Uma coisa que me deixa “passada” é propaganda de remédio.
Auto-medicação não é perigoso?
Então, propaganda de remédio, tem que ser feita para os médicos, nos consultórios.
Aí, fico “bege” de indignação quando vejo artista fazendo propaganda de remédio!
A classe artística, em geral, já tem excelentes salários e rendimentos com marketing e publicidade.
Aí, eu pergunto: PRECISA FAZER PROPAGANDA DE REMÉDIO?
Sabe o que isso me dá a sensação: de uma ambição sem remédio….
Puxa vida…
Será que o artista não tem noção do impacto que sua imagem confere a um produto?
Será que ele não sente o mínimo de responsabilidade quando associa seu nome a um produto químico cujo uso inadequado pode ser inclusive fatal?
Que propaganda tem limite?
Claro que não deve haver nenhuma regulamentação a respeito, mas eu sempre me pergunto se não existe autocrítica dessa “galera” na hora de fazer alguma coisa.
Precisa haver a proibição efetiva?
É como fumante em hospital, motorista que estaciona na calçada…
E artista que faz propaganda de remédio. Precisa de fato proibir???
Um laboratório farmacêutico, durante anos, manteve no mercado um produto para passar em machucados e que descobriram não servir para nada. Logo depois veio a denúncia de que o laboratório farmacêutico sempre soube da ineficácia do produto. Mas vendia horrores, ia mudar pra quê?
Aí, a verdade veio à tona, ele mudou a formulação para que agora, sim, fosse eficaz e colocou o José Wilker na propaganda. A Malu Mader e Susana Vieira fazem propaganda de remédio pra dor de cabeça, a Cláudia Rodrigues (a diarista) e a Regina Casé (ô decepção!) fazem propaganda pra antigripal, a Ingrid Guimarães e o Serginho Groissman de anti-ácido e muitos outros que à medida que for lembrando vou colocar aqui.
E agora fomos brindados com a Hebe Camargo fazendo propaganda em defesa do leite da Parmalat, não é remédio mas a fundamentação é a mesma: olha o impacto da imagem dela no auge da crise do leite!
Essas pessoas tem milhares de fontes(generosas) de renda, não precisam disso.
Papel higiênico que não faz mal a ninguém, eles não fazem propaganda.
Aí, sim, eles tem bom senso em não associar suas imagens a um produto dúbio.
Ou seja, quando interessa (a eles), eles sabem escolher.
Fala sério, né?
Leia mais:
Não parecia mas era propaganda – Revista Veja
As estratégias da indústria farmacêutica para multiplicar lucros espalhando o medo e transformando qualquer problema banal de saúde numa “síndrome” que exige tratamento.
Nossos post sobre as Vacinas : http://futurodopresente.com.br/blog/?cat=2818
O papel das doenças : http://futurodopresente.com.br/blog/?p=42
GIGANTES FARMACÊUTICAS CONTRATAM AUTORES FANTASMAS PARA PRODUZIREM ARTIGOS CIENTÍFICOS
Jornal da Tarde – Defenda-se: Artista ou médico?
Eles vendem tudo e mais um pouco
Receita sem médico (excelente!)
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Ana Cláudia Bessa
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