Monthly Archives: maio 2007

IBAMA em greve! Porque?

VAMOS resgatar a Gestão Ambiental no País!

Leia o texto e assine a Petição on line.
Eu já assinei.

No dia 10 de maio o IBAMA no país todo pára por tempo indeterminado. Não queremos aumento de salário, só respeito!

Tudo isso começou com essa estória que vocês devem ter acompanhado na TV sobre o licenciamento das usinas no Rio Madeira-RO. O empreendimento, na forma que foi apresentado nos Estudos de Impactos Ambientais, é inviável do ponto de vista sócio-ambiental. Eu diria que é bem possível que seja inviável de todo jeito, mesmo que refaçam alguns estudos. Mas….o PAC está aí, e o nosso querido presidente, muito bem informado pela toda poderosa Dilma (que por sinal não deixa nenhum ambientalista falar com ele) impôs que vai sair a obra com ou sem parecer do IBAMA. Aí a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (na verdade o nome dela é Osmarina Silva…mas não tem coragem de assumir) ficou acuada e para dizer que não está fazendo nada resolveu do dia para noite acabar com uma das atribuições mais relevantes do IBAMA, que é a gestão das Unidades de Conservação, além dos Centros Especializados (como o CECAV). Criaram um tal de Instituto Chico Mendes da Biodiversidade para ficar com essas atribuições (diga-se de passagem, o Chico Mendes, que nós respeitamos, era um sindicalista….morreu antes de realmente tomar pé do movimento ambientalista). Aí esperam enfraquecer a gestão ambiental na esfera federal, pois já tiraram as florestas (criação do Serviço Florestal Brasileiro) águas (Agencia Nacional de Águas), pesca (Secretaria de Pesca) e agora as UCs…ou seja, um monte de “caixinhas” que não dialogam entre si e acabam fazendo o serviço um do outro (fora os gastos com a criação de mais estruturas administrativas). Com o IBAMA ficou só a agenda marrom e a fiscalização.
Só pra lembrar, 18 anos atrás tudo era assim: tínhamos um tanto de órgãos ambientais, cada um com uma “caixinha” (IBDF, SEMA, SUDEPE, etc) Aí tiveram uma brilhante idéia….”vamos juntar todos estes órgãos e fortalecer a gestão ambiental no Brasil!!! Assim reduzimos custos administrativos, e ganhamos um órgão com uma política única de meio ambiente!”. Acabaram de fazer isso com a Receita (SuperReceita)…dizendo exatamente isso!
Que o IBAMA precisava ser reestruturado, todos sabíamos e até desejávamos. O que nos deixa bastante preocupados e alarmados é que tudo foi feito à surdina, de surpresa! Os servidores ficaram sabendo pela imprensa e quando fomos ver, já tinha saído uma medida provisória com a baderna (a famigerada MP 366/07). Foi tudo pensado para não haver reação, pois a medida saiu um pouco antes do feriadão de 1º de maio, sem chance de revogá-la no Congresso. Ou seja, como pode um governo que se diz democrático, um ministério cuja responsável tem como bandeira a gestão participativa no uso dos recursos naturais (lembra das comunidades extrativistas do Acre?) ser tão ardiloso e despótico?! Gente!!!! Essa turma é aquela que tantos de nós confiaram suas esperanças de que poderíamos mudar o país de forma realmente participativa, democrática, sem sectarismos oportunistas que sempre privilegiaram as elites!
Como se já não bastasse, agora já pensam em mudar as leis ambientais que tanto travam os interesses por trás do PAC. Como? Modificando a Resolução Conama 237/97 (que disciplina o licenciamento ambiental) e outras normas específicas (como a que protege as cavernas no Brasil…simplesmente suprindo-a). Se tudo isso fosse em nome do desenvolvimento eqüitativo do país, até me sensibilizaria…mas dessa forma impositiva, sem diálogo (sequer com as tão endeusadas ONG’s) e com bastante pressa, só posso imaginar que se trata do pagamento de dívidas políticas da campanha eleitoral (2006) e interesse num cenário positivo pra 2010.
Nessa vão-se os governos, fica o Estado todo esfacelado, em frangalhos, e junto com ele o Brasil cada vez mais pobre…econômica, social e ambientalmente. Ou será que realmente você acredita que o atual governo se interessa pela proteção de nossas matas, rios e toda a rica natureza que nos cerca?
Para terminar, peço aos céticos que nos ajude a demonstrar o quanto a gestão unificada, forte e com investimentos sérios pode ser mais benéfica que essa proposta (indecorosa) de desmembramento do IBAMA (assassinado por inanição).
Assine e dê sua opinião na petição eletrônica que estamos promovendo na Internet CONTRA a MP 366/07. Já são mais de 4 mil assinaturas e vamos entregá-la ao Congresso para mostrar que a união faz a força sim senhor!!!

