Monthly Archives: outubro 2007

Notícia!

Esse post é do blog do Planeta.

Chips para controle de animais domésticos
Este é o mote da lei municipal que entra em vigor este mês em São Paulo. Ela obriga donos de petshops e criadores de animais domésticos a castrar e colocar chips em cães e gatos. De acordo com a nova regra, os animais só poderão deixar a loja estéreis e com um chip implantado sob a pele. O objetivo da lei é diminuir o número de cães e gatos nas ruas da cidade e o comércio em feirinhas ilegais.Os animais levarão consigo informações do dono e do local de origem. O chip terá dados do mascote como espécie e idade e informações sobre o criador e o dono, como local de origem e telefone para contato. “A idéia é acabar com a venda de fundo de quintal e obrigar o dono a ser responsável pelo bicho”, diz o vereador Roberto Tripoli (PV), autor da lei, o terceiro mais votado na cidade. Os estabelecimentos que descumprirem a regra serão multados e terão seus filhotes apreendidos.Mas esta lei não afeta quem já tem seu animal em casa, ou aqueles que já estão na rua. Vale apenas para os novos mascotes vendidos a partir deste mês em São Paulo. A má notícia é que além de pagar pelo filhote, o dono terá o custo da castração e do chip, estimado em R$ 50. E a boa notícia é que os donos devem passar a cuidar melhor dos animais. E caso fujam, não irão gerar mais cinco filhotes.

http://www.blogdoplaneta.globolog.com.br/#384902
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Infelizmente, no Brasil, não temos um judiciário que puna os donos de cães irresponsáveis. Seja por abandono, seja por agressão cometida por seus animais. Eu acho que os justos pagarão pelos injustos, mas esse é o preço desde sempre para se viver em sociedade. Acho fundamental no mundo em que vivemos que somente os criadores PROFISSIONAIS tenham direito a acasalar filhotes e comercializá-los. Vejo com muito bons olhos essa medida. Não tenho certeza quanto ao seu cumprimento. Mas vamos aguardar. (Ana Cláudia Bessa)

SAUDADE PODE?

Estava conversando com uma grande amiga através do messenger, e ela me fez a seguinte pergunta: Como eu posso sentir saudades de alguém que eu não conheço?.

Resposta: pode sim.

Eu sinto saudades de pessoas, lugares e coisas que eu nunca ví, mas que ouço falar tanto que parece que eu já conheço.

Um exemplo são meus sogros, eu não os conheci pois já tinham falecido quando eu conheci o filho deles. Mas são tantas histórias contadas por este filho, e que lembra com tanto amor deles, que acabo sentindo saudades.

Uma grande saudade é não ver meu filho com os avós paternos. As brigas que eu teria com minha sogra, as fofocas que eu faria dela para minha mãe, que meu marido não me leia, risos.

E os lugares então? Sinto saudades de lugares que não visitei no mundo e principalmente no Brasil, ainda mais agora que não moro lá, ou aí.

Cheguei a seguinte conclusão: preciso falar sempre para meu filho das pessoas que me são caras, dos lugares que eu amo, das histórias que vivi. Preciso deixar presente o que aprendi. Fazer como os índios que passam sua cultura e experiência através das histórias e estórias.

Quero que ele sinta as emoções que eu vejo e sinto ao lembrar ou ouvir algo. É um brilho que eu vejo nos olhos da minha mãe que conta coisas que ela ouviu falar, é a alegria do meu marido que fala sobre a chegada da família dele no Rio Grande do Sul (eles chegaram a fazer um livro sobre a árvore genealógica da família), é a entonação da voz de meu vizinho, que é americano, contar coisas muito interessantes sobre o país dele.

Tenho que manter viva esta tradição de sentir saudades daquilo que a pessoa não conhece mas que gostaria de conhecer. A chama da curiosidade por um passado que é seu (ou não), e que é tão rico.

Tenho que ter um tempo só para isso, ou então deixar que outros possam fazer, meus pais, os sogros, os tios, os amigos, os mais velhos.

