Escolas: realidade x discurso.
Posted on 25 março 2009
Fico observando as escolas, os discursos, as apresentações e propagandas que fazem de si mesmas. Ser sustentável está realmente na moda. E isso significa que, por ser moda, todo mundo quer dizer que faz e que usa. Mas não faz.
Como as escolas podem dizer que ensinam reciclagem quando pegam todo o seu lixo e juntam na mesma lixeira para que o lixeiro comum junte tudo e leve pro lixão? Além da questão de não reciclar o lixo, como pode uma instituição que tem a missão de educar crianças e jovens para o futuro, não ter preocupação com o lixo deixado no planeta?
Que escola é essa que não tem essa preocupação genuína?
Vendo a lista de material escolar e os gastos que nos são praticamente impostos no decorrer do ano, podemos ver também a quantidade de coisas que compramos e que as escolas não tem a menor preocupação em reaproveitar. Coisas que, muitas vezes, serão usadas apenas uma vez!
Eu não consigo aceitar que uma instituição que se diga preocupada em preparar seus alunos para o futuro (TODAS DIZEM ISSO) não procure se organizar de forma a fazer um consumo consciente de material e das coisas a serem compradas no decorrer do ano. Não aceito que as atividades não sejam pensadas para este fim.
Eu preciso realmente me informar mais sobre a questão da participação dos pais na escola. Se não é, deveria ser obrigatório a escola eleger/convidar um pai/mãe representante para cada turma e promover um encontro semestral entre eles, sem a participação da escola de forma que eles possam conversar abertamente sobre suas insatisfações, satisfações e anseios com relação à escola. Elegeriam-se os principais pontos e repassaria este documento para a escola. O que fosse viável seria feito; o que pudesse se tornar, seria colocado em projeto e o que fosse inviável seria discutido em busca de alternativas.
Eu não vejo ponto negativo num projeto como este, nem para os pais, nem para as escolas.
Mas o que vejo é que escolas fazem de tudo para manter os pais isolados. Eu que sou mãe e trabalho em casa, tenho uma possibilidade extra de conversar com outras mães. E posso ter a medida exata de que as insatisfações e anseios, na maioria das vezes, são os mesmos.
As escolas ainda fazem questão de se manter distante dos pais.
E as escolas que saírem na frente para mudar este comportamento, estarão no futuro para o qual dizem que querem preparar seus alunos.
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Ana Cláudia Bessa
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Papo via Twitter com a Renata Matteoni : http://rematteoni.caixadepandora.com.br/?p=2081
2 responses to Escolas: realidade x discurso.




@anaclaudiabessa



Rê, como eu demorei a responder seu comentário! Desculpe!
Essa atitude da escola comprar o material, eu acho ótima porque assim a compra pode ser feita de forma mais sustentável e econômica pois compra o material em grande quantidade. Para isso a escola precisa ser séria e correta ao repassar o custo do material para os pais.
A escola das crianças já trabalha bastante com sucata…ou seja, cada escola tem uma forma de proceder.
A escola precisa ter abertura, mas os pais também precisam querer. Na escola das crianças, os pais comparecem bastante às reuniões e acho isso legal, até me surpreende. Mas sinto que a maioria dos caso se restringe a esta presença, infelizmente.
Ana, a escola da Pipoca tem várias particularidades. Uma, que não compramos material, pagamos uma taxa anual que nem é tão cara. Periodicamente, no entanto os pais de cada aluno são reponsáveis por prover as frutas da semana da turma. Semana que vem será minha primeira vez. O restante do lanche é provido pela escola. Por outro lado a escola nã trabalho com sucata com as crianças, isso é parte da filosofia mesmo. Eu não concordo.
Lá tb, por ser uma escola asociativa, os pais tem voz ativa. Há palestras, oficinas, reuniões, cafés da manhã e os professores ficam disponíveis duas vezes por semana em determinados horários no turno em que não dão aula, para conversar com os pais. É só agendar. Semana passada, tive uma primeira conversa com a professora da Pipoca. A única questão que me incomodava foi esclarecida pela professora. Ela mostrou que ela e a escola tinham consciência do problema e que, embora ainda não estivesse sendo solucionado, elas já estavam lidando coma questão. Vamos ver. me surpreendo tb porque nessa cponversa recebium dica preciosíssima pra lidar com o fato de que eu viajaria sem a Pipoca pela primeira vez. Foi nesse último final de semana, uma noite só, mas a primeira que passei longe dela. A professora me sugeriu que contasse histórias pra ela que ocntemplassem alguma situação semelhante. Eu inventei a história da loba que ia deixar a lobinha com o lobo pra viajar com suas amigas lobas pra se cuidar, mas ela voltava com muitas novidades e fotos. Impressionante o resultado. Já fui asssitir a duas palestras e essa semana pretendo participar de uma oficina de pães que vai aocntecer para o bazar de páscoa.
Mas hoje vejo que idealizei essa questão da atuação dos pais na escola. Ela, a escola, tem bastante abertura, mas segundo soube há muitos pais que não participam por nada. Se limitam a mandar os filhos pra escola e nem nas reuniões aparecem. Segundo a professora da Pipoca, não são poucos. O que me levar a concluir que existe tb uma parcela de responsabilidade dos pais nessa distância a que vc se refere. Me parece um movimento de mão dupla. Provavelment grande parte dos pais não tem essa preocupação que vc tem e acaba que ianda que a escola não colaborasse para essa distância, ela existiria mesmo assim.
Beijo
Re