulher plenas condições de dar toda atenção, carinho e dedicação ao seu filho que acabou de nascer.

E os dados falam por si:

“Não houve necessidade de cesariana para 87% das mulheres assistidas. Apenas 3,4% foram transferidas para hospitais; 4,7% utilizaram anestesia; 2,1% fizeram episiotomia(nota minha: corte na vagina) e 1% precisou de fórceps. A pesquisa concluiu que os percentuais de intervenção são mais baixos que nos hospitais.
Mesmo com aprovação das mulheres e autorização de funcionamento pelo Ministério da Saúde, as casas de parto não são consenso entre os profissionais de saúde. Isso acontece porque as casas podem ser geridas por enfermeiras-obstetras e não são obrigadas a ter supervisão de um médico.
Um dado importante, segundo o Ministério da Saúde, é que não houve nenhum óbito materno, num total de 4.838 partos entre os anos 2001 e 2004. Esse número corresponde aos partos realizados nas casas de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Rio de Janeiro. Desse total, houve seis óbitos neonatais.” (http://www.previ.com.br/portal/page?_pageid=56,484921&_dad=portal&_schema=PORTAL)

Taí, apenas seis óbitos neonatais em tantos atendimentos em tantos anos! Óbitos que provavelmente teriam acontecido em qualquer circunstância e que com certeza, recebeu todo o atnedimento necessário. Recentemente saiu uma pesquisa revelendo que a cesariana é a maior causa de mortes maternas no Brasil. É preciso que tenhamos essa consciência e passemos a tratar o parto como um evento natural do corpo da mulher e que privar o bebê de nascer desta forma de nascimento é privá-lo de mais carinho, tranquilidade e principalmente, saúde.

Parto bom é parto normal! Normal, é parto normal!

Votem e ajude a Casa de parto de Juiz de Fora a continuar oferencendo este trabalho primordial à nós, mulheres!

Diga NÃO!!!! NÓS NÃO CONCORDAMOS COM A SUSPENSÃO!!!VOTE NÃO!!!

_________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa e Silvia Schiros

"Reciclando Textos"- QUERO MEU RIO DE VOLTA (QUE RIO?)

Andei fazendo umas “arrumações” nos meus arquivos e acabei relendo uma série de artigos que escrevi há um, dois, três anos atrás (antes do blog). Para minha surpresa a maioria deles continua atualíssimo. Selecionei alguns e, com a licença de vocês, passarei a publicá-los neste blog. Virão identificados pela expressão “Reciclando Textos”, seguida da data da publicação original.Aí vai o primeiro.

05/11/2006 – QUERO MEU RIO DE VOLTA (QUE RIO?)
Pessoalmente eu detesto essas enquetezinhas de jornal sobre “as dez melhores isso” ou “as dez melhores aquilo”. Primeiro porque acho isso jornalismozinho de quinta categoria. Segundo porque a fórmula é sempre a mesma: Os “pesquisados” são as celebridadezinhas do momento com inserção de um ou dois “do povo”, para mostrar que o jornal ou o jornalista é muito democrático. Mas há um agravante quando a tal enquete envolve o Rio de Janeiro: invariavelmente os pesquisados, em sua maioria esmagadora, consideram como Rio de Janeiro a zona sul da cidade. Eventualmente, para dar um “tempero exótico”, um ou outro inclui algo do Centro, da Tijuca ou, exotismo dos exotismos, do longínquo Meier, de cuja existência os pesquisados apenas tem notícia.

A última foi hoje, na coluna “Gente Boa”, do segundo caderno do GLOBO, assinado pelo jornalista Joaquim Ferreira dos Santos (ele próprio nascido e criado na rua Tejupá, Vila da Penha!) Sob o título entre aspas lá de cima e subtítulo: Cariocas revelam as maiores saudades de uma cidade que luta para não perder suas identidades, Joaquim abre espaço para 17 “cariocas” que revelam do que mais sentem falta no (que para eles é o) Rio de Janeiro. A fórmula é a mesma e o resultado também. Com uma ou outra concessão “centrista” ou “tijucana” os pesquisados desfiam um rol de coisas, lugares, personagens etc dos quais sentem falta em sua cidade, ou seja, do Flamengo ao Leblon.

Pois bem, sem nenhum desrespeito aos cariocas desta parte da cidade e suas lembranças e saudades, eu também sou carioca e também tenho saudades de muitas coisas boas que vi, senti e vivi no subúrbio onde nasci e me criei (e, provavelmente, em alguns momentos esbarrei com o Joaquim). Sei que ninguém me perguntou, mas vou fazer minha relaçãozinha das coisas que ficaram perdidas num passado não muito distante do MEU Rio:- As cadeiras na calçada nas noites quentes e estreladas;- As “peladas” de times-contra entre bairros nos muitos campos de várzea;- As tardes de sábado no Parque da Penha;- As sessões de cinema de domingo à tarde nos cines S. Pedro e Mello;- As conversas fiadas no banco da praça;- Provar todo a “cardápio” (um ítem por domingo) do BOB’S do “Tem-Tudo” (O segundo “shopping” do Rio. O primeiro foi o do Meier!) de Madureira;- Assistir jogos de HOQUEI (sobre patins) no Mello Tenis Clube;- Jogar “garrafão” no meio da rua;- Correr atrás de pipa-voada;- Comprar revistinha de sacanagem do Zéfiro clandestinamente no jornaleiro (e trocar essas revistinhas com os amigos). Vou ficar nessas para fechar dez.

Proponho que você, que também é carioca de outras regiões, faça também a sua listinha. Não vai servir para nada, mas faz a gente se sentir bem. A mim fez.

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Ivo Fontam