http://www.PetitionOnline.com/amabi/petition.html

Cristiano Fernandes Ferreira
Analista Ambiental
IBAMA/Centro Nacional de Estudo, Proteção e Manejo de Cavernas

Metas – Dia da Terra

Metas – Dia da Terra

No dia 22 de Abril, comemoramos o Dia da Terra e seguindo uma idéia do Blog Faça a sua parte definimos metas palpáveis de redução do impacto ambiental causado por eles que serão acompanhadas ao longo do ano.

Então, seguem os acompanhamentos das metas lançadas aqui no nosso blog.

EVA PRAXEDES VIEIRA :
Quero dividir com vocês a experiência de catar os plásticos e latas na ruas.
Iniciei no dia 20/04, quando sai do Hotel com duas sacolas para recolher o que encontrasse no caminho. Quando comecei abaixar e catar pude sentir o quando estava trabalhando o meu orgulho e reverência a Mãe TERRA.
Ao final de uma hora tinha 3 sacolas cheias de plástico.
Está sendo uma experiência ímpar e convido a todos experimentar.
Abraços,
Eva

ANA CLAUDIA BESSA :
Amigos, já conclui minha meta em plantar 8 árvores virtuais através do Click-Árvore ! Na verdade plantei 9. O que acho interessante neste site é que você faz um cadastro e acompanha o destino das mudas que você “planta”. E aparece o logo da empresa que será a responsável pelo envio da muda. Claro que rola um marketing mas também não sou ingênua de achar que as empresas criam Fundações ou fazem trabalhos sociais por puro altruísmo. Cabe a nós não ceder a este tipo de marketing pura e simplesmente. Tem empresa que não faz trabalho social nenhum mas é uma excelente empresa para se trabalhar, dá treinamento, salários dignos. Isso também é social. Trabalho social não pode ser marketing.
Minha nova meta a acrescentar às árvores virtuais é mais 8 no próximo semestre. Mais a meta de árvores reais que citei no post do Dia da Terra. Porque não plantar mais já que é virtual? Porque também estou fazendo outros projetos que precisam de tempo e demandam atenção.
Não dá para plantar só árvore…risos…
Depois do texto da Cristiane Fetter sobre o uso de Sacolas Plásticas nos Estados Unidos, tenho tido uma meta de mandar 1 e-mail para uma rede de mercados da cidade. Já tive retorno de 2 e postarei mais para frente os resultados obtidos quando tivermos informações mais substanciais.

Vamos ver se conseguimos motivar alguém e quem sairá na frente.
Estou também cadastrada no Portal do Voluntário e já temos 8 pessoas interessadas em fazer um mutirão de limpeza no Parque Marapendi.
E assim, vai…

ONGs, Estado Mínimo e outras pragas

Recentemente os jornais revelaram os números astronômicos envolvidos nos “repasses” de verbas governamentais para as chamadas ONGs. A ordem é de um “bi e meio” por ano, de grana “repassada” para instituições as mais variadas, desde associações voltadas para a defesa dos direitos das chamadas minorias (homossexuais, índios etc.) até outras voltadas para saúde, promoção social, inclusão digital, preservação ambiental…

Acho maravilhoso que tais organizações existam. Só não consigo entender uma coisa. A maioria das atribuições dessas organizações eram, em tempos idos, da alçada governamental. A “nova ordem mundial”, ditada pelo capitalismo, impôs, dentre outras coisas, o enxugamento das atribuições dos estados (Estado Mínimo), “entregando” ao mercado e outras instâncias da sociedade a gestão de todas essas coisas “paternalistas” que atrapalham o funcionamento da “máquina governamental”. Com o estado as atribuições “típicas de estado”!

