Para agradar precisamos ser focas?
Posted on 11 março 2009
Essa semana me aconteceu algo que me surpreendeu.
Eu participei de um evento e não achei que foi o melhor evento do mundo.
E externei minha opinião. Mas isso gerou uma fúria fora do comum.
E o evento foi bom porque as pessoas estavam bem dispostas, felizes e queriam genuinamente se conhecer.
Mas o programa foi numa sala fechada, sem uma janela, totalmente acarpetada onde o ar condicionado não dava vazão e o calor era infernal.
Além disso, ficamos lá vendo, por horas, propagandas de patrocinadores sem nem uma sequer pauta mais relevante.
Sem uma atividade para nos conhecermos melhor, saber quem somos, o que fazemos. Tudo que tentei levar além disso foi negado.
Aí, num dos meus pedidos de patrocínio, me mandaram a resposta dizendo que não havia interesse por parte de patrocinadores por um evento sem assuntos relevantes e para um bando de mulheres querendo se divertir.
E eu passei essa resposta para o grupo,e foi aí que o ódio tomou conta da situação.
Precisamos ser focas e aplaudir todos para sermos aceitas num grupo de mulheres?
Até quando nós mulheres vamos ficar olhando os homens se concentrarem nos fatos e fazerem eventos excelentes enquanto nós ficamos no calor ouvindo propagandas e rindo?
Até quando ficaremos puxando os cabelos umas das outras quando não concordamos?
O evento pode ter sido divertido por causa das pessoas. Mas o conteúdo foi?
As condições foram?
Podemos fazer melhor?
E acabei caindo na armadilha que era provocada há dias: respondi uma pergunta e pronto, ameaças veladas e barracos públicos.
Não sei se fiz bem, me desconectei.
Preferi me calar porque tem horas que não podemos simplesmente nos defender porque o nível da discussão pode baixar e ninguém tem obrigação de ficar ouvindo mulheres resolverem suas diferenças em público.
Não sou santa, sou sincera e não fico tramando nada pelas costas e um dos meus grandes defeitos é esse: falo o que penso.
E se tiver que dar respostas grosseiras a atitudes grosseiras, faço. Mas eu estava me controlando bem. Nem respondi e-mails a respeito porque o mal já estava feio. Melhor deixar as coisas esfriarem. Assim como sei tratar pessoas com delicadeza e respeito sei destratar. Mas foi muita provocação, muita…imaginem 3 contra uma! Era bombardeio pesado, como se diz. E não estou me dizendo vítima, apenas das 4, a única discordante, era eu.
Não faço fofoca, não faço parte de grupos ou estimulo panelinhas a se formarem.
Sinto que a coisas estão bem além do grupo das quatro pessoas envolvidas, mas isso é bom porque quando outras pessoas tomam partido pelas aparências ou só por ouvir um dos lados, o joio se separa do trigo. Sempre soube que quem ri por último ri melhor, porque a verdade demora, mas aparece. É só dar tempo ao tempo. E uma coisa que não fiz, foi falar dessa situação para ninguém, só agora estou desabafando. Porque tenho um compromisso com o que prego.
E não vou colocar comentários permitidos aqui porque não quero barracos públicos nos comentários das pessoas que se sintam “injustiçadas”, que pelo andar do que aconteceu agora, vai rolar, com certeza.
Se quiserem falar algo, me escrevam: ofuturodopresente@gmail.com
Foi só um desabafo de alguém que nunca foi santa e que continua achando que o evento poderia ter sido melhor, muito melhor mesmo nas condições mais adversas.
E que nós mulheres precisamos de eventos que falem mais do que sobre beleza, maquiagem e sexo.
Temos um mundo machista para mudar que continua querendo nos prender nos saltos, na dieta e nas clínicas de estética enquanto eles continuam mandando ou envolvidos na elite dos que realizam de verdade as coisas que fazem diferença na vida de todos.
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Ana Cláudia Bessa
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@anaclaudiabessa



Amigas, estou tentando compilar o relato de parto. São 11 páginas e ficaria inviável postar algo tão grande para ler aqui no blog. No relato, eu falo das falhas que eu mesma cometi quando o médico me deu vários e claros sinais de que as coisas não seriam como e queria. Comecei a ler o relato e a emoção volta com força, é reviver aqueles momentos.
