Como Deixar seu Guarda-roupa Verde

Precisamos urgentemente mudar nossa forma de consumir. Roupas são itens indispensáveis e portanto, um ponto onde realmente podemos (e devemos) dedicar especial atenção na hora de comprar.  Encontrei este texto da Fernanda Vasconcelos Torres e achei interessante compartilhar. Contudo, gostaria de acrescentar um item : usar roupas de tecidos reciclados, claro ! :)

Hoje temos tecidos (como as nossas ecobags) e malhas feitos de garrafa PET  (como as nossas camisetas) que seriam descartados na natureza. Além disso, temos tecidos feitos de resíduos de produção e confecção, ou seja, restos mesmo – como o nosso boné feito de jeans proveniente de resíduo fabril – (inclusive o pó do tecido liberado na fabricação) e retalhos que viram novas peças de roupas e acessórios – como os nossos sacos de presente!

E não deixe de atentar à origem dos tecidos como a Fernanda recomenda. No caso dos reciclados, é importante que seja fabricação brasileira, afinal, queremos reciclar as garrafas PET que seriam descartadas aqui, resíduos de tecido daqui, e não de outros países, né?

E vamos a mais dicas da Fernanda!

bamboo_wardrobe.jpg1. Planeje antes de comprar

Abandone as compras por impulso. Pode ser uma maneira de pensar também em você, analisando bem se aquela roupa ou acessório servem para você ou é só uma vontade passageira. Caso contrário, além de gastar dinheiro, você perderá espaço no armário.

2. Ame suas roupas
Cuide-as com carinho. Evite usar roupas de festa, trabalho ou qualquer outra peça que pretende usar para sair. ‘Acidentes’ domésticos provocam pequenos desastres como manchas ou tecidos queimados. Se cair um botão ou tiver que ajustar um pouco, procure uma costureira e veja se há como reparar. Para os mais empolgados, é uma boa hora para aprender a lidar com linhas e agulhas.

3. Evite lavagem a seco
Máquinas de lavagem a seco usam tetrachloroethylene, uma substância cancerígena. Procure lavanderias que trabalhem com “wet cleaning” ou CO2 líquido.  Muitas peças que antes eram lavadas a seco já podem ser lavadas a mão, especialmente as de seda, lã e linho. Fique de olho nas etiquetas. Se você prefere recortar, cole em um pequeno caderno ou guarde em uma caixinha para conferir as orientações quando precisar.

4. Compre peças antigas ou usadas
Use a criatividade e tenha um estilo próprio. Busque em bazares, feirinhas, brechós, clothing swaps entre amigas. Vale tudo. Se tiver roupas ‘herdadas’ que possam ser interessantes, aposte. Acessórios antigos sempre fazem a festa. Tenha cuidado para ver se tudo está ok. Peças antigas ou usadas podem estar danificada pelo tempo ou pelo uso. Dependendo, uma reforma resolve. Ainda sobre espaço para uma boa customizada.

5. Lave bem
Tenha cuidado para não disperdiçar energia. Junte bastante roupa antes de lavar, para economizar na água, luz e sabão. Procure usar a temperatura mais baixa possível. Opte por alternativas naturais na remoção de manchas nos tecidos e produtos que sejam livre de fosfato e biodegradáveis. Se estiver procurando por uma lavadora nova, verifique se possui selo de economia energética (Energy Star label, nos EUA, e, no Brasil, do Inmetro). A mesma dica vale para os ferros elétricos.

6. Vista orgânicos
Os tecidos orgânicos chegaram para ficar. Desde o algodão até a seda, certifique-se de que possui selo de autenticação (que identifica se a produção realmente é feita sem agrotóxicos). Informe-se sobre os métodos de tingimento e a origem das matérias-primas. A escolha pelos orgânicos é benéfica não só para o consumidor como para o meio-ambiente, evitando uma produção gigantesca de resíduos altamente nocivos.

7.  Encontre uma nova utilidade
Reciclar não é somente reaproveitar. Seja criativo, inspire-se no mundo a sua volta e aproveite o que já existe para reinventar. A proposta está sendo cada vez mais abraçada por estilistas internacionais – chegando a ser desafio até mesmo para o pessoal do Project Runaway. Observe aquelas roupas e acessórios antigos e descubra potenciais fashion adormecidos. Caso não agrade a idéia, reúna o que não precisa mais e leve a entidades carentes. Se nós não encontramos novidade, outros encontrarão.

