Como Deixar seu Guarda-roupa Verde

Precisamos urgentemente mudar nossa forma de consumir. Roupas são itens indispensáveis e portanto, um ponto onde realmente podemos (e devemos) dedicar especial atenção na hora de comprar.  Encontrei este texto da Fernanda Vasconcelos Torres e achei interessante compartilhar. Contudo, gostaria de acrescentar um item : usar roupas de tecidos reciclados, claro ! :)

Hoje temos tecidos (como as nossas ecobags) e malhas feitos de garrafa PET  (como as nossas camisetas) que seriam descartados na natureza. Além disso, temos tecidos feitos de resíduos de produção e confecção, ou seja, restos mesmo – como o nosso boné feito de jeans proveniente de resíduo fabril – (inclusive o pó do tecido liberado na fabricação) e retalhos que viram novas peças de roupas e acessórios – como os nossos sacos de presente!

E não deixe de atentar à origem dos tecidos como a Fernanda recomenda. No caso dos reciclados, é importante que seja fabricação brasileira, afinal, queremos reciclar as garrafas PET que seriam descartadas aqui, resíduos de tecido daqui, e não de outros países, né?

E vamos a mais dicas da Fernanda!

bamboo_wardrobe.jpg1. Planeje antes de comprar

Abandone as compras por impulso. Pode ser uma maneira de pensar também em você, analisando bem se aquela roupa ou acessório servem para você ou é só uma vontade passageira. Caso contrário, além de gastar dinheiro, você perderá espaço no armário.

2. Ame suas roupas
Cuide-as com carinho. Evite usar roupas de festa, trabalho ou qualquer outra peça que pretende usar para sair. ‘Acidentes’ domésticos provocam pequenos desastres como manchas ou tecidos queimados. Se cair um botão ou tiver que ajustar um pouco, procure uma costureira e veja se há como reparar. Para os mais empolgados, é uma boa hora para aprender a lidar com linhas e agulhas.

3. Evite lavagem a seco
Máquinas de lavagem a seco usam tetrachloroethylene, uma substância cancerígena. Procure lavanderias que trabalhem com “wet cleaning” ou CO2 líquido.  Muitas peças que antes eram lavadas a seco já podem ser lavadas a mão, especialmente as de seda, lã e linho. Fique de olho nas etiquetas. Se você prefere recortar, cole em um pequeno caderno ou guarde em uma caixinha para conferir as orientações quando precisar.

4. Compre peças antigas ou usadas
Use a criatividade e tenha um estilo próprio. Busque em bazares, feirinhas, brechós, clothing swaps entre amigas. Vale tudo. Se tiver roupas ‘herdadas’ que possam ser interessantes, aposte. Acessórios antigos sempre fazem a festa. Tenha cuidado para ver se tudo está ok. Peças antigas ou usadas podem estar danificada pelo tempo ou pelo uso. Dependendo, uma reforma resolve. Ainda sobre espaço para uma boa customizada.

5. Lave bem
Tenha cuidado para não disperdiçar energia. Junte bastante roupa antes de lavar, para economizar na água, luz e sabão. Procure usar a temperatura mais baixa possível. Opte por alternativas naturais na remoção de manchas nos tecidos e produtos que sejam livre de fosfato e biodegradáveis. Se estiver procurando por uma lavadora nova, verifique se possui selo de economia energética (Energy Star label, nos EUA, e, no Brasil, do Inmetro). A mesma dica vale para os ferros elétricos.

6. Vista orgânicos
Os tecidos orgânicos chegaram para ficar. Desde o algodão até a seda, certifique-se de que possui selo de autenticação (que identifica se a produção realmente é feita sem agrotóxicos). Informe-se sobre os métodos de tingimento e a origem das matérias-primas. A escolha pelos orgânicos é benéfica não só para o consumidor como para o meio-ambiente, evitando uma produção gigantesca de resíduos altamente nocivos.

7.  Encontre uma nova utilidade
Reciclar não é somente reaproveitar. Seja criativo, inspire-se no mundo a sua volta e aproveite o que já existe para reinventar. A proposta está sendo cada vez mais abraçada por estilistas internacionais – chegando a ser desafio até mesmo para o pessoal do Project Runaway. Observe aquelas roupas e acessórios antigos e descubra potenciais fashion adormecidos. Caso não agrade a idéia, reúna o que não precisa mais e leve a entidades carentes. Se nós não encontramos novidade, outros encontrarão.

