Como Deixar seu Guarda-roupa Verde

Precisamos urgentemente mudar nossa forma de consumir. Roupas são itens indispensáveis e portanto, um ponto onde realmente podemos (e devemos) dedicar especial atenção na hora de comprar.  Encontrei este texto da Fernanda Vasconcelos Torres e achei interessante compartilhar. Contudo, gostaria de acrescentar um item : usar roupas de tecidos reciclados, claro ! :)

Hoje temos tecidos (como as nossas ecobags) e malhas feitos de garrafa PET  (como as nossas camisetas) que seriam descartados na natureza. Além disso, temos tecidos feitos de resíduos de produção e confecção, ou seja, restos mesmo – como o nosso boné feito de jeans proveniente de resíduo fabril – (inclusive o pó do tecido liberado na fabricação) e retalhos que viram novas peças de roupas e acessórios – como os nossos sacos de presente!

E não deixe de atentar à origem dos tecidos como a Fernanda recomenda. No caso dos reciclados, é importante que seja fabricação brasileira, afinal, queremos reciclar as garrafas PET que seriam descartadas aqui, resíduos de tecido daqui, e não de outros países, né?

E vamos a mais dicas da Fernanda!

bamboo_wardrobe.jpg1. Planeje antes de comprar

Abandone as compras por impulso. Pode ser uma maneira de pensar também em você, analisando bem se aquela roupa ou acessório servem para você ou é só uma vontade passageira. Caso contrário, além de gastar dinheiro, você perderá espaço no armário.

2. Ame suas roupas
Cuide-as com carinho. Evite usar roupas de festa, trabalho ou qualquer outra peça que pretende usar para sair. ‘Acidentes’ domésticos provocam pequenos desastres como manchas ou tecidos queimados. Se cair um botão ou tiver que ajustar um pouco, procure uma costureira e veja se há como reparar. Para os mais empolgados, é uma boa hora para aprender a lidar com linhas e agulhas.

3. Evite lavagem a seco
Máquinas de lavagem a seco usam tetrachloroethylene, uma substância cancerígena. Procure lavanderias que trabalhem com “wet cleaning” ou CO2 líquido.  Muitas peças que antes eram lavadas a seco já podem ser lavadas a mão, especialmente as de seda, lã e linho. Fique de olho nas etiquetas. Se você prefere recortar, cole em um pequeno caderno ou guarde em uma caixinha para conferir as orientações quando precisar.

4. Compre peças antigas ou usadas
Use a criatividade e tenha um estilo próprio. Busque em bazares, feirinhas, brechós, clothing swaps entre amigas. Vale tudo. Se tiver roupas ‘herdadas’ que possam ser interessantes, aposte. Acessórios antigos sempre fazem a festa. Tenha cuidado para ver se tudo está ok. Peças antigas ou usadas podem estar danificada pelo tempo ou pelo uso. Dependendo, uma reforma resolve. Ainda sobre espaço para uma boa customizada.

5. Lave bem
Tenha cuidado para não disperdiçar energia. Junte bastante roupa antes de lavar, para economizar na água, luz e sabão. Procure usar a temperatura mais baixa possível. Opte por alternativas naturais na remoção de manchas nos tecidos e produtos que sejam livre de fosfato e biodegradáveis. Se estiver procurando por uma lavadora nova, verifique se possui selo de economia energética (Energy Star label, nos EUA, e, no Brasil, do Inmetro). A mesma dica vale para os ferros elétricos.

6. Vista orgânicos
Os tecidos orgânicos chegaram para ficar. Desde o algodão até a seda, certifique-se de que possui selo de autenticação (que identifica se a produção realmente é feita sem agrotóxicos). Informe-se sobre os métodos de tingimento e a origem das matérias-primas. A escolha pelos orgânicos é benéfica não só para o consumidor como para o meio-ambiente, evitando uma produção gigantesca de resíduos altamente nocivos.

