Blog Day 2010 e a internet livre

Blog Day 2010

Hoje é o Blog Day. Este movimento foi criado para movimentar os blogs de forma a que uns indiquem outros e se conheçam e divulguem. Eu gosto dessas campanhas e apoio porque quando conhecemos novas pessoas e o que elas estão fazendo, podemos encontrar outras com interesses semelhantes aos nossos e isso, claro, provoca uma união, uma coletividade e abre mil e uma janelas de novas possibilidades.

Por isso, eu não poderia de deixar de indicar o meu amigo João Caribé (@caribe) que nos mantém sempre alertas para lutar contra o AI-5 digital e nos convocou para uma blogagem coletiva, hoje, em repúdio a políticos que querem aproveitar que nossas atenções estão voltadas para as eleições para fazer tramitar o voto de uma lei em caráter de urgência com intenção de criminalizar o uso da internet.

A intenção destes políticos é clara: censurar a internet sob o pretexto da pedofilia e os cibercrimes. Não podemos deixar que calem a nossa voz, a mais democrática e transformadora , nunca antes vista na história do mundo, que é a internet.

O interesse deles é esse: impedir que nos expressemos e nos mobilizemos. E o mundo, principalmente o Brasil, continua exatamente como está. Não podemos deixar. Participe da blogagem coletiva e mostre que VOCÊ  está atento.

E que já foi o tempo em que eles faziam as coisas na surdina, sem ninguém saber em benefício próprio, promovendo sempre o atraso e a estagnação do nosso país e dos nossos direitos como cidadãos.

Fórum Criança e Consumo – dia 1 – continuação

Honrar a Infância

Achei no laptop mais conteúdo relacionado ao primeiro dia do  3º Fórum Internacional Criança e Consumo promovido pelo Instituto Alana , que aconteceu de 16 a 18 de março em SP onde estivemos, através de uma PAM –  parceria de apoio mútuo (modalidade que acabo de inventar…rs) com o blog Desabafo de Mãe (http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/ ) e da ANEP Brasil – Associação Nacional para Educação Pré Natal (http://anepbrasil.wordpress.com/ ).
Como o conteúdo é muito interessante, vou publicar uma pequena continuação do primeiro dia.

Crianças e o mundo

As histórias contam que a infância é igual em qualquer lugar do mundo. As necessidades são as mesmas: tem desejos, é preciso separar os desejos que vem de dentro dela e os que botamos dentro delas. Honrar a criança, preservar o direito fundamental das crianças. É direito da criança poder opinar e se expressar.

Brincar vem do latim, vínculo. Brincar é se vincular com o mundo.

Quando existe democracia existe conflito de interesses mas na área de consumo e propaganda prima pela violência como os conceitos são colocados. Usar o brincar como fórmula de propaganda  é perverso por ser este o meio como a criança se comunica com o mundo.

Preservar e respeitar o pleno desenvolvimento da criança é fundamental e o Estado, a familia, a comunidade e a sociedade são responsáveis pela criança.

Pais e a propaganda

Pesquisa revelou que 73% dos pais entrevistados não querem propagandas voltadas para seus filhos.

O grande problema da propaganda infantil é que  querem vender ao invés de formar. O consumo de produtos alimentícios sem qualidade, por exemplo, está levanto ao aumento da obesidade infantil. E a ausência necessária dos pais no mundo atual trava uma luta desigual com as propagandas infantis.

Empresas e publicidade infantil

Em breve as boas empresas não anunciarão mais para as crianças. Será uma questão ética para elas. Antes, as empresas devastavam, hoje constroem florestas. O mundo corporativo está em mudança no sentido de ver o planeta como um todo e se pensarmos mais das crianças, o mundo sai ganhando pois é preciso apreciar a contribuição da criança para a evolução do mundo.

Pais e as Empresas

Aos pais, cabe tornarem-se consumidores conscientes, serem exemplo.

Deixar de comprar produtos que fazem propagadas para crianças é fundamental.

