mai202012

Nostalgia da nossa infância?

Eu não gosto desse negócio de “como era ser criança na minha infância” porque infelizmente e felizmente, o mundo mudou. Piorou, mas melhorou em muitas coisas também. Cada um no seu tempo. A infância dos meus pais pode ter sido mil vezes mais legal que a minha, na opinião deles. Mas eu gostei de viver no meu tempo e luto para que meus filhos tenham boas lembranças do tempo deles. Não dos meus.

Todas as épocas têm coisas boas e coisas ruins. Algumas coisas retrocedem, outras avançam. Não podemos achar que tudo da atualidade é ruim e tudo que é antigo é bom porque também nós precisamos nos adaptar aos novos tempos. Perceber e se dar conta de que o mundo dos nossos pais não existia mais quando foi a nossa vez, ele já estava completamente diferente e quando crescemos, a mesma coisa se repete: nosso mundo é completamente diferente do mundo que nossos filhos vivem. E quanto mais os anos passam, maiores e mais discrepantes são as mudanças dos tempos. A capacidade de adaptar-se a novas situações torna-se condição sine-qua-non para nosso desenolvimento e equilíbrio emocional.

O que precisamos é encontrar neste novo mundo as coisas boas, sem perder o contato com as coisas que antigamente tínhamos mais tempo de observar como a natureza, a vida em família, os caminhos sem atalhos, o respeito entre os seres humanos, o olhar atencioso, o amor, a brincadeira despretenciosa de criança. A modernidade ns impõe uma velocidade que nos impede de olhar o céu, de andar ao ar livre, de não fazer nada sem a culpa pelo “tempo perdido”.  Precisamos buscar o equilíbrio entre o mágico e veloz mundo novo e simplicidade do mundo do passado cultivando raízes sólidas para sermos pessoas de bem e asas firmes para desbravar as novas possibilidades para que tenhamos chance de realmente viver num mundo melhor.

mai122012

Feliz dia das Mães

mai082012

eco-mães

visite nossa loja: http://www.elo7.com.br/futurodopresente/

abr252012

Mãe, eu amo alface!

Sabem quando eu imaginei meu filho falando isso? Nunca!

Pois ele disse! Esperei 5 anos, 9 meses, 12 dias mas ele disse!

Ele que nunca foi bom de comer, péssimo em experimentar novos sabores, me disse que ama alface!

E como foi isso?

Eu comecei a obrigá-lo a comer alface…rs… :)

Simples assim.

Tudo começou num almoço comum antes da escola. Um pedacinho, coisa mínima, muita careta e muitos aplausos.

No dia seguinte, outro pedacinho, depois um salzinho de nada, depois um azeitinho, depois pedacinhos maiores e maiores e maiores e um dia ele me brinou com quase meio prato de alface e essa frase maravilhosa.

Tô missi!  Missintindo ! :)

Read More »