7.  Encontre uma nova utilidade
Reciclar não é somente reaproveitar. Seja criativo, inspire-se no mundo a sua volta e aproveite o que já existe para reinventar. A proposta está sendo cada vez mais abraçada por estilistas internacionais – chegando a ser desafio até mesmo para o pessoal do Project Runaway. Observe aquelas roupas e acessórios antigos e descubra potenciais fashion adormecidos. Caso não agrade a idéia, reúna o que não precisa mais e leve a entidades carentes. Se nós não encontramos novidade, outros encontrarão.

8. Investigue as origens
Nesse boom de novos tecidos, desconfie do mote ecológico. Como tudo na vida, o que aparentemente poderia ser a solução, pode ser um problema. Fibras de bamboo são fontes fantasticamente renováveis – mas tornam-se um perigo se suas plantações tomarem espaço de florestas. A mesma coisa acontece com a soja e o milho, além de outros tecidos mais elaborados como o Tencel (de origem vegetal). Mantenha-se informado e faça escolhas conscientes.

9. Escolha roupas éticas
Muitas empresas, além de cuidarem da natureza, investem em sustentabilidade e responsabilidade social. Valorize e incentive esse tipo de ação. Procure saber onde ficam as fábricas das empresas que você compra. Muitas multinacionais utilizam abordagens de mercado que incluem maximizar o lucro e deixar de lado preocupações humanitárias, como a luta pelo fim da exploração de mão-de-obra infantil e escravidão (problemas comuns em países latinos, asiáticos e africanos).

10. Não desperdice
Não é porque aquele vestido não está na próxima tendência que ele merece ir pro lixo. Se for algo que de-jeito-nenhum-você-usará-novamente, venda, troque, doe. Há muita gente no mundo precisando de ajuda. Fique informado sobre ONGs e entidades que prestam auxílio a pessoas necessitadas. Colabore com movimentos de apoio a vítimas de catástrofes climáticas (como enchentes e tempestades). É uma maneira de amenizar as conseqüências do aquecimento global e motivar uma mudança.

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Texto do blog Eco Trend and Tips de Fernanda Vasconcelos Torres : http://ecotrendstips.wordpress.com/2007/10/15/como-deixar-suas-roupas-verdes-em-10-passos/

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O Blog futuro do Presente está concorrendo ao Prêmio Top Blog 2010 !

Precisamos muito e contamos com seu voto e apoio! Basta clicar no selo ao lado, não passa de 1 minuto para concluir seu voto.

Participe! E obrigada! :)

Nós no LuluzinhaCampRJ: Entre mulheres

Sábado passado, dia 7 de agosto, aconteceu o LuluzinhaCampRJ #5 !
O encontro foi no Bistrô The Line, na Casa França-Brasil no centro do Rio, um cenário exuberante, lindo e cheio de história para contar. Eu amo o centro do Rio de Janeiro com suas construções históricas!

O LuluzinhaCampRJ é um encontro regional de um grupo de mulheres que se relacionam pela internet através de blogs, grupo de discussão, Twitter, Facebook, Orkut e qualquer outra ferramenta de relacionamento online).

Eu e Marisa Lemos, marketeira, mãe e mídia social

Eu e Denise Rangel, mãe e amigona do blog sustentável Montando meu apartamento

Além da presença, que já vale o encontro pois é muito bom conhecer pessoas (mulheres) que a gente conhece virtualmente, fui convidada a falar sobre o projeto Futuro do Presente. Já que o tema deste encontro foi a  Sustentabilidade,  levamos alguns portamoedas feitos de retalhos de tecido PET que seriam descartados na natureza mas que são reaproveitados e transformados em algo que ainda tem utilidade. Além do lado sustentável também conversamos muito sobre empreendedorismo feminino, maternidade consciente e responsável e sobre o Manifesto pela valorização da Maternidade.