8. Investigue as origens
Nesse boom de novos tecidos, desconfie do mote ecológico. Como tudo na vida, o que aparentemente poderia ser a solução, pode ser um problema. Fibras de bamboo são fontes fantasticamente renováveis – mas tornam-se um perigo se suas plantações tomarem espaço de florestas. A mesma coisa acontece com a soja e o milho, além de outros tecidos mais elaborados como o Tencel (de origem vegetal). Mantenha-se informado e faça escolhas conscientes.

9. Escolha roupas éticas
Muitas empresas, além de cuidarem da natureza, investem em sustentabilidade e responsabilidade social. Valorize e incentive esse tipo de ação. Procure saber onde ficam as fábricas das empresas que você compra. Muitas multinacionais utilizam abordagens de mercado que incluem maximizar o lucro e deixar de lado preocupações humanitárias, como a luta pelo fim da exploração de mão-de-obra infantil e escravidão (problemas comuns em países latinos, asiáticos e africanos).

10. Não desperdice
Não é porque aquele vestido não está na próxima tendência que ele merece ir pro lixo. Se for algo que de-jeito-nenhum-você-usará-novamente, venda, troque, doe. Há muita gente no mundo precisando de ajuda. Fique informado sobre ONGs e entidades que prestam auxílio a pessoas necessitadas. Colabore com movimentos de apoio a vítimas de catástrofes climáticas (como enchentes e tempestades). É uma maneira de amenizar as conseqüências do aquecimento global e motivar uma mudança.

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Texto do blog Eco Trend and Tips de Fernanda Vasconcelos Torres : http://ecotrendstips.wordpress.com/2007/10/15/como-deixar-suas-roupas-verdes-em-10-passos/

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O Blog futuro do Presente está concorrendo ao Prêmio Top Blog 2010 !

Precisamos muito e contamos com seu voto e apoio! Basta clicar no selo ao lado, não passa de 1 minuto para concluir seu voto.

Participe! E obrigada! :)

solo fértil


O apoio dado ao Manifesto pelas Mães superou de longe nossas expectativas. Já contamos com mais de 500 assinaturas e a campanha está só no começo.

Quando retornarmos das férias – leia-se: a molecada voltar pra escola e a gente reconquistar aquelas preciosas horas de teclado e introspecção, faremos um novo e bem mais amplo esforço de divulgação.

Mas antes de tudo, queremos agradecer às mães e pais queridos, sinceros e parceiros que, logo de cara, abraçaram a causa. Seus comentários nos emocionaram e deram força pra que a gente retorne em agosto com todo o pique.

No site do Grupo Cria, estamos lincando todos os blogs que estão ajudando a divulgar o Manifesto. Mas como a internet é uma colcha de retalhos – com muito fuxico e tricô – alguns blogs podem ter escapado da nossa atenção. Se isso aconteceu com o seu, nos mande um email e o incluiremos na lista.

Boas férias, luz e curtam muuuuuito seus filhotes em casa. Sejamos mães, com orgulho!

Taís Vinha – Grupo Cria e Ombudsmãe

http://ombudsmae.blogspot.com/2010/07/solo-fertil.html

Filhos dos pais e da sociedade e da escola e da família

Recebi pelo Twitter um link de texto falando que ética se aprende em casa.
Não li o texto, confesso, pois não dou conta de tanto conteúdo. Mas fiquei curiosa: em casa com pais ficando fora o dia todo? Ou há que se fazer concessões?

