Reusando
Posted on 02 março 2009

A cadeirinha de carro do mais velho começou a rasgar em vários pontos. A cadeira é indicada até um determinado peso e idade e sua capa não aguentou ser usada durante este tempo sem se desgastar. Para piorar, eu coloquei (como sempre) na máquina para lavar e ela rasgou mais ainda. Pensei em comprar outra mas fiquei pensando que essa daqui iria para o lixo e a outra no futuro também. Além disso, ele vai usar muito pouco, já que mantenho-o usando a cadeira apenas porque é mais confortável quando ele dorme.
Pensando na possibilidade de comprar outra capa, eu, até por curiosidade, consegui o telefone do representante do fabricante (através do site na internet) e fiquei sabendo que uma única capa, nova, custava 140 reais. Não dava para gastar tanto dinheiro em algo que usaremos tão pouco.
Pensei na possibilidade de mandar para um estofador fazer uma igual mas eu já ouvi falar que uma pessoa fez e se arrependeu porque não ficou legal. Nem lembro quanto tinha sido cobrado, acho que foi 90 reais para um estofador aqui perto reproduzir a capa sem garantia nenhuma de que ficaria boa. Aliás, ele já preveniu que perfeita não ficaria.
Tive a idéia de remendar, e o estofador, reticente, topou. Falei que era só para eu usar por mais um tempo, que ele fizesse o melhor possível e graças as orientações que dei, consegui convencê-lo de fazer o serviço que ele falou que não daria para fazer de jeito nenhum porque o tecido estava rasgando com facilidade. Dei as orientações e ele se convenceu e cobrou 20 reais! Topei na hora !
Pegaria a capa no dia seguinte, ao final da tarde. Não orientei-o a usar um tecido de cor similar à capa porque fiz tantas recomendações de que a única ressalva era que o acabamento tinha que ficar bonito, que o importante era fazer os remendos com capricho, que achei que era óbvio. Apesar de já ter aprendido em experiências anteriores que nada é óbvio. Temos que falar em detalhes quando queremos algo sob encomenda. Tive que pedir , por exemplo, para ele usar um tecido que fosse além do rasgo de forma a não forçar uma parte que já estava cedendo, etc..etc..etc… Parece óbvio, né? Tanto não foi que você pode ver a cor do retalho que ele usou na cadeira. Eu não falei a cor!!! Mas eu nem reclamei porque fico tão cansada de ter que falar tudo e reclamar de tudo que preferi pagar os 20 reais e usar a cadeira durante mais um tempo. E ainda estou feliz da vida.
Pior para ele que sei que não é um cara caprichoso e que cuida dos detalhes do seu serviço. Se ficou ruim, não ficou. Ficou até “fashion”. Poupou o meio-ambiente de um lixo desnecessário e poupou uma boa grana. Mas dava para ficar bem melhor e com acabamento sem essa cara de remendo. Taí o resultado e a dica caso alguém passe pelo mesmo problema. Não jogue fora, não compre outra. Um bom remendo resolve!
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Ana Cláudia Bessa
14 responses to Reusando



@anaclaudiabessa



Ahhhh bom!!! PQ senão ja ia colocar o meu velho, porém zerado, bebê conforto no carro da minha mãe… hehe
Haha… Os meus usavam rasgando, mesmo. Principalmente o Zé, que foi último. hahahha……
beijo
Oi, Nanda!!
Essa não é bebê conforto, não…é cadeira de carro mesmo para crianças maiores até 36 Kg.
Que legal! Vc usa essa cadeirinha de bebe conforto pra ele ainda? Qtos anos e peso ele tem? Só por curiosidade, pq a minha ta novinha, mas ja to usando aquela cadeira mais sentada, q fica virada pra frente do carro…
Eu também nunca recebi mesada e nem morri por causa disso e meus pais souberam fazer direitinho o ensinamento do valor do dinheiro.
Mas o engraçado é que esta semana nós fomos ao banco todos juntos no sábado, é aqui as agencias abrem até o meio dia do sábado.
