Amigos, a CASA DE PARTO de Juiz de Fora, precisa de nossa ajuda.
Um jornal local está fazendo uma enquete sobre a Casa de Parto de Juiz de Fora, que corre o risco de ser fechada porque os médicos estão fazendo uma pressão absurda, está um bafafá danado por lá. A enquete tá nesta página, mais abaixo à esquerda, na coluna da lateral:
http://www.jornalpanoramajf.com.br/index.php
Você concorda com a suspensão das atividades da Casa de Parto?
Diga NÃO!!!! NÓS NÃO CONCORDAMOS COM A SUSPENSÃO!!!VOTE NÃO!!!
Votei agora, e só tinha 40% de votos contra o fechamento da Casa de Parto!
Eu posso falar por experiência própria pois frequentei a Casa de parto de Realengo e é a coisa mais linda que eu já vi!
As mulheres são tratadas com dignidade, respeito, competência, (muito) carinho e profissionalismo. São mulheres cuidando de mulheres e dando à nós o direito a um parto natural, num ambiente tranquilo e acolhedor sem intervenções cirúrgicas ou de praxe que agridem, mutilam e maltratam a mulher e o bebê. E tudo isso DE GRAÇA !
Parto na água? Lá tem!
Presença e participação do pai? Lá tem!
Preparação e acompnhamento pré e pós-parto? Lá tem!
Orientação, exercícios, palestras durante a gestação para gestantes e seus parceiros? Lá tem!
Parto sem laceração da vagina? Lá tem!
Parto Natural? Lá tem!
Não há risco para as mulheres que tem sempre um hospital de referência e ambulância de plantão para atendimento de emergências. As enfermeiras são enfermeiras obstétricas experientes. O ambiente é maravilhoso e as instalações parecem a casa da gente. A gestante tem direito a quarto privativo, banheira, música… coisa de poucos, mesmo nos melhores hospitais privados do país!
Os médicos fazem este alarde todo porque querem se manter como donos do parto e do corpo da mulher, medicalizando cada vez mais o nascimento que é um fenômeno natural e fisiológico!
Ajudem, amigos, a acabar com este escândalo que é 80% de cesáreas no Brasil.
Isso significa que 65% das mulheres podem estar sendo operadas sem necessidade clínica e sim por conveniência do médico que não quer perder tempo ou que não sabe acompanhar um parto normal e expõe mães e bebês a risco de 4 a 10 vezes maiores, a infecção hospitalar, complicações pós-parto para a gestante e para o bebê e ainda a submete a um dolorido e sofrido pós-operatório que no parto normal simplesmente NÃO EXISTE! Dando á mulher plenas condições de dar toda atenção, carinho e dedicação ao seu filho que acabou de nascer.
E os dados falam por si:
“Não houve necessidade de cesariana para 87% das mulheres assistidas. Apenas 3,4% foram transferidas para hospitais; 4,7% utilizaram anestesia; 2,1% fizeram episiotomia(nota minha: corte na vagina) e 1% precisou de fórceps. A pesquisa concluiu que os percentuais de intervenção são mais baixos que nos hospitais.
Mesmo com aprovação das mulheres e autorização de funcionamento pelo Ministério da Saúde, as casas de parto não são consenso entre os profissionais de saúde. Isso acontece porque as casas podem ser geridas por enfermeiras-obstetras e não são obrigadas a ter supervisão de um médico.
Um dado importante, segundo o Ministério da Saúde, é que não houve nenhum óbito materno, num total de 4.838 partos entre os anos 2001 e 2004. Esse número corresponde aos partos realizados nas casas de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Rio de Janeiro. Desse total, houve seis óbitos neonatais.”
(http://www.previ.com.br/portal/page?_pageid=56,484921&_dad=portal&_schema=PORTAL)
Taí, apenas seis óbitos neonatais em tantos atendimentos em tantos anos! Óbitos que provavelmente teriam acontecido em qualquer circunstância e que com certeza, recebeu todo o atnedimento necessário. Recentemente saiu uma pesquisa revelendo que a cesariana é a maior causa de mortes maternas no Brasil. É preciso que tenhamos essa consciência e passemos a tratar o parto como um evento natural do corpo da mulher e que privar o bebê de nascer desta forma de nascimento é privá-lo de mais carinho, tranquilidade e principalmente, saúde.