Mas a saudade não precisa ser um sentimento triste. Minhas saudades me impulsionam a realizar muitas coisas, inclusive escrever este texto.
E claro, continuar sentindo saudades, muitas saudades.

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Texto de Cristiane A. Fetter

Pensamentos que nos fazem pensar

Não tenha medo da oposição, lembre-se que para voar a pipa precisa ir contra o vento.
Provérbio de biscoito (provérbio Chinês)

Vacina MMR x Autismo: mais fatos

Semana passada, assisti um novo programa da Oprah Winfrey. E tenho que admitir, gosto dela.
Quem foi lá ser entrevistada foi Jenny MacCarthy que escreveu um livro sobre seu filho diagnosticado com autismo após receber a vacina MMR (ou Tríplice Viral = caxumba, sarampo e rubéola), que no Brasil é encontrada na Rede Pública de Saúde e consta no calendário de vacinação em dose única aos 12 meses de idade e um reforço entre os quatro e seis anos de vida .

Eu vacinei o meu menino mais velho com a MMR e na época, eu estava começando a me informar mais sobre vacinas.
Comentei com a médica e ela agiu exatamente como os médicos citados no programa. Somos mães influenciáveis por qualquer coisa que vemos na internet. Não com essas palavras, é claro. Vacinei, e vou ser sincera, não vacinei segura de que estava fazendo o melhor.

Tem gente que acredita na relação MMR e autismo, tem gente que não acredita. Já ouvi falar de estudos que mostram que não há relação, outros que mostram que há. Médicos que recomendam invariavelmente a vacinação, médicos que não recomendam (principalmente homeopatas ou antroposóficos que se baseiam na ciência dos métodos naturais). Contudo, as instituições governamentais , até onde sei, não se manifestam, não se responsabilizam e os laboratórios idem. Ninguém prova de fato, nem que sim, nem que não.

Eu ainda não tinha me convencido que as crianças que desenvolviam autismo depois da vacina, não eram crianças já pré-dispostas. E meu filho não apresenta nenhuma pré-disposição, pensei.
E o filho da Jenny também não….e era tão normal quanto meu caçula (que ainda não foi vacinado) é: brinca, corre, sorri, tenta falar… e ela mostra pelas fotos a modificação na expressão de seu filho depois da vacina. “Parece que lhe tiraram a alma”. Porque o autismo tem essa característica: o indivíduo se isola e e tende a não interagir com as outras pessoas, não demonstrar afeição, não se expressar, entre outros sintomas. A vida de seu filho mudou, seu casamento acabou.

Foi assistindo seu depoimento que entendi finalmente que não temos como saber se nosso filho tem ou não pré-disposição, principalmente se ele não apresenta sintomas claros. Infelizmente a vacina pode desencadear este processo e ninguém, ninguém vai lamentar depois, além de nós.
Seremos mais um número.
Seremos mais um caso. Porque simplesmente também não se tem informações definidas sobre a causa do autismo: é um distúrbio neurológico que acomete principalmente meninos na faixa etária aproximada dos 3 anos de idade.

Várias coisas importantes foram tratadas no programa:

  1. O laboratório respondeu a uma solicitação do programa informando que não sabem dizer se há relação entre o Timerosal usado nas vacinas e o autismo e que pesquisas estão sendo feitas neste sentido.

    Já é um ponto a favor não terem negado a existência de relação. De qualquer forma, não se pode esquecer que existe uma forte suspeita e muitos casos confirmados. Infelizmente, somos submetidos á vacina sem a informação do risco que nossos filhos correm.

  2. .

  3. Jenny, que escreveu um livro para contar sua história mencionou algo importante: vacinas são importantes mas quem disse que a mesma vacina serve para todos?

    E isso é fundamental, afinal, se seu filho tem pré-disposição a desenvolver autismo e o Timerosal pode desencadear este processo, então, nem todas as crianças podem ser vacinadas indiscriminadamente. Não sei como saber que temos pré-disposição mas pretendo ler mais a respeito antes de dar a MMR para meu caçula, que está prestes a completar 2 anos.