Ele ficou curioso sobre o que era um banco, tentamos explicar para ele que ali a gente colocava ou tirava dinheiro, entao ele disse que também queria guardar dinheiro, foi nesta hora que resolvemos a ensinar o que é ter e guardar e quanto vale cada coisa.
Ele ganhou um dolar do pai e um meu e imediatamente guardou no cofrinho e carrega ele para todo lado.
Quando ele pede alguma coisa e eu digo que nao tenho dinheiro agora ele corre lá no cofrinho e mostra que ele tem. Entao explico que o que tem ali nao é suficiente, toda vez ele vira para mim e responde: entao eu vou trabalhar para ganhar mais.
Ou seja, a vontade de entender o que é dinheiro já apareceu, eu acho que o desafio agora é dosar este ensinamento.
Eu ainda sou calora nesse negócio de mesada. Vejo que o ainda tenho muito a aprender.
Contudo acho que tenho que se pensar muito para definir quais tarefas domésticas eu considero passíveis de remuneração.Vejo diferença, por exemplo entre arrumar brinquedo e manter arrumado. Arrumar é obrigação, manter arrumado merece incentivo para que se assimile o hábito mais facilmente.
Gostei muito da estratégia da multa por improdutividade!
;0)
Gosto do conceito do cofrinho e da idéia de começar a ensinar o valor do dinheiro desde pequenos. Tenho certeza que isso os ajudará muito na vida adulta.
Concordo com o João Carlos, eu dia dizer exatamente a mesma coisa quando estava lendo os comentários anteriores: se pode pagar empregada, faxineira, jardineiro etc. para fazer os serviços domésticos, por que não pode pagar os filhos? E, como eu disse, numa avaliação subjetiva baseada na minha realidade (hahahaha), eu acho que tarefas como manter o quarto e os brinquedos arrumados e fazer lição de casa não devem pressupor remuneração, mas serviços mais pesados, como lavar banheiros, podem ter uma remuneração negociada, sim, por que não?
Ah, sim, aquela amiga sobre quem comentei, que fazia, com os irmãos, serviços domésticos por remuneração, sempre foi ótima negociadora, muito trabalhadora, e sempre soube vender muito bem seu peixe. Tenho certeza de que a educação que recebeu a ajudou a chegar lá.
Thais, a Giovanna também andou com umas manias de querer pagar tudo com o dinheiro do cofrinho (semanada mesmo ela começou a ganhar este mês), mas já entendeu que não vale a pena pra ela.
Vamos por partes (disse Jack, o Estripador…
)
Eu sou o primeiro homem a opinar aqui e sou do tempo em que “tarefa doméstica era obrigação das mulheres” (meu pai nunca concordou com isso e eu sigo o “mau” exemplo dele… Eu só estou falando da forma de pensar dos tempos da minha infância – nasci em 1950).
Vou discordar de quem disse que “tarefa doméstica não deve ser remunerada”. Ah!… Não?… Então por que tanta gente emprega “domésticas” para fazê-las? (Porque pode, porque precisa, porque não tem tempo… As explicações são muitas). Bom… Se pode pagar um estranho, com muito mais razão se pode pagar alguém da família (e aí eu lembro o tamanho da vergonha que passou a ser, no final do século, uma mulher declarar que sua profissão era “do lar”… “Dona-de-casa” jamais ganhou salário… Pois devia!)
A idéia da Ana Cláudia sobre quando se deve começar é razoável… Eu, cá, acho que isso até ajuda as crianças a aprenderem matemática mais cedo (por puro interesse). Mas associar “remuneração” a “obrigações” é uma pedida muito boa!… Inclusive se no “contrato” estiver estipulada uma cláusula de “produtividade”. Por exemplo: quarto desarrumado, multa. Brinquedos espalhados, multa. Mau rendimento escolar, multa (“estudar” também é “obrigação”).
Não que crianças não sejam capazes de abstrações, tais como “interesse coletivo” e “família”. Mas atribuir valores pecuniários às “obrigações” ajuda muito no amadurecimento.
(E – é claro – eu não fiz nada disso com meus filhos: eles são uns fedelhos mimados que, com 28 e 26 anos, atualmente, ainda acham que o papai tem recursos ilimitados e sempre pode financiar seus caprichos. Portanto, eu sei o que NÃO funciona!)