8. Investigue as origens
Nesse boom de novos tecidos, desconfie do mote ecológico. Como tudo na vida, o que aparentemente poderia ser a solução, pode ser um problema. Fibras de bamboo são fontes fantasticamente renováveis – mas tornam-se um perigo se suas plantações tomarem espaço de florestas. A mesma coisa acontece com a soja e o milho, além de outros tecidos mais elaborados como o Tencel (de origem vegetal). Mantenha-se informado e faça escolhas conscientes.

9. Escolha roupas éticas
Muitas empresas, além de cuidarem da natureza, investem em sustentabilidade e responsabilidade social. Valorize e incentive esse tipo de ação. Procure saber onde ficam as fábricas das empresas que você compra. Muitas multinacionais utilizam abordagens de mercado que incluem maximizar o lucro e deixar de lado preocupações humanitárias, como a luta pelo fim da exploração de mão-de-obra infantil e escravidão (problemas comuns em países latinos, asiáticos e africanos).

10. Não desperdice
Não é porque aquele vestido não está na próxima tendência que ele merece ir pro lixo. Se for algo que de-jeito-nenhum-você-usará-novamente, venda, troque, doe. Há muita gente no mundo precisando de ajuda. Fique informado sobre ONGs e entidades que prestam auxílio a pessoas necessitadas. Colabore com movimentos de apoio a vítimas de catástrofes climáticas (como enchentes e tempestades). É uma maneira de amenizar as conseqüências do aquecimento global e motivar uma mudança.

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Texto do blog Eco Trend and Tips de Fernanda Vasconcelos Torres : http://ecotrendstips.wordpress.com/2007/10/15/como-deixar-suas-roupas-verdes-em-10-passos/

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O Blog futuro do Presente está concorrendo ao Prêmio Top Blog 2010 !

Precisamos muito e contamos com seu voto e apoio! Basta clicar no selo ao lado, não passa de 1 minuto para concluir seu voto.

Participe! E obrigada! :)

Nós no LuluzinhaCampRJ: Entre mulheres

Sábado passado, dia 7 de agosto, aconteceu o LuluzinhaCampRJ #5 !
O encontro foi no Bistrô The Line, na Casa França-Brasil no centro do Rio, um cenário exuberante, lindo e cheio de história para contar. Eu amo o centro do Rio de Janeiro com suas construções históricas!

O LuluzinhaCampRJ é um encontro regional de um grupo de mulheres que se relacionam pela internet através de blogs, grupo de discussão, Twitter, Facebook, Orkut e qualquer outra ferramenta de relacionamento online).

Eu e Marisa Lemos, marketeira, mãe e mídia social

Eu e Denise Rangel, mãe e amigona do blog sustentável Montando meu apartamento

Além da presença, que já vale o encontro pois é muito bom conhecer pessoas (mulheres) que a gente conhece virtualmente, fui convidada a falar sobre o projeto Futuro do Presente. Já que o tema deste encontro foi a  Sustentabilidade,  levamos alguns portamoedas feitos de retalhos de tecido PET que seriam descartados na natureza mas que são reaproveitados e transformados em algo que ainda tem utilidade. Além do lado sustentável também conversamos muito sobre empreendedorismo feminino, maternidade consciente e responsável e sobre o Manifesto pela valorização da Maternidade.

Foi gratificante trocar com tantas mulheres e ver que temos, sim, na maioria dos casos, os mesmo anseios em relação à importância que temos que dar à criação dos filhos, mudanças de comportamento em prol do futuro e ao papel da nova mulher e claro, não menos importante, do novo homem, na sociedade.

[Imagem1/2/3/4: arquivo pessoal/ Imagem 5: Cláudia Sardinha]


Nova ecobag!

Muitas clientes e amigas sempre pediram uma ecobag menor, para compras menores.

Pois aí, está ela. a nova Ecobag Iza, nos tamanhos P e M, são menores que as nossas tradicionais ecobags mas com a mesma praticidade. Ainda contam com bolsos externos frontais e traseiros!

A ecobag M ainda tem uma regulagem de tamanhos em duas posições diferentes!

