Na época que eu estava grávida, ouvi muita gente dizer que os hospitais cobram pela presença de um acompanhante para a parturiente na Sala de Parto ou no Centro Cirúrgico. Muitas vezes, essa cobrança vinha (e ainda vem) disfarçada como custo da roupa descartável a ser usada. Mas essa roupa descartável é tão baratinha e falava-se em taxas de até 100 reais!
Eu não passei por isso. Tive meus dois filhos acompanhada do meu marido e sem que houvesse nenhuma objeção nem da equipe médica nem do hospital.
Contudo, é importante que saibam que depósito em hospitais ….É PROIBIDO POR LEI.
Foi publicado no D.O. em 09/01/02 a Lei numero 3.359 de 07/01/02 que define:
“Art.1o – Fica proibida a exigência de depósito de qualquer natureza, para possibilitar internamento de doentes em situação de urgência e emergência, em hospitais da rede privada.”
“Art 2o – Comprovada a exigência do depósito, o hospital será obrigado a devolver em dobro o valor depositado ao responsável pelo internamento.”
“Art 3o – Ficam os hospitais da rede privada obrigados a fixarem em local visível e dar possibilidade de acesso aos usuários, a presente Lei.”
“Art 4o – Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.”
Divulgue para que as pessoas não tenham dúvidas e possam reinvindicar seus direitos em caso de necessidade.
E principalmente para que as mulheres tenham direito a estarem acompanhadas por quem desejarem. E que os pais também tenham direito a estarem com suas esposas e assistirem o
nascimento de seus filhos sem que ninguém venha fazer disso mais um modo de mercantilismo.
80% dos partos são cesareanas, quando o recomendado é apenas 15% pela OMS.
Isso indica que, provavelmente, 65% deve ser uma cirurgia desnecessária feita por opção do médico ou da paciente e/ou desinformação da paciente.
Ser submetida a uma cirurgia sem necessidade correndo o risco maior (ou sem ser informada do mesmo) do que no Parto Normal é anti-ético e desumano.
Privar a mãe de partilhar este momento e receber apoio de seu companheiro também.
Divulgue esta informação e contribua para que o parto passe a ser menos médico e mais humano no Brasil.
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Texto de Ana Cláudia Bessa





















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