E falar isso para as crianças, pode ser um bom caminho para aquelas comecem a entender o que significa a publicidade nociva e dar à elas ferramentas para serem seus próprios críticos.

Qualquer ação para regulamentar o abuso da publicidade é mascarada como cerceamento da liberdade de expressão.

Quando na verdade, não é a propaganda que será cerceada e sim, estaremos garantindo o direito à criança à sua integridade.

Integridade = liberdade, respeito, dignidade

Palestrantes:
Ilan Brenman [Abertura] Mestre e Doutor pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), bacharel em psicologia pela Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP), autor de mais 25 livros (muitos premiados). Atualmente, é considerado um dos mais importantes e renomados contadores de história do país.
Corinna Hawkes [Palestrante] É atualmente professora convidada do Departamento de Nutrição da Escola de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e pesquisadora visitante do Centro de Políticas de Alimentação da City University, em Londres. Foi presidente do Grupo de Especialistas em Marketing de Alimentos para Crianças, da OMS.

Guilherme Canela [Palestrante] Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB) e mestre em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP). Coordena a área de Comunicação e Informação do Escritório da Unesco no Brasil.

Cenise Monte Vicente[Palestrante] Mestre em Psicologia Social, foi coordenadora executiva da Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos, Secretária Municipal de Promoção Social de Campinas e co-autora de vários livros. É consultora em direitos da criança e em responsabilidade social.

Inês Vitorino Sampaio [Mediadora] Graduada em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Mestre em Sociologia pela UFC e doutora em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É professora do Mestrado em Comunicação da UFC e autora do livro “Televisão, publicidade e infância”.

Assassino de João Hélio protegido. Vamos questionar?

andiceO menor infrator que participou do crime hediondo que levou o menino João Hélio a ser arrastado vivo por 7 quilômetros até a morte na frente da própria mãe em 7  fevereiro de 2007 foi solto e será enviado para outro país sob proteção da Justiça através de uma ONG (http://www.projetolegal.org.br/) voltada para os direitos Humanos.

Sabemos da importância de se recuperar e retirar os jovens do crime. Isso é tão fundamental quanto a educação infantil para mudar os futuros cidadãos  e a cara do nosso país. Por isso, antes de criticar a ação, enviei um e-mail pedindo esclarecimentos.

Foi a morte do menino João Hélio que motivou a criação do blog e que promoveu profundas mudanças na nossa vida pessoal. Diante disso e da fé de que se queremos um futuro melhor para todos e para nossos filhos,mandamos o e-mail, pois precisamos não nos omitir e questionar, reclamar e nos mobilizar. Veja nosso depoimento sobre a passeata, 1 mês após o crime.

O texto do e-mail (enviado para projetolegal@projetolegal.org.br)segue abaixo e está liberado para ser copiado, com ou sem créditos, por quem se interessar e concordar com o que está escrito e para quem quiser se manifestar e pedir explicações para a ONG que deve ter seu direito a esclarecer seu trabalho.

Que, sinceramente, esperamos que seja um trabalho sério e estruturado.

Vamos aguardar a resposta.

Boa tarde.

Meu nome é Ana Cláudia Bessa, sou carioca, tenho 38 anos e 2 filhos pequenos.
Como mãe, a morte de João Hélio me chocou a ponto de fazer  com que eu me mudasse com minha família do Rio de Janeiro.

Fiquei sabendo sobre a inclusão – através desta ONG-  do menor infrator que participou do crime hediondo cometido contra o João Hélio em 7 de fevereiro de 2007, onde ele foi arrastado vivo preso ao cinto de segurança por 7 km até morrer, em um programa de proteção.

Gostaria muito de receber maiores explicações sobre o programa onde o menor criminoso é protegido e levado para morar em outro país.
Vocês hão de convir que os cidadãos não tem o “privilégio” à proteção, nem do governo, nem de ninguém.
Se esta proteção é dada a um criminoso de um ato hediondo, no mínimo, temos o direito a saber todos os detalhes do programa já que o que se espera é uma ação estruturada e que, de fato, acompanhe e promova a recuperação desse jovem.