  4. Que as mães devem ser ouvidas pelos médicos de seus filhos! As duas mães que deram depoimentos no programa foram categóricas na maneira como foram tratadas: como estúpidas, burras e que não sabiam o que estava dizendo. É a velha mania ou formação acadêmica que faz médicos se sentirem deuses.

    E isso é tão forte que uma das maiores pragas arrogantes que existem, é estudante de medicina. E é claro que estou generalizando. Uma minoria absoluta não é, mas não é dessa minoria que estou falando. Ou estou errada?

E o mais importante: Jenny, não se entregou! Jenny foi à internet e pesquisou tudo sobre Autismo. E em seu livro ela conta exatamente sua experiência pois ela aprendeu várias coisas que a levaram a reverter o autismo em seu filho. Ela consegue provar pela própria experiência que é tratável. Simplesmente ela precisou correr atrás da informação. E isso tudo é tão incrível que uma de suas descobertas se baseou na mudança da dieta de seu filho. Vale á pena , para quem se interessar pesquisar na internet pois existem vários depoimentos dela, vídeos e entrevistas.

E nós batemos tanto aqui nesta tecla…que a internet é um vulcão de informações, acessíveis e cada dia mais democrática.

E para terminar, as estatísticas são ainda mais alarmantes quando revelam uma predisposição em meninos (contudo, quando na menina, é mais grave) e uma relação de 1 caso para 94 crianças, atualmente. Antes essa relação era de 1 para 1500 e já foi de 1 para 3000 (isso nos Estados Unidos, aqui não encontrei estatísticas oficiais). Isso em casos de autismo, apenas. Não são casos de autismos relacionados á vacinas. Apenas relacionam que o aumento de casos de autismo po ter relação com a vacinação.

Na Inglaterra a vacina já foi substituída por vacinas individuais para as três doenças. A minha pergunta que não quer calar e que preciso ainda pesquisar a respeito é porque a MMR é relacionada ao autismo quando o timerosal é usado como conservante em quase todas as outras vacinas. Será que na MMR é em maior quantidade? Se for isso, as outras vacinas múltiplas ocultam os mesmos riscos?

Não pensem que eu sou contra ou a favor de vacinas, quando escrevo a respeito é porque acredito que as pessoas precisam é questionar mais e se informar mais antes de encher nossos filhos de medicamentos. As super-bactérias já são uma realidade e num jornal desta semana saiu uma matéria sobre 4 mortes possivelmente causadas por elas no hospital de Bonsucesso, no Rio de Janeiro. O hospital nega.

E nós, vamos nos negar a nos informar? Até quando?

Para ler a reportagem em inglês:
Vídeo:
http://br.youtube.com/watch?v=d2lx3MHtI2o]
Escrita:
http://www.oprah.com/tows/slide/200709/20070918/slide_20070918_350_101.jhtml

Mais entrevistas em inglês:
http://br.youtube.com/watch?v=Gc8QETKbqu

c

Sobre autismo: http://www.autismo.com.br

Nossos posts comentando outros programas da Oprah Winfrey:

http://ofuturodopresente.blogspot.com/2007/06/pedofilia-e-escola.html

http://ofuturodopresente.blogspot.com/2007/06/crianas-e-computadores.html

Mais posts nossos sobre vacinas:

Gripe: http://ofuturodopresente.blogspot.com/2007/05/vacina-contra-gripe.html

O papel das doenças : http://ofuturodopresente.blogspot.com/2007/05/gripe.html

__________________________________________________________________________________ Texto de Ana Cláudia Bessa

Resultado da 1a Enquete

Fizemos uma enquete perguntando o que você dá aos seus filhos no Dia da Criança, e aqui estão os resultados:


-Brinquedos independente do preço – 15%
-Livros infantis, são uma excelente opção – 32%
-Apenas brinquedos infantis – 7%
-Um beijo, pois é apenas uma data comercial – 23%
-Um dia de passeio. Afinal não existe melhor presente que o convívio com a família – 23%

Resumindo, 78% das pessoas que votaram já acham que livros infantis, afagos ou passeios são as melhores opções para presentear seus filhos neste dia.