Foi gratificante trocar com tantas mulheres e ver que temos, sim, na maioria dos casos, os mesmo anseios em relação à importância que temos que dar à criação dos filhos, mudanças de comportamento em prol do futuro e ao papel da nova mulher e claro, não menos importante, do novo homem, na sociedade.

[Imagem1/2/3/4: arquivo pessoal/ Imagem 5: Cláudia Sardinha]


Consumo Consciente

O que é Consumo Consciente?

É Consumir com consciência e responsabilidade sempre nos perguntando sobre a necessidade e a origem de cada produto.

•Ele é reciclável? Sua embalagem também?

•Mais Importante: é reciclado?

•Podemos consertar o antigo antes de comprar um novo?

•Pode ser doado ao invés de jogado no lixo?

•Posso vender, sem jogar no lixo?

•Estamos usando somente o que precisamos sem desperdício?

•Podemos transformar em outra coisa que nos pode ser útil?

•É usado trabalho escravo ou infantil no produto ou serviço?

•A produção ou comercialização de determinado produto polui ou agride o meio-ambiente, em que itensidade?Compromete a existência de algum animal?

•Tenho opções?

Claro que a maioria dos produtos se encaixa em uma ou mais perguntas acima. Consumir conscientemente é complexo e portanto, nosso grande desafio. Consumir é uma necessidade de sobrevivência. Consumir gera empregos, oportunidades, renda e dignidade. Só precisamos aprender a consumir com consciência e responsabilidade buscando a cada dia por produtos e serviços que tenham em sua fabricação e comercialização princípios que visem a sustentabilidade.

[fonte: http://www.futurodopresente.com.br/loja/infos.asp?lang=pt_BR&codigo_texto=15]

Luminária de PET

Lembram que contei que tínhamos feito artes inspirados nas peças de arte ecológica da Valéria L. Lopes que conhecemos no Bazar de Natal da Ciclicca?

Pois é, aí está ela.

Tudo começou com a luminária da área de serviço que quebrou. Ficamos pensando no que poderíamos fazer.

Daí lembramos da arte com PET que aprendemos e que poderia ser usada. Pegamos o lustre das crianças que era bem neutro (taí a foto dele já em seu nova função) e serviria para a área de serviço e fizemos a luminária para o quarto das crianças.

Essa luminária é feita de PET e agora é o lustre do quarto das crianças. Eles adoraram, ficou divertido e diferente.

Uma amostra simples de que podemos reutilizar materiais de forma criativa e bonita. E sem gastar quase nada, né?

Nosso agradecimento especial à Valéria que nos ensinou! Tão criativa e generosa com sua arte.

Reduza, Recicle, Reutilize.

Opinião de quem conhece

Sua opinião é realmente muito importante!

Veja os depoimentos de clientes que já compraram nossos produtos e nos brindaram com sua opinião! Obrigada!

• Adriana Fonseca – Rio de Janeiro – RJ - “Esse email é pra elogiar… elogiar tudo mesmo…. as Bolsas Infantis são MARAVILHOSAS!!! Amei a apresentação, embaladinhas com todo carinho!!!!Tô super feliz!!! Amanhã  mesmo já vou estrear….e ja fiz propaganda…rs”

• Bartira Bernardes – São Paulo – SP - “Amei a sacola Poá! Que prática e linda! E ainda reciclada.”

• Miguel Antunes – São Paulo – SP – “Fiquei muito impressionado com as camisetas. Surpreendeu!”

• Fabíola Nishi – Ribeirão Preto – SP -via twitter :”Dei uma sacola de presente pra minha mãe e ela amou. Muito bem feita. Indiquei pra várias amigas. Parabéns!”

• Aline Marion – Rio de Janeiro – RJ – “Comprei uma camiseta de vocês, a intitulada plantando que se recebe, para dar de presente e fiquei deveras impressionada. A qualidade do produto é excelente, a entrega foi na exata data prevista, e o tratamento pessoal foi fora do comum. Sou uma exímia sonhadora que defende a causa de vocês, e fiquei muito contente e satisfeita com os serviços prestados.
Adorei! Parabéns!!!”