Vejo e ouço constante “recados” da sociedade cobrando dos pais a educação que deve ser dada em casa mas eles tem que se matar para pagar escola e o chefe cobra hora extra sem remunerá-los. Explica pro chefe que você precisa faltar ao trabalho porque seu filho precisa de carinho e orientação. Nem precisa ser o chefe, fala aí pro colega ao lado e veja a reação dele se você cogitar a possibilidade de postergar um trabalho, faltar uma reunião, deixar de entregar um relatório ou mesmo deixar de cumprir sua rotina do dia por causa de um filho. Muitas mães desejam deixar de trabalhar para cuidar dos filhos nos primeiros anos (e muitas que não o fazem se arrependem) mas além da dificuldade de se abrir mão da remuneração pelo trabalho, pare de trabalhar e verá como vão dizer que essa mãe não faz nada (o que é uma grande mentira). Os que criticam são os mesmos que tem um monte de teorias sobre quão falhos são os pais.

A sociedade cobra dos pais e trata os mais dedicados como fracos.

Todo mundo tem que sentir responsável pelas crianças: sociedade, pais e escola. Se considerarmos que somos também frutos do meio, a ética tem que permear todos os ambientes. Crianças sem ética são adultos que interferem maléficamente em toda a sociedade. Todos pagamos o preço, não só as famílias em casa. Ética e muita coisa tem que ser ensinada em TODAS as esferas. Se os pais devem ensinar, no mínimo, a sociedade deve apoiar os pais. É preciso que a sociedade mude a forma de ver a maternidade/paternidade de forma urgente e dar respaldo para que seja exercida melhor.

Se refletimos o que aprendemos dentro de casa, também não refletimos em outros aspectos. Observo que , por exemplo, tem muitas coisas que sou diferente de meus pais, para bem e para o mal. Pais não são onipotentes, nem onipresentes. Se fosse assim os filhos de fumantes, fumariam e é comum acontecer o contrário. Como influências podem vir do meio, ou não, e nunca sabemos qual terão um peso maior para cada indivíduo, todos somos responsáveis pelas crianças. A propósito, meus pais fumavam quando eu era criança. Eu nunca fumei mesmo não me lembrando de receber orientação para não fazer. Ou seja, valores podem ser muito mais amplos do que só pais, família, sociedade ou escola…é tudo relacionado.
Eu sou totalmente contra terceirizar qualquer educação, mas acho que jogar qualquer coisa exclusivamente nas costas dos pais  é absurdo. A sociedade que temos hoje é fruto do abandono aos pais, não só às crianças. Os pais ainda são empurrados a terceirizar os filhos. Precisamos encontrar o equílibrio dessa relação pois cobra-se pais presentes e profissionais totalmente dedicados. Difícil conciliar.Precisamos urgente mudar a forma de encarar a parentalidade. E dar valor ao exercício mais pleno.
Sou defensora apaixonada dos pais e filhos em conjunto com a sociedade.
Assine o Manifesto pela Valorização da Maternidade.

Pela valorização do papel importante que a educação familiar tem na formação dos indivíduos e da necessidade urgente da sociedade apoiar os pais para exercê-la.

Acesse aqui: http://www.grupocria.com.br

Achados na net

Olha quanta coisa legal a gente achou na net, feita por gente como a gente!

Os blogs são realmente uma expressão individual sensacional. Nunca antes na história pudemos trocar tanto com tanta gente. Viva a internet bem aproveitada!

http://cozinharconsciente.blogspot.com/

Um blog com um monte de receitas vegetarianas. Mesmo que a gente não seja vegetariano, vale a visita e a inspiração da Angela para fazer receitas diferentes e experimentar novos e saudáveis sabores. Eu fiquei com vontade de experimentar a sopa de mandioquinha, quinoa e couve (hummmmm….)  e a farofa (nhamm…nhammm…nhammmm) fria de cenoura e amaranto. Olha que nem sei o que é amaranto…rs…

http://alimentosaudeinfantil.wordpress.com/

Lotado de dicas bacanas sobre alimentação infantil saudável. Vale a visita para ver o quanto podemos (e devemos) eveitar dar produtos industrializados para nossos pequenos.

http://mimirabolantes.blogspot.com/

Esse eu já conhecia mas é sempre bom indicar porque a Monique Fustcher tem sempre mirabolantes e boas idéias e inspirações para o mundo!

http://scienceblogs.com.br/chivononpo/

Ciência e de tudo um pouco. Saudades do amigo joâo Carlos que nunca mais apareceu por aqui! :)

http://anepbrasil.wordpress.com/

Associação Nacional para Educação Pré-natal. Por um nascer mais saudável e humano. Iniciativa da amiga Renata Matteoni em defesas das mulheres e das crianças.