Parto bom é parto normal! Normal, é parto normal!
Votem e ajude a Casa de parto de Juiz de Fora a continuar oferencendo este trabalho primordial à nós, mulheres!
Diga NÃO!!!! NÓS NÃO CONCORDAMOS COM A SUSPENSÃO!!!VOTE NÃO!!!
_________________________________________________________________________________ Ana Cláudia Bessa e Silvia Schiros
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Amigos,
o jornal tirou a enquete do ar!
E não há nenhuma referência nem nas enquentes antigas.
Quero pedir que mandem e-mails para o jornal CONTRA O FECHAMENTO DA CASA DE PARTO DE JUIZ DE FORA.
Vamos encher a caixa postal deles de e-mail!
Um serviço como este, prestado pelo estado, gratuitamente, não pode acabar!
http://www.jornalpanoramajf.com.br/faleconosco.php
Tô dentro, já enviei vários e-mails.
Beijocas
Também tô nessa!
Assinei o abaixo-assinado e escrevi para o jornal. Valeu, Ana!
Beijos,
Silvia
Amigas,
a situação da mulher gestante no Brasil é tão grave que , eu convenrsando com um gerente de loja de roupas infantis que está grávida, e fazendo propaganda do parto normal (claaaaaaro!) fui alarmada pela declaração dela que morria de medo de parto normal porque a irmã foi insisitir com o médico para tentar um parto normal e depois de horas de espera e pouca dilatação, ele fez um corte enorme na vagina dela para a passagem da criança e ela teve que ficar de repouso por causa dos pontos e do desconforto enorme que este corte (episiotomia) causa.
Olha que absurdo!
Os médicos apavoram e MUTILAM a mulher como punição!
É parto normal que você quer, então toma!
Aí, depois eles falam que muitas mulheres pedem cesárea!
Neste terrorismo a gente pede até coisa pior tendo um filho para sair de dentro de nós e querendo que ele saia vivo e com saúde!
Nessa hora, se a mulher não tiver apoio e força psicológica e emocional, pede cesárea mesmo e ainda acredita que aquilo foi o melhor prá ela e o bebê.
É aí está a Casa de parto para mostrar que há 87% de chance de toda mulher ter um parto normal e que nestes partos apenas 2,1% (DOIS!!!!) PRECISOU DE EPISIOTOMIA!
Cretinos e criminosos são esse tipo de médico!
Ana,
você disse que fala da casa de parto por experiência própria. Você pariu lá?
Não , Paola.
Tive duas cesáreas.
Mas eu tive o pré-natal também acompanhado na Casa de Parto, participei das palestras, encontros, etc. Contudo, como eles têm seus procedimentos e eu tive rompimento de bolsa, o máximo que eles aguardam para o início do Trabalho de Parto é 12 horas depois da bolda rôta. Como não entrei em TP neste tempo, não tive o prazer de ser atendida lá.
ah, tá, entendi.
Ana e Silvia,
sou dos grupos de parto que provavelmente que vocês participaram.
Já mandei meu e-mail para o jornal e todas nós deveríamos fazer a nossa parte.Mas fiquei surpresa com a falta de participação das pessoas destes grupos comentando aqui, você divulgaram?
Carla, obrigada por ajudar.
Eu fiz algumas divulgações embora eu não esteja mais participando destes grupos mas a algumas pessoas que ainda são ativas neles, eu mandei. Também sinto falta dos comentários aqui mas há a possibilidade que tenham vindo, lido, mandado o e-mail pro jornal e nos ajudaram.
Somente não comentaram aqui.
Eu espero que tenha sido assim!
Beijos!
Eu também espero, Ana.
Muito boa a iniciativa.
Você tem novas notícias?
Que eu saiba, continua fechada.
