Cada caso é um caso. | Ana Cláudia Bessa

Cada caso é um caso.

Posted on 20 maio 2008

Mas também cada pessoa acredita no que quer acreditar.

Eu mesma citei que independente da minha vontade, meu filho mais velho parou de mamar no peito aos 10 meses.
Não dependeu de mim.

Afinal, como obriga-lo a sugar meu peito contra sua vontade?
Ainda tentei, insisti, mas não houve santo que o fizesse mamar.
Ele já comia outros alimentos, embora fosse com relutância.
Nunca usou bico de mamadeira (eu doei todos para uma fundação assistencial). Sempre copo ou bico de copo.
Não foi uma transição fácil. Contudo, como eu estava grávida, imagino que , como dizem, o sabor do leite tenha se alterado em função dos hormônios e isso tenha causado seu desinteresse.
Se você não conseguiu amamentar, se o seu caso é o mesmo, ou seja,vc tentou,buscou ajuda, informacão, teve persistência e mesmo assim não foi possível, a mamadeira foi uma opção necessária.Em caso de gêmeos, imagino ser mais difícil, cansativo, desgastante para a mãe. Realmente não tenho experiência nenhuma, nem perto de mim para fazer qualquer comentário. Contudo, muitas mães desistem sem nem mesmo pedir ajuda ou buscar informação.Em muitos casos a criança não consegue sugar porque a pega no bico está sendo feita errada. Aí a mãe vira e fala que não conseguiu amamentar e pronto. Deu mamadeira. Um pequeno ajuste e pronto, tudo fluiria. Mas essa mãe não buscou ajuda, não perguntou ä ninguém, não pediu orientação.Certa vez uma amiga comentou que tinha tudo para ter um parto normal mas o médico falou que ela não tinha “abertura” e claro que ela confiou no médico experiente e partiu para a cesárea. Contudo, falta de abertura, somente na hora do parto é que é possível saber, antes nem com reza forte. Mas ela não questionou o médico.Na hora de amamentar teve dificuldade e o pediatra orientando disse ä ela para ter paciência que era assim mesmo, mais alguns dias e tudo estaria indo bem. Pelo bem do filho, ela contrariou o médico e deu NAN. E tudo mudou,o filho ficou feliz e “alimentado”. E ainda bem que ela não ouviu o médico.O que quero dizer com essa história?Que a gente acredita naquilo que quer.Quando ela não deveria acreditar no médico, ela acreditou.Quando deveria acreditar no médico, não o fez desde o começo. Confiar ou não no médico vai de acordo com a conveniência mesmo que subconsciente.Para mim, ela queria cesárea e queria dar mamadeira, desde o começo.
Há a tese de que dar mamadeira também é amamentar.
Se olharmos a definição do verbo, amamentar vem de mamar, mamadeira é feita para tomar leite.
Mamar é sugar das mamas.
ou estou errada?
De qualquer forma, será que essa questão semântica é a questão relevante?
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Ana Cláudia Bessa

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