Queremos garantias de que ele não será apenas levado para fora do país e abandonado lá, sendo protegido de vivenciar a revolta e a punição merecida  pelos crimes que cometeu aqui e ainda apto e solto para cometer os mesmos crime lá fora.

Não me importa onde ele esteja, nem quero que ele sofra nenhuma violência, mas também não o quero solto para cometer mais crimes (seja aqui ou lá fora), tranqüilo com a vivência da impunidade e da proteção que recebeu.

Quero realmente saber os detalhes do programa e espero que não me enviem as explicações contidas no site.
Para se levar um infrator para outro país, imagino que o programa tenha estrutura, prazos e metas a serem cumpridas.

Ficarei no aguardo,

Ana Cláudia Bessa.

Amanhã, pode ser você.

[imagem: Fotosearch]Eu estava querendo escrever sobre a Geisy e o caso da Uniban há muito tempo mas como sempre acontecia alguma coisa nova, fui adiando. Não que eu ache que a minha opinião faça diferença. Não tenho essa pretensão mas acredito que ninguém deva se calar diante de tamanho absurdo.

Dia 25 de Novembro, começou a blogagem coletiva “Uma vida sem violência é um direito das mulheres” e essa é a oportunidade de falar do que aconteceu na Uniban e do que ainda acontece todos os dias com muitas mulheres.

Ainda não somos iguais.

Como podemos aceitar com naturalidade que centenas de jovens, homens e mulheres, sejam capazes de hostilizar com tanta violência uma moça porque ela usa vestido curto? E aí, não me importa o quão era ou não uma vestimenta apropriada ao local ou ocasião.

Como mulheres podem chamar a outra de “Puta” por causa de uma roupa? Não que seja aceitável de um homem, mas de uma mulher é especialmente detestável.

Jovens se comportando como selvagens violentos e retrógrados dentro de uma universidade que deveria ser o canal mais importante de desenvolvimento cultural, intelectual e social.
Como podem assistir a um provável estupro, nos dias de hoje, passivamente?
Como ainda argumentar que a mulher provocou o estupro porque vestiu uma roupa e teve determinado comportamento? Quem é que tem direito a nos violentar sob que argumento for?

Aquela cena foi tão grotesca que ainda me impressiona ver as imagens e imaginar em como aquela violência toda, que era quase palpável, poderia terminar?
Estupro ou linchamento?

Um machismo hipócrita e nojento pairava no ar… aquele que a maioria sempre nega que existe. Aquele em que a mulher honesta é aquela que se veste “adequadamente”, aquela que se comporta como a sociedade espera dela, aquela que não tem comportamentos que chamem atenção dos homens e não provoque a inveja das outras mulheres…enfim…

Aí, como se a gente não tivesse visto de tudo, vem a magnífica reitoria e expulsa a moça da faculdade sob algum argumento mal explicado de que ela provocou a situação. Algo como se a Justiça prendesse VOCÊ por ter provocado o assaltante ao sair de carro e passado por uma rua de pouco movimento. Afinal, o que você queria, não é?

Reitoria tacanha e despreparada para gerir qualquer tipo de educação de nível superior. O que a Uniban reconhece como direito? Dizer que menina PROVOCOU é admitir a legitimidade de um estupro por causa da roupa que a mulher veste! Como será o futuro se existirem mais Universidades/reitorias como essa?
E aí, depois disso meus amigos, foi um levante no Twitter…todo mundo indignado com a expulsão.

Só que…alguns dias depois e Geisy fica FAMOSA. Geisy deve ter sentido que aquele dia na Uniban foi pior de sua vida…e agora propostas impensáveis são feitas à ela.#thanksbabacas
Só dá ela: TV, jornais, revistas, programas de entrevistas. Do Brasil e do mundo.
Recebeu proposta para sair nua e foi outro levante de mensagens criticando a moça e sugerindo que ela não merecia o apoio que recebeu.