O que não quer dizer que os 22% que votaram em brinquedos estejam errados. Brinquedos são muito importantes pois estimulam a coordenação das crianças entre outras coisas.

Mas quem nunca leu um livro para seu filho ou outra criança? Este tempo que os pais tiram para ler livros ao lado de seus filhos tem um valor tão grande para esta criança que torna o hábito uma atividade de imenso prazer.

Ou seja, crianças gostam de atenção e não podemos esquecer que também gostam de brinquedos mas que na maioria das vezes a caixa da embalagem é mais divertida do que o brinquedo em sí.

A leitura traz para as crianças um mundo enorme a ser descoberto e atiça sua fantasia, e a companhia de alguém traz o prazer do carinho.

É sempre importante saber a opinião de nossos amigos, por isto agradecemos àqueles que participaram de nossa primeira enquete.

__________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa e Cristiane A. Fetter

Imposto, Contribuição ou Enrolação?

Levei um susto ao assistir a Lúcia Hippolito no Programa do Jô falando sobre a criação da CPFM, de como os governos continuam insistindo nessa contribuição provisória, que já tem mais de 10 anos. Isto é provisório?

Esta jornalista que é um poço de conhecimento esclareceu que como é uma contribuição o Governo Federal não tem obrigação de repassar nenhum valor para os Estados e Municípios, agora se fosse chamado de imposto o repasse seria obrigatório.

Eu continuo tendo conta bancária no Brasil, então continuo sentindo no bolso esta cobrança, mas mesmo que não tivesse, continuo achando um absurdo.

Ou seja, além do povo continuar pagando mais um imposto, este dinheiro não é revertido para ele, sabe em que ele está sendo empregado (pelo menos sua maioria) hoje no governo Lula? Em pagamento de salário de funcionários.

Estes mesmos funcionários que provavelmente estarão embarcando em mais um trem da alegria que os politicos estão querendo aprovar.

Dane-se o povo que paga a contribuição.
Dane-se se existe a discussão sobre o futuro do INSS.
Dane-se se no futuro alguém vai ter que resolver o problema.

O que importa é que hoje se tira mais dinheiro de um povo que já trabalha muito e recebe pouco de volta.

Também não sei se esta contribuição tivesse outro nome seus valores seriam revertidos em prol da população, até porque pelo que me lembro ele foi criado para ajudar ao Ministério da Saúde. Ajudou?

Existe um site chamado xô cpmf que explica super bem o que ela é e para que serve ou não serve.

O que eu ainda não encontrei foi a forma de explicar para um filho como isto funciona? Como explicar para ele, que no Brasil, a quantidade absurda de imposto que ele vai ter que pagar caso queira ter uma conta bancária, comprar uma bicicleta, um biscoito ou fazer um curso? Que as pessoas poderiam ter acesso a mais coisas, a viver melhor e não conseguem, se não tivessem que “contribuir” com tanto?

Alguém sabe?

__________________________________________________________________________________ Texto de Cristiane A. Fetter

NOTÍCIA – Licença Maternidade de 6 MESES

Eu já havia comentado que temos que exaltar a licença maternidade no Brasil. Olha aí a lei que o Senado aprovou, mas que ainda vai ser votado na Câmara. Vamos ficar de olho, pois e for aprovado não beneficiará somente as mulheres que deram a luz, mas aquelas que também optaram pela adoção.

Senado aprova licença-maternidade de 6 meses
Projeto, que vai à Câmara, prevê 4 meses pagos pela Previdência e 2 pela empresa que aderir ao programa

SÃO PAULO – O Projeto de Lei 281 de 2005, da senadora Patrícia Saboya (PDT), que amplia a licença-maternidade de quatro para seis meses foi aprovada, nesta quinta-feira, 18, na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado em caráter terminativo de onde segue diretamente para a Câmara dos Deputados para aprovação.

A proposta prevê que o pagamento do benefício das trabalhadoras de empresas privadas ficará a cargo da Previdência Social nos primeiros quatro meses, e nos 60 dias restantes é a própria empresa que vai pagar o salário-maternidade. Essa despesa, entretanto, não terá custo para o empregador, que poderá abater os valores do Imposto de Renda.

