Monthly Archives: agosto 2007

Recado da Mercedes

Recebi este recado de nossa amiga e grande incentivadora Mercedes Lorenzo do blog Folha Verde, e não pude deixar de transcrever aqui.


Obrigada Mercedes, beijos em dobro!

Oi Ana Claudia!

Estou divulgando os programas de TV, rádio e também o site do André Trigueiro – todos focalizados no meio ambiente e de ótima qualidade.

A linguagem é simples, direta, muito informativa. Recomendo enfaticamente!


Não precisa nem acompanhar no dia certo, porque todos estão disponíveis na internet, inclusive os mais antigos.

É uma verdadeira aula de atualidades ambientais, e uma luz de esperança para quem quer ver soluções sustentáveis acontecendo pelo Brasil e pelo mundo.

Educadores e estudantes em geral não podem perder!

Bjos.


MUNDO SUSTENTÁVEL (programa da rádio CBN) http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/colunas/mundo.asp

CIDADES E SOLUÇÕES (programa nas TVs GNT e Futura) http://globonews.globo.com/Jornalismo/Gnews/0,,7493-p-A-1550241,00.html

MUNDO SUSTENTÁVEL (site oficial de André Trigueiro) http://www.mundosustentavel.com.br/index.asp

Ainda sobre Brinquedos…

O texto da Renata sobre “Brinquedos de Sucata” me remeteu a uma época já bem longínqua de minha vida, minha infância.

De repente me vi lá com uns seis ou sete anos, sentado no chão, cercado por caixas de papelão de diversos formatos e tamanhos (meu pai tinha uma fabriquinha de fundo de quintal que produzia caixas), dentro, em cima e embaixo das quais eu amontoava “bonequinhos” (miniaturas de personagens disney, distribuídos como prêmios nas tampinhas da coca-cola e soldados e índios de plástico comprados nas lojas de brinquedo para formar o cobiçado “forte apache”).

Eu disse “amontoados”?! Mentira. Cada caixinha era um carro, ou barco, ou trem, ou caminhão, ou casa, ou castelo… E nelas os meus bonequinhos eram PERSONAGENS! O índio de plástico azul com um rifle na mão ao lado da Branca de Neve na caixinha amarela faziam o maior sentido, como não? eram “marido e mulher” na sua “casa”!

Isso se chama IMAGINAÇÃO. Isso criança tem de sobra. Esse é o meio mais lúdico, eficaz e gostoso de uma criança estabelecer suas próprias relações com o mundo real e ir “se construindo” como ser social e gregário.

Ainda é assim hoje e será assim sempre. Dê a uma criança um brinquedo eletrônico que se movimente por controle remoto e que se assemelhe em forma e escala a elementos do mundo real e você estará privando esta criança de usar sua própria imaginação. Usar prá que? você já lhe deu pronto!

Quase todo pai ou mãe já experimentou a sensação de frustração de ver seu filhotinho(a) “desprezando” depois de alguns minutos o brinquedo caríssimo e sofisticado, trocando-o por aquela “porcaria velha” que você só não jogou fora ainda porque esqueceu. Já aconteceu com você?

Pois é, aquela “porcaria velha” propicia ao seu filhotinho(a) aquilo que ele mais curte: Usar a imaginação, fantasiar, criar…

Não pensem que aqui vai um libelo contra os brinquedos caros e sofisticados. Adquiri-los para nossos filhos é, também, um exercício de satisfação para nós mesmos. Saber que podemos proporcionar pequenos luxos a nossos filhos traz uma sensação gostosa de sucesso que, em nenhum momento é condenável (a não ser que o façamos por necessidade de ostentação ou afronta a quem não possa). No entanto, é importante termos em mente que o brinquedo simples, aquele que permite à criança dar asas à sua imaginação, é mais do que um brinquedo, uma ferramenta para sua própria “construção” como ser humano.

Da próxima vez que você encontrar aquela “porcaria velha” largada no meio da sala, não pegue e guarde simplesmente, chame seu filhote e, com todo o respeito e cerimônia diga para ele:

- Querido, guarde seu carro na garagem, pois aqui alguém vai acabar batendo nele!