• Cristiane Fetter – New Jersey – USA – “Tive a oportunidade de conhecer in loco o trabalho do Futuro do Presente, o trabalho é bonito e de excelente qualidade, além de ter todo o apelo sustentável.
O produto é muito mas muito legal. não só a idéia é boa como a qualidade do material é excelente. As camisas ficam lindas nas crianças. Já que fizemos tanto material para estragar a natureza, temos agora o dever de saber utilizá-lo em benefício dela.”

• Amarilis Iscold, pediatra – Belo Horizonte – MG – “Comprei as camisetas numa experiência… não conhecia malha pet e queria conhecer. Acabei de receber e, além de achar a malha ótima (não vesti pois comprei para meu filhote, minha afilhada…) me encantei com os embrulhos de saquinhos e com o cuidado que vocês têm tido aos detalhes! Também sou “mãe bloggueira” e sou ainda pediatra! Vou colocar um link para o trabalho de vocês nos dois blogs porque estão mesmo de parabéns!

• Renata Matteoni – Rio de Janeiro – RJ – “Adorei…parabéns pelo design, pela idéia e pelo material, que é realmente muito gostoso. AMAMOS.”

• Daniela Cardoso de Cintra – Recife – PE – “Parabéns pelo trabalho de vocês. Simplesmente adorei! Assim que puder mando fotos da minha filha com a camiseta!”

• Susana Peixoto – Rio de Janeiro – RJ – “Meu filho adorou a camiseta que tem o desenho do menininho, não quer tirar. ”

• Célia Almeida Pinto – Goiânia – GO - “Acabei de receber a camiseta e surpreendeu pela qualidade. Nunca pensei que malha PET fosse ser tão macia. Não consigo perceber a diferença para a camiseta normal de algodão puro.”

Patrícia Marcos – Rio de Janeiro – RJ – “A camiseta é linda demais e a mensagem muito forte. Todo mundo pergunta onde comprei.”

Silvana Aparecida – Volta Redonda – RJ - “O meu marido não acreditou que a camiseta era feita com garrafa PET. Gostou tanto que perguntou se não faziam para adultos.”

Ana Maria Luz – São Paulo – SP - “Parabéns pelo acabamento, embalagem e capricho. Sinceramente não esperava. Estou encantada.”

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Não conhece nossos produtos? Clique aqui e conheça nossa loja:

http://www.futurodopresente.com.br/

Se você conhece e já comprou nossos produtos, envie-nos um depoimento para o e-mail  falecom@futurodopresente.com.br

Se não conhece ainda, experimente, você vai se surpreender!

O que é o Plástico PET ?

Politereftalato de etila, ou PET, é um poliéster, polímero termoplástico ou plástico, desenvolvido por dois químicos britânicos Whinfield e Dickson em 1941, formado pela reação entre o ácido tereftálico e o etileno glicol, formando um poliéster.Utiliza-se principalmente na forma de fibras para tecelagem e de embalagens para bebidas.

Possui propriedades termoplásticas, isto é, pode ser reprocessado diversas vezes pelo mesmo ou por outro processo de transformação. Quando aquecidos a temperaturas adequadas, esses plásticos amolecem, fundem e podem ser novamente moldados.

As garrafas produzidas com este polímero só começaram a ser fabricadas na década de 70. No começo dos anos 80, os Estados Unidos e o Canadá iniciaram a coleta dessas garrafas, reciclando-as inicialmente para fazer enchimento de almofadas.

Com a melhoria da qualidade do PET reciclado, surgiram aplicações importantes, como tecidos, lâminas e garrafas para produtos não alimentícios.

Mas, mesmo sendo totalmente reciclável, ou seja, 100% da garrafa PET se transforma em 100% políester reciclado, o ideal é que nos empenhemos em reduzir o consumo das mesmas. Isso porque  pois ainda não é a maior parte das garrafas plásticas PETque é encaminhada corretamente para a reciclagem.