[...] comenta Ana Cláudia em Vamos salvar a CASA DE PARTO !Ana Cláudia em RIO ZÔOO estado crítico do Riozoo, o zoológico do Rio em RIO ZÔOAna Cláudia em [...]
Oiie…minha monografia se baseia no parto humanizado e estamos querendo citar o porq do fechamento da casa de parto…
tudo dentro de revisao bibliografica…queremos enriquecer nossa monografia defendendo a importancia de um parto humanizado. e precisamos de varias opinioes.
dos enfermeiros e dos medicos..oq cada lado pode falar.
quem puder ajudar e opinar sobre….agradeço.
bjs.
Alessandra Monique – academica de enfermagem.
Alessandra, para béns pela iniciativa.
Tenho certeza que seu trabalho vai ajudar muitas mulheres e a sociedade conhecer melhor sobre parto humanizado.
Boa sorte!
Alguém tem alguma noticia sobre a casa de parto, como vai o processo ou algo assim???
Em 2005 tive a minha filha lá e adorei…
Olha o que saiu na imprensa, Rayssa:
*Notícia do Correio Braziliense de hoje, 19/03/2010*
* *
* *
*SAÚDE*
Casa de Parto de portas fechadas
*Encerramento das atividades do tradicional recinto criado em São Sebastião
divide opiniões. Preocupadas, mães e representantes da comunidade local
preparam manifestação para tentar mudar medida do Ministério Público*
• Mara Puljiz
Adauto Cruz/CB/D.A Press – 20/5/09
*Estabelecimento, criado em 2001, é fundamentado no princípio do parto
humanizado e existe em outros países *
* *
A Casa de Parto de São Sebastião será desativada. A determinação é da
Secretaria de Saúde do Distrito Federal, com base em uma recomendação feita
pelo Ministério Público e no Conselho Federal de Medicina (CFM). Segundo o
subsecretário de Atenção à Saúde, José Carlos Quinaglia, a medida foi
acertada durante reunião na última segunda-feira e deverá ocorrer no próximo
mês, quando os oito enfermeiros da unidade serão transferidos para o
Hospital Regional do Paranoá (HRPA). “O local onde funciona a Casa de Parto
não é adequado. Ela deveria ficar acoplada a uma maternidade para que, toda
vez que ocorresse uma complicação na hora do parto, a paciente pudesse
contar com intervenção obstétrica, mas a unidade vinha funcionando de forma
precária e agora os enfermeiros vão trabalhar com obstetras. A ideia é
oferecer mais segurança para as gestantes”, disse.
A partir de abril, as gestantes que entrarem em trabalho de parto em casa
terão de ligar para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os
médicos da ambulância atenderão as parturientes, como normalmente ocorre em
todo o DF. A notícia trouxe desconforto para muitas mulheres de São
Sebastião, principalmente para aquelas que não dispõem de carro particular e
dependem de ônibus para se deslocar.
A dona de casa Ana Paula Marques, 25 anos, mora na zona rural Chapada. Para
chegar ao centro de São Sebastião, ela gasta pelo menos meia hora de ônibus.
Do Paranoá até lá, é quase uma hora. Onde Ana Paula mora, os ônibus passam
três vezes ao dia, mas não existe linha direto para o Paranoá. “Se não fosse
a Casa de Parto, eu teria ganhado minha filha (hoje, com cinco anos) na rua.
Onde eu moro, teve uma mulher que ganhou neném em casa porque o Samu não
chegou a tempo”, contou.
A Casa de Parto foi inaugurada em 2001 e ocupa uma dependência da Unidade
Mista de Saúde da cidade. Ela tinha como missão humanizar o atendimento das
gestantes e facilitar o acesso das mães. Desde então, cerca de 5 mil bebês
nasceram no local. Segundo a coordenadora da instituição, Gerusa Amaral de
Medeiros, a média é de 20 partos e 500 atendimentos mensais. Até o ano
passado, 11 médicos obstetras acompanhavam o nascimento de crianças na
unidade, mas todos eles foram remanejados para o Hospital do Paranoá.