Iogurte natural fácil e feito em casa

A amiga Maria Rê, postou em seu blog Fogão Azul um post falando sobre sua indignação quanto à Publicidade direcionada às crianças em produtos alimentícios. Este post, fez parte de nossa blogagem sobre o assunto, onde ela é inclusive uma das autoras. Mas ela não parou apenas no texto, ela ainda nos brindou com uma receitinha básica para se fazer iogurte em casa, sem complicação, mais barato e sem embalagens para poluir o meio ambiente. E melhor: sem corantes, conservantes, acidulantes e “purgantes” que só prejudicam a nossa saúde e a saúde da crianças.

Não pudemos deixar de experimentar a receita!

Tenho em casa uma iogurteira antiiiiiiga da Arno em casa e ela precisa ficar ligada por 9 a 12 horas para fazer o iogurte.

Na receita da Maria Rê basta uma pequena aquecida no leite.

Fazer iogurte é muito, muito fácil.

Aqueça 1 litro de leite (integral é melhor). Se tiver um termômetro é só aguardar chegar em 45°. Se não tiver, não tem problema. Quando começar a ferver, desligue o fogo e espere esfriar até que consiga deixar seu dedo mindinho dentro do leite por 10 segundos (lave bem as mãos antes, purfa). Nessa hora, coloque num pote de vidro ou panela de inox uma colher de sopa (não mais do que isso!) de iogurte natural. Despeje o leite e misture bem. Cubra, enrole num pano de prato ou toalha e coloque num local protegido de variações bruscas de temperatura – o ideal é o forno desligado, mas pode ser um armário. Depois de 8 horas, desembrulhe e coloque na geladeira. O iogurte já está pronto.

Você pode consumi-lo puro, adoçar a seu gosto, bater com frutas, usar de base para molho de salada, usar como substituto para o leite em algumas receitas…tantas possibilidades!

Atente para o seguinte:

  • Leite integral, além de mais saudável, deixa o iogurte mais cremoso.
  • Use apenas uma colher de sopa de iogurte para 1 litro de leite, não mais do que isso.
  • Procure um iogurte que tenha a menor quantidade de porcarias possível para usar como base. Evite os que têm gelatina, leite em pó, amido e outros tipos de espessante.
  • Guarde sempre uma colher de sopa do iogurte que você produziu para usar na próxima leva. Você nunca mais precisará comprar os potinhos plásticos poluentes de novo!

Esta aí, o iogurte pronto. Dividi nos potinhos de vidro da iogurteira -que não  precisou ser usada- , ótimos para acondicionar alimentos e claro, reutilizáveis. Cada potinho, adicionado das frutas, tem rendido 4 (isso mesmo, quatro!) porções. Já fizemos batido (no triturador do mixer) com ameixas secas e açúcar e outro de morangos frescos e mel (para substituir o açúcar). Ambos ficaram com uma coloração linda, perfeita, sem nenhum corante ou flavorizante artificial.

Ficaram simplesmente deliciosos! Absolutamente, saudáveis e naturais!

Meus parabéns e agradecimento carinhoso à Maria Rê que nos autorizou a postar a receita e nos brindou com essa dica!

Ana Maria Braga que nos aguarde!!! :)

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Publicidade infantil: proibir ou não?

top_interna_tvSaímos da época das festas, shoppings lotados de adultos e crianças ávidos por comprar seus presentes e artigos de Natal, ano novo, material escolar e carnaval, e não pudemos deixar de refletir sobre esse tema tão importante: consumo infantil.

Alguns defendem veementemente a proibição da publicidade infantil. De outro lado, alguns discordam, acham que estão querendo passar para a publicidade uma responsabilidade dos pais.

O que é importante afinal levarmos em consideração nesta questão?

Em primeiro lugar, que são debates como esses que fizeram com que a publicidade e a sociedade como um todo evoluísse. Somos a favor das diferenças, das possibilidades e do debate.

Mas por que é necessário regulamentar?