Faça seu pedido e comece hoje mesmo a reduzir seu consumo de sacolas plásticas em pequenas compras como as de padaria e farmácia com uma ecobag super prática , portátil, que você leva para onde quiser e tem sempre a mão sempre que precisar! E feita de tecido 40% PET reciclado, claro!

http://www.futurodopresente.com.br

Consumo Consciente

O que é Consumo Consciente?

É Consumir com consciência e responsabilidade sempre nos perguntando sobre a necessidade e a origem de cada produto.

•Ele é reciclável? Sua embalagem também?

•Mais Importante: é reciclado?

•Podemos consertar o antigo antes de comprar um novo?

•Pode ser doado ao invés de jogado no lixo?

•Posso vender, sem jogar no lixo?

•Estamos usando somente o que precisamos sem desperdício?

•Podemos transformar em outra coisa que nos pode ser útil?

•É usado trabalho escravo ou infantil no produto ou serviço?

•A produção ou comercialização de determinado produto polui ou agride o meio-ambiente, em que itensidade?Compromete a existência de algum animal?

•Tenho opções?

Claro que a maioria dos produtos se encaixa em uma ou mais perguntas acima. Consumir conscientemente é complexo e portanto, nosso grande desafio. Consumir é uma necessidade de sobrevivência. Consumir gera empregos, oportunidades, renda e dignidade. Só precisamos aprender a consumir com consciência e responsabilidade buscando a cada dia por produtos e serviços que tenham em sua fabricação e comercialização princípios que visem a sustentabilidade.

[fonte: http://www.futurodopresente.com.br/loja/infos.asp?lang=pt_BR&codigo_texto=15]

Achados na net

Olha quanta coisa legal a gente achou na net, feita por gente como a gente!

Os blogs são realmente uma expressão individual sensacional. Nunca antes na história pudemos trocar tanto com tanta gente. Viva a internet bem aproveitada!

http://cozinharconsciente.blogspot.com/

Um blog com um monte de receitas vegetarianas. Mesmo que a gente não seja vegetariano, vale a visita e a inspiração da Angela para fazer receitas diferentes e experimentar novos e saudáveis sabores. Eu fiquei com vontade de experimentar a sopa de mandioquinha, quinoa e couve (hummmmm….)  e a farofa (nhamm…nhammm…nhammmm) fria de cenoura e amaranto. Olha que nem sei o que é amaranto…rs…

http://alimentosaudeinfantil.wordpress.com/

Lotado de dicas bacanas sobre alimentação infantil saudável. Vale a visita para ver o quanto podemos (e devemos) eveitar dar produtos industrializados para nossos pequenos.

http://mimirabolantes.blogspot.com/

Esse eu já conhecia mas é sempre bom indicar porque a Monique Fustcher tem sempre mirabolantes e boas idéias e inspirações para o mundo!

http://scienceblogs.com.br/chivononpo/

Ciência e de tudo um pouco. Saudades do amigo joâo Carlos que nunca mais apareceu por aqui! :)

http://anepbrasil.wordpress.com/

Associação Nacional para Educação Pré-natal. Por um nascer mais saudável e humano. Iniciativa da amiga Renata Matteoni em defesas das mulheres e das crianças.

Você conhece a Carta da Terra?

A missão da Iniciativa da Carta da Terra é promover a transição para formas sustentáveis de vida e de uma sociedade global fundamentada em um modelo de ética compartilhada, que inclui o respeito e o cuidado pela comunidade da vida, a integridade ecológica, a democracia e uma cultura de paz.

O texto da Carta da Terra

PREÂMBULO

Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e grande esperança. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos nos juntar para gerar uma sociedade sustentável global fundada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade de vida e com as futuras gerações.

TERRA, NOSSO LAR

A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, é viva como uma comunidade de vida incomparável. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade de vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todos os povos. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.

A SITUAÇÃO GLOBAL

Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, esgotamento dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos eqüitativamente e a diferença entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causas de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.

DESAFIOS FUTUROS

A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem supridas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais e não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos no meio ambiente. O surgimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Nossos desafios ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados e juntos podemos forjar soluções inclusivas.