abr122012

Consumismo é uma praga difícil de combater…

Como mãe, eu posso ver diariamente o desastre que é a publicidade voltada para crianças. Não somente com meus filhos. O consumismo é generalizado nas ruas, nas escolas, nas famílias. Acontece que ao contrário do que os publicitários alegam, que basta os pais controlarem o que os filhos assistem e consomem, eu posso afirmar que não é simples assim. E olha que eu não sou uma mãe ausente que deixa os filhos na frente da TV (seja por comodidade ou por necessidade, não cabe julgar isso agora). Eu trabalho em casa e fico com eles em todos os momentos. Ao contrário da maioria das crianças, só foram para a escola aos 3 anos de idade (hoje em dia é muito comum a ida para creche aos 6 meses). Aqui em casa tem hora para ver TV, o canal é selecionado, os desenhos razoavelmente controlados, eu raramente assisto novela , assim como raramente frequento shopping centers e lanchonetes de fast food. Além disso, não sou uma viciada tecnológica: não tenho o celular mais moderno, só troco quando realmente necessito e não possuo ou me esforço para ter os últimos
lançamentos de gadgets e eletrônicos. Ou seja, não pautamos nossa vida exclusivamente no consumo. Meus filhos, tiveram seu primeiro video game, após os 6 anos de idade, o que também é raro, muito raro, e eles não ganham tudo o que pedem, mesmo quando podemos dar. Porque não é questão de poder financeiramente que pesa na nossa decisão, o que pesa é o que vai significar o excesso de qualquer coisa na vida deles.
Mesmo diante de tudo isso, eles chegam na escola e encontram amigos que tem 200 jogos de video game, enquanto meus filhos só tem 3. Chegam em casa, e quando ligam a TV para ver desenho, são bombardeados com mais de 10 comerciais por intervalo. E mesmo já tendo aprendido como são seus pais e que a maioria das propagandas MENTE (sim, metem muito), ainda assim, eles têm seu desejo de consumo despertado pelas propagandas feitas técnicamente para encantá-los.
.
Pegando o gancho dos 10 comerciais num mesmo intervalo, vamos imaginar a seguinte cena: 10 propagandas lindas, milimetricamente preparadas para te convencer a querer e a apreciar aquilo que você não quer ou precisa,  dizendo, sim, sim, sim, você pode, você merece, quem é legal tem que ter…. aí chega a mãe e diz apenas não…10 e puros nãos. Um não seco, duro, frio e sem nenhum passarinho colorido ou aparato técnico neurolinguístico que ajude aquela mãe a competir com SIM`s tão tentadores.
.
Não é uma competição igual.
.
E há muito mais o que dizer a respeito disso. ConsumISMO é um grande mal. Eu não quero que meus filhos cresçam pautando sua felicidade na quantidade do que possuem ou consomem. Porque consumir é tão efêmero quanto o uso de drogas, é um prazer momentâneo, acompanhado de um grande vazio. Consumismo, é consumir mais do que necessitamos e até o que não queremos.
Além de fazer mal à nossa vida e torná-la uma sucessão de frustrações, gera um lixo absurdo que não temos mais onde colocar e retira infinitos recursos da natureza.
.

Não, não é esse futuro que quero para meus filhos. Por isso defendo uma infância livre de propagandas que falem diretamente com as crianças. E quando alguém alega que isso é censura ou tirar a liberdade de expressão, lembro sempre do quanto é falso dizer que uma prato de comida pode ser facilmente trocado por um copo de achocolatado. É isso que a propaganda faz, com nossos filhos e com as mães que arduamente se esforçam para fazer o filho comer algo saudável. Isso é fazer uso responsável da liberdade de expressão?
.
E por fim, temos um grande exemplo que foi a publicidade de cigarros proibida há mais de 20 anos. Quem é da minha geração se lembra das propagandas de cigarro com todo tipo de esporte  e vida saudável (cigarro, esporte e vida saudável?). Hoje nos soa absurdo. Pois essa semente do absurdo foi plantada lá atrás e tenho certeza, foi um passo fundamental para a forma como nossa sociedade enxerga o cigarro hoje. Enxerga como ele é. O mesmo cigarro que já foi sinônimo de vida bem sucedida, hoje é sinônimo de doenças graves e proibido em lugares fechados. Estou certa que tivemos um grande ganho, e poupamos a última geração de crescer vendo o cigarro de forma tão equivocada. Assim é com publicidade infantil, não ter será grande engano.
.
As crianças não geram renda tampouco tem maturidade para decidir sobre o próprio consumo. Usar a ingenuidade delas para convencer os pais e para criar nelas desejos desnecessários é uma maldade e uma irresponsabilidade com o futuro da nossa sociedade.
Agora eu pergunto, se para uma família que a mãe passa um tempo acima da média com os filhos, já é dificil, imagina para aquelas famílias que não têm esta possibilidade? Consideremos que a maioria da nossa população tem na
TV seu único entretenimento  onde se instala um mundo de fantasia a ser almejado e copiado. Famílias essas onde a maioria dos pais enfrenta 14 horas de trabalho mais 4 de condução para dar uma vida minimamente digna para sua família. Eles tem condições de controlar e orientar o que é visto de publicidade infantil?
.
Recentemente, a Telesena está veiculando uma propapaganda com o RESTART, dando uma viagem para Orlando e 5 figurinhas da banda. Isso é certo? Telesena não é título de capitalização? Por que a propaganda de um título de capitalização está sendo claramente direcionada às crianças e jovens se eles não são maiores de idade? Como a família vai controlar que o jovem não gaste 5 reais na compra deste produto sem que eles saibam?
.
Botar a culpa na família é fácil. E uma ótima desculpa para encher os publicitários e as empresas de dinheiro. E as nossas crianças que se danem, vamos faturar!
.
–este post faz parte da blogagem coletiva #infancialivredeconsumismo —
abr042012

O que é a Páscoa?