Adorei a ideia da Carla. E talvez 3 anos seja uma idade legal pra começar, claro que se a criança realmente entender a ideia de dinheiro. Acho importante porque deve ensinar a valorizar o dinheiro e barrar um pouco o consumismo. Tb sou contra relacionar a mesada com as tarefas de casa. Ainda mais que criança pequena adora participar das tarefas. Percebo aqui em casa que Laurinha adorar ajudar ocm as tarefas domesticas, por mais chats que sejam pra gente. Até lavar louça, imageinem a bagunça!
Hoje mesmo postei sobre a questão do consumismo, Laurinha está começando a pedir. Olha que ela nunca pedia nada, acho que por não assistir TV demorou um pouco mais pra “querer”, ainda sendo eu um pouco consumista, e minha mãe muito (compra tudo pra ela, mesmo sem ela pedir).
Acho que ainda está um pouco cedo pra ela receber mesada, ela não entende direito. A única coisa que ela sabe que o pai dela precisa trabalhar pra ganhar dinheiro pra ela poder ir na cidade do mickey. Aliás ultimamente, como ela anda muito grudada com ele,só deixa ele ir trabalhar por causa disso. Mas a relação dinheiro x coisa que ela quer “levar pra casa” acho que ainda não entende.
Beijo
Renata
Ah, eu comecei a dar semanada pra Melissa (4 anos) e o João (3 anos) acabou entrando na onda, apesar de ainda não entender muito bem. A gente dá 2 reais por semana.
Mas é assim, quer ir no brinquedo do parquinho, usa a semanada. Mas se um comprou figurinha e o outro nào, um vai no brinquedo e o outro não.
A Mel já entendeu, mas ela sempre quer pagar o estacionamento (?), o restaurante (?) e acaba sem nada. Huahuahau. Mas ela fica feliz pagando.
Ela quer, agora, a horrenda Barbie Butterfly. Falei que se ela juntar a semanada por 40 semanas ela compra. Mas ela nem começa a juntar e nem vai ganhar essa boneca porque eu me recuso. huahauahauha
Agora, eu não pagaria pra eles fazerem tarefas domésticas, não. O que precisa ser feito, vai ser feito por quem tiver que fazer e ponto. Eu faço tudo, hoje, e quando eles puderem fazer, vão fazer, sim.
beijo,
Ana, tenho uma amiga cujos pais pagavam ela e os irmãos, na adolescência, para fazerem as tarefas domésticas. Lavar banheiro e limpar piscina eram as tarefas preferidas dela, porque pagavam mais. (risos) Eu acho uma abordagem interessante, sim. Arrumar cama, brinquedos, ajudar a pôr a mesa (etc.) acho que não devem ser tarefas pagas, mas um trabalhinho mais pesado, bem feito, acho que merece, sim. (Se as meninas enrolam pra começar a arrumar os brinquedos, eu pergunto se posso pegar a vassoura pra juntar e doar.)
Comecei a dar semanada pra Giovanna este mês, ela faz sete anos amanhã. Cinco reais por semana. Ela pode juntar para comprar um brinquedo, livro, artigo de papelaria… Enfim, a gente conversa e decide. Ela já tinha cofrinho onde ia juntando moedas aleatórias, e quando deu uma graninha boa, ela optou por comprar um livro “sobre antigamente”. Acabou escolhendo um que falava sobre a trajetória de Santos Dumont (o pai adorou).
Lanche na escola eu vejo como obrigação minha prover. Eu mando lanche todos os dias, e um dia na semana mando dinheiro para elas comprarem (mas tem o combinado – uma fruta, um salgado e um suco/bebida láctea). Um extra pode vir do dinheirinho delas, sim.
Eu optei por começar a dar semanada fixa agora porque, estando no primeiro ano, ela começou a trabalhar a matemática mais intensamente. Junto com o início dessa fase, dei um caderninho para ela anotar os ganhos e gastos. Português e matemática. Tomara que dê certo a iniciativa. Ela ainda não tem noção exata do valor do dinheiro, principalmente os centavos. Acho que pode ser um bom exercício.