Hoje, olhando para trás eu poderia ter arriscado mais indo para a casa de parto para ser encaminhada para o hospital referência. Eles , com certeza, aguardariam mais um pouco antes de me operar. Quem sabe, nem seria operada. Ter investido num médico humanizado e depois pensava como ia pagar, seria outra opção. Ter gritado com o médico que não pode atender e pedir desesperadamente que alguém passasse a ligação para ele. Procurar uma parteira, enfim… Não foi fácil pensar nisso tudo em 20 minutos que foi o tempo que tivemos antes de entrar novamente no consultório desse médico. As emoções em turbilhão, o medo, a revolta, a decepção e a sanidade se misturavam.
Médicos como ele, se aproveitam justamente disso.
Sobre falar o nome do médico, eu vou falar sim no post do relato.
é fundamental. Não é difamação , é a minha história.
e a contarei quatas vezes for preciso para evitar que uma mulher perto de mim, que realmente queira o parto norma, passe pelo que passamos.
Beijos em todas!
Se vc passou por essa experiência, não há pq não citar o nome do dito cujo. Antes que alguém retruque, isso não é calúnia/difamação, mas a simples divulgação de um fato.
Qd eu quero saber se um produto presta, eu procuro opinião de consumidores a respeito. A mesma idéia deveria se aplicar para esses “profissionais”…
M.
Ana, adorei o template novo. Tinha passado aqui, mas não consegui comentar. hauahau.
Enfim, que horrível! Que médico sem caráter!
Eu tive minha bolsa estourada por mais de 24 horas e ninguém nem pensou em cesárea. Ainda bem………
Mas é difícil, mesmo, não?
Eu tenho UMA amiga que teve parto normal com médico normal. Mas um parto rápido, calmo. E tenho outras amigas que tiveram partos normais, domiciliares e tal, mas ainda são em grande minoria, comparando com as que tiveram cesárea. Um nooooooojo!!!!!!
Beijo
Isso foi em um hospital particular? E eu achando que o sistema público é que fosse sujo.
Vi ali em cima o relato de partos na família. Bem, na minha somente não houve parto normal no de um primo que estava muito torto dentro do útero.
ah, ana-xará, q triste essa sua história, eu não sabia…
acho q nossas mulheres estão cada dia mais à mercê apenas de sorte… no meu círculo restrito de conhecidAs, só têm chance REAL de parto normal as q procuram grupos de apoio. mesmo assim, nem todas conseguem…
nenhuma das minhas 4 cunhadas teve parto normal.
nenhuma das minhas primas teve parto normal.
parto normal, na minha família (e na família do meu marido), só até a geração da minha mãe (e sogra), q já está com 70 e tantos anos…
triste essa realidade, né?…
eu tenho duas filhas (e um filho q já namora firme), fico pensando no futuro delas… tomara q a gente consiga fazer diferença nessa história…
qto mais o tempo passa, mais eu agradeço meu médico “convencional”, q soube esperar meus filhos darem sinal de q era tempo deles nascerem… e eu, pra me garantir no último parto, apelei pra uma parteira mesmo!!
Eu, você e todas as outras pessoas que estão lutando por manter esta prática dentro da humanidade.
Quando eu fiquei grávida e fui fazer um curso de gestante, a primeira pergunta que o médico nos fez foi a seguinte: O que vocês estão fazendo aqui?, ele continuou, – O, ato de nascer é a coisa mais antiga do mundo, durante milhares de anos as mulheres parem e só existe um local por onde o bebê tem que sair, o resto é emergência.
Ele mesmo respondeu a primeira pergunta: – Vocês estão aqui por que a sociedade os afastou deste ato tão simples e natural e as mulheres hoje em dia precisam reaprender a parir.
Bem, nem preciso dizer que eu gostei muito das aulas e aprendi muito também e é claro desmistifiquei um monte de coisas, aquelas que os “amigos” viviam buzinando no ouvido da gente.
Também tive sorte com a minha obstetra, que sempre trabalhou em prol do parto natural, mas infelizmente eu tive A emergência e por causa de descolamente de plascenta tivemos que realizar uma cesárea. Como fiquei triste, como sentia dor no local da cirurgia e por causa disso hoje sou uma mulher traumatizada com qualquer dor que possa adivir de uma operação, por menor que seja.
Temos que continuar com a boca no trombone e retirar esta imagem que o Brasil tem aqui fora, imagem esta que só reflete a verdade.
Para encerrar: uma amiga brasileira ficou grávida e foi no hospital preparar toda a papelada para o parto do filho e qual não foi o espanto dos funcionários de lá quando souberam que ela queria parto normal, já que eles sabiam que no Brasil só se nasce através de cirurgia.
Sem mais.