Meus Deus, será que entendi certo?

Vestido curto pode….posar pelada não pode…. vestido curto não é puta…pelada é… #falaserio

Se é isso, que triste…. Cada um usa a roupa que quer e fica pelada em revista se quiser…é direito dela!

Será que esse levante foi um bom número de focas aplaudindo nem sabiam o quê….?

E  agora criticam a moça? Só que os que a criticam precisam tomar cuidado  para não serem pseudo alunos da mesma universidade. Não é diferente,não!!!!!!

Ando com preguiça de gente “tambor”… Faz muito barulho mas é vazio por dentro!

Como é a vida…
Quantas anônimas não ficam famosas por causa de seus namorados e filhos acidentais?

Ela nem precisou disso,foi só o vestidinho. meodeos…Qual o problema da moça posar pelada? Inveja?

óoooo! Faça sua carreira de modelo na Uniban! hehehe (desculpem, não resistí!)
Eu continuo defendendo-a!!! De vestido curto, pelada e fazendo o que for! Ninguém tem direito a estuprar, linchar ou retaliar uma mulher!

Não sou liberal nem deixo de ser, o que eu quero é ser respeitada.
Nós merecemos e queremos respeito.

Talvez a Geisy não tenha idéia do quão grave é o que aconteceu à ela e da importância que esse episódio tem para a transformações que ainda precisam ser feitas socialmente diante do que aconteceu. Mas isso não muda a responsabilidade de todos nós que temos essa percepção.

Esqueçam a Playboy,o caso da Geisy vai MUITO além!
Saiu uma chamada num jornal impresso que achei sensacional :

CASO GEISY: AMANHÃ PODE SER COM VOCÊ!

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(In)justiça para todos

bxp27823Esta semana conversando pelo twitter, falamos de casos em que blogueiros expressam suas opiniões e são processados por calúnia e difamação. E perdem os processos! Ou seja, a gente vai lá, se expressa pelo legítimo direito da liberdade de expressão, e a justiça acata esses processos e os cidadãos (que blogam) além de serem desrespeitados ou destratados no atendimento que receberam, ainda tem que indenizar empresas e profissionais liberais como médicos, por exemplo.

Eu sou mal atendida todos os dias! Seja no comércio, seja por prestadores de serviço, seja por profissionais liberais. TODOS OS DIAS! Escrevo algumas coisas aqui no blog mas a maioria passa direito porque senão, não falarei de outra coisa.

Mas o que me revolta nisso tudo é a Justiça brasileira. Ou a mundial, já que o direito cibernético ainda é considerado um assunto polêmico em âmbito mundial. Mas mesmo assim, uma pessoa que é mal atendida por um médico e relata isso em seu blog, é considerada uma difamadora? Ou seja, se você conta seu caso e sua insatisfação para alguém, também é?

Muitos vão dizer que falar no blog é diferente.

Diferente porque a gente consegue falar para mais gente ao mesmo tempo? Mas a idéia é essa mesmo! Porque é justamente a impossibilidade de falarmos para mais do que meia-dúzia que protege quem negligencia no atendimento. Os pacientes de um médico pouco se conhecem a ponto de trocar impressões e indicações a respeito daquele profissional.

Por que, ao invés de questionar o blogueiro, a justiça não questiona mais o mau prestador do atendimento ou serviço? No mínimo, um médico que negligencia no atendimento, tem que levar uma advertência e se o usuário pecou em alguma coisa, também leva. Nem que seja através de pagamento através de trabalho comunitário ou cestas básicas.

Acho engraçado que a justiça ainda se diga despreparada para a cibercultura mas é bem preparada para punir com rigor e indenizações! Afinal, há preparo ou não há? E quanto tempo a justiça vai levar para se preparar? Quem determina os caminhos da Justiça são muito bem pagos, poderiam se dedicar a fazer um trabalho proporcional ao salário que recebem e fazer o direito cibernértico andar com mais velocidade. E de forma justa.