Consuma produtos de origem reciclada, reduza o consumo e encaminhe suas garrafas PET corretamente para a reciclagem.

Fonte: http://www.futurodopresente.com.br

Fórum Criança e Consumo – Dia 2 – parte 3

Consumo Infantil, capitalismo e o papel da família

Somos contemporâneos da crise. A modernidade não está respondendo os grandes problemas da humanidade. O capitalismo fracassou para 2/3 da população do planeta. A maior parte das coisas na vida é difícil mas o capitalismo nos faz preferir as coisas fáceis. “Direitos Humanos” é luxo num mundo onde não temos direitos básicos como alimentação, por exemplo. O setor administrativo é seletivo, enquanto o repressivo é absoluto.O Estado só responde pela camadas privilegiadas da sociedade.

O Mercado, que é uma entidade abstrata, é tratado como um Deus a ponto de vermos atletas fazendo propaganda de cerveja na televisão. Tem coisa que não comungue mais do que bebida alcoólica e esporte?

A publicidade cria o desejo pelo não-necessário. A publicidade infantil é um tipo de pedofilia vertical. A erotização infantil precoce, nada mais é que a adultização num ser biologicamente infantil. E os produtos que ostentamos nos agregam valor. Não é interessante perceber que as roupas de grife passaram a colocar as etiquetas do lado de fora?
90% do aprendizado acontece entre 0 – 6 anos de idade que é considerada a fase em que temos maior capacidade de aprendizado, justamente a fase onde aprendemos a ser seres humanos independentes. Nem tudo pode ser permitido, as crianças têm necessidade de controle e censura.

Como criar uma sociedade que não viole o direito da criança a uma infância sadia?
ATV causa uma certa hipnose visto que prende nossa atenção por horas a fio sem que consigamos dar atenção a outra atividade. No Brasil, a criança fica, em média, 5 horas na frente da TV, mais tempo do que permanece na escola. A criança não tem discernimento para entender as mensagens publicitárias enviadas em sua direção: para elas, uma bicicleta e um copo d’água tem o mesmo valor. Uma forma de tirar as crianças dessa hipnose da televisão é incentivá-los a criar seus próprios brinquedos. Isso demanda tempo, atenção, concentração e exercita a criatividade. Tudo começa na imaginação, precisamos estimulá-la.

O que é preciso para uma pessoa ser feliz?
Como ensinar as crianças a serem felizes sem se comparar com os colegas? É preciso ensinar às crianças que a felicidade é uma realidade interior. Valores infinitos e valores de subjetividade. Generosidade, solidariedade e a prática de serviços desinteressados.]

Como os pais podem desestimular o consumo nos filhos sem que estes se sintam excluídos do seu círculo social já que maioria esmagadora dos outros pais (e sociedade em geral incluindo família e escolas) estão absolutamente passivos ou envolvidos diante do apelo consumista? Fiz esta pergunta à mesa e a resposta foi surpreendente pela simplicidade e pela constatação da dificuldade que os pais encontram em educar.

Como educar a criança diante da pressão consumista? Dando o exemplo. O que os pais querem quando levam o filho para passear num shopping a não ser dar a eles um referencial de consumo? Shopping é um templo de consumo, uma droga virtual baseado num mundo perfeito construído para encantar. Uma super proteção (shoppings, condomínios) que acaba por nos tornar inseguros e torna esses bens como mínimos referenciais.

“Estou apenas observando quanta coisa existe que eu não preciso para ser feliz” (Sócrates)

Em contra partida, os pais não encontram aliados quando querem fazer diferente e remar contra a maré de consumo imposta pela sociedade e sofrem pressão por todos os lados: escola, mídia, Estado. Os cidadãos precisam se ajudar, os cidadãos precisam ajudar os pais.

