Até procurando ter atos sustentáveis no nosso dia-a-dia a gente polui.
Fui plantar árvores e mudas e foi um festival de caixotes de madeira, sacos plásticos pequenos (das mudas), recipientes grandes de plásticos (das mudas de árvore), barbantes, sacos de terra, sacos de adubo…enfim…
Uma gama de materiais que, em parte poderiam ser devolvidos ao fornecedor para serem reutilizados em outras mudas e plantas e que vão diretamente para o lixo.
Descobri que o mercado entrega minhas compras em casa e por isso, não usa sacolas plásticas. Ótimo.
Mas ele vai de carro até minha casa e eu, que fui ao mercado e voltei para casa sem as compras, poderia ter economizado uma viagem de emissão de gases no ar. Porém, com sacolas.
Já em casa, no lugar das sacolas, recebi caixas de papelão que não tenho como usar e eles não recebem de volta porque usam dos produtos que compram e sobra caixa por lá.
Para levar meu lixo até o eco-posto perto de minha casa, emito gases.
Para economizar água ligando e desligando o chuveiro, gasto energia (seja elétrica ou gás).
E para trocar tudo por equipamentos mais modernos e econômicos, jogamos no lixo, ou lançamos no mercado, ou consumimos a mais, uma série de chuveiros, aquecedores a gás, freezeres, geladeiras, televisores.
Até sem querer, a gente polui. A velha matemática que não fecha.
Eu descobri uma forma de minimizar o uso de sacolas plásticas deixando muma sacola retornável no carro e uma caixa plástica multiuso desmontável que eu tinha em casa.
Daí peço ao embalador do supermercado que não embale (exceto carnes) os produtos, que coloque no carrinho e eu coloco no carro.
Tem dado muito certo.
__________________________________________________________________________________ Texto de Ana Cláudia Bessa












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