E os advogados? Eu até hoje não encontrei advogados que se preparem para atender de verdade seus clientes e chegam ao tribunal sem argumentação forte e preparada. Porque sinceramente, argumentações inteligentes e preparadas , com certeza, chamariam Juízes ao exercício do bom-senso.

Talvez esses advogados cobrem caro demais para um blogueiro ou cidadãopagar, e aí a gente volta a comprovar que a justiça no Brasil é para os ricos, para as corporações ou para as instituições.

A prova cabal: Semana passada a Justiça condenou o Google a pagar R$1,2 milhão a Rubinho Barrichello por causa de perfis falsos no Orkut. Mas…se você sofre alguma violência, tem um filho morto, é prejudicado pela máquina do Estado, ou qualquer coisa que meceça indenização, prepara-se para receber, no máximo, míseros R$70 mil pela vida do seu filho, do seu marido, da sua esposa. E espere muito, muito tempo, porque a sentença demora. E quando sai, você é quase forçado pelo sistema a aceitar acordos amargos na boca de quem recebe sob o argumento que é melhor isso que nada.  Ou amargar muitos  anos mais esperando.

Prepare-se para a emoção

Parteiras 3

Continuando a mostrar a excelente série apresentada no Globo Rural.

Para quem continua achando que somente se nasce em hospital e com assistência médica.

NOT!

Quem precisa de médico?

Primeira parte de uma linda máteria sobre o trabalho das parteiras no interior do Brasil.

E ainda insistem em dizer que parto precisa de médico!

Como eu me arrependo de não ter procurado uma parteira para ter meu primeiro filho!

Parto normal  10 vezes mais seguro para a mãe e 4 vezes mais seguro para o bebê que uma cirurgia cesareana.

E não tenho dúvida de que faz de nós, mulheres mais plenas.

Afinal, é a nossa natureza.

(Obrigada Cláudia Regina pelos vídeos que foram enviados num momento maravilhoso de debates sobre parto entre as participantes do grupo feminino Luluzinhas. Postarei uma parte por semana.)

Fazendo nossa parte nessa caminhada…

p1060169pAcredito, com todas as minhas forças, que a única forma de mudar o mundo é termos uma sociedade civil organizada. E a sociedade civil organizada é você, sou eu. Para que a sociedade se organize e enfrente todas as dificuldades  do nosso mundo, do nosso país, precisamos reclamar menos e agir mais.

p1060163pPor isso, quando eu soube que a Casa de Parto de Realengo tinha sido fechada, eu tive que manifestar aqui minha indignação. O mesmo fiz quando soube do fechamento da Casa de Parto de Juiz de Fora, que infelizmente, continua fechada.

A Casa de Parto de Realengo foi reaberta -sob liminar- e a caminhada em defesa dela e de todas as Casas de Parto do Brasile em defesa do Parto Normal, foi mantida. E eu tinha que ir porque a mulher, nós mulheres, merecemos e precisamos de centros de atendimento ao parto públicos com serviços humanizados e de qualidade como os oferecidos pelas Casas de Parto.

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A mulher tem direito a escolher como quer parir e não ser induzida de forma covarde por médicos cesaristas que levam o Brasil a ser campeão em taxa de cirurgia cesareana, que chega a 80% em hospitais particulares.

E chegando lá encontrei muitas amigas que conheci quando participei de listas de discussão em prol do parto normal humanizado e do parto natural. Lembranças mil na cabeça e alegria de ver tantas

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mulheres engajadas, tantas pessoas verdadeiramente comprometidas com sua causa. Lindo de ver pela paixão, pela seriedade, pela organização.

A orla do Leme e Copacabana ficou laranja com mulheres, homens, crianças e balões colorindo uma luta que deveris ser desnecessária, afinal, um parto humano deveria ser uma regra, não uma excessão.