A Carina ainda não ganha semanada, só moedas aleatórias para pôr no cofrinho. Acho ainda muito pequena para isso.
Oi, Ana;
Pra começar, esqueça esse “The Mom’s Show”. É atroz. Foi ali que eu assisti uma discussão sobre desmame – aos quatro meses. E uma mãe dizendo que o filho de meses a-do-ra coisas de sal – ela faz um prato imenso de batatas fritas só pra ele!
Enfim… Concordo quanto a não dar dinheiro em troca de tarefas domésticas. Dividir as tarefas domésticas não é “ajudar a mamãe” – é ajudar a todos. Nós moramos na mesma casa.
As meninas não têm mesada, mas quando começaram a pedir isso e aquilo (mais ou menos na faixa dos 5/6 anos – elas têm 7 e 9) eu sentei e expliquei a diferença entre essencial e supérfluo. Então, sempre pergunto a elas “Você precisa disso?” Elas pensam e se dizem “Não” (lápis brilhantes, coloridos, maus um arco de cabelo, mais uma boneca, mais um bicho de pelúcia) o assunto encerra-se sem choro. Se elas dizem “Sim”, então resolvemos se é essencial ou supérfluo. “Você realmente precisa de lápis brilhante? “Eu preciso de lápis porque os meus acabaram. Não podem ser brilhantes? “Podem, mas são mais caros que os normais. Então
esse fim de semana vamos ao cinema mas você não vai comprar nada para comer no filme. Troca a pipoca pelos lápis brilhantes?”. E elas decidem.
Eu dei uma lata para cada uma. A escola promove um acampamento no fim do ano que custa R$ 300 cada criança. Então, elas têm a decisão de usar o dinheiro que ganham (da Fada dos Dentes, de aniversário, dos avós) ou o destinado aos (poucos) supérfluos para gastar no que quiserem ou guardar para o acampamento. O que combinamos foi que elas têm que ter pelo menos a metade do dinheiro para ir ao acampamento. Eu completo o restante. Ano passado, cada uma tinha 2/3 do valor.
Como sou sozinha, desde cedo elas começaram a entender que o dinheiro da mamãe acaba. Não é uma fonte inesgotável. E elas têm que ter a noção que às vezes é preciso escolher como gastar o dinheiro, juntar para conseguir algo mais na frente e aprender a se desligar de uma infinidade de supérfluos que, no fim, não fazem a menor falta. Por isso, elas sabem que, no Dia das Crianças ganham livros, roupas e sapatos (se estiverem precisando), material para a escola (como lápis de cor e canetinhas coloridas) – enfim, coisas úteis. Brinquedos só Papai Noel traz. No último aniversário ganharam muitas roupas de inverno e renovei os sapatos de cada uma. Brinquedos, só um que ensina silabação e dois quebra-cabeças. E ficaram imensamente felizes.
Bjs
Ana Cláudia,
Adorei o assunto, muito pertinente para quem tem filhos pequenos, como nós.
Eu já li que se deve dar uma mesada (ou semanada) de acordo com a idade da criança:
- Se ela tem 3 anos, então ganha R$ 3,00;
- Se ela tem 4 anos, então ganha R$ 4,00 e assim por diante.
Meus filhos já aprenderam a pedir moedas para comprar balas, pirulitos e chicletes. Eu não estabeleci uma mesada, dou quando acho que tenho que dar. Se meu filho se comporta mal, não ganha moeda. E tampouco ganha moeda todos os dias.
Como meus filhos passam a manhã com meus pais, meu pai instituiu o “Dia do Sim” e o “Dia do Não”. No Dia do Sim, ele ganha moeda. No Dia do Não, ele não ganha. E se ele se comporta mal, o Dia do Sim vira Dia do Não.
Eu também não acho certo pagar para os filhos fazerem as tarefas domésticas, mas eu me lembro de ter cobrado meus pais para arrumar a cama, lavar a louça, botar a mesa, etc, só para juntar dinheiro para ir ao Parque de Diversões. risos!
E meu pai sempre me deu mesada, para que eu tivesse meu próprio dinheiro.
Beijos
tb fui uma que nunca recebi mesada, viu… kkk