Texto de Ivo Fontan

Cansei

Eu cansei há muito tempo. Mas confesso que a idéia do minuto de silêncio não me agrada e acho que não pega. Mas mesmo assim, coloquei o video no blog porque acho que a mensagem é muito apropriada. Afinal, quando vamos cansar e fazer alguma coisa ao invés de ficar deixando o barco navegar à deriva? Claro que um movimento encabeçado por tantas personalidades ia gerar muita controvérsia. Eu penso que é uma pena que tenham demorado tanto a se cansar. Acho que o convite vale, pelo menos pela reflexão. Mas a verdade é que eu cansei, não para ficar em silêncio: acho que devemos fazer, pelo menos, um minuto de barulho! (Ana Cláudia Bessa)

Quando vamos reagir?

Eu gosto de falar de alguns assuntos depois de passado algum tempo porque falar quando todo mundo está falando, você fica sendo apenas mais uma voz, repetitva e enfadonha daquilo que todo mundo está dizendo.

O acidente com o avião da TAM foi uma tragédia que todo mundo sabia que um dia ia acontecer mas pagamos para ver.
Porque PAGAMOS?

Porque estamos cansados de saber que o governo não usa o nosso dinheiro para fazer o que deve e como se deve.
Porque estamos cansados de saber que o dinheiro é desviado, que as obras são superfaturadas e sub-executadas e que não há justiça.

Um parente de uma das vítimas perguntou:

-Até quando o povo brasileiro vai ser submisso?
-Até quando vamos agüentar isso tudo sem reagir?

Mas sabem porque ele perguntou: porque agora a corda arrebentou do lado dele.

E assim é com todos nós: só reagimos e questionamos quando a corda arrebenta do nosso lado.

Eu pergunto diferente:

-Quando é que vamos parar de reagir só quando a corda arrebenta do lado do nosso vizinho?
-Quando é que vamos reagir para que a corda não arrebente mais do lado de ninguém?
-Quando vamos reagir para que a corda arrebente do lado de quem é responsável?
-Até quando vamos ficar vendo essa bandalheira de braços cruzados?

O que está faltando acontecer para pararmos o país e acabarmos com a farra dos Delúbios, Renans, Paloccis, Genuínos, Rorizes e seus suplentes safados, empresários, empreteiros, grileiros, fazendeiros, posseiros e todos os outros nomes que não colocamos aqui por falta de espaço para tanta gente?

Um menino já foi arrastado vivo.
Uma família foi queimada viva dentro de um carro.
Pais são assassinados na frente dos filhos por nada.
Pessoas morrem sendo vítimas de balas perdidas todos os dias.
Centenas de pessoas morrem num acidente que poderia ter sido pior ainda imaginando um avião atravessando uma avenida movimentadíssima…num local altamente habitado.
Até quando vamos continuar a chamar ladrões de Vossa Excelência?

O que falta?
O que falta?
O que falta?
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Texto de Ana Cláudia Bessa

Pensamentos que nos fazem pensar…

“Permance atento para com as obrigações da sementeira, todavia, não se inquieta pela colheita, porque sabe que o campo e a planta, o sol e a chuva, a água e o vento, pertencem ao eterno Doador” (Chico Xavier)

"Ser" maduro não é doença.

Lendo a matéria que segue abaixo me lembrei de como eu era preconceituosa com algumas atitudes que via poucas vezes no Brasil e muito por aqui.

Moro em uma cidade ao norte de New Jersey onde o poder aquisitivo é muito alto e existem muitas casas de idosos. Aqui chamadas de comunidades seniors.

Achava um absurdo ver aquele monte de velhinhos ali somente em companhia uns dos outros. E a família só visitando nos finais de semana. E no Brasil então, a maioria destas casas tratam mal seus morades. Nem vou comentar sobre isso.

Mas observando melhor cheguei a conclusão de que é melhor viver em uma comunidade onde se tenha respeito, carinho, atenção, cuidados médicos, passeios e uma vida quase independente, tendo em vista que eles compram o que querem, vão ao supermercado, tem vida cultural e namoram. Aqui a vida útil de um americano é muito longa. A quantidade de pessoas idosas trabalhando ou realizando outras atividades é enorme. A minha vizinha de frente tem 91 anos, vive sozinha, dirige e outras coisas.