RESPONSABILIDADE UNIVERSAL

Para realizar estas aspirações, devemos decidir viver com um sentido de responsabilidade universal, identificando-nos com a comunidade terrestre como um todo, bem como com nossas comunidades locais. Somos, ao mesmo tempo, cidadãos de nações diferentes e de um mundo no qual as dimensões local e global estão ligadas. Cada um compartilha responsabilidade pelo presente e pelo futuro bem-estar da família humana e de todo o mundo dos seres vivos. O espírito de solidariedade humana e de parentesco com toda a vida é fortalecido quando vivemos com reverência o mistério da existência, com gratidão pelo dom da vida e com humildade em relação ao lugar que o ser humano ocupa na natureza.

Necessitamos com urgência de uma visão compartilhada de valores básicos para proporcionar um fundamento ético à comunidade mundial emergente. Portanto, juntos na esperança, afirmamos os seguintes princípios, interdependentes, visando a um modo de vida sustentável como padrão comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos e instituições transnacionais será dirigida e avaliada.

PRINCÍPIOS

I. RESPEITAR E CUIDAR DA COMUNIDADE DE VIDA

1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.

  1. Reconhecer que todos os seres são interdependentes e cada forma de vida tem valor, independentemente de sua utilidade para os seres humanos.
  2. Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres humanos e no potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.

2. Cuidar da comunidade da vida com compreensão, compaixão e amor.

  1. Aceitar que, com o direito de possuir, administrar e usar os recursos naturais, vem o dever de prevenir os danos ao meio ambiente e de proteger os direitos das pessoas.
  2. Assumir que, com o aumento da liberdade, dos conhecimentos e do poder, vem a
    maior responsabilidade de promover o bem comum.

3. Construir sociedades democráticas que sejam justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.

  1. Assegurar que as comunidades em todos os níveis garantam os direitos humanos e as liberdades fundamentais e proporcionem a cada pessoa a oportunidade de realizar seu pleno potencial.
  2. Promover a justiça econômica e social, propiciando a todos a obtenção de uma condição de vida significativa e segura, que seja ecologicamente responsável.

4. Assegurar a generosidade e a beleza da Terra para as atuais e às futuras gerações.

  1. Reconhecer que a liberdade de ação de cada geração é condicionada pelas necessidades das gerações futuras.
  2. Transmitir às futuras gerações valores, tradições e instituições que apóiem a prosperidade das comunidades humanas e ecológicas da Terra a longo prazo.

II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA

5. Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial atenção à diversidade biológica e aos processos naturais que sustentam a vida.

  1. Adotar, em todos os níveis, planos e regulamentações de desenvolvimento sustentável que façam com que a conservação e a reabilitação ambiental sejam parte integral de todas as iniciativas de desenvolvimento.
  2. stabelecer e proteger reservas naturais e da biosfera viáveis, incluindo terras selvagens e áreas marinhas, para proteger os sistemas de sustento à vida da Terra, manter a biodiversidade e preservar nossa herança natural.
  3. Promover a recuperação de espécies e ecossistemas ameaçados.
  4. Controlar e erradicar organismos não-nativos ou modificados geneticamente que
    causem dano às espécies nativas e ao meio ambiente e impedir a introdução desses
    organismos prejudiciais.
  5. Administrar o uso de recursos renováveis como água, solo, produtos florestais e vida marinha de forma que não excedam às taxas de regeneração e que protejam a saúde dos ecossistemas.
  6. Administrar a extração e o uso de recursos não-renováveis, como minerais e combustíveis fósseis de forma que minimizem o esgotamento e não causem dano ambiental grave.

6. Prevenir o dano ao ambiente como o melhor método de proteção ambiental e, quando o conhecimento for limitado, assumir uma postura de precaução.

  1. Agir para evitar a possibilidade de danos ambientais sérios ou irreversíveis, mesmo quando o conhecimento científico for incompleto ou não-conclusivo.
  2. Impor o ônus da prova naqueles que afirmarem que a atividade proposta não causará dano significativo e fazer com que as partes interessadas sejam responsabilizadas pelo dano ambiental.
  3. Assegurar que as tomadas de decisão considerem as conseqüências cumulativas, a longo prazo, indiretas, de longo alcance e globais das atividades humanas.
  4. Impedir a poluição de qualquer parte do meio ambiente e não permitir o aumento de substâncias radioativas, tóxicas ou outras substâncias perigosas.
  5. Evitar atividades militares que causem dano ao meio ambiente.