A Escola não está preparada. Cantinas reforçam a aversão das crianças aos alimentos saudáveis. Falta de orientações claras permitem competição entre materiais, brinquedos, roupas. A escola que deveria ser de igualdade (todos iguais juntos para aprender, usando uniforme e materiais iguais) se torna um local de competitividade por melhores brinquedos , presentes, roupas, marcas – mais um local onde eles aprendem a exibir o materialismo como valor essencial.

FREI BETTO [Palestrante] Frade dominicano e escritor, assessor de movimentos sociais. Estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia. Com 51 livros publicados, escreve para vários jornais e revistas e profere palestras no Brasil e no exterior.
Benjamin Barber [Palestrante] : Teórico político de renome internacional. Foi Professor de Ciências Políticas (Walt Whitman) da Universidade de Rutgers por 32 anos, e em seguida, Professor de Sociedade Civil (Gershon e Carol Kekst) na Universidade de Maryland e durante cinco anos trabalhou como consultor informal do Presidente Bill Clinton. Os 17 livros de Benjamin Barber incluem o clássico Strong Democracy (1984), McWorld (1995 com uma edição pós 9/11 em 2001, traduzido para vinte e sete línguas) e Consumido: Como o Mercado Corrompe Crianças, Infantiliza Adultos e Engole Cidadãos , publicado em 2007 por W.W. Norton nos Estados Unidos e em sete edições estrangeiras.

Como é feita a malha PET?

Para se produzir a malha PET, tudo se inicia na coleta seletiva das garrafas usadas, feita pelos catadores ou pelas empresas municipais de lixo que posteriormente encaminham os recicláveis à Cooperativa para serem devidamente separados. Uma garrafa de PET é 100% composta de poliéster reciclável que é uma resina termoplástica de alta resistência.

Lá, o lixo reciclável será separado e as garrafas PET vendidas para empresas. Nas empresas as garrafas são lavadas, moídas e descontaminadas para serem fundidas, ou derretidas,  e transformadas em pequenos flocos para posteriormente serem transformadas em fios de políester , através de equipamentos extrusores -que fazem filamentos- que são trançados com algodão para se fazer o tecido de PET.

O tecido feito de poliéster tradicional já têm uma fatia expressiva do mercado e é uma tendência natural que o tecido feito a partir do políester reciclado se torne mais expressiva ainda.

O tecido feito de garrafa PET nada mais é do que tecido poliéster tradicional. E por isso, quando conhecemos ou tocamos a malha PET não sentimos nenhuma diferença da malha comum, porque ela é feita do mesmo poliéster do qual as roupas já são feitas e que estamos acostumados a usar e comprar, a diferença é que este poliéster é proveniente de garrafas PET que seriam descartadas na natureza e que antes de virar roupas, foram limpas e descontaminadas.

A tendência mundial é termos que usar roupas de material reciclado pois é preciso consumir todo o resíduo que produzimos.

Não teremos mais como usar roupa sem que  seja reciclada.

Este é o futuro.

Experimentem os materiais reciclados, sejam roupas ou outros artigos.

Precisamos incluí-los cada dia mais em nossa rotina.

Mas, para que tudo isso aconteça é fundamental que todos nós separemos nosso lixo e encaminhemos para a coleta seletiva.

Seja consciente, recicle seu lixo.

https://ssl1297.websiteseguro.com/futurodopresente/loja/infos.asp?lang=pt_BR&codigo_texto=24

Crianças como cidadãos ou como consumidores?

com Taís Vinha do blog Ombudsmae.blogspot.com

Fórum Criança e Consumo – dia 2 – parte 2

Antes de começarmos, quero dizer que este foi um dos palestrantes que mais gostei, tanto pela qualidade do que foi dito (no sentido do tema) quanto pela qualidade do palestrante que inclusive pediu para que as luzes da platéia fossem aumentadas para que ele se sentisse interagindo com a mesma.