A Páscoa Cristã tem origem no Pessach (=passagem) que é a comemoração da libertação do Povo de Israel que vivia como escravo no Egito.

Era tradição libertar um prisioneiro na Festa do Pessach (celebração da libertação no Egito – Livro Êxodo da Bíblia)  e Barrabás foi escolhido ao invés de Jesus.

Deduz-se, então, que 

continuar lendo

mar312012

interpretações

Nada é suficiente.

Nada, é suficiente.

mar242012

Por uma infância sem consumismo!

A internet é realmente uma revolução. E quando usada para o bem, é maravilhosa. Existe um projeto de lei, que tramita há 10 anos, com o intuito de proibir a veiculação de publicidade direcionada ao público infantil. Parece radical, parece censura? Mas não é. Lembram-se da publicidade para cigarros? A propaganda de cigarro gerou a mesma polêmica e só ganhamos com a ausência das “caras de pau” das empresas e publicitários que insistiam em associar cigarro a esporte e vida saudável e bem sucedida. Uma reportagem com fumantes famosos confirma que a maioria fumou para ser moderno e se inserir no grupo social que desejavam. Hoje se arrependem pois não conseguem se livrar do vicio. Assim é a publicidade infantil. No futuro teremos criancas com a vida pautada na satisfação exclusiva pelo consumo. Comprar é viciante e a insatisfação compulsiva já se trata nos consultorios e com medicação tarja preta como antidepressivos e ansiolíticos, porque hoje, quem não consome, não faz parte da turma moderna, descolada e bem sucedida. Qualquer semelhança com o cigarro é mera coincidência?

Para completar ,  a Associação de Agências de Publicidade, criou uma ação que pretende parecer dizer que todos somos responsáveis pela infância.  À primeira vista, a gente entende que a intenção da campanha é chamar todos à reflexão mas não é isso. A campanha empenhou-se em culpabilizar exclusivamente os pais pelo controle do que os filhos assistem na TV, como se as empresas não tivessem responsabilidade nenhuma sobre o que fabricam, vendem e anunciam, e as agências de publicidade sobre suas ações de marketing para promover qualquer tipo de produto e serviço direcionado ao público infantil. Uma ação com título dúbio, com atitudes dúbias, com intenções dúbias, assim como é a publicidade voltada para crianças que não têm condições de distinguir o que é bom para elas, o que é realidade, o que é mentira e o que manipulação. Nós adultos somos ludibriados, imaginem as crianças!

Os pais ativistas da internet se uniram e reagiram na hora. E a ABAP tratou-os com um desrespeito e desprezo absurdo, apagando suas mensagens na página da campanha, manipulando os comentários, banindo comentaristas que se opunham ao que eles queriam propagar. E ainda dizendo que nós, pais, queremos censurar a propaganda e impedir a liberdade de expressão da pobre publicidade. Liberdade de expressão só deles, basta ver as regras de participacão do seu site que a gente vê a cara ditatorial e demagógica de suas intenções. Mas uma coisa importante de se tentar entender, é o que a publicidade espera dos pais quando os culpabiliza. Afinal, o que querem que façamos: ficamos em casa cuidando do lixo propagandeado excessivamente às crianças ou saimos para trabalhar como loucos para poder consumir o que eles anunciam? Fiquei confusa.

O que eles não esperavam , era encontrar pais instruídos, informados e prontos para defender o bem estar de seus filhos respondendo na mesma moeda: criaram um site para divulgar a importância de se botar um freio na farra da publicidade infantil. E o site dos pais, entitulado INFÂNCIA LIVRE DE CONSUMISMO, recheado de depoimentos, artigos técnicos, reportagens, charges e imagens  relacionadas ao tema, atingiu, em apenas 3 dias, o mesmo número de simpatizantes e apoiadores que o site da ABAP levou 1 mês para conseguir.