7. Adotar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.

  1. Reduzir, reutilizar e reciclar materiais usados nos sistemas de produção e consumo e garantir que os resíduos possam ser assimilados pelos sistemas ecológicos.
  2. Atuar com moderação e eficiência no uso de energia e contar cada vez mais com fontes energéticas renováveis, como a energia solar e do vento.
  3. Promover o desenvolvimento, a adoção e a transferência eqüitativa de tecnologias
    ambientais seguras.
  4. Incluir totalmente os custos ambientais e sociais de bens e serviços no preço de venda e habilitar os consumidores a identificar produtos que satisfaçam às mais altas normas sociais e ambientais.
  5. Garantir acesso universal à assistência de saúde que fomente a saúde reprodutiva e a reprodução responsável.
  6. Adotar estilos de vida que acentuem a qualidade de vida e subsistência material num mundo finito.

8. Avançar o estudo da sustentabilidade ecológica e promover o intercâmbio aberto e aplicação ampla do conhecimento adquirido.

  1. Apoiar a cooperação científica e técnica internacional relacionada à sustentabilidade, com especial atenção às necessidades das nações em desenvolvimento.
  2. Reconhecer e preservar os conhecimentos tradicionais e a sabedoria espiritual em todas as culturas que contribuem para a proteção ambiental e o bem-estar humano.
  3. Garantir que informações de vital importância para a saúde humana e para a proteção ambiental, incluindo informação genética, permaneçam disponíveis ao domínio público.

III. JUSTIÇA SOCIAL E ECONÔMICA

9. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental.

  1. Garantir o direito à água potável, ao ar puro, à segurança alimentar, aos solos não contaminados, ao abrigo e saneamento seguro, alocando os recursos nacionais e internacionais demandados.
  2. Prover cada ser humano de educação e recursos para assegurar uma condição de vida sustentável e proporcionar seguro social e segurança coletiva aos que não são capazes de se manter por conta própria.
  3. Reconhecer os ignorados, proteger os vulneráveis, servir àqueles que sofrem e habilitá-los a desenvolverem suas capacidades e alcançarem suas aspirações.

10. Garantir que as atividades e instituições econômicas em todos os níveis promovam o desenvolvimento humano de forma eqüitativa e sustentável.

  1. Promover a distribuição eqüitativa da riqueza dentro das e entre as nações.
  2. Incrementar os recursos intelectuais, financeiros, técnicos e sociais das nações em desenvolvimento e liberá-las de dívidas internacionais onerosas.
  3. Assegurar que todas as transações comerciais apóiem o uso de recursos sustentáveis, a proteção ambiental e normas trabalhistas progressistas.
  4. Exigir que corporações multinacionais e organizações financeiras internacionais
    atuem com transparência em benefício do bem comum e responsabilizá-las pelas
    conseqüências de suas atividades.

11. Afirmar a igualdade e a eqüidade dos gêneros como pré-requisitos para o desenvolvimento sustentável e assegurar o acesso universal à educação, assistência de saúde e às oportunidades econômicas.

  1. Assegurar os direitos humanos das mulheres e das meninas e acabar com toda violência contra elas.
  2. Promover a participação ativa das mulheres em todos os aspectos da vida econômica, política, civil, social e cultural como parceiras plenas e paritárias, tomadoras de decisão, líderes e beneficiárias.
  3. Fortalecer as famílias e garantir a segurança e o carinho de todos os membros da
    família.

12. Defender, sem discriminação, os direitos de todas as pessoas a um ambiente natural e social capaz de assegurar a dignidade humana, a saúde corporal e o bem-estar espiritual, com especial atenção aos direitos dos povos indígenas e minorias.

  1. Eliminar a discriminação em todas as suas formas, como as baseadas em raça, cor, gênero, orientação sexual, religião, idioma e origem nacional, étnica ou social.
  2. Afirmar o direito dos povos indígenas à sua espiritualidade, conhecimentos, terras e recursos, assim como às suas práticas relacionadas com condições de vida sustentáveis.
  3. Honrar e apoiar os jovens das nossas comunidades, habilitando-os a cumprir seu
    papel essencial na criação de sociedades sustentáveis.
  4. Proteger e restaurar lugares notáveis pelo significado cultural e espiritual.

IV. DEMOCRACIA, NÃO-VIOLÊNCIA E PAZ

13. Fortalecer as instituições democráticas em todos os níveis e prover transparência e responsabilização no exercício do governo, participação inclusiva na tomada de decisões e acesso à justiça.