Também foram aprovadas cinco emendas ao texto, entre as quais a que inclui entre as beneficiárias a trabalhadora que é mãe adotante.

Outro PL, o de número 300 de 2007 de autoria do senador Eduardo Azeredo(PSDB), que trata do mesmo assunto, também tramita no Senado. O projeto propõe o aumento do período de licença-maternidade em mais 60 dias em casos de nascimento múltiplo, nascimento prematuro ou nascimento de criança portadora de doença ou malformação grave, que demande maior atenção das mães. Mas, nesse caso, as despesas decorrentes da extensão da licença será paga pela seguridade social.

O projeto de lei está na pauta da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado e deve ser votado nos próximos dias, depois segue para votação em plenário, votação na Câmara, antes de ser sancionado pelo presidente da República.

O projeto aprovado nesta manhã foi idealizado pelo presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Dioclécio Campos Junior. Começou como uma campanha da instituição – Licença-maternidade: seis meses é melhor! – depois foi endossada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e entregue à senadora, que apresentou o projeto de lei ao Congresso.

Para garantir o benefício ao maior número possível de mulheres, a SBP passou a encaminhar a proposta para as prefeituras municipais e governos estaduais em todo o País para aderir à campanha e oferecer o benefício às servidoras públicas. Atualmente, 58 cidades e seis Estados já oferecem o benefício. No Estado de São Paulo, a cidade de Franca já aderiu e outros municípios estudam inclusão na campanha.

“O objetivo não é garantir o aleitamento materno. Esse é apenas um dos componentes da maternidade. Esse tempo é necessário para estabelecer o vínculo afetivo entre mãe e filho, essencial para proporcionar à crianças os estímulos indispensáveis ao desenvolvimento emocional”, argumenta Campos Junior.

O próprio ministro da Saúde, José Gomes Temporão, já se manifestou favorável à proposta. Ele chegou a dizer, em março deste ano, logo após assumir o cargo, que iria apoiar incondicionalmente a idéia por ser “uma questão de saúde pública”.

Informações retiradas do site do jornal o Estado de São Paulo
Agência Senado e Charlise Morais, do Jornal da Tarde
_________________________________________________________________________________ Cristiane Fetter

Flagras

Falta Educação

Flagramos esta cena numa tarde de almoço de domingo na calçada de um restaurante.
Não bastasse estar parado na calçada, ainda parou rente ao orelhão!

Não sou certinha, não, gente.

Quando chegamos a vaga estava ali, mas nem cogitamos parar rente ao orelhão.
Pagamos 3 reais e paramos num estacionamento.
Dois carros colocaram depois que chegamos.

O primeiro, teve o cuidado de se guiar pelo cone e foi até a frente.
Calçada grande e dependendo do tamanho do carro, dava para colocar o carro, usar o orelhão e as pessoas passarem, sem problemas.

Mas o segundo carro, não quis nem saber.

As pessoas não tem educação e ainda são egoístas:
dane-se que quiser andar na calçada,
dane-se quem quiser (ou precisar) usar o orelhão!

O motorista precisa acordar, não é dono da rua, não.
Calçada é para pedestre.
E para quem acha sempre que mulher é mais certinha, a motorista era do sexo feminino…
Infelizmente.
__________________________________________________________________________________ Texto de Ana Cláudia Bessa

CAMPANHA: Pés Descalços Nunca Mais

Campanha de doação de Sapatos para Crianças do Rio de Janeiro

Encontrei essa campanha no blog da nossa amiga Samantha e claro que temos que aderir!

Além da idéia de doar sapatos a crianças que precisam, o que já é “louvavíssimo”, temos que aplaudir a idéia de uma empresa privada em arrebanhar seu maiores parceiros (ou seja, seus fornecedores) para ajudar na campanha. Se todos fizessem a mesma coisa!!!

Para maiores informações sobre onde entregar suas doações, é só entrar no site
Mas atenção, a campanha só vai até 15/11/07 !