E em 5 dias, o site Infância Livre, conseguiu ultrapassar o site da ABAP, que vale lembrar, é mantido por uma agência de publicidade contratada, o que não acontece com a ação dos pais da internet. Isso nos leva a pensar em outras coisas. Por que a ABAP faria uma ação tão desastrosa? Por que usaria profissionais tão amadores? Por que não teria o menor constrangimento em agir com tão pouca ética com os usuários do site? Será que isso se resume em apenas uma questão: eles subestimam as famílias? Os pais? E acham que somos realmente uma massa tola e manipulável sem força nenhuma para reagir?

Hoje, a publicidade é autorregulamentada pelo CONAR – Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária e isso é péssimo para a nossa sociedade a começar pelo fato que o conselho de ética da entidade tem apenas 19 pessoas representam a sociedade civil, dentre eles, seis jornalistas, três advogados e apenas um médico, enquanto as outras 136 pessoas representam anunciantes ou veículos de comunicação. Isso prova, na base, o tamanho do problema que é o controle da publicidade brasileira que está longe de defender os interesses da sociedade.

Por isso, esse grupo de mães e pais, que defende a infância, convida a todos a conhecer e CURTIR  esta iniciativa no Facebook . Ela tem o intuito de informar e mostrar os argumentos que levam a ver essa necessidade tão grande de se proteger nossos filhos dos malefícios de uma propaganda que é estratégicamente pensada e elaborada para encantar, que não os respeita, que os engana, que os faz acreditar numa falsa sensação de alegria e determina o que se tem como fator primordial de status social desde a mais tenra idade.  E que ao repensar a publicidade, estamos pensando na forma como estamos consumindo o planeta, já que o consumismo está na contramão da educação para o futuro e da sociedade mais sustentável que buscamos.

 

mar182012

pequenos cidadãos

 

Criança tem direitos, vamos falar um pouco deles?

ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE  -  título 1 – art 3 e 4 :

ART. 3.:  A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade.

ART.4.: É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público, assegurar com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde , à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, `a dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.

CAPÍTULO II – art.16.: O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos:

I – ir, vir, estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as condições legais;

II – opinião e expressão;

III – crença e culto religioso;

IV – brincar, praticar esportes e divertir-se;

V – participar da vida familiar e comunitária sem discriminação;

VI – participar da vida política na forma da lei;

VII – buscar refúgio, auxílio e alimentação.

 

A CONSTITUIÇÃO FEDERAL , artigo 227:

É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito `vida, à saúde, à alimentação, á cultura, à  dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.

 

mar122012

Dona Benta é presa pelo Ibama

  No Sítio do Picapau Amarelo, na tarde de hoje, os netos da Sra. dona Benta, P. 9 anos, e a menina N. de 8 anos, mataram a facadas, estocadas de espeto de churrasco, uma pequena espingarda com pólvora dentre outros artefatos domésticos, uma onça pintada. O animal, considerado em extinção pelo Ibama, não resistiu aos ferimentos. D. Benta prestou depoimento e afirmou não saber explicar como tudo aconteceu. Como os menores estavam sob sua responsabilidade, ela será indiciada por crime contra o meio-ambiente, que dá de 2 a 4 anos de reclusão. Dona Benta permanece presa por ser crime inafiançável.

————————————————–

Este é um texto de ficção baseado na obra de Monteiro Lobato, as Caçadas de Pedrinho que comprei para ler para meus filhos. Pensei nessa pequena historinha da prisão da D.Benta e publiquei aqui porque embora veja todo mundo dizer que leu,eu mesma nunca tinha lido este livro, nem quando criança. E não pude deixar de conter minha surpresa ao ver na história, crianças decididas a matar um animal sem motivo aparente com facas de cozinha, espeto de churrasco e espingardas com pólvora.

É impossível não fazer um paralelo ou questionar uma história tão famosa com a realidade dos dias atuais onde seria impensável uma criança empunhar facas, espetos de churrasco e espingardas com tamanha naturalidade e matar uma onça! É importante lembrar que Monteiro Lobato era do início do século XX, e vivia na roça. Talvez ainda no interior, tenhamos crianças que tenham este comportamento de forma natural. Mas a dúvida permanece, o que devemos fazer? Deixamos o livro para crianças maiores, ou corremos o risco de ter que responder perguntas curiosas? Ou pior, que foi o meu caso, correr o risco de não haver pergunta nenhuma e não termos ideia de como essa história foi absorvida por nossos pequenos? Acho que vou tentar o Reinações de Narizinho. Alguém tem algo para me dizer? fale agora ou cale-se para sempre… :)