Fazemos diferença no mundo

Mas ultimamente por conta da minha mãe que muitas vezes tem estado em minha casa, acabo acompanhando a novela das nove.
Mas o que e chamou a atenção foi uma matéria no jornal de domingo, há vários domingos atrás, falando sobre uma pesquisa feita sobre a repercussão dos vilões da novela.
O resultado foi de larga vantagem para a total inversão de valores.
Todos os personagens inescrupulosos são considerados batalhadores e merecedores de um final feliz pela população pesquisada. Uma total inversão de valores pelo provável simples motivo de que os personagens são carismáticos e charmosos.
É um resultado tão surpreendente que o próprio autor da novela declara que apesar de novela ser uma obra aberta e muito influenciada pela resposta e pela vontade do público, ele manterá os finais “infelizes” para os vilões, afinal, ele “ainda tem senso de ética” .
Nem precisamos falar mais nada.
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Ana Cláudia Bessa
Segue abaixo a lista. Como foi um e-mail que circula na internet, não posso afirmar que esteja 100% correto, mas fiz uma pesquisa no Google em todos os candidatos do meu estado (RJ). Peço que façam o mesmo para comprovar o que diz esta lista em relação aos candidatos de seus estados e usem a internet (gente, pelamordedeus, usem a internet!) e essas informações para fazer do seu voto o voto mais consciente que digitou na urna até hoje.
PMN
Silvio Costa PE Sim
Total PMN: 1
ça RS Não
Raul Jungmann PE Não
Total PPS: 12
PRTB
Juvenil MG Não
Total PRTB: 1
PSOL
Chico Alencar RJ Não
Ivan Valente SP Não
Luciana Genro RS Não
Total PSOL: 3
Há muito tempo eu venho querendo escreve sobre o excelente nível das propagandas feitas pela Justiça Eleitoral para incentivar e despertar o voto consciente.
e gostaria de propor um exercício eleitoral:
Você se lembra em quem você votou há quatro anos atrás?
Sabe o que ele seus candidados (se eleitos) fizeram durante seu mandato?
Ficou satisfeito?
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No programa do Amaury Jr., a cantora e ativista Rita Lee teve uma daquelas idéias brilhantes, dignas do seu gênio criativo.
Reclamando da “inutilidade” de programas como o Big Brother, ela deu a seguinte sugestão: colocar todos os pré-candidatos à presidência da República trancados em uma casa, debatendo e discutindo seus respectivos programas de governo.
Sem marqueteiros, sem máscaras e sem discursos ensaiados.Toda semana o público vota e elimina um.
No final do programa o vencedor ganharia o cargo público máximo do país.
Além de acabar com o enfadonho e repetitivo horário político, a população conheceria o verdadeiro caráter dos candidatos.
A idéia não é incrivelmente boa?
Se você também gostou, mande essa mensagem para os amigos e faça coro pela campanha:
BBB 9 – Casa dos Políticos… JÁ!
(texto recebido pela internet-autoria não confirmada)
Pode parecer, à primeira vista, que o tema que vou abordar nesta série de textos não tem muita relação com o propósito deste blog. Eu penso que tem e muito. Se tratamos de assuntos que dizem respeito ao futuro que pretendemos construir para nossos filhos, não podemos deixar de lado nada que faça parte integrante e relevante deste mundo. Sobretudo aquelas que tem influência direta na formação de nossa capacidade de ver e pensar o mundo. Neste rol, a TELEVISÃO ocupa um papel que não pode e não deve ser subestimado.
Muito tempo ainda transcorrerá até que a verdadeira importância da televisão como elemento de transformação social seja compreendida. Entre nós são pouco mais de cinco décadas (apenas) de existência, das quais somente as duas últimas de efetiva massificação, ou seja, “penetração” em, praticamente, todos os segmentos da sociedade.
“A televisão é integradora, instrumento de evolução e insubstituível como veículo de comunicação e informação”;
“A televisão é o principal instrumento de desagregação social e familiar. Perniciosa e disseminadora de comportamentos e opiniões inadequados para a maioria da população”;
“A televisão não passa de um grande e democrático meio de entretenimento. Não induz nem estimula comportamentos ou idéias incompatíveis com os verdadeiros valores de quem a assiste”
As três teses encontram defensores convictos em todos os níveis da sociedade. Não se duvide que, até mesmo a segunda encontra adeptos dentro da própria “comunidade televisiva”.
A questão, no entanto, é muito mais complexa do que qualquer das teses possa contemplar. Além de faltar, como dissemos no início, “tempo de observação” (e não há nada que se possa fazer para acelerar o tempo!) falta também fechar o foco e definir melhor o que chamamos de televisão. Estamos falando de programação? Falamos de linguagem? do preparo ou competência ( ou despreparo e incompetência ) das pessoas e/ou empresas que operam o veículo? É adequado o sistema de concessão de canais e sua exploração com fins comerciais? Ou falamos do aparelho em si, ou seja, defendemos uma ou outra tese com relação, simplesmente, à entrada indiscriminada de imagens, informações e opiniões, casa-a-dentro das pessoas via essa “maravilha tecnológica” cada vez mais acessível.
Definido o que estamos chamando de “televisão” é preciso ainda particularizar os “grupos” ou segmentos sociais alvo da análise, já que, em um país tão vasto e com os contrastes sócio-culturais como os encontrados no Brasil, falar em população como mero coletivo de cidadão, sem levar em conta as abissais diferenças que separam grupos (às vezes até geograficamente próximos) é garantia de erro em qualquer estudo de ordem sociológica.
Com essas considerações quero dizer que as três teses são defensáveis e reprováveis ao mesmo tempo! É uma questão de “misturar”e combinar parâmetros: o que estamos chamando de televisão e de população?
Vamos partir de três premissas:
- A televisão de penetração maciça, no Brasil, é a TV aberta, comercial e com predominância das chamadas redes – quatro ou cinco grandes conglomerados de emissoras que “distribuem” uma programação, em grande parte comum, por todo o país.
- Sendo comercial a TV norteia sua programação em função da maior captação possível de telespectadores (audiência)
- As programações das TVs, quase que totalmente, são produzidas nos grandes centros – principais cidades do país – por pessoas (técnicos, artistas e profissionais em geral) pertencentes a grupos sociais típicos desses grandes centros.
Continua na próxima postagem
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Texto de Ivo Fontan
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