Um relato de parto – parte 3
Posted on 29 abril 2009

A Casa de Parto
Durante o pré-natal ficamos encantados com a Casa de Parto recém inaugurada em Realengo! Não foi minha primeira opção por ser muito
longe da minha casa e porque havia , digamos, uma situação limitadora de ser atendida na Casa de Parto. Isso porque eu não morava em Realengo e todo mundo sabia disso. Por isso, deixei a Casa de Parto como segunda opção. Mas este contato na Casa de Parto também foi um determinante negativo porque foi mais um motivo para ficarmos relaxados com relação ao plano/médico B. Só que na verdade, não podíamos ter contado tanto com a Casa de Parto nestas condições como plano B. A Casa de Parto deveria ter sido o plano C. Eu participei de todas as atividades e grupos de gestantes da Casa de Parto. Para nós dois, infelizmente, foi um apenas sonho maravilhoso. Foi um grande erro contarmos com uma situação que na verdade estava totalmente indefinida. Somente devemos confiar em situações claras e definidas. Esta é uma situação em que não cabem dúvidas.
Resolvemos dar uma caminhada para tentar fazer o trabalho de parto avançar. Demos uma volta completa em quase 3 quarteirões. Ao chegar em casa, por volta das 11.30h o médico tinha ligado e falou que era pra eu ir pra lá. Eu disse que estava esperando a guia da UNIMED que ainda não havia chegado e que já que era tão tarde, era melhor eu almoçar e depois ir pra lá. Logo depois chegou o rapaz da UNIMED, tomei um chá de canela (que ajuda naturalmente na aceleração do trabalho de parto. Da minha casa ao consultório, leva em torno de 1 hora. No caminho tive a sensação de que minha vagina estava abrindo e muita vontade de ficar com as pernas abertas (deve ter sido puramente psicológico). Quem sabe se eu tivesse tomando um banho bem quente (de chuveiro) antes de ir ao médico, poderia ajudar o TP… Tem muitas técnicas que podemos lançar mão quando nos informamos.
Chegamos ao consultório dele felizes da vida. Afinal, tudo estava bem.
Ao deitar na cama para exame, ele ouviu os batimentos do bb (que estavam normais) mediu a barriga, apalpou, verificou a pressão (normal) fez as perguntas de praxe (dor, contração, quantidade de líquido perdida – resposta: 3 toalhas de banho e 1 de rosto, encharcadas). Ligou seu aparelhinho de ultra e mostrou o que era líquido e disse que havia muito pouco.
-Eu não sei quanto é pouco. Ele mostrou o que era líquido mas será que naquele momento da gestação, o tamanho do bebê também não influencia para que o líquido diminua?
Estava tranquila, sem dor, sem desconforto, sem medo e ainda sentindo meu filhote se mexendo dentro de mim, coisa que pensei que neste momento não aconteceria mais, mas acontece. Delícia……
Ele fez um exame de toque e já me dando a mão para me ajudar a levantar da cama ele disse: não tem jeito, vai ter que ser cesárea. Assim, na lata, sem preparação, sem diálogo, nada. Neste momento a palavra cesárea “apagou todo o resto” e nem mesmo questionei o exame de toque com a bolsa rota que deve ser totalmente evitado.
É… a maioria das mulheres não sabe disso mas a bolsa rota “abre” caminho para entrada de qualquer contaminação dentro do nosso corpo, por isso é importante não fazer exame de toque com bolsa rota.
Continua na próxima semana.
_____________________________________________________________________________
Ana Cláudia Bessa
continua na próxima semana
8 responses to Um relato de parto – parte 3



@anaclaudiabessa



[...] de parto – parte 2 :
[...] de parto – parte 2 :
[...] de parto – parte 2 :
[...] de Parto – parte 6Futuro do Presente .» Blog Archive » Um relato de parto – parte 2 em Um relato de parto – parte 3Futuro do Presente .» Blog Archive » Um relato de parto – parte 3 em Relato de parto – [...]
[...] comenta Futuro do Presente .» Blog Archive » Um relato de parto – parte 3 em Relato de parto – parte 4Futuro do Presente .» Blog Archive » Relato de parto – [...]
[...] de parto – parte 2 :
[...] Um relato de parto – parte 3 [...]
[...] Um relato de parto – parte 3 [...]