Não temos dúvida de que, no mínimo dos mínimos, é urgente uma regulamentação muito, mas muito rígida para a publicidade infantil. Quer dizer, nem todos têm a absoluta certeza de que serão as regras que vão melhorar o estímulo exarcebado ao consumo infantil, mas todos nós acreditamos que é necessário nos mover em busca de proteção à nossa infância.

A publicidade como vemos é um cerceamento à liberdade da criança de imaginar. A criança aprende através da TV e da publicidade a gostar de tudo que a mídia quer que ela goste.

O incentivo ao consumo é tão grande que as crianças não se satisfazem com nada: se é um, é pouco. Se são muitos mas menos que os outros, é pouco. Se são muitos mas o dos outros é maior, é pouco. Se temos muito mas não temos aquilo que o outro tem, é pouco. Se temos um sorriso, um abraço, mas não temos presente, é pouco. É a insatisfação compulsiva.

De quebra, boa parte das propagandas voltadas para crianças são mentirosas e desonestas. Nossos filhos devem e precisam saber: propaganda mente. É um jogo que não se trata do bonzinho e do maldoso, mas de interesses. Conscientizar as crianças já é algo proativo que nós pais podemos fazer independente de qualquer coisa: começar a ser mais enfáticos neste sentido com as crianças em casa.

O objetivo da publicidade voltada para crianças é atingir os pais via filhos. O que torna tudo ainda mais covarde, pois as crianças estão sendo usadas. Aquelas marcas que não dizem nada mais aos adultos, pelo simples fato de não terem nada a mais a oferecer (nenhum diferencial), se disfarçam com personagens infantis e vão pra cima dos pequenos. Os publicitários sabem que os pais, cheios de culpas, acabam comprando quando a meninada pede ou faz pressão. Então vira um non sense: criança não tem maturidade pra votar, pra casar, pra namorar, pra dirigir, para escolher a hora de dormir, para sair de casa sozinha. Mas é tratada como se tivesse maturidade pra tomar decisões de consumo. O que TODOS nós – pais, governo e publicitários – sabemos que elas não têm.

Preocupa muito, também, a abordagem dos anúncios de alimentos infantis. E aí, além da questão do consumo, entra um ponto também muito importante: a saúde. As mães de origem mais humilde, que tiveram seu poder de consumo aumentado nos últimos anos, estão claramente tentando satisfazer todos os desejos dos filhos – desejos que muitas vezes foram delas quando crianças. Isso não seria nem de longe um problema, exceto pelo fato de aquela criança estar sendo entupida de açúcar, farinha e gordura vegetal hidrogenada. O que é um problema que atinge, por diferentes motivos, as demais classes sociais e compromete gravemente a saúde das crianças. Gasta-se horrores em potinhos de “bebida láctea tipo iogurte com aroma artifical de qualquer coisa” quando é possível fazer em casa um litro de iogurte com R$ 2,00 e depois bater com frutas. Esse consumo não é fruto do desconhecimento, mas da propaganda do iogurte-super-divertido-e-colorido-do-super-herói-da-moda-que-dá-super-poderes.

E o risco da proibição? A sociedade pode se tornar imune?

(continua na próxima semana)

Texto escrito a 16 mãos por: Ana Cláudia Bessa, Ceila Santos, Maria Rê Carriero, Renata Gonçalves, Renata Matteoni,  Rita de Cássia Couto, Silvia Schiros e Taís Vinha.

E convido as amigas blogueiras abaixo a postar suas opiniões sobre o assunto e convido-as a convidarem também blogueiras amigas para postarem :
Cristiane Fetter http://todoyda.blogspot.com/

Vanessa http://fio-de-ariadne.blogspot.com/

Cybele Meyer http://cybelemeyer.com.br/

continuação deste debate:

Parte 3:  http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/3217/

Parte 2: http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/publicidade-infantil-proibir-ou-nao-parte-ii/

Mais posts :

http://www.verbeat.org/blogs/facaasuaparte/2010/05/nao_vale_por_um_bifinho.html

http://lucianaivanike.wordpress.com/2010/05/12/minha-filha-sabe-o-que-esta-querendo/

http://futurodopresente.com.br/ana/2010/02/televisao-por-assinatura-e-transparencia-das-relacoes-de-consumo/

http://mamaecintia.blogspot.com/2010/04/bakugan-quem.html

http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/2010/04/voce-e-favor-da-lei-contra-publicidade.html

http://graflor.blogspot.com/2010/03/publicidade-infantil.html

Fórum Criança e Consumo:

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/forum-crianca-e-consumo-dia2parte3/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/criancas-como-cidadaos-ou-criancas-como-consumidores/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/04/forumcriancaeconsumodia2refletiroconsumo/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/forum-crianca-e-consumo-dia-1-continuacao/

http://futurodopresente.com.br/blog/index.php/2010/03/forum-crianca-e-consumo-dia-1honrar-a-infancia/

Como fica a responsabilidade socioambiental na hora de comprar roupas?

Você já pensou sobre o impacto que suas roupas e calçados podem ter gerado na Natureza, seja através de processos químicos aplicados aos materiais, mão de obra irregular ou a emissão de poluentes devido ao transporte das matérias primas e, depois, do produto acabado até a loja?

A proposta é nos questionar: de onde vem a roupa e o calçado que utilizo? Será que segue preceitos ecológicos? Será que as pessoas envolvidas no processo de fabricação tem condições “humanas” de vida e trabalho?

Se você é daqueles que transformou penso, logo existo de René Descartes em “consumo, logo existo”, está na hora de sentar-se como aquela famosa estátua de Rodin “O pensador” , colocar a mão na consciência e mudar alguns hábitos.

Algumas dicas para vestir-se com responsabilidade socioambiental:

  • Se questione sobre a real necessidade de adquirir mais uma peça de roupa ou calçado; ou se está comprando por impulso, ou só “para ficar na moda”
  • Opte por produtos brasileiros, melhor ainda se forem da sua região, não apenas para promover o crescimento regional mas porque menos combustível foi queimado para levar o produto até o ponto de venda, ou seja, até suas mãos;
  • Opte por produtos com selos ambientais e sociais como amigo da criança, orgânico,  comércio justo (fair trade);
  • Se a roupa não serve mais doe para familiares, amigos, ou instituições de caridade. Com esse gesto você aumenta o tempo de vida de uma peça, reduz a geração de lixo e a demanda por algodão convencional;
  • Se tiver criatividade e o dom da costura, ou conhecer alguém que o tenha, transforme a peça de roupa usada em uma “nova”;
  • Não tenha receio de comprar e vender roupas em um brechó, você pode encontrar lindas peças nesses locais por um preço ótimo.
  • Se o colégio onde você ou seus filhos estudam exige o uso de uniforme, promova junto a diretoria uma feira de trocas no final do ano, para que os alunos possam trocar seu uniforme que ficou pequeno, por um maior. Havendo a troca anual, todos cuidarão melhor de suas roupas.
  • Desconfie: o produto está muito barato? Hum… ele pode ter sido produzido por mão de obra irregular (crianças, trabalho escravo, ou qualquer outra possibilidade). Tente se informar sobre a origem do produto, políticas de responsabilidade e existência de fiscalização ou auditoria. Lembre-se, o que está na moda é ser responsável e não a nova “bermuda-frisada-em-verde-bandeira.”
  • Você sabia que a Internet é um ótimo lugar para trocar roupas? Existem vários brechós online, dê uma olhada.
  • Lembre-se dos famosos 3 Rs: Reduzir (é mesmo necessário comprar?); Reutilizar (posso reaproveitar a peça com um reparo ou uma mudança que a torne interessante novamente?) Reciclar (troque, doe, venda, faça a peça circular – de nada adianta mantê-la no armário acumulando poeira, faça a energia circular!). E quando não houver mais jeito? Ainda existe uma opção: que ela vire então, um belo pano de chão.