Pois bem, o estado brasileiro fez direitinho o dever de casa. “rapou fora” (e continua celeremente “rapando”, em pleno governo de esquerda!). Vieram as ONGs ocupar os espaços. Até aí tudo bem. Aí o governo vem e sustenta essas ONGs?! Qual a vantagem?
Eu, como sou muito burro, fico pensando se o governo não conseguiria fazer muito mais com o “bi e meio” do que as ONGs, já que essas tem que montar e sustentar uma estrutura técnico-burocrático-administrativa que o governo já tem!
Não sei não, mas eu penso que deve haver alguma coisa por trás disso que eu, como burro que sou, não consigo entender…
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IVO FONTAN

As Sacolas Plásticas nos Estados Unidos

Os mercados na área onde moro, e acredito que toda a rede trabalhe assim, tem um sistema de recolhimento de sacolas plásticas muito interessante. Eles sempre colocam na entrada de suas lojas, de forma bem visível, caixas especiais onde o consumidor pode deixar as sacolas plásticas de compras que levou para casa.

Estas sacolas vão para reciclagem e voltam para as lojas. Eles não cobram nada por elas mas disponibilizam esta prestação de serviço que além de ajudar ao cliente minoriza a poluição ambiental.

Os mercados também te dão a opção de levar suas compras em bolsas de papel. Sabe os filmes americanos que a gente sempre vê as pessoas chegando em casa com as compras em grandes sacos de papel, pois é isto é verdade não é Holywood.

Como consumidor você escolhe a que mais lhe convém e nas duas você está de alguma forma contribuindo para diminuir a poluição, pelo menos na área em que você vive. Mesmo que o consumidor não tenha esta visão de não poluição, ele acaba contribuindo para isto de forma compulsiva.

As lojas e principalmente os supermercados também tem uma terceira opção: você compra uma sacola de material reciclado pelo valor de +/- 1 dólar, que em reais hoje (maio/2007) está valendo +/- R$ 2,04.

Ela é reforçada e costuma ter um bom tamanho e acima de tudo alivia a conciência. Não é charmosa mas tem estilo, o estilo de não prejudicar, não poluir, de não matar.

Não seria interessante termos este tipo de trabalho no Brasil? Ao invés de vermos os sacos boiando nos rios, ou entupindo a rede pluvial das ruas, causando mais transtornos, veríamos um trabalho ambiental muito interessante, podemos até dizer de peso. Carregar o peso das compras em sacolas recicláveis, e tirar o peso do planeta em atendar as nossas infindáveis necessidades.

No Brasil eu sempre comprava sacos reciclados no supermercado Mundial, só não consigo lembrar o nome da marca, não que em outros mercados não existam, mas só lá eu encontrei um que era resistente, não rasgava a toa e aguentava o peso a que ele se destinava, além de ter um custo bem reduzido em relação a produto novo.

Para mim este é o grande problema deste tipo de sacola ou saco de lixo ou o que seja. Não tem qualidade. O fato de ser feito com material reciclado não quer dizer que ela deva ser baixa. As empresas visando um grande lucro fazem o produto de maneira deplorável.

Muita gente já ouviu falar de um lugar chamado Jardim Gramacho em Duque de Caxias no Rio de Janeiro, é neste lugar que fica o famoso lixão que está sempre aparecendo nos telejornais.

É onde muita gente sobrevive catando lixo e até comida. O que quase nunca ou nunca se menciona é que nesta mesma área funcionam inúmeras fábricas de reciclagem de material e principalmente as que confeccionam sacolas de lixo residencial. Traz trabalho, traz dignidade, traz renda, traz progresso para a área e claro ajuda o planeta.

Não podemos deixar de mencionar que o Brasil tem um trabalho bem intenso de reciclagem, sem esquecer também de empresas que se preocupam em ter em seu portfólio produtos que não agridam a natureza ou serviços para isto (a Natura é um bom exemplo).

O que quero salientar é que na área em que moro as suas opções ficam bem visíveis. Nos EUA tudo é movido a consumo, se você não compra, você não existe, mas em compensação você escolhe. Há que se ter este tipo de mentalidade em lojas tupiniquins. Este tipo de produto/serviço não é consumido como biscoito, ele é consumido pela consciência. E pelo que eu saiba eu nunca vi uma andando pelas ruas e pedindo as coisas. É preciso mostrar que todos estão engajados neste propósito (quem produz, quem vende, quem compra).

É uma luta árdua, é cansativa, chega até ser chata, mas é um investimento de longo prazo na bolsa de valores da nossa vida, ou seria a sacola?