O  que há de errado com o Capitalismo? Ele,  indiscutivelmente, triunfou perto de outros sistemas e muitos países triunfaram quando adotaram o capitalismo.
Claro que depende do ângulo, afinal não se pode dizer que um sistema é triunfante quando levamos em consideração que maior parte absoluta da população do mundo vive na miséria.

O capitalismo infantiliza os adultos, usa as crianças e transforma cidadãos em consumidores. O adulto passa a se comportar como criança  – eu quero consumir – e compra sem critério e necessidade criando pessoas viciadas em comprar (compralismo). É a insatisfação compulsiva , que citamos no nosso debate de mães, leia aqui. Capitalismo parou de produzir bens para produzir/fabricar necessidades. E isso está criando uma geração de compradores que aos 18 anos já se tornaram compradores compulsivos – com  muita disposição e nenhuma responsabilidade.

Comprar = prazer = drogas
”Não economize, gaste”
“Não se preocupe com a produção, consuma.”
“Não se preocupe com o seu descanso = lojas 24h”
“Não precisa sair de casa = internet”

O adulto pode escolher não consumir o que não precisa enquanto a criança precisa do adulto para fazer esta escolha. Começamos a violentar a infância e as crianças deixam de ser crianças para serem potenciais consumidores. A erotização nada mais é do que criar produtos para crianças como se fossem adultos. Corrompemos as crianças.
Há shoppings que já separam filhos de seus pais com o intuito de deixar as crianças mais vulneráveis. Vivemos hoje um momento de totalitarismo comercial e publicitário e não de liberdade de expressão e escolha.
Internet pode ser usada por crianças mas não para publicidade e sim para o aprendizado.

Capitalismo está dando fim à democracia e ao pluralismo e vem privatizando a sociedade. O mundo está igual em todas as partes do mundo.  O grande problema é o capitalismo preguiçoso. Interesses sociais são públicos e as escolas não podem ser privadas. Nossas escolhas privadas têm conseqüências públicas, como por exemplo, o carro que escolhemos (consumo de combustível, óleo, etc). E até a água engarrafada compramos que consome plástico, transporte, etc.  Não podemos ser apenas consumidores, precisamos ser cidadãos.
Precisamos produzir nossas necessidades reais ou continuaremos a ser o velho capitalismo que inventa necessidades ao invés de produzir bens necessários.
Um exemplo é o i-phone: câmera ruim, games ruins, telefone ruim, navegador ruim e um monte de gente diz que precisa de um.
Meu trabalho produz reais necessidades? Cidadãos que escolhem onde trabalhar de forma a contribuir com a melhoria do mundo. Princípios éticos que vão além das nossas palavras e daquilo que julgamos ser certo que O OUTRO faça. E nós, o que fazemos?
Criar cidadãos sem fronteiras depende de nós, não do Lula ou do Obama.

Benjamin Barber [Palestrante] : Teórico político de renome internacional. Foi Professor de Ciências Políticas (Walt Whitman) da Universidade de Rutgers por 32 anos, e em seguida, Professor de Sociedade Civil (Gershon e Carol Kekst) na Universidade de Maryland e durante cinco anos trabalhou como consultor informal do Presidente Bill Clinton. Os 17 livros de Benjamin Barber incluem o clássico Strong Democracy (1984), reeditado em 2004 em uma edição de vigésimo aniversário; o atual best seller internacional Jihad vs. McWorld (1995 com uma edição pós 9/11 em 2001, traduzido para vinte e sete línguas) e Consumido: Como o Mercado Corrompe Crianças, Infantiliza Adultos e Engole Cidadãos (Consumed: How Markets Corrupt Children, Infantilize Adults, and Swallow Citizens Whole), publicado em 2007 por W.W. Norton nos Estados Unidos e em sete edições estrangeiras.

A história da água engarrafada

Excelente vídeo da mesma autora do “A história das coisas”, Annie Leonard, que conta como é a cadeia de consumo que somos incentivados a manter. Agora ela fala da água em garrafa.