Para saber mais:

  • ecotece.org.br – Aborda cadeia produtiva, ciclo de vida do vestuário e matérias-primas sustentáveis;
  • cemporcentocerrado.com.br – A 100% Cerrado é uma associação formada por artesãs, costureiras e bordadeiras residentes em diversas cidades satélites do Distrito Federal, coordenada pelas estilistas Sandra Maria e Sônia Reis. Elas buscam a identidade da moda de Brasília e procuram valorizar e divulgar os recursos naturais do cerrado, além de promover a comunidade local. Existem muitas comunidades similares pelo país, procure a mais próxima!
  • buscabrecho.com.br agrupa uma rede de brechós virtuais de venda e troca de roupas.
  • sindicato-brechos.blogspot.com sindicato dos brechós online

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Este é o primeiro post de Carolina Idalino, uma das novas colaboradoras do blog eco4planet. Karolidalmo “possui graduação em Ecologia e mestrado em Geografia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Tem trabalhado nos últimos anos com permacultura, horta orgânica, recomposição de mata ciliar e cadastro de matérias e artigos científicos ambientais no site Ciência a Mão.”. Seja bem-vinda!

Texto original: http://blog.eco4planet.com/2009/12/como-fica-a-responsabilidade-socioambiental-na-hora-de-comprar-roupas/

Overdose de rosa?

ditadurarosa
Encontrei este texto no blog Shoujo-cafe de Valéria Fernandes e vale para nossa reflexão sobre o que estamos permitindo ao consumo de nossos filhos e sobre as implicações ou consequências de nossas escolhas. As escolhas das crianças são dos pais, afinal, somos nós que pagamos a conta.
O comércio tem sua culpa porque nem sempre dá opção de outras cores, mas não podemos esquecer do que rege a lei de comércio: a procura. Os pais consomem o rosa para meninas.
O comércio vai nos dar a opção que aceitarmos, ou vai decidir por nós.
A moda determina o que consumimos? Simples assim?
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A volta do cor-de-rosa

Mirian Goldenberg *, Jornal do Brasil

RIO – Aos domingos, gosto de caminhar na orla das praias de Ipanema e Leblon observando os corpos dos cariocas. O que estes corpos falam sobre uma cultura em que o corpo é um verdadeiro capital?

Com essa ideia na cabeça, e um papel e uma caneta na mão, tento decifrar que tipo de cultura está representada nos corpos observados. Nestas caminhadas antropológicas, o que mais me chama a atenção é a monocromia que reina nas roupas e acessórios das meninas. Quase todas estão de cor-de-rosa, da cabeça aos pés. O rosa não é apenas a cor das Barbies (cujo site tem como slogan Viva o rosa!) mas também dos vestidinhos, camisetinhas, bermudinhas, calcinhas, biquininhos, bolsinhas, sapatinhos, meinhas, enfeitinhos, lacinhos, pulseirinhas etc. Além do rosa, chama a atenção o excesso do uso do diminutivo das mães quando falam com e de suas filhas.

Comentando, tempos atrás, este fenômeno monocromático com a minha editora Ana Paula Costa, ela, muito empolgada, sugeriu que eu escrevesse um livro com o título: A volta do cor-de-rosa. A ideia seria a de retratar o fenômeno de uma nova geração de meninas extremamente românticas, melosas e açucaradas. Meninas cor-de-rosa. Chegamos à conclusão de que o rosa representa um modelo feminino que parecia ter sido completamente abolido nos anos 70 pelas mulheres que desejavam ser meio Leila Diniz: livres, fortes, poderosas, sexualmente ativas, donas do próprio corpo.

Nas minhas caminhadas percebo que, enquanto as meninas estão de rosa da cabeça aos pés, os meninos vestem roupas azuis, verdes, amarelas, vermelhas, cinzas, marrons, pretas, roxas, laranjas, lilás, brancas etc e até, algumas vezes, rosas. E eles não são apenas mais livres nas cores que usam mas, também, correm, brincam, gritam, jogam, se sujam e se machucam muito mais do que elas.

A comparação entre as cores e as brincadeiras de meninos e meninas sugere que faltará a elas, quando mulheres, algo fundamental: liberdade. Liberdade que, na minha pesquisa com indivíduos das camadas médias cariocas, elas afirmam invejar nos homens. Enquanto eles dizem que não invejam nada nas mulheres.