É bem melhor do que ficar em casa sozinho (pois na maioria dos casos os filhos sprecisam trabalhar e ficam fora o dia todo), ou nas mãos de uma pessoas que pode até maltratar este idoso (vide casos escandalosos no Brasil), sem contar a falta do que fazer.

O mais importante é cultivarmos, tanto em nós quanto em nossos filhos, o respeito aos idosos, já que a tendência é que todos cheguemos até a idade madura. Não só isso, aprender com eles, rir, partilhar, valorizar e entender esta fase da vida.

Vamos ao texto que saiu no National um jornal brasileiro voltado para comunidade brasuca que vive em New Jersey

Texto de Cristiane A. Fetter

Envelhecer sem perder a identidade.

Todos nós estamos envelhecendo, e isto é um fato incontestável. Algumas pessoas envelhecem melhor que outras, sentem-se à vontade com sua idade. Por que isso acontece? Talvez porque envelhecer bem é aceitar a velhice como ela é.

Envelhece bem melhor quem soube, durante as fases anteriores da vida, gostar de estar vivo(a), curtir cada etapa como um presente divino.

Quando bebês, temos trocas afetivas com os que nos cercam, sobretudo com a mãe… e são essas trocas que vão construindo nossa identidade. A linguagem que aprendemos em pequenos, por exemplo, é um dos fatores culturais formadores de nossa identidade, na medida em que é usada para nos fornecer um código que regule nossa comunicação com as outras pessoas.

Não importa a idade que tenhamos, nem nossa personalidade: do primeiro choro até a morte estamos incorporando aspectos externos e internos à nossa experiência vital. Há pessoas que envelhecem melhor porque foram ensinadas por seu meio social, desde pequena, a enfrentar obstáculos. Já para aquele a quem era muito importante, em seus grupos, a estética e a juventude, vai haver muito constrangimento e dificuldade de aceitar a idade.

Infelizmente, nosso mundo ocidental moderno traz uma contradição bastante angustiante: ao mesmo tempo em que cresce o número de pessoas idosas, há, cada vez mais, demonstração de nossa sociedade que as pessoas podem se tornar vulneráveis quando envelhecem, uma vez que se sentem “deslocados” num mundo que parece ser só de jovens, onde apenas jovens podem usar roupas bonitas, viajar, ir a festas, amar e ser amado, enfim, tudo é elaborado numa perspectiva de uma eterna juventude, que não existe.

Pessoas idosas, muitas vezes, têm implicância por coisas que antes lhes eram agradáveis, sentem depressão ou tristeza, são apáticos, como se “não desse mais tempo de fazer nada”.

Esses sentimentos, sem dúvida, comprometem a qualidade de vida e privam a pessoa idosa de compartilhar a responsabilidade de uma velhice aberta porque as alegrias de descobrir as coisas e o mundo, bem como a capacidade de amar, não tem idade.

É muito bom ver pessoas da terceira idade embarcando, cheios de sorrisos e alegrias, em ônibus ou outra condução qualquer, para festas, bailes, trocando experiências, rindo.
A alegria de um(a) idoso(a) bem resolvido é contagiante. Sou fascinada por uma frase que li em um livro sobre a terceira idade.

“Idosos não são velhos, são pessoas bem vividas e seus corações não tem rugas”.

“Para ter opinião você precisa de boa informação”.

Texto de Ester Chagas
Fonte: Agência BR NEWS12/06/2007
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Sacolas no Rio, só bio!

É!

Tramita no município do Rio, um projeto de lei que prevê que somente serão permitidas as sacolas plásticas de material oxi-biodegradável (OBP). Ou seja, são degradadas pelos meio-ambiente sem poluí-lo.

Tudo explicado no Projeto de Lei no. 1064/2007.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis, não acredita que movimentos como este virem lei.

Por que será?

Eu fui presenteada pela nossa amiga Cristiane pela bolsa reutilizável que é vendida nos Estados Unidos dentro dos supermercados para que as não usem as sacolas plásticas.
E já estou usando!

No site do Gabeira, constam maiores explicações sobre o projeto de lei e as necessidades de se adotar medidas urgentes para mudar o quadro poluente criado por essas aparentemente inocentes sacolinhas.