Mas mesmo assim, foram poucas pessoas. Li que eram 300 pessoas. Mas isso não  é porque as pessoas não defendem a causa. É porque as pessoas preferem continuar em casa, confortáveis, reclamando da vida e dos desrespeito generalizado em nossa sociedade.

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Que essa imagem, de duas lindas grávidas jogando capoeira, inspire e mostre que quando desejamos mudar alguma coisa, é preciso lutar, sair da zona de conforto e superar tudo.

Parabéns a todos que estiveram lá.

Ato, ato, ato queremos a Casa de Parto!

Ai…ai, ai, ai…é só deixar que o bebê sai!

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Prêmio Óleo de Peroba

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@marcelotas conta em seu blog que o Sarney, presidente do Senado Federal, empregava ilegalmente, seu neto no Senado. Para encobrir o fato, o mesmo foi exonerado de forma totalmente discreta para ninguém perceber (sociedade que paga seu salário e dos parentes que emprega ilegalmente). Não bastando isso, a mãe do rapaz, mulher do filho do Sarney, foi imediatamente contratada para seu lugar!

Enquanto tudo isso acontece, no mesmo texto, Tas conta que ele almoça num dia da mesma semana com o Boni, aquele mesmo que era Globo, regado a um vinho que custa em torno de US$5 mil por garrafa!

Me pergunto: o que podemos fazer contra isso? Até quando vamos aguentar sem reagir?

O que fazer contra uma situação que vai muito além do voto consciente?

O que fazer quando nem o voto consciente basta porque a grande massa é inconsciente? Quando a maioria que eleje escroques para os cargos de comando de nosso país são manipulados pelos velhos e abomináveis “currais eleitorais” em troca de uma cesta básica, um par de sapatos ou uma dentadura?

Leia +
Ato secreto no Senado beneficiou neto de Sarney
Depois de exonerar neto de Sarney, senador petebista nomeia para o cargo a mãe do rapaz http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_3/2009/06/11/noticia_interna/id_sessao=3&id_noticia=117816/noticia_interna.shtml
Mãe de neto de Sarney teria assumido vaga do filho Senado http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3818763-EI7896,00.html
Senado acumula mais de 300 atos secretos para criar cargos e nomear http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090610/not_imp385153,0.php

Crimes médicos

trd014ta57361Fico indignadíssima com as letras dos médicos no receituários!

Por que eles escrevem tantos garranchos que parecem até analfabetos?

É chique, significa status? Bons médicos tem letras incompreensíveis? É a pressa?

Porque, meodeos, médico fica 6 anos numa faculdade e tem letra de analfabeto?

Porque ele não escreve nome de remédio em letra de forma?

MÉDICOS, ATENÇÃO! Medicamentos tem nomes estranhos que não combinam com garranchos estranhos. Medicamento errado pode matar.

E os prontuários médicos em hospitais, se der algum erro de entendimento que não seja percebido a tempo?

MÉDICOS, ATENÇÃO! Atendentes de farmácia não são médicos, nem farmacêuticos, confiar neles porque você não sabe escrever direito é absurdo!

Já vi matérias em televisão sobre casos de que o remédio prescrito foi completamente diferente do remédio vendido pela farmácia. Se eu, que sou uma pessoa com idade ativa ainda sem sinais de velhice como vista cansada, por exemplo, é difícil, imagine como é para uma pessoa mais idosa comprar um medicamento!

Imagine para pessoas sem cultura nenhuma ou analfabetos que aceitam qualquer coisa de alguém que veste um jaleco branco como os atendentes de farmácia sem questionar?

Um conhecido me disse que médicos se  acham deuses! E deuses não podem ser compreendidos porque letras normais são dos mortais, a letra dos deuses é beeemmm diferente :p

Quando médicos começarem a ser punidos porque escreveram letra ilegível e considerar isso como crime com intenção de matar, resolve rapidinho.

Alô, legisladores vamos criar leis para punir médicos irresponsáveis que não escrevem os nomes dos medicamentos em letra de forma de forma clara e compreensível!