  1. Defender o direito de todas as pessoas receberem informação clara e oportuna sobre assuntos ambientais e todos os planos de desenvolvimento e atividades que possam afetá-las ou nos quais tenham interesse.
  2. Apoiar sociedades civis locais, regionais e globais e promover a participação significativa de todos os indivíduos e organizações interessados na tomada de decisões.
  3. Proteger os direitos à liberdade de opinião, de expressão, de reunião pacífica, de associação e de oposição.
  4. Instituir o acesso efetivo e eficiente a procedimentos judiciais administrativos e independentes, incluindo retificação e compensação por danos ambientais e pela ameaça de tais danos.
  5. Eliminar a corrupção em todas as instituições públicas e privadas.
  6. Fortalecer as comunidades locais, habilitando-as a cuidar dos seus próprios ambientes, e atribuir responsabilidades ambientais aos níveis governamentais onde possam ser cumpridas mais efetivamente.

14. Integrar, na educação formal e na aprendizagem ao longo da vida, os conhecimentos, valores e habilidades necessárias para um modo de vida sustentável.

  1. Prover a todos, especialmente a crianças e jovens, oportunidades educativas que lhes permitam contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável.
  2. Promover a contribuição das artes e humanidades, assim como das ciências, na educação para sustentabilidade.
  3. Intensificar o papel dos meios de comunicação de massa no aumento da conscientização sobre os desafios ecológicos e sociais.
  4. Reconhecer a importância da educação moral e espiritual para uma condição de vida sustentável.

15. Tratar todos os seres vivos com respeito e consideração.

  1. Impedir crueldades aos animais mantidos em sociedades humanas e protegê-los de sofrimento.
  2. Proteger animais selvagens de métodos de caça, armadilhas e pesca que causem sofrimento extremo, prolongado ou evitável.
  3. Evitar ou eliminar ao máximo possível a captura ou destruição de espécies não visadas.

16. Promover uma cultura de tolerância, não-violência e paz.

  1. Estimular e apoiar o entendimento mútuo, a solidariedade e a cooperação entre todas as pessoas, dentro das e entre as nações.
  2. Implementar estratégias amplas para prevenir conflitos violentos e usar a colaboração na resolução de problemas para administrar e resolver conflitos ambientais e outras disputas.
  3. Desmilitarizar os sistemas de segurança nacional até o nível de uma postura defensiva não-provocativa e converter os recursos militares para propósitos pacíficos, incluindo restauração ecológica.
  4. Eliminar armas nucleares, biológicas e tóxicas e outras armas de destruição em
    massa.
  5. Assegurar que o uso do espaço orbital e cósmico ajude a proteção ambiental e a paz.
  6. Reconhecer que a paz é a plenitude criada por relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a Terra e com a totalidade maior da qual somos parte.

O CAMINHO ADIANTE

Como nunca antes na História, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo. Tal renovação é a promessa destes princípios da Carta da Terra. Para cumprir esta promessa, temos que nos comprometer a adotar e promover os valores e objetivos da Carta.

Isto requer uma mudança na mente e no coração. Requer um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal. Devemos desenvolver e aplicar com imaginação a visão de um modo de vida sustentável nos níveis local, nacional, regional e global. Nossa diversidade cultural é uma herança preciosa e diferentes culturas encontrarão suas próprias e distintas formas de realizar esta visão. Devemos aprofundar e expandir o diálogo global que gerou a Carta da Terra, porque temos muito que aprender a partir da busca conjunta em andamento por verdade e sabedoria.

A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes. Isto pode significar escolhas difíceis. Entretanto, necessitamos encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade, o exercício da liberdade com o bem comum, objetivos de curto prazo com metas de longo prazo. Todo indivíduo, família, organização e comunidade tem um papel vital a desempenhar. As artes, as ciências, as religiões, as instituições educativas, os meios de comunicação, as empresas, as organizações não-governamentais e os governos são todos chamados a oferecer uma liderança criativa. A parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para uma governabilidade efetiva.

Para construir uma comunidade global sustentável, as nações do mundo devem renovar seu compromisso com as Nações Unidas, cumprir com suas obrigações respeitando os acordos internacionais existentes e apoiar a implementação dos princípios da Carta da Terra com um instrumento internacionalmente legalizado e contratual sobre o ambiente e o desenvolvimento.

Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova reverência face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, a intensificação dos esforços pela justiça e pela paz e a alegre celebração da vida.

Para aderir à Carta da Terra, clique aqui

[fonte: http://www.cartadaterrabrasil.org/

No Bazar de Natal da Cicclica

Estávamos devendo as fotos do Bazar de Natal que participamos a convite do Cíclicca – Empório Sustentável.

Foi uma delícia, conhecemos pessoas maravilhosas aprendemos muitas coisas na palestra da Ana Branco sobre sucos vivos e o BioChip, teve produtos reciclados da Mimirabolantes,

teve contação de história  com a escritora Rozane Pais,

teve oficina de reciclagem com a Terezinha Larcher,

teve Brechó com a Cicclica, teve a arte ecológica de Valéria L. Lopes e suas obras feitas de garrafa PET (eu aprendi e o logo mostro a vocês uma arte que fizemos em casa, inspirados nela!) e teve a Futuro do Presente!

Foi bom demais!

Propagandas interessantes pelo meio ambiente

Como é feita a malha PET?

Para se produzir a malha PET, tudo se inicia na coleta seletiva das garrafas usadas, feita pelos catadores ou pelas empresas municipais de lixo que posteriormente encaminham os recicláveis à Cooperativa para serem devidamente separados. Uma garrafa de PET é 100% composta de poliéster reciclável que é uma resina termoplástica de alta resistência.

Lá, o lixo reciclável será separado e as garrafas PET vendidas para empresas. Nas empresas as garrafas são lavadas, moídas e descontaminadas para serem fundidas, ou derretidas,  e transformadas em pequenos flocos para posteriormente serem transformadas em fios de políester , através de equipamentos extrusores -que fazem filamentos- que são trançados com algodão para se fazer o tecido de PET.

O tecido feito de poliéster tradicional já têm uma fatia expressiva do mercado e é uma tendência natural que o tecido feito a partir do políester reciclado se torne mais expressiva ainda.

O tecido feito de garrafa PET nada mais é do que tecido poliéster tradicional. E por isso, quando conhecemos ou tocamos a malha PET não sentimos nenhuma diferença da malha comum, porque ela é feita do mesmo poliéster do qual as roupas já são feitas e que estamos acostumados a usar e comprar, a diferença é que este poliéster é proveniente de garrafas PET que seriam descartadas na natureza e que antes de virar roupas, foram limpas e descontaminadas.

A tendência mundial é termos que usar roupas de material reciclado pois é preciso consumir todo o resíduo que produzimos.

Não teremos mais como usar roupa sem que  seja reciclada.

Este é o futuro.

Experimentem os materiais reciclados, sejam roupas ou outros artigos.

Precisamos incluí-los cada dia mais em nossa rotina.

Mas, para que tudo isso aconteça é fundamental que todos nós separemos nosso lixo e encaminhemos para a coleta seletiva.

Seja consciente, recicle seu lixo.

https://ssl1297.websiteseguro.com/futurodopresente/loja/infos.asp?lang=pt_BR&codigo_texto=24

Troca-troca de uniformes escolares

uniformesA temperatura caiu e de repente, nos vemos tirando dos armários os uniformes escolares de frio.

E aí, começa aquele festival de calças com forro e sem forro, casacos de moleton, blusas de manga comprida que simplesmente não servem mais. Muitos, completamente novos, que nem tiveram oportunidade de serem usados porque o tempo esquentou e a criança cresceu.

O que fazer? Passar para outra criança!

Além de econômico (ano passado comprei pouquíssimas peças novas, recebendo mudas de uniformes usados) é ecológico, afinal, são peças e peças de roupas que são reusadas.  As peças que dei para outra mãe da escola já estão sendo usadas pela terceira criança!

Reusar é muito importante para o futuro porque faz com que demoremos mais a descartar as coisas permitindo que não precisemos comprar coisas novas sempre que precisamos.

As crianças crescem e as roupas ainda estão em perfeitas condições de uso!

Vamos trocar e reusar! Isso é uma forma de economizar, de criarmos laços de amizades com outras famílias, de fazer a nossa parte pelo meio-ambiente e de dar este importante exemplo para os nossos filhos, afinal, eles vão crescer achando isso a coisa mais natural e óbvia do mundo.

Tudo de bom, não é?