Contudo, me chama atenção que em nenhum artigo eu tenha lido o nome da vereadora que publicou o projeto de lei. Só vi nomes já conhecidos, como Gabeira, Minc, Cabral.
Ponto para o meio ambiente e porque não dizer, caso o projeto de lei VIRE LEI, ponto para a vereadora Nereide Pedregal que realmente fez algo importante para a qualidade de vida dos moradores de sua cidade.

Tal qual como esperamos, quando elegemos uma pessoa para um cargo público.

Esperamos ouvir muito ainda falar seu nome em projetos de lei tal como esse!

E esperamos que, contrariamente à vontade óbvia do presidente da associação de materiais plásticos, esse projeto vire lei.
Logo!

Saiba mais:

obs.: a foto foi obtida no site da funverde
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Texto de Ana Cláudia Bessa

Pessoas que fazem diferença no Mundo

Em 1988, Chico Mendes, seringueiro e líder sindical, cada vez mais ameaçado e perseguido, continua sua luta com o objetivo de denunciar a ação predatória contra a Floresta Amazônica e as ações violentas dos fazendeiros da região contra os trabalhadores.
E participa da realização de um grande sonho: a implantação das primeiras reservas extrativistas criadas no Estado do Acre e a desapropriação de um seringal.

A partir daí, agravam-se as ameaças de morte, como o próprio Chico chegou a denunciar várias vezes, chegando inclusive a apontar os nomes de seus prováveis assassinos.

“Não quero flores no meu enterro, pois sei que vão arrancá-las da floresta”.


No 3º Congresso Nacional da CUT, ele é eleito suplente da direção nacional da CUT, e volta a denunciar esta situação, que é a mesma: a violência criminosa contra os Povos da Floresta.

Em 22 de dezembro de 1988, Chico Mendes é assassinado na porta de sua casa.

Além de 18 perfurações no braço, ele fora atingido no peito direito por 42 grãos de chumbo de uma espingarda de caça. O autor confesso do disparo, Darci, era filho de Darli Alves da Silva, o fazendeiro mandante do crime.

Para saber mais sobre Chico Mendes:

www.chicomendes.org/

http://www.chicomendes.com.br/

http://portalliteral.terra.com.br/zuenir_ventura/por_ele_mesmo/artigos/02chico_mendes.shtml?porelemesmo

QUAL É A DA COCA-COLA?

Esta informação me foi passada pelo meu filho mais velho: As latas de coca (e fanta e sprite) não são mais de alumínio!
Quando ele me disse isso eu não acreditei. Achei que era alguma espécie de “pegadinha” ou que era algum boato destes, sem fundamento, que circulam pela internet. Porém, Sendo ele Engenheiro de Alimentos, por força da profissão, tem o hábito de ler embalagens, observando essas coisas todas que nós leigos não costumamos ver.
Peguei a primeira lata de coca que me chegou às mãos e, para minha surpresa, estava escrito lá embaixo “AÇO”!!!!
Fiquei perplexo. Primeiro porque não vi nem ouvi nenhuma comunicação da empresa de que esta troca havia sido feita. Segundo porque não consigo entender as razões desta troca num momento em que o país bate todos os recordes mundiais de reciclagem de ALUMÍNIO.
E sabem por que chegamos a estes números? Não é por causa de conscientização, nem de campanhas nem nada. É pura e simplesmente por razões econômicas. Devemos isso ao binômio miséria-mercado. Sim, o Brasil é um dos países que mais tem CATADORES, e isso se deve à falta de empregos! e porque as latinhas? Simplesmente por causa do alto preço do alumínio.
Vale a pena, para quem não tem outra fonte de renda, revirar os lixos pelo país a fora catando latinhas de alumínio. Mas não vale a pena catar latinhas de aço! Não que este não seja reciclável, mas é que simplesmente com o mesmo peso se consegue ganhar três a quatro vezes mais com o alumínio. Conclusão dessa história incrível: Os catadores estão desprezando as latinhas da coca, fanta e sprite, que estão começando a entupir os lixões. Pode reparar!
O que levou a coca a esta troca? Certamente razões econômicas. O que, até que me provem o contrário, só demonstra que a tal de “responsabilidade social” e “preocupações ambientais”, tão apregoada pelas grandes empresas, não passa de balela (ao menos para a coca cola).
Se eu estiver errado, por favor, me digam. Eu quero entender este raio desta troca!
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Texto de Ivo Fontan