*Infraestrutura*
Para o subsecretário José Quinaglia, a falta de especialistas e o déficit de
aparelhos médicos necessários para procedimentos de urgência impedem a Casa
de Parto de continuar as atividades. Na visão do presidente do Conselho
Regional de Saúde, Vilson Mesquita, porém, com o fechamento da casa, as
gestantes de São Sebastião passam a correr risco dobrado, uma vez que elas
terão de se deslocar para o Paranoá quando entrarem em trabalho de parto. “A
distância entre São Sebastião e Paranoá é muito grande e quase não tem
ônibus de uma cidade para outra. A maioria das pessoas não tem carro e então
vai ser um caos para as mães. Na Casa de Parto, tem profissionais excelentes
e seria mais fácil enviar médicos em número suficiente para lá do que deixar
a cidade 100% descoberta”, defendeu.
Ainda segundo Mesquita, as mulheres grávidas são assistidas na unidade de
saúde, fazem o pré-natal e são orientadas durante toda a gestação. Do ano
passado até hoje, ele estima que pelo menos 200 crianças nasceram no local.
“Cerca de 40% dos partos do Paranoá são de mães de São Sebastião. É a cidade
onde mais nascem crianças”, disse. A notícia do fechamento pegou muitas
mulheres de surpresa, mas outras admitem ter medo de realizar parto sem a
presença de um obstetra. É o caso da dona de casa Nataly Mara da Silva
Sales, 21 anos. Ela preferiu ir até o Hospital Regional do Paranoá para ter
a pequena Tayla, de seis meses: “Não tive coragem (de procurar um obstetra)
porque, caso acontecesse alguma complicação, não tinha nem como bater
ecografia, mas não tenho do que reclamar das enfermeiras da Casa de Parto,
porque sempre me acolheram muito bem”.
*Mobilização*
Para sensibilizar a Secretaria de Saúde a manter a Casa de Parto, mães e
diversas pessoas da comunidade organizam uma manifestação para a próxima
quarta-feira, às 9h30. Com faixas e cartazes, a população promete se juntar
para evitar que os enfermeiros deixem a Unidade Mista de Saúde. Segundo o
presidente do Conselho Regional de Saúde, Vilson Mesquita, no próximo dia
24, integrantes da Comissão de Saúde da Câmara Legislativa do DF (CLDF)
também marcaram de visitar a Casa de Parto.
Mesquita acredita que a instituição não pode deixar de existir. “São poucos
os partos na Casa de Parto de São Sebastião, mas uma vida salva já é muita
coisa. É melhor ter profissionais para atender as mães do que elas ganharem
neném no meio da rua e pegarem alguma infecção. Se sem obstetra é arriscado,
sem obstetra e enfermeiro fica muito pior”, acredita. Segundo José Carlos
Quinaglia, uma nova conversa deverá ser agendada com enfermeiros de São
Sebastião. Ele explica que a maternidade do Hospital do Paranoá está toda
equipada para receber os profissionais, mas que eles terão opção de escolher
para qual hospital do DF querem ir.
*O número*
*5 mil*
Número estimado de crianças que nasceram na Casa de Parto desde sua
fundação, em 2001
*Para saber mais*
Operação humanizada
Os chamados Centros de Parto Normal foram criados por meio da Portaria de Nº
985/611 do Ministério da Saúde, publicada em agosto de 1999 no Diário
Oficial. Pelo documento, não há a obrigação dessas casas de partos serem
vinculadas a hospitais, assim como não há a exigência de um médico.
Atualmente, existem 14 unidades desse tipo no Brasil. O parto humanizado é
muito valorizado em países como Japão, França e Países Baixos. No Brasil, a
proposta ainda enfrenta muitas críticas e é alvo de discussões entre
enfermeiros e médicos. A ideia é diminuir as cesarianas, as medicações e as
intervenções desnecessárias, assim como permitir que as parturientes decidam
sobre seu próprio corpo.
e aí + alguma noticia sobre a casa de parto de Juiz de Fora, se eu quizer ter um parto natural em JF como faço?
Rhayssa, até onde pesquisei, continua fechada…