Nem a parteira pariu…

Recentemente vi um programa de televisão onde uma conhecida parteira estava participando de um debate com um médico e uma mulher “recém-parida”.

Claro que diante do meu sabido interesse pelo assunto, parei para assistir.

Participei, nas minhas duas gestações, de um grupo de discussão considerado radical defensor do parto natural.
Neste grupo vi mulheres cesareadas serem sufocadas de questionamentos. A única exceção acontecia quando esta mulher puxava para si todas as responsabilidades e culpas por ter cedido ou caído na “ladainha” de médicos que dizem que cordão enrolado, por exemplo, é invariavelmente motivo para cesárea (quando, na verdade, não é).

O que se espera dessas mulheres é que lutem até o final por seu parto normal, que acreditem em si, no seu corpo e enfrentem a decisão médica mesmo já em alucinantes dores durante o trabalho de parto. Essas serão louvadas e endeusadas no grupo como verdadeiras mulheres plenas do seu corpo e de suas decisões.

Mas o que me chamou atenção no programa foi a quase total silêncio da parteira que inclusive é muito considerada no meio defensor do parto natural.

Não seria aquele momento um momento de “parir” o parto natural?
Não seria , analogicamente falando, a “hora P” dessa parteira em defender perante um público imensamente maior que o universo de suas pacientes os benefícios e as possibilidades de se ter partos naturais, inclusive domiciliares?
Mas não foi.

E aí, chegando ao ponto que desejo, embora pareça uma crítica a essa profissional, não é.
Meu ponto é: o sistema é difícil de enfrentar.

Se para ela que não estava em trabalho de parto, tendo um filho para parir, um médico dizendo que seu filho poderia morrer, um marido do lado questionando sua capacidade de decisão quanto ao parto de um filho que também é dele (embora todo o trabalho da gestação seja e aconteça dentro da mulher), um anestesista perguntando se ela não quer um alívio (que muitas vezes tira muito sua capacidade de atuar fisicamente no parto), uma família fazendo pressão porque você quer algo que a maioria não faz (80% dos partos no Brasil são cesareanas e já está, claro, banalizada), que não tem conhecimento técnico e experiência para discutir um parto saudável, enfim…

Ainda assim essa mulher que só faz um ou dois partos na vida (em média), tem que lutar.

Mas a profissional que fez mais de 100 partos domiciliares, que não tinha dores e que tinha respaldo para debater seus procedimentos tecnicamente, não debateu.

E não é a primeira vez que observo isso.

Num outro programa, um médico humanizado (movimento que valoriza o corpo e as escolhas das mulheres, minimizando intervenções e encorajando o parto natural como sendo o caminho mais saudável para o nascimento) também pouco se manifestou, ficando o “show” quase que totalmente por conta do médico “pop-cesarista” que também estava presente. Porque “pop-cesarista”? Poque quem faz 80% cesárea tem tempo de ser pop, oras!

Por que será que isso acontece?

Se para eles foi difícil transpor as barreiras do sistema, do marketing pessoal dos médicos cesaristas (que por não acompanharem quase nenhum parto normal, tem mais tempo livre para aparecer na mídia), imagine para as mulheres prestes a parir!

E atualmente, saiu uma reportagem no jornal , falando que a mortalidade materna ainda é alta. Por causa de quê?

Dos altos índices de cesárea. Ou seja, se nós mulheres temos nossas parcela de culpa quando aceitamos, não nos informamos, quando não questionamos. A culpa é 80% maior dos médicos. Pois o conhecimento lhes dá o poder diante de uma mulher fragilizada pelo momento, pela dor, pela insegurança de vivenciar aquilo tudo pela primeira vez, pelo medo de por em risco sua vida e a da criança, enfim, “n” motivos.

É uma luta covarde pois na maioria das vezes é com um médico apressado e anti-ético que quer te operar sem necessidade clínica apenas para ir para casa mais cedo ou para atender a agenda cheia de seu consultório.

E a gente tendo um ser humano para parir ainda tem que chupar essa manga!
__________________________________________________________________________________ Texto de Ana Cláudia Bessa