Sacolas retornáveis no Brasil:

http://carbonozero.blogspot.com/2007/10/sacolas-retornveis.html

http://mercedeslorenzo.multiply.com/photos/album/33/SACOLAS_PARA_A_VIDA_-_Silvana_Buena

__________________________________________________________________________________ Cristiane A. Fetter

FAVELAS (III – Final)

“A esmagadora maioria dos habitantes de favelas são pessoas honestas, pacíficas, cumpridoras dos seus deveres…” Você já deve ter ouvido (e, porque não, falado) isso incontáveis vezes. Essa premissa está presente no discurso de muita gente boa e bem intencionada. Mas será? Vamos dar uma analisada nisso sem preconceitos, sem sentimentos burgueses de culpa e sem paternalismos babacas? Vamolá:
-1) Morar sem pagar um tostão de IPTU é ser “cumpridor dos seus deveres”? Mas são pobres, excluídos, coitados, só moram lá porque é a única condição que têm de morar, viver, sobreviver! Então não existem pobres, excluídos, coitados, morando fora de favelas (e pagando sim IPTU com um puta sacrifício)? Será que todos os “favelados” se encaixam na categoria de “pobres, excluídos, coitados”? Quais são as estatísticas? Quantos estão lá por oportunismo, comodismo, esperteza?
-2) Obstrução do trabalho policial, da justiça, omissão de socorro, falso testemunho, acobertamento de ação criminosa e outras “práticas” comuns do dia-a-dia das favelas não são crimes ou contravenções previstos e tipificados nos códigos? Ah, mas eles, coitados, vivem “aterrorizados” pelos “chefões”. A Lei do Silêncio é vital para sua sobrevivência! Talvez isso explique o porque eles estejam sempre com um “ar tão constrangido” quando promovem quebra-quebra, incendeiam transportes coletivos, saqueiam caminhões de mercadoria etc sempre “obedecendo (a contragosto, claro) ordens dos famigerados chefões!
Há inúmeras outras evidências que parecem contradizer a idéia de que o “favelado” de hoje é aquele mesmo despossuído, excluído, quase sempre migrante nordestino, de algumas décadas atrás. Até porque os verdadeiros MISERÁVEIS deste país sequer tem acesso á maioria de nossas favelas!
Não dá mais pra tapar o sol com a peneira. É preciso enfrentar o fato de que as favelas se tornaram a principal indústria do crime e da violência em nossa cidade. Não há projeto, programa, estratégia para reversão do quadro de terror em que mergulhamos, que possa ser considerado sério se não prever O FIM DAS FAVELAS!
Claro que não estou pensando em “remoções” como em épocas passadas. Afinal, as principais “remoções” deram origem à Cidade de Deus e à Vila Kennedy! Também não acredito nos “favela-bairros” nos moldes dos que já foram feitos, “enchendo” de concreto as partes visíveis e espalhando “pracinhas”, “playgrounds”, “tendas”, “quadras de esportes” e outras obras de quinta categoria fadadas a serem depredadas ou deteriorarem por falta de manutenção. Imagino uma intervenção verdadeira, corajosa e definitiva que seja precedida de uma avaliação criteriosa sobre quais as favelas que possam verdadeiramente se tornar bairros, com replanejamento urbano e quais os guetos “indignos de seres humanos” que tem de ser efetivamente “desmontados”.
É claro que não é um processo simples e, muito menos, de curto prazo. Tampouco é uma ação que independa de outras providências como geração de empregos e atividade econômica LÍCITA, combate ao banditismo associado ou não ao TRÁFICO, inserção, inclusão, desestigmatização e descaracterização de guetos etc. Uma idéia é atrair, com incentivos fiscais, grandes empreendimentos geradores de emprego e renda para se estabelecerem em algumas dessas comunidades hoje faveladas, da mesma forma que muitas cidades de interior fazem para atrair indústrias. Há muitas das atuais favelas que comportam esse tipo de ação.
Enfim, é um projeto político-social de grande envergadura, mas que precisa, para ser levado a cabo, de políticos e administradores também de grande envergadura. Aí o “bicho pega”, né? Pois é, vamos começar a pensar seriamente nisso?
Que tal começarmos mudando paradigmas nas nossas próprias cabeças? Chega de olhar para as favelas com olhar paternalista, pena ou remorso(?!). Chega de ter medo do patrulhamento do “politicamente correto”.
Precisamos incluir os excluídos, caçar os bandidos e “acabar com a mamata” dos oportunistas.
Simples assim!
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IVO FONTAN