Quando brincam de casinha com suas Barbies cor-de-rosa, as meninas estão aprendendo a ser um tipo de mulher que, provavelmente, terá o mesmo tipo de sonho em um futuro não tão distante. Elas estão aprendendo a ser românticas, dependentes, delicadas, preocupadas com a aparência, mulheres que gastarão inúmeras horas em salão de beleza pintando as unhas do pé e da mão de rosa, comprando roupas e sapatos, cremes e maquiagens, obcecadas com dietas para emagrecer, com cirurgias plásticas, botox, e que, apesar de adultas, continuarão tendo fantasias com o príncipe encantado, que pagará as contas e resolverá todos os problemas.

Muitos pesquisadores já analisaram esta nova/velha mulher que, cansada do mundo competitivo do trabalho e das responsabilidades sociais, sonha em “voltar para a casa e se dedicar ao marido e aos filhos”. Sonho cada vez mais difícil de realizar e, talvez por isso mesmo, cada vez mais presente entre as brasileiras, uma espécie de nostalgia de um tempo perdido em que o papel feminino estava restrito ao de esposa e mãe.

Recentemente, descobri o blog PinkStinks (Rosa é uma droga), em que duas mães inglesas declararam guerra ao que chamam de pinkification (rosificação) das meninas: a onipresença da cor rosa no universo feminino. Elas acreditam, como eu, que o fenômeno vai muito além da cor. O site diz que a cultura do rosa, imposta às meninas desde o berço, é baseada no culto da beleza, no corpo, na aparência, na magreza, em detrimento da inteligência. Apesar de parecer inofensiva, continua, o rosa simboliza uma cultura de celebridade, fama e riqueza, obcecada pela imagem, que pode aprisionar e limitar as aspirações das meninas sobre o que podem ser e realizar quando se tornarem mulheres.

Se o corpo e a roupa falam algo sobre a nossa cultura, o que o rosa está falando sobre estas futuras mulheres? Estaria falando de um tipo de representação de gênero que associa a mulher à delicadeza, doçura, fragilidade, fraqueza, inferioridade, submissão? De mulheres cujo principal objetivo é conquistar um marido? De mulheres dependentes que precisam da proteção de homens fortes e poderosos? Estaria falando da clássica dominação masculina, que transforma meninas em mulheres cor-de-rosa?


* Mirian Goldenberg é antropóloga, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro e autora de ‘Toda mulher é meio Leila Diniz’ (Ed. BestBolso). 17:20 – 09/01/2010

Psicologia das cores

Interessante este post que li falando da psicologia das cores usadas no desenvolvimento de logotipos e claro, não pude deixar de analisar as cores do logotipo do Futuro do Presente, que foi escolhido sem nenhum critério de psicologia de marketing. Os tons de verde e azul, além de ser um gosto pessoal, tendo sido o verde também pesado pelo nossos cunho ecológico, claro.

Mas a análise é bem interessante. E confirma que existem, sim, técnicas  de mensagens subliminares nas propagandas. Quando vemos uma marca, um texto , expressões, ambientações e etc em uma marca ou propaganda, sempre tem um motivo para ela estar ali, daquela forma para nos atingir de uma forma específica sem que tenhamos a percepção.

Vivendo e aprendendo.

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Verde

Dura, Ambiental, Fresca, Harmônica, Saudável e Curativa; Inexperiência, Natureza, Renovação e Tranqüilidade; Moeda.

Verde representa vida e renovação. É uma cor calmante e repousante, mas também pode representar ciúme e inexperiência. Você pode encontrá-la frequentemente utilizada por empresas que pretendem retratar a si próprias como ecologicamente conscientes.

Azul

Autoridade, Calma, Confiança, Dignidade, Fidelidade, Poder, Sucesso, Segurança e Confiabilidade.

Azul é calmante e pode evocar imagens de autoridade, sucesso e segurança. A grande maioria das pessoas pode dizer que gostam, pelo menos, um tom de azul. É provavelmente a cor mais popular no design de logotipos e pode ser vista amplamente em logotipos do governo (Norte-Americano; Nota do Tradutor), logotipos ligados à área médica e é a cor majoritária nos logotipos das empresas que constam no índice Fortune 500.

Segundo a Plaid:

+ Azul é a única cor que a maioria das pessoas não odeia;
+ As pessoas não se envolvem emocionalmente com o azul;
+ Azul faz as pessoas se sentirem confortáveis;
+ Azul é a cor mais fácil de ser aprovada em trabalhos criativos.

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